terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Um tabloide com Anjinho

Posto uma história de 1 página com o Anjinho. É original de um gibi da Editora Abril por volta de 1982 e foi republicada em 'Almanaque do Cascão Nº 10' (Ed. Globo, 1990).

Anjinho não estava conseguindo dormir e então adaptou a sua nuvem em várias formas para ver se sentia mais confortável e pudesse dormir. Chegou até esculpir a nuvem como uma cama de verdade e uma poltrona, só que de tanto mexer na nuvem, acabou fazendo chover e, assim, acabou ficando sem cama e sem dormir para a sua tristeza.

A cama dos anjos são as nuvens e, com, isso, tiveram várias histórias com o Anjinho dormindo nelas e fazendo formatos nas nuvens. Também era comum histórias com ele esculpindo várias coisas em nuvens, como árvores, flores, brinquedos,  e até caricatura da Mônica, não necessariamente para ele dormir, apenas para deixar o céu mais bonito.

Nesse tabloide ele acabou se dando mal no final e, apesar de ser engraçado para os leitores, a MSP evita hoje em dia finais que os personagens se dão mal no final, com situações tristes e, então, esse tabloide não seria aprovado hoje em dia. A seguir, mostro a história completa.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Magali: HQ "Doidinha pra ir à escola"


Fevereiro é mês de volta às aulas, então mostro uma história de quando a Magali foi à escola por um dia por conta própria. Com 10 páginas no total, foi história de abertura publicada em 'Magali Nº 136' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Magali Nº 136' (Ed. Globo, 1994)

Nela, Magali acorda os pais de manhã, vestida com uniforme da escola do bairro, entusiasmada como primeiro dia de aula como sua amiga Márcia falou. A mãe da Magali, Dona Lili, pergunta quem disse que ela vai à escola. Magali responde que foi ela, quando falou que logo, logo vai e Dona Lili diz que se referiu ao ano que vem quando fizer 7 anos de idade e que a Márcia vai porque é mais velha que ela.


Os pais voltam a  dormir e Magali fica triste na sala vendo pela janela as crianças irem para a escola, menos ela. Até que ela tem ideia de ir lá assim mesmo, sem nem estar matriculada e corre para chegar a tempo. Chegando lá, fica emocionada ao entrar na escola e se espanta com tanta criança no pátio. Uma professora avisa para que as crianças do primeiro ano entrem em uma fila e Magali vai até lá e encontra a sua amiga Márcia e vão estudar na mesma classe.


Na sala de aula, elas sentam uma ao lado da outra e chega a professora Iara, que faz a chamada para eles levantarem a mão e poder conhecer os alunos. Todo mundo é chamado, menos a Magali e Márcia estranha e Magali diz que acha que esqueceu.

A professora fala que eles vão aprender a ler, escrever e a contar e também se alguém tem uma pergunta para fazer e Magali pergunta quando é a hora do recreio e Iara diz que mais tarde. Começa a aula e Iara pergunta que letra ela escreveu no quadro. Todos falam que é a letra "A" e Iara manda falarem uma palavra que começa com a letra "A". Os alunos falam abacaxi, amora e abobrinha, dando tentação para Magali comer e então Magali dá uma lista de comidas com letra "A" para acabar a tortura ir para o recreio.


Iara diz que recreio é mais tarde e vai para aula de Matemática e propõe um problema que tinha maçãs. Magali interrompe para a professora dar maçã para ela. Iara diz que é um faz-de-conta e continua com o problema, que tem uma maçã, ganha mais 3 e depois dá 2 pro Joãozinho. Magali interrompe perguntando por que dá para o Joãozinho e não para ela, que está com mais fome que ele. Iara manda Magali parar com isso e ela diz que não tem culpa que ela só fala de comida o tempo todo. Iara desenha uma maçã no quadro e Magali avança no quadro para tentar devorar a maçã desenhada e a professora, com medo, antecipa o recreio.


No pátio, Márcia pergunta o que Magali trouxe de lanche e aí ela se dá conta que a lancheira estava vazia porque a mãe continuou dormindo e não preparou o lanche e fica sem saber o que fazer. Magali vê a Márcia comendo pão com queijo e Márcia oferece uma mordida e Magali dá uma tão grande comendo quase todo o sanduíche. Em seguida, Magali pede para provar o lanche dos outros alunos e acaba comendo todos os lanches deles. Magali se empolga e come os lanches de todos do pátios e vai atacar a cantina da escola, causando um grande terror. A diretora é chamada as pressas e vê tudo e Magali é levada para a secretaria da escola.


Magali leva uma bronca e ela diz porque estava com fome. A diretora diz que vai começar o ano levando zero de comportamento e procura o nome dela na lista dos alunos. Quando olha, estranha que não tem nenhuma Magali no primeiro ano B, nem no A e nem no C e a professora Iara pergunta foi feita a matrícula dela. Magali diz que não se matriculou ainda, só estava lá para experimentar se a escola era boa e as professoras exigem a presença dos pais lá.


No final, os pais vão ate lá e levam a Magali embora. Magali se despede da Márcia que não está mais na escola e Márcia comemora por não estudarem mais juntas. Em casa, Magali fica de castigo de frente para parede e Seu Carlito fica com pena que a Magali só queria ir para a escola e vai ter que esperar um ano inteirinho para ir. Dona Lili, então, tem ideia para que a Magali não sinta falta da escola naquele ano. Toda vez que for servir comida em casa, ela toca um sino dizendo que é hora do recreio.


Essa história é muito engraçada, interessante a vontade da Magali querer ir á escola mesmo sem ter idade para ir. A princípio nem seria ir só para comer no recreio, mas devido às circunstâncias, acabou  só pensando em comida, como sempre. Foi muito engraçado durante a aula só falar coisas relacionadas à comida, dando tentação para a Magali, querer comer quadro negro porque tinha maçã desenhada e ela comer os lanches dos coleguinhas e da cantina no recreio como um monstro foi hilário. 

Se pensar, Magali estava em jejum desde que acordou, pois não tomou café da manhã por ter ido escondida para a escola e não levou o lanche, pois a mãe continuou dormindo, aí com a tentação durante a aula e vendo os outros comendo na frente dela, o jeito foi atacar os lanches dos outros. Isso que era engraçado nas histórias dela.


Interessante a Magali ter uniforme escolar mesmo sem estar matriculada. Essa história é impublicável por conta dos absurdos da Magali comendo os lanches dos colegas, dando constrangimento a eles, fora comer quadro negro e também por ter desobedecido os pais de ir á escola sozinha. Magali também no "cantinho do castigo" também não é aceito pela patrulha do politicamente correto os pais darem castigo assim nem bater nos filhos.


Na MSP, os personagens principais não iam para a escola por conta da idade. Eles tinham 6 anos de idade e colocavam só eram permitidos entrarem para a escola a partir dos 7 anos na primeira série.  Já o Chico Bento por ter 8 anos foi para escola, sendo que ultimamente ele não é mais um mal aluno que tira zero, hoje é tudo mais voltado ao politicamente correto. Com isso, tinham algumas histórias com personagens com desejo de ir para escola como essa da Magali. 

Depois, por causa do politicamente correto e reclamação dos pais pelos personagens não irem à escola, a MSP passou a colocar que os personagens tinham 7 anos, e, assim, permitindo estudar. A estreia dos personagens na escola foi já na Editora Panini na história "Aniversário na escola" de Mônica Nº 3' de 2007. Só que não deu muito certo histórias dos personagens na escola, como não podem aprontar, ficou algo muito didático. Então, as histórias se passam fora do horário de escola e quando necessário inserem algum diálogo sobre o que viram na aula para demonstrar que eles estão na escola.

Na verdade, nem deviam ter essa ideia de que só podiam entrar na escola com 7 anos. Na vida real, as crianças fazem Jardim e C.A (atual primeira série) aos 6 anos de idade e então os personagens na época podiam estar no C.A. tranquilamente. Provavelmente não tinham histórias assim porque o Chico já dava conta do recado com as suas brilhantes histórias na escola e com a turma iam ficar meio repetido os roteiros.


Os traços nessa história ficaram excelentes, muito caprichados e, por curiosidade, essa história foi publicada em setembro, fora de período de volta às aulas, Até podiam colocar em fevereiro ou agosto, mas na época não tinham preocupação de história em mês exato de datas comemorativas e colocavam na data que bem entendiam. A personagem Márcia só apareceu nessa história. Não podiam colocar um personagem da turminha por todos terem 6 anos e ninguém tinha 7 anos na época e outras como a Aninha já seria mais velha pra estudar na mesma classe da Magali.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Capa da Semana; Cebolinha Nº 136

Nessa capa, Cebolinha está lavando o chão e o Floquinho se apaixona pelo espanador da vassoura pensando que era uma cadela que nem a raça dele, lhasa apso, precisando o Cebolinha impedir colocando seu pé no Floquinho pra não avançar na vassoura. Muito legal.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 136' (Ed. Globo, Março/ 1998)


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Pocket L&PM: Nico Demo - O rei da travessura


Postagem Nº 700 do Blog. Em 2018 foi lançado o pocket "Nico Demo - O rei da travessura" pela editora L&PM. Nessa postagem faço uma resenha de como foi essa edição.

Esse é o segundo pocket do Nico Demo da Editora L&PM. Já havia sido lançado o pocket "Nico Demo - Aí vem encrenca" em 2011. Além do pocket de 2011, Nico Demo também teve um livro especial de tirinhas, "As melhores tiras do Nico Demo", pela Editora Globo, em 2003.

Outros livros do Nico Demo

Assim como os outros pockets da coleção, "Nico Demo - O rei da travessura" tem 128 páginas, formato de bolso 10,5 x 17,5 cm, papel de miolo off-set e reúnem 240 tiras que saíram nos jornais, com 2 tiras por página em preto e branco, na horizontal. Já capa e contracapa foram em papel couché em vez de ser cartonada como foram todos os pockets anteriores. Desde o pocket "Procurando diversão" mudaram o tipo do papel da capa. Reuniram tiras entre 1966 a 1971 e a imagem da capa foi tirada da tirinha da página 26 e também colocaram essa tirinha na contracapa.

Preço custando R$ 16,90, já foi mais barato, aos poucos vão aumentando o preço a cada lançamento. Quando iniciaram a coleção custava R$ 13,00. Junto com esse pocket do Nico Demo, foi lançado também "Os Sousa - Desventuras em família", sendo que esse ainda não comprei. Esse do Nico Demo achei por acaso em livraria e aí comprei, mas Os Sousa, que não encontrei em nenhuma livraria, pretendo comprar pela internet, até para ficar mais barato. Distribuição é muito ruim, não vendem em bancas aqui e poucas livrarias vendem.

Uma página do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Para quem não sabe, o personagem Nico Demo foi criado em 1966 em tiras de jornais, sempre eram mudas, com exceção de cartazes e onomatopeias para poder entender a situação, quando necessário, fazendo com que os leitores entendam a piada só através dos desenhos. Os traços também eram com um efeito serrilhado, meio tremido, uma coisa característica nas tiras dele. 

Nico Demo seguia o estilo de que fazia o tipo de bom coração, com a intenção de sempre querer ajudar os outros, mas acabava atrapalhando em vez de ajudar, piorando a situação da pessoa que já estava ruim e causando muitas confusões. Em outros casos, ele era egocêntrico, egoísta, tirando proveito com o sofrimento dos outros e as vezes se passava de bonzinho, ficando dúvida se queria ajudar mesmo ou não, mas em algumas tiras ficava claro que ele queria mesmo é perturbar os outros. Suas tiras acabaram sendo censuradas, mas a MSP guardou as tiras e agora compilam em livros especiais de vez em quando.

Uma página do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Nas tiras desse pocket novo em geral vemos, então, essas características do Nico Demo. Comum então ver o Nico Demo amarrar tênis de um homem gordo, mas acaba amarrando os dois cadarços na perna fazendo o homem cair, vê um garoto pobre querendo tomar sorvete e Nico Demo põe uma venda nos olhos do garoto para não vê-lo comer sorvete ao invés de dar o sorvete para ele, vê um cara se afogando em uma enchente e, ao invés de salvá-lo, acena uma bandeira para dar largada fazendo de conta que está em uma competição de natação, entre outras coisas. Tem também tiras contracenando com bandidos, diabos, coisas também impublicáveis hoje em dia. Ele raramente se dá mal nas suas tiras, nesse pocket, ele só se deu mal em poucas tirinhas.

Vale destacar que em muitas constam outros anos sem ser o ano original que saiu. Isso é porque eles colocaram as tiras dos jornais que elas foram republicadas e não dos jornais de quando saíram pela primeira vez. Até porque impossível uma tira nº 282 ser de 1966 e uma de nº 283 ser de 1970, por exemplo. Porém, a maioria das tiras foram omitidas o ano.

Contracapa do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Como podem ver, é um livro que vale a pena ter pela raridade, não é qualquer lugar que se encontra as tirinhas do Nico Demo. Para quem gosta de um humor assim mais sarcástico, vai gostar desse livro. Bom que não tem sombra do politicamente correto e mais uma vantagem de ter, assim como os outros pockets da Editora L&PM.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Tirinha Nº 61: Mônica

A força exagerada da Mônica era capaz de acontecer tudo de absurdo. Nessa tirinha, ao dar um golpe marcial para quebrar um tijolo no meio, Mônica consegue também rachar a Terra no meio com a força que fez para partir o tijolo. Muito engraçada.

Tirinha publicada originalmente em 'Parque da Mônica Nº 13' (Ed. Globo, 1994).