quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Capa da Semana: Magali Nº 136

Nessa capa, enquanto a Mônica mostra as flores decorando a sua janela, a Magali mostra frutas na janela dela. Resta saber quanto tempo vai durar as frutas lá com a  Magali, já que ela já estava com intenção de devorar. 

Interessante que ficou como se as meninas fossem vizinhas em um prédio pequeno de poucos andares. Pelo visto fizeram desenho assim para evitar de fazer uma capa dividida em 2 quadros, pois situações assim saíam mais em tirinhas.

Capa dessa semana é de 'Magali Nº 136' (Ed. Glbo. Agosto/ 1994).


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Chico Bento: HQ "Cola na sola"

No Dia dos Professores, mostro uma história em que o Chico Bento resolveu colocar cola na sola do seu pé em dia de prova na escola. Com 5 páginas, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 120' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Chico Bento Nº 120' (Ed. Globo, 1991)

Começa com o Chico Bento comentando com o Zé Lelé a caminho da escola que vai tirar nota Dez na prova que iam fazer. Zé Lelé fala que seria mais fácil o Mar Morto ressuscitar. Pela tanta confiança do Chico, Zé Lelé acha que ele estudou demais, mas Chico revela que inventou uma cola infalível e suspende o seu pé.


Zé Lelé reclama do chulé do Chico e logo vê que tem umas letras no pé e pensa que o Chico pisou em algum jornal. Chico diz que aquilo era a cola da prova e na hora é só cruzar o pé. Zé Lelé gosta da ideia já que a professora nunca ia ser louca de ficar olhando o pé dele.


Já na escola, professora Marocas pergunta se estudaram bem e antes de entregar as provas avisa que não quer ver ninguém colando e quem ela pegar com cola, vai ganhar nota zero. Durante a prova, Marocas vê o Chico olhando para o pé e pergunta o que ele tem no pé. Chico responde que é só uma coceirinha e aí Marocas deixa para lá. 

Logo depois, Marocas vê de novo o Chico olhando para o pé e comenta que o problema é que ele nunca usa botina e pergunta para a turma se alguém tem uma botina para emprestar para o Chico, deixando ele desesperado, falando que não precisa. Marocas diz que precisa porque quer ver o Chico fazendo a prova sossegado. Em seguida, o aluno Zezinho entrega as botinas pro Chico, alegando que é o único que usa botina na classe e, assim, a eles passam a fazer a prova sossegados sem interrupções.


Na saída da escola, Marocas fala para o Chico estudar na próxima porque a nota foi péssima e o Chico aborda o Zezinho falando que a culpa foi dele, não tinha que emprestar a botina. Zezinho fala que também não gostou de emprestar, ainda mais depois do trabalho que teve para colocar a cola na botina. Chico fica uma fera e corre atrás dele para brigar, reclamando por que não avisou isso na hora.

Depois, Chico volta e vê Zé Lelé rindo e encara perguntando que está rindo do quê. Zé Lelé diz que de nada e Chico comenta lamentando que tirou zero de novo e Zé Lelé rindo dele em pensamento, terminando assim.


Uma história muito engraçada do tempo que o Chico era burro e bolava várias artimanhas para colar nas provas. Dessa vez teve ideia de colocar toda a cola na sola do seu pé, mas como histórias de planos infalíveis nunca dão certo, acabou tirando zero de novo. Se estudasse, aí tirava nota boa. A professora Marocas, com toda a sua experiência com os alunos já sabia que o Chico estava colando e teve a ideia da botina para atrapalhar o seu plano e acabou atrapalhando também a  cola do Zezinho.


Os traços muito bonitos, dá gosto de ver assim e engraçada a cara do Chico de sorriso amarelo dando suas desculpas ao ser flagrado colando pela professora. Esse garoto Zezinho só apareceu nessa história mesmo, como era de costume colocar secundários participando apenas uma vez nas histórias.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Um tabloide com a Turma da Tina

Um tabloide com a Tina achando que a roupa do Rolo não combinava com o sapato que estava usando e Pipa se atrapalhou a revelar isso para o Rolo. Foi publicada originalmente em um gibi da Editora Abril por volta de 1979 e republicada em 'Almanaque da Magali Nº 4' (Ed. Globo, 1991).

Nela, Tina estava se preparando para ir junto com o Rolo em uma festa grã-fina e comenta com a Pipa que não gostou vê-lo com terno, camisa e grava ta azuis não combinando com o sapato marrom. Rolo ainda está animado, comentando para elas que está muito elegante e não foi fácil descolar a roupa, mas que vale o sacrifício pela Tina. 

Tina não tem coragem de falar com ele e Pipa toma a iniciativa e vai falar com ele bem do jeito dela, de pedir para que ele troque o trocar o terno, a camisa e a gravata porque não estava combinando com o sapato. 

A ideia correta seria o Rolo trocar apenas o sapato para economizar tanto dinheiro quanto trabalho se trocar, mas para a Pipa ficou uma má interpretação. Enquanto Tina não gostou só do sapato, mas da roupa até que ficou boa, a Pipa interpretou que tudo estava ruim, apenas o sapato que estava bonito. Bastava a Pipa falar que era para trocar o sapato por não estar combinando com o resto da roupa.

Esse tabloide é da época da fase de transição da Tina hippie para mulher e nessa fase as características dos personagem eram bem indefinidas, cada história aparecia um tipo diferente de personalidades. Nesse tabloide, então, teve o humor envolvendo os 3 personagens principais então, sendo que normalmente o humor atrapalhado a essa altura era com a dupla Rolo e Pipa. E também dessa vez o Rolo era namorado da Tina, mas tinham histórias que o Rolo era namorado da Pipa ou cada um dos personagens tinham seus namorados.

Os traços seguindo o estilo dos anos 70, com um pouco do superfofinho que prevalecia no final dos anos 70. Também não tinha um estilo definitivo no visual dos personagens naquela época, tanto que a Tina apareceu sem óculos dessa vez, mas na maioria das vezes aparecia de óculos. Até o início dos anos 80 costumava ter histórias de 1 página com a Turma da Tina, depois disso era bem menos, mas ainda assim tinha de vez em quando nos anos 90, inclusive. A seguir, mostro a história completa:



domingo, 7 de outubro de 2018

Titi: HQ "As bandeiras de cada um"



Dia de Eleições no Brasil e então mostro uma história em que o Titi busca um partido político para se juntar. Com 4 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1987)

Nela, Titi encontra um homem na rua carregando uma bandeira vermelha e pergunta sobre a bandeira. O homem diz que ele é do Partido Vermelhista, que luta pela igualdade de todos, um estado forte e abaixo à burguesia.


Em seguida, aparece uma mulher com outra bandeira falando para o Titi não dar atenção ao homem. Ela diz que é do Partido Humanitário, que defende a valorização do homem, a não-discriminação e a não-violência e então os 2 ficam discutindo qual partido é melhor.

Logo depois aparece um homem falando que os 2 partidos estão por fora, que o ideal é o Partido Capitalista, a favor do capital e da livre empresa. Os apoiadores dos Partidos Vermelhista e Humanitário defendem seus partidos como burguês e reacionário, respectivamente.


Aparece então o defensor do Partido Anarquista, a favor de ninguém se intrometer na vida dos outros. Os defensores dos outros partidos acham que é uma loucura e absurdo a ideia desse partido. Em seguida vem o Partido do Operariado, em defesa aos operários e trabalhadores e também a defensora do Partido Ecológico, em defesa do meio Ambiente. Todos ficam discutindo gritando os nomes dos seus partidos no meio do Titi e ele cai fora de mansinho enquanto eles ficam discutindo.

Depois, Titi vê um grupo de pessoas carregando a mesma bandeira e nota que aquele partido tem um bocado de seguidores. Ele compra uma bandeira e resolve ir atrás do grupo já que com tantos defendendo aquela bandeira, o partido deve defender boas ideias.  Porém, quando vai ver, foi parar em um estádio de futebol e na verdade era um grupo de um time de futebol, desiludindo o Titi de que exista um partido que tenha boas ideias e que todos possam defender sem arrependimento.


Uma história muito boa, filosófica e inteligente mostrando como se deve defender as ideias de um partido. Os defensores tentavam mostrar as propostas do seu partido e influenciar o Titi a se juntar com um deles e acabou o Titi não se aliando a nenhum deles em busca de um partido que a maioria esteja de acordo com boas ideias, mas acabou se decepcionando no final que aquela bandeira que jurava que tinha boas ideias era apenas um time de futebol.

Ficou a reflexão se na vida real existe um partido ideal e perfeito que sempre busque defender e atender a população. Na verdade, os candidatos que deveriam ser o foco das eleições e não um partido, mas como são os partidos que determinam tudo, então é importante ver um partido que defende a sua filosofia de vida e o que você busca como prioridades na sua vida em todas as áreas, seja econômica, segurança, saúde, transportes, empregos, educação, etc. E na história o roteirista mostrou uma boa mensagem em relação a isso.


Tipo de história que podia ser protagonizada por qualquer personagem e preferiram colocar com o Titi talvez por ser pré-adolescente e uma fase de estar começando a descobrir sobre a política. Um que se encaixaria bem no lugar seria o Rolo. Impublicável hoje em dia já que histórias envolvendo temas mais adultos como eleições não são feitas hoje em dia. Os traços muito bons, bem característicos de histórias de miolo os anos 80 com direito aos personagens aparecerem com peles mais rosadas que o costume, bem característicos das primeiras edições da Globo, mais precisamente os primeiros 5 meses. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Capa da Semana: Chico Bento Nº 159

Um eco é uma repetição de som devido à reflexão de ondas sonoras onde consegue ouvir o som que foi emitido e que foi refletido em grande proporção ao mesmo tempo. Com base nisso, criaram essa capa bem interessante e incorreta com o Chico mijando à beira de um precipício com eco e acabou a água lá embaixo se voltando toda para ele. Incorreta por conta do Chico está mijando em local inapropriado, mesmo tendo se dado mal por causa disso.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 159' (Ed. Globo, Março/ 1993).