Mostrando postagens com marcador Turma do Penadinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Turma do Penadinho. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Turma da Mônica Nº 58 - Editora Panini - 2020


Nas bancas a revista 'Turma da Mônica Nº 58' da Editora Panini com um crossover entre a Turma do Penadinho e a Bruxa Viviane. Nessa postagem mostro uma resenha desse gibi.

Lançada em fevereiro de 2020, custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas e com 12 histórias no total, incluindo a tirinha final. Bom que os gibis não tiveram reajustes de preço esse ano. A Distribuição chegou um pouco mais cedo, chegando aqui no dia 13 de fevereiro. Normalmente esse título chega depois do dia 20 de cada mês aqui.

Na trama, com o título "O Encanto da Lua Cheia", escrita por Lederly Mendonça e com 24 páginas no total, Bruxa Viviane pretende fazer um feitiço durante a noite de Lua Cheia para se tornar poderosa, mas para isso precisaria de pegar baba, lágrimas e pelos e um lobisomem para colocar no feitiço. Seu gato Bóris vai atrás do Lobi no cemitério do Penadinho para levá-lo até o castelo da Bruxa (na verdade uma casa grande próximo ao Bairro do Limoeiro) e quando consegue Penadinho e seus amigos vão lá para salvá-lo, mas ao verem que a casa é bem grande e tenebrosa resolvem levar todo o pessoal do cemitério para fazer um lual lá, e com a invasão deles, dificultou o plano da bruxa Viviane de pegar com o Lobi os ingredientes para a sua poção.

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Apareceu toda a Turma do Penadinho, inclusive Zé Caveirinha e Pixuquinha que raramente aparecem nos gibis atuais. Os traços ficaram aceitáveis par aos padrões digitais atuais. A capa eu gostei, ficou bem interessante, mesmo fazendo alusão à história de abertura, teve uma piadinha com os personagens da Turma do Penadinho fazendo sopa com a poção mágica que a Bruxa Viviane estava preparando. Era bom quando as capas com alusão à história faziam piadinha em cima da história, mais comum nas capas da Editora Abril e Globo e dessa vez retornaram isso. No frontispício da página 3, retratou um livro de receitas de um passo a passo de como pegar os poderes da Lua Cheia com a baba, lágrimas e pelos de um lobisomem.

Foi a primeira vez que teve história de abertura sem ser dos personagens da Turma da Mônica nesse título desde que deixou de ser Revista do Parque da Mônica. Embora tenha o crossover com a Bruxa Viviane, que pertence à Turma da Mônica, mas nada de aparecer Mônica, Cebolinha, Cascão ou Magali. Dessa vez eles não apareceram, apenas uma citação rápida no início da Bruxa Viviane falando que Magali e sua turma sempre estragam seus planos. Isso achei bom e foi o que me motivou a comprar essa edição.

Sempre achei que nessa revista tinha que ter histórias de abertura com secundários como Penadinho, Tina, Piteco, Astronauta, entre outros, e não ficar só focado com Mônica e companhia. A edição mais perto sem foco neles foi a 'Turma da Mônica Nº 40' com a "Liga dos Pets", que foi mais estrelada pelos bichos da turma, mas ainda assim teve presença rápida da Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali e fora que Bidu, Floquinho, Chovinista, Mingau e Capitão Feio pertencem á Turma da Mônica.

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Curiosamente, durante a história teve um descuido e em nenhum momento colocaram o nome Bruxa Viviane, ficou com uma personagem sem nome. Penadinho e sua turma não a conheciam e até natural só a chamarem de bruxa, mas podiam ter colocado o gato Bóris a chamando de Viviane em algum momento, tipo quando ele a chama de "bela dama" na página 6, podia ter sido Viviane, ou ela mesmo podia dizer na primeira página algo do tipo "Eu, Bruxa Viviane, encontrei um encanto". Quem está começando a colecionar agora ou está muito tempo sem acompanhar os gibis pensa até que é uma personagem nova ou que colocaram especialmente só para essa história.

Para quem não sabe, a Bruxa Viviane estreou em 1998 no gibi da 'Magali Nº 239' da Editora Globo. Criada pelo roteirista Emerson Abreu, ela desejava ser a bruxa mais poderosa do planeta, mas Magali e seus amigos sempre acabavam com seus planos. Pelo visto criou uma bruxa jovem e esbelta para diferenciar do padrão de bruxa ser sempre velha, gorda e feia. parece que foi inspirada em alguma amiga dele na vida real. No início só o Emerson que escrevia histórias com ela, era bem mais perversa e aparecia de vez em quando, em períodos longos de uma história para outra.

A personagem voltou depois na Editora Panini, também aparecendo de vez em quando, aí com histórias feitas por outros roteiristas e deixando menos perversa como era no início. Ela ainda teve uma edição só dela em 'Turma da Mônica Extra Nº 2' (Ed. Panini, 2008) republicando as 3 primeiras histórias dela feitas pelo Emerson (Magali Nº 239, 264 e 336).

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Já o resto do gibi seguiu o normal para os padrões atuais que vem acontecendo, bem infantis, voltados para crianças de até 8 anos de idade e com lições de morais, traços e letras horrorosos de PC. Teve mais foco com os personagens da Turma da Mônica. Esse título costuma ter um mix bem variados com histórias de secundários, mas como a de abertura foi com a Turma do Penadinho, aí parece que preferiram deixar mais a Turma da Mônica no miolo para compensar. Foram histórias curtas entre 1 a 4 páginas e a de encerramento um pouco maior com 8 páginas.

Em "Só de saber...", com 3 páginas, em que Mônica volta de férias, mas ninguém dá atenção para ela por terem outras coisas para fazer, mas mesmo assim ela fica feliz. porque pelo menos eles sentiram falta dela na sua ausência. Bem educativa, valeu pela presença da Mônica contracenando com roteirista Mario Mattoso, ela nos quadrinhos e ele na MSP, coisa rara atualmente e que era bastante comum antigamente.

Trecho da HQ "Só de saber..."

Em "Futebol contagiante", de 2 páginas, de Edde Wagner, lembra um poucos as histórias antigas do Penadinho em que boa parte protagonizada por humanos secundários mostrando a vida dela e depois o que acontece quando morre. No caso, essa história mostrou a vida do humano Reinaldinho que adorava futebol enquanto vivo e quando morre procura saber se tem futebol na vida após a morte.

Em "O Acordar Real", com 4 páginas, Tarugo volta a trabalhar como carteiro e vai entregar correspondência com o Rei Leonino enquanto estava dormindo e fica nervoso ao ver o Tarugo lá e descobrir o seu segredo quando acorda. Apesar de mostrar lição de de moral, até que foi boa essa. 

Teve 2 histórias bobas com a Marina, uma "O lápis da Marina", de 3 páginas, com a turma encontrando o seu lápis mágico na rua, com direito até da Mônica perdoar Cebolinha ao invés de bater nele, e a outra "Tatuagem fixa", de 3 páginas, com Cascão querendo fazer tatuagem feita pela Marina ao verem os seus amigos todos com tatuagem dela, pelo menos envolveu característica do cascão de não se molhar. Acho Marina tão sem graça e dessa vez não foi diferentes.

Trecho da HQ "Tatuagem fixa"

Tem também "Igualzinha ao irmão", de 3 páginas, em que o Cebolinha deixa o cabelo da Maria Cebolinha arrepiado para ficar igual a ele. Teve ainda histórias de 1 página com Franjinha, Milena e Tina. E uma observação que tem uma história de 1 página da Magali com a sua mãe sobre descarte de embalagens, que é apenas uma propaganda institucional, não pertencente à contagem de histórias do gibi, sempre tem essas histórias institucionais nos gibis, capaz de ter essa mesma em outros gibis do mês.

Termina com "Se meu brinquedo falasse", com 8 páginas, com referência ao filme "Toy Story 4", em que a Mônica pensa que o Sansão cria vida quando não tem ninguém olhando e faz o teste fingindo que ele está sozinho para ver se ele se mexe. A tirinha final foi com o Dudu.

Trecho da HQ "Se meu brinquedo falasse"

Então, pode ver que 'Turma da Mônica Nº 58' no geral foi um gibi normal, mesmo estilo que vem sendo atualmente, bem infantil mesmo. O diferencial foi a história de abertura com a Turma do Penadinho e achei legal esse tema de feitiço e boa sacada o crossover entre eles e a Bruxa Viviane. Pode considerar que foi a história mais longa deles até hoje porque as mais compridas que costumam ter são com 15 páginas no miolo, no máximo. Sendo de abertura permitiu ser maior.  Tem também à venda as suas versões em inglês e espanhol "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", respectivamente

Os outros gibis do mês não comprei, não vi nada de especial neles e aí não tem resenha. O mais diferente foi do Chico Bento com a menina Tábata, amiga da Rosinha, mesmo assim não motivou a comprar. Tábata é uma nova personagem negra que vai contracenar fixa com a Turma do Chico Bento, a exemplo que fizeram com a Milena na Turma da Mônica. Ela estreou em história de abertura de 'Chico Bento Nº 57' de janeiro de 2020 e agora primeira vez aparecendo em capa de gibi, aparecendo no lugar que seria do Zé da Roça ou Hiro. Fica a dica.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Penadinho: HQ "Aqueles anos passados"


Mostro uma história de quando o Espírito dos Anos 1990 foi parar no cemitério do Penadinho por estar cansado dos problemas da sua década. Com 8 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Globo, 1996)

Nela, o Espírito dos Anos 1990 surge no cemitério do Penadinho revoltado,falando que desiste do mundo lá fora e pede demissão do cargo dele na Terra. Penadinho fala que ele devia ficar até o final da década e que o Espírito dos Anos 2000 não chegou ainda, mas mesmo assim o Espírito dos anos 1990 continua injuriado, que a sua década não está com nada e mostra ao Penadinho a situação da Terra, com muita poluição, engarrafamento, lotação de gente, assaltos, sequestros e tudo de mal. Fala ainda que bom mesmo devia ser há uns anos.


Penadinho resolve, então, mostrar a ele os espíritos as décadas passadas e o primeiro que apresenta é o Espírito dos Anos 1980, que estava cantando "Boys Don't Cry" da banda The Cure. Anos 1990 acha uma emoção conversar com seu antecessor em pessoa e o Anos 1980 corrige que é em espírito e hoje está aposentado. Eles relembram as coisas boas dos Anos 1980 como os cabelos espetados e se vestindo de preto, pessoal cuidar mais da saúde, movimento "Diretas Já", o despertar da informática e as músicas "Sonífera Ilha" dos Titãs, e "We are World", de USA for Africa. Só que os Anos 1980 lembra que vivia reclamando naquela época, mas apesar de tudo curtiu cada minuto, não se arrepende e sente saudades. Se despede cantando a música  "Me Chama" do Lobão.


O Espírito dos Anos 1990 acha estranho que era uma época tão legal e ele reclamava, quando aparece o Espírito dos Anos 1970, cantando "Night Fever", de Bee Gess, um grande sucesso da Era Disco. Ele se apresenta como espírito do progresso, da tecnologia e da grandeza, viagens espaciais, esportes, Brasil no futebol e Discoteca. Diz que curtiu muito aquela época, mas que reclamava de montão. O Anos 1990 pergunta por que reclamava e Anos 1970 diz que reclamava de bobo e viu que estava errado e vai embora.

Logo depois surge o Espírito dos anos 1960 cantando "All You Nedd Is Love", de The Beatles, e saudando "Paz e amor, bicho" e relembra as coisas boas como a revolução dos jovens, a força das mulheres, o nascimento das novas gerações, artes, músicas, muita esperança do futuro e a era de aquário. Só que lembra também que teve alguns problemas, mas são coisas do passado, só sente saudade e se despede cantando "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso.


O Espírito dos Anos 1990 comenta com Penadinho que foram espíritos de décadas tão importantes e ainda assim viviam insatisfeitos nas suas épocas. Penadinho explica que o mesmo aconteceu com os espíritos dos Anos 1930, 1940 e 1950. Na época atual ninguém dá valor ao que acontece, só com os anos que vem o conhecimento.

Fala que o Espírito dos Anos 1990 reclama tanto, mas não vê os avanços da medicina, os cientistas descobrindo a cura, remédios, acordos de paz sendo feitos em vários países, consciência ecológica, avanços da informática, realidade virtual, tudo pertence a ele.


Espírito dos Anos 1990 se convence que estava reclamando por nada e vai voltar à Terra no seu lugar de honra. Ele se despede e então Penadinho comenta com os leitores que tem coisas que a gente só dá valor quando acaba e lembra que morre de saudade dos últimos anos, mas que temos que aguardar o futuro de braços abertos, já que ele será o passado daqui a alguns anos, mostrando o Espírito dos Anos 2000, bebê ainda e que ainda seria lançado na Terra depois de uns anos.


História bem legal, bem filosófica, com uma mensagem de que as pessoas só dão valor quando perde alguma coisa boa e dá noção de nostalgia, que é quando a gente sente falta ou saudade quando não tem mais o que tinha ou vê coisa pior na atualidade do que era no passado. Faz também uma crítica a quem reclama de tudo, quem acha o ano ou a década atual ruim e só o passado que era bom. Mostra que em qualquer época tem coisas boas e coisas ruins, nunca é completamente perfeito, e só deve ficar na lembrança as coisas boas que viveu. 

No caso, o Espirito dos Anos 90 cansou dos problemas que estava enfrentando na sua década e resolveu sair de cena ainda na metade, antes da década acabar, mas acabou sendo convencido pelo Penadinho e os espíritos das décadas passadas que cada tempo seus momentos bons e ruins. E de fato, o futuro também se torna passado como Penadinho mostrou o Anos 2000 que seria o futuro e hoje é o passado também.


A história ajudou a lembrar alguns acontecimentos ocorridos em algumas décadas do século XX, principalmente as coisas boas e excelentes referências musicais. Assim, permitiu  as crianças terem conhecimento o que aconteceu em cada década e os adultos relembrarem o que aconteceu. Interessante que não mostrou do que eles reclamavam em suas épocas, com exceção do Espírito dos Anos 90, ficando subtendido o que tinha de ruim em cada década. Provavelmente, problemas como poluição, saúde, pobreza, que sempre existiu em qualquer época e outros datados que aconteceram ficaria na imaginação dos leitores mais velhos, para eles próprios relembrarem o que tinha de ruim em cada época. De qualquer as coisas ruins não foram suficientes para se sobressair sobre as coisas boas.


Bem divertido ver cada espírito caracterizado no estilo de como prevalecia cada década e eles retratando o que aconteceu de bom.  Nas histórias do Penadinho, os anos e décadas são tratados como fantasmas. Quando o ano ou uma década, como nessa história, acabam. viram fantasmas e vão parar no cemitério do Penadinho e o que está pra nascer é representado como um bebê.

Tudo indica que foi escrita pelo Paulo Back, ele gosta de histórias assim envolvendo datas, quase certeza ser dele. Traços muito bons, característicos dos anos 90, com destaque das cores em degradê em todos os quadrinhos, como vinha acontecendo nos gibis de 1995 e 1996, sendo que em 1996 nem sempre todos os quadrinhos apareciam em degradê, mas nessa história acabou ficando.


Tem gente que considera que uma década começa em anos terminados em "0" e que acaba em anos  terminados com "9", já outros consideram que apenas começam em anos terminados em "1" e acabam em anos que terminam em "0". Como o sistema decimal começa com 1, então o certo é década começar em anos "1" e acabar com anos "0", assim como faz contagem de séculos. Ou seja, anos 1980 vai de 1981 a 1990; anos 1990 vão de 1991 a 2000 e por aí vai. E assim, a década de 2020 começaria só em 2021. Como a mídia mostra que começa com anos "0" acabou mais gente adotando assim, aí cada um segue como acha melhor.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Cranicola: HQ "Boca de ouro"


Mostro uma história em que o Cranicola teve seus dentes de ouro roubados por bandidos. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 6' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cascão Nº 6' (Ed. Globo, 1987)

Nela, Cranicola está exibindo seus dentes de ouro, achando que está abafando com os novos dentes. Ele percebe dois homens olhando o tempo todo para ele e pensa que estão reencarnando de inveja.  Os bandidos comentam que a boca da caveira é ouro puro e vão em direção ao Cranicola para roubar seus dentes. Apontam a arma para ele, falando que é um assalto e aí Cranicola descobre que são ladrões. O Baixinho diz que ele é só uma caveira e não tem mãos e resolve atacá-lo para roubar os dentes, mas Cranicola o morde.


O Baixinho vai mandando o Cranicola parar de morder seus dedos e o Altão resolve dando uma paulada no Cranicola e consegue roubar os dentes de ouro. Muminho aparece perguntando por que o Cranicola está banguela e ele diz que foi assaltado. Muminho corre atrás dos bandidos, gritando por polícia e que roubaram a dentadura do Cranicola. Os bandidos acham que o Muminho era um trapo, quando são cercados também pelo Zé Vampir e Frank e o Muminho se desmancha formando um laço para prender os bandidos e devolvem a dentadura par ao Cranicola.

No final, Muminho arranja um cão de guarda para o Cranicola ficar seguro com seus dentes de ouro. Só que o cão acaba engolindo o Cranicola, achando que era um osso gigante e Muminho acha que não foi uma boa ideia.


Essa história é legal, bem simples, direto ao ponto. O Cranicola além de passar sufoco com os bandidos que roubaram seus dentes de ouro ainda acabou sendo engolido pelo seu cão de guarda. Achei engraçado o trocadilho de reencarnar de inveja, que seria morrendo de inveja, mas por ele ser morto, o sentido figurado seria viver e reencarnar. 


Não mostrou como o Cranicola conseguiu aqueles dentes valiosos, apenas apareceu já com os dentes para ser dinâmico, até por ser de um gibi quinzenal de 36 páginas e aí histórias da Turma do Penadinho nos gibis do Cascão não eram muito longas, no máximo 5 paginas, muito raro passar disso, e então não podiam deixar tão explicado e até acho melhor assim. Fica a função do leitor imaginar como ele conseguiu e quem colocou os dentes nele. 

Teve um erro dos bandidos chamarem um ao outro de "Eliseu". Primeiro o bandido alto chama o baixinho de Eliseu e depois o contrário. Eles gostavam de criar histórias com duplas de bandidos, era bem frequente. Impublicável justamente pela presença de bandidos e até pela violência como darem paulada no Cranicola e apontarem arma, coisas que não tem mais nos gibis por acharem traumatizante. Até o Cranicola sendo engolido pelo cachorro no final podiam implicar também.


Os traços muito bons, típicos dos anos 80. O Frank e Muminho foram desenhados diferentes como vemos hoje, Frank, inclusive, mais assustador. Na época eles não tinham traços definitivos e apareciam diferentes em cada história. Só a partir dos anos 90 que passaram a ter os traços que conhecemos. As cores com os personagens mais rosados, marca características dos primeiros números da Editora Globo de 1987.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Um tabloide com Penadinho e Frank

Mostro uma história de 1 página com o Penadinho e Frank jogando boliche. Foi publicada em 'Cascão Nº 204' (Ed. Globo, 1994).

Nela, Frank convida o Penadinho para jogarem boliche, só que ao lançar a bola, Frank se atrapalha e acaba se arremessando junto com a bola e se desmontando todo com a queda, tendo um auto-strike no boliche. 

No caso, o Frank  foi criado por um cientista e ele tem suas partes do corpo montadas como um quebra-cabeça e, então, ao sofrer queda forte, ele é desmontado todo, como foi o que aconteceu quando se arremessou no boliche aí no tabloide. Traços muito bons. Legal o Penadinho lembrar da época de quando era vivo ao falar que era campeão de boliche. A seguir a história completa.


domingo, 5 de maio de 2019

Turma do Penadinho: HQ "As faces da morte"


Compartilho uma história em que a Dona Morte permitiu que um motoqueiro escolhesse de qual forma ele queria morrer. Com 6 páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 102' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cascão N º 102' (Ed. Abril, 1986)

Começa o motoqueiro Alberico em alta velocidade na sua moto cantando "Vital e sua moto" dos Paralamas do Sucesso, quando surge a Dona Morte do nada como se estivesse em uma moto e Alberico estranha a façanha dela e acha legal a roupa dela, bem punk e chocante.


Dona Morte diz que ele vai se chocar correndo na moto naquela velocidade. Alberico pergunta se é guarda de trânsito e ela responde que é a Morte. Primeiro Alberico fica aliviado porque não vai ter outra multa, mas logo se toca que se tratava que ia morrer. Rle fica desesperado perguntando como, onde e por que vai morrer e Dona Morte diz que correndo feito o Airton Penna (Ayrton Senna) e sem capacete, vai sofrer um acidente na próxima esquina e virar paçoca.


Alberico para a moto imediatamente e diz que não vai morrer assim bestamente, é o melhor motoqueiro da cidade e os amigos iam zoar. Dona Morte fala que não adianta reclamar, a hora dele chegou e estão atrasados. Alberico diz se quiser levá-lo, que seja de outra forma porque de acidente de moto ele não morre

Dona Morte reclama que isso que dá ser simpática e avisar à vítima do que vai morrer e assim leva o Alberico até em frente a um precipício e o manda se jogar. Alberico diz que suicídio não faz parte dos princípios dele e quer morrer de uma forma emocionante como ser devorado por leões selvagens. Eles vão até onde tinhaum leão, quando Alberico ver o leão rugindo na sua frente, desiste e diz que é indigesto e o bichinho não ia gostar e resolve ser morto por um bandido e manda trazer um bandidão.


Depois de um tempo, Dona Morte volta com o bandido e ela manda assaltar e dar um tiro no Alberico. O bandido estranha que a vítima que que dê um tiro bem no coraçãozinho e sai correndo achando que os dois eram malucos. Então, Dona Morte sugere que ele morra de ataque cardíaco, que é rápido e eficaz.

Alberico fala que quer morrer como sempre sonhou pilotando uma nave espacial, quando é atacado por naves inimigas e após uma batalha entre as naves, um alienígena de 5 olhos e 20 bracos invade a sua nave e o atinge com uma arma de rais zeta e morre. Aí percebe que a Dona Morte tinha sumido e se pergunta se foi tudo um sonho e pra se precaver vai passar a usar capacete e correr menos com a moto daqui para frente.

No final, Dona Morte chega no cemitério com raiva e Penadinho estranha ela voltando com mãos vazias. Dona Morte responde que do jeito que as pessoas andam exigente, vai ter que arrumar mais verbas para fazer o serviço dela ou só chegar na hora "H" porque cliente morto não reclama.


Essa história é muito divertida, a Dona Morte querendo ser simpática de avisar do que o motoqueiro vai morrer e permitir ele escolher a forma que queria morrer e acabou nem conseguindo matá-lo com tantas exigências. Se ela não tivesse avisado e tivesse deixado ele continuar com a moto acelerada, Alberico conseguiria morrer de acidente de moto. Ela até faria a vontade dele de morrer por alienígenas se tivesse verba para isso.  Quem dera se na vida real a gente pudesse ser avisado que ia morrer ou pudesse escolher a forma de morrer e essa historia permitiu essa fantasia.


Eram muito boas as histórias da Dona Morte discutindo com as suas vítimas antes de morrerem, com elas tentando enrolar a Dona Morte, a maioria ela conseguia matar as suas vítimas, mas tinham vezes que não conseguia como nessa. Histórias assim não fazem mais hoje e nessa com presença de bandido aí que não fariam mesmo.

Os traços muito bons, uma arte-final bem caprichada. Legal a lembrança da música "Vital e sua moto" dos Paralamas do Sucesso, não teve letra parodiada, já o.Ayrton Senna teve seu nome parodiado. Na época ele já era um piloto de Fórmula 1 famoso, apesar de ainda não ter conseguido um título mundial, que aconteceria só em 1988. Uma boa coincidência ele ser citado na história e eu ter postado logo no mês que completa 25 anos da sua morte (1 de maio de 1994).


Foi republicada depois em 'Coleção um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco' (Ed. Globo, 1995).  Os primeiros Temáticos da Globo tinham histórias de secundários sem nada a ver com o tema proposto. Alguns sem querer até se encaixava de uma certa forma com o tema, outros não. Nessa história da Dona Morte ainda pode dizer que teve a loucura do Alberico escolher a forma de morrer, ter um roteiro absurdo mesmo não aparecendo o Louco. Aliás, até que é uma boa sugestão de criarem um Temático com histórias envolvendo loucuras dos personagens sem serem feitas pelo Louco. Abaixo, a capa desse 'Coleção um Tema Só'.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco' (Ed. Globo, 1995)

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Turma do Penadinho: HQ "Faraó por um dia"


Mostro uma história em que o Muminho se passou por um grande faraó por um dia para impressionar o seu sobrinho que foi visitá-lo. Com 5 páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 81' (Ed. Abril, 1985)

Capa de 'Cascão Nº 81' (Ed. Abril, 1985)

Nela, Penadinho e Frank encontram Muminho chorando no cemitério e Penadinho pergunta o que havia acontecido. Muminho diz que recebeu um telegrama do seu sobrinho Tuti dizendo que ele chega hoje para visitá-lo.



Penadinho não entende o motivo da tristeza e Muminho diz que o sobrinho pensa que ele é um faraó e fica imaginando a decepção que vai ser quando descobrir que ele é apenas uma reles múmia de esparadrapo. Então, Penadinho tem a ideia de inventar para o sobrinho que o Muminho é um faraó, Penadinho conselheiro e Frank seu servo com as fantasias que eles tinham do Carnaval passado.

Mais tarde, já com a turma caracterizada, o sobrinho Tuti chega ao cemitério e pergunta ao Penadinho onde pode encontrar o faraó Mumi I. Penadinho leva Tuti até lá e quando estava prestes a abraçar o tio, Penadinho impede, falando que ninguém pode tocar no Faraó e é para chamá-lo de majestade. Tuti cumprimenta, então, o tio com auxílio de uma corda pra não pegar na mão do Muminho e o chama de majestade.


Muminho fala que mandou preparar um banquete para o Tuti e então Penadinho adverte o Tuti que não pode  andar ao lado do Faraó, tem que ficar a três passos atrás de distância. Na hora do almoço, Tuti fica em uma extremidade da mesa gigante e Muminho na outra, tão longe que Tuti não conseguia nem enxergar o tio do outro lado da mesa.

Quando Muminho estava prestes a comer, Penadinho impede, falando que a comida pode estar envenenada e tem que o servo provar antes. Muminho diz que não precisa nem comer, quanto mais provar. Penadinho diz que não podem perder os velhos hábitos e faz o Servo Frank provar a comida e ele acaba comendo tudo, inclusive prato e colher, falando que faltou um pouco de molho na colher.


Logo depois, Zé Vampir aparece cheio de intimidade e dá um tapa nas costas do Muminho, falando que ele resolveu pegar o despacho de sexta-feira. Penadinho fala que isso não é jeito de tratar um faraó. Zé Vampir estranha e Penadinho diz que é o Mumi I. Zé Vampir acha graça e diz que é uma piada. Tuti ouve o papo e pergunta se o tio não é um faraó. Zé Vampir responde  que Muminho não é, nunca foi e nunca será um faraó, que é apenas uma múmia de ataduras e esparadrapos, estragando o plano deles assim. 

No final, Muminho fica cabisbaixo, prestes a ir embora pensando na decepção do sobrinho que ia ter e logo tem a surpresa do Tuti ter ficado muito feliz com a notícia e os dois se abraçam, com  Tuti falando que prefere um tio que possa abraçar ao invés de um faraó que não pode tocar.


Uma história muito legal mostrando um plano infalível do Penadinho para que o sobrinho do Muminho acredite que ele era de fato um grande Faraó. Na certa, Muminho sempre falava com o Tuti que era um faraó nas suas correspondências e nunca contava que o sobrinho iria visitá-lo pessoalmente, descobrindo a farsa assim. Apesar da boa intenção do Penadinho, acabou se empolgando demais com a encenação de querer distanciar o Muminho do Tuti para ficar o mais real possível da vida dos faraós. 

Deu pena de ver o Tuti doido para abraçar o tio e não poder, ficando sempre afastado dele. O final foi bem bonito, com mensagem bem positiva, mostrando que o que vale é o afeto e a simplicidade do que uma vida rica cheia de aparências. Gostava de histórias com planos infalíveis de outros personagens, sem serem bolados pelo Cebolinha. Sempre o plano dá errado, independente do quem faça, só não tem surra no final como com o Cebolinha.


Os traços muito bons, bem típicos dos anos 80. O Tuti ficou bem fofo desenhado assim e o Frank sempre era desenhado de uma forma diferente a cada história, só teve uma padronização de traços nos anos 90. Interessante mostrar os personagens desenhados como um sombra preta, acontecia isso nos anos 70 e 80. Dessa vez deu impressão que foi para mostrar que Penadinho estaria explicando melhor o plano. Interessante ver parentes dos personagens, sempre rendem boas histórias. Normalmente, só apareciam em uma só história e depois não eram mais vistos. O Tuti só apareceu nessa mesmo. Curiosamente, outro personagem criança na Turma do Penadinho é o Pixuquinha.

Essa história foi republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 42' (Ed. Globo, 1994), de onde foi que eu tirei as imagens da postagem. Abaixo, a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 42' (Ed. Globo, 1994)

terça-feira, 20 de março de 2018

Turma do Penadinho: HQ "Felicidade"


Dia 20 de março é "Dia Internacional da Felicidade". Em homenagem, mostro uma história com a Turma do Penadinho em que um homem tinha propósito de vida de encontrar a felicidade. Com 6 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 76' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Mônica Nº 76' (Ed. Globo, 1993)

Toda contada por um narrador-observador, mostra a história do Filismino que desde que nasceu tinha a preocupação de encontrar a felicidade. Desde a infância, deixava de brincar com seus amigos para tentar descobrir o que era a felicidade e chegou a conclusão que para ser feliz era a teoria de "ter e ser o máximo", nunca se contentar com pouco, sempre querer mais para chegar ao topo e resolveu a se dedicar aos estudos, deixando de brincar com os amigos e outras coisas por conta disso.


Filismino se forma na universidade, recebe o diploma, mas não estava feliz por isso e então acha que a felicidade estaria no amor e passa namorar. Nunca estava satisfeito porque sempre encontrava uma mulher mais bonita com a que estava namorando, chegando até levar tapa na cara da namorada ao olhar as outras garotas na frente dela.


Então, Filismino passa a procurar a felicidade no sucesso e prestígio profissional e passa a trabalhar intensamente, deixando de ir pescar com seus amigos e outras atividades. Trabalhou como um louco, conseguiu a chegar a ser presidente de empresa e mesmo com sua realização profissional, com muito dinheiro, sucesso e prestígio ele não era feliz e estava muito triste. Ele se casou com a mulher mais bonita que achou e não estava feliz ainda e achou então que a felicidade estaria com um filho, mas como deixava de curtir e brincar com o filho para trabalhar, não teve felicidade com isso.


Foi passando os anos e Filismino não encontrava a felicidade e ficava mais frustado e mais deprimido por conta disso, afinal, como as pessoas podiam viver sem encontrar a felicidade plena, enquanto via as pessoas se divertindo. Até que, já com Filismino idoso, aparece a Dona Morte para ele, que até pensa que era a Felicidade e ela diz que é a Morte e que chegou a hora dele, matando o Filismino.

No final, já no cemitério, Filismino não se conforma de ter morrido sem encontrar a felicidade e pergunta ao Penadinho, que estava junto com outros fantasmas se encontraram a felicidade quando estavam vivos. Penadinho diz que felicidade não, mas tiveram momentos felizes durante a vida como as brincadeiras de crianças, namoros, passeios com os amigos, família, curtir os filhos. Filismino entende que então era feliz e não aproveitou na vida e senta em uma pedra com esperança que na próxima será diferente, ou seja, quando reencarnar, na próxima vida fará tudo diferente.


Essa história é muito linda, transmite uma mensagem positiva explicando o que é felicidade e o que é preciso para ser feliz. A mensagem é de aproveitar os momentos simples da vida de ficar com a companhia da família, amigos, filhos, não ficar focado só com estudos e trabalho e não deixar a vida passar sem ter curtido os momentos mais simples. Não existe ter felicidade o tempo todo, mas enquanto está curtindo os momentos bons com sua família e amigos, você está sendo feliz nessas horas.

Tem momentos que dá pena de ver o Filismino só ocupado com as suas obrigações e não ter curtido mais as brincadeiras de criança, saídas com os amigos, brincar com o filho. Ele foi um pouco feliz quando namorou e teve filho, mas não soube aproveitar esses momentos bons. Se ele tivesse aproveitado cada coisa boa estaria feliz. O final foi triste, porém importante para refletir sobre o tema abordado e mudar se for preciso. Era comum histórias filosóficas como essa pra quebrar um pouco só histórias engraçadas e os leitores poderem refletir e aprender. Tinham histórias para todos os gostos nos gibis antigos. 


Hoje em dia costumam não colocar histórias assim com finais tristes, eles colocam finais alegres e que deram certo para não traumatizar, e também temas de reencarnação e religião também não são mais explorados.  Os traços muito bem caprichados, teve um erro de colorização no cabelo da namorada do Filismino, que trocava de cor toda hora, foi laranja, marrom, amarelo, mas pode também ser considerado também ser datas diferentes e mulher gosta de mudar de cor de cabelo.


Outra coisa comum nos gibis antigos era ter historias sem os personagens principais, serem protagonizadas por figurantes e os personagens só aparecerem no final, ou nem aparecer. A Turma do Penadinho era repleto de histórias assim, mas acontecia com outros núcleos, inclusive com a Turma da Mônica. Gostava de histórias assim estreladas por figurantes, saía da mesmice. Normalmente eles  apareciam só em uma história e nunca mais eram vistos. Enfim, uma história muito boa e emocionante que vale a pena relembrar há exatos 25 anos.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

HQ: "Penadinho Noel"


Mostro uma história simples de quando o Penadinho se passou por Papai Noel na noite de Natal. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 24' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cascão Nº 24' (Ed. Globo, 1987)

Começa com o Zé Vampir perguntando porque o Penadinho estava triste. Ele diz que é porque Papai Noel nunca trouxe presente de Natal para ele e sempre foi tão bonzinho. Zé Vampir rir falando que se fosse bonzinho estaria no Céu. Penadinho fica brabo, fala que não está para brincadeiras e sai do cemitério para procurar o Papai Noel e perguntar por que ele o ignora.


Penadinho encontra um cara vestido de Papai Noel assim que sai do cemitério e ao se aproximar perguntando , o cara grita e sai correndo com medo por ele ser um fantasma. Penadinho pergunta por que nunca deu nenhuma lembrancinha e o cara dá todo o saco de brinquedos e até a roupa de Papai Noel e foge em disparada só de cueca.


Penadinho vê outros caras vestidos de Papai Noel só que bêbados, dormindo na árvore e entende que com ajudantes agindo daquele jeito não é à toa que muitas crianças ficam sem presentes de Natal. E então ele se veste de Papai Noel que o cara deixou para ele e começa a distribuir os brinquedos para as crianças de rua. 

Depois volta ao cemitério exausto, mas com missão cumprida de distribuir todos os presentes e vai para o seu túmulo. Diz que não sobrou nenhum presente para ele, mas só ver a criançada feliz valeu a pena e o encheu de calor e ternura de novo, foi como se plantassem flores e acendessem velas pra ele, mostrando o lado de fora que realmente tinham flores e velas pra ele, dados pelo verdadeiro Papai Noel.


Uma história legal, bem simples típica de miolo, mas que não deixou de deixar o seu recado. Além de refletir por que crianças não recebem presentes de Natal, ainda tem a solidariedade do Penadinho ser o Papai Noel e distribuir brinquedos para crianças carentes. 

Penadinho não ganhava presente do Papai Noel porque era fantasma e no final pela primeira vez ele ganhou presente pelo gesto de solidariedade. Tem um estilo de Gasparzinho das pessoas se assustarem ao ver qe ele é um fantasma. Interessante a parte do início do Zé Vampir falando que se ele fosse bonzinho ia estar no Céu, já que o cemitério deles representa o Purgatório.


Os traços muito bons, bem típicos dos anos 80 que ficou consagrada. Detalhe do garoto negro com círculo em volta da boca representando os lábios e hoje em dia eles iam alterar tirando porque acham que é preconceito com negros de boca de palhaço, assim como fizeram lamentavelmente com Pelezinho. Era bom até o título, que muitas vezes tinha uma artes com as letras,dessa vez deixaram as letras arrepiadas e um gorro de Papai Noel no nome. Gostava desses detalhes de artes nos títulos.