Mostrando postagens com marcador Turma da Mônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Turma da Mônica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Cascão e Cebolinha: HQ "O plano do vestidinho vermelho"

Em fevereiro de 1990, há exatos 30 anos, foi lançada a história "O plano do vestidinho vermelho" em que o Cebolinha teve um plano infalível de tirar o vestido vermelho da Mônica pensando que o vestido seria o segredo da força dela. Com 7 páginas, foi publicada como história de encerramento de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990)

Começa com o Cebolinha falando com o Cascão que descobriu o segredo da Mônica. Cascão fala que já tentaram de tudo, não era cabelo, dentões ou coelhinho, e Cebolinha diz que ainda não tentaram uma coisa. Ele leva o Cascão até à Mônica e diz que ela está sempre com vestidinho vermelho e o segredo da força estaria nele e precisariam tirar o vestido da Mônica

Cebolinha diz que quem ia tirar a roupa dela seria o Cascão. Ele pergunta por que tem que ser ele e Cebolinha responde não tem problema se não quiser tirar, mas quem levaria a fama de ter derrubado a Mônica seria só ele, fazendo, assim, o Cascão participar do plano infalível.


Cascão pergunta para a Mônica se pode tirar a roupa dela. Mônica acha uma safadeza em cima dela e Cascão diz que era a forma de tirar a barata que estava nas costas dela. Mônica fica desesperada e vai até a uma moita pra tirar o vestido e dá para o Cascão, que entrega par ao Cebolinha. Mônica vê que era um truque e sai da moita para bater neles, mas vê algo e sai correndo. Os meninos comemoram que ela correu por estar sem força e vão atrás dela, mas logo aparecem dois velhinhos conservadores, reclamando que a menina estava correndo pelada.

Mônica vai para casa e eles pensam que fugiu de medo. Cascão avisa que ela pode pegar outro vestido porque ela tem vários vestidinhos vermelhos e imediatamente vão ao quarto dela e roubam todos os vestidos do guarda-roupa e correm rindo da cara que ela ficou por ter sido roubada. De fato, ela só tinha vestidinhos vermelhos.


Cebolinha tem a ideia de como a Mônica fica forte com o vestido, que eles vão vestir e distribuir para a turma toda para ficarem fortes e, juntos, derrotarem a Mônica. Logo depois, todos os meninos estão usando os vestidos da Mônica, com Jeremias reclamando se estão mais fortes mesmo vestidos daquele jeito e Zé Luís se achando ridículo. Mônica aparece com camisa e bermuda e eles aproveitam para testar a força com os vestidos dela. Cebolinha fala que ela não aprendeu a lição, que a fracota agora não é de nada e xinga de baixinha e dentuça.

Mônica fica furiosa, vermelha de raiva e bate em todos eles. No final, os velhinhos conservadores veem tudo e reclamam que no tempo deles meninos não apanhavam de meninas e nem andavam por aí de vestidinho, era tudo uma pouca-vergonha enquanto os meninos ficam cheio de dores e Cascão contente que pelo menos dessa vez não foi ele quem estragou o plano.


É muito engraçada essa história, típica história de plano infalível padrão, dessa vez com Cebolinha e Cascão querendo confirmar se o segredo da força da Mônica seria por causa do seu vestidinho vermelho. Muito boas as tiradas com Cascão inventando que tinha barata as costas da Mônica para poder tirar o vestido dela, Mônica achando safadeza do Cascão querer tirar roupa dela, os meninos roubando todos os vestidos dela e ainda vestir para ver se conseguem ter a força dela.


Foi confirmado o mistério dos personagens sempre vestirem as mesmas roupas. Eles têm várias roupas de um só modelo no guarda-roupa e, assim, a Mônica só tem vestidinhos vermelhos no seu. Nunca foi revelado o motivo da força da Mônica, não tem nada que comprove por que ela é tão forte, como um objeto ou cabelo ou os dentes como eles falaram. Por exemplo, o Popeye era forte quando comia espinafre, o Sansão por causa do cabelo. Já com a Mônica, é apenas forte e pronto. Até já teve uma história similar, "O plano da calcinha de rendinha" (Cebolinha Nº 11 - Ed. Globo, 1987), com a ideia de que a força da Mônica era por causa da calcinha que usava, mas o desenrolar foi diferente.


Foi legal ver o Zé Luís participando do plano infalível. Quando criado, era ele quem criava os planos, depois de um tempo passou essa função para o Cebolinha, mas de vez em quando ele participava dos planos do Cebolinha mesmo com idade de 16 anos, bem mais velho que os outros meninos. Ficava engraçado na idade dele interagindo e participando de planos com as crianças. Uma vez ou outra ele  também tinham histórias com ele bolando planos como no final dos anos 60 e início dos anos 70.


Os velhinhos conservadores deram um ar diferente e indício de politicamente correto, quando frisavam que meninas não andam peladas na rua, meninos não andam de vestidos nem apanham de meninas, que tudo era vergonhoso e indecente. Só faltaram falar da Monica vestida com bermuda como roupa de menino. Serviu como contraste de como era no início e final do século XX, os tempos eram diferentes, não dava para comparar, tudo muda. A história tem momentos incorretos como os meninos roubando as roupas da Mônica, agindo como ladrões, não seria permitido história assim hoje em dia.

Os traços muito bons, como sempre na época. O Jeremias dessa vez apareceu com círculo em volta da boca ao invés de lábios, não sendo padronizado como era. Apesar de prevalecer os lábios, mas as vezes desenhavam com círculo em volta da boca dependendo do desenhista. Os meninos menores com 6 anos de idade apareceram só os vestidos por serem da mesma altura e os maiores como Jeremias e Zé Luís ainda apareceram bermuda e calça, respectivamente. Fica até o absurdo como o vestido entrou no Zé Luís.


Tudo indica que seja da roteirista Rosana Munhoz, ela quem gostava de nomear planos infalíveis, mas nada confirmado que seja dela. No título acabou aparecendo crédito de nome do Cascão primeiro do Cebolinha, podia ter sido "Cebolinha e Cascão" ou até mesmo "A turma". Talvez, a princípio seria publicada em algum gibi do Cascão e depois mudaram para gibi do Cebolinha. Teve um erro em posições de balões no último quadrinho. Pelo visto o balão de "plano infalível"que ficou como fala do Cebolinha, seria fala do Jeremias e "Cascão ter estragado o plano" que ficou como fala do Jeremias, seria fala do Zé Luís. Enfim, história muito legal e foi bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Cascão: HQ "As irmãs Cremilda e Clotilde atacam no Carnaval"

É Carnaval e mostro uma história em que as irmãs Cremilda e Clotilde tentaram dar banho no Cascão durante o Carnaval. Com 5 páginas, foi história de encerramento de 'Cascão Nº 65' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cascão Nº 65' (Ed. Abril, 1985)

Nela, Clotilde vê a Cremilda  no sofá e pergunta no que está pensando. Cremilda diz que é nos planos delas no Carnaval. Clotilde pensa que era onde vão pular o Carnaval, qual salão, mas Cremilda fala que está é planejando dar um banho no Cascão, que o Carnaval é melhor época para se molhar alguém e depois do Carnaval ele vai se chamar "Limpão".


Cremilda e Clotilde se fantasiam de caubóis e vão à rua para tentar molhar o Cascão com garrafa squeeze (bisnaga) e quando o encontram, elas jogam água nele e finalmente conseguem dar banho nele. Mas elas têm a surpresa que não era o Cascão, e, sim, o Xaveco fantasiado por causa do Carnaval e Xaveco reclama que elas estragaram a fantasia dele.

Depois encontram o suposto Cascão comendo melancia e quando molham, veem que era a Magali disfarçada. Em uma nova tentativa acabam molhando o Anjinho disfarçado de Cascão. Em seguida, percebem que todos resolveram se fantasiar de Cascão e único jeito para descobrir quem era o verdadeiro foi jogar água em cima de todo mundo, mas ninguém era o Cascão.


De repente Cremilda e Clotilde sentem um cheiro fedido, parecendo um caminhão de lixo, e aí era o verdadeiro Cascão fantasiado de imperador romano. Elas tentam molhá-lo, mas por terem molhado todos da turma, acaba toda a água delas. Cascão dá um abraço nelas e comenta que nesse ano todo mundo resolveu se fantasiar de Cascão. No final, quando ele vai embora, Cremilda e Clotilde estavam imundas com o abraço  do Cascão e uma joga água na outra para ver se limpam da sujeira impregnada enquanto o povo na rua pensam que elas estavam se divertindo no Carnaval.


Uma história legal com as irmãs Cremilda e Clotilde fazendo planos de dar banho no Cascão no Carnaval, mas não contavam que a turma toda iam se fantasiar de Cascão. Na época, o povo tinha o costume das pessoas darem banho uma nas outras com garrafas durante o Carnaval e os roteiristas sempre procuraram fazer histórias e piadas de tentativas de darem banho no Cascão no Carnaval por causa disso. 

O Cascão dessa vez apareceu só na última página, mas ficou sendo representado com seus amigos fantasiados como ele. Como Cremilda e Clotilde estavam vestidas de caubóis de faroeste, até poderiam ter colocado armas com água para dar uma impressão mais real de faroeste, mas pelo visto preferiram as bisnagas para ter mais capacidade de água dentro. Na época as armas nas histórias eram liberadas normalmente, as bisnagas foram só para seguir a tradição do Carnaval. Para republicação hoje em dia, até seria um ponto positivo para não ter alteração, porém eles não costumam mais fazer histórias com os outros fazendo planos infalíveis para dar banho no Cascão, contra a vontade dele, fora que não fazem mais histórias de Carnaval e os palavrões ditos pelo Xaveco e a palavra "Diacho" não seriam bem vindos hoje, aí não fariam atualmente história assim.


As irmãs gêmeas Cremilda e Clotilde foram criadas no lançamento do gibi do Cascão pela Editora Abril em 1982, como vilãs para dar banho no Cascão. Elas foram morar no bairro do Limoeiro e tinham mania de limpeza extrema, tudo tinha que estar um brinco sem um mínimo de poeira sequer. Ao verem que o Cascão era muito sujo tinham obsessão de dar banho nele a todo custo e faziam planos para dar banho nele, mas sempre fracassavam. 

No início, o Cascão era inocente, não sabia que Cremilda e Clotilde só tinham desejo de dar banho nele e as irmãs fingiam que eram amigas dele para tentar banho nele. Com o passar dos anos isso mudou e ele passou a saber dos planos e fugia das irmãs, provavelmente para não mostrar falsidades nos gibis. Eu preferia quando ele era inocente de não saber dos planos delas como foi nessa história, ficava mais engraçado. Essa foi uma das primeira vezes que elas contracenaram com outros personagens da turma sem ser o Cascão, no início era raro elas contracenarem com outros personagens sem ser o Cascão.


Traços ficaram bacanas, típicos de histórias de miolo da época. A capa da edição bem interessante, como Cascão deixando um aviso dando satisfação que não apareceu na capa por causa do pessoal jogar água nos outros no Carnaval. Eram interessantes capas assim sem ele aparecer por causa da água predominando. E de certa forma, até teve um pouco a ver com o tema dessa história do gibi por conta disso. 

Foi republicada depois em 'Coleção Um Tema Só Nº 13'- Mônica Carnaval' (Ed. Globo, 1996). Deixo aqui a capa dessa edição.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 13 - Mônica Carnaval' (Ed. Globo, 1996)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Capa da Semana: Cebolinha Nº 74

Uma capa em clima de Carnaval com  Cebolinha e a turma curtindo o Carnaval com as fantasias que usaram na história "Estripulias no salão" que abre esse gibi. Destaque maior do Cascão fantasiado de lata de lixo como ele gosta tanto. Na Globo era raro ter capas com alusão à histórias de abertura, no caso, fizeram um desenho com eles curtindo com base nessa história de abertura.  Ficou muito legal.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 74' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1993).


domingo, 16 de fevereiro de 2020

Turma da Mônica Nº 58 - Editora Panini - 2020


Nas bancas a revista 'Turma da Mônica Nº 58' da Editora Panini com um crossover entre a Turma do Penadinho e a Bruxa Viviane. Nessa postagem mostro uma resenha desse gibi.

Lançada em fevereiro de 2020, custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas e com 12 histórias no total, incluindo a tirinha final. Bom que os gibis não tiveram reajustes de preço esse ano. A Distribuição chegou um pouco mais cedo, chegando aqui no dia 13 de fevereiro. Normalmente esse título chega depois do dia 20 de cada mês aqui.

Na trama, com o título "O Encanto da Lua Cheia", escrita por Lederly Mendonça e com 24 páginas no total, Bruxa Viviane pretende fazer um feitiço durante a noite de Lua Cheia para se tornar poderosa, mas para isso precisaria de pegar baba, lágrimas e pelos e um lobisomem para colocar no feitiço. Seu gato Bóris vai atrás do Lobi no cemitério do Penadinho para levá-lo até o castelo da Bruxa (na verdade uma casa grande próximo ao Bairro do Limoeiro) e quando consegue Penadinho e seus amigos vão lá para salvá-lo, mas ao verem que a casa é bem grande e tenebrosa resolvem levar todo o pessoal do cemitério para fazer um lual lá, e com a invasão deles, dificultou o plano da bruxa Viviane de pegar com o Lobi os ingredientes para a sua poção.

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Apareceu toda a Turma do Penadinho, inclusive Zé Caveirinha e Pixuquinha que raramente aparecem nos gibis atuais. Os traços ficaram aceitáveis par aos padrões digitais atuais. A capa eu gostei, ficou bem interessante, mesmo fazendo alusão à história de abertura, teve uma piadinha com os personagens da Turma do Penadinho fazendo sopa com a poção mágica que a Bruxa Viviane estava preparando. Era bom quando as capas com alusão à história faziam piadinha em cima da história, mais comum nas capas da Editora Abril e Globo e dessa vez retornaram isso. No frontispício da página 3, retratou um livro de receitas de um passo a passo de como pegar os poderes da Lua Cheia com a baba, lágrimas e pelos de um lobisomem.

Foi a primeira vez que teve história de abertura sem ser dos personagens da Turma da Mônica nesse título desde que deixou de ser Revista do Parque da Mônica. Embora tenha o crossover com a Bruxa Viviane, que pertence à Turma da Mônica, mas nada de aparecer Mônica, Cebolinha, Cascão ou Magali. Dessa vez eles não apareceram, apenas uma citação rápida no início da Bruxa Viviane falando que Magali e sua turma sempre estragam seus planos. Isso achei bom e foi o que me motivou a comprar essa edição.

Sempre achei que nessa revista tinha que ter histórias de abertura com secundários como Penadinho, Tina, Piteco, Astronauta, entre outros, e não ficar só focado com Mônica e companhia. A edição mais perto sem foco neles foi a 'Turma da Mônica Nº 40' com a "Liga dos Pets", que foi mais estrelada pelos bichos da turma, mas ainda assim teve presença rápida da Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali e fora que Bidu, Floquinho, Chovinista, Mingau e Capitão Feio pertencem á Turma da Mônica.

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Curiosamente, durante a história teve um descuido e em nenhum momento colocaram o nome Bruxa Viviane, ficou com uma personagem sem nome. Penadinho e sua turma não a conheciam e até natural só a chamarem de bruxa, mas podiam ter colocado o gato Bóris a chamando de Viviane em algum momento, tipo quando ele a chama de "bela dama" na página 6, podia ter sido Viviane, ou ela mesmo podia dizer na primeira página algo do tipo "Eu, Bruxa Viviane, encontrei um encanto". Quem está começando a colecionar agora ou está muito tempo sem acompanhar os gibis pensa até que é uma personagem nova ou que colocaram especialmente só para essa história.

Para quem não sabe, a Bruxa Viviane estreou em 1998 no gibi da 'Magali Nº 239' da Editora Globo. Criada pelo roteirista Emerson Abreu, ela desejava ser a bruxa mais poderosa do planeta, mas Magali e seus amigos sempre acabavam com seus planos. Pelo visto criou uma bruxa jovem e esbelta para diferenciar do padrão de bruxa ser sempre velha, gorda e feia. parece que foi inspirada em alguma amiga dele na vida real. No início só o Emerson que escrevia histórias com ela, era bem mais perversa e aparecia de vez em quando, em períodos longos de uma história para outra.

A personagem voltou depois na Editora Panini, também aparecendo de vez em quando, aí com histórias feitas por outros roteiristas e deixando menos perversa como era no início. Ela ainda teve uma edição só dela em 'Turma da Mônica Extra Nº 2' (Ed. Panini, 2008) republicando as 3 primeiras histórias dela feitas pelo Emerson (Magali Nº 239, 264 e 336).

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Já o resto do gibi seguiu o normal para os padrões atuais que vem acontecendo, bem infantis, voltados para crianças de até 8 anos de idade e com lições de morais, traços e letras horrorosos de PC. Teve mais foco com os personagens da Turma da Mônica. Esse título costuma ter um mix bem variados com histórias de secundários, mas como a de abertura foi com a Turma do Penadinho, aí parece que preferiram deixar mais a Turma da Mônica no miolo para compensar. Foram histórias curtas entre 1 a 4 páginas e a de encerramento um pouco maior com 8 páginas.

Em "Só de saber...", com 3 páginas, em que Mônica volta de férias, mas ninguém dá atenção para ela por terem outras coisas para fazer, mas mesmo assim ela fica feliz. porque pelo menos eles sentiram falta dela na sua ausência. Bem educativa, valeu pela presença da Mônica contracenando com roteirista Mario Mattoso, ela nos quadrinhos e ele na MSP, coisa rara atualmente e que era bastante comum antigamente.

Trecho da HQ "Só de saber..."

Em "Futebol contagiante", de 2 páginas, de Edde Wagner, lembra um poucos as histórias antigas do Penadinho em que boa parte protagonizada por humanos secundários mostrando a vida dela e depois o que acontece quando morre. No caso, essa história mostrou a vida do humano Reinaldinho que adorava futebol enquanto vivo e quando morre procura saber se tem futebol na vida após a morte.

Em "O Acordar Real", com 4 páginas, Tarugo volta a trabalhar como carteiro e vai entregar correspondência com o Rei Leonino enquanto estava dormindo e fica nervoso ao ver o Tarugo lá e descobrir o seu segredo quando acorda. Apesar de mostrar lição de de moral, até que foi boa essa. 

Teve 2 histórias bobas com a Marina, uma "O lápis da Marina", de 3 páginas, com a turma encontrando o seu lápis mágico na rua, com direito até da Mônica perdoar Cebolinha ao invés de bater nele, e a outra "Tatuagem fixa", de 3 páginas, com Cascão querendo fazer tatuagem feita pela Marina ao verem os seus amigos todos com tatuagem dela, pelo menos envolveu característica do cascão de não se molhar. Acho Marina tão sem graça e dessa vez não foi diferentes.

Trecho da HQ "Tatuagem fixa"

Tem também "Igualzinha ao irmão", de 3 páginas, em que o Cebolinha deixa o cabelo da Maria Cebolinha arrepiado para ficar igual a ele. Teve ainda histórias de 1 página com Franjinha, Milena e Tina. E uma observação que tem uma história de 1 página da Magali com a sua mãe sobre descarte de embalagens, que é apenas uma propaganda institucional, não pertencente à contagem de histórias do gibi, sempre tem essas histórias institucionais nos gibis, capaz de ter essa mesma em outros gibis do mês.

Termina com "Se meu brinquedo falasse", com 8 páginas, com referência ao filme "Toy Story 4", em que a Mônica pensa que o Sansão cria vida quando não tem ninguém olhando e faz o teste fingindo que ele está sozinho para ver se ele se mexe. A tirinha final foi com o Dudu.

Trecho da HQ "Se meu brinquedo falasse"

Então, pode ver que 'Turma da Mônica Nº 58' no geral foi um gibi normal, mesmo estilo que vem sendo atualmente, bem infantil mesmo. O diferencial foi a história de abertura com a Turma do Penadinho e achei legal esse tema de feitiço e boa sacada o crossover entre eles e a Bruxa Viviane. Pode considerar que foi a história mais longa deles até hoje porque as mais compridas que costumam ter são com 15 páginas no miolo, no máximo. Sendo de abertura permitiu ser maior.  Tem também à venda as suas versões em inglês e espanhol "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", respectivamente

Os outros gibis do mês não comprei, não vi nada de especial neles e aí não tem resenha. O mais diferente foi do Chico Bento com a menina Tábata, amiga da Rosinha, mesmo assim não motivou a comprar. Tábata é uma nova personagem negra que vai contracenar fixa com a Turma do Chico Bento, a exemplo que fizeram com a Milena na Turma da Mônica. Ela estreou em história de abertura de 'Chico Bento Nº 57' de janeiro de 2020 e agora primeira vez aparecendo em capa de gibi, aparecendo no lugar que seria do Zé da Roça ou Hiro. Fica a dica.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Livros "As Melhores Piadas" / "As Grandes Piadas"


Postagem "Nº 800" do Blog. Os livros de tirinhas  "As Melhores Piadas" e "As Grandes Piadas" circularam nas bancas entre 1985 a 1988, foram um grande sucesso e nessa postagem mostro como foram essas coleções.

A coleção "As Melhores Piadas" foi lançada em julho de 1985. Foram livros em formato de bolso "pocket" reunindo tirinhas da Turma da Mônica que saíram em jornais de todo o Brasil. Esse título já tinha sido usado antes em livros de tiras da Editora Abril entre 1974 a 1978, sendo que tinham um formato horizontal (bem semelhante aos mais recentes "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" da Panini ente 2007 a 2011), e nos anos 80 fizeram uma 2ª série com esse título com um formato diferente. Esses dos anos 70 eu não tenho.

Inicialmente "As Melhores Piadas" seriam edições especiais mensais de 6 edições, que iriam circular entre julho e dezembro de 1985. Seriam da Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento, Bidu e Penadinho. Tiveram ao mesmo tempo edições desse formato da Disney. Com o sucesso, a MSP resolveu prolongar a série se tornando um título fixo mensal a partir de 1986. Foram 18 edições até dezembro de 1986 com tiras maravilhosas, abordando as principais características dos personagens e sem sobra do politicamente correto.

Tirinha tirada de "As Melhores Piadas do Penadinho Nº 6" (1985)

Cada volume teve capa cartonada plastificada e miolo em papel jornal, formato lombada 10,5 X 17,5 cm, 84 páginas, uma tira por página, totalizando cerca de 75 tiras por edição. As tiras eram originais dos anos 70 e 80, entre 1977 a 1984, em preto e branco exatamente como de jornais, sem ordem cronológica, sendo organizadas na vertical, disponibilizadas com arte em quadrinhos deslocados para direita e esquerda para não ficar espaços em brancos em cada página.

Cada edição era estampada por um personagem diferente, até porque a intenção inicial era pra ter um livrinho para cada personagem diferente, aí depois foram repetindo os títulos entre eles. Nem todas as edições da Mônica, Cebolinha e Cascão eram somente do personagem em destaque, tipo, em pocket da Mônica podia ter tiras do Cebolinha, do Cascão, entre outros, mas a grande maioria era do personagem em destaque. Já os pockets de secundários como Bidu, Chico Bento, Penadinho, etc, aí eram só tiras deles mesmo em seus respectivos números.

Tirinha tirada de "As Melhores Piadas do Cebolinha Nº 15" (1986)

As capas eram formadas por tiras, um grande diferencial, já comprava lendo uma tirinha na banca. Algumas com texto e outras sem texto de acordo com cada edição. Único exemplar que não teve capa formada por tira foi a "Melhores Piadas Nº 7" de Roque Sambeiro, em janeiro de 1986, que preferiram colocar os personagens caracterizados como os personagens da novela "Roque Santeiro". Embora as capas eram plastificadas, as edições entre "Nº 7" a "Nº 10" não foram plastificadas, mas depois retornaram ao estilo tradicional.

As tiras tinham de 1 a 5 quadrinhos, de acordo com cada piada, sendo  a maioria eram 3 quadrinhos cada tira. Muitas das tiras dos livros dos personagens da Turma da Mônica e do Chico Bento foram aproveitadas depois republicadas nos primeiros anos dos gibis da Editora Globo, principalmente as de 3 quadrinhos e foram coloridas para saírem nos gibis. Ficaram muitos anos mostrando as tiras desses pockets nos gibis. Já os do Bidu e Penadinho não saíram em gibis convencionais e, portanto, são todas mais raras.

Capas "As Melhores Piadas Nº 1 ao Nº 9" (1985/1986)

Além os de Bidu e Penadinho, os mais diferentes foram os "Nº 7" e "Nº 10", de Roque Sambeiro e da Tina, respectivamente. Em Roque Sambeiro foi parodiando piadas sobre novela Roque Santeiro, um grande sucesso da Rede Globo de Televisão em 1985, que a MSP resolveu entrar na onda e colocar os personagens caracterizados como os da novela e ainda mostravam piadas sobre televisão. Enquanto as outras edições eram compilações de tiras de jornais, nesse foram tirinhas inéditas especialmente para aquela edição.

O da Tina mostravam piadas sobre comportamentos dos jovens, eram tiras dos anos 70, logo depois da transição da Tina hippie. Com isso, os personagens não tinham uma característica definida e procuraram colocar os costumes que os jovens daquela época tinham. Esses, então, eu considero os mais raros da coleção até hoje, até por não ter tido volumes desses nos pockets da Editora L&PM.

Capas "As Melhores Piadas Nº 10 ao Nº 18" (1986)
Quando a MSP mudou para a Editora Globo em 1987, o título mudou para "As Grandes Piadas", já que o título "As Melhores Piadas" era da Editora Abril e a MSP não podia ficar com esse nome na Globo, ainda mais que em 1987 ainda circulavam "As Melhores Piadas" com os personagens da Disney pela Editora Abril.

Com isso, "As Grandes Piadas" da Editora Globo foi lançada nas bancas a partir de março de 1987 e ficou circulando mensalmente até a edição "Nº 20", em novembro de 1988. Seguiu o mesmo estilo,  mesmos formato e números de páginas dos exemplares da Editora Abril. Até o "Nº 12" um personagem diferente tinha destaque de título próprio na capa. Foram praticamente os mesmos da Editora Abril, de novidade foram Magali (na edição "Nº 5") e Pelezinho (na edição "Nº 7") que não tiveram títulos próprios na Editora Abril. Já Tina não teve um novo número na Globo. Assim, eu considero Magali e Pelezinho os mais raros da Globo.

Capas "As Grandes Piadas Nº 1 ao Nº 9" (1987)
A partir da edição "Nº 13", de abril de 1988, colocaram o título apenas "As Grandes Piadas da Turma da Mônica" ao invés de ser um só personagem. Então, as tiras tiveram mais abrangência de vários personagens e não só de um, até Anjinho teve mais presença de tiras solo. Na verdade, as tiras sempre foram com a turma toda, mas sendo um pocket do Cebolinha, por exemplo, tinham mais tiras com ele no total, e passando a ser Turma da Mônica foi mais equilibrado as quantidades de tiras de cada personagem por edição.

Também após a edição "Nº 13", passaram a  ter primeira metade de tiras com a Turma da Mônica e a outra metade outras turmas de secundários como anunciados na capa mensagem de "participação especial de Fulano". Foi uma forma para que personagens como Penadinho, Bidu e Chico Bento não deixassem de ter suas tiras publicadas com a mudança de título para "Turma da Mônica".

Nas edições "Nº 19" e "Nº 20", de outubro e novembro de 1988, respectivamente, passaram a colocar nas capas um desenho de personagem como mágico ao lado da tira, como se tivessem apresentando as tiras. Assim na "Nº 19" foi a Mônica apresentando a tira e na "Nº 20" foi o Cebolinha. Se tivesse continuado a coleção, provavelmente colocariam outros personagens nas capas, mas acabou a coleção sendo cancelada de repente na "Nº 20".

Capas "As Melhores Piadas Nº 10 ao Nº 18" (1988)
Sem dúvida esses livros foram uma excelente coleção, para quem gosta de ver tirinhas com leitura rápida é um prato cheio. Hoje em dia até perde um pouco de valor por conta dos pockets da Editora L&PM e de terem sido republicadas nos primeiros gibis da Editora Globo, mas muitas delas não saíram nesses pockets da L&PM e as tirinhas de 1 ou 2 quadros também não saíram nos gibis da Editora Globo, assim como as tiras do Bidu e do Penadinho, aí já seriam material inédito. 

Acho que podiam ter feito também pockets com tirinhas do Anjinho, Os Sousa e Nico Demo. Se você por encontrar algum volume desses, não pense duas vezes para comprar, vale a pena. Hoje eu só não tenho "As Grandes Piadas Nº 19" e "Nº 20" da Editora Globo. As imagens da postagens são da minha coleção pessoal. Devo ainda fazer algumas postagens aqui no Blog em breve mostrando com mais detalhes como foram algumas edições, pelo menos as das mais raras.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Magali: HQ "A mosca"

Em janeiro de 1990, há exatos 30 anos, foi lançada a história "A mosca" em que a Magali troca de corpo com uma mosca causando muita confusão. Com 16 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 16' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Magali Nº 16' (Ed. Globo, 1990)

Começa com a Magali e sua mãe, Dona Lili, saindo do restaurante, com Magali perguntando se o pai, Seu Carlito, não ia com elas e a mãe diz que ele ficou lá lavando pratos do restaurante porque a Magali comeu mais do que eles podiam pagar e lembra que ainda avançou nos pratos dos outros clientes e fala que ela precisa controlar o apetite senão vai levar os pais á falência.


Magali não entra em casa e fica na rua mais um pouco para brincar e, com vergonha pelo que fez, decide que vai aprender a se controlar na fome, comendo só o necessário e resolve comer 12 cachorros-quentes, se sentindo bem que os pais vão se orgulhar dela. Só que depois de comer, se dá conta que foram 12 cachorros-quentes e chora na árvore se sentindo uma fracassada.


Franjinha aparece e pergunta o que aconteceu. Magali diz que está triste porque não consegue controlar o apetite e ao abraçar o Franjinha, acaba comendo o chocolate que estava no bolso do jaleco dele e Franjinha vê que o caso é grave e a leva até o seu laboratório, dizendo que tem algo que pode ajudar. A mãe do Franjinha o chama e ele pede para Magali esperar lá.


Magali entra na nova invenção do Franjinha e aperta um botão que tinha nela. Enquanto o vidro se fecha, entra junto uma mosca que estava rodando o tempo todo o laboratório. A invenção dá uma sacudida e quando abre o vidro, Magali sai transformada em mosca. Sem saber ainda, ela se sente diferente, mas o apetite não mudou nada. Ela se vê através de um vidro que virou mosca e sai á procura dele, mas não o encontra na casa dele.


Depois, Franjinha volta, falando que demorou porque teve que fazer compras para a mãe dele e nota uma fumaceira no laboratório. Franjinha vê a Magali dando trombada no seu invento e quando a vê de frente se assusta com a mosca no corpo da Magali. Ela estava tonta, dando trombada em tudo e sai com ela para tentar levá-la a um médico ou veterinário.


Enquanto isso, a Magali como mosca lamenta que não encontra o Franjinha e para piorar está com muita fome. Ela vê o Cebolinha comendo xisburguer e fica rodando em volta dele. Magali come todo o seu xisburguer e ao ver a Magali transformada em mosca, dizendo que estava uma delícia, se assusta e corre de medo, quando tromba com o Franjinha. Ele diz que viu a Magali transformada em mosca. Franjinha fala que ia dizer a mesma coisa, mostrando a mosca no corpo da Magali e Cebolinha desmaia.


Quando acorda, Cebolinha diz que não era aquela Magali que ele viu, era bem pequenininha. Franjinha raciocina e deduz que a Magali entrou no seu teletransportador junto com uma mosca e, assim a máquina acionou as moléculas das duas e elas trocaram de corpo. Cebolinha sente nojo da mosca no corpo da Magali e Franjinha avisa que tem que procurar pela cidade a mosca com a cara da Magali. Antes, vão deixar a mosca na casa da Magali, falando pra Dona Lili para deixar uma parte da filha lá enquanto procuram a outra parte e ela desmaia ao ver a filha daquele jeito.


Magali sente um cheiro convidativo de comida e vai até ao restaurante e toma toda a sopa de um cliente. Ele reclama com o garçom que tem uma moca na sopa. O garçom fala que ele já tomou toda a sopa, ele diz que foi a mosca, o garçom diz que é desculpa para não pagar e um começa a xingar o outro com muitos palavrões e ela sai e vai até á cozinha do restaurante.


Magali come toda a comida e o cozinheiro ao vê-la tenta matar. Ela tenta se esconder e acaba o cozinheiro acertando no Seu Carlito que ainda estava lavando louça do restaurante. Seu Carlito reclama que além de lavar louça, ainda apanha e Magali fala que não é para deixar o cozinheiro pega-la. Quando o Seu Carlito vê a filha transformada em mosca, desmaia.


O garçom aparece e tenta matar com um inseticida. Quando está prestas a apertar o spray, Franjinha e Cebolinha  aparecem e conseguem salvá-la. Franjinha diz que foram em todos os restaurantes o bairro e conseguiram encontrar lá. Magali fala que foi culpa dos brutamontes e eles desmaiam ao descobrir que a mosca fala.


Eles aproveitam e vão embora, voltam ao laboratório e Franjinha consegue fazer a Magali e a mosca voltarem ao normal. Magali reclama que o teletransportador não fez diminuir o apetite e ele diz que o que ia dar era um xarope que ele fez à base de jiló e óleo de sardinha, que um pouco dele já deixa a comida tão ruim que tira o apetite de cada um.


Os pais falam que a Magali não precisa de nada disso, que ela vai aprender a controlar seu apetite sozinha e vão para casa, com Dona Lili perguntando se Magali está bem, e ela responde que está normal e fica feliz que os pais não estão mais brabos com ela. Em casa, Dona Lili avisa que fez um bolo açucarado que ela gosta e antes de avançar, Magali oferece bolo para as moscas que estavam rodando as frutas na mesa, falando que  primeiro quer ver se suas amigas moscas estão servidas do bolo, terminando assim.


Essa história é muito engraçada, mexe com a fantasia dos leitores. Magali na tentativa de controlar o seu grande apetite, que custou o seu pai ficar lavando louça no restaurante por ter comido demais, procurou ajuda com Franjinha e acabou se dando muito mal, trocando de corpo com uma mosca ao entrar no teletransportador. Tem as invenções malucas do Franjinha que são bem divertidas e causam muita confusões, não é a toa que os personagens têm medo quando ele avisa que criou uma invenção nova.


Foram muitos absurdos, não só da troca de corpo  entre Magali e a mosca, como também a gula da Magali como mosca e comer tudo que vê pela frente de uma tacada só, da mesma forma que ela no seu corpo normal e ainda caber tudo na barriga como miniatura. Legal também ver os prejuízos que ela dava para os seus pais por conta da gula e suas tentativas em vão para controlar, como achar que comer 12 cachorros-quentes já estaria controlando apetite, pois normalmente comeria mais. Engraçado também os sustos e os desmaios dos personagens vendo a mosca no corpo da Magali ou ela no corpo da mosca.


Os traços bem caprichados, muito bem desenhados, dava gosto de ver assim, nunca deviam ter mudado isso. Teve um erro do garçom falando de boca fechada ao mostrar inseticida, hoje em dias eles corrigem fazendo alterações em almanaques quando acontecia isso nas revistas originais. Interessante o pensamento do Franjinha ser engrenagens. Eles gostavam de colocar balões de personagens tendo ideias ou pensando personalizados. Onde normalmente seria uma lâmpada, colocavam o Chico Bento com ideia representada por lamparina, o Penadinho por uma vela, o Piteco por uma fogueira e aí com o Franjinha foi engrenagens.


Era comum na época histórias com os personagens se transformando em alguma coisa ou trocar de corpo com outra pessoa ou outra coisa, normalmente acontecendo por alguma invenção ou por causa de uma bruxa, uma fada ou extraterrestre. Hoje em dia, evitam de fazer histórias assim de transformações de personagens, não sei por que motivo, talvez por acharem bobas ou serem absurdos demais e não gostam de fazer histórias com absurdos. Uma pena porque eram muito divertidas histórias assim.


Outro ponto incorreto é a mosca no corpo da Magali, podem achar que ia traumatizar muitas crianças vendo aquilo e aí não fariam. Confesso que quando criança achei um pouco esquisito de ver a mosca grandona no corpo da Magali, mas não a ponto de traumatizar, sempre gostei dessa história. Os palavrões  entre o cliente e o garçom também não iam colocar, já que atualmente palavrões são proibidos. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Mônica: HQ "Bronzeado moderno"

Compartilho uma história em que Cebolinha e Xaveco aprontaram com a Mônica na praia. Com 12 páginas, foi publicada em 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola - Mônica' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola -Mônica (Ed. Globo, 1990)

Nela, Cebolinha acha legal o Xaveco ter ido à praia com ele e comemoram que estão livres da dentuça da Mônica. Ao ouvir os meninos falando isso, surge a Mônica perguntando quem a chamou e que eram vozes conhecidas, mas acha que se enganou e nas férias ela só quer sossego e ficar longe da agitação e dos moleques danados, principalmente do Cebolinha. Ao verem a Mônica, os meninos se escondem em uma barraca de uma mulher.


Mônica comenta que vai poder pegar um bronzeado, já que tentava no quintal dela, mas os meninos ficavam azucrinando. Cebolinha e Xaveco ficam olhando atrás de uma montanha de areia e Cebolinha tem ideia de aprontar com a Mônica, aproveitando que ela nem sabe que eles estão lá.

Depois, Cebolinha aparece com um boné representando um menino com menos idade que a Mônica e joga areia nela enquanto a Monica está se bronzeando. Ele diz que só estava brincando lá, só que ele fala trocando o "R" pelo "L". Mônica acha que é o Cebolinha e ele diz que se chama Tuta e fala assim porque é pequenininho.


Mônica volta a se deitar e ele joga areia de novo nela. Ela manda Cebolinha brincar mais pra frente e ele faz um escândalo, reclamando que Mônica não quer que ele brinque lá e como vê que estava passando vergonha com todo mundo olhando, aí Mônica deixa ele ficar. Ela comenta que o menino é mimado e quando crescer vai ficar que nem o Cebolinha. De repente, ela sente um peso nas costas e quando vê, Cebolinha deixou enterrada na areia. Ela manda tirá-la dali e ele sai dizendo que ouviu a mãe chamar e Mônica tem que se virar para sair da areia.

Então, Mônica vai para outro lugar da praia e comenta que ai ninguém vai jogar areia nela, quando de repente alguém taca água nela. Era o Xaveco vestido de menina e fala que Mônica se deitou bem no lugar onde ia fazer uma piscina e o jeito foi Mônica sair de lá.


Mônica vai para outro lugar e enquanto cochila, Cebolinha amarra um balão em forma de nuvem cobrindo todo o Sol dela. Quando acorda, Mônica acha que era uma nuvem cobrindo o Sol e resolve mudar de lugar, só que a medida que ia andando, a nuvem ia atrás dela e começa a chorar por causa da nuvem perseguir o tempo todo. Uma mulher ajuda a desamarrar e Mônica descobre que eram balões cobertos por algodão dando o formato de nuvem.


Mônica deduz que alguém está querendo impedi-la de bronzear e quer descobrir quem é. Enquanto isso, Cebolinha se fantasia de Doutor Von Flitz e conta para Mônica que é especialista em bronzeados, fala trocando as letras por causa do sotaque da terra dele e diz que o bronzeado por igual é antiquado e a nova moda de bronzeado é recortar bolinhas no chapéu e roupa de praia para ter bronzeamento de bolinhas e faz a Mônica vestir a roupa e chapéu recortados no Sol, falando que é a nova sensação em Paris e que os amigos vão ficar com inveja.


Dona Luísa vê a filha pegando Sol com aquela roupa cortada e faz tirar imediatamente dizendo que vai parecer que pegou Sarampo. Mônica diz para mãe que foi o Doutor Fritz que deu a dica do bronzeamento em bolinhas, mas logo vê peruca e óculos jogados na areia. Mônica segue as pegadas e flagra Cebolinha e Xaveco dando gargalhadas do bronzeado moderno e lembram do truque da nuvem, da água, da areia e que a dentuça ficou sem entender nada. Mônica fala que não achou graça e dá surra forte nos dois.


No final, Mônica volta para o bairro do Limoeiro e Magali elogia o bronzeado da Mônica e estranha que os meninos se queimaram, mas de um jeito bem esquisito e Mônica responde que aquilo era um bronzeado moderno. No caso, eles estavam com marcas em forma de cruzes que eram os esparadrapos dos curativos usados pra curar os ferimentos após a grande surra que levaram na praia.


É muito engraçada essa história, Mônica se passando por boba pelo Cebolinha e Xaveco quando encontram com ela na praia sem querer. É de rachar de rir com Cebolinha jogando e enterrando na areia e Xaveco de menina jogando água nela, Mônica pensar que realmente tinha uma nuvem que perseguia o tempo todo e Cebolinha fazer a Mônica ficar com roupa de saída de banho recortada com bolinhas para ter um bronzeado moderno e ela acreditando em tudo. Incrível que ela ouvia o Cebolinha falando errado e caía nas desculpas dele. Muito bom.


Às vezes os planos infalíveis saiam sem querer, com alguma coisa inesperada e os meninos aproveitavam a situação pra perturbar a Mônica, como aconteceu nessa história em que eles nem imaginavam ver a Mônica, mas quando viram não perderam oportunidade de aprontarem com ela. Cascão não apareceu dessa vez por conta da história ser ambientada na praia e por isso o Xaveco serviu como parceiro do Cebolinha no plano infalível, mas ainda assim o Cascão foi citado no início pelo Xaveco.


Os traços ficaram muito caprichados, era excelente ver desenhos assim, com direito dos personagens com curvas nos olhos quando estavam extremamente brabos, eu gostava dos olhos assim. Curioso a Mônica falar que estava de férias na praia, mas ela nem ia à escola na época, foi um erro aí. É incorreta atualmente, bronzear na praia é errado, risco de insolação, queimaduras na pele, não foi mostrado nem que ela passou protetor solar. Na época, era moda até de passarem bronzeadores oleosos sem fator UVA e UVB de proteção. O Xaveco falou "azar" na história e quando foi republicada mudaram pela palavra "zica", já que "azar" é agora uma palavra proibida nos gibis da MSP.


Foi uma história inédita até então, já que esses gibis da 'Coleção Coca-Cola' mesclavam inéditas com republicações. Segundo o código na primeira página, se fosse para sair em gibi convencional, estaria programada para sair em 'Mônica Nº 45' de 1990 e acabou saindo nessa 'Coleção Coca-Cola'. Só foi republicada na Panini em 2008 no 'Almanaque da Mônica Nº 12' e depois em 2011 nos gibis "Monica's Gang" e "Mònica  Su Padilha Nº 24"  em inglês e espanhol, respectivamente, quando eram republicações de história em outro idioma. Aliás, quase todas as histórias inéditas da 'Coleção Coca-Cola' não foram republicadas até hoje. 


E tiveram quadrinhos com propagandas inseridas de logotipos dos refrigerantes Coca-Cola e Fanta, o que era comum nessa coleção, sendo que de onde tiravam o quadrinho original para inserir os logotipos, eram quadrinhos sem importância que não iam fazer diferença no entendimento da história. Nas republicações, a gente descobre quais quadrinhos foram tirados, mas nas histórias que nunca foram republicadas não sabemos como eram esses quadrinhos tirados até hoje.


Para saber mais detalhes da 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola como um todo, entre aqui.