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domingo, 3 de novembro de 2019

Um tabloide com Papa-Capim e Cafuné

Nessa postagem compartilho uma história de 1 pagina com o Papa-Capim e Cafuné. Foi publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 112' (Ed. Abril, 1982) e republicada em 'Almanaque do Cebolinha Nº 7' (Ed. Globo, 1989).

Voltada ao absurdo, Papa-Capim e Cafuné estão tentando derrubar uma árvore com machadinhos, que acabam quebrando, pois eram muito pequenos com uma árvore forte como era. Ameaça chover e eles resolvem serrar a árvore com o raio que havia caído na hora.

Era bom ver esses absurdos envolvendo fenômenos da natureza, sempre mito engraçado. Impublicável hoje em dia por conta de eles derrubarem árvore, sendo contra preservação da natureza, fora que não gostam de envolver absurdos assim. Na época não tinham muitas histórias do Papa-Capim nos gibis, era bem raro e quando tinha, era assim em formato tabloide. Só quando o Chico Bento ganhou gibi próprio em 1982 que começaram a desenvolver histórias com a Turma do Papa-Capim. A seguir, mostro essa história completa. 


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Uma história do Horácio sobre solidariedade



Compartilho uma história do Horácio falando sobre solidariedade. Foi publicada em 'Cebolinha Nº 78' (Ed. Globo, 1993).

Nela, Tecodonte reclama que ser bonzinho e generoso não vale a pena, a pessoa se passa por bobo e se aproveitam de você e deixa de viver a própria vida para viver a dos outros. Nessa hora, ele tropeça e Horácio o salva de cair em um buraco fundo. Em seguida, vão comer alfacinhas das plantações do Horácio e Tecodonte continua o assunto, quando Horácio o salva de ser picado por uma cobra, lançando uma pedra nela. Após, ele continua dizendo que Horácio deve parar de se preocupar com os outros e ele responde com uma pergunta se ele acha que as espécies que não praticam solidariedade não se extinguem e o Tecodonte achando bobagem , terminando assim. 

Uma história filosófica bem interessante. Mauricio de Sousa quis mostrar as vantagens e desvantagens de ser solidário e ajudar os outros. Muitos ajudam as pessoas, mas por ter um temperamento de ser boazinhas demais, se esquecem da própria vida, ficam se envolvendo demais com os problemas dos outros, mas esquecem dos seus, fora os que se aproveitam da boa vontade da pessoa para abusar de pedir favor. Por outro lado, também não é certo deixar de ajudar as pessoas, é bom ser solidário, pois pode precisar dos outros um dia e sempre bom ter essa retribuição. Assim, essa história mostra essa reflexão de até que ponto se deve ajudar os outros, dentro dos seus limites, para também não se prejudicar.

No caso, o Tecodonte faz parte da visão de não se deve ajudar porque os outros se aproveitam da boa vontade e a pessoa não ter o limite de ajuda, deixar de viver para ajudar os outros. E a visão do Horácio foi que é preciso ajudar sim, tanto que ele praticou solidariedade a história toda durante a conversa, se ele não se preocupasse com o Tecodonte, ele teria morrido ao cair no buraco ou mordido por uma cobra durante a conversa deles. Na verdade, a principal mensagem do Mauricio é que se deve ajudar, só que dentro das suas possibilidades e seu limite para não se sacrificar, prejudicando a si mesmo por ficar preocupado o tempo todo com os problemas dos outros, além de ter cuidado com aproveitadores que sabem do seu temperamento de ajudar.

A história, na verdade, teria que ser em 1 página, aí colocaram 2 páginas e desenhos ampliados com 6 quadrinhos em cada página, ao invés de 8, para ocupar mais espaço do gibi. Era comum fazerem isso nas histórias do Horácio, desmembrando um tabloide em 2 páginas. Traços muito bons, como sempre na época. A seguir, mostro a história completa.



sexta-feira, 21 de junho de 2019

Um tabloide com Penadinho e Frank

Mostro uma história de 1 página com o Penadinho e Frank jogando boliche. Foi publicada em 'Cascão Nº 204' (Ed. Globo, 1994).

Nela, Frank convida o Penadinho para jogarem boliche, só que ao lançar a bola, Frank se atrapalha e acaba se arremessando junto com a bola e se desmontando todo com a queda, tendo um auto-strike no boliche. 

No caso, o Frank  foi criado por um cientista e ele tem suas partes do corpo montadas como um quebra-cabeça e, então, ao sofrer queda forte, ele é desmontado todo, como foi o que aconteceu quando se arremessou no boliche aí no tabloide. Traços muito bons. Legal o Penadinho lembrar da época de quando era vivo ao falar que era campeão de boliche. A seguir a história completa.


sábado, 6 de abril de 2019

Um tabloide com Bidu

Compartilho um tabloide em que o Bidu contratou um guarda-costas pra não ter risco de se machucar. Foi publicado em 'Mônica Nº 132' (Ed. Abril, 1981) e depois republicado em 'Coleção Um Tema Só Nº 3 - Cebolinha - Planos Infalíveis' (Ed. Globo, 1993).

Começa com o Duque cumprimentando o Bidu com um tapa nas costas, mas o Bidu estava à beira de um precipício e acaba rolando e se machucando todo ao cair do precipício. Depois, Bidu com corpo todo engessado e imóvel, contrata um guarda-costas para ficar sempre ao seu lado e deixar os seus amigos  longe de distância e não ter risco de se machucar. Porém, uma mosca posa no nariz do Bidu, aí o segurança dá um tapa forte nele para tirar a mosca e acaba o Bidu com a cabeça engessada, inclusive a boca, e o segurança se contentando que o emprego está garantido até o Bidu conseguir falar. 

Muito engraçado esse tabloide, o Bidu com medo de se machucar por causa dos seus amigos contrata um guarda-costas, mas não contava que o próprio guarda-costas iria ser atrapalhado e deixar ficar todo engessado. Os traços muito bons do início dos anos 80, bem parecidos com o que ficou consagrado ao longo da década. Bem interessante que o Bidu não falou nada nessa história e ainda ficou engraçado demais. Os grandes personagens conseguem fazer graça até sem falar nada. Geralmente histórias de 1 página do Bidu eram assim da sua versão agindo como um cachorro mesmo.

Os 2 primeiros quadrinhos achei hilário, já formaria uma tirinha boa isso do Bidu caindo e o Duque lerdo ainda chamá-lo de sem-educação por não ter respondido o cumprimento. E o resto do tabloide foi muito divertido também. Hoje em dia, histórias assim não são publicadas por conta de que não pode ter sofrimento dos personagens. A seguir mostro a história completa. 


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Um tabloide com Anjinho

Posto uma história de 1 página com o Anjinho. É original de um gibi da Editora Abril por volta de 1982 e foi republicada em 'Almanaque do Cascão Nº 10' (Ed. Globo, 1990).

Anjinho não estava conseguindo dormir e então adaptou a sua nuvem em várias formas para ver se sentia mais confortável e pudesse dormir. Chegou até esculpir a nuvem como uma cama de verdade e uma poltrona, só que de tanto mexer na nuvem, acabou fazendo chover e, assim, acabou ficando sem cama e sem dormir para a sua tristeza.

A cama dos anjos são as nuvens e, com, isso, tiveram várias histórias com o Anjinho dormindo nelas e fazendo formatos nas nuvens. Também era comum histórias com ele esculpindo várias coisas em nuvens, como árvores, flores, brinquedos,  e até caricatura da Mônica, não necessariamente para ele dormir, apenas para deixar o céu mais bonito.

Nesse tabloide ele acabou se dando mal no final e, apesar de ser engraçado para os leitores, a MSP evita hoje em dia finais que os personagens se dão mal no final, com situações tristes e, então, esse tabloide não seria aprovado hoje em dia. A seguir, mostro a história completa.


domingo, 13 de janeiro de 2019

Um tabloide com Cebolinha e Xaveco brigando

Mostro uma história de 1 página com o Cebolinha e Xaveco brigando na rua. Foi publicada em 'Cebolinha Nº 10' (Ed. Globo, 1987).

Nesse tabloide, os meninos estão brigando na rua por algum motivo e Cebolinha chama o Xaveco de bobo. Xaveco não gosta do xingamento e nega, falando que é muito esperto. Eles insistem na briga, com Cebolinha sempre afirmando que Xaveco é bobo e ele negando. Até que o Cebolinha se cansa e  manda o Xaveco ver se ele está na esquina. Cebolinha vai para casa e ao entrar no quarto e ler um livro, eis que surge o Xaveco falando que ele não está na esquina e pergunta quem é o bobo da história.

Muito legal esse tabloide e muito bem desenhado, mostra o trocadilho do termo "vá ver se estou na esquina", que no caso seria o Cebolinha o Xaveco ir embora por estar enchendo a paciência dele. Xaveco levou ao pé da letra e realmente foi procurar o Cebolinha na esquina, confirmando que ele era um bobo e lerdo. O motivo do início da discussão fica com a imaginação do leitor, como eles gostavam de fazer.

O Xaveco se comportou como o Zé Lelé, que agia como lerdo sem entender pequenas coisas, sempre levando tudo ao pé da letra. Já teve até histórias e tirinhas semelhantes com o Zé Lelé agindo dessa forma. Dessa vez, foram só os protagonistas diferentes, caberia para qualquer dupla de personagem assim. Ultimamente, eles evitam criar histórias assim com os personagens se passando por lerdos para não serem ridicularizados e não ter bullying. A seguir, mostro a história completa.


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Um tabloide com a Turma da Tina

Um tabloide com a Tina achando que a roupa do Rolo não combinava com o sapato que estava usando e Pipa se atrapalhou a revelar isso para o Rolo. Foi publicada originalmente em um gibi da Editora Abril por volta de 1979 e republicada em 'Almanaque da Magali Nº 4' (Ed. Globo, 1991).

Nela, Tina estava se preparando para ir junto com o Rolo em uma festa grã-fina e comenta com a Pipa que não gostou vê-lo com terno, camisa e grava ta azuis não combinando com o sapato marrom. Rolo ainda está animado, comentando para elas que está muito elegante e não foi fácil descolar a roupa, mas que vale o sacrifício pela Tina. 

Tina não tem coragem de falar com ele e Pipa toma a iniciativa e vai falar com ele bem do jeito dela, de pedir para que ele troque o trocar o terno, a camisa e a gravata porque não estava combinando com o sapato. 

A ideia correta seria o Rolo trocar apenas o sapato para economizar tanto dinheiro quanto trabalho se trocar, mas para a Pipa ficou uma má interpretação. Enquanto Tina não gostou só do sapato, mas da roupa até que ficou boa, a Pipa interpretou que tudo estava ruim, apenas o sapato que estava bonito. Bastava a Pipa falar que era para trocar o sapato por não estar combinando com o resto da roupa.

Esse tabloide é da época da fase de transição da Tina hippie para mulher e nessa fase as características dos personagem eram bem indefinidas, cada história aparecia um tipo diferente de personalidades. Nesse tabloide, então, teve o humor envolvendo os 3 personagens principais então, sendo que normalmente o humor atrapalhado a essa altura era com a dupla Rolo e Pipa. E também dessa vez o Rolo era namorado da Tina, mas tinham histórias que o Rolo era namorado da Pipa ou cada um dos personagens tinham seus namorados.

Os traços seguindo o estilo dos anos 70, com um pouco do superfofinho que prevalecia no final dos anos 70. Também não tinha um estilo definitivo no visual dos personagens naquela época, tanto que a Tina apareceu sem óculos dessa vez, mas na maioria das vezes aparecia de óculos. Até o início dos anos 80 costumava ter histórias de 1 página com a Turma da Tina, depois disso era bem menos, mas ainda assim tinha de vez em quando nos anos 90, inclusive. A seguir, mostro a história completa:



domingo, 26 de agosto de 2018

Uma história do Horácio com Lucinda

Mostro nessa postagem uma história do Horácio mais voltada para o humor, publicada em 'Cebolinha Nº 15' (Ed. Globo, 1988). 

Nela, a Lucinda pensa que o Horácio se aproximou dela ao lado da pedra que estava para se declarar, só que estava com vergonha, sem coragem para falar algo. Horácio se encosta nas costas dela, que fica emocionada, achando tudo romântico e que iria se desencalhar. Ele demora um tempão parado nas costas da Lucinda, mas no final, é revelado que ele estava parado porque estava dormindo o tempo todo e não era nada para declarar seu amor a ela.

Nas histórias do Horácio, a Lucinda sempre gostou dele, sendo que tinham vezes que ele gostava da Lucinda, só não tinha coragem de se aproximar dela e em outras não queria saber de envolvimento amoroso com ela, precisando Lucinda se aproximar e fazer insinuações que gostava dele ou até fazer planos infalíveis para conquistá-lo. Era de acordo com a inspiração do Mauricio de Sousa. De qualquer forma, eles nunca conseguiram namorar por esses imprevistos.

Os traços desse tabloide ficaram bons, seguindo o estilo dos anos 80, destaque para a noite no último quadrinho, sempre era bacana a noite retratada assim. A seguir mostro a história na íntegra.


sábado, 9 de junho de 2018

Um tabloide com Chico Bento e Rosinha

Mostro uma história de 1 página com o namoro tímido do Chico e da Rosinha, publicada em 'Chico Bento Nº 83' (Ed. Globo, 1990). 

O namoro do Chico e Rosinha sempre foi marcado com o empecilho da timidez, sempre que queriam se  aproximar mais pra fazer uma declaração amorosa ou dar um beijo, tinha a timidez do Chico Bento para impedir.

Nessa tabloide teve o diferencial de um papel invertido, dessa vez o Chico foi mais atirado e foi a Rosinha que bancou a tímida, com vergonha de dar um beijo e pegar na mão do Chico, mas ela tem a ideia de nadarem pelados no ribeirão. Ou seja, Rosinha tem vergonha de dar beijo e segurar mão do Chico, mas não de ficar pelada na frente dele. Muito legal.

É incorreta hoje em dia por aparecer as crianças nuas, já na época era normal aparecer os personagens pelados, principalmente os meninos. Apareciam também meninas sem top. Atualmente nem os meninos aparecem mais pelados.



sábado, 21 de abril de 2018

Cascão: HQ "Sorte"

Mostro uma história de 1 página com o cascão se consultando com uma vidente publicada em 'Cebolinha Nº 45' (Ed. Globo, 1990).

Nela, uma vidente fala que o Cascão vai ter muita sorte. Quando ele sai de lá, pisa em uma casca de banana, faz tropeçar em uma pedra e cai na lama, que faz cair em um precipício e cai em uma lata de lixo. Apesar de estar todo machucado, Cascão adora estar todo sujo e acredita que teve muita sorte como a vidente falou.

Fica o ponto de vista, ruim por ter se machucado todo, mas por se tratar de Cascão que gosta de sujeira foi uma coisa muita boa. Totalmente incorreto esse tabloide, já que mostra Cascão se sujando em lama e dentro de lata de lixo, fazendo apologia á sujeira, assim como não é muito bem visto hoje personagens caírem em precipício e criança se consultar com videntes.

Interessante um tabloide do Cascão sair em um gibi do Cebolinha, podia ter sido publicado em um gibi do Cascão. E que teve um título, já que costumavam colocar apenas o nome do personagens em tabloides. A seguir mostro a história completa.


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Uma história do Piteco com Eclipse do Sol

Nunca postei histórias de 1 página soltas aqui no Blog, fora as do Horácio. Então, de vez em quando vou passar a mostrar, já que mesmo sendo 1 página tinham bastante qualidade, e dessa vez mostro uma com o Piteco e Thuga, que foi publicada em 'Cebolinha Nº 117' (Ed. Abril, 1982) e republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 25' (Ed. Globo, 1991).

Nela, Thuga está triste, se sentindo sozinha, quando aparece o Piteco e se prontifica a conversar com ela, na condição de ficar até anoitecer. Thuga começa a falar sobre assuntos como o futuro deles, o que eles têm comum, amor, casamento, assustando o Piteco, até começa um Eclipse do Sol e fica tudo escuro e Piteco vai embora. Logo depois, o Sol volta a aparecer e Thuga levanta a mão fechada para o Sol reclamando que até ele está contra as investidas de namoro dela com Piteco.

Muito interessante a história, como eles não sabiam o que era Eclipse do Sol pensavam que o tempo escureceu antes do tempo, o que foi a deixa para o Piteco cair fora do papo de amor e casamento que a Thuga estava interessada, para o desespero dela e ainda foi tomar satisfação com o Sol por causa disso. Traços bem caprichados também, já começando aos poucos o estilo da fase consagrada dos anos 80. 

Histórias de casais eram bem interessantes, e as tentativas frustadas da Thuga de conquistar o Piteco eram bem boladas, mesmo que no fundo ele gostava da Thuga, só não queria dar o braço a torcer e sempre caia fora. A seguir mostro a história completa:


sábado, 19 de agosto de 2017

Uma história com humor do Horácio

Mostro uma história do Horácio voltada para o humor onde uma interpretação mal feita piorou a situação do Tecodonte. Com 1  página, foi republicada em 'Almanaque da Magali Nº 3' (Ed. Globo, 1990).

Histórias do Horácio sempre foram marcadas pelo lado filosófico e de reflexão, principalmente as de 1 página de tabloides de jornais que depois eram republicadas nos gibis convencionais. Enquanto as dos anos 70 mais longas eram mais de aventuras, as dos anos 80 de 1 página tinham seu lado filosófico.

Nessa história, escrita por Mauricio de Sousa, Horácio encontra Tecodonte com pedra nos rins e sugere ao amigo tomar chá de erva Quebra-Pedra. Mas por ter falado só "quebra-pedra", ficou a má interpretação e acabou o Tecodonte quebrando pedras 2 dias sem parar e piorando a sua dor nos rins pelo esforço que fez ao quebrar as pedras.

Além de ter a sua piada, Mauricio quis ensinar como uma interpretação mal feita pode fazer toda a diferença. Horácio continuou com sua sabedoria típica de sua personalidade, foi Tecodonte o responsável pela piada por não saber interpretar o que o Horácio falou. E ainda ensinou os leitores um bom remédio natural pra quem sofre de pedra nos rins, ou seja, ainda foi informativa.

Os traços bacanas, bem típico dos anos 80. Na verdade foi tabloide de jornal que depois saiu em algum gibi da Editora Abril dos anos 80 e depois republicada nesse 'Almanaque da Magali Nº 3'. Abaixo, essa história de 1  página.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Uma história do Horácio de 1991


Nessa postagem mostro uma história do Horácio em que ele conhece uma dinossaura que fala um idioma diferente dele. Com 2 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 56' (Ed. Globo, Agosto/ 1991).

Capa de 'Mônica Nº 56' (Ed. Globo, 1991)

Escrita por Mauricio de Sousa, aparece uma dinossaura, falando uma língua estranha, perguntando algo para o Horácio. Como não entendeu nada que ela falou, a dinossaura começa a chorar. Horácio tenta consolá-la, perguntando se ela se perdeu, se está com fome e não tem onde ficar. Ele oferece a sua caverna para ela ir descansar e passar a noite lá. Então, a dinossaura fica satisfeita e pede pra ele esperar um momento.

No final, ela leva toda a sua família e amigos para ficar na caverna dele, com a dinossaura mostrando que foi o Horácio que convidou para eles ficarem lá, sempre  em uma língua que só eles entendem, deixando Horácio entediado.


A história discute dois pontos. Um sobre conversar com pessoas que falam idiomas diferentes e como fazer que um entenda o outro. A dinossaura, no caso, uma turista que não conhecia nada na região falava uma língua diferente do Horácio e o que causou muita confusão. Interessante que ela entendia o que o Horácio falava, coisas dos quadrinhos.

O outro ponto é o fato do Horácio ser educado e a dinossaura aproveita da bondade dele para levar sua família toda para morar com ele. O Horácio só ofereceu que ela passasse uma noite na caverna dele para descansar e ela, não pensou duas vezes para levar a família junto. Ou seja, ela abusou da boa vontade do Horácio para tirar proveito, coisa muito comum no dia a dia.

Mauricio gostava de mostrar um ar filosófico nas suas histórias, principalmente as do Horácio, e que muitas vezes é difícil de interpretar. As crianças não entendem nada, só quando releem com mais idade que dava para entender o conteúdo das histórias do Horácio. Fora as outras possibilidades de interpretação, que o Mauricio gostava de colocar, com cada leitor decidindo o que interpretar da sua maneira.


Os traços muito bons e bem desenhados, com a dinossaura lembrando os traços da Lucinda e da Simone. Essa história, como era de costume com o Horácio, foi aproveitada de página semanal de jornais antigos, sendo que dividida em 2 páginas em vez de 1. Tanto que até mantiveram a numeração da página semanal do jornal. Normalmente, eles faziam isso nas histórias dele nos gibis, aproveitando das páginas semanais dos jornais, ampliando os desenhos ou mudando estrutura dos quadrinhos, tudo de uma forma que coubesse a história em 2 páginas dos gibis. 

sábado, 3 de outubro de 2015

História do Horácio na montanha

Mostro nessa postagem uma história simples e ao mesmo tempo polêmica de 1 página do Horácio que foi publicada em 'Mônica Nº 20' (Ed. Globo, 1988).

Nela, Horácio dorme a noite toda no alto de uma montanha e, ao amanhecer, quando o Tecodonte pergunta porque sempre dorme naquela montanha, Horácio responde que não sabe, mas que se sente tão bem quando acorda, muito revitalizado dormindo nela. Reparando bem o desenho da montanha, ela forma um corpo de uma mulher e ele está deitado em cima de onde seria o seio.

Essa história, escrita pelo Mauricio de Sousa, tem algumas interpretações, a critério do leitor. Como o Horácio não tinha mãe, a montanha formando corpo de mulher, foi tratada por ele como a sua mãe, se sentia protegido. Pode ser também o lado sensual, mostrando um Horácio assanhado, fingindo que não sabe de nada. Ou também ele pode se sentir revitalizado apenas pelo nascer do Sol que era muito bonito a vista naquela montanha. Mauricio gostava de histórias que abrem várias possibilidades de interpretações, ficando a cargo do leitor tirar suas próprias conclusões. Quem sabe a intenção nem era da montanha ter uma forma de mulher quando o Mauricio fez, mas no desenho final acabou ficando sem querer, causando toda essa polêmica.

O que pode estranhar é uma história assim sair em um gibi infantil, mas na verdade, ela saiu originalmente das páginas semanais do Horácio de jornal "Folha de São Paulo" e só depois  foi republicada nesse gibi da Mônica de 1988. As histórias do Horácio que saiam nos gibis daquela época eram aproveitadas das páginas semanais dos jornais, só fazendo ampliações e, às vezes, pequenas adaptações de desenhos quando ocupavam 2 páginas dos gibis, o que não é caso dessa. Como nos anos 80 não tinha o politicamente correto, eles não viram nenhum problema de republicá-la em um gibi convencional. E tanto que ainda foi republicada depois ironicamente logo em um Almanacão, o 'Almanacão de Férias Nº 19' (Ed. Globo, 1996), que é um título bem destinado ao público infantil mais ainda e colocaram sem problema nenhum.

Outro detalhe legal é arte no título, colocando a Lua no lugar da letra "C" no título do Horácio. Detalhes que faziam diferença nas histórias antigas. Abaixo, a imagem dessa história do Horácio:


sexta-feira, 14 de março de 2014

Uma história filosófica do Horácio

Nessa postagem, eu mostro uma história filosófica do Horácio, feita pelo Mauricio de Sousa, assim como todas do personagem daquela época, e que foi publicada em 'Cebolinha nº 21' (Ed. Globo, 1988).

Na verdade, ela foi tirada originalmente das páginas semanais do Horácio de jornais da Folha de São Paulo e foi republicada nesse gibi. É que quase todas as histórias dele que saiam nos gibis daquela época eram aproveitadas das páginas semanais dos jornais. 

As histórias do Horácio dos anos 80 e 90, que normalmente tinham 1 ou 2 páginas, eram desenhadas exatamente como foram publicadas nos jornais, e as dos anos 70 maiores costumavam ser redesenhadas e tinham também roteiros adaptados para os gibis. Como só o pessoal de São Paulo e que comprava os jornais conheciam as histórias, então nada mais justo colocarem nos gibis para o Brasil inteiro conhecer.

Em suas histórias dos anos 80, raramente a gente dá um "Há" de tão sérias. O Horácio era o ego do Mauricio para expressar suas emoções e críticas. Histórias do personagem não são para rir mesmo, e, sim, para filosofar, pensar sobre a realidade, problemas variados, críticas sociais e a existência humana. Enfim, refletir sobre a vida, tudo adaptada para a Pré-História, daí poucos gostarem do personagem. As crianças, por exemplo, nem entendiam suas histórias, passando a entender só relendo depois de adultos.

Nessa de destaque da postagem, mais uma vez, vemos um Horácio pensativo e filosofando sobre a vida. Dessa vez sobre a origem da vida na Terra, dando uma boa lição de sabedoria no final, que não deixa de ser verdade. Abaixo, essa história  de 1 página: