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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Piteco: HQ "Tenho que manter a minha fama de mau"


Mostro ma história em que a Thuga desiste de correr atrás do Piteco e ele fica mal com isso. Com 7 páginas, foi publicada originalmente pela Editora Abril por volta de 1984 e republicada em 'Almanaque do Chico Bento Nº 16' (Ed, Globo, 1991).

Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 16' (Ed. Gobo, 1991)

Começa o narrador apresentando o Piteco correndo, mas não de uma manada de mamutes nem de um tiranossauro enfurecido, e, sim,  da Thuga, que quer acabar com a vida de soteiro dele. Mesmo cansativo, Piteco tem as vantagens de perder uns quilos e fazer sucesso com as outras garotas, que querem saber o que a Thuga viu de tão especial nele, mas acabam sendo afastadas pela Thuga.


A rotina do Piteco é sempre essa, até que um dia, ele acorda e vai pegar água no riachão e preparado pelo seu "cooper matinal", mas estranha a Thuga não estar lá e demorar muito enquanto pega a água e comenta que ela nunca o deixou em paz um só momento. De manhã, tarde e note Thuga não aparece e Piteco acha qe ela está doente.

No outro dia, Thuga não aparece de novo e Piteco comenta que não se acostuma com tanta paz. No caminho, encontra a Ogra e pergunta se a Thuga está doente, pois não tem visto ultimamente. Ogra diz que está bem, só se cansou de correr atrás de alguém que nunca vai conseguir alcançar. Piteco fica contente que está livre dela, fala que nunca mais vai ter corridas e nem ciladas para levá-lo para o altar. para comemorar, resolve paquerar uma garota, algo que não conseguia há muito tempo, mas acaba levando fora dela, que diz que tem compromissos pelo resto do mês.


Quando parte para outra, no caminho ouve mulheres comentando que deve ter um bom motivo para Thuga desistir do Piteco e ainda falam que ele é bem feinho enquanto os homens comentam que Piteco não é mais aquele. Piteco diz que eles que se danem e está muito feliz. Ele senta na frente da sua caverna e se convence que está triste, não aguenta mais e resolve ir falar com a Thuga, já que tem zelar pela imagem dele.


Piteco cobra da Thuga por que não está correndo atrás dele e Thuga achava que ele estava satisfeito e ele fala qe pensava que ela era seria mais persistente. Thuga conta que encarou a realidade de que Piteco não gosta dela. Piteco pergunta de como que ela tem certeza disso e diz que ela tem que perseguir seu objetivo e como conseguirá alguma coisa assim desistindo. Se quer conquistá-lo, que deve lutar por ele.



Thuga fica feliz que Piteco quer que volte a correr atrás e por ele começar a gostar dela e já se prepara para marcar a data do casório. Aí, Piteco fala que se ela parar de correr atrás dele, as garotas vão pensar que ele perdeu seu charme e ele tem que manter a fama de durão, por isso que a Thuga tem que correr atrás. No final, volta a perseguição, as garotas apaixonadas pelo Piteco, chamando de charmoso e bonitão, e Thuga corre atrás dele furiosa, dessa vez corre não para conquistá-lo, mas, sim, para bater nele por tudo que ele falou.


História muito divertida com Piteco achando ruim da Thuga desistir de correr atrás dele e preocupado com as garotas acharem qe ele não tem mais charme por causa disso. A principio a gente até pensava que era mais um dos planos infalíveis da Thuga fingindo que não gostava mais do Piteco para ele ficar cismado que a perdeu ir procurar atrás para se casar com ela. Só que dessa vez realmente ela desistiu, mas ele sentiu falta da perseguição e foi atrás para convencer a voltar correr atrás dele. A surpresa foi que não que gostasse e fosse se casar com ela, mas só pra zelar a sua imagem de charme com as outras garotas e não ficar mal falado na aldeia. 

Nas histórias do Piteco, a Thuga vivia dando em cima dele, fazendo planos para conquistá-lo e casar com ele, mas ele sempre corria. Na verdade, ele gostava e era gamado na Thuga, mas não quer saber de casamento e morrer solteiro e aí sempre dá um jeito de fugir dela para não se casar. Ele só desistiu da Thuga dessa vez porque ela falou de casamento.


Tem uma mensagem boa das pessoas não desistirem dos seus sonhos e objetivos, sempre lutar por eles. Em contrapartida, é incorreta pelo tema do Piteco ser machão, brincando com sentimento da Thuga só pelo seu interesse próprio de zelar sua imagem de homem durão, fora a cena do Piteco ter caçado e mostrar dinossauro morto e a clava dele ter prego para dizer que machuca mesmo as suas presas, coisas não bem vistas nos dias de hoje.

Os traços muito bons, com arte-fina bem bacana. Engraçado ver as cavernas sendo retratadas como apartamentos, com eles morando no segundo andar, bem comum principalmente na Editora Abril.  O título teve referência à música"Tenho que manter a minha fama de mau" do Erasmo Carlos. E bom ver a presença da Ogra, era bastante frequente na época, já atualmente é raro ela aparecer. 


Legal também o narrador -observador contando e interagindo nas histórias. Foi boa sacada ele contando que "dinossaurinha" era equivalente a expressão "gatinha" atualmente e que a cantada "Flores para uma flor" era datada da Pré-História. Detalhes que faziam diferença e deixavam mais engraçadas as histórias.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Piteco: HQ "Tchum"


Mostro uma história em que o Piteco ficou curioso em descobrir como era a seita "Tchum". Com 6 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 54' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Cebolinha Nº 54' (Ed. Globo, 1991)

Começa com Piteco vendo um grupo fantasiado de tigres animados exaltando e querendo ver o "Tchum". Piteco pergunta a um deles o que era esse tal de "Tchum". O homem estranha Piteco não saber o que era e ele simplesmente responde que Tchum era Tchum.


Piteco acha que o grupo era um bando de malucos, cada dia inventam um deus e não queria saber quem era Tchum. Fala isso da boca pra fora, pois, estava muito curioso e logo vai atrás do grupo da seita para saber onde vão e quem era Tchum. Ele chega ao templo e o segurança o barra de entrar.


Piteco diz que quer ver o Tchum e o segurança diz que para entrar tem que ter o traje dos Tchuns. Ele consegue a roupa e o segurança se banhar no lago sagrado Tchum. Piteco entra no lago, mas ao ver um monstro carnívoro volta à superfície. Ele pergunta se pode entrar agora e o segurança cobra 10 machadinhas para entrar.


Ele consegue entrar e chega bem na hora que o Sacerdote ia mostrar o Tchum ao grupo. O Sacerdote enrola um pouco, falando se eles querem ver o Tchum, que vão adorar vê-lo. O Sacerdote mostra o recipiente com água e uma tocha de fogo em uma na mão, ele coloca a tocha na água e o fogo, ao se apagar, descobre que Tchum não era um deus e apenas o fogo apagado ao cair na água, deixando todos surpresos, terminando assim.


Essa história é legal,  fica o mistério sobre quem ou o que é o Tchum que tanto endeusavam. Tanto o Piteco quanto o pessoal da seita, que ainda não tinham visto o Tchum, pensavam que era um deus, mas acabaram sendo surpreendidos que era apenas uma experiência de jogar fogo em um recipiente de água. Ficou até como uma forma de arrecadação de dinheiro para o povo que acreditava na doutrina só ver aquilo já que cada membro da seita tinha que pagar 10 machadinhas para ver o Tchum.


O final fica aberto para o leitor imaginar o que aconteceu depois de quando o Piteco e os membros da seita descobriram a farsa do "Tchum". Eu gostava de finais assim que podiam permitir imaginar o que vem depois. Foi bacana também ver o Piteco curioso e querendo descobrir a todo custo quem era Tchum. Eram boas as histórias do Piteco envolvendo as pessoas idolatrando um deus, como se fosse uma religião, sempre rendiam bons roteiros. Infelizmente hoje em dias histórias assim envolvendo deuses e religiões não são mais feitas.


Os traços muito bons, da fase consagrada dos personagens que dava gosto de ver. Curioso que dessa vez não teve prego na clava do Piteco. Na época, as vezes colocavam, as vezes não, mas depois foi aposentado o prego e hoje em dia até é raro o Piteco aparecer com clava na mão por ser uma arma.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Piteco: HQ "O ídolo faminto"


Em fevereiro de 1989, há exatos 30 anos, era lançada a história "O ídolo faminto" do Piteco, em que ele se passou por um deus de pedra para poder comer à custa dos outros. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 26' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cebolinha Nº 26' (Ed. Globo, 1989)

Nela, Piteco está em mais uma de suas caçadas e estava correndo atrás de um dinossauro, quando entra em buraco e Piteco entra  para pegá-lo lá. O dinossauro se esconde em uma plataforma mais alta no túnel e Piteco não consegue encontrar mais.


Ao encontrar a saída do túnel, Piteco vê um povo fazendo oferendas à imagem cravada em uma pedra que se formava, pensando que era um deus Calunga. Piteco aproveita da situação e por estar com fome e passa a falar como se a pedra fosse o deusa Calunga que eles estavam venerando.


Piteco encarnando o deus, fala que está com fome e quer que eles tragam comida para ele, tudo do melhor como carnes, raízes, frutas e doces. O povo vai às pressas buscar e levam uma cesta cheia de comida. Piteco come tudo e pede mais comida para o povo, muito mais. Eles vão buscar várias vezes, muitas viagens para poder agradar o "deus Calunga" e voltam exaustos. Depois de comer, Piteco fica satisfeito e avisa que amanhã vai querer mais.


Assim, Piteco volt apelo túnel para sair de onde havia entrado, mas a entrada estava tapada por um dinossauro gigante que havia dormido bem em cima da entrada. Com isso, o jeito seria ele sair pela imagem. O povo ainda estava na frente da imagem fazendo suas preces para o deus calunga e Piteco sai correndo. Eles veem que foram enganado e corre atrás do Piteco para pegá-lo e bater nele. No final, a imagem do deus calunga cria vida e reclama que ainda estava com fome, confirmando, apesar de tudo que era um deus de pedra mesmo.


História bem legal, dessa vez com o Piteco como um vilão, se aproveitando da crença e da boa vontade dos outros para fazer um plano infalível e comer à custa do povo. Até poderia ter a desculpa de estar com fome, mas ele aproveitou da situação para pedir mais comida que o necessário para suprir sua fome. Hoje em dia, a MSP não faz histórias com os personagens como vilões, agindo como egoístas e  interesse próprio e, assim, essa história não seria publicada atualmente. 

Outro motivo para não publicarem, seria também esse roteiro de crença através de imagem, dando ideia de religião. Era muito comum nas história do Piteco imagens como deuses e hoje não tem mais isso, eles não criam mais histórias com religião. E mais uma vez a palavra "Droga!" falada nos gibis, muito comum na época, mas hoje proibida.


Os traços muito bons, caprichados demais com  o estilo clássico, e interessante que quando o Piteco teve uma ideia, ele pensou com uma lenha com fogueira. Nos quadrinhos, o normal é quando os personagens terem uma ideia, eles terem um pensamento de uma lâmpada, só que na MSP antigamente, eles tinham a criatividade de representar essa "luz de ideia" com as características dos personagens. Assim, como na Pré-História do Piteco não tinha lâmpada, colocavam uma fogueira no lugar. Outros personagens faziam essa criatividade, como  o Chico Bento ter uma ideia representada por uma lamparina, o Penadinho, por uma vela, etc, o que fazia toda diferença e tornava mais engraçado. Muito bom relembrar essa história que comemora exatos 30 anos.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Piteco: HQ "Um herói pela liberdade"


Mostro uma aventura em que o Piteco teve que salvar um povo anão de um rei que se apossou do povoado para escravizá-los. Com 5 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 8' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 8' (Ed. Globo, 1987)

Nela, Piteco estava à procura de caçar algum animal, mas ele estava sendo observado por vários pares de olhos em um arbusto. Ele encontra um tigre de dentes de sabre, que avança no Piteco e os dois lutam até Piteco conseguir derrotar o tigre enquanto os olhos vibram com sua coragem e falam que ele pode ajudá-los.


Eles saem do arbusto quando o Piteco derrota o tigre e se apresentam que são o Povo Miúdo e que Moque, o deus deles, quem mandou Piteco para eles. piteco diz que foi o rastro de coelho quem os trouxe e eles revelam que Moque é o deus coelho deles. Eles explicam que Kaká, o Malvado, quer escravizá-los e só um grande guerreiro pode libertá-los. Piteco pergunta se querem que ele procure um guerreiro e o Povo Miúdo diz que já encontraram, que o guerreiro é o Piteco e reforçam que Kaká é mau e abusa deles só porque são pequenos e Piteco tem que pensar nas criancinhas.


Na aldeia do povo Miúdo, o povoado está reclamando que não aguentam mais colher frutas, caçar e pescar para entregar ao Kaká, falam que precisa comer menos e ele diz para se calarem senão vão ser pisados. Nessa hora, Piteco surge, falando que o reinado está no fim e os dois começam a lutar. O Povo Miúdo fica apreensivo com a luta deles, Piteco chega a ficar em desvantagem, precisando fugir do Kaká, até que aparece um precipício e Piteco se abaixa e Kaká acaba caindo sendo derrotado.

O Povo Miúdo comemora e Piteco se torna o novo rei. Para comemorar,  Piteco fala para eles buscarem peixes, frutas e animais. Eles saem correndo. Piteco acha legal ser rei e estranha a demora deles. No final, mostra eles convidando outro guerreiro para poder derrotar o Piteco, o malvado que querem escravizá-los, começando tudo de novo.



História legal com o Piteco salvando o povoado de um rei tirano. Interessante a ideia de colocarem um povo anão de outra aldeia longe de Lem e acabou o Piteco passando de herói a vilão quando pediu pra eles buscarem comida para ele. Ficou provado que o Povo Miúdo não queria trabalho e quando Piteco pediu comida pensaram que era uma ordem igual a que o Rei Kaká fazia.


Gostava quando tinha narrador-observador contando as histórias como nessa e curioso aparecer coelho e tigre dentes-de-sabre, que não existiam na pré -história. Outra coisa  era a clava do Piteco ter prego, coisa que também não existia na pré-história, mas por se tratar de gibi infantil se torna divertido essas coisas inexistentes.

Os traços muito bons, típicos dos anos 80 e consagrados, detalhe também a metalinguagem de quadrinhos, como Piteco se colocando como personagem de história em quadrinhos, falando que é amigo do desenhista e por isso sempre vence as lutas. Também gostava  dessas metalinguagens e era bem comum nas histórias no final dos anos 80. 


Curioso esse gibi da Mônica Nº 8 que teve anúncio nos gibis em 1992 para que os leitores enviassem a edição que tinha em troca da edição mais recente de 1993 que estava nas bancas após receberem porque não tinham edições suficientes em estoque no acervo da MSP. Pelo visto, ficaram com estoque demais além da conta. Ainda assim não é uma edição tão rara, inclusive a minha edição eu encontrei em sebo e já vi outras vezes fora disso.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Uma história do Piteco com Eclipse do Sol

Nunca postei histórias de 1 página soltas aqui no Blog, fora as do Horácio. Então, de vez em quando vou passar a mostrar, já que mesmo sendo 1 página tinham bastante qualidade, e dessa vez mostro uma com o Piteco e Thuga, que foi publicada em 'Cebolinha Nº 117' (Ed. Abril, 1982) e republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 25' (Ed. Globo, 1991).

Nela, Thuga está triste, se sentindo sozinha, quando aparece o Piteco e se prontifica a conversar com ela, na condição de ficar até anoitecer. Thuga começa a falar sobre assuntos como o futuro deles, o que eles têm comum, amor, casamento, assustando o Piteco, até começa um Eclipse do Sol e fica tudo escuro e Piteco vai embora. Logo depois, o Sol volta a aparecer e Thuga levanta a mão fechada para o Sol reclamando que até ele está contra as investidas de namoro dela com Piteco.

Muito interessante a história, como eles não sabiam o que era Eclipse do Sol pensavam que o tempo escureceu antes do tempo, o que foi a deixa para o Piteco cair fora do papo de amor e casamento que a Thuga estava interessada, para o desespero dela e ainda foi tomar satisfação com o Sol por causa disso. Traços bem caprichados também, já começando aos poucos o estilo da fase consagrada dos anos 80. 

Histórias de casais eram bem interessantes, e as tentativas frustadas da Thuga de conquistar o Piteco eram bem boladas, mesmo que no fundo ele gostava da Thuga, só não queria dar o braço a torcer e sempre caia fora. A seguir mostro a história completa:


domingo, 3 de setembro de 2017

Piteco: HQ "A Procura do Fogo"


Mostro uma história em que o Piteco precisou enfrentar homens de outra aldeia para conseguir levar fogo para a Aldeia de Lem. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1990)

Começa com um prólogo com narrador-observador explicando sobre a importância do fogo para os homens pré-históricos como comer churrasco de dinossauro, peixe assado, se aquecer no frio, afugentar animais perigosos entre outras coisas e o pior inimigo do fogo é a água.


De repente começa a cair um dilúvio na Aldeia de Lem, causando uma enchente braba que faz as paredes da caverna do Piteco rachar justamente aonde estava a sua tocha com o fogo. A água carrega tudo pela frente, causando uma enchente braba na região. Todas as cavernas ficam inundadas com seus moradores só com a cabeça de fora em cima d'água.


No dia seguinte, o dilúvio acabou e aparece a Thuga pedindo emprestado a tocha do Piteco porque o fogo da caverna dela apagou. Piteco diz que o dele acabou também e logo percebe que a aldeia toda estava sem fogo por causa do dilúvio. Então, Piteco resolve sair à procura de fogo em outra região.

Piteco, então, percorre caminho longo, subindo montanhas, nadando em rio, atravessando ponte com abismo até que consegue avistar fumaça e quando chega vê que eram três homens mal encarados de outra ladeia em volta de uma lareira . Piteco pede o fogo deles porque a aldeia deles ficou sem e um deles pergunta o que ganhariam com isso. Piteco diz que a eterna gratidão e eles falam que só se o Piteco der mil machadinhas.


Piteco diz que não tem essa grana, mas que pode conseguir o fogo na marra e parte para brigar com os homens. Como eram 3 contra 1, Piteco acaba perdendo a briga e eles ainda jogam o Piteco em cima da fogueira fazendo com que queime a sua bunda. Piteco sai em disparada com fogo saindo na sua bunda, mas apesar de tudo ele aproveita para colocar o fogo em um graveto que encontra no caminho e consegue levar para sua aldeia.

No final, Piteco chega à Aldeia de Lem e Thuga o chama para ver o que o garoto Quico descobriu assim que o Piteco saiu. Era só juntar uns gravetos, pegar 2 pedras e bater uma na outra que eles conseguem o fogo que quiser e Piteco chora porque se aventurou e enfrentou vários perigos à toa.


Uma história legal mostrando como o fogo era importante pro povo de Lem e como fez falta para eles depois de um dilúvio. Piteco passou grande sufoco enfrentando os homens da outra aldeia. Era comum histórias assim com Piteco líder, precisando enfrentar perigos para ajudar ao povo de Lem. E ainda foi informativa explicando sobre fogo.


A Pré-História do Piteco era bem moderna com várias coisas do mundo atual só que adaptadas à Pré-História, como nessa que dinheiro deles era machadinhas. Invenções à frente do seu tempo e que  nas histórias seriam exclusivas criadas por eles. Antes qualquer um podia inventar coisas em Lem sendo que o Piteco era quem mais inventava e a partir de 2007 esse serviço ficou exclusivo ao Beleléu, personagem criado em 1980 que ficou esquecido por muitos anos e foi voltou em forma definitiva a partir de então. 


Teve detalhe do título só aparecer na segunda página da história, com a primeira aparecendo narrador observador explicando sobre o fogo. Era comum isso de narrador na história com um prólogo pra entender melhor a história antes de começar, além de títulos aparecerem em qualquer parte da história, desde no meio da primeira página e às vezes o título aparecendo só final. Ela teve seus momentos incorretos com personagens sofrendo com dilúvio e enchente, Piteco com bunda queimada pelo fogo, o que dificilmente fariam história assim atualmente.


Os traços muito bons e caprichados, os homens até que seguiram um estilo diferente da MSP. Pena que dessa vez não apareceu prego na clava do Piteco. Embora prevalecia na época o prego na clava. mas uma vez ou outra não aparecia, de acordo com desenhista. As cores ficaram bacanas e gostava os gibis com papel oleoso como foi esse da Mônica. Mudavam sempre as cores e papéis na Editora Globo, algumas vezes pra melhor, outras para pior.

domingo, 6 de novembro de 2016

Piteco: HQ "Para provar o seu amor"


Mostro uma história do Piteco ajudando o seu amigo a pegar uma presa de um monstro terrível para dar de presente para namorada. Com 6 páginas, foi publicada originalmente por volta de 1983, e republicada no 'Almanaque da Mônica Nº 24' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 24' (Ed. Globo, 1991)

Nela, enquanto casal Torg e Luma estavam namorando, Torg fala que ela é o único amor da sua vida e então Luma manda provar. Torg diz que poderia pegar uma flor do alto da montanha que nenhum homem pegou ou atravessar todo o pântano para pegar a rosa azul, a mais rara do planeta. Luma não queria nada disso, e, sim uma presa do monstro Grande Jujuba para adornar o seu cabelo. Torg pergunta se quer que ele morra, e Luma não volta atrás, falando que trazendo a presa era a forma de provar o seu amor.


Torg fica desesperado, se perguntando se a namorada não gosta dele e quer se ver live dele. Nisso, Piteco chega e pergunta ao amigo o que houve. Ele conta a história e Piteco diz que é melhor arrumar outra namorada menos exigente. Torg fala que gosta da Luma e resolve enfrentar o Grande Jujuba. Piteco resolve ir atrás e ele agradece, falando que é um amigão ou não bate bem da cachola.

Eles vão atrás do Grande Jujuba, percorrendo a aldeia toda, cada vez mais neblina enquanto eles andavam e Piteco no caminho lembra que o Grande Jujuba não gosta de ser incomodado e Torg responde que é um risco de tem que correr. Até que encontram o Grande Jujuba, veem que é um monstro feio com presas enormes e se assustam. Grande Jujuba pergunta o que eles querem e Piteco responde que estão só de passagem. O monstro manda caírem fora senão vai devorar os dois.


Piteco e Torg correm e ficam atrás de uma pedra, esperando o Grande Jujuba dormir para atacarem. Quando dorme, Piteco acerta com sua clave a cabeça do Grande Jujuba, que desmaia. Eles tentam tirar a presa do monstro e aí tem a surpresa de que era apenas um velho disfarçado. Piteco pergunta aonde está o Grande Jujuba verdadeiro  e o velho diz que não existe, que história de monstro foi invenção dele para ficar sossegado lá, longe das pessoas e poder meditar em paz.


Torg ri e fica imaginando o que o povo de Lem vai achar quando descobrirem a verdade. O velho diz que para não contarem para ninguém porque o povo vai ficar furioso e vai acabar com a paz dele. Pede ainda, para irem embora, mas entrega a presa da fantasia para eles, e, então, Piteco e Torg vão embora, prometendo que não vão contar para ninguém. No final, o velho volta para sua caverna e ai a gente descobre que existia sim o Grande Jujuba, que era o bichinho de estimação do velho, e inventou a fantasia para não perturbá-lo.


Essa história é muito legal com Piteco e seu amigo enfrentando um suposto monstro brabo. E, de certa forma, tem mensagem se vale a pena fazer de tudo, enfrentar tanto risco só para agradar ma namorada exigente ou uma pessoa que quer bem. A história até lembra um pouco os desenhos do Scooby Doo, em que pessoas se disfarçam de monstros por interesses próprios, sendo que dessa vez o monstro existia mesmo. Com Scooby Doo, os monstros não existiam, em quase todas as temporadas.


Era normal a clava do Piteco ter prego para dar graça e mostrar absurdo, além de mostrar que vai machucar as presas nas suas caçadas. Desde o final dos anos 90, não aparece mais prego na clava do Piteco, por causa do politicamente correto e para não mostrar absurdo de existir prego na pré-história. Outros pontos incorretos, além do tema de caçar presa de animal, mesmo sendo um monstro,  as palavras "droga" (que era extremamente falada na época, tranquilamente) e "idiota" seriam mudadas se republicassem de novo hoje em dia.


Os traços muito bons, bem característicos dos anos 80. Na postagem a coloquei completa. Lembrando que esses personagens Torg, Luma, o velho e Grande Jujuba que contracenaram com o Piteco só apareceram nessa história, como era costume de personagens aparecerem apenas em uma história e depois não serem aproveitados depois.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Gibizinhos Nº 1



Em agosto de 1991 eram lançados os "Gibizinhos", uma série de minigibis que marcou época. Em homenagem aos exatos  25 anos de lançamento, nessa postagem faço uma resenha como foram os 4 'Gibizinhos Nº 1'.

A cada número vinham 4 exemplares diferentes, um para cada personagem, sendo pelo menos um deles era de algum dos 5 personagens principais. Cada Gibizinho tinha formato 13,5 X 9,5 cm, 32 páginas, com capa e miolo todos em papel couché com cores bem vivas e sem propagandas no miolo, apenas nas página 2 e 32 da contracapa. O enquadramento das histórias foi inovador, em média 2 quadros por páginas para manter uma boa visão de leitura.  Foi uma grande novidade esse formato de histórias na época. Para saber mais detalhes dá pra conferir AQUI E AQUI.

Nessas edições "Nº 1" tivemos Gibizinhos da Mônica, Piteco, Anjinho e Bidu. De comum, em todos tiveram capa fazendo alusão à história de abertura (a maioria dos Gibizinhos tinham capas com alusão à história) e também uma página de passatempos na página 30. Todos com 2 histórias no total, com exceção do Piteco que foram 3. A seguir comento como foi cada exemplar individualmente.

Gibizinho da Mônica Nº 1

A história de abertura foi "Mônica-robô", com 14 páginas. Nela, o narrador se pergunta se são esboços da Mônica vindo dos estúdios Mauricio de Sousa. O inventor responde que era a sua nova criação, a menina-robô, que canta, dança, corre e faz tudo o que menina normal pode fazer, só não fala. Enquanto ele está falando, a Mônica-robô vai para a rua, para desespero do inventor.

Trecho da HQ "Mônica-Robô"

Na rua, Cebolinha encontra a Mônica-robô e, sem saber que era um robô, cumprimenta. Como ela não responde, ele grita se não vai falar com ele, a chama de mal-criada e pergunta se a mãe não lhe deu educação. Nota que ela está estranha, achando que está com um olhar de peixe-morto e sorriso meia-lua, que só poderia estar apaixonada e pergunta se o louco era o Robertinho ou o Armandinho.

Ela não responde nada e ele grita pra falar com alguma coisa e chama de dentuça. Nisso, surge uma coelhada por trás, pela Mônica verdadeira, que acaba atingindo a robô. Eles ficam assustados com a robô e saem correndo. Nessa hora, surge o inventor e vê a sua robô destruída. Mas, ele não liga, porque ele criou outros, apontado para os robôs do Cebolinha, Cascão e Magali, terminando assim.

Trecho da HQ "Mônica-Robô"

A seguir vem a história "Negócios", em que surge o Diabo disfarçado. Mônica fala em Deus e ele manda não repetir essa palavra. Mônica pergunta se ele é um mágico porque ele apareceu do nada. O Diabo diz que é o príncipe das trevas, o senhor do mal e propõe a ela fama, poder e riqueza. Ela diz em troca de quê e ele diz que bastava ela assinar um papel. Mônica diz que as letras são muito miúdas, que não dá pra ler. O Diabo diz que é para confiar nele, que está escrito que ela vai ganhar muitos brinquedos, riqueza.

Mônica diz que assina, mas antes vai falar com o empresário. O Diabo pergunta quem é e aí surge o Anjinho. O Diabo se assusta e vai embora sem Mônica assinar o papel. No final, Anjinho avisa que ele era o Diabo e ela diz que já sabia, rasgando o papel que era para vender a sua alma e provando que ela só estava se fazendo de desentendida.

Trecho da HQ "Negócios"

Deu pra ver que enquanto a primeira história foi bem simples, a segunda foi bem interessante com Diabo querendo comprar a alma da Mônica. Eles gostavam de criar histórias de Diabo e com esse tema  dos personagens assinarem contrato para venderem a alma para ele. Hoje é altamente incorreto e impublicável, mas na época de tão  comum que saiu em um Gibizinho mais voltado a crianças em fase de alfabetização. Outros tempos.


Gibizinho do Piteco Nº 1

Esse foi primeiro Gibizinho que comprei da série porque estava sendo vendido separado em uma banca. Pensava que até que estavam lançando um gibi mensal do Piteco, só que em outro formato. Só em outro dia que fui descobrir os outros sendo vendidos juntos com esse do Piteco em outra banca e aí fui entender o que era a coleção. 

Esse Gibizinho do Piteco teve 3 histórias no total. A história de abertura foi "Mamãe ursa", com 14 páginas. Um raio cai em cima da caverna do Piteco e destrói tudo. Piteco fica desabrigado e procura outra caverna para ficar. Ele encontra uma, mas tinha um urso morando lá e, com isso, luta com o urso e consegue expulsá-lo a pauladas.

Quando entra na caverna, Piteco vê que tinha 3 filhotes de urso chorando e ele percebe que era uma ursa que estava protegendo seus filhotes. Piteco vai lá fora e encontra a mamãe ursa e a leva de volta para os seus filhotes. Quando ele vai embora, a ursa vai atrás do Piteco e leva para sua caverna, por gratidão. No final, Piteco comenta que é um cara de sorte porque ganhou uma caverna e uma família com casacos de pele e tudo, com os 3 ursos agarrados nele protegendo do frio.

Trecho da HQ "Mamãe ursa"

A seguir vem "Historinha da idade da pedra", com 6 páginas, que mostra esboços de desenhos do Piteco caçando, sendo que o animal dá umas chifradas nele e vai parar dentro do rio e aí é perseguido por um dinnossauro aquático. Chega em casa sem comida nenhuma e a esposa corre atrás dele por causa disso. Então, a gente descobre que os desenhos era de um menino, ancestral do Mauricio de Sousa, que desenhou nas paredes da caverna. Mauricinho pergunta se ele tem sucesso com os desenhos e Piteco diz que vai, nem que demore 6 mil anos para isso.

Trecho da HQ "Historinha da Idade da Pedra"

Termina com a história "Adversários", com 7 páginas, em que mostra o Piteco valente, enfrentando dinossauros, tigres pré-históricos. O narrador comenta que o Piteco é forte, corajoso, destemido, invencível, até que uma mosca o atinge e derruba, terminando ele de cama com a Thuga comentando que as moscas passam uma febre terrível que ninguém aguenta. Ou seja, um ancestral do mosquito da Dengue.

Trecho da HQ "Adversários"

Então, esse Gibizinho privilegiou a característica do Piteco caçador, enfrentando dinossauros e bichos. na primeira história teve uma bonita mensagem de solidariedade, e as outras também simples, mas que mostrou uma versão criança do Mauricio de Sousa e um alerta sobre a Dengue.


Gibizinho do Anjinho Nº 1

A capa apesar de ter a ideia de fazer alusão à história de abertura, mas a cena não aconteceu na história, então foi apenas uma piada em cima da história. A história de abertura foi "Um artista no céu", com 14 páginas. Nela, o Anjinho vê nuvens no céu e resolve fazer esculturas com elas. Faz violão, estrelas, frutas, entre outros e até chega a queimar mãos com raio quando encosta em uma nuvem de chuva. 

São Pedro chama o Anjinho e diz que não gosta das esculturas, mas por ver o Anjinho triste volta atrás e deixa ele fazer as suas esculturas de nuvem. Então, no final, ele faz uma caricatura da Mônica na nuvem. Ela na Terra vê a nuvem com sua caricatura e joga o Sansão no alto e acaba acertando o São Pedro, que fica uma fera, colocando a culpa no Anjinho.

Trecho da HQ "Um artista no céu"

A seguir vem a história "O conselheiro", com 13 páginas, em que o Anjinho tenta dar conselhos a um menino que só sabe fazer maldade e fazer com que ele siga o caminho do bem. O menino amarra latas no rabo do cachorro que estava dormindo e acaba levando uma mordida como castigo. Tenta roubar uma maçã do vendedor português só que acaba caindo tudo no chão e o menino teve que limpar tudo. O vendedor dá um saco de maçãs como pagamento do serviço e ele dá para um mendigo falando que perdeu a vontade de comer maçãs.

Depois procura arrumar briga com o primeiro garoto que vê, mas não sabia que ele era faixa-preta de caratê e acaba levando uma surra. Cansado de sofrer tanto, o menino resolve fazer só boas ações e começa ajudando uma velhinha a atravessar a rua. mas, aí aparece um Diabinho fazendo cara feia, que não é certo ajudar os outros, terminando assim.

Trecho da HQ "O conselheiro"

A primeira história bem simples, com a metade dela muda. Já a segunda mais elaborada, com várias cenas incorretas, principalmente do menino malvado querer amarrar latas no rabo do cachorro. Quis mostrar que fazer coisas ruins pode dar consequências ruins, tudo de forma leve, com direito a um Diabinho no final, querendo desviar o menino do lado bom para dar contraste do bem e do mal. Na época era normal ter histórias do Anjinho protegendo personagens secundários, sem ser as crianças da turminha. Antes qualquer um via o Anjinho, até os adultos. Ele protegia qualquer um. Agora ele só protege as crianças da turminha e só eles o veem.


Gibizinho do Bidu Nº 1

A história de abertura foi "O meu gibizinho", com 14 páginas. Trata-se de uma história especial de "Nº 1", não muito comum nos gibis da MSP, e metalinguagem desse título que estava sendo lançado. Nela, todos os personagens estão reunidos em uma noite de gala para prestigiar o lançamento do 'Gibizinho do Bidu'. Ele é o apresentador agradece a presença de todos, quando de repente aparece o Bugu no alto assobiando e o chamando de lindo e aterriza de para-quedas bem em cima do Bidu. Bugu reclama que não é hora do Bidu dormir e ainda fala que quer fazer alguns de seus números de apresentação e Bidu manda cair fora.

Bugu fala que então não vai mostrar o que tem no envelope. Bidu responde que não é curioso e Bugu vai embora. Só que o Bidu não para de pensar no envelope e o chama de volta, que vem fantasiado de "The Flash". Bugu diz que só mostra o envelope se for o apresentador da festa e Bidu aceita. Bugufaz encenação de Oscar, que logo é cortado pelo Bidu. Logo em seguida, mostra o conteúdo do envelope: era o 'Gibizinho do Bugu'. Com isso, Bidu fica uma fera e corre atrás pelo teatro inteiro, falando que foi longe demais e Bugu manda tchau pra mãe e que fez o comercial dele.

Interesssante eles fazerem essa metalinguagem de lançamento do Gibizinho, não é muito comum história especial de "Nº1". Já fizeram várias "Nº 100" e"Nº 200", mas de primeira edição é raro. Então, se torna uma história especial. Nessa história, o Bidu ficou com medo que o Gibizinho do Bugu fizesse mais sucesso que o dele. `Para constar, nunca teve 'Gibizinho do Bugu', bem que podia ter tido se a série continuasse nesse estilo depois de 1993. 

Trecho da HQ "O meu gibizinho"

A seguir vem a história "O cão mais inteligente do mundo", com 13 páginas. Um menino mostra para ao Franjinha que o seu cachorro Rinti é o mais inteligente do mundo e sabe uma porção de truques. Primeiro, Rinti pega um graveto lançado bem longe, encontra uma bola que estava em uma lata de lixo, salva uma menina que caiu num bueiro com uma corda, derrota os 2 maiores ladrões das histórias em quadrinhos e ajuda uma velhinha a atravessar a rua.

O menino pergunta ao Franjinha o que o Bidu sabe fazer. Franjinha diz que ele é paradão e vai pra casa. Chegando lá, dá bronca no Bidu que poderia parar de mexer no microcomputador e aprender alguns truques.

Como o Franjinha acha que mexer em computador é banal, acha que o Bidu não está fazendo nada demais. O nome desse cachorro fez referência ao famoso Rin Tin Tin. E ainda presença de bandidos tão comum na época, que colocaram tranquilamente no 'Gibizinho'. Hoje impublicável.

Trecho da HQ "O cão mais inteligente do mundo"

Como pode ver, esse título misturava histórias bem simples par acrianças que estavam aprendendo a ler, junto com outras bem maduras, com lição de moral com todas as cenas incorretas comuns em qualquer gibi da MSP. Sem contar os desenhos muito bem caprichados em todas as histórias. Não é a toa que o título virou uma febre na época. Valeu a pena relembrar essas edições nos exatos 25 anos de seu lançamento.