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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

TOP 5 Piores Alterações em Histórias


Atualmente, as histórias da Turma da Mônica giram em torno do politicamente correto, ou seja, os personagens não podem dar mau exemplo e tem que seguir os bons costumes. Por causa disso, além de não produzirem histórias incorretas, a MSP passou a fazer várias alterações nas histórias originais republicadas nos almanaques desde que foram para a Editora Panini em 2007, para atender ao politicamente correto. 

Tudo que consideram incorreto nos gibis originais, eles fazem mudanças para poder republicar, seja alterações de texto ou até mesmo desenhos. Todo almanaque tem pelo menos uma mudança de histórias, principalmente o "Almanaque Temático" e até na "Coleção Histórica" que não devia ter alterações, eles faziam sempre. O problema que tais mudanças acabam estragando os conteúdos originais, estragando as personalidades dos personagens e, muitas vezes ao tentar consertar os erros do passado, acabam não tendo coerência piorando ainda mais a situação, chegando a ficar bizarro tais alterações.

Então, nessa postagem mostro o "TOP 5" com um ranking das alterações mais surpreendentes e absurdas de todos os tempos que já fizeram até hoje, na minha opinião, chegando a ser revoltante envolvendo as personalidades dos personagens ou até mesmo cômico de tão mal feito.

5º LUGAR: Índia com top onde não tinha na original.

Antigamente, apareciam mulheres e índias com seios de fora e ninguém implicava. Agora com o politicamente correto, toda vez que apareciam mulheres de seios de fora eles cobrem com um top para não ficar tudo de fora e não uma impressão de sensualidade em um gibi infantil. Isso agora vale para as meninas índias como a Jurema que não aparecem mais de peito de fora, mesmo não tendo nada. 

Para ilustrar isso, teve uma alteração na história "Socorro! Quero Casar" do Papa-Capim, original de 'Chico Bento Nº 11 (Ed. Globo, 1987) e republicada em 'Almanaque Turma da Mata & Papa-Capim Nº 4" (Ed. Panini, 2011).

Na história, a menina índia inventa que está perigo na selva para se casar com o Papa-Capim de qualquer jeito. No final da história, é mostrada uma passagem de tempo com a índia e o Papa-Capim crescendo e ele mudando de ideia quando ela cresceu bonita. Sendo que nessa passagem é mostrado na original de 1987, a índia de seios de fora e na republicação de 2011, eles resolveram colocar um top de penas nos seios dela. Detalhe que até quando ela estava no início da adolescência, por volta de 12 anos, eles já colocaram o top. Podiam pelo menos era deixado quando estava já adulta. Além de mal desenhado esse top na reedição, sabe que teve mudaram coisa ali, ainda estragou a história original.  A seguir como ficaram essas alterações. Imagens cedidas por Julio Cesar.

Comparação da história "Socorro! Quero casar!" (1987/ 2011)

4º LUGAR: Cascão deixando de apanhar de chinelo da mãe

Com o politicamente correto, os personagens não podem mais apanhar dos pais, nem levando tapa na cara e nem apanhando na bunda de chinelo, por mostrar agressão física com os filhos. Como na vida real os pais não podem mais bater nos filhos, a MSP aderiu a isso. Então, cada vez que acontecia isso nas histórias antigas, as histórias são mudadas por conta disso.

Uma das histórias que fizeram isso foi "Lava o prato, Lava", original de 'Cascão Nº 55' (Ed. Abril, 1984) e com alteração no livro 'Cascão 50 Anos' (Ed. Panini, 2013). Na revista original, a mãe do Cascão mostra o chinelo para dizer que o Cascão apanharia se ele ousasse não lavar a louça e em 'Cascão 50 Anos' redesenharam a cena, tirando o chinelo da mão dela e colocaram no lugar Dona Lurdinha apontando o dedo dizendo que ele ficaria uma semana sem jogar videogame. Na outra cena, a mesma coisa: quando o Cascão fala que nada vai fazer com que ele mexe na água, eles tiraram ela mostrando o chinelo, redesenhando apenas ela apontando o dedo.

Essa foi revoltante, já que era o ponto mais forte e engraçado da história,  e com essa mudança perdeu o sentido e até a personalidade do Cascão, pois ele não se sujeitaria a lavar louça para não ficar sem videogame. Ele nem é fã de jogos eletrônicos, gosta mesmo de futebol e de brinquedos velhos. Sem contar que tirou a ideia do roteirista original. Bola fora. Abaixo, mostro como foi essa alteração que ficou em 4º lugar.

Comparação da história "Lava o prato, Lava!" (1984/ 2013)

3º LUGAR: Sai água dos dedos do Dudu ao tirar arma da mão dele

Atualmente, os personagens não podem mais ficar com armas na mão, nem que seja de brinquedos ao brincar de faroeste. Na verdade, até evitam de fazer histórias de faroeste por conta disso. Então, sempre que aparecem armas nas revistas originais, eles fazem adaptação para tirar as armas das mãos dos personagens, tipo colocando uma garrafa squeeze no lugar se eles estão brincando de faroeste ou qualquer outra coisa. Só que ao tentar consertar isso, acaba ficando bem bizarro as alterações.

Assim, uma alteração de arma que ficou bem cômica e que mereceu o 3º lugar do ranking foi a da história "Terríveis torturas", original de 'Magali Nº 42' (Ed. Globo, 1991) e republicada em 'Turma da Mônica Exrtra Nº 11 - Dudu' (Ed. Panini, 2013). Nela, Dudu imagina várias situações de torturas e então na parte que o Dudu usava uma arma munida de água no gibi  de 1991, resolveram mudar na reedição, só mostrando o Dudu apontando os dedos para os índios, saindo água dos dedos dele do nada, deixando o Dudu com dedos mágicos, só apontar o dedo que sai água.

Ficou uma coisa muito mal feita, se querem que mudar que façam direito, que colocassem então uma squeeze no lugar que não ficaria tão absurdo assim. Lamentável! Olha como perdeu o sentido, comparando as edições nas imagens abaixo:

Comparação da história "Terríveis torturas" (1991/ 2013)

2º LUGAR: Mudanças nos traços do Pelezinho

A MSP desenhava nos anos 70, os personagens negros com lábios como um círculo rosa em volta da boca. Pela pressa de desenhar os personagens nas tiras de jornais, os personagens negros eram desenhados assim e o Pelezinho foi criado com esses desenhos de círculo rosa na boca e sem nariz em 1976 nas tirinhas e também nos gibis a partir de 1977.

Em 2013, teve a volta dos gibis, com o título "As Melhores Histórias do Pelezinho". Até a edição "Nº 7" os traços originais da época. Porém, a partir da edição "Nº 8", a MSP surpreendeu e alterou todos os desenhos das revistas originais, tiraram o círculo rosado em volta da boca do Pelezinho, deixando o personagem sem lábios nenhum e colocando nariz que não tinha.

Trecho da alteração da HQ "O segredo da fórmula X" ( 2013)

Segundo a MSP, "o traço foi reestudado para se tornar mais moderno, atualizado e universal" e, com isso, a intenção foi deixar o personagem mais humanizado e tirar o preconceito de que negros tinham boca de palhaço, traumatizando crianças por causa disso. Não só o Pelezinho, outros personagens negros como o Cana Braba também teve uma mudança radical sem os lábios carnudos e com nariz, e até a Bonga também apareceu com lábios mais reduzidos. Ficou constrangedor, sem contar que por dentro muitas vezes as bocas deles ficavam tortas e fora do lugar com essas alterações. Abaixo, uma comparação da história "A conselheira", de 'Pelezinho Nº 52' (Ed. Abril, 1981).

Comparação da história "A conselheira" (1981/ 2013)

Isso não agradou nem os leitores novos com quem eles estavam querendo agradar e revoltou os leitores antigos que acompanhou o Pelezinho clássico e assim deixaram de comprar. Comas vendas mais baixas ainda após essas alterações, em 2014, ainda tentaram consertar colocando lábios nos personagens como já haviam feito no 'Gibizinho do Pelezinho Nº 24' ( Ed. Globo, 1992) para amenizar a situação, mas também não adiantou nada, afinal, era mudança horrorosa do mesmo jeito e foi inevitável cancelarem o título.

Foi um total desrespeito com os leitores e todos os profissionais envolvidos, alterando todo o trabalho dos desenhistas da época e toda a dedicação que tiveram, para mudar tudo assim, sem mais nem menos. Tudo para o desenho não parecer preconceituoso para as crianças de hoje. Revoltante.


1º LUGAR: Uma lagosta no lugar de uma metralhadora

Em primeiro lugar, uma alteração que deu o que falar, inclusive na internet, e assim considero a mais sem noção que teve até hoje, a pior alteração de todos os tempos. 

Hoje em dia, além dos personagens principais, nem bandidos e policiais podem segurar armas de fogo nos gibis, estão completamente abolidas dos gibis. Então, na história "O poderoso Cascão", original de 'Cascão Nº 246' (Ed. Globo, 1996) e republicada em 'Clássicos do Cinema Nº 43' (Ed. Panini, 2014), uma paródia do filme "O poderoso Chefão", simplesmente colocaram uma lagosta no lugar de uma metralhadora pra assustar a Mônica e Cebolinha!

Não dá pra entender uma alteração tão tosca assim de bandidos assaltarem com uma lagosta ao invés de uma arma e perdendo o sentido da história, inclusive, porque onde já se viu a Mônica não ter enfrentado os bandidos por ter medo de uma lagosta. Ficou uma coisa absurda e cômica de tão ridículo que foi. Como se crianças não soubessem o que é uma arma ou que vai ficar traumatizada por bandidos terem apontado uma metralhadora para a Mônica e Cebolinha. 

Até de estranhar republicarem histórias envolvendo bandidos e quando tem fazem essa avacalhação. Sem dúvida o maior mico de alterações de todos os tempos e mereceu o primeiro lugar. Abaixo, a comparação das cenas:

Comparação da história "O poderoso Cascão" (1996/ 2013)

Como podem ver, são alterações por motivos bobos e que conseguem estragar completamente o sentido da história. Uma pior que a outra, chega a ser bizarro a forma como mudam, piorando ainda mais a situação original que estavam tentando consertar. Tem várias outras alterações que já postei aqui no Blog e até mesmo em almanaques que não comprei que foram tão ridículas quanto essas, como colocar cartazes nos muros ao xingar a Mônica, trocar palavras como "azar" por "má sorte", "Droga! por "Bolas!",entre outros, e escolhi nessa postagem asque achei as 5 piores de todos os tempos.

Todos os casos, eram simplesmente não republicar do que ficar fazendo essas alterações toscas, desrespeitando o leitor e os artistas que fizeram as histórias originais. Comentem a ordem que vocês colocariam ou outros casos absurdos que já viram. Em breve posto outros "TOP 5" no Blog.

domingo, 29 de julho de 2018

Gibizinho do Pelezinho Nº 15 e Nº 24 - Editora Globo


Em 1992 foram lançados os gibizinhos do Pelezinho Nº 15 e Nº 24, os últimos exemplares com histórias inéditas do personagem e sua turma. Nessa postagem mostro como foram esses gibizinhos.

Depois que cancelaram o gibi mensal do Pelezinho em 1982, pela Editora Abril, praticamente só tiveram material com republicações antigas, como 8 almanaques lançados pela Editora Abril e 3 gibis lançados na Copa de 1986, com republicações de histórias, sendo que as de abertura dos 2 primeiros números eram inéditas. Pela Globo, Pelezinho teve um pocket "As Grandes Piadas do Pelezinho Nº 7" em 1987, um almanaque em 1988 e uma edição especial "Pelezinho 50 Anos" em 1990, seguindo a linha de republicações. Porém em 1990 passaram a ter edições com histórias inéditas como o "Pelezinho Especial Copa 90", além desses 2 gibizinhos em 1992, que terão o destaque dessa postagem.

Esses gibizinhos seguiram a linhas dos que eram lançados na época, seguindo a numeração atual, vindo junto com os dos outros personagens da Turma da Mônica.  Cada gibizinho tinha formato 13,5 X 9,5 cm, 32 páginas, com capa e miolo todos em papel couché com cores bem vivas e sem propagandas no miolo, apenas nas página 2 e 32 da contracapa. A seguir comento como foi cada exemplar individualmente.

Gibizinho do Pelezinho Nº 15

Lançado em maio de 1992, junto com gibizinhos do Cebolinha, Tina e Franjinha, essa edição teve 2 histórias e 1 página de passatempo de "Jogo dos 7 Erros" na última página. Os traços seguiram o tradicional do personagem, com círculo rosa em volta da boca e sem nariz, só que com estilo dos anos 90, assim como aconteceu com o "Pelezinho Especial da Copa 90". A capa não teve referência à história de abertura, como era de costume nos gibizinhos, apenas uma imagem com ele cumprimentando uma bola em um estádio cheio.

Começa com a história "Uau! Que bicão!", de 18 páginas. Nela, Pelezinho chuta a bola bem alto enquanto jogava futebol com seus amigos e ele vai ter que ir buscar. A bola vai para muito longe, para fora do Brasil, percorrendo o mundo inteiro. Pelezinho caminha atrás da bola e chega na fronteirado Brasil com a Argentina e encontra um guarda, que diz que ele não pode passar pela fronteira, mas ele reconhece o Pelezinho e também ajuda a procurar a sua bola.

Trecho da HQ "Uau! Que bicão!"

Eles atravessam o Oceano Atlântico de barco com a ajuda de um português, que pensa que a bola era um cometa quando avistou no céu, e vão a Portugal. Lá, perguntam a um senhor se viu a bola e ele confunde a bola voando no céu como um cometa e que foi adiante em direção à Espanha. Pelezinho, o guarda e o português vão para a Espanha de trem. Lá, o espanhol diz que viu a bola voando e deve ter caído na Inglaterra. Eles vão pra lá e o inglês diz que inventaram a bola, mas não viu aquela.

Trecho da HQ "Uau! Que bicão!"

Eles vão indo de país a país para ver onde foi parar a bola. Na França, a bola faz entortar a Torre Eiffel. No Vaticano, o Papa pensa que a bola era estrela de Belém. Eles vão também para o Oriente Médio, para o Egito, Arábia e Japão. Depois, Pelezinho olha o mapa e vê que a bola deu a volta no mundo inteiro e pela rota o próximo destino foi o Brasil, deixando o guarda argentino e o português bem brabos. Pelezinho diz que culpa é do morrinho artilheiro. 

A bola chega ao Brasil e cai no mesmo lugar bem em cima da cabeça do Cana Braba. Frangão avisa que a bola voltou e o Pelezinho também. Ele convida o  guarda argentino e o português para assistirem ao jogo. Pelezinho dá outro chute forte na bola e vai parar muito longe, sendo que dessa vez mais longe ainda e vai parar para fora do planeta terra, na cabeça de um exraterrestre, terminando assim.

Trecho da HQ "Uau! Que bicão!"

Foi bacana essa história. O chute do Pelezinho se compara à força da Mônica e então rendiam boas histórias assim, cheia de absurdos. Legal ver os estrangeiros comparando a bola como outras coisas, já que a velocidade que percorria o céu era tão grande que não dava pra distinguir que era uma bola. Como a Terra é redonda, ela percorreu o mundo inteiro voltando exatamente ao lugar inicial, nem era preciso o Pelezinho ir buscá-la, era só esperar que uma hora voltava sozinha.

Trecho da HQ "Uau! Que bicão!"

A segunda história foi "Vestindo a camisa", de 9 páginas em que o pai do Pelezinho lhe dá uma camisa da Seleção Italiana ao invés da Brasileira que o filho tinha pedido. Quando o Pelezinho vai à rua com a camisa da Itália, passa a ser linchado pelos amigos, considerado um traidor por não estar com a camisa da Seleção Brasileira. Todos correm atrás do Pelezinho, que avista o Cana Brava no caminho e pede para ajudá-lo e acaba correndo também correndo atrás do Pelezinho para bater nele.

Trecho da HQ "Vestindo a camisa"

Pelezinho se esconde da turma dentro de uma lata de lixo e depois que vão embora, ele  se encontra com a Neusinha, que quer que ele dê satisfação por que está com a camisa da Itália. Ele diz porque não tinha a da Seleção Brasileira e então Neusinha diz que poderia ter usado a do Japão e por isso ele era duplamente traidor. Em seguida, chega a Bonga e se assusta ao ver o Pelezinho com a camisa da Itália. Ele tenta explicar, mas ela quer saber de nada e vai embora chorando. Pelezinho, então, tem a ideia de tingir a camisa de amarelo pra ficar igual à do Brasil. Como ele tinge com a camisa e tinta no fogão, a camisa acaba encolhendo e então a solução foi fazer a camisa como uma bandeira amarela, como se fosse bandeira do Brasil.

Trecho da HQ "Vestindo a camisa"

Foi legal essa história, em um tempo em que os brasileiros era mais patriota e não aceitavam alguém vestir uma camisa de outro país sem ser a do Brasil. Hoje em dia  o povo não ia ligar muito para isso, seria só apenas uma camisa qualquer, no máximo podiam implicar se fosse camisa da Argentina, país maior rival do Brasil no futebol. Teve suas cenas incorretas como o Pelezinho entrar em lata de lixo para não apanhar e por ele mexer com panela no fogão com chama acesa, coisas inadmissíveis nos gibis atualmente.

Trecho da HQ "Vestindo a camisa"


Gibizinho do Pelezinho Nº 24

Lançado em outubro de 1992, junto com os gibizinhos da Mônica, Pipa e Penadinho, essa edição teve 3 histórias no total e sem passatempo na última página. A novidade dessa edição é que os traços do Pelezinho foram mudados, deixando bem diferente que conhecemos. 

Tiraram os lábios formando um círculo na boca e passaram a colocar lábios mais discretos, bem semelhante como fizeram com o Jeremias a partir de 1983, e passaram a colocar um nariz nele, deixando o personagem mais humanizado. O Cana Braba também teve seus lábios mais discretos, já que nos anos 70 e 80, os lábios eram bem mais carnudos.

Traços do Pelezinho clássico

Essa mudança aconteceu também nos gibis de 2013 e 2014 na Panini, só que aí foi pior porque enquanto esses gibizinhos eram com histórias inéditas, os da Panini eles alteraram os desenhos de todas as histórias, colocando o personagem ainda pior sem lábios e com nariz e aí estragando com tudo. Para entender melhor essa mudança de traços ridículas nos gibis do Pelezinho da Panini, clique AQUI.

O motivo, pelo visto, é que a boca com lábios em forma de círculo dar um ar preconceituoso, chamando os negros de palhaços. O Jeremias havia feito essa mudança, após cancelarem os gibis do Pelezinho, mas sempre que o Pelezinho aparecia nas imagens das capas dos seus almanaques e em algumas inéditas, ainda seguiam o estilo tradicional e a partir desse 'Gibizinho Nº 24', a tendência era sempre aparecer o personagem dessa forma, mas acabou não aparecendo mais depois dessa edição.

Traços novos do Pelezinho em 1992

A princípio até dava pra imaginar que era o Pelezinho adolescente, que haviam prometido lançar uma coleção de gibis assim no Especial "Pelezinho 50 Anos" de 1990, mas que acabou não saindo do papel e imagens aparecendo só nesse especial e uma propaganda da Telesp. Nesse gibizinho se trata, então, do Pelezinho criança, assim como os outros da sua turma, só com traços diferentes. Com isso a edição "Nº 15" foi a última de inéditas com os traços clássicos.

Esse 'Gibizinho do Pelezinho Nº 24' teve a capa de alusão à história de abertura, sendo na verdade uma piada em cima da história de abertura com uma bola tentando impedir briga entre os meninos durante o futebol, e não teve passatempo no final.

Começa com a história "A decisão", com 10 páginas, mostrando um jogo de futebol com a Turma do Pelezinho. Os meninos estão jogando a decisão do campeonato de futebol com as meninas na plateia, lideradas por Bonga e Samira. Pelezinho começa a bola da partida e faz um gol logo nos primeiros minutos e a torcida do time dele vibra. Depois, ele dá uma canelada na perna do menino e logo faz outro gol, com direito a cantadas das meninas da torcida.

Trecho da HQ "A decisão"

Depois, o menino da torcida adversária faz com que a bola passe entre as pernas do Pelezinho e faz um gol, sem chance para o Frangão pegar a bola. Acaba o jogo e o time do Pelezinho vence de 2 a 1. Os jogadores adversários vão  em direção ao Pelezinho com raiva e ele pensa que vão querer briga, mas o garoto só cumprimenta o Pelezinho, dando parabéns à conquista do campeonato. Então, Pelezinho e todos se dirigem aos leitores falando que é pra praticar esporte e não praticar violência.

Uma história típica pra mostrar como deve ser um jogo e ensinar que não deve ter violência nas partidas, saber ganhar e perder um jogo com amizade entre todos. e uma forma também de apresentar essa nova fase do Pelezinho.

Trecho da HQ "A decisão"

Em seguida vem a história "O rebatedor", de 6 páginas, em que Pelezinho e Cana Braba estão jogando beisebol. Pelezinho rebate a bola de golfe tão longe que Cana Braba tem que ir correr muito para pegar a bola de volta.

Trecho da HQ "O rebatedor"

Ele bate a cabeça no muro, precisa nadar um rio, tropeça em uma pedra, cai em um precipício, mas consegue pegar a bola que cai na cabeça dele. Cana Braba promete que nunca mais o Pelezinho vai fazer correr mais daquele jeito e ao lançar a bola de novo, ela cai na cabeça do Pelezinho, formando um galo nela e Pelezinho corre atrás do Cana para bater nele, e, com isso, ele acaba correndo inclusive mais do que quando tinha só pegado a bola longe da primeira vez.

Mostra mais uma vez a força exagerada do Pelezinho ao praticar esportes, causando muita confusão, não só para ele como também para seus amigos.

Trecho da HQ "O rebatedor"

Termina com "Embaixadas", com 12 páginas, em que o Pelezinho encontra o Cana Braba fazendo embaixadas com a bola e já estava em 1005 embaixadas, quando faz cair. Pelezinho diz que ele foi muito bem por nunca ter conseguido fazer mais que 5 embaixadas e pergunta como ele conseguiu. Cana Braba diz que ele começou a embaixada a partir do número mil.

Trecho da HQ "Embaixadas"

Pelezinho diz que consegue fazer mais que isso e eles apostam um sorvete que Pelezinho consegue fazer duas mil embaixadas. Pelezinho começa as embaixadas e vai muito bem. Cana debocha quando ele está em 11 embaixadinhas falando que isso até a avó dele faz e Pelezinho diz para não atrapalhar. Cana diz que a vó dele nunca ligou para provocações e Pelezinho responde que mesmo provocando vai conseguir fazer as duas mil embaixadas. Pelezinho prossegue dando show, fazendo embaixadas até de calcanhar, de cabeça e deitado. Chega a noite e ele continua a todo vapor, já com mais de 1200 embaixadas e até dormindo ele não para.

Trecho da HQ "Embaixadas"

Amanhece e Pelezinho continua e já com mais de 1800 embaixadas. Ele prossegue e começa a contagem regressiva de 1990 embaixadas. Quando ele tá em 1999 embaixadas, Pelezinho espirra e acaba não completando as 2 mil embaixadas e Caba Braba fica zoando o Pelezinho e gargalhando que ele é muito grosso e não consegue fazer 2 mil embaixadas.

Essa foi a melhor do gibi, as de absurdos são as melhores. Como o Pelezinho é o craque da turma ele não pode errar e sempre é engraçado quando ele vacila e se dar mal por se gabar de ser o grande craque do futebol.

Trecho da HQ "Embaixadas"

Como podem ver, são edições históricas do Pelezinho, mostrando histórias inéditas, coisa rara desde que seu gibi foi cancelado em 1982 e as últimas inéditas dele até hoje. Depois disso, só teria gibis nas bancas novamente 20 anos depois, em 2012 ("As Melhores Histórias do Pelezinho" durando 14 edições, até 2014), e uma "Coleção Histórica" (durando 6 edições entre 2012 a 2014), sendo que tudo foram republicações e, portanto, as últimas histórias inéditas mesmo do personagem foram nesses gibizinhos de 1992 até hoje. 

Uma pena que os traços do Pelezinho foram mudados para pior na sua última participação em gibis, mas pelo menos eram com histórias inéditas, diferente da tosqueira que fizeram nos gibis da Panini em 2013 alterando as histórias clássicas da Editora Abril, tirando o círculo da boca e colocando lábios e nariz no lugar que não tinha nas originais, descaracterizando completamente as histórias antigas e desrespeitando os desenhistas originais da época. Ainda assim, vale a pena ter esses gibizinhos "Nº 15" e "Nº 24" clássicos e raros com a despedida dos Pelezinho nos gibis.

Para saber mais detalhes da série "Gibizinho", entre AQUI e AQUI.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Outras Promoções e brindes dos gibis da Turma da Mônica

Há algum tempo falei de promoções e brindes que saíram nos gibis da Editora Abril e Globo. Encontrei outras também bem interessantes e nessa postagem mostro essas outras promoções, nas 2 editoras, através de propagandas e capas.

Em relação a brindes, foram vários que sairam, principalmente na Editora Abril. Destaco dessa vez 2 brindes bem marcantes. Em 1978, teve os adesivos fofinhos do tipo cole e descole, em que vinham encartados nos gibis da Mônica, Cebolinha, Pelezinho e Destaque e Brinque, de fevereiro e março daquele ano. As capas dos gibis já eram diferentes, sendo divididas ao meio, com metade de cima com ilustração da capa e metade de baixo com anúncio dos adesivos. Abaixo, capa do 'Cebolinha Nº 61', com alusão ao brinde.

Capa de 'Cebolinha Nº 61' (Ed. Abril, 1978)

Tiveram adesivos da Mônica, Cebolinha, Cascão Bidu, Pelezinho e Cana Braba. Ou seja, os personagens principais da Turma da Mônica (detalhe sem Magali) e mais os da Turma do Pelezinho, recém lançada até então.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 61' (Ed. Abril, 1978)

Já nos gibis de fevereiro de 1979, tiveram jogo de botão completo e de amarelinha, comprando as 3 revistas principais daquele mês. Em 'Mônica Nº 106', ganhava as peças de um time do jogo de botão de salão e amarelinha. Em 'Cebolinha Nº 74', eram as peças do outro time. E em 'Pelezinho Nº 19', ganhava as cartelas dos jogos. Interessantes todas as capas fazerem referência aos brindes, só com imagem dos personagens dentro de uma estrela. Abaixo, uma propaganda desses brindes e mostrando como foi a capa de 'Mônica Nºª 106'.

Propaganda tirada de 'Pelezinho Nº 19' (Ed. Abril, 1979)

Agora em relação a promoções, tiveram várias ao longo dos anos 80. Em 1983, teve a promoção "Poupa na Haspa" que ganhava um disco da Turma da Mônica ao abrir uma poupança no banco. Uma parceria da MSP com  o banco "Haspa" para incentivar crianças abrirem caderneta de poupança. 

Nela, a criança tinha que comprar as revistas de  Mônica, Cebolinha, Cascão e Chico Bento. Então, tirava o selo do Cebolinha que vinha nas revistas. Depois, teria que ir ao banco "Haspa" abrir uma caderneta de poupança e fazer depósito que aí ganhava um disco "Cante com a Turma". A promoção durou entre junho a 15 de outubro de 1983. As revistas estampadas eram de junho: 'Mônica Nº 158', 'Cebolinha Nº 126', 'Cascão Nº 23' e 'Chico Bento Nº 23'.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 128' (Ed. Abril, 1983)

Teve também em 1983, teve a promoção do café "Pelé" para ganhar uma bola do Pelezinho. Do tipo "juntou, ganhou", bastava juntar 8 embalagens do café "Pelé" que ganhava uma bola, que trocava em pontos especializados.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 19' (Ed. Abril, 1983)

Ainda em 1983 teve o concurso para a escolha do nome do coelhinho de pelúcia da Mônica. Antes da promoção, era chamado apenas de "coelhinho", mas com a promoção, os leitores puderem escolher o nome para ele. Consistiu de ir ao Barra Shopping (Rio de Janeiro), BH Shopping (Belo Horizonte), Ribeirão Shopping (Ribeirão Preto) ou Morumbi Shopping (São Paulo) e preencher lá um cupom colocando qual o nome que devia chamar o coelhinho da Mônica. 

O nome escolhido foi "Sansão" e a ganhadora foi Silvia Roberta Facci Capri, uma menina de 2 anos. Teve uma festa em cada shopping para celebrar o batizado do Sansão com os ganhadores. A apuração com os ganhadores, mais fotos do batizado do Sansão saiu em 'Mônica Nº 160'.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 160' (Ed. Abril, 1983)

Já na edição seguinte, teve uma história especial, mostrando o batizado do Sansão na história de abertura "Sansão! Esse é nome do meu coelhinho!". Porém, essa não foi a primeira história com o nome Sansão em uma história. Em 'Mônica Nº 160' mesmo, por descuido da MSP, o nome havia sido revelado na história de abertura "Uma história de circo". Abaixo, a capa de 'Mônica Nº 161'.
Capa de 'Mônica Nº 161' (Ed. Abril, 1983)

Em 1987, teve a promoção "Toque mágico da sorte" da Hering. Nos gibis vinha uma página com um cupom para preencher os dados e formar uma frase completando "A música é". As frases mais criativas ganhavam piano Amadeus Preto, Pianíssimo 37, Linha Completa de Instrumentos musicais da Turma Mônica, Piano e gaitinha da Mônica. Não dá informações de regulamento, de quantos ganhadores para cada prêmio. Mesmo assim uma promoção bem interessante.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 10' (Ed. Globo, 1987)

Ainda em 1987, teve a promoção "É comendo bicicleta que ganha biscoito". Um trocadilho bem criativo para mostrar que a promoção dos biscoitos "Cory". Nela, tinha que criar um desenho do Chico Bento medindo 22 X 32 cm, juntar 2 embalagens dos biscoitos "Cory" e enviar para o endereço indicado junto com os dados da criança, para ganhar bicicletas, bonecos infláveis do Chico Bento medindo mais de 1 metro de altura e camisetas. Os resultados eram divulgados uma vez por mês na TV entre outubro a dezembro de 1987 no "Programa do Bozo", do canal TVS (atual SBT).

Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 23' (Ed. Globo, 1988)

Em 1989 teve a promoção "Desenhe uma casa para os bonequinhos Din e Don", dos brinquedos "Rosita". Os leitores tinham que desenhar uma casa para Din e Don e enviavam para a Editora Globo, junto com seus dados. Tinha prêmios para os 30 primeiros colocados. O primeiro classificado ganhava um Minibug. Os demais ganhavam bicicletas, skates, brinquedos "Rosita" e assinaturas das revistas da Turma da Mônica, de acordo com a classificação. O resultado foi divulgado em 'Mônica nº 33', de setembro de 1989.

Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 65' (Ed. Globo, 1989)

Em 1990, foi a vez da promoção "Descubra o artista que existe em você". Nela, o leitor tinha que pintar a ilustração da Mônica e Cebolinha, preencher seus dados (com detalhe de ser em letras de forma ou máquina de escrever) e enviar para a editora. Os 60 primeiros colocados ganhavam mochilas da linha "Turma da Mônica Line", da Coleção Infantil "Ika". Trabalhos podiam ser enviados até março de 1990 e a apuração dos resultados foi divulgada em 'Mônica Nº 42', de junho de 1990.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990)

Como podem ver eram bastante comuns essas promoções e brindes. Serviam para alavancar as vendas dos gibis, afinal eram muitos títulos a vendas de várias editoras e ai estimulava mais a comprar. Hoje todas muito raras de se ver, principalmente encontrar esses prêmios vendidos por aí.

Para saber sobre os brindes e promoções das Editoras Abril e Globo e suas curiosidades, entre aqui:

terça-feira, 29 de março de 2016

Capas Semelhantes (Parte 19)

Nessa postagem mostro 5 capas semelhantes em que a mesma piada foi utilizada em títulos diferentes. Dessa vez, todas as originais envolvem a Editora Abril e as segundas versões são da Editora Globo, com exceção do Ronaldinho Gaúcho, que é da Panini.

Mônica Nº 52 X Cascão Nº 5

Cascão usando aspirador de pó pra dizer que está tomando banho. Na versão original de 'Mônica Nº 52', de 1974, a Mônica aparece ao fundo chocada com a situação. Por não ter gibi próprio, era comum ter piadas com outros personagens nos gibis da Mônica naquela época e muitas vezes a Mônica aparecia com cara de surpresa só como figuração, só para ter presença dela por ser a dona do gibi. Depois fizeram uma nova versão, publicada em 'Cascão Nº 5', de 1987, com ele tomando banho com aspirador de pó no meio da rua. 



Mônica Nº 53 X Cascão Nº 23

Mônica faz fogueira enquanto estão brincando de índios americanos e Cascão fica assustado com a fumaça pensando que é nuvem de chuva. Na 1ª versão, que saiu em 'Mônica Nº 53', de 1974, o Cascão aparece ao fundo zangado com guarda-chuva na mão, já na 2ª versão, de 'Cascão Nº 23', de 1987, o Cascão corre quando vê as supostas nuvens de chuva e a chama da fogueira está mais alta.



Pelezinho Nº 37 X Ronaldinho Gaúcho Nº 3

Personagem faz embaixadinha com novelo de lã. A piada foi publicada primeiro em 'Pelezinho Nº 37', de 1980, com ele fazendo embaixadinhas com a bola de lã que a Bonga estava tricotando no meio da rua. Depois fizeram em 'Ronaldinho Gaúcho Nº 3', de 2007, sendo que ele  está em casa e quem está tricotando é a mãe dele. 



Mônica Nº 168 X Cebolinha Nº 47

Cebolinha usa armadura para não apanhar da Mônica depois de ter dado nós no Sansão. Na versão original, de 'Mônica Nº 168', de 1984, o Cebolinha vai ao encontro da Mônica, querendo se exibir e mostrar que não vai se machucar por ter estar usando armadura. Na 2ª versão, de 'Cebolinha Nº 47', de 1990, o Cebolinha dá uma impressão que está com medo e que usou a armadura pra disfarçar e logicamente não se machucar, caso a Mônica descubra que é ele. Interessante também que comparando as 2 versões, os personagens aparecem em posições invertidas.



Cebolinha Nº 166 X Mônica Nº 144

Anjinho atrapalha o seu amigo de curtir um Sol na praia colocando sua nuvem em cima dele. Em 'Cebolinha Nº 166', de 1986, além de tapar o Sol, a nuvem faz chover em cima do Cebolinha e o Anjinho está de olhos abertos e com um copo de suco ao lado, enquanto que na nova versão, de 'Mônica Nº 144', de 1998, a nuvem só faz sombra para a Mônica e o Anjinho está de olhos fechados e com um protetor solar ao lado dele. Mônica também tem um protetor ao lado.



Dessas, eu gostei das primeiras versões a do Pelezinho e a do 'Cebolinha Nº 166'. Jà os outros casos, gostei mais das segundas versões de cada. Em breve posto mais capas semelhantes aqui.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Propagandas anunciando brinquedos (Parte 1)

No mês das crianças, começo uma nova série mostrando propagandas da Turma da Mônica publicadas nos gibis, dessa vez anunciando os brinquedos lançados. Foram muitos brinquedos anunciados ao longo dos anos e mostrarei as principais propagandas de todas as épocas que marcaram gerações. Como foram muitas, colocarei as que encontrei na minha coleção ou na internet e que achei mais interessantes, nem que seja só por causa da ilustração de fundo. Nessa 1ª parte mostro os anúncios de brinquedos publicados nos gibis da Editora Abril entre 1970 a 1981.

O primeiro anúncio de brinquedo publicado em gibis foi em 1970 da clássica boneca da Mônica, da "Trol", a primeira boneca da Mônica a ser lançada. Em formato grande, o anúncio mostra uma menina ao lado da boneca e destaca, entre outras coisas, que a boneca tem cores vivas, é inquebrável e que aguenta enfrentar até o irmãozinho mais novo.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 7' (Ed. Abril, 1970)

Logo depois a "Trol" lançou outros bonecos semelhantes do Cebolinha e do Jotalhão nesse mesmo estilo. Com detalhe que o Cebolinha tinha camisa amarela e bermuda vermelha, diferente da sua tradicional camisa verde e bermuda preta. Para anunciar a novidade, fizeram uma nova propaganda em 1972, reunindo os 3 bonecos com destaque da palavra "chacrinha", muito comum nos anos 70, que significa bagunça.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 31' (Ed. Abril, 1972)

Em 1978, a "Estrela" lançou a coleção de brinquedos do Pelezinho. Com o sucesso do personagem na sua revista, lançaram vários brinquedos como bola, boneco, quebra-cabeça, quadro negro, entre outros. A propaganda mostra como se os brinquedos fosse um filme em cartaz, dizendo que os brinquedos estão em exibição nas lojas de brinquedos de todo o Brasil, no lugar de cinema.

Propaganda tirada de 'Pelezinho Nº 10' (Ed. Abril, 1978)

Em 1979, fizeram um novo anúncio mostrando esses brinquedos da "Estrela", dessa vez com uma ilustração do Pelezinho ao fundo, na sua fase superfofinha que predominava na época e com uma foto do Mauricio de Sousa, do presidente da "Estrela" e do Pelé examinando os brinquedos que seriam comercializados. Raríssima.

Propaganda tirada de 'Pelezinho Nº 22' (Ed. Abril, 1978)

A "Estrela" lançou em 1979 os moldes da Turma da Mônica, que permitia as crianças a produzirem seus bonecos da Turma da Mônica. A criança colocava o gesso no molde e quando tirava já tinha o molde do boneco, que era só pintar com tinta e virava um boneco de verdade criado pela própria criança. Bem interessante. No rodapé do anúncio mostrou como ficava os bonecos da Mônica e do Cascão feitos com esses moldes.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 79' (Ed. Abril, 1979)

O Cine-Show da Turma da Mônica da "Estrela" teve uma propaganda em 1979. Era um brinquedo muito comum nos anos 70, que era uma série de frames com os personagens que juntos formavam um filminho com a Turma da Mônica. Teve também uma versão com o Pelezinho, mostrado anteriormente. No rodapé desse anúncio mostrava também para conferir também a bola da Mônica e um boneco do Bidu, lançados pela "Estrela" na mesma época.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 83' (Ed. Abril, 1979)

Ainda em 1979, a "Coluna" lançou o quebra-cabeça da Turma da Mônica que vinham em uma caixinha de presente com laço de fita, já pronto para os pais darem de presente para os filhos. Eram 4 modelos diferentes de quebra-cabeça para colecionar, mas que tinham poucas peças em cada pacote.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 83' (Ed. Abril, 1979)

Em 1981 teve o anúncio dos carimbos da Turma da Mônica, da "Carbrink". Tinham 4 versões diferentes: Turma da Mônica, Turma do Chico bento, Turma da Mata e Romeu e Julieta, fazendo alusão à história em quadrinhos. E já mostrando que podia ser comprado também na "Lojinha da Mônica", que havia sido lançada há pouco tempo em São Paulo (ainda sem filiais em outros estados). Mesmo sendo anunciado em gibis de 1981, esses carimbos devem ter sido lançado no final dos anos 70, visto que a história "Turma da Mônica no mundo de Romeu e Julieta" foi publicada em 1978.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 138' (Ed. Abril, 1981)

Sem dúvida são propagandas muito legais que valem a pena conferir. Cada um vai ter a sua nostalgia com os brinquedos que tiveram. As que mostrei nessa postagem são muito raras, inclusive. A série continua e em breve posto novas propagandas anunciando brinquedos com a Turma da Mônica.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Pelezinho Coleção Histórica Nº 6


Nessa postagem comento "Pelezinho Coleção Histórica Nº 6", que republica todas as histórias dos gibis Nº 16, 17 e 18 de novembro e dezembro de 1978 e janeiro de 1979, respectivamente, reunidos em um só volume com lombada.

Em todos os números desse volume apresentaram só 4 páginas de passatempos e, consequentemente mais páginas com histórias do que nos primeiros números. Também tiveram mais páginas de comentários em cada edição, e, com isso, não tiveram propagandas atuais no miolo, como tem que ser. Gostei disso. E infelizmente não são mostrados nos comentários informações de créditos com nome de roteiristas, desenhistas e arte-final, como fazem ultimamente na "Coleção Histórica Turma da Mônica".

A distribuição está cada vez pior. Nunca esse título chegou tão atrasado desde que foi lançado. Esse volume Nº 6 deveria ter sido lançado em abril de 2014 e só chegou em julho. Até no expediente final informa que é de abril. Não dá para entender o motivo de tanto atraso. Por ironia, no frontispício o Mauricio fala que "A Copa do Mundo 2014 já está batendo na nossa porta". Ou seja, atrasou tanto que só chegou depois da Copa e o texto ficou desatualizado. 

Outro ponto ruim da distribuição é que não são todas as bancas que estão vendendo. Até o Nº 4 todas as bancas vendiam e nesse volume, pelo menos aqui no meu bairro, apenas uma banca está vendendo, porém chegou 5 exemplares nela. Dá para perceber, então, que a tiragem ficou menor e bem limitada, e mais raro de encontrar por aí. O ideal era todas as bancas vendessem com tiragem igual a qualquer gibi. 

A seguir, faço comentários individuais de cada revista desse volume:.

Contracapa com as capas das edições 16, 17 e 18

Comentários gerais:

Nº 16:

Foi até a página 50, incluindo um frontispício do Maurício na página 3 e com 5 páginas de comentários. 

Começa com a história "Os Gordinhos", em que Pelezinho e Cana Braba são chamados de gordos e então eles improvisam uma sauna, entrando em secadores de cabelo para emagrecer. Eles acabam dormindo e quando a Bonga abre a porta, eles saem voando e passam vários sufocos.

O gibi teve 9 histórias no total, com a tirinha final. Dá para notar que a temática futebol estava menos presente nesse gibi. Em 5 delas foram outros temas. Mas nas outras edições o tema futebol apareceu em quase todas as histórias, como de costume.

Uma história de destaque que gostei muito foi "Minha trave nova", em que o Frangão ganha uma trave de presente de aniversário, e a partir daí faz de tudo para que não aconteça nenhum mal com a trave, sendo capaz até de agarrar todas as bolas na partida de futebol. E, como não pode deixar de ser nessas histórias antigas, a presença de bandidos para dar mais confusão na história.  

Foi comentada uma história de 1 página do Frangão, coisa não muito comum na Coleção Histórica. Na capa, até que preservaram a cor roxa da camisa do Frangão que nem na original, mas a cor de fundo acabou ficando um pouco diferente. E dá para notar que o Pelezinho era pintado bem mais escuro na Editora Abril em relação a Coleção Histórica. E também não colocaram o texto "Grátis: uma pintura mágica", e esse brinde nem foi citado nos comentários. Abaixo, a comparação das capas, sendo que a original de 1978 encontrei na internet:

Comparação entre as capas da edição Nº 16: a original de 1978 e a da Coleção Histórica

Nº 17:

Ocupa 48 páginas do gibi, com 6 páginas de comentários. A história de abertura é "O fim do mundo", em que há uma noticia que um planetoide vai colidir com a Terra dentro de 6 meses e o Pelezinho é chamado para desviar o planetoide da direção da Terra com suas habilidades de futebol.

Essa edição teve 7 histórias no total, com a tirinha final. Mesmo o gibi sendo de dezembro, não teve nenhuma história de Natal. Na época, não era todos os gibis que tinham histórias sobre a data e em determinados anos o Natal era completamente esquecido.

Teve um comentário errado na propaganda do gibi especial "Romeu e Julieta em quadrinhos" em que o Sidney fala que a história "originalmente saiu dividida nas revistas da Mônica e Cebolinha". Na verdade, ela foi publicada originalmente nesse gibi especial de 1978 da propaganda e foi republicada depois em 1979 nos gibis da 'Mônica nº 115' e do 'Cebolinha nº 82'. 

Aliás, essa peça estava em alta nessa época, já que tiveram várias propagandas relacionadas nas 3 revistas e, infelizmente, em nenhuma não dá para ler nada do texto de tão pequenas que ficaram. Porém, o anúncio da revista da Mônica vendida nos países latino-americanos como Colômbia e Venezuela, ficou em tamanho grande como forma de preencher os comentários. Era assim que tinha que ser o tamanho de todas as propagandas (ou até maior um pouco) e não em miniaturas que não dá pra ler nada.

A revista teve alguns erros de colorização na original e infelizmente corrigiram nessa reedição, sem falar nada nos comentários. Uma dessas mudanças foi na história "O convencido", em que o Jão Balão arma um plano infalível para que o Rex fique convencido a ponto de abandonar as partidas de futebol do Pelezinho. Nela, o Rex apareceu de cor laranja na original em um quadrinho e agora corrigiram para amarelo. Abaixo, a comparação, com imagem da original enviada por André Felipe:

Comparação HQ "O Convencido": Rex apareceu laranja na original

A outra foi a cor dos olhos do Pelezinho na história "Sem carinho", em que o Pelezinho passa a usar chupeta como forma de chamar atenção de seus amigos que não davam atenção a ele. Na original, O Pelezinho apareceu com olhos brancos quando fechados em um quadrinho, e agora mudaram para marrom. E a Bonga tinha só parte do olho branco  e agora deixaram toda a região dos olhos brancos, descaracterizando a original. Abaixo, a comparação, com imagem da original enviada por André Felipe:

Comparação da HQ "Sem carinho"

Nº 18:

Ocupa 50 páginas do gibi, com 5 páginas de comentários. Na história de abertura, "Tudo virado", Jão Balão arma um plano infalível que faz com que o Pelezinho pense que todo o interior a casa do Jão está de cabeça pra baixo.

Teve 10 histórias no total. Apesar de não mostrarem créditos nos comentários, na história muda "Pelé Adão" (em que um menino de rua pega a roupa do Pelezinho enquanto ele toma banho de rio e a partir daí passa sufoco quando o pessoal o vê pelado) mostrou informação de desenhista e arte-final, mas não mostrou quem foi o roteirista. Realmente a arte dessa história é fantástica, cheia de movimento.

Na última história, "Romance por água abaixo", em que Pelezinho e sua turma arrumam várias confusões quando resolve fazer uma fogueira no quintal da casa do Pelezinho, os traços ficaram do jeito que conhecemos e que ficou consagrado nos anos 80. Nessa fase prevaleciam os traços superfofinhos, e os traços como nessa história era uma novidade e um anúncio que algo estava mudando.

Trecho da HQ "Romance por água abaixo"

Na capa reproduzida dessa Coleção Histórica, mostrou o selo "Ano internacional da criança 1979". Achei bom, porque nessas capas só mostram a ilustração, sem colocar nem a numeração das revistas e muito menos os respectivos textos com promoções e brindes, quando necessário. Para saber de que número se trata tem que ler os comentários.

Esses foram os comentários desse Nº 6. O volume  Nº 7 está previsto para agosto, mas como esse Nº 6 chegou só em meados de julho, vamos ver se o próximo terá ou não outro atraso tão grande como foi esse.