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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 131

Uma capa em clima de Natal bem caprichada com a turminha fazendo coro natalino com o Papai Noel no Parque da Mônica. 

De curiosidade, foi a primeira capa e história de Natal ambientada no Parque da Mônica depois de 10 anos de ser lançado. Em algumas edições até tiveram histórias de Natal, mas foram de miolo normais, mas ambientada no Parque da Mônica foi a primeira vez. E como a revista sempre saía na última semana do mês, eles anteciparam uma edição de Natal em novembro para ter isso e a revista não ficar em circulação nas bancas depois do Natal. Acontecia isso também com a revista da Mônica, por isso muitos vezes não tinham histórias de Natal nos gibis dela e nos outros tinham. 

A capa dessa semana é de 'Parque da Mônica Nº 131' (Ed. Globo, Novembro/ 2003).


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 38

Uma capa com a Mônica e Magali como garçonetes da praça de alimentação do Parque da Mônica com a Magali comendo um supersanduíche da lanchonete enquanto a Mônica está se virando para atender todos os clientes sozinha. Apesar de fazer alusão à história "Atrás do Balcão", ficou uma piada bem legal. Sempre que tinham oportunidade, procuravam colocar alguma piada em capas com alusão à história de abertura nos gibis antigos.

A capa dessa semana é de 'Parque da Mônica Nº 38' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1996).


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Revista Parque da Mônica Nº 1 - Editora Globo


Há 25 anos, o Parque da Mônica era inaugurado no shopping Eldorado, em São Paulo. Junto com o Parque, foi lançada a "Revista Parque da Mônica" no mesmo dia como forma de divulgação. Então, nessa postagem eu falo sobre o Parque da Mônica e como foi a edição "Nº 1" da sua revista.

A inauguração do Parque da Mônica foi no dia 25 de janeiro de 1993. Um parque coberto e climatizado localizado no Shopping Eldorado em São Paulo, com intenção de colocar os leitores dentro do universo da Turma da Mônica, as crianças se sentirem como se estivessem nos gibis, afinal, o cenário do Parque era inspirados nos gibis, e interagirem com os personagens ao vivo, como já faziam em peças de teatro até então, além de resgatar o "quintal perdido", já que na cidade grande de São Paulo já não tinham mais locais para crianças brincarem com segurança como foi na infância do Mauricio de Sousa.  O Parque da Mônica foi marcado como o primeiro parque climatizado no Brasil.

Os brinquedos não eram interativos, não funcionavam sozinhos e tinham temas dos personagens, como "Casa da Mônica", "Tumba do Penadinho", "Carrossel do Horácio", entre outros, além de peças de teatros, Cinema 3D, entre outros . Ao longo dos anos, foram sendo criado outros brinquedos e até criaram filiais de Parque em Curitiba (em 1998) e no Rio de Janeiro (em 2000), mas sem grande sucesso como o de São Paulo e não duraram muito. Em 2010, o Parque da Mônica de São Paulo fechou por término de contrato com o Shopping Eldorado e foi reinaugurado depois em 2015, no Shopping SP Market. só que com outros brinquedos bem diferentes, mais tecnológicos com mais interesse das crianças atuais, porém não repetiu o sucesso e a repercussão do Parque original.

Entrada do Parque da Mônica original
Para divulgar o Parque original, no mesmo dia 25 de janeiro de 1993 foi lançada a "Revista Parque da Mônica". Era mensal de tamanho convencional com 68 páginas e em cada edição, a história de abertura era ambientada no Parque da Mônica e as demais histórias eram normais, com a turma toda. Raramente tinha alguma história do Parque no miolo e quando tinha eram curtas.

Além da história de abertura ser sobre o Parque, o diferencial da revista era sempre ter a seção "Notícias do Parque", uma espécie de "jornalzinho" informando sobre o que estava acontecendo no Parque, ou seja, acompanhamos os lançamentos dos brinquedos, peças de teatro que estavam em cartaz lá no "Teatro do Parque", entre outros. Além de mostrar informações de lá, tinham edições que também mostravam as novidades do estúdio e entrevistas diversas. Em uma época que não tinha internet para o público saber notícias do estúdio, a revista era uma ótima opção para isso. E na coluna "O que rola no Parque", mostravam as imagens atuais de dentro do Parque, com muitas fotos das crianças que visitavam. A seção "Notícias do Parque" foi perdendo espaço no final dos anos 90 sendo extinta de vez do nada nos gibis a partir de 2003. Tinha também "Correio da turma" e passatempos como seções.

Capa de "Notícias do Parque"
As capas sempre eram com alusão à história de abertura. O layout da revista era uma faixa ondulada e colorida no canto esquerdo da revista e o título sempre aparecendo com nome vermelho e ondulação de cor amarelo ou laranja e a imagem da Mônica e cebolinha em um escorregador ondulado ao lado do título, que era o design do Parque. Porém, a partir da edição "Nº 85", de janeiro de 2000, mudaram o layout e não colocaram mais a faixa ondulada na lateral, o título da revista passaram a ter outras cores, além dos tradicionais. Sempre abria com um frontispício comentando sobre a história de abertura a ser mostrada.

Até a edição "Nº 9", essas histórias relacionadas ao Parque eram apresentação dos brinquedos, então, cada história, o leitor conhecia sobre os tais brinquedos e o que podiam encontrar. Com isso, tiveram histórias com "A casa da Mônica", "Brinquedão", "Tumba do Penadinho", "Sítio do Chico Bento", "Casa do louco", "Carrossel do Horácio", "Teatro do Parque", "Praça de alimentação da Magali" e "Brinquedinho" nas 9 primeiras edições, nessa ordem.

Capas de 'Parque da Mônica' Nº 1 ao Nº 12, de 1993
A partir do "Nº 10", começaram a desenvolver aventuras sem serem um brinquedo específico. Passaram a ser no Parque todo, de acordo com a história. Eram comum também histórias com a Turma da Mônica contracenando com secundários, em algumas apareciam todos os núcleos de personagens. Todo mundo ia ao Parque e assim todos tiveram pelo menos 1 história solo ambientada no Parque, menos Piteco, sempre esquecido em edições assim. A revista algumas vezes tiveram a volta de alguns personagens esquecidos como o Bicho Papão, Lorde Coelhão, Ab E Surdo, etc.

Foram 165 edições até 2006 e quando foram para a Panini em janeiro de 2007, o nome da revista mudou para "Turma da Mônica uma aventura no Parque da Mônica", durando 44 edições, até o parque fechar em 2010. Com isso, seguiu a numeração apenas sendo chamada de "Turma da Mônica", ficando assim até hoje, mesmo com a reinauguração do Parque em 2015, pois não quiseram voltar a produzir histórias ambientadas no Parque novo.

Capas de 'Parque da Mônica' Nº 13 ao Nº 24, de 1994
Sobre a edição "Nº 1", de 1993, seguiu o estilo inicial, com tradicionais 68 páginas e 7 histórias no total, incluindo tirinha final, além das seções "Notícias do Parque". Não tiveram seções de cartas e passatempos. Abre com frontispício com a turma do Parque contando sobre a novidade da "Revista Parque da Mônica".

Frontispício da edição
Abre com a história "A casa", em que é apresentado o brinquedo "A casa da Mônica" do Parque, com 15 páginas. Nela, Cebolinha acorda cedo seus pais bem animado para ir ao Parque da Mônica junto com o Cascão com intenção de pegar o Sansão que a Mônica havia esquecido na "Casa da Mônica" do Parque. Chegando no Parque, eles são reconhecidos pelo pessoal que frequentava e eles precisam colocar um disfarce de óculos e bigode e aí são confundidos como extraterrestres por conta disso.

Trecho da HQ "A casa"
Eles chegam na "Casa da Mônica", se admiram com a sala grande e Cascão se interessa ver um desenho animado na televisão pedindo para o Cebolinha pegar um refrigerante na cozinha. Cebolinha fica com dificuldade de abrir geladeira, só Cascão que consegue abrir tranquilamente. Logo depois, eles andam pela casa e veem fotos antigas da Mônica com ela de vestido, outra de bebê no colo do seu avô com cara de assustado achando a neta pesada demais, além da Mônica tirando a barba de Papai Noel do seu pai fantasiado na noite de Natal e ela como bebê de bunda de fora, entre outras fotos.

Trecho da HQ "A casa"
Acabam vendo a Mônica verdadeira, que ouviu todas as zoeiras dos meninos ao verem as fotos dela, e eles correm até o quarto e encontram o Sansão na cama e a Mônica estava lá também. Começa uma correria dos 3 pelo quarto e pelo Parque inteiro e eles acabam apanhando da Mônica, sendo tudo presenciado pelos frequentadores do Parque, que aplaudem a surra falando é igualzinho aos gibis. No final, Cebolinha pede pra ir embora e Seu cebola diz que eles não vão embora antes de pedir autógrafo para a Mônica, para o desespero dos meninos que não queriam mais ver a Mônica de jeito nenhum.

História bacana, típica para mostrar o que poderia encontrar na "Casa da Mônica" quem fosse visitar o Parque. Ajudou os leitores a se familiarizarem com o parque, até através das bonitos desenhos com eles circulando pelo Parque.

Trecho da HQ "A casa"
Em seguida, vem "Fora de controle", de 6 páginas, com a Turma do Penadinho. Nela, Frank faz aniversário e ganha um parafuso novo dos seus amigos. Só que ao colocar o parafuso, Frank muda a personalidade, fica louco girando braços e dando cambalhotas e logo depois fica agressivo, querendo quebrar tudo que ver pela frente. Ele sai do cemitério e vai ao Parque da Mônica. Os frequentadores ficam com medo, todos saem correndo do Parque, aparece o exército pra  ver se conseguem detê-lo. Zé Vampir como morcego consegue voar perto do Frank e tira o parafuso novo e então ele volta ao normal. Mas como exército ainda estava no Parque, é preciso Frank e seus amigos se esconderem na Tumba do Penadinho até se acalmar, com Frank falando que já estava ficando em parafuso ficar mais com naquela posição de mãos para cima e Penadinho responde para ficar firme e pra não repetir a palavra parafuso.

Dessa vez foi um caso que teve uma história no Parque da Mônica no miolo, mas era bem raro isso. E interessante que o Parque foi ambientado a céu aberto e não como um local fechado do shopping como de costume.

Trecho da HQ "Fora de controle"
Depois vem "Um aluno muito criativo", com 9 páginas, com Franjinha. A professora do Franjinha estava divulgando as notas  das provas e Franjinha tira zero por colocar só números incompreensíveis em uma prova de História. Franjinha responde que foi porque na hora teve uma inspiração de uma fórmula de crescimento instantâneo. A professora não acredita que ele é inventor e resolve ir na casa dele de surpresa para falar com os pais dele.

Trecho da HQ "Um aluno muito criativo"
Quando ela chega, pisa em uma pedra-botão no chão, que aciona uma armadilha uma invenção "Pega-ladrão" que o Franjinha criou e acaba sendo presa e sendo jogado água nela e Bidu latindo. Os pais pedem desculpas pelo que aconteceu. A professora diz que veio falar do rendimento escolar do filho deles, quando aparece o robô Rodolfo criado pelo Franjinha informando a hora e curiosidade. A professora se assusta tanto que vai parar em cima do lustre da sala. Professora bebe um líquido na mesa pra se acalmar e acaba ficando toda verde. Era uma invenção do Franjinha e os pais a levam para o laboratório dele pra ver se encontra algum antídoto. Lá, a professora toma várias fórmulas, ficando pequena, depois com sardas, virando homem com narigão, cara de berinjela, até que consegue voltar ao normal.

Trecho da HQ "Um aluno muito criativo"
Franjinha chega da escola e encontra todos lá no laboratório. Dona Elza, mãe do Franjinha, pergunta o que ia falar do Franjinha na escola e a professora diz que ele é um aluno muito aplicado,, criativo e um pequeno gênio e vai embora. Passa um tempo, e já na escola, a professora divulga as notas das provas de Ciências e Franjinha tira nota Dez e a professor agradece ao apagador automático que ele deu pra não fazer esforço pra apagar o quadro negro.

História legal mostrando o lado cientista do Franjinha e invenções que ele é capaz de fazer. A professora que se deu muito mal ao ter duvidado dele. Interessante que não mostrou o nome da professora e ela só apareceu nessa história, até porque não é muito comum ter histórias do Franjinha na escola e quando aparece cada história é uma professora diferente.

Trecho da HQ "Um aluno muito criativo"
Em "Visita inesperada" de 3 páginas, com Chico Bento, ele dá comida para as galinhas, porcos, vaca e outros bichos da fazenda. Quando acaba, ele vai comer um pão fresco que sua mãe acabou de fazer e vai na rua e aparece a Magali falando que adorou a história com e ele dando comida par aos bichos e pergunta se não vai oferecer nada para ela comer. Uma história com cross over de personagens pra mostrar a intenção da Magali do Chico dar comida pra ela, assim como fez com os bichos.

Trecho da HQ "Visita inesperada"
Em "Astronauta" de 6 páginas,ele e o Computador resolvem jogar vários jogos pra terem o que fazer e acabar com o tédio do espaço sideral. Tudo que eles jogam, o Computador acaba ganhando para o desespero do Astronauta. Seja no dominó, cartas, buraco negro, basquete, xadrez, futebol e vídeo game o Computador ganhava tudo. Astronauta fica com raiva e reclama que antes estava só entediado e agora tá nervoso também. O Computador diz que não tem culpa se ele é ruim em todos os jogos e Astronauta resolve jogar jogo-da-velha com ele. Nesse jogo, Astronauta ganha tudo e o Computador não entende como consegue perder em um jogo simples como esse e acaba  desistindo de jogar ficando entediado com isso.

Nessa época tinha bastante histórias com o Astronauta na companhia do seu fiel Computador. Ele era a única companhia do Astronauta do espaço e renderam histórias com eles juntos pra driblar a solidão do Astronauta, inclusive o Computador ajudando a sair de enrascadas. Dessa vez jogaram pra se livrar do tédio do espaço.

Trecho da HQ "Astronauta"
O gibi termina com "Mímica", de 9 páginas, com a Turma da Mônica. Nela, Mônica e Magali estão brincando de fazer mímicas e aparecem Cebolinha e Cascão falando que a Mônica está parecendo uma macaca desesperada. Mônica fica uma fera e obriga os meninos a brincarem de mímica com elas senão iriam apanhar. Mônica faz a mímica de tocar piano e o pessoal agradecer, acertada pela Magali. Depois Magali faz uma mímica de comer banana e todos acertam. Em seguida, Cascão faz uma mímica doida de vários gestos que seria uma luta com marcianos de 8 braços e o marciano levou melhor e o Cascão o cumprimentou quatro vezes.

Trecho da HQ "Mímicas"
Depois foi Cebolinha com mímica de dar banho no Cascão abrindo o chuveiro, deixando o Cascão irritado com isso. Por ninguém ter acertado, Cebolinha faz outra mímica de dar nó nas orelhas do Sansão, com Cascão acertando. Cebolinha diz que não é nada disso e Cascão diz que já viu ele dar nó no Sansão igualzinho de manhã cedo. Mônica ouve tudo e dá uma surra no Cebolinha e ela vai embora, terminando a brincadeira. Cebolinha fica desacordado com a surra e cascão pergunta se ele está bem e se quer fazer mímica. Cebolinha acaba dando soco no olho do Cascão, que fala que um gesto vale mais que mil palavras, terminando assim.

História com boas tiradas, era comum ter histórias com a turma reunida brincando juntos de várias coisas, sempre acabando em confusão.

Trecho da HQ "Mímicas"
Termina com a tirinha do Cebolinha vestido de Batman, falando que o homem-morcego vai acabar com a Mônica, só que ela acaba dando surra nele e aparecem morcegos voando em cima dele no lugar das estrelinhas de surra. A seguir, a tirinha da edição:

Torinha da edição

No meio do gibi a seção "Notícias do Parque", com 8 páginas, e na estreia mostrou uma entrevista com o Mauricio de Sousa contando como foi a ideia de criar o Parque da Mônica e o que pode encontrar ao visitar o Parque.

Seção "Notícias do Parque" da edição

Dentre outras coisas, ele falou que a intenção dos brinquedos era dar uma nova cara às brincadeiras de infância dele como correr, se equilibrar em cima de muro, subir em árvore, como se fosse um quintal perdido, falou que o Parque tem cerca de 50 brinquedos, os personagens vão estar sempre circulando por lá, etc.

Seção "Notícias do Parque" da edição

A entrevista teve 5 páginas e logo em seguida tem uma matéria de 3 páginas mostrando os números do Parque como que ele tinha 10 mil metros quadrados, terceiro maior Parque coberto do mundo, foram 4 anos de pesquisas e planejamento com investimento de 10 milhões de dólares. O teatro do Parque tinha capacidade para 300 pessoas e o Cinema 3D para 280 pessoas, tinham 40 banheiros no total e a Praça de Alimentação da Magali dava pra alimentar 2 mil pessoas por hora, entre outras coisas.

Seção "Notícias do Parque" da edição

Como pode ver, o Parque da Mônica foi um lugar muito querido pela criançada, principalmente quem morava em São Paulo e marcou uma era na MSP. Os gibis apesar de criados mais pela divulgação do Parque real até que eram bons e tinha histórias bem interessantes, muitas vezes eram até a melhor do mês. Esse gibi "Nº 1" foi marcado por histórias com secundários, a Turma da Mônica com histórias solo foram só 2 e mais uma tirinha além de histórias consideradas mais longas, com mais de 6 páginas a maioria, o que foi menos quantidade de histórias no total em vista dos gibis da época. A "Notícias do Parque" foi a grande novidade até por  não ter seções diversas na Editora Globo, apenas nessa revista, e ficou bem legal essa entrevista com Mauricio dessa edição. Revista bem interessante, vale a pena ter na coleção e muito relembrar há exatos 25 anos.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Turma da Mônica: HQ "A bruxa que odiava parques"

Mostro uma história em que uma bruxa que odiava parques de diversões resolveu ir ao Parque da Mônica para destruí-lo. Com 15 páginas no total , foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 32' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Revista Parque da Mônica Nº 32' (Ed.Globo, 1995)

Começa mostrando um noticiário que estava causando um caos e série de acidentes no parque Nisdeylândia dos Estados Unidos e não sabiam a causa daquilo tudo. Logo os leitores descobrem que a causadora foi uma bruxa que odiava parques e que destruía sempre que via um por perto.


Enquanto voa, a Bruxa fala que não suporta porque as pessoas ficam se divertindo lá, quando de repente sobrevoa o Parque da Mônica e fica com ódio ao ver o Parque, falando que foi só se ausentar por uns 3 anos que já constroem um parque novo. Diz que ainda que ele vai ser destruído também, mas vai pensar um pouco a forma de como vai ser no aconchego do seu lar.


Chegando em casa, a Bruxa pensa como vai destruir o Parque da Mônica, se com bombas entristecedoras como o Cleicenter ou bombas destruidoras como a Nisdeylãndia. Até que aparece na televisão um anúncio que o Parque da Mônica os brinquedos são interativos e não funcionam sozinhos. A Bruxa adora a notícia e até abraça a TV já sabendo como vai fazer para destruir o Parque da Mônica.


Enquanto isso, a turminha chega ao Parque da Mônica com Cascão todo prosa que são convidados especiais, entram de graça e o Parque tem nome deles e entram como convidados especiais. Mônica intervém que o tem o nome dela e Cebolinha diz baixo que devia era tero nome dele e a xinga de bobona. Mônica ouve e já quer dar uma surra nele quando Magali interrompe falando apra não brigar e aproveitarem o Parque se divertirem como as outras crianças.


Nessa hora, surge a Bruxa disfarçada e Magali estranha que vem cada frequentador estranho ultimamente lá. A Bruxa pergunta se eles vão apresentar os brinquedos para ela. A turma apresenta a Pista de Carrinhos, Brinquedão, Carrossel do Horácio, Tumba do Penadinho, Casa da Mônica, Casa do Louco e falam que tudo é divertido. Então, quando eles falam isso, a Bruxa fica com ódio mandando eles não falarem essa palavra e diz que agora eles vão ver o que é divertido.


Assim, a Bruxa solta o seu feitiço no ar e os brinquedos passam a ter vida e o Parque fica um terror. Os carrinhos da pista perdem o controle, Brinquedão fica monstruoso, assim como os balões, os personagens da Turma do Penadinho e todos os outros brinquedos. Muito pânico e gritarias das crianças, correrias, pais procurando pelos filhos perdidos e a Bruxa só rindo do que fez fez, adorando por ter bagunçado o coreto. Mônica tenta da ruma coelhada na Bruxa e então ela faz que o Sansão vire um monstro gigante e faz a Mônica de coelho girando como se fosse arremessá-la longe, invertendo os papeis.


Magali pergunta para Bruxa porque ela estava fazendo aquilo e ela diz que não gosta de ninguém se divertindo e que diversão é bobagem. nessa hora, ela acaba escorregando sem querer no encosto da rampa e acha gostoso o escorrega. Magali diz que foi divertido. A Bruxa fica com vergonha ao dizer nunca se divertiu antes e Magali diz que diversão é uma sensação gostosa e que as pessoas vão ao Parque para sentir várias sensações gostosas. A Bruxa diz que tava perdendo tudo isso e que quer brincar no Parque. Magali fala que é preciso que tudo volte ao normal e a ela aceita com uma condição, que fica em segredo.


No final, tudo volta ao normal no Parque da Mônica e depois de uns dias eles voltam lá para brincar. Sendo que agora eles tem que levar a Bruxa junta com eles como convidada especial  para entrar sempre de graça, enquanto a bruxa brinca no carrossel Do Horácio.


História legal mostrando uma bruxa que não gostava de ver os outros se divertindo e fazia questão de destruir os parques só pra não ver os outros se divertirem. Aonde ela passava trazia o caos, acidentes para estragar a felicidade dos outros. A turma até pensava que ela era só uma senhora esquisita até ver o estrago que fez no Parque.


Interessante as paródias à Disneylândia e Playcenter, parques muito famosos, mostrados que a Bruxa tinha destruído também. O recurso do narrador-observador conversando com a Bruxa no início sempre era engraçado nas histórias. E teve uma coerência com a realidade quando ela disse que só foi ficar longe mais de 3 anos para construírem o Parque, já que a história é de 1995 e o Parque da Mônica foi inaugurado em 1993. E é incorreta por mostrar crianças com sofrimento em um parque de diversões, alegando que pode remeter a traumas com acidentes em parques que aconteceram na vida real e isso eles não fazem atualmente.


Os traços muito bons, com o estilo consagrado dos personagens, detalhe também das cores tudo em degradê como era nos gibis do segundo semestre de 1995. Eles deixavam tudo em degradê, até título, o chão, quando eles estavam em ambiente fechado. Até os balões das falas dos personagens ficavam em degradê quando eram coloridos por conta do fundo branco. Eu gostava das cores assim, umas das preferidas minhas da Globo.


Enquadramento ficou 6 quadrinhos desa vez, ficando uma história com mais páginas do que se fossem 8 quadrinhos por página, porém necessário assim pra mostrar mais detalhes nos desenhos no terror do Parque. Capa ficou bacana e mais uma vez fazendo referência à historia de abertura, como era sempre na época nas revistas Parque da Mônica. Na Editora Globo, os gibis dos personagens principais tinham piadinhas e reservavam as revistas Parque da Mônica e Gibizinhos com alusão à primeira história.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 19

Uma capa da 'Revista Parque da Mônica' fazendo alusão à história "Essas crianças...", que mostra o Seu Cebola querendo brincar nos brinquedos do Parque. Nessa capa, o Seu Cebola brinca no "Carrossel do Horácio" quando vai ao Parque da Mônica com o Cebolinha, que acaba chamando a monitora para tirar o pai de lá. Afinal, os brinquedos eram tão divertidos que os pais davam vontade de brincar também com os filhos.

Curiosidades que tem o aviso que a 'Revista Parque da Mônica' foi a que ganhou o troféu "HQ MIX 93" como melhor revista do ano do seu lançamento (com matéria da seção 'Notícias do Parque' mostrando) e essa edição foi a primeira desse título a ter o Real como moeda estampada na capa.

A capa dessa semana é de 'Parque da Mônica Nº 19' (Ed. Globo, Julho/ 1994).


domingo, 29 de novembro de 2015

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 54

O Seu Cebola se perdeu da sua família no Parque da Mônica lotado e os leitores têm que ajudá-lo a encontrar os seus filhos Cebolinha e Maria Cebolinha e sua esposa Dona Cebola. Interessante que vários personagens de diferentes núcleos também estavam lá. Muito legal.

Além de fazer alusão à história de abertura, "Esquecimento", como sempre acontecia nas revistas Parque da Mônica, essa capa faz referência também ao desenho "Onde está o Wally?" e, de certa forma, promoveu um livro semelhante, "Onde está a Turma da Mônica?", lançado em 1997, com ilustrações para as crianças encontrarem os personagens.

A capa dessa semana é de 'Parque da Mônica Nº 54' (Ed. Globo, Junho/ 1997).


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Turma da Mônica: HQ "O Gueimemaníaco"

Nessa postagem eu compartilho uma história de um garoto fascinado por jogar videogame que foi ao Parque da Mônica pela primeira vez. Ela tem 13 páginas no total e foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1996)

Nela é apresentado o Gabriel, um menino vidrado por videogames e filmes e que passava o dia inteiro na frente da televisão jogando ou assistindo filmes. Sua mãe cansada de vê-lo o tempo todo na frente da TV, desliga o aparelho, falando que vai ficar corcunda e ele pergunta se igual ao "Notregueime". A mãe  manda Gabriel brincar lá fora, só que ele vê seus brinquedos eletrônicos e fica brincando. A mãe vê e leva pra fora de casa mandando jogar bola com os amigos dele.


Gabriel, já no lado de fora, fala que não tem amiguinhos e se lembra que está na hora do seriado "Capitão Droid contra os monstros siderais". Ele tenta pular a janela para entrar no seu quarto, quando ouve a Turma da Mônica se preparando para sair de carro do Seu Sousa, pai da Mônica, não vendo a hora de chegar no lugar para brincar o dia inteiro, mas não falando que era o Parque da Mônica. Gabriel pergunta aonde tá passando todos aqueles filmes e Magali diz que não é filme e, sim o lugar mais legal do mundo, 


Gabriel fica animado, querendo saber que lugar era aquele que era melhor que os filmes a que ele assistia. Mônica diz que tem um ingresso sobrando e pergunta se o Gabriel quer ir com eles. A mãe ouve e diz que ele vai para distrair um pouco. Dentro do carro, Gabriel pensa que a mãe quer se livrar dele. Magali diz que é impressão dele, que é porque ele ainda não tinha visto o Parque.

Chegando no Parque da Mônica, Gabriel se espanta com o Atrium, o robô gigante da entrada. Ele pensa que é uma televisão gigante e fica eufórico para arrumar um videogame para jogar na tela daquele tamanho. Cebolinha diz que não é uma TV, era só a entrada do Parque e que os brinquedos estão lá dentro.


Gabriel não entende como vão brincar, se os brinquedos não se mexem. Cascão estava brincando no "Fórmula Zum" e chama o Gabriel para pilotar junto. Gabriel reclama que os carrinhos não se parecem com a "Belali" e "Maquilarem" e Cascão explica que são eles que fazem os carrinhos se movimentarem. Gabriel se atrapalha todo, mas gostou do brinquedo, falando que foi a primeira vez que ele corre sem ser na tela do computador.

Depois eles vão aos "Balões" e Gabriel acha que cansa ficar pedalando para ver os balões subirem. Mesmo cansando, também achou divertido. Em seguida, vão a "Tumba do Penadinho" e Gabriel acha que os filmes da saga "Massacre do Serrote Gasto" são mais assustadores. Nessa hora, Cebolinha e Cascão aparecem vestidos de fantasmas com lençóis e dão o maior susto no Gabriel.


No "Brinquedão", ele se diverte para valer escalando redes e descendo no escorregador, mesmo que reclamando que as suas mãos iam encher de calos. No "Cinema 3D", ele fica pulando, tentando pegar os peixes porque acha que estão realmente saindo da tela. Já no "Carrossel do Horácio", ele estranha que os dinossauros não se parecem com os computadorizados do filme "Parque Juriátrico". Mesmo assim adora brincar no carrossel.

A partir daí, Cebolinha e Cascão têm ideia de xingar a Mônica de balofa e então eles correm pelo Parque inteiro para não apanhar dela. Primeiro, se escondem nas piscinas de bolinhas do "Brinquedão", depois correm até a "Casa do Louco" e vão ao "Brinquedinho dos Amazônicos", aonde o Gabriel estranha que não vê os controles dos triciclos. Cascão explica que os brinquedos não funcionam sozinhos, confundindo a palavra interativo por integral. E Gabriel consegue derrubar os meninos.


Com a correria, Gabriel se cansa e vai até a "Lanchonete da Magali" para comer um lanche, falando que  não sua desde quando jogou videogame no verão. Mônica aparece com raiva, reclamando que o Gabriel estava ajudando os pestes dos meninos, e ele dá um beijo nela, agradecendo que faz tempo que ele não divertia tanto assim. Gabriel não perde tempo e corre para brincar de novo.

Já no final da tarde, o monitor avisa que o Parque está fechando e está na hora de eles irem embora. A turma encontra o Gabriel dormindo na piscina de bolinhas do "Brinquedão", exausto de tanto brincar. Eles o levam para casa e já na sua cama, Gabriel acorda com a Mônica avisando que eles se encontram de novo no Parque. Gabriel, então, enche o saco dos pais para ir de novo ao Parque, com a mãe mandando ele ficar quieto que quer ver novela e o pai reclamando que não fica quieto e assiste televisão, terminando assim.


Uma história legal protagonizada por um secundário que conseguiu largar a sua mania de jogar videogame o tempo inteiro graças a Turma da Mônica que levaram para o Parque da Mônica. É até interessante a situação se invertendo no final, com o Gabriel curado e os pais querendo que ele fique quieto. A gente ainda confere alguns brinquedos do Parque da Mônica antigo.

O Parque da Mônica quando criado não tinham brinquedos tecnológicos, só manuais que não funcionavam sozinhos e eram as crianças que tinham que correr, pular e se divertir. A proposta era essa de fazer as crianças se movimentarem porque ficavam muito presas em casa, só jogando videogames ou brincadeiras paradas. Foram feitos para as crianças brincarem como se estivessem nos quadrinhos, como se fosse um quintal perdido, como o Mauricio de Sousa se referia ao Parque nas entrevistas de inauguração. Então, essa história mostra a real proposta do Parque da Mônica e esse contraste de uma criança que só quer saber de tecnologia pela primeira vez brincado em um parque.


Os traços ficaram muito bacanas, bem no estilo que prevalecia nos anos 90. Na postagem a coloquei completa. Legal ver nomes parodiados como "Corcunda de Notregueime" (Corcunda de Notre Dame), "Belali" (Ferrari), "Maquilarem" (McLaren), "Parque Juriátrico" (Jurassic Park). Curioso colocarem a palavra "videogame" com grafia brasileira. Acho que colocaram para facilitar a leitura das crianças. Hoje é consagrado a palavra "game" estrangeira. Outro detalhe que a Magali e o Gabriel não aparecem com cinto de segurança dentro do carro e isso seria alterado se republicassem essa história hoje em dia.  


Vale lembrar que esse personagem só apareceu nessa história. Eles podiam ter colocado o Teveluisão no lugar do Gabriel, mas quiseram dar um foco a um menino vidrado em vieogame e não apenas assistindo a programas de TV. Quando o Teveluisão foi criado não existia videogame e não quiseram fazer adaptação ao personagem jogar videogame, achando mais conveniente criar um personagem novo. Também não focaram em jogos de computador porque em 1996 poucos tinham computador em casa e acesso à internet (que era recém-lançada) e não existia jogos online. Se fosse publicada hoje, provavelmente fariam essa adaptação também e poderiam colocar o Bloguinho no lugar no Gabriel.


A capa desse gibi ficou muito legal, apesar de fazer referência à hq de abertura, tem certa piadinha do Gabriel vendo aonde ficava a tomada dos "Balões". Só o cabelo que foi colorido marrom, diferente do miolo da história.

domingo, 23 de novembro de 2014

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 8

As capas da 'Revista Parque da Mônica' sempre faziam referência à história de abertura. Nessa, faz alusão à história "Delícias no Parque", que apresentou a "Praça de Alimentação da Magali" do Parque da Mônica. 

Mesmo com referência à história de abertura, mostra uma piada muito legal com a Magali com mais de 20 hambúrgueres e um refrigerante na mão, ainda queria a bandeja da Mônica. Capas com alusão à história de abertura eu acho boas assim, associando uma piada em cima da história de abertura. Fica bem mais criativa.

A capa dessa semana é de 'Parque da Mônica Nº 8' (Ed. Globo, Agosto/ 1993).


sábado, 22 de março de 2014

Mônica: HQ "Presente de aniversário atrasado"

Dia 21 de março é o aniversário da Mônica. Em homenagem à data, mostro uma história de como ela ganhou o Monicão no aniversário dela, que, inclusive, marcou a estreia do seu cachorro de estimação nos gibis há 20 anos. Ela tem 18 páginas e foi publicada em 'Parque da Mônica nº 15' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Parque da Mônica nº 15' (Ed. Globo, 1994)

É uma história interligada com a "Palhaço de festa" de 'Mônica nº 87' (Ed. Globo, 1994). Depois do Cebolinha e Cascão terem aprontado com a Mônica vestidos de palhaços no dia do aniversário dela, eles se dão conta que esqueceram de levar presente à Mônica naquele dia. Por causa disso, para amenizar a mancada, eles vão à procura de um presente atrasado.


Enquanto procuram, passam em frente a uma loja de animais e vê um cachorro na vitrine. Primeiro eles se assustam e ficam impressionados com o que viram. Logo depois, Cebolinha solta o olhar de quem está bolando um plano infalível. Cebolinha faz questão de comprar o cachorro misterioso para tirar sarro da Mônica e entra na loja para perguntar o preço. Ele se assusta com o preço, mas vai em casa e tira o dinheiro do cofrinho. O vendedor embrulha o cachorro deixando apenas as patas e os olhos de fora. Com isso, o público não vê a cara dele; apenas o Cebolinha e o Cascão haviam visto até então.


Na rua, Cebolinha diz que vai ser um presente inesquecível e o Cascão responde que inesquecíveis serão as coelhadas que vão levar. Então, Cebolinha planeja a 2ª parte do plano. Eles tocam a campainha da casa da Mônica e quando ela vai ver era um embrulho na porta, que ao abrir tinha um palhaço de mola com um papel, deixando a Mônica de cabelo em pé com o susto.

Nisso, chega a Magali perguntando o que houve e a Mônica diz que recebeu um convite do Cebolinha para a "caçada ao presente de aniversário atrasado". A principio, ela acha que é plano do Cebolinha, mas a Magali a convence a procurar porque seria divertido. Seria uma espécie de gincana. Elas teriam que procurar pistas e em algumas desvendar charadas delas, que seriam encontradas no Parque da Mônica todo e cada pista puxaria outra até encontrarem o presente. A primeira estava na catraca do Parque da Mônica.


Chegando lá, elas encontram a primeira pista, que diz que é para irem a primeira catraqueira e a Mônica falar em voz alta que ela é a gorducha das revistinhas que ela dará a 2ª pista. Muito irritada, ela fala saltando gargalhada de todos que estavam lá e a catraqueira dá a 2ª pista.

Essa pista nova informa que está num lugar que é uma loucura. Então, elas deduzem que tem que ir a "Casa do Louco". Lá, ele entrega a 3ª pista a elas. O bilhete informa que "a pista está escrita nas estrelas". Mônica e Magali vão ao "Brinquedão" para encontrar a próxima pista. Mônica encontra enquanto Magali foi fazer um lanchinho.


A próxima pista avisava que era de dar arrepios. Logo, elas foram até a "Tumba do Penadinho" para conseguirem a outra pista. Elas encontram o Penadinho recebendo o público, como de costume, e ao tentar tirar a pista da cartola não a encontra e vê que o Frank estava quase soando o nariz com ela, pensando que era lenço. Já com a pista nas mãos Mônica lê e diz que é melhor ir sozinha. Magali pega o papel das mãos dela e vê que era para ir na "Praça da Magali", a lanchonete do Parque.


Lá, Magali come 40 hambúrgueres, 30 cachorros-quentes e 10 sorvetes duplos. Aí Mônica se toca que na pista só falava em sanduíches e aí a Magali diz que já tinha encontrado faz tempo, mas aproveitou para comer porque estava com fome. Depois vão até o "Brinquedinho" e após ao "Sítio do Chico Bento" procurar uma pista em uma bolinha amarela onde só tinham bolinhas daquela cor.

Elas continuam a procura de outras pistas, percorrendo o Parque inteiro. Vão ao "carrossel do Horácio", "Área de Comunicação do Parque", e também ao "Teatro", em que o Chico Bento avisa que a pista está no "Cinema 3D". Mônica fala que a procura está dando canseira e a Magali diz que talvez o presente seja uma roupa e que a Mônica precisaria perder uns quilos pra caber nela, deixando-a braba.


Lá no "Cinema 3D" é informado que a pista final está na "Casa da Mônica" e elas acham ridículo dar tanta volta para o presente estar logo lá. E, de fato, encontram o Cebolinha e o Cascão lá. A Mônica acha o embrulho bonito e agradece os meninos. Eles falam que era para ela desculpar a demora do presente porque estavam procurando melhor algo com a cara dela. Ao abrir o embrulho, Mônica vê que o presente era um cachorro que se parecia com ela. 


Eles dão gargalhada dizendo que ele era um Monicão. Afinal, era baixinho, gorducho e dentuço. Quando falam que era dentuço, o cachorro não gosta e corre atrás deles. Descobrem que o Monicão tinha o mesmo gênio da Mônica. O feitiço virou contra o feiticeiro e eles correm para fugir dele e acabam levando mordida. Mônica adora o presente já que não a partir de agora tinha um bichinho de estimação e os meninos reclamam que terão que fazer 2 planos infalíveis: um contra a Mônica e outro contra o Monicão, terminando assim a história.


Uma história bem bacana, mostrando a estreia do Monicão há exatos 20 anos. Era para ser só uma brincadeira dos meninos para mexer com a Mônica e acabou sendo o bichinho de estimação oficial da Mônica. Deu pra notar que os meninos é que deram o nome de "Monicão" ao cachorro e a Mônica aceitou numa boa. Depois dessa história, Monicão voltou a aparecer em 'Mônica nº 91' (Ed. Globo, 1994), se tornando personagem fixo a partir de então. 

Por muitos anos, ficou marcado que a Mônica não tinha um bichinho de estimação. Ela é a única que não tinha e tiveram muitas histórias tratando sobre isso, até que ela ganhou o Monicão nessa história e todos os principais passaram a ter bichos. Aliás, em meados dos anos 70, a Mônica tinha um cãozinho chamado Napoleão, mas que não apareceu muito até cair no esquecimento. Eu mesmo nunca vi história da Mônica com o Napoleão. 


Legal essa história ser ambientada no Parque da Mônica que ainda teve a participação de personagens secundários. Os traços também são ótimos. Teve um pouco de propaganda dos brinquedos, mas até que foi de uma forma divertida e como o Parque tinha inaugurado há um pouco mais de 1 ano, até então (inaugurou em 25/01/93), serviu para os leitores se familiarizarem com os brinquedos. 

Nessa postagem não a coloquei completa. Vale lembrar que foi também um dos primeiros casos de histórias interligadas, dando referência a outra que passou do mesmo mês. Realmente, na história "Palhaço de festa", também de março/ 94. os meninos não levaram presente para Mônica, só foram aprontar com ela. Com isso, há 20 anos também temos histórias de aniversários de forma contínua, ou seja, todos os anos nos respectivos meses tem histórias de aniversários dos personagens principais. Nos primeiros anos a novidade era legal, mas depois se tornou repetitivo e cansativo por ser todo ano assim.


Interessante que no final tiveram erros de cores nas roupas do Cebolinha e da Magali, aparecendo o Cebolinha de camisa amarela e a Magali de vestido vermelho. Volta e meia apareciam esses erros nos gibis da época das Edioras Abril e Globo. Legal é que quando essa história foi republicada em 'Coleção Um Tema Só nº 37 - Mônica Aniversários II', em 2003, eles mantiveram os mesmos erros das cores. Na Globo, eles preservavam as cores originais nos almanaques, deixando bem parecidas e não alteravam os erros de cores, deixando tudo o mais parecido com as originais, como tem que ser.