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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Magali Nº 48 - Panini - 2019


Nas bancas a revista 'Magali Nº 48', da Editora Panini. Comprei essa edição e nessa postagem mostro uma resenha dela.

Lançada em abril de 2019, custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas e com 7 histórias no total, incluindo a tirinha final. A distribuição dos gibis até que está sendo mais rápida, desde março chegando na primeira semana do mês, os gibis mensais  desse mês chegaram no dia 3 de abril de 2019.

Esse gibi da Magali começa com a história "Os tios doidinhos da Magali", com 23 páginas no total, em que Magali e Cascão viajam para o litoral com os pais dela para visitar uns tios distantes da Magali, sendo que ao distanciar dos pais, Magali e Cascão se encontram com os tios sozinhos e percebem que eles não são normais e os tios chegam a confundir o Cascão como o escolhido da Cabra Suprema.

Trecho da HQ "Os tios doidinhos da Magali"

Achei uma história normal e como um todo não foi ruim. Podia ter um gás a mais, mas está valendo. Parece que agora eles vão investir em histórias da Magali junto com o Cascão, com eles viajando em algum lugar diferente e o Cascão se dando mal. Um novo estilo de histórias para os gibis da Magali, já que haviam feito uma assim em 'Magali Nº 40' de agosto de 2018.

A revista apresenta um grande erro na capa, onde o tio da Magali foi desenhado igual ao Piteco. Ao abrir a revista, ele é desenhado completamente diferente com cabelo e barba grandes e castanhos. Uma grande falta de atenção deles, a gente até pensa que o tio seria o Piteco ou algum descendente dele e quando ver a história não tem nada a ver. E para piorar que, nesse mesmo mês de abril, o gibi do Chico Bento também teve erro de capa colocando o primo Zeca na capa e ao folhear o gibi é o Zé da Roça que parece na história, e não o Zeca. Ou seja, 2 erros no mesmo mês que chamam bastante atenção. Abaixo, como aparece os tios da Magali durante a história:

Trecho da HQ "Os tios doidinhos da Magali"

Já o resto do gibi segue o estilo padrão dos gibis, traços e letras de PC. Histórias de secundários foram com Anjinho, Mingau e Pipa com Tina. Dessa vez não tiveram histórias de 1 ou 2 páginas, a menor foi com 3 páginas. De destaques, a história "Os mistérios dos ovos",com 6 páginas, em que a Magali compra ingredientes para fazer um bolo e os ovos se chocam e saem pintinhos sem a Magali ver e ela pensa que foi o Mingau que comeu os ovos. 

Trecho da HQ "O mistério dos ovos"

Tem também  a história "Textão", com 4 páginas, em que a Pipa escreve um texto enorme no "Feice" (Facebook) e demora pra responder os comentários, atrasando a Tina em seus compromissos. História voltada aos dias atuais envolvendo o cotidiano das redes sociais. Dá pra notar que os traços andam cada vez mais digitais, como pode ver principalmente no cabelo da Tina.

Trecho da HQ "Textão"

Termina com a história "Gato barulhento em noite tranquila" com 7 páginas , em que o Mingau atrapalha o sono da Magali. Toda vez que ela encosta o travesseiro ele apronta alguma coisa, impedindo Magali dormir. Típico de histórias atuais com Mingau junto com Magali, os traços no geral aceitáveis, porém tem momentos cm caretas exageradas sem necessidade, como vem saindo atualmente.

Trecho da HQ "Gato barulhento em noite tranquila"

Como podem ver, um gibi normal para a atualidade. Não foi ruim, mas também não tem aquele atrativo de antigamente. Segue o normal dos gibis da Magali, com poucas histórias envolvendo comida, são mais um plano de fundo para começar a desenrolar as histórias ou só comer rapidamente em algum momento sem aqueles absurdos das histórias antigas. Percebemos que teve 3 histórias do Mingau nesse gibi, que poderiam ter colocado alguma história da Magali exclusiva de comida em algumas dessas.  Os outros gibis do mês não vi nada de mais e não comprei nenhum, só esse mesmo. Aí fica dica de compra.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Capa da Semana: Magali Nº 34

Dia 27 de março é o Dia do Circo. Em homenagem, uma capa com a Magali atravessando um picadeiro do circo com uma cesta de frutas no chão. Se cair, pelo menos é em cima das frutas que ela tanto gosta. 

Capa dessa semana é de 'Magali Nº 34' (Ed. Globo, Outubro/ 1990).


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

HQ "Vocês sabem como foi o coquetel da Magali?"

Em fevereiro de 1989 era lançada a revista da Magali. Em homenagem aos 30 anos da sua revista, mostro uma história em que a Magali sumiu no coquetel de lançamento da sua revista. Com 9 páginas, foi história de encerramento de 'Magali Nº 7' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Magali Nº 7' (Ed. Globo, 1989)

A turma e os funcionários da MSP estão no coquetel de lançamento da revista da Magali, quando o Cebolinha vê o Mauricio perguntando onde estava a Magali, pois os jornalistas estavam quase chegando para a coletiva de entrevista. Cebolinha corre depressa, no caminho derruba um senhor e pisando o pé de uma mulher que já vai quebrado o pé, até chegar ao camarim que estavam a Mônica e Cascão, que na hora estava dando nó nas orelhas do Sansão.


Cebolinha pergunta onde estava a Magali e Mônica pergunta se não está com o Mauricio, enquanto bate no Cascão. Cebolinha diz que o Mauricio está aflito, pois os jornalistas já estão chegando e não dá para fazer lançamento da revista da Magali sem ela. Mônica diz que isso não está cheirando bem e Cascão diz que ele não tem nada a ver com o sumiço.


Os 3 saem da MSP e vão à procura da Magali. Perguntam para sorveteiro, pipoqueiro e em uma pizzaria se a viram, mas ninguém viu. Cebolinha acha que a Magali teve dor de barriga por causa do jeito que ela come e em seguida a turma vê vários restos de comidas no chão formando uma trilha. Eles seguem o rastro das comidas e vão parar em frente a uma caverna e ouvem uma risada.


A princípio Cebolinha e Cascão ficam com medo de entrar e avisam que vão ficar vigiando a retaguarda, mas quando a Mônica diz que não pensam na coitadinha da Magali, eles se arrependem e vão juntos à caverna. Chegando lá, era uma escuridão total, quando de repente lançam luzes direto neles. Quando veem era o Capitão Feio que estava por trás disso.


Mônica pergunta onde está a Magali e o Capitão Feio fala que está dentro do pacotinho da sua revista e eles vão para lá também, usando o seu miniaturizador. A turma fica pequenininha e Capitão Feio segura aos 3. Mônica morde a mão dele e conseguem se soltar. Mônica dá uma coelhada em um monstrinho de sujeira e faz os meninos voltarem ao tamanho normal com o miniaturizador.


Cascão pega a caixinha da revista onde tava a Magali. Capitão Feio tenta lançar raio de sujeira no Cascão, mas nunca funciona nele. Mônica dá uma coelhada no Capitão Feio e ele é derrubado. Mônica diz que vão soltar a Magali e voltar ao estúdio, quando o Capitão Feio fica triste, se lamentando que só queria uma revista dele também. Mônica diz para ele não ficar assim, quem sabe consegue um dia e ele até pensa em comportar bem e parar de poluir para ver se consegue.

No final, a turma volta ao coquetel, são realizadas as entrevistas com os jornalistas e depois todos vão para outra sala para o coquetel com  muitos doces e frutas. Quando chegam lá, Magali já havia passado a frente e comeu tudo do coquetel sem sobrar nada para ninguém.


Uma história muito legal e criativa demais mostrando os bastidores do coquetel de lançamento e divulgação da revista da Magali para imprensa. Muitos meios de comunicação fazem essa reunião com jornalistas para divulgar os produtos e aconteceu isso com a revista da Magali em 1989. Naquela época a criatividade dos estúdios era enorme, tudo era inspiração de roteiro de histórias e, com isso, tínhamos histórias assim envolvendo tudo, até coquetel de revista.


Os traços excelentes do estilo consagrado. Legal ver a turma procurando a Magali através de sorveteiros, pipoqueiros que seria a forma mais fácil de encontrá-la. Sempre bom também ver o Capitão Feio envolvido nas tramas da turminha, dessa vez seu plano não foi para sujar o mundo e sequestrou a Magali apenas por inveja de ela ter ganhado a sua revista, e não ele. Excelente a referência da caixinha que veio acondicionada a revista "Nº 1", o que marcou muito o lançamento da revista. Boa ideia de ele prender a Magali dentro da caixinha. Pena ela ter aparecido mesmo só na última página, mas foi importante para o roteiro da história.


Chama a atenção dessa vez o esconderijo do Capitão Feio em uma caverna ao invés do esgoto. Quem sabe, foi um vestígio de politicamente correto de ter colocado caverna como uma experiência que não seguiu em frente. O Capitão Feio, de fato, não teve revista mensal própria, mas acabou ele tendo uma edição especial do título "Turma da Mônica Extra Nº 3" da Editora Panini em 2009, mesmo sendo republicações, já é alguma coisa, fora alguns almanaques temáticos com Cascão republicando só histórias com ele.

Capitão Feio, aliás, apareceu pouco em gibis da Magali. Em toda a sua trajetória, podiam ter feito mais histórias com ele enfrentando apenas a Magali. Essa história podia ter saído na edição "Nº 1" ou "Nº 2" para ser mais perto do lançamento real. Essa edição "Nº 7" já foi de agosto de 1989, mas mesmo assim a ideia foi válida. Não seria publicada hoje por causa de sequestro de personagem e mais uma vez a palavra "Droga!" sendo falada, era algo cotidiano na época e hoje proibida nos gibis.


A revista da Magali foi muito boa no início, teve um ar diferente, devido todo o processo, desde colocarem histórias solo dela nos gibis da Mônica, ter a campanha da série de histórias com greve de fome para ela ter revista, assim como os personagens novos como Mingau, Dudu, Quinzinho, Tia Nena e Tio Pepo e a caixinha de papelão na "Nº 1" (hoje rara de se achar essa caixinha). As 200 primeiras edições são inesquecíveis, mas com o tempo por causa do politicamente correto foi decaindo aos poucos, primeiro começando com excesso de histórias com Mingau, depois Magali sem a fome exagerada e sem os absurdos por causa disso, muitos contos de fadas no lugar, inserção de histórias de personagens secundários como Penadinho, Tina, etc, para encher linguiça, tem edições que nem se menciona em comida, tudo isso estragou. 

Capas dos gibis da Magali Nº 1 ao Nº 14 (1989)

Hoje em dia não tem aquela graça e encanto que era antes, se comparar a edição atual desse mês, é completamente diferente do que quando começou. De qualquer maneira, é uma grande marca 30 anos de gibis em circulação e vale ser comemorado.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Magali: HQ "Doidinha pra ir à escola"


Fevereiro é mês de volta às aulas, então mostro uma história de quando a Magali foi à escola por um dia por conta própria. Com 10 páginas no total, foi história de abertura publicada em 'Magali Nº 136' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Magali Nº 136' (Ed. Globo, 1994)

Nela, Magali acorda os pais de manhã, vestida com uniforme da escola do bairro, entusiasmada como primeiro dia de aula como sua amiga Márcia falou. A mãe da Magali, Dona Lili, pergunta quem disse que ela vai à escola. Magali responde que foi ela, quando falou que logo, logo vai e Dona Lili diz que se referiu ao ano que vem quando fizer 7 anos de idade e que a Márcia vai porque é mais velha que ela.


Os pais voltam a  dormir e Magali fica triste na sala vendo pela janela as crianças irem para a escola, menos ela. Até que ela tem ideia de ir lá assim mesmo, sem nem estar matriculada e corre para chegar a tempo. Chegando lá, fica emocionada ao entrar na escola e se espanta com tanta criança no pátio. Uma professora avisa para que as crianças do primeiro ano entrem em uma fila e Magali vai até lá e encontra a sua amiga Márcia e vão estudar na mesma classe.


Na sala de aula, elas sentam uma ao lado da outra e chega a professora Iara, que faz a chamada para eles levantarem a mão e poder conhecer os alunos. Todo mundo é chamado, menos a Magali e Márcia estranha e Magali diz que acha que esqueceu.

A professora fala que eles vão aprender a ler, escrever e a contar e também se alguém tem uma pergunta para fazer e Magali pergunta quando é a hora do recreio e Iara diz que mais tarde. Começa a aula e Iara pergunta que letra ela escreveu no quadro. Todos falam que é a letra "A" e Iara manda falarem uma palavra que começa com a letra "A". Os alunos falam abacaxi, amora e abobrinha, dando tentação para Magali comer e então Magali dá uma lista de comidas com letra "A" para acabar a tortura ir para o recreio.


Iara diz que recreio é mais tarde e vai para aula de Matemática e propõe um problema que tinha maçãs. Magali interrompe para a professora dar maçã para ela. Iara diz que é um faz-de-conta e continua com o problema, que tem uma maçã, ganha mais 3 e depois dá 2 pro Joãozinho. Magali interrompe perguntando por que dá para o Joãozinho e não para ela, que está com mais fome que ele. Iara manda Magali parar com isso e ela diz que não tem culpa que ela só fala de comida o tempo todo. Iara desenha uma maçã no quadro e Magali avança no quadro para tentar devorar a maçã desenhada e a professora, com medo, antecipa o recreio.


No pátio, Márcia pergunta o que Magali trouxe de lanche e aí ela se dá conta que a lancheira estava vazia porque a mãe continuou dormindo e não preparou o lanche e fica sem saber o que fazer. Magali vê a Márcia comendo pão com queijo e Márcia oferece uma mordida e Magali dá uma tão grande comendo quase todo o sanduíche. Em seguida, Magali pede para provar o lanche dos outros alunos e acaba comendo todos os lanches deles. Magali se empolga e come os lanches de todos do pátios e vai atacar a cantina da escola, causando um grande terror. A diretora é chamada as pressas e vê tudo e Magali é levada para a secretaria da escola.


Magali leva uma bronca e ela diz porque estava com fome. A diretora diz que vai começar o ano levando zero de comportamento e procura o nome dela na lista dos alunos. Quando olha, estranha que não tem nenhuma Magali no primeiro ano B, nem no A e nem no C e a professora Iara pergunta foi feita a matrícula dela. Magali diz que não se matriculou ainda, só estava lá para experimentar se a escola era boa e as professoras exigem a presença dos pais lá.


No final, os pais vão ate lá e levam a Magali embora. Magali se despede da Márcia que não está mais na escola e Márcia comemora por não estudarem mais juntas. Em casa, Magali fica de castigo de frente para parede e Seu Carlito fica com pena que a Magali só queria ir para a escola e vai ter que esperar um ano inteirinho para ir. Dona Lili, então, tem ideia para que a Magali não sinta falta da escola naquele ano. Toda vez que for servir comida em casa, ela toca um sino dizendo que é hora do recreio.


Essa história é muito engraçada, interessante a vontade da Magali querer ir á escola mesmo sem ter idade para ir. A princípio nem seria ir só para comer no recreio, mas devido às circunstâncias, acabou  só pensando em comida, como sempre. Foi muito engraçado durante a aula só falar coisas relacionadas à comida, dando tentação para a Magali, querer comer quadro negro porque tinha maçã desenhada e ela comer os lanches dos coleguinhas e da cantina no recreio como um monstro foi hilário. 

Se pensar, Magali estava em jejum desde que acordou, pois não tomou café da manhã por ter ido escondida para a escola e não levou o lanche, pois a mãe continuou dormindo, aí com a tentação durante a aula e vendo os outros comendo na frente dela, o jeito foi atacar os lanches dos outros. Isso que era engraçado nas histórias dela.


Interessante a Magali ter uniforme escolar mesmo sem estar matriculada. Essa história é impublicável por conta dos absurdos da Magali comendo os lanches dos colegas, dando constrangimento a eles, fora comer quadro negro e também por ter desobedecido os pais de ir á escola sozinha. Magali também no "cantinho do castigo" também não é aceito pela patrulha do politicamente correto os pais darem castigo assim nem bater nos filhos.


Na MSP, os personagens principais não iam para a escola por conta da idade. Eles tinham 6 anos de idade e colocavam só eram permitidos entrarem para a escola a partir dos 7 anos na primeira série.  Já o Chico Bento por ter 8 anos foi para escola, sendo que ultimamente ele não é mais um mal aluno que tira zero, hoje é tudo mais voltado ao politicamente correto. Com isso, tinham algumas histórias com personagens com desejo de ir para escola como essa da Magali. 

Depois, por causa do politicamente correto e reclamação dos pais pelos personagens não irem à escola, a MSP passou a colocar que os personagens tinham 7 anos, e, assim, permitindo estudar. A estreia dos personagens na escola foi já na Editora Panini na história "Aniversário na escola" de Mônica Nº 3' de 2007. Só que não deu muito certo histórias dos personagens na escola, como não podem aprontar, ficou algo muito didático. Então, as histórias se passam fora do horário de escola e quando necessário inserem algum diálogo sobre o que viram na aula para demonstrar que eles estão na escola.

Na verdade, nem deviam ter essa ideia de que só podiam entrar na escola com 7 anos. Na vida real, as crianças fazem Jardim e C.A (atual primeira série) aos 6 anos de idade e então os personagens na época podiam estar no C.A. tranquilamente. Provavelmente não tinham histórias assim porque o Chico já dava conta do recado com as suas brilhantes histórias na escola e com a turma iam ficar meio repetido os roteiros.


Os traços nessa história ficaram excelentes, muito caprichados e, por curiosidade, essa história foi publicada em setembro, fora de período de volta às aulas, Até podiam colocar em fevereiro ou agosto, mas na época não tinham preocupação de história em mês exato de datas comemorativas e colocavam na data que bem entendiam. A personagem Márcia só apareceu nessa história. Não podiam colocar um personagem da turminha por todos terem 6 anos e ninguém tinha 7 anos na época e outras como a Aninha já seria mais velha pra estudar na mesma classe da Magali.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 49

Uma capa apenas com desenho bonito em clima de verão e férias, com a Mônica e Magali em uma praia, com Magali tocando tambor e Mônica dançando hula-hula. Fica na imaginação do leitor se elas estão no Havaí ou apenas uma praia normal, já que nos primeiros números da Mônica na Globo tinham muitas capa com ela viajando para vários lugares.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 49' (Ed. Globo, Janeiro/ 1991).


domingo, 23 de dezembro de 2018

Capa da Semana: Magali Nº 326

Eram muito comuns capas com os personagens caracterizados como Papai Noel em um trenó adaptado para a sua característica. Assim, nessa capa, Magali está no seu trenó formado por uma cesta de frutas e ao invés de distribuir brinquedos, ela distribui frutas para a criançada. Muito criativa e bem caprichada.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 326' (Ed. Globo, Dezembro/ 2001).



domingo, 9 de dezembro de 2018

Magali: HQ "O doce de mamão"


Nessa postagem mostro uma história lançada há exatos 30 anos de quando a Magali adquiriu uma superforça após comer um bolo de mamão, ficando mais forte que qualquer super-herói e inclusive mais forte que a Mônica. Com 7 páginas no total, foi história de miolo de 'Mônica Nº 24' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 24' (Ed. Globo, 1988)

Começa com a Magali na casa da Mônica, elogiando o bolo de mamão que a mãe da Mônica tinha feito e por ter gostado tanto pede a receita para Dona Luísa. Depois, Magali vai embora com o papel da receita e se esbarra com um homem que também estava segurando um papel. O homem dá uma bronca por ela não olhar por onde anda, Magali se desculpa e cada um pega um papel no chão, sem saber que foram trocados.


Magali chega em casa e prepara o bolo de mamão. Ela estranha os ingredientes com muitos produtos químicos, mas prepara assim mesmo. Depois que fica pronto, ela come o bolo inteiro com bandeja de uma vez só, sente uma dor de barriga, que passa logo e acha delicioso. Em seguida, resolve ir para a  rua e a porta é derrubada só com o toque que a Magali dá e ela comenta que o seu pai precisa parafusar a porta direito.


Na rua, Magali cumprimenta a Mônica e faz sacudir toda, deixando Mônica tonta. Magali fala que Mônica está leve e precisa se alimentar melhor. Depois, Cebolinha e Cascão pedem para Magali chutar a bola que eles estavam jogando e quando ela chute,a força é incrível e a bola vai parar longe na velocidade de um meteoro. 

Os meninos acham o máximo e Cebolinha fala que ela está superforte. Magali acha bobagem e ao tocar neles, vão parar voando longe.  Eles voltam e acham maravilhoso porque a Magali pode derrotar a Mônica e ser a nova dona da rua e eles os seus braços direitos. Magali não aceita porque a Mônica é amiga dela e eles inventam que a Mônica a chamou de magricela para jogar uma contra a outra e ter o plano infalível em prática.


Magali vai tomar satisfação com a Mônica, a chama de falsa e ao tentar bater na Mônica, o efeito  da fórmula acaba e a Magali se machuca ao tentar dar soco na Mônica, que corre falando que não queria machucar e não entende como foi acreditar em uma coisa dessas. Magali vai atrás, se desculpa e diz que foi boba cair na conversa do Cebolinha e Cascão. Mônica, então, bate nos meninos e elas voltam a  ser amigas, com Magali comentando que o bolo deu dor de barriga e não vai mais fazer outro.

No final, é mostrado o que aconteceu com o cientista que levou o papel do bolo que a Magali tava carregando. O professor cientista fica lamentando que a sua fórmula de ficar forte fracassou. O amigo diz que não falhou, que apesar de ninguém ficar forte, o Conselho de Ciências adorou o bolo de mamão, foi nota Dez.


Essa história é muito boa da Magali ficar forte ao ter trocado a receita de bolo de mamão com uma fórmula para ficar superforte e Cebolinha e Cascão terem aproveitado  a situação pra fazer um plano infalível para Magali derrotar a Mônica. Era comum histórias de planos improvisados a partir de uma situação que acontecia do nada, ainda assim, dando errado no final ,como toda história de plano infalível. Era normal também histórias com a Magali passando sufoco ao preparar bolos ou alguma comida, principalmente a comida se transformando em monstro causando terror para ela.


É completamente cheia de absurdos como a Magali não ter reparado que a letra do papel estava diferente, ela ter todos os ingredientes químicos na despensa de casa, não ter visto que não são coisas de um bolo comum e ainda ter formado um bolo normal, além das coisas que ela faz como derrubar porta com um toque só e o que faz com os seus amigos. Isso que se tornava legal nos gibis antigos, hoje em dia absurdos assim são evitados nas histórias.


Engraçado também a Magali comer o bolo todo com bandeja e tudo de uma só vez e também a cara que ela fez ao sentir dor de barriga logo após comer o bolo e passar imediatamente. Incorreta a parte da Magali mexendo sozinha com fogão, hoje em dia, criança mexer com fogão nos gibis, nem pensar. Interessante eles colocarem também o final do homem que levou a receita verdadeira do bolo de mamão. Não foi revelado os ingredientes da fórmula do cientista, ficando na imaginação dos leitores qual era essa fórmula que deixava as pessoas com uma superforça.


Os traços muito bons, típicos de histórias de miolo, destaque para a franja da Magali, com um a arte-final mais fina quando  tinha esse estilo de traços. Muito bom relembrar essa história  É da época que a Magali não tinha gibi próprio e apareciam histórias solo nos gibis da Mônica, até como forma de divulgação da personagem, que teria a estreia de seu gibi em fevereiro de 1989. Nessa época, estava acontecendo a campanha "Eu quero um gibi só da Magali" com os preparativos do lançamento do seu gibi e teve uma série de histórias em que ela fez greve de fome para ter o seu gibi. Nesse gibi da Mônica Nº 24 teve a 2ª parte da história da campanha. Para saber mais sobre essa campanha, que está completando 30 anos, clique AQUI E AQUI.

sábado, 10 de novembro de 2018

Tirinha Nº 60: Magali

Magali é capaz das coisas mais absurdas para poder comer. Nessa tirinha, em mais um dia com muita fome, ela consegue transformar um Sol em um pirulito só desenhando um cabo com um lápis. Coisas do mundo dos quadrinhos que se torna tão divertido.

Tirinha publicada originalmente em 'Magali Nº 33' (Ed. Globo, 1990).


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Capa da Semana: Magali Nº 136

Nessa capa, enquanto a Mônica mostra as flores decorando a sua janela, a Magali mostra frutas na janela dela. Resta saber quanto tempo vai durar as frutas lá com a  Magali, já que ela já estava com intenção de devorar. 

Interessante que ficou como se as meninas fossem vizinhas em um prédio pequeno de poucos andares. Pelo visto fizeram desenho assim para evitar de fazer uma capa dividida em 2 quadros, pois situações assim saíam mais em tirinhas.

Capa dessa semana é de 'Magali Nº 136' (Ed. Glbo. Agosto/ 1994).


domingo, 12 de agosto de 2018

Capa da Semana: Magali Nº 83

Em homenagem ao Dias dos Pais, uma capa com a Magali em uma pescaria com o seu pai, Seu Carlito, em que cada peixe que ele pescava, a Magali comia em seguida, não sobrando nenhum peixe depois que eles pescaram. 

Magali chegou a ficar barrigudas de tanto peixe que comeu. Embora, ela come, come e não engorda, mas deixaram barriguda dessa vez pra dar esse sentido que comeu vários peixes na pescaria. O Seu Carlito tinha hobby de pescaria e um sítio no interior para passar com a família e isso era explorado nos gibis de vez em quando e era bom essa característica para diferenciar dos outros personagens,

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 83' (Ed. Globo, Agosto/ 1992).


domingo, 5 de agosto de 2018

Magali: HQ "A escrava"

Mostro uma história em que a Magali sem querer salvou a Terra de ser escravizada por extraterrestres. Com 6 páginas no total, foi publicada em 'Magali Nº 6' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Magali Nº 6' (Ed. Globo, 1989)

Nela, 2 extraterrestres estão a caminho de um planeta azul à procura de um povo calmo, submisso e trabalhador para que sejam escravos no planeta deles. Logo é descoberto que eles estão indo a Terra para transformar todos em escravos. 



Chegando lá, eles lançam um raio transportador pra levar até à nave deles e um habitante aleatório. É mostrado uma visão dos habitantes da Terra e o narrador-observador comenta que a Terra tem 5 bilhões de habitantes e teria que ter muita sorte ou azar para ser atingido pelo raio dos extraterrestres. O raio acaba conduzindo a Magali até à nava deles. Ela não entende porque está subindo e para onde está sendo levada, quer ir para sorveteria e pede socorro.


Magali chega à nave e os Extraterrestres fazem análise do seu porte. Eles veem que ela é um filhote, sexo feminino, 6 anos de idade, boa massa encefálica, dotada de raciocínio, boa dentição e boa saúde. Não gostam que tenha só 2braços, mas alegam que os cientistas podem resolver. Magali não entende o papo e pergunta quem são eles e um ET diz que não é permitido escravo falar com os seus senhores. 

Magali os chamam de malucos e um deles diz que eles têm que resolver esse gênio indolente e um bom trabalho de condicionamento resolve isso. Os alienígenas levam a Magali para uma cápsula para testar a resistência dela. Magali resiste bem ao calor, ao frio e à umidade e eles concluem que os terráqueos têm boa capacidade de adaptação e darão bons escravos.


Em seguida, o estômago da Magali ronca alto e ela diz que está faminta por não ter ainda comido nada na historinha e eles acham que é uma ótima oportunidade para estudarem a alimentação dos seres da Terra. Um ET avisa que uma cápsula do pote de vidro gigante deles equivale a uma refeição. Magali corre em direção dele e toma todas as pílulas do vidro de uma só vez. Não fica satisfeita e corre pela nave atrás dos outros potes de pílulas. Os extraterrestres ficam desesperados com a Magali acabando com a dispensa deles e acabam tomando o pote da mão dela e ficam correndo pela nave para ela não pegar.


No final, os alienígenas devolvem a Magali para a Terra concluindo que não daria para manter escravos que se alimentam daquele jeito porque comeriam mais do que produziriam e eles saem da Terra com a nave à procura de outros seres para escravizar. Magali fica braba porque agora a historinha estava boa e aí acaba. Não satisfeita, ela vai para casa e pergunta mãe se demora muito para o almoço ficar pronto. Ou sejam as pílulas não foram suficientes para saciar a fome e precisa comer mais.


História bem legal, mostrando como extraterrestres queriam escravizar os humanos, dava tudo certo se não escolhessem a Magali com sua fome exagerada para fazer os testes. Eles pensavam que todos os humanos comiam do jeito que ela comia e desistiram de escravizar a Terra. Bastava fazerem testes com outras pessoas e veriam que nem todos tem a fome dela. Por outro lado, também poderiam ver que nem todos tem a saúde e a resistência da Magali, como eles desejavam. Cada um tem seu organismo.

Gostava de histórias com alienígenas, sempre rendiam boas aventuras e os personagens salvavam a Terra de acordo com a sua personalidade. Nessa, a gula da Magali que ajudou. Engraçado ver a Magali comendo todo o estoque de pílulas deles e ainda assim não ficando satisfeita. Ela comeu o suficiente pra alimentar boa parte da população da Terra e ainda queria mais. Falando em população, interessante ver que em 1989 a Terra tinha 5 milhões de habitantes, hoje em dia já somos mais de 7 bilhões. Além disso, o letrista errou ao colocar "milhões", devia colocar "bilhões". Apenas um ET que teve o seu nome divulgado, o Gorat da esquerda.


Os traços muito bons como sempre na época.  Interessante o narrador falar a palavra "azar" tranquilamente e hoje em dia ia ter alteração nisso, mudando para "má sorte" ou "falta de sorte" para atender o politicamente correto.