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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Capa da Semana: Almanaque da Magali Nº 18

Uma capa em clima de Copa do Mundo com a Magali e a turma animadas na torcida do Brasil no jogo e os pompom de torcida da Magali são 2 cachos de banana, bem a cara dela. Resta saber se vai durar até terminar o jogo.

De curiosidade é que foi lançada em setembro e podia ter saído na edição "Nº 17" de junho, que era a época certa de Copa do Mundo. Na época eles não tinham preocupação com datas certas, colocavam quando bem entendiam, aí saiu atrasada, só coincidiu mesmo o ano da Copa do Mundo 98.

Capa dessa semana é de 'Almanaque da Magali Nº 18' (Ed. Globo, Setembro/ 1998).


domingo, 27 de maio de 2018

Capa da Semana: Magali Nº 62

Uma capa bem interessante e bem bolada, com peixes formando uma cadeia alimentar, com cada um maior atrás prestes a comer o outro da frente e Magali logo atrás prestes a comer todos eles de uma só vez.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 62' (Ed. Globo, Novembro/ 1991).


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Magali: HQ "Enfeite de bolo"

Mostro uma história que a Magali encolheu para poder comer os enfeites do bolo de aniversário da Denise. Com 13 páginas no total, foi história de abertura publicada em 'Magali Nº 172' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 172' (Ed. Globo, 1996)

Nela, a turma toda está na festa de aniversário da Denise e ficam admirados com o bolo da festa cheio de enfeites em miniaturas de princesa, rei, bruxa e outros. Denise diz que foram feitos de marzipã e Magali fica interessada porque pode comer os enfeites.


Magali se prepara para pegar um enfeite quando Denise interrompe, dizendo que ela não vai comer os enfeites e estragar o bolo, pois tá muito longe de cortar o bolo. Carminha FruFru diz que a Magali está com inveja porque no bolo de aniversário dela não tinha enfeite nenhum. Magali diz que tinha enfeite só que ela comeu tudo antes da festa.


Denise fala que é para Magali se contentar com os doces da festa e oferece um docinho paralela. Magali se prepara para atacar o prato de doces e Denise diz que é para pegar apenas um. Magali fala que não gosta de ir a festa de gente regulada e Mônica responde que tem que sobrar par aos outros. Magali ainda reclama que não se contenta com apenas um docinho, só se fosse uma formiguinha para poder comer pouco e fica satisfeita.


Magali lembra que o Franjinha é vizinho da Denise e que ele estava na festa e deixa o laboratório destrancado. Então, Magali vai até o laboratório dele e usa a máquina encolhedora para ficar pequenininha. Depois de meia hora, Magali volta para a festa e entra por debaixo da porta. sobe nas fitas das bolas de aniversário e consegue chegar ate o o bolo da festa.


No bolo, Magali se prepara para comer um morango, quando Carminha FruFru fala para a Denise que tem um inseto no bolo. Magali se esconde em uma casinha de enfeite pagando a princesa de enfeite e se veste com a roupa de princesa e surge no bolo como se fosse um enfeite. Elas veem o bolo e não vê inseto e Carminha estranha a princesa feia que não tinha visto antes e Denise reclama para não pôr defeito no bolo.


Elas vão embora e Magali se prepara para comer um patinho, quando aparece a Cascuda na festa e Denise a convida para ver o bolo. Denise estranha a princesa estar no lago porque não estava lá antes e põe a Magali no lugar que estava apertando a sua cabeça, deixando com dor. Após irem embora, Magali consegue comer o patinho, morangos, árvore e quando estava prestes para comer o príncipe, aparece Lucinha para ver o bolo.


Denise estranha a princesa estar fora do lugar de novo e acha que alguém está mexendo no bolo. Carminha FruFru diz que pode ser a Magali. Denise procura por debaixo da mesa. Mônica diz que ninguém chegou perto do bolo, deixando Denise irritada e trata logo de cortar o bolo para a Magali não estragar o bolo.


A turma canta os Parabéns e quando Denise ia corta ro bolo, eles dão ideia de comer primeiro os enfeites. Cada um pega um enfeite e a Carminha pega a princesa Magali. Pra não ser comida, Magali morde o dedo da Carminha e consegue pular para o bolo. Carminha diz que o enfeite mordeu. Falam que é besteira porque é só um enfeite de marzipã, mas logo veem que a princesa estava viva ao correr pelo bolo e se esconder no castelo.



Cebolinha pergunta onde Denise comprou os enfeites e ela diz que a princesa está parecendo familiar e ao pegar a lupa vê que era a Magali. estranham como ela conseguiu ficar em miniatura e passam a pôr as mãos no bolo para tentar pegá-la, mas Denise impede porque fica estragando o bolo.

Nessa hora, Franjinha aparece dizendo que foi em casa e mexeram na máquina encolhedora dele. Magali diz que está arrependida, só queria encher a barriga de marzipã. Denise diz que Magali queria era estragar o bolo dela e manda o Franjinha fazer voltá-la ao normal. Franjinha põe o  seu ampliador portátil em cima do bolo e quando Magali volta ao normal fica em cima do bolo, destruindo todo e Denise chora reclamando que de um jeito ou de outro sempre consegue estragar a festa dela, terminando assim.


História legal com a Magali com seu plano infalível de comer os enfeites do bolo da Denise sem que ninguém veja, mas acabou sendo descoberta. Gostava da Magali com essas ideias só para poder comer, afinal ela era capaz de tudo para comer rendendo histórias muto boas com isso. Acabou estragando o bolo, mas se o Franjinha tivesse tirado a Magali antes de ter colocado ampliador isso não tinha acontecido. Nisso não foi culpa dela.


Era comum na época ter histórias com os personagens encolhendo. Acontecia por vários motivos, sendo mais comum alguma invenção. Curiosamente essa máquina encolhedora do Franjinha já havia sido 2 vezes antes, nas histórias "Um amor de ratinho" (Mônica Nº 99 - Ed. Abril, 1978) e "O pequeno Cascão" (Cascão Nº 29 - Ed. Abril, 1983). Então, essa história da Magali foi a volta dessa invenção do Franjinha e uma homenagem aos clássicos da Editora Abril.


Os traços muito bons, bem típicos dos anos 90. A Denise ainda não tinha traços definidos, ainda aparecendo em cada história com visual diferente. Também não tinha personalidade definida, mas nessa história ela apareceu metida um pouco parecida como é atualmente. Nessa edição Denise fez aniversário em janeiro, mas na Panini , ela já fez aniversário em junho, como nas edições "Nº 6" de 2007. Curioso também o Franjinha como vizinho da Denise. Mas como não tem sequência cronológica na Turma da Mônica, isso não foi mais falado depois. 

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 38

Uma capa com a Mônica e Magali como garçonetes da praça de alimentação do Parque da Mônica com a Magali comendo um supersanduíche da lanchonete enquanto a Mônica está se virando para atender todos os clientes sozinha. Apesar de fazer alusão à história "Atrás do Balcão", ficou uma piada bem legal. Sempre que tinham oportunidade, procuravam colocar alguma piada em capas com alusão à história de abertura nos gibis antigos.

A capa dessa semana é de 'Parque da Mônica Nº 38' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1996).


domingo, 4 de março de 2018

Capa da Semana: Magali Nº 104

Uma capa com Magali fazendo a sua versão de apresentação de pôr fogo na boca, sendo que com ela foi colocar linguiça, churrasco e frango assado bem quentes na boca para comer com gosto. Bem criativa.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 104' (Ed. Globo, Junho/ 1993).


sábado, 17 de fevereiro de 2018

Tirinha Nº 55: Magali

Nessa tirinha, a Magali fica bem nervosa quando descobre que o bolo que a Mônica havia preparado era um bolo de barro por ter comido tudo. Uma daquelas situações que a Magali comia o que via pela frente sem se importar o que era e só depois que se toca o que comeu, se dando mal com isso. Era legal ver as situações constrangedoras da Magali por causa da sua gula.

Tirinha publicada originalmente em 'Magali Nº 59' (Ed. Globo, 1991).


domingo, 4 de fevereiro de 2018

Cascão: HQ "A Supersede"

Mostro uma história de quando o Capitão Feio usou a Magali para acabar com toda a água do planeta Terra. Com 13 páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 89' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cascão Nº 89' (Ed. Globo, 1990)

Começa com o Cascão caminhando na rua quando encontra o Cebolinha e o cumprimenta. Mônica aparece e cumprimenta o Cascão com a outra mão e logo em seguida Xaveco e Franjinha seguram os seus pés, sem Mônica e Cebolinha soltarem as mãos. Eles falam que era um dia especial para eles cumprimentarem desse jeito e levam o Cascão até à beira do rio.


A turma joga o Cascão no rio cheio d'água, mas quando ele cai o rio seca de repente. Foi por causa da Magali que bebeu toda água de uma vez só com um canudo gigante. Cascão sai do rio e beija a Magali por ter salvo do banho e a turma quer satisfação dela do motivo de beber tanta água, já que ela era comilona mas não beberrona e que estragou o plano infalível de dar banho no Cascão. Magali diz que não sabe, que de repente deu uma grande sede e que não pôde controlar.


Os meninos vão embora depois do plano fracassado e Cascão sai também falando que eles são traidores e quer ficar longe deles até acabarem com mania de darem banho nele e fica só Mônica e Magali, que pede desculpas por ter estragado plano contra o Cascão. Então, aparece um carteiro misterioso entregando uma encomenda de salgadinhos. Depois de assinar a encomenda, Magali comenta para a Mônica que é a segunda vez que ela recebe salgadinhos naquele dia e que deve ser de um admirador secreto e imagina ser do fofo do Quinzinho da padaria, e come todos os salgadinhos do pacote de uma só vez, sem se importar se Mônica está servida ou não.


Assim que acaba de comer, Magali fica uma sede incontrolável, maior do que a outra vez. Então, ela passa a correr pelo bairro do limoeiro atrás de água. Primeiro ela toma toda a água da fonte da praça, a água da piscina de um clube, deixando ocara cair de cabeça com a piscina seca ao dar o mergulho.de trampolim. E, pra finalizar, Magali bebe todo o reservatório da cidade, quando fica saciada, deixando assim todo o bairro sem água, inclusive Cebolinha saindo só de toalha pela rua, vasculhando as torneiras para ver se dava para tirar o sabão do corpo, já que faltou água bem na hora do banho dele.


Cascão aparece todo contente que estava sem água no bairro e comenta que agora eles não dão banho nele mesmo. Mônica fala que foi culpa da sede exagerada da Magali e logo em seguida lembra assustada dos salgadinhos misteriosos que ela comeu e que devem está dando essa grande sede. Mônica deduz que alguém quer que Magali beba muita água e nada não comer mais nenhum salgadinho. nessa hora, aparece o Capitão Feio perguntando se ela vai resistir.


Capitão Feio diz que foi ele quem enviou os salgadinhos para a Magali e o carteiro era o um dos seus monstrinhos de sujeira disfarçado. Ele conta também que os salgadinhos forma desenvolvidos em seu laboratório om intenção de dar uma sede danada em quem come e que na Magali potencializa mais esse efeito por ela ser gulosa demais. Magali diz que não gostou da brincadeira e que não vai comer mais nenhum salgadinho, apesar de serem gostosos e diferentes. 


Capitão Feio diz que os salgadinhos foram só para testar e que ele preparou uns torresmos com um alto teor se sódio, que vai dar uma sede insaciável em qualquer pessoa e se a Magali comer não vai sossegar enquanto não beber toda a água do mundo, imaginando ela bebendo de canudinho toda a água do mar e rios inteiros, até que o planeta todo fique sujinho, com ele reinando como Rei Feio I e Único e todos vão ser escravos deles ou não terão o mínimo de água para sobrevivência.


A turma acha o plano diabólico e sabem que é capaz da Magali beber tudo mesmo e Capitão Feio comenta com Cascão que vai ficar tudo do jeito que eles gostam, com banho e limpeza nunca mais. Magali diz que não vai comer nenhum torresminho e Capitão Feio faz tentação para Magali falando que além de concentrados são gostosos e ela não vai resistir, segurando um torresminho na mão, fazendo questão de ela sentir o cheiro.


Magali corre pra comer um torresminho quando Mônica lança o Sansão e faz o saco cair na lama. Capitão Feio fica uma fera, mas ainda sobrou um torresminho com ele que já era o suficiente para Magali ter a sede insaciável e amarra Mônica e Cebolinha em um raio de sujeira dele para eles não atrapalharem o plano. Capitão Feio lança o torresminho no ar para Magali comer e fazer a grande conquista da Terra para ele, quando Cascão se intromete e come o torresminho no lugar da Magali.

Capitão Feio fica muito brabo, chama o Cascão de idiota e quer saber por que ele fez isso. Cascão diz que os amigos deles não podiam viver nesse mundo seco que ele queria. Capitão Feio diz que são os mesmos amigos que quiseram dar banho nele e comenta que desiste de entender os humanos estúpidos e volta para o esgoto para planejar um novo estudo para atacar de novo. 


No final, a turma fica contente com a atitude do Cascão de salvar todos e diz que não vai mais dar banho nele, pelo menos enquanto não parecer uma nova oportunidade, e falam para o Cascão pedir qualquer coisa a eles. Nessa hora, o torresminho faz efeito e dá sede no Cascão e ele toma água de um canudo longe do balde para não se molhar, com Mônica falando que a sede dele não é grande como da Magali, mas que para ele é um desastre.


Uma história sensacional mostrando as vilanias do Capitão Feio pra se tornar o mundo imundo para ele reinar. Ele era bem perverso nos seus planos, fazia de tudo para sujar o planeta todo, mas sempre se dava mal por causa da turminha. Além de um enredo de aventura excelente, ainda traz mensagem de não ser egoísta com quem gosta, mesmo tendo vacilado com você. É que nela Cascão fica com dilema se quer viver em um mundo sujo ou ajudar a turminha,  mesmo magoado por eles tentado dar banho nele antes, mas a amizade bate mais alto e aí Cascão ajuda seus amigos contra o Capitão Feio. 


Interessante que primeiro a história começa com um plano infalível do Cascão, mas que foi importante para o desenrolar da história. Muito bom ver os absurdos da Magali bebendo toda a água do rio de canudinho em menos de um segundo e até as correrias dela de beber tudo que vê pela frente, inclusive a represa da cidade. Engraçada também a parte da imaginação da Magali bebendo a água do mar de canudinho. Haja sede! Gostava também de histórias da turma fazendo plano infalível contra o Cascão, eram bem boladas também.

Torna-se uma história diferente, pois não era muito comum o Capitão Feio envolver a Magali nos seus planos. Foram poucas histórias exclusivas assim com Capitão Feio e Magali, principalmente publicadas em gibis dela. Mais comum era ter histórias dele com Cascão e Mônica. Essa podia ter saído tranquilamente em um gibi da Magali, mas como foi Cascão quem salvou a turma do plano do Capitão Feio, aí pelo visto preferiram publicar em gibi dele.


Os traços maravilhosos da fase consagrados, perfeito esses desenhos. Hoje em dia não fazem mais histórias de aventuras assim  e nem com esses absurdos da fome exagerada da Magali a ponto de beber toda a água de rio, piscina e represa, na verdade histórias de comida com ela são pouco exploradas atualmente. Tem certas palavras nessa história que são proibidas atualmente e são alteradas em republicações nos almanaques, como "Droga!", "diabólico", além do Capitão Feio chamar o Cascão de "idiota" e os humanos de "estúpidos".  


Detalhe do Quinzinho não ser ainda namorado oficial da Magali na época, por isso ela se referiu a ele como um admirador secreto, como o fofo da padaria, porque ele era mais uma paquera dela, e tiveram só algumas histórias com eles juntos desde 1989 até então.

domingo, 14 de janeiro de 2018

HQ: "Os pasteis da Magali"

Mostro uma história de quando a Magali foi preparar pasteis e eles acabaram criando vida e gigantes comendo tudo que vê pela frente, inclusive quiseram comer a Magali. Com 13 páginas no total, foi publicada em 'Magali Nº 121' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Magali Nº 121' (Ed. Globo, 1994)

Começa a Magali com fome, mesmo depois de ter comida uma jaca no café da manhã e vai até a casa da Tia Nena, já que estava próximo de lá. Quando chega, vê a casa vazia e encontra um livro de receitas na cozinha e estava aberto na página de pastel.


Magali fica com vontade de comer pastel por causa disso e ela mesma vai preparar, pois a Tia Nena tinha todos os ingredientes na despensa, inclusive encontra umas ervas mágicas, que para ela são "trecos estranhos", que sua tia gosta de experimentar. Magali põe o avental e prepara então os pastéis, sendo que ela fazendo é censurado por conta da sujeira que fez, apenas um letreiro do narrador falando que as cenas são de virar o estômago e foram censuradas para o alívio do leitor.


Depois da massa estar pronta e cozinha toda revirada, Magali se dá conta que faltava o recheio e vê a geladeira vazia. Ela lamenta que tinha que ter visto isso antes e que os pasteis vão ficar vazios, então para compensar coloca as ervas mágicas da Tia Nena pra servir como tempero e dar um gosto.


Magali frita os pastéis, lembrando que se a Tia Nena visse mexendo no fogão, ia dar umas palmadas na bunda. Quando ela vai falar "bumbum", um pastel grita  que está doendo o bumbum dele e os outros pasteis gritam para tirarem de lá e que a frigideira está pelando. Ela não entende de onde saiu as vozes e pensa que é um engraçadinho querendo tirar sarro da cara dela.


Magali tira os pastéis do fogão e leva para a mesa para comer. Quando ela vai segurar um pastel, ele grita para soltá-lo, chamando de "Monstra". Magali se assusta do pastel falando e ele diz que está vazio, mas não é burro de fritá-los para depois comê-los e Magali pensa que foi a jaca que comeu não caiu bem. Os pastéis ainda reclamam que não foram recheados e estão vazios e resolvem comer tudo que veem pela frente para ver se incham, mas ao invés disso eles ficavam maiores cada vez que comiam.


Os pastéis ficam gigantes e monstruosos depois de comerem tudo na casa e então resolvem comer a Magali. Ela foge para rua e eles vão atras dela para comê-la. Magali encontra o Cebolinha no caminho enquanto corre e ele a segura perguntando cadê os vinte Cruzeiros Reais que ele emprestou para comprar sorvete. Magali diz que depois paga por estar em apuros. Cebolinha pergunta qual é a desculpa esfarrapada que vai dar para dar calote nele. Magali diz que são pastéis gigantes devoradores de gente e um pastel acaba comendo o Cebolinha, deixando a Magali apavorada, apesar de que achar que pastel de cebola não ser mal.


Magali volta a correr, encontra o Cascão e diz para correr porque "eles" estão atrás deles. Cascão diz que se não é a Mônica, não tem medo de nada e acabam os pastéis comendo o Cascão. Em seguida, Magali encontra a Mônica falando que é para salvar sua vida, pois tem pastéis atrás delas. Mônica diz que não teve medo de nada, quanto mais de pastéis e resolve enfrentá-los, mas acaba sendo devorada também, com os pastéis falando que veio com tira gosto, deixando Magali desesperada que até Mônica conseguiram comer, a próxima seria ela, a cidade e o mundo e tudo por culpa dela.


Enquanto corre, Magali encontra balões na rua e para de correr. Diz que desistiu porque mais cedo ou mais tarde iriam comer tudo mesmo só para deixarem de ser murchinhos assim. Comenta que mesmo comendo ainda estão murchos e faz com que eles põem os canudos do gás na boca e ela bombeia como se fosse encher balão para eles ficarem gorduchos. Quando vão devorá-la, Magali pega um palito e estouram os pastéis e vão voando longe pelo céu. Ela lamenta que venceu os pastéis, mas ficou sem os seus amigos, até que eles caem do céu, assim como as outras coisas que os pasteis comeram. A turma vai pra casa, não gostando do cheiro de pastel que ficaram neles e Magali vai pra casa da Tia Nena levando as coisas de volta.


Chegando lá, encontra Tia Nena braba, por Magali ter feito bagunça na cozinha e mexeu nas ervas raras que não havia testado e podia ser perigoso. Magali pede desculpas e diz que só queria comer pastel. Tia Nena fica com pena e vai preparar para ela e enquanto isso Magali se pergunta qual a moral da história. "Nunca mexa na cozinha da sua tia enquanto ela não estiver" ou "recheie bem o seu pastel ou a vítima pode ser você", mas se convence que  se encaixa mais "quando for comer os pasteis, meta os dentes... eles merecem", marcando a sua vingança com os pastéis.


Uma história legal com a Magali às voltas com comidas falantes e monstruosas se tornando um pesadelo para ela. Dessa vez pastéis que criaram vida com ervas mágicas que se revoltaram e quiseram comer a Magali, invertendo os papéis. Engraçado ver a cara de desespero da Magali com a possibilidade de ser comida. Tudo indica que foi escrita por Rosana Munhoz. Era comum ter histórias da Magali sofrendo com as comidas falantes, seja por magia, bruxa, ou por uma invenção do Franjinha ou cientista maluco, ou extraterrestres em formato de comida se tornando um terror para ela, sempre rendiam boas histórias assim.


Em relação a Tia Nena, ela não era apenas a melhor cozinheira do bairro, segundo a Magali, mas volta e meia tinha alguma coisa mágica em seus pertences que seria o tema da história. Desde a mesa mágica que ela herdou em "Põe-te mesa" ('Magali Nº 9', de 1989) já tinha vestígios do seu envolvimento com magia, mas sempre ficou despercebido pelos leitores, até por ser só de vez em quando, e anos mais tarde que foi revelado ela era de fato uma bruxa e por isso ter esses pertences. Não se sabe se essa era a intenção da Rosana ao criar a personagem de que era bruxa ou se só tinha produtos mágicos por ter e gostar do tema de esoterismo, magia e coisas místicas, já que a revelação de ser bruxa só saiu depois da roteirista falecer.


Tem os fatos incorretos como Magali mexendo com fogão, a palmada na bunda, mesmo que só citada, os pastéis comendo os personagens que podem julgar que iam traumatizar as crianças, e então não fariam histórias assim atualmente. Nunca foi republicada até hoje, seria nos primeiros almanaques da Magali da Editora Panini e acabou não sendo nem nos Temáticos de fábulas, então ela é rara.


Os traços  são bons, típicos dos anos 90. tem detalhe de línguas dos personagens maiores que o habitual e algumas vezes de fora, porém diferente do estilo das línguas de fora do roteirista Emerson Abreu no final dos anos 90. Essas da primeira metade dos anos 90 apareciam quando eles estavam de boca aberta e bem empolgados, enquanto que os do Emerson eram com eles com  boca fechada no sentido de espanto, surpresa ou quando contavam uma piada infame.


Interessante o termo "sua monstra" dito pelo pastel, termo linguístico que não existe e já foi assunto de livros escolares. Já tive livro de português com trecho desse quadrinho mostrando esse termo e ter que passar para norma culta. Linguagem informal dos gibis eram muito trabalhados nas salas de aula para ver como era escrito errado e como deveria passar para norma culta e mostrar os erros de acordo com a matéria.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Capa da Semana: Magali Nº 19

Uma capa bem caprichada com a Magali tomando banho em uma banheira, só que ela é toda em estampa de melancia, do jeito que a Magali gosta.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 19' (Ed. Globo, Março/ 1990).


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Capa da Semana: Magali Nº 163

Dia 23 de outubro. Dia da Aviação. Em homenagem, uma capa com a Magali ao lado do Santos Dumont criando o 14 Bis e ela pensando que podia ser formato de melancia para devorar. Muito criativa. Podiam ter esperado para publicar em outubro, mas não tinham preocupação com datas e saía em qualquer época.

A capa dessa semana é de 'Magasli Nº 163' (Ed. Globo, Setembro/ 1995).


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Magali: HQ "A grande promoção"

Mostro uma história em que a Magali queria achar um cupom a todo custo para participar do sorteio das paçocas "Farelo feliz". Com 9 páginas no total, foi história de abertura de 'Magali Nº 202' (Ed, Globo, 1997).

Capa de 'Magali N º 202' (Ed. Globo, 1997)

Escrita por Emerson Abreu, começa com Magali vendo um papo do Xaveco e Jeremias que o Cascão vai ficar milionário, comprar um time de futebol e virar celebridade com entrevista no "Xô Onze e Meia". Magali não entende nada e eles explicam que o cascão ganhou um cupom pra participar do sorteio das paçocas Farelo Feliz e iria ficar milionário com o prêmio.


Magali acha isso absurdo e quer ver o cupom. Xaveco e Jeremias não deixam ela ver alegando que são guarda-costas do Cascão e ninguém vai ver o cupom. Magali diz que o Cascão nem foi sorteado ainda e os meninos falam que gente invejosa não pode ver ninguém subir na vida que já começa a criticar e resolvem ir embora, com o Cascão já planejando ter um pônei.


Magali fala são uns bobos, que nem queria o cupom, e logo depois um menino pede uma paçoca "Farelo Feliz" para um ambulante e encontra um cupom. Magali fica espantada com isso, mas não dá o braço a torcer pra comprar a paçoca, falando ao ambulante que não quer o cupom por ele ser bobo. Logo depois, aparece Mônica comentando sobre o sorteio de prêmio surpresa das Paçocas Farelo Feliz, e então Mônica, Denise e Cascuda pedem a paçoca e as 3 ganham o cupom,  deixando Magali passada e sai correndo para não comprar as paçocas.


Chegando em casa, Magali pega moeda e vai ao ambulante para comprar  a paçoca escondida. Aí, ele diz que acabou por todo mundo tá comprando por causa da promoção. Magali fica desesperada, querendo participar a todo custo. O ambulante dá sugestão de ir à padaria e ela vai correndo a jato. Chegando lá, ela pede uma paçoca, mas não veio o cupom, come e pede outra e nada. Come 15 paçocas e nada de cupom. Cebolinha chega e pede uma e ganha o cupom. Magali fica revoltada e compra todas as paçocas do bairro carregando em um carrinho de mão.


Depois sua mãe, Dona Lili, pergunta o que aquele carrinho de mão está fazendo na sala e encontra a filha debaixo de vários papéis de paçocas. Magali diz que já está com barriga doendo e enjoada de comer tanta paçoca e não encontra o cupom do sorteio. Dona Lili diz que tem um cupom no bolso por ter pego uma paçoca de troco quando foi à padaria de manhã cedo e então Magali desmaia.


No final, Mônica e Cebolinha vão até em frente a casa da Magali, perguntam se lembra da promoção das paçoca "Farelo Feliz" e ela conta que sim e que ainda estava se recuperando de uma dor de barriga e não aguenta ver paçoca na sua frente, e então eles contam que tem 2 notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que ela foi a vencedora da promoção e a ruim que o prêmio era um caminhão lotado de paçocas farelo Feliz, deixando , assim Magali desesperada.


Uma história legal, mostrando uma promoção contagiando o bairro do Limoeiro todo com um prêmio surpresa. Interessante ver a teimosia da Magali resistindo a participar de promoção por todo mundo estar participando, dando uma de Do Contra, e quando resolve, todos encontram o cupom, menos ela, deixando irritada com isso. Foi inspirada no filme "A fantástica Fábrica de Chocolates", de 1971. Legal a paródia "Xô Onze e meia" se referindo ao programa "Jô Soares Onze e meia".


Essa foi uma das primeiras histórias do roteirista Emerson Abreu escrita para Magali, era um estilo diferente do que adotou um tempo depois, hoje dá até pra estranhar tipo uma história dele com poucas tiradas e tão curta assim, mas também o gibi era quinzenal de 36 páginas e não dava para prolongar muito. Dá pra notar diferença nos traços e sem caretas, o que torna muito legal. Nessa, foi só a Magali de língua de fora já no final quando descobriu que foi a vencedora da promoção.


Nas histórias dele de 1997 e 1998, eram no máximo, o personagem com cara de espanto esticando as mãos ou de língua de fora bem discreta quando o outro contava uma piada, o que chegou a ter questionamentos do povo no início da internet de porque os personagens ficavam com tanta língua de fora, mas nada que prejudicasse as histórias nesses momentos. Tudo era bem de leve e aos poucos foram inserindo as caretas nas histórias ao longo dos anos. 


Independente de personagens com caras de espanto e línguas de fora, os traços era bacanas, os últimos bons da MSP, e eram colocados mais em histórias de aberturas e não só em histórias do Emerson. Também foi a primeira que apareceu em suas histórias que o Cascão queria ter um pônei, depois acrescentando ao longo dos anos que tinha que ser um pônei cor-de-marmelo, o que conseguiu somente em 'Cascão Nº 35' (Ed. Panini, 2009). Essa história ainda foi lembrada, tendo referência em 'Magali Nº 500' (Ed. Panini, 2015), sendo então marcante pra MSP.