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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Tirinha Nº 65: Magali

Nessa tirinha tentam ogar tortas nas caras da Magali e do Cebolinha, só que Magali, com sua agilidade, come as tortas de uma só vez, impedindo de ter uma comédia pastelão na tirinha. Com ela, humor pastelão não funciona.

Tirinha publicada em 'Magali Nº 97' (Ed. Globo, 1993).


domingo, 15 de setembro de 2019

Capa da Semana: Magali Nº 235

Uma capa com a Magali bem brava ao ver o Mingau tomando seu banho de língua bem em cima do  leite com cereais e morangos que ela havia deixado na mesa. Muito legal!

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 235' (Ed. Globo, Junho/ 1998).


domingo, 18 de agosto de 2019

Mudanças em "Almanaque Temático Nº 51" - Panini

O 'Almanaque Temático Nº 51 - Magali Fadas e Bruxas' teve várias alterações em relação às histórias originais, muitos absurdos, algumas bem revoltantes que até deu para criar uma postagem sobre isso.  Nessa postagem mostro, então, as alterações que fizeram nesse 'Temático' da Editora Panini.


Lançado no final de julho de 2019 e atualmente dá para encontrá-lo nas bancas, esse 'Temático' custa R$ 9,50 com 160 páginas no total e reúne histórias sobre fadas e bruxas de todos os tempos da Editora Globo. São histórias da turma toda, não apenas da Magali, já que tiveram outros Almanaques Temáticos dela com temas de fábulas e, assim, como insistem sempre colocarem os mesmos temas, resolveram colocar histórias de outros personagens para não ficarem as mesmas histórias. Com isso, histórias da Magali foram só 4, incluindo a tirinha final, história de abertura não foi da Magali e todas dela já republicadas em outros temáticos de fábulas da Magali.

O que chama a atenção, foram as alterações. Sabe-se que em todo almanaque da Editora Panini tem alguma alteração em relação às originais para atender ao politicamente correto. Tudo que consideram incorreto nos gibis originais, eles fazem mudanças, seja alterações de texto ou até mesmo desenhos. 

A mudança maior foi, então, na história "Uma lição para a Magali", de Magali Nº 221' , da Editora Globo, 1997, escrita por Emerson Abreu. Nela, uma fada protetora da Magali a vê comendo demais e resolve dar uma lição para ela controlar a sua gula. Só nessa tiveram 7 mudanças em relação à original, o que pode concluir que se tornou uma nova história adaptada aos tempos atuais. Como foram tantas mudanças em uma mesma história, a ordem das imagens na postagem coloquei como da alteração mais branda para a mais revoltante do que eu achei e não a ordem cronológica da história.

A primeira mudança, a menos pior de todas, foi recolorir o cabelo da Denise para ficar igual a como está atualmente. Antes, a Denise aparecia com um visual diferente a cada história e só a partir de 1998 que ela ficou com traços definitivos. Eles mudando o cabelo dela, tira a magia da época de saber como foi desenhada em cada história, fora mudar o trabalho do desenhista da época original. O cabelo da Carminha FruFru amém foi mudado colocando um amarelo claro, na original era meio alaranjado.



Outra mudança foi na parte que o Cascão fala que o legal de fazer piquenique que é uma coisa feita entre amigos, lance de amizade e confraternização. Na original de 1997, Cebolinha responde que isso é coisa de "frutinha" (gay) e os 2 começam a brigar feio e só depois a Mônica tira o Cascão da briga. Na republicação desse "Temático", mudaram a cena toda. Agora o Cebolinha respondeu que é coisa sem graça o que o Cascão falou e a Mônica separa os meninos antes de começar a briga, alterando todo o desenho original, dimensionando o desenho da Mônica ao centro e redesenhando o Cebolinha atrás dela. No primeiro quadrinho, também invertem a posição da Mônica e Cebolinha pra fazer sentido da Mônica separar a briga logo. Na sequência, tiram a fala agressiva do Cascão com ele falando que ia confraternizar com o nariz do Cebolinha, o seja, ia quebrar, arrebentar com o nariz dele na briga e colocando só "Grr!" no lugar...



No caso tiraram a fala do Cebolinha chamando o Cascão de frutinha para não menosprezar os gays, não dizer que é bullying, sendo que nos gibis antigos era coisa muito comum isso, fora que mudaram o sentido, pois seria mais natural o Cascão ficar brabo a ponto de parir para briga por chamar de "frutinha" do que só porque o Cebolinha achou que era coisa sem graça ter confraternização dos amigos. A mudança dos desenhos com eles brigando foi para não mostrar a violência dos meninos brigando, pois não querem mostrar brigas e violência nos gibis atuais. Se Mônica raramente dá coelhada nos meninos, imagina mostrar uma pancadaria entre os amigos.

Na hora da alteração, eles copiaram e colaram a cara do Cebolinha dessa outra cena com ele mostrando a língua da mesma história. Muito bizarro.



Outro caso é o fato da Magali não ter mais a fome exagerada nos gibis atuais. Não aparece mais ela comendo nada  e muito menos devorando tudo que encontra pela frente e os absurdos que tinham em relação a isso. Com isso, os gibis dela estão chatos, é raro falar  de comida e quando tem algo relacionado, ela não come nada. Por causa disso, fizeram uma série de alterações nessa história para que fique mais parecido com a Magali atual.

Toda vez que falavam que ela era gulosa no gibi original, mudaram tirando isso. Na parte que a Fada Rosa avista a Magali tiraram a parte da fada falando que ela não conseguem entender o que os amiguinhos estão sentido em relação à sua gula para "ao seu apetite", pois a Magali não pode ser mais chamada de gulosa nos gibis.



Mudaram também a parte que a Mônica reclama que a gula da Magali estragou o piquenique deles, trocando "gula" por "apetite".


Quando a Magali falou ao Avestruz que foi super-egoísta e gulosa, mudaram para esfomeada, para amenizar a situação. É que gulosa dá um sentido de compulsão, comer por comer, e esfomeada é que ela estava realmente com muita fome, algo mais inocente como justificativa para comer tanto.



Curioso que nesse quadrinho aqi mantiveram a palavra "gulosa", acabaram esquecendo de mudar, porém ainda teve alteração, mudando "aí" na original para "aqui" na  republicação para tirar erro gramatical que teve na época.



Quando a Magali avista o Avestruz, em 1997 ela fala que vai fazer uma canja do avestruz  e não dividir com ninguém e agora no 'Temático' mudaram que o ovo que o avestruz vai colocar vai dar uma enorme gemada. Nesse caso, além de amenizar a fome da Magali, tiraram o sentido de matar o avestruz para comer para não ter maltrato contra os animais, e, assim, passaram a amenizar com ela ficando de olho só no ovo que avestruz ia colocar.

Com essa mudança, de quebra, também tiraram o lado egoísta da Magali que também era o enredo da história. A Magali antiga  era egoísta quando se tratava de comida, ela fazia de tudo para esconder dos seus amigos as coisas que ela comia para não poder dividir com ninguém e comer tudo sozinha (eu também adorava essa personalidade dela) e a Magali atual não faz mais isso,e, com isso, alteraram isso nesse trecho.


Até o final da história eles mudaram. Ultimamente, a MSP está com certo preconceito aos personagens gordos originais, estão desenhando bem mais magros do que eram antes. Personagens como Dona Cebola, Pipa, Thuga, Nhô Lau, Tia Nena, Quinzinho, Dona Carmem da Esquina, entre outros, estão magros agora e, com isso, descaracterizando os personagens e excluindo gordos nas histórias.

Considerando isso, nessa história da Magali, quando a fada Rosa voltou ao seu estado normal, feliz que a Magali tinha prometido controlar a sua gula e o seu egoísmo, ela fica aliviada porque isso é perigoso para as pessoas e para as fadas também, aparecendo ela bem gorda, já que toda vez que a fada comia, engordava e acabou ficando obesa. Agora, simplesmente redesenharam a cena colocando a fada magra e esbelta, tirando a fada obesa da revista original. Não deu pra entender essa mudança tão radical e mudando o sentido do final da história, .


Ficou difícil de entender esse final. Na versão de 1997 foi a fada por ver a Magali comendo demais, se transformou em avestruz e passou a comer tudo que vem pela frente para conscientizar a Magali para não ser gulosa. Só que como a fada não é como a Magali que come, come e não engorda, ela acabou ficando gorda quando voltou a sua forma normal de fada. Agora na alteração, não teve sentido nenhum. O que deu pra entender por causa das estrelinhas é que a fada ficou com dor de barriga por ter comido muito, mas nada confirmado, tudo muito confuso. Tudo só para não mostrar personagem obeso na história, como se fosse errado alguém ser gordo e obeso. Revoltante! Era bom quando tinham personagens diferenciados, uns gordos e outros magros, uns orelhudos e outros não, uns narigudos, outros não, e agora segue tudo um padrão. Pode ver que nem Chico Bento não é mais narigudo como era antes, tornando-se um certo preconceito nisso.

Acho que redesenhar uma cena antiga para não mostrar personagem gordo e obeso foi um absurdo maior ainda, a que ponto chegaram. Pode ser que a MSP ache que colocando gordos nos gibis seja uma caricatura, ridicularizando, uma espécie de bullying, mas por outro lado, os gordos e obesos na vida real ficam se sentindo excluídos com os gibis retratando só gente com corpo em forma e com padrão de beleza. De curiosidade, fada Rosa foi homenagem que o Emerson fez à roteirista Rosana Munhoz que havia falecido em 1996.

Não foi só essa história da Magali que teve alterações, outra que também teve algumas mudanças nesse 'Almanaque Temático', foi a "Noite do medo" de 'Cascão Nº 34' - Editora Globo, 1988. Nela, Cascão e Mônica resolvem desvendar um mistério de um movimento na casa de uma bruxa que havia se mudado para o Bairro do Limoeiro.

Já na primeira página, a gente já nota mudanças em efeitos e cor do título, sem seguir as cores da época. Mas o que mais revoltante é que na revista original, aparece o Cascão dormindo de cueca e agora mudaram colocando um short-pijama nele . No caso, mostra que é errado criança dormir de cueca ou acham que é algo sensual e, com isso, mudaram para o short no lugar. Nada a ver essa mudança.


Outra alteração foi quando o Cascão foi chamar a Mônica na casa dela, em que na original de 1988 ele joga uma pedra na janela do quarto da Mônica leva um soco na cabeça quando ele se aproxima da janela da Mônica e agora nessa republicação, eles mudaram só com ela apontando um dedo para ele para não estimular a violência. Ficou tosco e mal-feito o desenho do Cascão se abaixando, mesmo ela só apontando um dedo para ele. Mudaram também a cor da casa dela, era azul e agora pra cinza.


Como podem ver, mudam histórias nos almanaques por coisas bobas, sem sentido, estragando com as histórias originais. Essa da Magali virou uma nova história com tantas mudanças, inclusive no final dela. Até desanima comprar almanaques por causa disso, já que todos os almanaques têm pelo menos uma alteração. Apesar de terem histórias mais antigas (embora agora são mais anos 90 e 2000), mas vendo essas modificações todas não dá para acompanhar.  Uma pena mudarem as histórias antigas só para atender ao politicamente correto, seria melhor essas incorretas não serem republicadas do que estragar o conteúdo desse jeito. Não comprei esse 'Temático', as imagens foram enviadas por Washington Brito. Podem ter tido outras alterações não percebidas, mas só essas á foram bem revoltantes e já deu para formar uma postagem.

domingo, 11 de agosto de 2019

Magali: HQ "Só um passeio!"

No Dia dos Pais, mostro uma história em que a Magali foi passear com o seu pai em um parque do bairro e pedia comida o tempo todo para ele. Com 6 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 82' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Magali Nº 82' (Ed. Globo, 1992)

Começa a Magali e Seu Carlito no parque do bairro e Magali reclama que o pai prometeu que eles iam passear. Seu Carlito pergunta o que estão fazendo e Magali responde que estão andando no parque, mas que preferia que o passeio fosse a uma lanchonete, sorveteria ou pizzaria. Seu Carlito diz que ela precisa pensar em outra coisa sem ser comida.

Em seguida, os ambulantes vendo a Magali passar, ficavam gritando o tempo todo o que estavam vendendo para dar tentação a ela. Era algodão-doce, pipoca, maçã do amor, pirulito, cocada, tudo gritando ao mesmo tempo. Magali não resiste e corre pelo parque atrás dos ambulantes.


Ao encontrar o sorveteiro, ela o vê falando que moça bonita não paga e Magali se entusiasma que o sorvete seria de graça para ela. O sorveteiro fala que é só para moça bonita e Magali começa a fazer escândalo, reclamando que o sorveteiro disse que ela é feia, o chama de mentiroso, quer o sorvete dela de graça e grita pelo pai. Seu Carlito aparece, ela conta a história e Seu Carlito se prepara para bater no sorveteiro, quando ele pergunta quantos sorvetes a Magali vai querer. Ela diz que de todos os sabores. Ela toma todos os sorvetes e quando outro cliente chega perguntando se tem sorvete, ele diz que não tem, mas se quiser pode comprar o carrinho de sorvete.


Seu Carlito comemora que economizou dessa vez, quando Magali diz que não aguenta. Ele dá bronca, pensando que ela estava com dor de barriga de tanto tomar sorvete , mas era de ver todos os ambulantes de comidas parados à espera da Magali comprar as guloseimas. Magali pergunta ao pai se pode e ele deixa.

Seu Carlito diz que tinha economizado, Magali come tudo que tinha dos ambulantes e o pai tem que pagar a todos eles, e ainda pergunta se tem banco 24 horas lá perto. Ele fala que a Magali precisa se controlar, não dá para comprar tudo que ela quer. Magali compreende e diz que não vai pedir mais nada para comer. No final, ela vê uma barraquinha de brinquedos e já começa a pedir para ele com voz doce, prestes a dar mais prejuízo para o Seu Carlito.


História muito legal mostrando a  Magali comendo tudo que vê pelo parque para o desespero do seu pai, que chega a ficar sem dinheiro por causa das gulodices da filha. Definitivamente não é fácil sustentar uma filha tão comilona como a Magali. E pior que quando não pede comida, pede brinquedos. O final fica na imaginação de saber se ele comprou os não os brinquedos para Magali, ficando na imaginação de cada um. Eu gostava desses finais abertos, permitindo imaginar continuação.

Legal ver as cenas dos vendedores  dando tentação para Magali comer, já sabendo da sua fama de comilona, e também ela tentando resistir, mas não conseguindo a sua compulsão pela comida e o pai desesperado com o dinheiro que vai pagar com a comilança dela. O escândalo que ela fez com o sorveteiro foi bem engraçado.


Além de divertir e ainda mostrar cotidiano de um simples passeio de pai e filha em um parque, a história mostra também esse lado da vida real de crianças pedirem tudo para os pais, dando prejuízo financeiro a eles. Alguns com pena de dizer não, aceitam as vontades dos filhos e acabam se endividando por causa disso. Se levar o caso da Magali para vida real, Seu Carlito tem que ser milionário para poder sustentar tudo que ela come. Já tiveram outras histórias com esse tema da Magali comer tanto a prejudicar as finanças da família, os pais precisando fazer contas para pagar as dívidas no final do mês, era bem bacana isso. 


Hoje em dia impublicável histórias assim, justamente para não incentivar as crianças fazerem o mesmo, fora que a fome exagerada dela nem mostra mais nos gibis. Para se ter uma ideia, hoje não aparece a Magali comendo nada, nem comidas saudáveis, como uma maçã, por exemplo. As vezes até tem citação de comidas, mas aparecer ela comendo alguma coisa, não aparece, nunca mais vi Magali com algo na boca. Impressionante como mudaram a personagem. 


Os traços muito bons, tem arte-final do Alvin Lacerda, que diferenciava muito dos outros estilos de desenhos da época. Vale destacar também a capa da edição excelente com uma paródia de Adão e Eva, com Magali como Eva comendo todas as maçãs do Paraíso e não só uma.

sábado, 27 de julho de 2019

Mônica Nº 51 / Magali Nº 51 - Panini - 2019


Os gibis do mês de julho de 2019 estão especias com histórias comemorativas dos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa. Todos os gibis principais tem histórias de abertura com algo relacionado à data, menos o do Chico Bento. Então, vou fazer durante esse mês resenha dos gibis que eu comprar e nessa postagem mostro como foram os gibis do 'Mônica Nº 51' e 'Magali Nº 51'.

Tem a promoção "Fantástica Fábrica de Quadrinhos" vindo um cupom para cadastrar o código no site para sortear uma visita aos Estúdios da MSP (10 ganhadores), 10 caixas com diversas revistas e livros e assinatura de 6 meses dos gibis. Nas capas, agora tem um selo de 60 anos da MSP e nas contracapas dos gibis de julho, uma propaganda celebrando o filme "Laços" como se  fosse uma capa alternativa, mostrando o ator/ atriz que fez o personagem no filme ao lado do personagem em quadrinhos em seus respectivos gibis, menos o do Chico Bento.

A seguir mostro como foram esses gibis da Mônica e Magali, com Mônica custando R$ 7,00 com formato lombada e 84 páginas e Magali custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas.

Mônica Nº 51

O gibi teve 8 histórias, incluindo a tirinha final. A história de abertura é "Nem tão diferentes nem tão iguais". Escrita por Paulo Back e com 32 páginas no total, Mônica tem a surpresa de que os nomes dos seus amigos foram todos trocados e ela vai investigar o motivo disso junto com Milena e Marina, que estavam nos corpos da Magali e Milena, respectivamente.

A homenagem aos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa ficou restrita a mostrar imagens da primeira tirinha que a Mônica apareceu em 1963 e algumas capas dos gibis do Bidu da Editora Continental de 1960, fora isso tudo normal. Os traços, embora digitais, ficaram aceitáveis, porém tem momentos que colocaram umas  caretas absurdas e sem necessidade, que deixaram a Mônica como um monstro.

Trecho da HQ "Nem tão diferentes nem tão iguais"

Teve presença do vilão Cabeça de Balde. Ele é um personagem novo, que estreou em 'Mônica Nº 14' (Ed. Panini, 2016) em que cada história é revelado que ele é um personagem diferente, de acordo com seus objetivos, nunca tem identidade própria. E também apareceu o Doutor Spam, que até andava meio sumido, que é um professor de informática que se transforma em um vilão cibernético quando está muito nervoso e estreou em 'Mônica Nº 233' (Ed. Globo, 2005).

Trecho da HQ "Nem tão diferentes nem tão iguais"

Histórias com secundários foram com Luca e Penadinho (2 histórias). O gibi como um todo chama a atenção do exagero de histórias ensinando boas maneiras, dar lição de moral, ou as histórias são focadas nisso ou fazem questão do final ter alguma lição de moral. Só pra ter uma ideia, das 8 histórias, só as 2 do Penadinho que não foram com algo didático. Até a história de abertura teve lição de moral no final. Uma ou outra até tudo bem, mas o tempo inteiro assim acho que fica cansativo e irritante.

De destaque, "A voz da razão", escrita por Edson Itaborahy e com 7  páginas, em que a Mônica perde a voz ao gritar com o Monicão e aí sempre que seus amigos fazem alguma coisa, ela consegue aconselhar, ensinar boas maneiras, fazer os meninos se regenerarem, mesmo sem falar nada. Mais uma da safra didática e com lições de moral, e chama atenção da Mônica não bater nos meninos, sempre arrumam uma forma de desviar a atenção para eles não levarem surra, o que é muito ruim e descaracteriza muito os personagens. Na tirinha o Cebolinha também não apanhou. Mostrar meninos com cartazes ao invés de desenharem nos muros também é lamentável sempre.

Trecho da HQ "A voz da razão"

Termina com a história "A boa ação da Milena". Escrita por Paulo Back e com 8 páginas no total, Mônica estranha que mesmo que a Milena gosta tanto de bichos, mas não tem nenhum bichinho de estimação. Mostra, então ,que a característica principal da Milena em suas histórias solo será sobre o amor e carinho aos bichos e como cuidá-los e procurar adotar bichos na rua, ainda mais que a sua mãe é veterinária. Mais um lado didático nas histórias e a personagem Milena vai servir pra aumentar as boas maneiras nos gibis.

Trecho da HQ "A boa ação da Milena"

A propaganda celebrando o filme "Laços" foi essa.

Contracapa celebrando filme "Laços"


Magali Nº 51

Tem a história "A Turma do Condomínio", escrita por Edson Itaborahy e com 30 páginas. Nela, a turminha  e os outros moradores do bairro do Limoeiro estão em um condomínio que foi disponibilizado pela Dona Carmem da Esquina e onde ela é síndica também para se refugiarem de um monstro que estava rodeando o Limoeiro. A turminha faz de tudo para descer do condomínio e poderem brincar no bairro e também descobrir o mistério do monstro que está lá.

A história se passa na comemoração dos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa. Não foi tão ruim, apesar e que poderia ter mais conflitos. Os traços aceitáveis, chama atenção de muitos olhos redondos e esbugalhados, não só nesse gibi, mas como todos no geral. Vale destacar que mais uma vez os meninos não apanharam quando tiveram oportunidade. Quando Mônica ia bater neles, teve a desculpa que a Dona Carmem estava se aproximando.

Trecho da HQ "A turma do condomínio"

Dona Carmem da Esquina é uma moradora do Limoeiro barraqueira, principalmente quando as crianças estragam as orquídeas do seu quintal. Ela foi criada nos anos 2000 pelo roteirista Emerson Abreu e só aparecia nas histórias dele e agora tem aparecido em histórias e outros roteiristas. 

O que dá surpreender é que agora a Dona Carmem está magra e esbelta, bem diferente que quando foi criada em que ela era gorda a obesa. No gibi do Cascão também estava magra.  Tia Nena, que também apareceu nela, está bem mais magra do que era. A MSP agora está emagrecendo os personagens que eram gordos, como a Dona Cebola, Pipa, Thuga, Nhô Lau, Tia Nena, seguindo um padrão de beleza, mas, com isso, descaracterizando os personagens e excluindo gordos nas histórias.

Trecho da HQ "A turma do condomínio"

O gibi segue com o estilo que está sendo nos gibis da Magali. Raramente fala de comida, fome exagerada da Magali, nem pensar. E quando fala de comida nem mostra ela comendo, só citando as comidas. Para ter uma ideia, teve uma história de 1 página em que a Magali pede panquecas desenhadas com rostos dos seus amigos, mas, ao invés de comer, ela coloca as panquecas em um quadro na moldura na sua sala para ficar admirando os seus amigos estampados nelas. Como assim? Em outras épocas, Magali já tinha devorado tudo de uma vez só lá no estabelecimento. Isso tudo desanima e deixa sem graça os gibis dela.

Histórias com secundários foram com Mingau, Penadinho e Bidu. Destaque para a história do Mingau, "Ah, família", escrita por Renatta Barbosa e com 4 páginas, em que ele vai visitar um novo gato no bairro, o Norberto, mas tem a surpresa que ele está cuidando de um filhote de gambá como se fosse um filho dele, com lição de moral. Bom que teve história do Mingau na rua contracenando com outros gatos para diferenciar do que vendo só ele junto com Magali em casa, mas é ruim  porque envolve boas maneiras, ser didático, coisa frequente ultimamente. 

Termina com "O brinquedinho novo", escrita por Paulo Back e com 9 páginas, em que a Magali dá um brinquedo de gato pra ficar indo atrás do objeto e ele fica a história toda tentando segurar o brinquedo no ar. Mostrando o cotidiano dos gatos, como vendo sendo as histórias do Mingau com a Magali nos gibis dela. Traços feios digitais.

Trecho da HQ "O brinquedinho novo"

A propaganda celebrando o filme "Laços" foi essa:

Contracapa celebrando filme "Laços"

Não comprei 'Chico Bento' por não ter nada especial em relação aos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa  e aí não tem resenha desse. Foi apenas história de aniversário do Chico, como acontece todos os anos nos meses de julho dos gibis dele e inseriram um trecho com o Chico Bento transformado em Chico Bento Moço. Agora quando mostram os personagens adolescentes ou adultos, mostram em suas versões mangá ao invés de desenhar no estilo clássico. Não gosto disso, era bom quando cada história dos personagens adultos tinham desenhos diferentes, seguindo o estilo de cada desenhista.

O que dá pra concluir nos gibis atuais, é que são voltados para crianças exclusivamente até 9 anos de idade. Não tem mais conflitos, é tudo ameno e voltado ao politicamente correto e ensinamento de boas maneiras. Vilões não são mais perversos, personagens descaracterizados, sobretudo Cascão sem mostrar o medo de água e sujeira do Cascão, Magali não é mais comilona, meninos não apanham da Mônica, Chico Bento sem fazer traquinagens e bom aluno, personagens que eram gordos agora são magros. Tudo isso desanima, por isso não compro gibis atuais, só as consideradas especiais.

Comprei os gibis mais pela comemoração dos 60 anos da MSP. Na minha opinião, as melhores histórias de abertura dessas edições "N° 51" que eu comprei, na ordem de preferência, foram: Cebolinha, Turma da Mônica, Cascão, Magali e Mônica.  Sendo que o Cebolinha foi o mais diferente de todos, o que mais vale a pena. Fica a dica.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Histórias semelhantes 7: Cascão tirando coisas do bolso

Nessa postagem, mostro 2 histórias semelhantes em que o Cascão tirou várias coisas do bolso para dar algo de comer para Magali. A versão original saiu em 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989) e a segunda versão saiu em 'Cascão Nº 122' (Ed. Globo, 1991).

Capas: 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989) e 'Cascão Nº 122' (Ed. Globo, 1991)

Na versão de 1989, com o título "No bolso", Cascão e Magali estão juntos, quando a barriga da Magali começa a roncar de fome e pergunta se tem o Cascão tem alguma coisa para comer. Ele diz que acha que tem e põe a mão no bolsa e pega um estilingue. Aí ele sai pegando as coisas do bolso, sai carrinho velho, espelho quebrado, pneu velho, telefone de lata, tabuleiro de dama, lagartixa de estimação, bola furada, até que encontra meio biscoito no bolso. Magali fica com nojo de tanta porcaria que tinha junto com o biscoito no bolso e sai correndo, enquanto Cascão reclama que teve tanto trabalho para achar e para ela não querer mais.

HQ "No Bolso" ('Cascão Nº 77'  - Ed. Globo, 1989)

Já na versão de 1991, com o título "A oferta", Cascão encontra por acaso a Magali na rua e oferece algo para ela comer como um presente e começa a procurar no bolso dele. Ele tira do bolso um ioiô, bolinha de gude, rã de estimação, estilingue, caminhãozinho, lenço, até que encontra uma bolacha e pergunta se ela está servida. Magali sai correndo de nojo com tanta porcaria misturada com a bolacha e Cascão se espanta que foi a primeira vez que viu a a Magali recusar comida.

HQ "A oferta" ('Cascão Nº 122' - Ed. Globo, 1991)

Comparando as 2 histórias, vimos que elas começam diferentes e depois ficam iguais e com o mesmo final. Uma começa com eles juntos na rua e o motivo do Cascão procurar o biscoito no bolso foi porque a Magali estava com fome, com barriga roncando enquanto que na segunda ele ofereceu o biscoito e foi procurar no bolso após encontrá-la por acaso na rua. Ao procurar as coisas, nas 2 foram 8 objetos no total, sendo que os objetos foram diferentes entre uma e outra, único exatamente igual foi estilingue e no final em 1989 foi oferecido meio biscoito enquanto que em 1991 foi biscoito inteiro, com nomenclatura de "bolacha" no lugar, dando um ar mais paulista, já que eles moram em São Paulo. Os traços até que ficaram parecidos de uma para outra, muito bons, por sinal, e ambas tiveram 2 páginas.

Gostei mais da primeira versão. Apesar do roteiro igual, das duas terem absurdo de caber tanta coisa em um bolso pequeno como aquele, essa de 1989 teve mais absurdos ainda, bem ao extremo, de caber um espelho quebrado, um pneu e um tabuleiro de damas em um simples bolso, aí ficou mais engraçada ainda. Não seriam publicadas hoje por conta desses absurdos e da ideia do Cascão oferecer para Magali um biscoito contaminado de tanta sujeira.

Comparação do final das histórias de 1989 e 1991

O motivo de criarem histórias iguais em pouco tempo não se sabe ao certo, provavelmente esqueceram que já existia uma e resolveram criar sem querer. Curioso que essa de 1991 foi história de encerramento e teve referência que era uma história da Magali. Provavelmente estava programada em sair em um gibi da Magali, mas como a história de abertura de 'Cascão Nº 122' foi bem longa para um padrão de gibi quinzenal, com mais de 20 páginas, o resto do gibi teve histórias curtas e acredito que colocaram essa às pressas para fechar o gibi. Em breve posto mais histórias semelhantes aqui no Blog.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Magali Nº 4 - Editora Globo


Em maio de 1989 era lançado pela Editora Globo 'Magali Nº 4', o gibi que ficou marcado por vender mais que o gibi da Mônica naquele mês. Nessa postagem mostro, então, como foi esse gibi histórico que conseguiu bater as vendas da Mônica há exatos 30 anos.

O gibi da Magali tinha sido lançado há pouco tempo, em fevereiro de 1989, e a novidade foi muito bem vinda na época. Apesar de ter várias opções de gibis de outras turmas e outras editoras, os da Turma da Mônica sempre eram os mais vendidos e em especial os da Mônica eram os campeões de venda, até por conta da tradição, já que por preço os da Mônica eram mais caros, até por ter maior número de páginas,

Até que com o lançamento das revistas da Magali, todo mundo queria ter os gibis dela, justamente pela novidade, por gostar da personagem ou por curiosidade para saber como era. Com toda essa novidade, acabou que em maio de 1989 esse gibi 'Magali Nº 4" bateu o número de vendas de 'Mônica Nº 29' (já comentado aqui no Blog), um feito histórico até então. Com essa surpresa, a MSP até fez uma capa especial em 'Magali Nº 6' com a Magali ter dado um soco na Mônica e os meninos rindo ao fundo e um frontispício na primeira página para mostrar esse acontecimento de vendas.

Capa de 'Magali Nº 6' com alusão ao recorde de vendas

Esse gibi 'Magali nº 4'  tem capa muito boa com a Magali prestes a comer o bolo inteiro após a Mônica ter cortado um pedaço. Intenção da Mônica seria um pedaço para Magali. Tem 7 histórias no total e, dessa vez, todas as histórias foram da Magali. Histórias com os secundários dos gibis dela eram com Dudu e Mingau e pela primeira vez até então que eles não apareceram em gibis dela, nem fazendo figuração.

Abre com a história "Amigas... apesar de tudo", de 6 páginas. Nela, Mônica vai a casa da Magali para chamar para brincarem de queimado e ela tem que esperar um tempão a Magali terminar de tomar o café da manhã. Ao saírem de casa, Mônica derruba a porta da casa da Magali com sua força exagerada. No caminho, encontram um sorveteiro e Magali pede picolés de chocolate, abacaxi, creme, morango e jaca, mesmo de já ter tomado um super café da manhã, deixando Mônica irritada e a situação piora quando vê que a Magali não trouxe dinheiro e a Mônica que teve que pagar os picolés.

Depois, elas brincam de queimada. Mônica bate a bola tão forte que faz a Magali parar longe e ela diz que nem foi queimada, aleijou. Mônica tenta de novo e acaba acertando a janela da casa da Magali, furando a bola da Magali e quebrando a vidraça da mãe dela. Com isso, elas começam a brigar. Magali reclama que não vai mais brincar enquanto a Mônica não controlar a força dela. Mônica, por sua vez, reclama que a Magali só pensa em comer, incomoda esperar 2 horas para a "madame" acabar de comer, fora prejuízos financeiros e Magali ter acabado com a despensa da casa quando foi almoçar na casa dela. Magali chama Mônica de chata, gorducha, forçuda e estabanada e Mônica chama a Magali de magrela e esfomeada.

Trecho da HQ "Amigas... apesar de tudo"

As duas ficam de mal, cada uma vai para um lado. Mônica acha bom que assim ninguém vai pegar no pé dela por ser um pouquinho forte e Magali vai descontar comendo 3 bombas de chocolate na doceria. Mônica diz que se tem a força, é azar da Magali que é fracota, enquanto quebra uma pedra com as mãos, e, Magali diz que gosta de comer e se a Mônica não tem apetite é problema dela. Logo sentem falta uma da outra e as duas correm em direção da outra para pedir desculpas e se reconciliam. Elas se abraçam, só que com a força da Mônica, machuca as costas da Magali, que estava segurando a bomba de chocolate e suja todo o vestido da Mônica. Termina com Mônica falando que vão ser amigas pra sempre, apesar de tudo, ou seja, apesar das diferenças delas.

Uma história muito legal e com bonita mensagem, mostrando a amizade da Magali e da Mônica, o contraste da Magali comilona e Mônica forçuda, com uma causando problemas uma para a outra, mas que mesmo assim, não conseguem ficar separadas uma da outra por muito tempo. Brigam, mas volta logo as boas. Os traços excelentes e destaque as meninas falarem "azar", hoje em dia é proibido essa palavra no MSP e seria substituída por "má sorte" ou outra coisa similar.

Trecho da HQ "Amigas... apesar de tudo"

Depois tem uma história de 1 página em que a Magali mostra a sua cozinha para a Mônica, entusiasmada que era a mais moderna do bairro por ser tudo elétrico. Tinha cortador de pão, torradeira, micro-ondas, entre outros, tudo elétrico e moderno, que só precisava ligar os botões, quando falta luz na casa e ela tem que ir jantar na casa da Mônica. Mostra as inovações na época, poucos tinham chance de ter uma cozinha como ela, mas que não adianta nada se não tiver luz em casa. Aqui o tabloide completo.

Tabloide da edição

Em seguida, vem "Beijinho", de 3 páginas, em que o garoto Lino pede um beijinho para a Magali, e, com isso, ela dá um beijo na bochecha dele. Ele tenta pedir de novo, aí Magali pensa que o Lino não gostou do beijo dela e dá outro na bochecha. Sem graça, ele pede de novo e Magali dá vários beijos nele, que fica até apaixonado.,No final, é revelado que o beijinho que ele queria era o docinho de coco e leite condensado que ela estava comendo e assim ela não dá e vai embora.

Essa é legal, mostra trocadilho de beijo com beijinho de coco, mas como Magali não gosta de dividir o que come, acaba recusando o pedido do Lino. Na época a Magali era egoísta, comia tudo sozinha e fazia de tudo para não compartilhar a sua comida com ninguém. Hoje em dia isso não tem mais nos gibis dela, se tiver situação parecida, ela dividiria numa boa. Esse garoto Lino só apareceu nessa história, por muito tempo até pensava que era um namorado dela nessa história, mas era só um amigo mesmo, podiam colocar qualquer personagem, preferiram um figurante.

Trecho da HQ "Beijinho"

Em "Eta namorada difícil", de 4 páginas, Luciano vê a Magali encostada na árvore, se apaixona e arruma umas flores para ela, mas Magali recusa dizendo que única flor que gosta é de couve-flor. Depois, ele faz uma canção para ela batendo um tambor e Magali taca o tambor nele, ficando entalado nele. Luciano chora e Mônica dá dicas para conquistar a Magali.

Trecho da HQ "Eta namorada difícil"

Depois, Luciano tenta agradar dando um anel que veio com doce, mas como ele comeu o doce, Magali recusa, falando para ele ficar com anel. Ele declara uma poesia, mas ela acha horrível, ruim demais. Em seguida, Luciano convida para tomar sorvete com ele, aí ela topa, e no embalo ele compra pipoca, maçã do amor e cachorro-quente. No final, Mônica pergunta como está o namoro dele com a Magali e Luciano diz que desistiu, com ele dentro de um barril por ter precisado dar as suas roupas para poder bancar as gulodices da Magali.

Vimos que para namorar a Magali tem que presentear com comida, nada mais serve, e  tem que ter uma excelente situação financeira para poder bancar a sua fome exagerada. Apesar do Quinzinho ter sido criado para ser namorado da Magali, nos primeiros gibis, ele não era ainda o oficial, em toda a história aparecia com namorados ou pretendentes diferentes a cada história, uma vez ou outra que aparecia o Quinzinho. Só a partir de 1991 que ficou o Quinzinho como namorado fixo. No caso, o Luciano só pareceu nessa história e se deu muito mal.

Trecho da HQ "Eta namorada difícil"

Em "Doente por sorvete", de 5 páginas, Magali está doente e deseja um sorvete, mas a mãe não deixa e só pode comer sopa e também não deixa Magali sair da cama. Cebolinha aparece na janela, vê que ela está doente e  pergunta se pode tomar sorvete sozinho. Magali diz que pode e não vai pedir nenhum pedacinho. Cebolinha, então, resolve chupar sorvete de creme com morango, o preferido da Magali, na janela bem na frente da Magali só para ela passar vontade. Magali fica verde de vontade, ela pede um teco, mas ele acaba com sorvete, deixando a Magali só na vontade.

Trecho da HQ "Doente por sorvete"

Cebolinha compra outro sorvete, agora o de chocolate, e chupa na janela da Magali. Ela  fecha a janela, mas Cebolinha vai falando do lado de fora que é mais gostoso que o outro e Magali põe travesseiro para tentar não ouvi-lo. Cebolinha toma vários sorvetes lá e Magali fica verde. Ao toma r a sopa da mãe, ela fica melhor e como não está mais com febre, sai para a rua. Ela compra muitos sorvetes, mas não encontra o Cebolinha. Cascão diz que ele está com gripe porque tomou muito sorvete de manhã e, assim, Magali vai na janela da casa dele para fazer o mesmo como vingança.

Percebemos que o Cebolinha era bem perverso nos seus planos, aproveitou a Magali doente para ela passar vontade com ele chupando sorvete na frente dela. Mas, como castigo, acabou ficando gripado e Magali se vingou. Hoje em dia não tem histórias assim com personagens querendo se aproveitar das doenças dos outros.

Trecho da HQ "Doente por sorvete"

Termina com a história "Lar doce lar", de 9 páginas, em que extraterrestres em formato de doce invadem a Terra e transformam tudo em comida para que se adaptado a eles e os humanos acharem insuportável e irem embora. Começam transformando pedra em sorvete, árvore em algodão doce, rio em suco de laranja. Um militar tenta impedir, mas eles transformam o cassetete dele em pirulito.

Trecho da HQ "Lar doce lar"

O noticiário da TV avisa sobre a invasão dos alienígenas, contando que o Pão de Açúcar foi transformado em gelatina, a Amazônia, uma floresta de pirulitos e o Oceano Atlântico virou um mar de suco de tomate. Os ETs comemoram e vão à nave deles para avisar o povo deles sobre a invasão. Chegando lá, veem que a nave deles sumiu e se desesperam. Logo eles veem a Magali comendo o algodão de doce e pirulitão de árvores que eles transformaram e eles acham um perigo e vão tomar satisfação com ela.

Magali acha que eles são bonequinhos de chocolate branco falantes  e corre atrás deles para comê-los. Eles se escondem em cima de um algodão doce de árvore e explicam que eles são do planeta Doce, onde tudo é feito de guloseimas doces, mas por causa da alta população, resolvem invadir a Terra e precisam transformar as coisas em doces para o povo deles se adaptarem ao planeta, e a Magali comendo tudo está acabando com o plano deles. Magali gostaria que eles ficassem lá, a Terra ficou mais bonita sem poluição, arranha-céus, fábricas, só tem doces e mais doces e ia adorar os outros bonequinhos brancos estivessem lá para devorar todos.

Trecho da HQ "Lar doce lar"

Os alienígenas fazem tudo voltar ao normal na Terra para derrotar a Magali e depois aparece o chefe deles reclamando que a missão não foi cumprida. Eles avisam que  a Terra não é lugar seguro para o povo deles, os habitantes são nativos canibais e eles vão embora na nave à procura de outro planeta. No final, o noticiário da TV mostra que a os extraterrestres foram embora e a Terra está salva da invasão e Magali fica com raiva , falando que quando a história começa a ficar boa, acaba.

Deu para ver que sem querer a Magali salvou a Terra de mais uma invasão alienígena. A intenção dela era comer os doces criados, além dos próprios ETs e como eles não queriam ser devorados acabaram desistindo da missão deles na Terra. Boa sacada de ETs feitos de doces,tudo a ver com a Magali e segue estilo de histórias de duplas de alienígenas invadindo a Terra, muito comum na época. Mereceria até ser história de abertura por ser a mais longa do gibi.

Trecho da HQ "Lar doce lar"

Na tirinha final, Magali está em um dentista, que manda a Magali abrir a boca ela diz que depende do que ele vai vai dar para comer. Abaixo, a tirinha completa.

Tirinha da edição

Então, esse gibi é muito bom, mostra a característica real da Magali de só pensar em comida, em todas as histórias envolveram comida, pena que não teve Dudu e Mingau, as novidades da época, mesmo assim não tirou a magia do gibi. Traços excelentes em todas as histórias, dava gosto de ver desenhos assim. Marcado por desbancar o gibi da 'Mônica Nº 29', embora foi muito bom também, mais gente teve essa 'Magali Nº 4' do que da Mônica, na minha parte foi comprado os 2 gibis e nem sei qual foi o melhor deles. Enfim, um gibi que vale a pena ter na coleção e muito bom relembrar há exatos 30 anos.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Capa da Semana: Magali Nº 258

Dia 10 de maio é aniversário da Magali. Em homenagem, mostro uma capa de exatos 20 anos com a Magali escalando o bolo gigante da sua festa de aniversário como se fosse uma montanha para poder comer o bolo todo sozinha. 

Na Editora Globo nem sempre  as capas de aniversário eram em referência ao que acontecia na história de abertura, faziam capas com piadas de aniversário, mas a gente sabia que tinha história desse tema no gibi.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 258' (Ed. Globo, Maio/ 1999).