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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Capa da Semana: Magali Nº 183

Uma capa com Magali e Mônica acampando e na hora de dormir vimos que o cobertor da Magali é em formato de banana. Tudo que a Magali tinha era em formato de comida e como sempre ela conseguiu a criatividade de ter um cobertor em forma de banana.

Era legal também o logotipo com contorno branco ou colorido parecendo que estava iluminado. Pena ter sido o estilo de formato desproporcional, mais achatado, ao invés do logotipo original.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 183' (Ed. Globo, Junho/ 1996).


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Magali: HQ "A mosca"

Em janeiro de 1990, há exatos 30 anos, foi lançada a história "A mosca" em que a Magali troca de corpo com uma mosca causando muita confusão. Com 16 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 16' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Magali Nº 16' (Ed. Globo, 1990)

Começa com a Magali e sua mãe, Dona Lili, saindo do restaurante, com Magali perguntando se o pai, Seu Carlito, não ia com elas e a mãe diz que ele ficou lá lavando pratos do restaurante porque a Magali comeu mais do que eles podiam pagar e lembra que ainda avançou nos pratos dos outros clientes e fala que ela precisa controlar o apetite senão vai levar os pais á falência.


Magali não entra em casa e fica na rua mais um pouco para brincar e, com vergonha pelo que fez, decide que vai aprender a se controlar na fome, comendo só o necessário e resolve comer 12 cachorros-quentes, se sentindo bem que os pais vão se orgulhar dela. Só que depois de comer, se dá conta que foram 12 cachorros-quentes e chora na árvore se sentindo uma fracassada.


Franjinha aparece e pergunta o que aconteceu. Magali diz que está triste porque não consegue controlar o apetite e ao abraçar o Franjinha, acaba comendo o chocolate que estava no bolso do jaleco dele e Franjinha vê que o caso é grave e a leva até o seu laboratório, dizendo que tem algo que pode ajudar. A mãe do Franjinha o chama e ele pede para Magali esperar lá.


Magali entra na nova invenção do Franjinha e aperta um botão que tinha nela. Enquanto o vidro se fecha, entra junto uma mosca que estava rodando o tempo todo o laboratório. A invenção dá uma sacudida e quando abre o vidro, Magali sai transformada em mosca. Sem saber ainda, ela se sente diferente, mas o apetite não mudou nada. Ela se vê através de um vidro que virou mosca e sai á procura dele, mas não o encontra na casa dele.


Depois, Franjinha volta, falando que demorou porque teve que fazer compras para a mãe dele e nota uma fumaceira no laboratório. Franjinha vê a Magali dando trombada no seu invento e quando a vê de frente se assusta com a mosca no corpo da Magali. Ela estava tonta, dando trombada em tudo e sai com ela para tentar levá-la a um médico ou veterinário.


Enquanto isso, a Magali como mosca lamenta que não encontra o Franjinha e para piorar está com muita fome. Ela vê o Cebolinha comendo xisburguer e fica rodando em volta dele. Magali come todo o seu xisburguer e ao ver a Magali transformada em mosca, dizendo que estava uma delícia, se assusta e corre de medo, quando tromba com o Franjinha. Ele diz que viu a Magali transformada em mosca. Franjinha fala que ia dizer a mesma coisa, mostrando a mosca no corpo da Magali e Cebolinha desmaia.


Quando acorda, Cebolinha diz que não era aquela Magali que ele viu, era bem pequenininha. Franjinha raciocina e deduz que a Magali entrou no seu teletransportador junto com uma mosca e, assim a máquina acionou as moléculas das duas e elas trocaram de corpo. Cebolinha sente nojo da mosca no corpo da Magali e Franjinha avisa que tem que procurar pela cidade a mosca com a cara da Magali. Antes, vão deixar a mosca na casa da Magali, falando pra Dona Lili para deixar uma parte da filha lá enquanto procuram a outra parte e ela desmaia ao ver a filha daquele jeito.


Magali sente um cheiro convidativo de comida e vai até ao restaurante e toma toda a sopa de um cliente. Ele reclama com o garçom que tem uma moca na sopa. O garçom fala que ele já tomou toda a sopa, ele diz que foi a mosca, o garçom diz que é desculpa para não pagar e um começa a xingar o outro com muitos palavrões e ela sai e vai até á cozinha do restaurante.


Magali come toda a comida e o cozinheiro ao vê-la tenta matar. Ela tenta se esconder e acaba o cozinheiro acertando no Seu Carlito que ainda estava lavando louça do restaurante. Seu Carlito reclama que além de lavar louça, ainda apanha e Magali fala que não é para deixar o cozinheiro pega-la. Quando o Seu Carlito vê a filha transformada em mosca, desmaia.


O garçom aparece e tenta matar com um inseticida. Quando está prestas a apertar o spray, Franjinha e Cebolinha  aparecem e conseguem salvá-la. Franjinha diz que foram em todos os restaurantes o bairro e conseguiram encontrar lá. Magali fala que foi culpa dos brutamontes e eles desmaiam ao descobrir que a mosca fala.


Eles aproveitam e vão embora, voltam ao laboratório e Franjinha consegue fazer a Magali e a mosca voltarem ao normal. Magali reclama que o teletransportador não fez diminuir o apetite e ele diz que o que ia dar era um xarope que ele fez à base de jiló e óleo de sardinha, que um pouco dele já deixa a comida tão ruim que tira o apetite de cada um.


Os pais falam que a Magali não precisa de nada disso, que ela vai aprender a controlar seu apetite sozinha e vão para casa, com Dona Lili perguntando se Magali está bem, e ela responde que está normal e fica feliz que os pais não estão mais brabos com ela. Em casa, Dona Lili avisa que fez um bolo açucarado que ela gosta e antes de avançar, Magali oferece bolo para as moscas que estavam rodando as frutas na mesa, falando que  primeiro quer ver se suas amigas moscas estão servidas do bolo, terminando assim.


Essa história é muito engraçada, mexe com a fantasia dos leitores. Magali na tentativa de controlar o seu grande apetite, que custou o seu pai ficar lavando louça no restaurante por ter comido demais, procurou ajuda com Franjinha e acabou se dando muito mal, trocando de corpo com uma mosca ao entrar no teletransportador. Tem as invenções malucas do Franjinha que são bem divertidas e causam muita confusões, não é a toa que os personagens têm medo quando ele avisa que criou uma invenção nova.


Foram muitos absurdos, não só da troca de corpo  entre Magali e a mosca, como também a gula da Magali como mosca e comer tudo que vê pela frente de uma tacada só, da mesma forma que ela no seu corpo normal e ainda caber tudo na barriga como miniatura. Legal também ver os prejuízos que ela dava para os seus pais por conta da gula e suas tentativas em vão para controlar, como achar que comer 12 cachorros-quentes já estaria controlando apetite, pois normalmente comeria mais. Engraçado também os sustos e os desmaios dos personagens vendo a mosca no corpo da Magali ou ela no corpo da mosca.


Os traços bem caprichados, muito bem desenhados, dava gosto de ver assim, nunca deviam ter mudado isso. Teve um erro do garçom falando de boca fechada ao mostrar inseticida, hoje em dias eles corrigem fazendo alterações em almanaques quando acontecia isso nas revistas originais. Interessante o pensamento do Franjinha ser engrenagens. Eles gostavam de colocar balões de personagens tendo ideias ou pensando personalizados. Onde normalmente seria uma lâmpada, colocavam o Chico Bento com ideia representada por lamparina, o Penadinho por uma vela, o Piteco por uma fogueira e aí com o Franjinha foi engrenagens.


Era comum na época histórias com os personagens se transformando em alguma coisa ou trocar de corpo com outra pessoa ou outra coisa, normalmente acontecendo por alguma invenção ou por causa de uma bruxa, uma fada ou extraterrestre. Hoje em dia, evitam de fazer histórias assim de transformações de personagens, não sei por que motivo, talvez por acharem bobas ou serem absurdos demais e não gostam de fazer histórias com absurdos. Uma pena porque eram muito divertidas histórias assim.


Outro ponto incorreto é a mosca no corpo da Magali, podem achar que ia traumatizar muitas crianças vendo aquilo e aí não fariam. Confesso que quando criança achei um pouco esquisito de ver a mosca grandona no corpo da Magali, mas não a ponto de traumatizar, sempre gostei dessa história. Os palavrões  entre o cliente e o garçom também não iam colocar, já que atualmente palavrões são proibidos. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Capa da Semana: Magali Nº 22

Uma capa com a Magali encarnando cangaceiro Lampião, mas para surpresa dos outros cangaceiros o seu chapéu de cangaceira é uma melancia e a cartucheira com estampa de balas, bem do jeito que ela gosta. Muito legal.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 22' (Ed. Globo, Abril/ 1990).


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Os parentes da Magali


Na Turma da Mônica sempre procuraram mostrar a família dos personagens. Além de mãe e pai, também mostravam outros parentes dos personagens como avós, tios, primos, etc. Em especial a Magali teve uma família muito rica nos quadrinhos e então nessa postagem reúno os parentes dela durante a sua trajetória.

No caso da Magali, os pais eram sempre fixos e aí de acordo com roteiros criaram avós, tios e primos, sendo que tios e primos costumam aparecer somente em uma história. A mãe, Dona Lili, e o pai, Seu Carlito, têm presença constante nos gibis. Na Editora Abril em cada história apareciam com traços diferentes e o Seu Carlito só passou a ter uma presença melhor e com os traços definitivos de hoje a partir de 1986.

Seu Carlito e Dona Lili: os pais da Magali

As avós da Magali passaram a ser fixas  quando ela passou a ter gibi próprio. A primeira que apareceu foi a avó Gertrudes. Ela é avó por parte de mãe, mãe da Dona Lili, e segue o estilo de uma velhinha bem tradicional e que era desligada e esquecida com as coisas e quem mais sofria com seus esquecimentos era o Mingau.

Na sua história de estreia, "Mingau com a véia", de 'Magali Nº 73', de 1992, Dona Gertrudes é encarregada de cuidar do Mingau quando a Magali e seus pais vão viajar, aí Dona Gertrudes faz de tudo com o Mingau, desde puxar o gato pelo rabo, dar óleo de fígado, colocar fralda e até colocá-lo dentro da máquina de lavar.

Vó Gertrudes na HQ "Mingau com a véia" (1992)

Nessa história também apareceu no final o avô da Magali, Seu Genésio, pai da Dona Lili, em que ele aparece para visitar a família e Mingau foge arrebentando a parede para não aguentar dois velhos dentro de casa aprontando com ele. Vô Genésio só apareceu nessa história, diferente da Dona Gertrudes que apareceu outras vezes, embora não tão frequente.

Vó Gertrudes e Vô Genésio na HQ "Mingau com a véia" (1992) ('Magali Nº 73' de 1992)

A outra avó foi a Dona Cota, mãe do Seu Carlito. Ela é nordestina do Ceará, bem obesa e come muito, tanto quanto a neta Magali, mostrando, assim, que ela puxou a Dona Cota em relação a sua fome exagerada e que sua família tem origem nordestina por parte de pai. 

Dona Cota estreou em 'Magali Nº 100' ,de 1993, na história "A avó (comilona) da Magali". Ela veio do Ceará para visitar a neta em São Paulo. Só que ela come tanto quanto a Magali e acabou dando prejuízo aos pais da Magali com 2 comilonas morando na mesma casa. Também apareceu outras vezes nos gibis, se tornando fixa. Já o avô por parte de pai nunca apareceu, nem fazendo ponta.

Vó Cota na HQ "A avó (comilona) da Magali" (1993)

Tia Nena e Tio Pepo foram criados em 1989 no lançamento da revista da Magali para serem os tios fixos da Magali. Tina Nena é irmã da Dona Gertrudes, e, assim, tia da Dona Lili e tia-avó da Magali. Ela é uma grande cozinheira, como a Magali dizia "a maior quituteira do bairro". Com o passar do tempo, os roteiristas passaram a dar outra personalidade, revelando que Nena uma bruxa do bem. Já Tio Pepo é casado com a Nena e é marceneiro, pronto para fabricar brinquedos para a criançada do bairro.

Tia Nena e Tio Pepo

Dudu inicialmente era só um vizinho da Magali que não gostava de comer e depois do nada virou primo dela, e passou a ser membro da família da Magali a partir de 2005, com estreia na história "Os micos que a gente paga na praia" (MG # 391), do Emerson Abreu. Pelo visto Emerson melhor a Magali ter um primo fixo contracenando com ela e fez essa mudança na MSP. Sinceramente não gostei disso, não era essa intenção da roteirista Rosana Munhoz quando criou o personagem em 1989.

Dudu

Com isso, a mãe do Dudu, Dona Cecília, passou a ser tia da Magali, irmã do Seu Carlito, e o pai do Dudu, Seu Durval, tio da Magali por ser casado com a Dona Cecília. E os personagens ficaram mais próximos, com mais histórias com as famílias juntas, inclusive fazendo ceias de Natal juntos.

Dona Cecília e Seu Durval

E o Mingau não pode ficar de fora, o gato de estimação da Magali também é membro da família dela por morar na mesma casa. A gente  sempre considera  os nossos bichos de estimação como membro da família. Inclusive o Mingau até considera que ele é o dono da casa e o resto da família são inquilinos da casa.

Mingau

Fora esses fixos, tiveram também vários tios e primas da Magali que apareceram somente em uma história, a grande maioria. Nunca teve uma cronologia na MSP e aí criavam parentes só para atender a um roteiro específico para aquela história e deixavam de mão depois. Por conta disso, muitos não revelam se são parentes por parte de mãe ou de pai.

A primeira a aparecer foi uma prima, sem nome e sem personalidade, na história "O Caixote", de Cebolinha Nº 10' de 1973. Apenas participando como a prima que queria conhecer a força da Mônica para destruir só com um tapa um caixote onde estrava dento o Cebolinha, com medo da Mônica e Cascão cobrarem o dinheiro que estava devendo para eles.

Prima da Magali na HQ "O Caixote" (1973)

Depois apareceu a Tia Marli na história "Como manda o figurino", de 'Mônica Nº 56', de 1975. Foi apenas uma participação quando Mônica e Magali foram pedir emprestadas revistas de beleza para a Tia Marli.

Tia Marli na HQ "Como manda o figurino" (1975)

Prima Betinhac apareceu na história "Ela vem aí", de 'Mônica Nº 82', de 1977. Foi a primeira parente com uma personalidade maior e centro de atenção da história. Betinhac era obesa e comia de tudo que nem a Magali, só que mais ao extremo, chegando a comer até carrinho de maçãs. Mônica tem plano de esconder as comidas da Magali pelo bairro espalhando em árvores, arbustos e até no ninho de galinha, mas Betinhac acabou encontrando, achando que estava nascendo comida em lugares exóticos. Magali se dá conta que a Mônica tirou as comidas dela para o plano, ela se revolta e passa a querer dar uma paulada na Mônica, que se esconde em uma árvore. Quando os personagens ficam com grande raiva dos seus interesses, ficam mais fortes que a Mônica.

Prima Betinhac na HQ "Ela vem aí" (1977)

Teve a prima bebê da história "O jeitinho com crianças" de 'Mônica Nº 84', de 1977 , em que a Mônica queria cuidar da prima da Magali, mas ela não deixa por achar que a Mônica não tem jeito com crianças por causa da superforça. Mônica tenta provar que sabe lidar com crianças, com bonecas e bebês que vê na rua, mas acaba a força dela atrapalhando mesmo. No final, descobre que foi Cebolinha que ia pagar sorvete para Magali falar que a Mônica não jeito com crianças para ficar encucada. Magali entregou sem querer o plano dele.  Não foi revelado nome dessa prima bebê da Magali.

Prima bebê na HQ "O jeitinho com  crianças" (1977)

E a Magali ainda teve uma avó na história "Andando por aí", de Mônica Nº 119, de 1980, em que a Mônica vira sonâmbula quando é convidada para dormir na casa da Magali e a família dela ainda tem que enfrenta ruma assaltante que invadiu a casa deles. Foi apenas uma avó tradicional, sem nome, bem diferente da Dona Gertrudes e Dona Cota, participou assustada com a Mônica sonâmbula ter entrado no quarto dela. Interessante o pai da Magali desenhado bem diferente, bem parecido como o Seu Juca. Na Editora Abril, era raro o pai aparecer nos gibis e quando aparecia era desenhado diferente a cada história.

Avó da Magali na HQ "Andando por aí" (1980)

Tia Ana Fátima foi a primeira da Editora Globo. Ela é irmã de Dona Lili, come tanto quanto a sobrinha Magali e foi namorada do Rolo. Apareceu na história "Ana Fátima, garota bom de garfo", de 'Cebolinha Nº 7', de 1987, em que o Rolo namora a Ana Fátima, só que ela come tudo que vê pela frente. Eles vão a restaurante japonês, pizzaria e lanchonete e ela come tudo, deixando o Rolo sem dinheiro e de barriga cheia de tanto comer.

Eles se despedem, já que Ana Fátima tinha que ir jantar na casa da sua sobrinha. Quando Ana Fátima chega lá, a gente descobre que a sobrinha dela era a Magali, daí a quem puxar, e ainda reclama que o Rolo come pouquinho. Histórias com crossover sempre são legais, se o namoro do Rolo com Ana Fátima tivesse vingado, ele podia ser hoje o tio da Magali.

Tia Ana Fátima na HQ "Ana Fátima, garota bom de garfo" (1987)

Prima Sarali foi a primeira da Editora Globo, após o lançamento da revista da Magali. Ela é do interior,  idêntica à Magali, só que era mais velha, bem alta e magrela, além de não ser chegada à comida. Apareceu na história "A fina", de 'Magali Nº 5' de 1989, em que Mônica e Denise confundiram a prima com a Magali, achando que levou sério demais quando ela tinha que ser fina (educada em não devorar tudo que encontra pela frente) para continuar no clubinho das meninas.  Prima Sarali chegou a passar mal ao comer 5 cachorros-quentes e 3 frapês de morango que Mônica e Denise obrigaram comer. História que marcou a estreia da Denise nos gibis.

Prima Sarali na HQ "A fina" (1989)

Prima Vera apareceu na história "Ela não gostou de mim!", de Magali Nº 37, de 1990. Prima Vera não gosta de gatos e implicou com o Mingau, fazendo com que ele ficasse no lado de fora da casa durante o fim de semana que a prima passou na casa da Magali, deixando o gato passar por sufoco.

Prima Vera na HQ "Ela não gostou de mim!" (1990)
No final, também apareceu a mãe da Vera, no caso tia da Magali. Como apareceu a Dona Lili na despedida  delas, supões que são prima e tia por parte de mãe. Depois de uns anos, passaram a colocar o Dudu com medo de gatos no lugar e foi ele que passou a ter medo do Mingau.

Prima Vera e tia da Magali na HQ "Ela não gostou de mim!" (1990)

Tio Marcos e Tia Luísa apareceram em "Engoliu ou não engoliu", de 'Magali Nº 78,' de 1992. Nela, Tia Luísa estava grávida e o Tio Marcos fala para Magali que estava barriguda porque engoliu uma melancia e Magali chora, acreditando que era verdade e que não deixou nem um pedacinho para ela. Quando Tia Luísa fala que era um bebê, Magali pensa que ela engoliu um bebê e Tio Marcos despista que está grávida por ter colocado uma sementinha na barriga da tia e Magali fala que bebês não nascem que nem feijão, que são as cegonhas que trazem bebês.

Tio Marcos e Tia Luísa na HQ "Engoliu ou não engoliu" (1992)

Curioso que no final, aparece a Magali adulta, casada com Quinzinho e com um filho, que pergunta se a mãe estava grávida e Quinzinho responde que no caso da Magali ela havia engolido melancia inteira, literalmente. Pelo menos em 1 história, pode dizer que o Quinzinho e o filho foram da família da Magali no futuro.

Magali e Quinzinho adultos na HQ "Engoliu ou não engoliu" (1992)

Prima Bianca e Tia Cléo apareceram na história "De gato e sapato", de 'Magali nº 46' de 1991. Prima Bianca era uma bebê de quase 2 anos que gostava de brincar com o Mingau e fazia de tudo com ele como puxar orelha, bigode, rabo, aperar nariz, jogar dentro do aquário, entre outras coisas, e Tia Cléo, a mãe da Bianca e irmã da Dona Lili, queria impedir da filha brincar com o Mingau.

As 2 foram inspiradas em parentes reais da roteirista Rosana Munhoz, que resolveu criar a história em homenagem a elas. No caso, Bianca era a sobrinha e Cléo era a cunhada da Rosana na vida real.

Prima Bianca e Tia Cléo na HQ "De gato e sapato" (1991)

Elas voltaram a parecer depois na história "Priminha dedo-duro", de Magali Nº 141, de 1994. Na ocasião, Bianca já estava mais crescida, por volta de 5 anos, e dedurava tudo que a Magali fazia de errado para a Dona Lili, dedurando Magali não querer brincar com que Bianca queria, Magali querendo roubar biscoitos e mexer na maquiagem da mãe, deixando a Magali em maus lençóis e levando bronca da mãe. No final, aparece a Tia Cléo querendo buscar a Bianca e descobre que Magali amarrou a Bianca para  fazer questão que ela não dedurasse mais nada. A Cléo foi desenhada bem diferente de como apareceu em 1991.

Prima Bianca na HQ "Priminha dedo-duro" (1994)

Bianca ainda apareceu também na história "Farra na rua", de 'Cebolinha Nº 93', com os personagens enfeitando a rua para a Copa do Mundo. Com a morte da Rosana, ela não apareceu mais nos gibis e deixou de ser uma prima fixa. Se Rosana tivesse viva, ela poderia até ter se tornando personagem fixa nos gibis, tinha potencial.

Prima Bianca e Tia Cléo na HQ "Priminha dedo-duro" (1994)

Prima Silmara apareceu na história "Um ano depois... o ajuste de contas", de 'Gibizinho da Mônica Nº 64', de 1996. Ela era uma menina rica, mais nova que Magali e Mônica, e havia aprontado muito com a Mônica como não emprestar as bonecas importadas do Japão, fazer vergonha que a Mônica estava de mãos sujas de canetinha quando estava comendo e diz que sanduíche engorda e ela já estava uma "bola" para a Mônica não comer e deixar Silmara comer mais sozinha.

Um ano depois, Silmara visita Magali de novo e Mônica resolve dar o troco, e faz o mesmo, mas a menina estava mudada e começa a chorar, pois o pai estava desempregado e não podia comprar coisas caras para ela e Mônica se arrepende de ter maltratado a Silmara. Ela até lembra os traços da Bianca, mas era outra prima da Magali.

Prima Silmara na HQ "Um ano depois... o ajuste de contas" (1996)

Teve também o tio do sítio na história "Coisas de ruminantes", de 'Magali Nº 230', de 1998. Nela, Magali está no sítio com seu tio e nota que as vacas ficam mastigando o tempo todo antes de engolir de vez o que come, dando nojo da Magali. Porém, ela fica com isso na cabeça e acaba fazendo o mesmo com as comidas que ela come para ver se passa a comer menos. Não foi revelado o nome desse tio na história, a Magali chamou o tempo todo só de tio e por ele ser do sítio que Seu Carlito tem, deduz que seja tio por parte de pai.

Tio do sítio na HQ "Coisas de ruminantes" (1998)

A partir dos anos 2000 não tiveram muitos parentes dos personagens. Quase todos da Globo foram criados pela Rosana e após a sua morte passaram a criar poucas histórias com parentes dela e até de outros personagens. Teve o Dudu se tornando primo oficial a partir de 2005 e recentemente na Editora Panini teve história "Os tios doidinhos da Magali", de 'Magali Nº 48', de 2019, com tios distantes da Magali que moravam no litoral e depois de Magali e Cascão pensar que um casal da região eram tios malucos dela, descobre quem era os verdadeiros tios, que eram normais. Não foi revelado nomes deles e nem se eram tios por parte de pai ou de mãe.

Tios do litoral na HQ "Os tios doidinhos da Magali" (2019)

Como podem ver a família da Magali foi bem interessante, uma criatividade sem tamanho, sejam os parentes fixos ou os que apareceram só em uma história, formou uma verdadeira árvore genealógica. Para ficar completa, só faltou um avô dela por parte de pai, no caso um pai para o Seu Carlito. Fora isso, foi perfeita. E muito bom relembrar dessas histórias, uma melhor que a outra.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Magali: HQ "Põe-te, mesa!"

Há exatos 30 anos, em outubro de 1989, era lançada a história clássica "Põe-te, mesa!" em que a Magali consegue uma mesa mágica que faz aparecer muita comida cada vez que ela ordenava a frase "Põe-te, mesa!". Com 11 páginas, foi história de abertura de 'Magali Nº 9' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Magali Nº 9' (Ed. Globo, 1989)

Escrita por Rosana Munhoz, começa em uma época que existia magos e princesas e com narrador-observador contando que uma bela princesa anunciou que se casaria com o homem que lhe trouxesse a mais maravilhosa invenção e o mago Tiago resolveu criar uma mesa uma mesa mágica onde era só ordenar a frase "Põe-te, mesa!" que logo ficava repleta de comida.


Mago Tiago já achou que havia ganho, que a princesa já era dele, mas para a sua surpresa, a princesa estava de regime e não gostou da invenção, chutando a mesa longe, e acabou se casando com o Palérmio, inventor do adoçante sem calorias. Mago Tiago odiou e acabou jogando a mesa mágica pela janela. Um humilde carpinteiro encontrou a mesa e levou para casa, sem saber dos seus poderes mágicos e é dado como que a história tinha terminado.


Na realidade, acabou a era antiga e a história continua, agora na atualidade, mostrando a Magali acabando de almoçar e pedindo mais um prato para a mãe. Dona Lili recusa, falando que ela já repetiu 3 vezes e agora só na janta. Magali vai para rua, chateada, falando que a mãe não a entende, e vai até à casa da Tia Nena para almoçar lá. Tia Nena diz que logo o almoço fica pronto e que é pra ela brincar lá fora, mostrando Tio Pepo lendo jornal.


Magali vai até a área de serviço no quintal da Tia Nena, reclamando que é duro brincar enquanto tem fome. Lá, ela encontra a mesa mágica e resolve brincar de comidinha e finge que tem um bolo de chocolate lá, mas não gosta por não ter gosto de nada. Ela diz que poderia ser uma mesa mágica e só falar "Põe-te, mesa!" que ficaria cheia de delícias e quando vai olhar apareceu um banquete. Ela adora a surpresa e nem quis saber o motivo de ter aparecido tanta comida, foi logo devorar tudo. No caso, a explicação é que o carpinteiro que pegou a mesa mágica era ancestral da família do Tio Pepo, que herdou a mesa da sua família.

Depois de comer tudo, Magali pensa que foi ilusão de ótica e faz o teste de novo e volta a parecer outro banquete. Ela vai até a casa da Tia Nena perguntar se pode ficar com a mesa velha do quintal. Tia Nena aceita e Magali diz que perdeu a fome e vai embora e Tia Nena desmaia, deixando Tio Pepo aflito.


Magali carrega a mesa sozinha, falando que com a mesa ela não vai mais passar fome e nem ter que esperar hora da janta. Ela para no meio da rua para fazer um "lanchinho" para repor as energias, faz a pedra como assento e começa a comer ao falar "Põe-te, mesa!". Mônica e Cebolinha veem e acham estranho ela comer na rua. Cebolinha vê que tem muita coisa gostosa e Magali pensa que ele quer pegar algo e já corta, falando que é tudo dela. Mônica diz que eles já almoçaram e convida pra brincar com eles e Magali diz que vai demorar.

Mônica estranha, pois ela já tinha devorado tudo e Magali mostra o segredo que cada vez que fala "Põe-te mesa" aparece um banquete e diz que está muito ocupada. Mônica pergunta como ela conseguiu aquela mesa e Magali diz que ganhou e pede licença para comer e confirma que eles não estão servidos.


Magali continua comendo sem parar, passam os dias e todo mundo fica surpreso com a mesa dela, alguns tentavam beliscar algo e ela não perdoava, batia com a colher na mão de quem tentava pegar. Só o Bidu que conseguia roer os ossos quando caía no chão. Com o tempo, a turminha se acostumou vendo ela comendo lá na rua e nem ligava. Magali não saía de lá nem para dormir e nem os pais dela conseguiam tirá-la de lá. Era um sonho realizado dela, pois a qualquer hora ela podia comer o que quisesse.


Até que um dia, Magali sente dor no maxilar e diz que parece que está comendo há dias. Mônica diz que está há 32 dias comendo. Magali diz que é por isso que as costas dela estão doendo de tanto ficar sentada. Mônica fala para ela se levantar e brincar com ela. Magali até chega a se levantar, mas ao olhar a mesa volta imediatamente para fazer mais um "lanchinho" e diz que é muita tentação saber que pode ter guloseimas a qualquer hora e, com isso, Mônica diz que ela vai ficar lá a vida inteira


Magali lembra velhinha comendo na mesa e começa a chorar pedindo a alguém ajudá-la, não aguenta mais aquilo. Até que aparece os gênios da mesa, reclamando que também não aguentam mais. Quando o mago Tiago os conjurou para encantar a mesa, não sabiam que teriam tanto trabalho, nunca viram apetite como o dela, não deixa em paz um minuto sequer e resolvem entrar em greve. Magali reconhece que foi esganada, diz que vai dar a mesa para alguém que precise e pede mais um favor,. Então, ordena seu último "Põe-te, mesa!", mas dessa vez para os seus amigos devorarem tudo da mesa, como um pedido de desculpas por ter regulado comida a eles.

No final, Mônica agradece pela festa que a Magali fez antes de levar a mesa para o orfanato e pergunta se ela não vai sentir falta. Aí Magali diz que talvez não se eles deram uma mãozinha. Assim, Magali passa a comer todos os dias na casa do Cascão, Titi, Cebolinha e Mônica para compensar a falta de tanto comer naquela mesa mágica e garantir que vai almoçar pelo menos 5 vezes por dia.


História sensacional, adoro essa historinha. Muito bom ver a Magali comendo o tempo inteiro por causa da mesa mágica, comeu tanto que nem os gênios da mesa aguentaram a gula dela e queria fazer greve, o que até foi bom para ela se livrar da mesa. Foi a história que ela passou mais tempo comendo, foram 32 dias ininterruptos comendo, não parando nem para dormir.

Em cada ordem de "Põe-te mesa" era um banquete diferente, sempre uma surpresa, não era ela que escolhia o que ia comer, isso foi legal também. Interessante a fome da Magali ser comparado como, algo compulsivo, um vício. Ela comia sem perceber que estava há dias comendo sem parar, se os gênios não fizessem greve, ela ia ficar para sempre comendo lá. Magali regulando comida para os amigos, egoísta, fazendo de tudo para ninguém comer o que ela comia foi bem presente aí, era uma característica que eu gostava bastante nela.


Muito bom também a história ser dividia em 2. Uma com a época medieval com princesas e magos e depois a atualidade, boa sacada isso. Narrador-observador narrando a história sempre é bem vindo, no caso, é como se fosse a roteirista Rosana narrando. Engraçado ver a Tia Nena desmaiando quando a Magali inventou que não ia almoçar porque não estava com fome, afinal era uma coisa impossível isso. Gostei também da Magali dizer que os banquetes dados pela mesa era só um "lanchinho", ficar com axilar e costas doendo de tanto ficar lá comendo e de ela ter dado a mesa para um orfanato, se tivesse uma mesa dessa na vida real, ia acabar com a fome no mundo.

Os absurdos, aliás, foram grandes nessa história, o que se torna mais especial ainda. Além da Magali ficar 32 dias comendo sem parar, a mesa mágica em si é impossível existir, quando a Magali falou "Põe-te, mesa!" na primeira vez, a mesa também aparece com um lençol de mesa, tem Magali correndo carregando a mesa pesada sozinha, nesse caso tão forte como a Mônica. Tudo muito divertido.


Traços excelentes, era perfeito os personagens desenhados assim. Personagens dentuços com dente da frente à mostra revela que erma histórias da Rosana em 1989. O normal era os personagens dentuços sem dentes quando mostram todos os dentes, mas em algumas histórias da Rosana mostravam os dentes como aconteceu em "A caveira dentuça" (Cebolinha Nº 32) e "Não se mexa!" (Mônica Nº 35). A partir de 1990 voltou como era e atualmente personagens dentuços estão com dentes à mostras nessas situações.


Foi o último gibi da Magali que foi mensal na época. A partir da 'Nº 10' de novembro de 1989 foi quinzenal, ficando assim até a edição 'Nº 357'. A partir da 'Nº 358' de março de 2003 voltou a ser mensal, continuando assim até hoje. Muito bom relembrar "Põe-te, mesa!" nesses exatos 30 anos, sem dúvida um clássico, tanto da Magali tanto da MSP.