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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 6

Nessa capa, Cebolinha e Cascão se escondem no alto do "Carrossel do Horácio"depois de aprontarem com a Mônica. Apesar de fazer alusão à história de abertura, como era de costume nas revistas "Parque da Mônica", até que fizeram uma piadinha em relação à história. 

A capa dessa semana é de "Parque da Mônica Nº 6' (Ed. Globo, Junho/ 1993).


quinta-feira, 21 de março de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 155

Hoje, dia 21 de março, é o aniversário da Mônica. Em homenagem uma capa dela em clima de aniversário, com direito a bolo e refrigerante par aos convidados.

Essa foi a edição que a Mônica passou a ter uma data oficial de aniversário e a partir daí todo ano passou a ter histórias de aniversário dela nos gibis do mês de março. Nos gibis da Mônica de 1983, 1984 e 1985 foram de aniversário, ai deram um tempo com isso e aí a partir de 1994 voltaram com histórias de aniversário todo ano, pelo menos na abertura, sendo assim até hoje. E também em 1994 todos os outros personagens principais também tiveram histórias de aniversário todo ano em seus respectivos meses.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 155' (Ed. Abril, Março/ 1983).


sexta-feira, 15 de março de 2019

Mônica: HQ "O maior mistério da Terra"


Mostro uma história com participação do Pato Donald, em que a Mônica tenta desvendar o mistério de quem mostrou a língua para ela atrás do muro. Com 10 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 187' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Mônica Nº 187' (Ed. Abril, 1985)

Nela, Mônica está brincando com o Sansão quando alguém aparece atrás de uma cerca e mostra a língua para ela em um buraco que estava na cerca. Ela fica braba e joga um balde de tinta verde enquanto ele estava com a língua de fora. Mônica vai conferir o outro lado da cerca para ver quem foi que mostrou a língua para ela, mas quando vê, não contava que tinha uma reunião com todos os meninos do bairro e assim não sabe quem foi o linguarudo verde misterioso e faz planos para saber quem foi.


Primeiro Mônica passa a pisar os pés dos meninos, fazendo de conta que foi sem intenção, e ao abrirem a boca mostrando a língua quando gritam, ela vê que não estavam com língua verde. Mônica acha cansativo pisar nos pés dos meninos e como eles já estavam olhando feio para ela, resolve adotar outro método.


Assim, quando o Franjinha estava prestes a iniciar a reunião, Mônica se fantasia de sorveteiro e distribui sorvete para eles, sendo que o sorvete era de cola e ao lamberem o sorvete, ficam a língua grudada e era só ela puxar o picolé para ver quem estava com a língua verde. Franjinha descobre que era a Mônica ao tirar o disfarce dela e pergunta se pretende acabar com a reunião deles, enquanto os outros meninos já estavam com raiva dela.


Mônica tem uma ideia e diz que estava lá para homenageá-los. Um menino pergunta se é a homenagem é pisar nos pés deles ou vender sorvete de cola e Mônica diz que vai deixar todos mostrarem a língua para ela e não vai reagir nem bater em ninguém. Eles acham que é um truque e uma armadilha.

Mônica pede para o Franjinha ser o primeiro a experimentar. Ele fica com medo  a princípio, enquanto os outros meninos incentivam a mostrar a língua, acaba mostrando e vê que não aconteceu nada. Os outros, então passam a mostrar também. O primeiro , além de  mostrar, xinga a Mônica de bobona e dentuça e ela dá um soco tão grande que ele chega a voar longe, falando que é só para mostrar a língua, e não xingar.


Depois, segue tudo tranquilo e todos conseguem mostrar a língua normalmente. Depois de uma hora não tinha mais ninguém, mas ela sente falta do Cebolinha e Cascão. Ela encontra os dois descansando debaixo de uma árvore e pergunta se eles não vão mostrar a língua para ela.

Os meninos falam que estão cansados de apanhar e como os planos nunca dão certo, eles fizeram um trato e nunca mais vão provocá-la, xingar ou mostrar a língua. Mônica dá uma coelhada neles assim mesmo, mostram a língua com a pancada e ela vê que não estava verde. Como não sobrou nenhum outro menino no bairro, acaba não descobrindo quem era o linguarudo verde misterioso.


Na segunda parte da história, é descoberto o mistério. Mônica vai para casa, achando o mistério esquisito e vai para casa , já que estava anoitecendo e estava com sono.  Ela se prepara para dormir, e quando se deita e começa a dormir, ouve um "splash", que era um barulho de uma torneira aberta. Ela vai conferir com uma lanterna no lado de fora da casa.

Chegando lá, ela ouve a pessoa falando que não tinha que andarem histórias que não são deles e que a tinta não queria sair da língua dele enquanto lava a língua na pia. Mônica joga a luz da lanterna para descobrir quem era o linguarudo verde misterioso e, para a sua surpresa era o Pato Donald, que corre quando  ela joga a luz em cima dele, terminando assim.



Muito boa essa história, muito criativa. Legal ver a Mônica tentando descobrir o mistério de quem mostrou a língua para ela pelo buraco da cerca e todos os seus planos para conseguir isso. Engraçado ver a Mônica jogando tinta verde no linguarudo, pisando os pés dos meninos, dando sorvete de cola, além dos meninos mostrarem as línguas para ela sem apanhar. Gostei do narrador-observador do início interagindo e interessante ser dividida em 2 partes, mesmo sendo curta, com a segunda parte sendo a solução do mistério.


O final foi surpreendente, o linguarudo verde misterioso podia ter sido qualquer menino da turma, como o Cebolinha, Cascão, Xaveco, Zé Luís, ou no máximo um secundário da MSP de outro núcleo, mas para surpresa de todos foi o Pato Donald , isso que foi a grande sacada de fugir do óbvio. Interessante a Mônica e os leitores descobrirem isso juntos. E ainda vimos um grande encontro inesperado da Mônica com Pato Donald, universos bem diferentes. 


Acho que criaram a história como uma brincadeira de algo como a revista da Mônica ter vendido mais que a do Pato Donald ou a Mônica ser mais popular que o Pato Donald, aí ele mostrou a língua para a Mônica por causa de inveja. Como na época, eles eram concorrentes e estavam na mesma editora podiam fazer essa brincadeira. Ou então fizeram a história como homenagem a Disney mesmo. 

Já tiveram outras referências a Disney nos gibis da Turma da Mônica, normalmente citações e nomes parodiados, como , por exemplo,  na história "A bruxa que odiava parques" (Parque da Mônica Nº 32 - Ed. Globo, 1995) em que a bruxa destruiu a "Nisdeylandia" (Disneylândia). Crossover também na edição "Você Sabia Nº 8" sobre histórias em quadrinhos (Ed. Globo, 2004), mas, sem dúvida essa história de 1985 é a mais famosa e mais lembrada pelos leitores.


Os traços excelentes, com uma arte-final muito legal, provavelmente do Alvin Lacerda. Na postagem a coloquei completa. De curiosidade, os meninos principais da turma não apareceram na reunião, só figurantes. Apenas Franjinha, que era o líder da reunião, e o Jeremias durante a reunião em um quadrinho, e só no final Cebolinha e Cascão aparecem e nem estavam na reunião. Na parte que a Mônica se fantasia de sorveteiro, lembra os desenhos animados como Pernalonga, Patolino, Tiny Toon, em que os personagens se fantasiavam para enganar os vilões e fazê-los de bobos e, assim outra referência a outros universos.

Tem também absurdos como a Mônica já ter um balde de tinta a disposição dela enquanto brincava com o Sansão e o Pato Donald primeiro aparecer como uma língua normal atrás do muro e depois aparece com sua língua de pato no final, mas são detalhes que não estragam a história e até dão magia em histórias em quadrinhos, que não precisam de tudo explicado.


Atualmente, os quadrinhos Disney voltaram a a circular nas bancas ,agora pela Editora Culturama, após 68 anos ininterruptos pela Editora Abril e 8 meses sem circulação após o fim conturbado na Editora Abril. Desde julho de 2018 que não tinham mais gibis da Disney em circulação nas bancas do Brasil e agora em março de 2019 estão de volta.

Muito bom relembrar essa história com o encontro histórico da Mônica com o Pato Donald. Ela foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 9' (Ed. Globo, 1991), onde li pela primeira vez, sendo que as imagens da postagens são do gibi original de 1985. Abaixo, a capa desse 'Almanacão de Férias Nº 9'.

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 9' (Ed. Globo, 1991)

segunda-feira, 4 de março de 2019

Cebolinha: HQ "Carnaval! Oba!"

É Carnaval, então mostro uma história em que o Cebolinha, Cascão e Mônica formaram um bloco de Carnaval sem querer. Com 9 páginas, foi publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Abril, 1976) e republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 8 - Especial Carnaval' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 8 - Especial Carnaval' (Ed. Abril, 1981)

Nela, Cebolinha e Cascão estão conversando, quando a Mônica chega e bate um tambor bem alto e os meninos se assustam com o barulho. Ela fala para eles se animarem porque era Carnaval e chama para dançar. Cebolinha diz que com ela tocando fica meio difícil e Mônica, com sua autoridade, já quer saber se ele está insinuando que ela não sabe tocar. Cascão tem um pensamento que era verdade isso e Mônica grita com ele se está pensando alguma coisa.


Com muito medo da Mônica, eles falam que foi o melhor "bum-bum-bum" que já ouviram, que foi sensacional e que devia tocar no bloco deles. Mônica pergunta que bloco era, e Cebolinha diz que é o bloco "Vai Quem Quer". Mônica pergunta sobre os estatutos e regras do bloco. Cebolinha comenta apenas que vai quem quer e os instrumentos cada um toca o que quiser e então, Mônica resolve tocar o seu tambor na rua.


Mônica comenta que falta uma coisa. Cascão pergunta se são os tampões de ouvidos e Mônica já grita se ele falou alguma coisa já ameaçando bater. Mônica fala que são as fantasias que estão faltando e Cebolinha pergunta se ela já não estava fantasiada. Mônica deixa passar por ser Carnaval e que o espírito de piada dele estava muito bom, mas ameaça para não se repetir apontando dedo para ele.


Cebolinha diz que cada um se fantasia como quiser e, assim, eles vão se fantasiar. Quando voltam, Mônica vem fantasiada de coelhinha, Cebolinha, dentro de um arbusto, fantasiado como uma plantação de cebola e Cascão, de lata de lixo. Cada um acha graça da fantasia dos outros e depois Mônica pergunta das faixas do bloco. Cascão mostra a faixa "Bloco Vai Quem Quer saúda o público e pede passagem".


Tudo resolvido, eles cantam pela rua a marchinha do Bloco "Vai Quem Quer". O povo que estava na rua gostam da animação das crianças e vão se juntando com eles. Aos poucos, vão juntando cada vez mais gente,  atravessam trânsito e chegam em um desfile de samba e a turma acaba recebendo prêmio de um troféu do prefeito, quando eles percebem que formaram um bloco de Carnaval de verdade de sucesso e muito animado.


Cebolinha mostra o troféu que ganharam para o Cascão, que fica contente e diz para não segurar sem cuidado porque cair e quebrar. Cebolinha diz que não importa porque é Carnaval. Cascão toma a taça da mão do Cebolinha e diz que vai ficar ali parado tomando conta dela. Cebolinha e Mônica vão embora junto com o bloco para se divertirem. Cascão vê de longe todos brincando no bloco e não resiste, joga o troféu no lixo e vai junto com a turma brincar no bloco, terminando assim.


Uma história boa de Carnaval onde é formado um bloco de Carnaval sem querer. Os meninos inventam que eles tinham bloco só para desviar a atenção da Mônica de bater neles por terem insinuado que ela toca mal o tambor e, com a inocência deles vão enumerando aos poucos o que precisa para formar um bloco e acabaram criando um bloco de verdade no bairro do Limoeiro. Deixa uma mensagem no final que não é para se apegar a prêmios materiais e o importante é curtir os momentos com os amigos, no caso curtir o Carnaval junto com o bloco ao invés de ficar cuidado de um troféu. Legal as fantasias dele, hoje em dia nem pensar Cascão vestido de lata de lixo.

Nos anos 70 era tudo espontâneo, com um simples papo, as coisas saiam se desenrolando naturalmente até ver o que aconteceu. Mesmo assim, não ocupavam muitas páginas as conversas dos personagens e as histórias não eram tão longas por causa disso. Depois eles passaram a ser mais objetivos nas histórias, indo direto ao ponto que queriam.


Naquela época a Mônica era bem mais irritada, sem paciência e muito autoritária, qualquer motivo já saía batendo nos outros, como pode notar que ela se incomodou até com o pensamento do Cascão, ou seja, batia nos meninos até se percebia que estava falando mal dela por pensamento. Dessa vez não bateu neles, mas assustou com ameaças se continuasse, sendo bem autoritária.


Os traços bacanas, do estilo dos anos 70. estavam começando a ficar com bochechas menos pontiagudas, mas ainda longe do estilo consagrado. Destaque para Mônica com dentes da frente bem maiores, além dos personagens falando de boca fechada e muitas vezes tinham colorização de tudo de uma mesma cor em alguns momentos como aconteceu coma plateia do desfile, coisa característica em todos os gibis da Editora Abril, não só os Turma da Mônica.


As imagens tirei do 'Almanaque da Mônica Nº 8' de 1981. Falando brevemente desse almanaque tiveram 13 histórias no total entre 1971 a 1977, só que dessas, só 6 foram de Carnaval (incluindo a tirinha inédita) e as outras republicações de histórias normais  de personagens secundários. Na época não tinham histórias suficientes de Carnaval para republicarem, assim mesclaram histórias de Carnaval com normais, a não ser que fizessem histórias inéditas sobre o tema, como fizeram com alguns almanaques temáticos na Editora Abril. Tanto que ainda precisaram antecipar uma de 1977, pois era permitido republicações apenas de histórias de 5 anos para cima, no caso devia ter até 1976.

Depois foi republicada de novo em 'Coleção Um Tema Só Nº 13' (Ed. Gobo, 1996), o que foi uma surpresa, pois não tinham costume de republicarem histórias dos anos 70 na época.. Abaixo, a capa original de Cebolinha Nº 38' de 1976 e esse Coleção um  Tema Só de 1996.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 13' (1996)
Capa de'cebolinha Nº 38' (1976)


sábado, 2 de fevereiro de 2019

Tirinha Nº 61: Mônica

A força exagerada da Mônica era capaz de acontecer tudo de absurdo. Nessa tirinha, ao dar um golpe marcial para quebrar um tijolo no meio, Mônica consegue também rachar a Terra no meio com a força que fez para partir o tijolo. Muito engraçada.

Tirinha publicada originalmente em 'Parque da Mônica Nº 13' (Ed. Globo, 1994).


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 49

Uma capa apenas com desenho bonito em clima de verão e férias, com a Mônica e Magali em uma praia, com Magali tocando tambor e Mônica dançando hula-hula. Fica na imaginação do leitor se elas estão no Havaí ou apenas uma praia normal, já que nos primeiros números da Mônica na Globo tinham muitas capa com ela viajando para vários lugares.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 49' (Ed. Globo, Janeiro/ 1991).


terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Mônica: HQ "O gorro rasgado"

Mostro uma história em que a Mônica ajudou um Duende do Papai Noel a tentar consertar o gorro do Papai Noel que rasgou a tempo das entregas dos presentes de Natal. Com 9 páginas, foi história de encerramento publicada em 'Almanaque da Mônica Nº 20' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 20' (Ed. Abril, 1983)

Nela, um Duende do Papai Noel está apressado para chegar ao Polo Norte, pois havia mandado lavar a roupa do Papai Noel em uma lavanderia e acabou demorando demais. Ele tem medo de não chegar a tempo e Papai Noel precisar entregar os presentes pelado.


Nessa hora, Cascão está em cima de uma árvore fugindo da Mônica depois de ter aprontado com ela. Cascão mostra a língua e Mônica arremessa o Sansão, só que ela erra a mira e acaba atingindo o gorro do Papai Noel que estava com o Duende. Sansão com o gorro acaba voando longe e vai parar em um tanque onde uma mulher estava lavando roupa.

O Duende pede para a mulher devolver o gorro com o coelhinho e ela joga em cima dele com raiva. Ele tenta tirar o gorro da cabeça do Sansão, mas fica grudado porque encolheu ao ser molhado e lembra que só podia ser molhado com gotas de orvalho da manhã e chama o Sansão de porcaria de coelho.


Mônica vai passando, ouve tudo e dá um soco no Duende, falando que ninguém fala mal do Sansão na frente dela e pensa que o Duende é um moleque disfarçado fora da época de Carnaval. Mônica faz força para tirar o gorro do Sansão e acaba o gorro rasgando. O Duende se desespera, falando que o Papai Noel não vai perdoá-lo, não imagina o Papai Noel entregando os presentes sem gorro, que tem risco de pegar uma friagem na carequinha e a sua imagem vai ficar abalada. 


Mônica aperta as orelhas do Duende e vê que é de verdade. Ele a chama de maluca e graças a ela o Papai Noel não vai poder entregar os presentes. Então, Mônica leva o Duende para casa e sua mãe, Dona Luísa, pensa que era um novo bicho que a filha estava levando e põe o Duende para fora e fecha a porta. Dona Luísa abre a porta de novo se dando conta que era um Duende e acaba desmaiando. Com isso, como ela não podia costurar o gorro, aí Mônica resolve costurar.


O Duende diz que o gorro só pode ser costurado com um material especial: fios de cabelo de um menino que só tem 5 fios de cabelo na cabeça e que troque o "R" pelo "L". Mônica corre segurando o Duende e encontra o Cebolinha escondido em um banheiro de rua, desesperado que não vai aceitar porque cortou cabelo semana passada e nem ouse entrar lá porque é banheiro masculino e ele está pelado. 


Mônica segura a casinha do banheiro e joga longe e Cebolinha fica com  medo e corre, mas Mônica joga a porta em cima dele e consegue cortar todo o seu cabelo, contra a sua vontade, falando que é pelo Natal. O Duende diz que seria só 1 fio e Mônica diz que foi por causa se caso faltar e Cebolinha a xinga com palavrões.


Mônica costura o gorro, mas o Duende a apressa porque tem pouco tempo para entregar a roupa do Papai Noel. Quando ela acaba de costurar, o vestido da Mônica fica agarrado costurado no gorro por causa da pressa. O Duende fala que se tirar o gorro pode rasgar de novo e eles não tem outro fio de cabelo e não vai dar tempo de costurar. Assim, no final, Duende entrega a roupa do papai Noel com o vestido agarrado no gorro mesmo e os pedidos de presente da Mônica e Cebolinha. Era um vestido e uma peruca de 5 fios de cabelo, com eles escondidos atrás de uma moita esperando Papai Noel entregar os presentes deles.


Uma história bem bolada e criativa com tudo acontecendo com o gorro do Papai Noel e Mônica ajudando o Duende a recuperar o gorro, que acabou sendo rasgado na confusão. Mexe com a fantasia e imaginação dos leitores, se tornando melhor ainda. Engraçado ver as trapalhadas e os absurdos durante a história, pelo menos no final o Papai Noel conseguiu entregar os presentes da criançada, mas Mônica e Cebolinha se deram mal.


É cheia de movimentos, parecendo desenho animado, típicas de histórias da Editora Abril da época. Os absurdos eram grandes, principalmente a Mônica segurar e jogar longe uma casinha de banheiro sozinha só com a sua força exagerada. Muito bom. Palavrões e falar a palavra "Droga!" são as coisas incorretas que não são publicados atualmente nos gibis. Os absurdos também não são bem vindos hoje.


Os traços muitos bons dos anos 80, dava gosto de ver desenhos assim. Na postagem a coloquei completa. Nunca foi republicada até hoje, assim como as demais histórias desse 'Almanaque da Mônica Nº 20' , que eram inéditas até então, e só quem tem esse almanaque que conhece. Muito bom relembrar essa história, que completa exatos 35 anos.

UM FELIZ NATAL A TODOS!!!

sábado, 15 de dezembro de 2018

Capa da Semana: Cebolinha Nº 96

Nessa capa. Cebolinha e Mônica estão em um shopping e o Cebolinha pede o Sansão de presente para o Papai Noel, que fica assustado por ter risco de apanhar da Mônica se ousar tentar pegar o Sansão.

Interessante a moldura natalina que fizeram, não ficou ruim, bem discreta e parecendo uma espécie de cartão de Natal.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 96' (Ed. Globo, Dezembro/ 1994).


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Capa da Semana: Mônica Nº 23

Em novembro de 1988 eu comecei a colecionar gibis, então em comemoração aos 30 anos de coleção mostro a capa do primeiro gibi da Mônica que passei a ter em sequência na coleção. Os outros gibis daquele mês foram os primeiros da coleção.

Nessa capa, Mônica pega escondida o batom e a maquiagem da sua mãe, Dona Luísa, para maquiar o Sansão e fica sem graça ao ser flagrada pela mãe. Nos gibis antigos os personagens dentuços quando sorriam mostrando os dentes, os dentões da frente acabam não aparecendo. Achava bem melhor assim.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 23' (Ed. Globo, Novembro/ 1988).


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Cebolinha: HQ "O cavaleirinho da pouca elipse"

Mostro uma história clássica de uma aventura em que o Cebolinha e a turma tiveram que enfrentar os cavaleiros do Apocalipse, que eram as pragas da morte, guerra,fome e peste, que escaparam do cativeiro no Céu. Com 11 páginas no total, foi publicada em 'Cebolinha Nº 70' (Ed. Abril, 1978).

Capa de 'Cebolinha Nº 70' (Ed. Abril, 1978)

Nela, Cebolinha e Cascão estão jogando bafo e Mônica olhando o jogo deles, quando ouvem um barulho muito alto de andar de cavalo. Cebolinha chama atenção da Mônica para parar de fazer barulho porque ele quer ganhar as figurinhas do Cascão.


Logo depois, volta o barulho e Cebolinha grita para ela não atrapalhar. Em seguida, mais uma vez o  barulho alto e Cebolinha grita que não joga mais ao lado da bobona. Mônica olha para o alto assustada e gaguejando cavalo. Cebolinha pensa que ela está o chamando de cavalo e diz que cavalo é a vovozinha e depois ao ouvir de novo o barulho, ele olha para o alto e diz para o cavalo voador olhar para onde anda e aí que percebe algo errado, ficando surpreso.


Em seguida, Anjinho cai em cima do Cebolinha e da Mônica. Anjinho está desesperado e fala que eles têm que salvar a Terra e  não há um minuto a perder. Mônica, assustada, sacode o Anjinho falando para ele ter calma e acordar.

Anjinho avisa que os 4 cavaleiros do Apocalipse chegaram e explica que eles são as piores pragas do mundo, os cavaleiros da morte, da fome, da peste e da guerra, e por onde passam só há a destruição. Antes eles viviam na Terra só que se tornaram tão perigosos que o chefe dele mandou prendê-los e guardados por anjos da máxima segurança e afastados da Terra. Só que algum anjo acabou cochilando e acabaram escapando e voltando para Terra e no caminho quase atropelaram o Anjinho. Mônica pergunta porque os anjos a segurança máxima não vem buscá-los e Anjinho diz que estão vindo, mas que ele tem medo que antes dos anjos chegaram e que seja tarde demais.


Eles vão até onde os cavaleiros do Apocalipse estavam e viram que transformaram um campo todo florido em trevas. Os cavaleiros conversam entre si, querendo saber com a Morte quando vão poder agir, espalhar fome e doenças por aí. A Morte fala que pra eles observaram como o planeta mudou desde que eles foram aprisionados e acham que vai ser divertido devastar tudo de novo.

A turma fica apavorada, com Cascão falando que Magali não ia gostar desse negócio de fome, Cebolinha falando que pegou sarampo e não quer pegar de novo e Mônica já quer atacá-los pra impedir que destruam as flores do jardim dela. Anjinho impede de Mônica atacar, falando que são muito perigosos e pra turma segui-lo porque ele tem um plano.


Depois, os cavaleiros do Apocalipse estão prestes a atacar a Terra quando alguém interrompe falando para esperar. A Morte pergunta quem ousa interrompê-la e então surge a turma como "os cavaleirinhos da pouca elipse", cada um caracterizado como a versão mirim dos cavaleiros originais. Eles conversam falando mal de cada um de seus cavaleiros parodiados e mandam eles sentarem em uma cadeira de balanço, tratando como velhos mixurucas e por fora e que os novos cavaleirinhos iam tomar conta do planeta.


Eles tomam satisfação com a turma, que insistem que são velhos acabado e surdos, são antiquados e que os métodos de morte, espada, fome e sarampo não se usam mais. Eles não acreditam, falando que são muito poderosos e Anjinho, caracterizado como Morte, pergunta para a Morte o que faria com uma flor. Ela joga um raio da sua foice, mas a flor não é destruída, continua inteira sem murchar. Morte lança de novo o raio e continua a flor intacta e ainda joga água na cara dela. Anjinho diz que nem uma flor respeita mais a Morte e assim os métodos dela estão ultrapassados.


O Cavaleiro da Guerra fala para Mônica, caracterizada como ele, que a espada dele continua afrontando exércitos e Mônica pede pra ele mostrar como ele afronta um grupos meninos que estavam brincando de bafo. Guerra chegando gritando e os meninos tacam pedra n a cara dele e dá paulada no pé, falando que era pra gritar com outro e não fazer perder as suas figurinhas. Mônica faz a parte dela, querendo saber quem deu nó no coelhinho e assim os meninos saem correndo e mostra que o seu coelhinho é mais assustador que a espada do Guerra.


Em seguida, e a vez de Cascão e Cebolinha derrotarem juntos os cavaleiros da Peste e da Fome, respectivamente. Eles falam que a Morte e a Guerra podem estar ultrapassadas, mas eles continuam poderosos e o tempo não passou para eles. Cebolinha, então, manda ver o que fazem com um rapaz que estava parado bem longe para provar que são poderosos ainda. Eles lançam raios juntos jogando muita fome e muita doença para ele, que ia acabar caindo duro e nem se aguentar deitado. Eles estranham do rapaz estar em pé ainda e então Cebolinha e Cascão fazem a tentativa deles. Eles falam olha o banho e o "rapaz" sai correndo na visão deles. Na verdade, era um espantalho amarrado no Bidu e quando eles falam em banho, Bidu sai correndo levando o espantalho.


Os cavaleiros saem e voltam logo depois caracterizados com as roupas e objetos dos cavaleirinhos, como a Morte com capuz estampado com flores, a Guerra com o coelhinho da Mônica, e que agora com as novas tecnologias serão mais invencíveis e mais terríveis. Porém, foi bem na hora que chegaram os anjos de segurança máxima e conseguem prender os cavaleiros do Apocalipse e eles vão percorrendo o Céu até sumir. A turma olha um para o outro e no final voltam a jogar bafo como no inicio da história e o Anjinho dormindo na sua nuvem, tudo agindo normalmente, como se nada tivesse acontecido.


Uma história excelente mostrando uma aventura da turma enfrentando as pragas do mundo, uma paródia da Bíblia. Trataram como personificação e que não existiam mais na face da Terra até eles escaparem do prisioneiro no Céu. O plano do Anjinho até que foi interessante de mostrar que estão ultrapassados, aproveitando que os cavaleiros ficaram muitos anos fora da Terra e que o mundo evoluiu com isso, uma forma de despistá-los, até dar tempo de chegarem os anjos a segurança máxima. Uma crítica com o que acontecia e ainda acontece de ruim no mundo, pode-se dizer que hoje eles estão soltos por aí castigando a todos novamente.


Era comum na época histórias de aventura assim, com a turma enfrentando altos perigos, mas que sempre terminava bem no final. Aliás, o final tem uma dupla interpretação: ou a turma seguiu agindo como se nada tivesse acontecido, como era de costume nas histórias de aventura da época ou então no momento que os cavaleiros sumiram no Céu, os anjos da segurança máxima fizeram apagar da memória deles tudo que tinha acontecido. Aí fica a critério do leitor julgar a melhor versão, algo que também gostavam de colocarem final com várias interpretações e despertar imaginação.


Os traços bem típicos do final dos anos 70, com eles superfofinhos e umas caretas de olhos arregalados e uma boca com bico quando mostrados os personagens de perfil, bem no estilo desse tipo de traços. Completamente incorreta, principalmente por dar destaque às desgraças do mundo e não fariam mais histórias assim. A Morte mostrada não é a Dona Morte da Turma do Penadinho, que só iria estrear nos gibis a partir de 1983, sendo que uma vez ou outra aparecias nas tiras de jornais do Penadinho. Essa Morte perversa também apareceu em uma história do Chico Bento de 1980. Sansão não tinha nome ainda naquela época e era chamado apenas de coelhinho nas histórias, como nessa.

Foi republicada depois em 'Almanaque do Cebolinha Nº 4' (Ed. Globo, 1988), de onde foi tirada as imagens. Muito bom relembrar essa história clássica, lançada há exatos 40 anos.

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 4' (Ed. Globo, 1988)