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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Almanaque da Mônica Nº 15 - Editora Globo

Há 30 anos era lançado o 'Almanaque da Mônica Nº 15' da Editora Globo, que foi em homenagem aos 30 anos da MSP até então. Nessa postagem, faço uma resenha de como foi esse almanaque especial.

Almanaque da Mônica Nº 15 (Ed. Globo, 1989)

Lançado em novembro de 1989, ele reuniu histórias dos primeiros números dos gibis da Mônica de 1970 e 1971 pela Editora Abril. O livro "Mauricio 30 Anos" pelo visto estava com produção atrasada, deveria sair em 1989 e acabou só sendo lançado em 1990, e para não passar em branco a comemoração dos 30 anos da MSP, fizeram esse almanaque.

Na época eles não tinham costume de republicar histórias muito antigas assim, entre 18 a 20 anos, era no máximo 11 anos de diferença, sendo mais comum histórias entre 5 a 7 anos. Assim, em 1989 era mais comum nos almanaques histórias entre 1978 a 1984, sendo mais frequente a partir de 1982. Isso para ter uma ideia de como voltaram no tempo com as histórias.

Foi a primeira que vi como foi a origem da Turma da Mônica, como era os traços dos anos 70. Até já tinha visto umas ilustrações do Cascão no frontispício do 'Almanaque do Cascão Nº 6' de 1989, mas nesse 'Almanaque da Mônica' já foi mais revelador, deu para ver como era e achei muito diferente em relação aos traços dos gibis atuais até então.


Esse 'Almanaque da Mônica Nº 15' seguiu o mesmo estilo de formato dos anteriores, saindo em bancas do jeito tradicional, com preço comum que era, acrescido da inflação que aumentava o preço de uma edição para outra em todos os gibis.Teve as tradicionais 84 páginas, formato lombada, capa em papel couché e miolo com papel jornal oleoso. Mantiveram até a faixa lateral com coelhinhos, tão comuns nos almanaques na época e histórias interligadas com propagandas normais dos gibis de 1989.

A capa teve uma ilustração muito bonita ambientada na virada dos anos 60 para os anos 70 com Mônica como fotógrafa lambe-lambe querendo tirar fotos do Cebolinha, Cascão, Magali e Bidu em um calhambeque caracterizados como na época proposta, mas com os traços de 1989. Pode dizer que Cebolinha, Cascão e Magali estão caracterizados como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. A intenção foi para os leitores entrarem no clima nostálgico da época das histórias dos gibis originais que tinham nesse almanaque.

Abre com frontispício, mostrando capas das 12 primeiras edições de 1970 e 1971 e um texto com Mauricio falando do sucesso da Turma da Mônica desde os anos 70 e ressalta que as crianças daquela época já estavam crescidas, casados e com filhos e com a reedição daquelas histórias, os pais que leram quando crianças podiam reler agora junto com os seus filhos. Imagino a emoção de quem leu os gibis originais e terem a oportunidade de reler e mostrar par aos filhos o que leu quando era criança, já que não tinha internet e nenhum meio de ler a não ser procurando em sebos e que já era difícil encontrar aquelas edições de 1970 e 1971. Nas capas ilustradas, só não mostraram as de nº 6, 9, 10 e 11.

Frontispício da edição

A seguir vem as histórias clássicas, que foram tiradas de edições do "Nº 2" até o "Nº 17" e todas escritas e desenhadas pelo Mauricio de Sousa, já que era só ele que fazia as histórias na época. Procuraram colocar histórias mais curtas para ter noção de como eram vários personagens da MSP. Teve histórias de vários personagens secundários, mas não tiveram Chico Bento e Penadinho, que só foram estrear nos gibis a partir de 1972 e não teve Astronauta, pois as histórias costumavam ser longas nos primeiros números. De histórias de abertura originais foram só a de abertura e de encerramento, as outras de miolo curtas entre 1 a  5 páginas.

A gente nota um estilo bem diferentes, não só nos traços com personagens bochechudos, bochechas pontiagudas, assim com histórias bem incorretas, cheias de absurdos e personagens se dando mal ao extremo, inclusive no final, muitas vezes sendo ridicularizados. essa fase marcou também com personagens falando de boca fechada, uma linguagem bem culta, próclises e ênclises bem colocadas, palavras não muito faladas hoje, outras bem datadas e se falavam alguma gíria ou algo informal, aparecia palavra entre aspas. Cebolinha falava trocando o R pelo L entre aspas também. Única alteração foi ortografia da época, editada para não ensinarem errado a escrita atual (coisa que até fazem hoje desde que teve a nova reforma ortográfica). De resto, tudo igual, sem alteração nenhuma, nem no estilo de cores, já que na Globo não alterava nada sem ser ortografia.

A primeira foi a clássica "Os Azuis" (MN #15, de 1971), que inclusive recebeu vários prêmios depois de lançada, e discute o problema de racismo. Mônica acorda normalmente e vai a rua e encontra todos os seus amigos com peles azuis e pensa que eles se pintaram, e eles pensam que a Mônica se pintou de laranja. Quando descobrem que a Mônica tinha aquela cor de pele sentem nojo dela por estar com cor diferente que a deles e passam a fugir dela.

Trecho da HQ "Os Azuis"

Mônica até tenta ir atrás deles, mas é em vão. Cascão ordena que a Mônica o solte e Magali fala para não bater nela e faz expressão de nojo e joga na cara que a cor laranja da Mônica é horrível. Mônica ainda é insultada pelo povo da rua, que a chamam de "coisa", que uma "alaranjada" não deve andar por aí e é perseguida por um vigilante. Ela encontra um velhinho encostado no túnel que fugiu, explica seu problema dos outros implicarem com a cor, mas ele também foge.

Aparece o Bidu e é o único que a aceita do jeito que a Mônica era. Ela comenta que todos se pintaram de azuis e estão implicando com ela só por causa da cor, mas ela continua igualzinha a eles e tem todos os sentimentos iguais a eles, como ternura, saudade, contentamento, medo, entre outros. Depois, ela vai para casa almoçar e tem a surpresa que até a mãe dela está azul e Mônica ainda ouve a voz dela vindo do quarto, achando que está "lelé".

Trecho da HQ "Os Azuis"
Em seguida, vê um espelho que não tinha na casa dela e descobre que era um espelho teledimensional, que foi parar no mundo dela por engano e o espelho a transporta de novo para o mundo dela. De volta ao mundo real, Mônica fica emocionada ao ver a mãe com sua cor normal, vai para a rua e abraça Cebolinha e Magali, falando que gostaria deles mesmo se eles fossem azuis e fica triste em saber que existe um lugar que pensam que o que é mais importante é a cor da pele.

Essa história é sensacional, Mauricio quis mostrar em que há um mundo paralelo que tem preconceito de cor de pele, mas na verdade era uma crítica ao Brasil mesmo que tem preconceito com os negros. Incrível que nos anos 70  tinha esse preconceito de racismo e que ainda é um tema atual, até hoje o povo tem preconceitos. Fica na imaginação se a Mônica sonhou aquilo tudo ou se realmente ela foi parar no mundo dos azuis, Mauricio gostava dessas histórias de situações de imaginar se aconteceu ou não.

Trecho da HQ "Os Azuis"

Em seguida vem "A história do Horácio" (MN #2, de 1970) com 3 páginas, a estreia dele nos gibis. Mostra que Horácio não tinha mãe e foi expulso da aldeia dos homens porque comia demais e teve que passar a viver na floresta por conta própria. Os dinossauros da floresta não queria amizade com ele porque era domesticado e não selvagens como eles. Horácio tenta ser selvagem e feroz e tenta desafiar um dinossauro gigante, mas ele acaba sendo chutado por ele, sendo confundido por uma pulga atrevida. No final, Horácio volta para a aldeia dos homens, com Piteco falando que vai deixar passar a noite lá, mas que era pra tratar de arranjar lugar na floresta no dia seguinte,

Essa história foi republicada de tabloides do Horácio de 1963, ano que foi criado, só que redesenhada e colorida ao estilo dos gibis dos anos 70. Seria uma história seriada com Horácio procurando um lugar na floresta após ser expulso. Interessante o crossover com Piteco, por ele ter vindo da aldeia de Lem, mas depois essa ideia não seguiu adiante e eles não se cruzaram mais nos gibis.

Trecho de "A história do Horácio"

Em "A língua do Cebolinha" (MN #7, de 1970), de 4 páginas, ele comenta a sua tristeza de trocar o "R" pelo "L" e Mônica acha que ele tem um defeito na língua e passa a puxar a língua dele, só que ela corre segurando a língua do Cebolinha pelo bairro esticando toda quando a Magali a chama. Depois que se dá conta que está segurando a língua dele, Mônica solta e acaba o deixando com boca presa. Logo depois, descobre a língua ficou na nuca e a solução foi fazer espetáculo com Cebolinha como o garoto que tem língua na nuca para arrecadar dinheiro para bem próprio se aproveitando da situação dele.

Na época tinha vários absurdos e ao invés de ter solução, acabava piorando em situações mais incorretas ao extremo, fora ridicularizar o personagem E é tipo de história em que cada página tem uma piada no final, formando tabloides independentes e juntando tudo formando uma história principal.

Trecho da HQ "A língua do Cebolinha"

Depois vem a história de estreia da Tina nos gibis (MN #8, de 1970). Na fase hippie, sempre abordando os temas hippies e os conflitos com o pai. Nessa, com 2 páginas, o pai questiona Tina sobre seu jeito de vestir e ela diz que é o estilo da filosofia hippie e que vai trabalhar fabricando medalhões e cintos com couro que encontrar. O pai até acha uma boa ideia, mas fica furioso quando descobre que ela foi vender na rua os seus cintos que estavam no armário.

HQ da Tina completa

Bidu e Franjinha estrelam uma história muda de 3 páginas (MN #3, de 1970), em que o Franjinha deixa o Bidu em um manequim sem cabeça para poder ir ao supermercado, que proibia a entrada de animais. O povo da rua começou a achar engraçado manequim com cabeça de cachorro e pensavam que o manequim estava vivo ao Bidu reagir com raiva . Aparece a polícia e várias autoridades para prender a "pessoa com cabeça de cachorro", até que Franjinha aparece e tira o Bidu do manequim e, assim,  todos saem correndo atrás deles para bater e não pregar peças neles. Nota-se que mantiveram as cores originais da revista original, deixando Franjinha com camisa azul claro e bermuda azul escuro. E é uma reedição de gibi do Bidu da Editora Continental de 1960, só que redesenhada e colorida par aos padrões dos anos 70.

Trecho da HQ do Bidu

Em "Quase um monólogo" (MN #9, de 1971), de 3 páginas, Mônica conversa com os leitores, perguntando se acham feiosa, se não preferia outro personagem no lugar, se ela não tirou outro personagem do lugar e se ainda acham que ela é chata ou metida. Até que Cebolinha aparece  e confirma tudo isso e ela bate nele, falando que certas criaturas não sabem a diferença da realidade da vida e representação. Ou seja, ela estava representando o tempo inteiro e sobrou para o Cebolinha.

Trecho da HQ "Quase um monólogo"

Na história do Raposão, de 2 páginas (MN #10, de 1971), ele trabalha de recenseador e vai na toca do Coelho Caolho. A princípio ele tinha 118 filhos, mas enquanto Raposão estava lá, á ia nascendo mais filhos, deixando Raposão com raiva de ele fazer tantos filhos em tão pouco tempo e vai atrás dele para a mata  querendo bater com a pasta

HQ do Raposão completa

Em "O medo da Mônica" (MN # 4, de 1970), de 4 paginas, um ser misterioso fica impressionado com a força e coragem da Mônica e bater nos meninos sem dó nem piedade e quer que ela participe de seu plano, mas quando descobre que ela tem medo de maribondo, ele desiste que a Mônica participe do plano. Na verdade, ele era um extraterrestre que queria uma criatura poderosa no planeta Terra para reinar no seu planeta e desiste da Mônica e acaba chamando o maribondo no lugar, achando que ele é a criatura mais poderosa do planeta.

Trecho da HQ "O medo da Mônica"

Papa-Capim tem um tabloide (MN #5, de 1970) em que ele e Cafuné estão preocupados com uma plantinha que estava murcha por falta de chuva. Eles fazem dança da chuva, mas exageram, fazendo alagar a selva toda. Era raro de ter histórias do Papa-Capim nos anos 70, quando tinha eram histórias de 1 página assim.

HQ do Papa-Capim completa

Em "Ai, que dor de dente" (MN #5, de 1970), com 5 páginas, mostra o sofrimento do Cebolinha com uma dor de dente e Cascão e Mônica tentam ajudá-lo, mas fazendo coisas absurdas como puxar o dente com barbante, mudar o laço que estava na cabeça dele para ficar mais bonito. No final, Mônica o leva amarrado para o dentista, que acaba tirando o dente errado. Mauricio gostava de ridicularizar o Cebolinha nas suas historias, essa foi mais uma. E novamente uma piada independente em cada página que juntas forma uma história.

Trecho da HQ "Ai, que dor de dente"

Em "O coelho da Mônica" (MN #12, de 1970), com 2 páginas, Cebolinha e Cascão reclamam que o coelho da Mônica, (ainda sem nome) tinha criado vida e estava batendo neles sozinho. Mônica não acredita, mas no final acaba levando uma surra do coelho e fica de olho roxo, confirmando o que os menins disseram e pede desculpas a eles.

HQ "O coelho da Mônica"

Tina  tem mais uma história, de  xx páginas (MN #17, de 1971) em que ela idolatra o John Lennon e seu irmão Toneco passa a falar mal, que ele usa peruca, e aí Tina e Toneco brigam, Toneco a chama de macaco de auditório e Tina fala que quem é a avó deles, a Vovoca. No final, eles encontram Vovoca comprando um poster do John Lennon, confirmando que ela também é fã e macaca de auditório do John Lennon.

Trecho da HQ da Tina

Em "Moni X Cão" (MN #12, de 1971), de 6 páginas, Mônica tenta salva rum cachorrinho da carrocinha. As vezes defende o homem da carrocinha d elevá-lo por não ser vacinado, outras vezes defende o cachorrinho por não querer que ele se transforme em sabão. No final, o cachorrinho é vacinado e recebe sua licença, mas Mônica é perseguida pelo homem da carrocinha por ter dado fim a sua rede de laçar os cachorros.

Trecho da HQ "Moni X Cão"

Zum e Bum estrelam a história "A fuga" (MN #2, de 1970), de 3 páginas. Nela, eles tentam fugir do presídio com Zum colocando o Bum dentro da comida para despistar os sentinelas. Só que eles não contavam que a comida ia para os ciclopes que vigiavam bandidos fugitivos da prisão, e, com isso, o plano não deu certo mais uma vez. Foi a estreis deles nos gibis e interessante mostrar no título que Piteco apresenta Zum e Bum, confirmando que eles são do núcleo do Piteco.

Trecho da HQ "A fuga"

Bidu e Franjinha têm mais uma história muda, de 3 páginas (MN #5, de 1970), em que Franjinha coloca um espelho na casinha do Bidu para dar medo nele, mas tem um mistério do espelho mordê-los, deixando s 2 com medo, pensando que era uma assombração. No final ,descobre que era uma toupeira que tinha se escondido na casinha depois do Franjinha ter colocado o espelho lá.

Trecho da HQ do Bidu

O almanaque termina com a história "C.B. A nuvenzinha mau-caráter" (MN #12, de 1971), de 10 páginas, em que a turma está vendo nuvens no céu, até que uma nuvem rebelde chamada Cúmulus Nimbus (C.B.) cria vida e ameaça a Mônica de participar de seu plano de dominar o mundo.

Trecho da HQ "C.B. A nuvenzinha mau-caráter"

A nuvem C.B. a obriga ir a rádios e jornais anunciar que a população toda tenha que ferver água para formar novas nuvens que farão destruir o planeta. Na véspera do plano, durante a noite, a nuvem C.B. se transforma em líquido em um copo que estava no quarto da Mônica para descansar, só que a Mônica acaba tomando a água, e, com isso, engolindo e destruindo a nuvem, terminando os planos dela assim. Após tomar a nuvem, Mônica esquece de tudo e pensa que foi tudo um sonho e volta a dormir tranquilamente. Muito boa essa, ponto alto foi a Mônica beber a própria nuvem do mal. Os absurdos eram altos na época.

Trecho da HQ "C.B. A nuvenzinha mau-caráter"

A tirinha final foi inédita, desenhada com o estilo dos anos 70. Ficou muito igual e quem não tinha os gibis originais pensava que era uma republicação como as outras, mas foi inédita, já que nos primeiros números não tinham tirinhas nesse formato de 3 quadros ocupando uma coluna. Isso só aconteceu a partir de 1973, com o lançamento dos gibis do Cebolinha. A seguir essa tirinha inédita.

Tirinha da edição

Então é um almanaque histórico, reunindo várias histórias clássicas dos primórdios da MSP depois de muito tempo sem o público ver até então. Hoje em dia os leitores pôde ver essas histórias na "Coleção Histórica", mas em 1989 o acesso era difícil. Foi uma excelente comemoração aos 30 anos da MSP e prova que não precisa fazer edição de luxo, mostra que uma edição saindo em bancas normalmente com preço acessível pode ser especial da mesma forma. Só ppodiam ter colocado pelo menos alguma da "Nº 1" também, mas nada que estrague a edição por causa disso. Muito bom relembrar esse 'Almanaque da Mônica Nº 15' há exatos 30 anos.

domingo, 17 de novembro de 2019

Tirinha Nº 66: Mônica

Uma tirinha bem legal  em que o Cebolinha pede para a Mônica contar até dez em um momento de muita raiva da Mônica e prestes a bater nele por ter aprontado mais uma, não com esperança de ela se acalmar, mas, sim, pra dar tempo de ele correr e  fugir da surra.

Tirinha foi publicada originalmente por volta de 1981 e republicada no 'Almanaque da Mônica Nº 21' (Ed. Globo, 1990).


domingo, 10 de novembro de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 96

Uma capa completamente impublicável em que a Mônica bate em uma onça para fazer um cachecol de pele com ela. Fica na imaginação do leitor se a Mônica matou a onça ou apenas deixou desacordada. Hoje em dia os personagens não enfrentam animais silvestres e ainda mais abatendo para fazer cachecol com sua pele, a Sociedade Protetora dos Animais ficaria de cabelos em pé vendo isso. Os traços muito bons da fase superfofinha dos personagens.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 96' (Ed. Abril, Abril/ 1978).


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Mônica: HQ "O Duelo das Bruxas"

No Dia de Haloween, mostro uma história com uma reunião de duelo de bruxas em que a Bruxa Malévola precisou pegar coisas do corpo da Mônica para ficar poderosa e ser a rainha das bruxas. Com 11 paginas, foi história de abertura publicada em 'Mônica Nº 17' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 17' (Ed. Globo, 1988)

A história começa com um narrador contando que a cada século, as bruxas mais poderosas do planeta se reúnem no Castelo do Monte Suspiro Profundo para duelar umas com as outras para saber qual é a mais poderosa e que vai liderar todas as bruxas na Terra nos próximos 100 anos.


Elas vão duelando sob risos diabólicos e gritos estridentes até que sobram apenas 2 mais poderosas: Bruxa Pacata, a atual campeã e que tem mantido as outras fora da sociedade, e Bruxa Malévola, que prega a invasão do mundo pelas bruxas. O Monte do Suspiro Profundo é coberto por raios e trovões até que surge uma vencedora, que foi a Bruxa Pacata e sob seu comando a Terra terá paz e sossego por mais 100 anos.


Só que esse duelo aconteceu em 1888 e a história dá um salto de 100 anos e tem um novo duelo de bruxas em 1988. Bruxa Malévola se prepara para a vingança e chegar ao poder e, para isso invoca, o seu padrinho, o Demônio Zangar para ajudá-la a sera rainha das Bruxas. Ela se ajoelha e saúda Zangar como o Senhor das Trevas, Senhor da Escuridão, Príncipe do Mal.


Demônio Zangar corta os elogios baratos dela e vai direto ao ponto. Ele fala que durante um século pensou uma forma de derrotar Bruxa Pacata, até que um dia leu uma revista em quadrinhos para refrescar a cabeça e descobriu que a Mônica é a garota mais forte do mundo, muito geniosa e pensou em unir os poderes da Bruxa Malévola à força da Mônica, mas ela teria que pegar um pedaço de unha, um fio de cabelo e lágrimas da Mônica. Malévola vai imediatamente atrás da Mônica pegar essas coisas, vai voando na vassoura, na companhia de um corvo misterioso que havia ouvido toda a conversa e ela não percebeu.


A turminha segue uma rotina normal, com Cebolinha e Cascão jogando bolinha de gude e Magali comprando melancia, quando Bruxa Malévola surge no bairro do Limoeiro. O Corvo avista a Magali chegando e a transforma em Mônica. Malévola vê e pensa que é a Mônica e fala que as mãos estão horríveis. Ela diz que só segurou uma melancia e Malévola responde que as unhas dela estão mal cuidadas, que é uma manicure profissional e vai dar um trato nas unhas e, com isso, consegue o seu primeiro ingrediente.


Em seguida, surge o Cebolinha contente por ter rapelado  todas as bolinhas de gude do Cascão e o Corvo o transforma em Mônica. Malévola estranha a Mônica ter surgido de novo atrás dela e pede para pegar um fio de cabelo dela. Cebolinha corre, falando que só tem 5 fios de cabelo, mas a Malévola consegue arrancar um fio assim mesmo.


Depois aparece o Cascão. O Corvo o transforma em Mônica e Malévola se passa com uma velhinha que estava cortando cebolas e pede para ele ajudá-la. Cascão corta uma cebola e começa a chorar e Malévola consegue a sua lágrima. Quando vai embora, as 3 "Mônicas" se encontram e o Corvo desfaz o feitiço e a turma volta ao normal.


Malévola chega em seu castelo e entrega os ingredientes para o Demônio Zangar. Ele já havia preparado o resto da poção e acrescenta os ingredientes que Malévola conseguiu. Enquanto finaliza a poção, ela fala que Pacata vai ter uma grande surpresa, que ela será a nova rainha das bruxas e com ela no poder vai ser uma nova era no mundo, será a lei, a religião e o poder, os mortais irão idolatra-lá e logo depois bebe a poção e o Corvo vai embora.


Acontece a nova reunião das bruxas após 100 anos e se duelam para ver quem será a nova líder do próximo século. Depois de muitos combates, surge a vencedora, mostrando o Corvo misterioso. É revelado que ele era a Bruxa Pacata disfarçada para poder sabotar os planos da Malévola, e,com a sua vitória, por mais 100 anos as bruxas ficarão isoladas do mundo. No final, aparece Malévola com ma fome danada, trocando os erres pelos eles e mais fedida que mil chiqueiros e implora para Zambar falar o que aconteceu de errado e ele sem saber vai procurando a resposta no seu livro de magia.


História muito legal mostrando duelo de qual bruxa vai comandar o mundo nos próximo século através de um duelo de bruxas, em que se ganha a bruxa boa, o mundo fica em paz e se uma bruxa malvada ganha, o mundo fica totalmente nas trevas por 100 anos. A Malévola conseguiu ajuda do seu padrinho sábio, o Demônio Zambar, mas não contava que a Bruxa Pacata ia sabotar seus planos para conseguir sua vitória e consequentemente a paz na Terra.


Teve uma boa representação das verdadeiras características dos personagens, Mônica forçuda, Magali comilona, Cebolinha trocando letras e Cascão sujo e a Bruxa Malévola acabou se dando mal herdando as características deles ao pegar as partes dos corpos deles por engano. Interessante que a verdadeira Mônica não apareceu na história, só sendo representados com os seus amigos transformados nela pelo Corvo. Se ela tivesse visto a Mônica verdadeira não conseguiria nada, ia levar uma surra na primeira tentativa.


Os traços sensacionais, com uma arte-final caprichada do Alvin Lacerda que diferenciava muito os desenhos. Impublicável hoje em dia por conta de ter Diabo, ainda mais desenhado como foi, além de envolver magia negra. Caso fosse publicada, fariam alterações em conteúdos e mudariam o ano 1988 colocando o ano corrente, já que eles mudam os anos originais para ficar como se fosse uma história atual. A capa da edição, apesar de ter referência a bruxa, pelo visto foi apenas uma coincidência ter saído na mesma edição da história, já que não faz referência á história, é apenas um desenhio bonito com os personagens como bruxos.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Mônica Nº 600

Esse mês de outubro de 2019 a revista 'Mônica' comemora a marca de 600 edições. Nessa postagem mostro como foi esse gibi especial.


A revista 'Mônica' foi lançada em maio de 1970 pela Editora Abril e juntando todas as séries de numerações de todas as editoras que passou (Abril, Globo e Panini), essa edição "Nº 54" da 2ª série da Panini é a verdadeira "Nº 600", e, com isso, levou 49 anos para atingir essa marca. A tendência agora é sempre a cada 100 edições ter uma revista especial comemorando a marca com edições redondas. Na Panini já tiveram Mônica, Cebolinha e Magali "Nº 500", além de Cascão e Chico Bento "Nº 700".

'Mônica Nº 600', então, tem a história de abertura especial com a data e o resto do gibi é com histórias normais da turma toda. Segue o estilo tradicional de gibi formatinho com lombada, 84 páginas e preço de R$ 7,00, como vem sendo, bem caro por sinal um gibi de lombada da Mônica custar esse preço. A capa é uma releitura da edição "Nº 1" de 1970, fazendo alusão à história de abertura com a Mônica sendo levada por um portal no momento que segurava o carrinho do Cebolinha para dar passagem à tartaruga. Não tem frontispício comemorando a data, como foi na edição "Nº 500" de 2011, começa logo com a história de abertura.

Na trama, com o título "600 edições Grandes Emoções", com 31 páginas e escrita por Flavio Teixeira de Jesus, o vilão Cabeça de Balde captura e teletransporta a a Mônica de 1970 para os tempos atuais para impedir que a revista da Mônica chegue a 600 edições, só que a máquina que ele fez transportar a Mônica antiga é desregulada em uma tentativa da Turma da Mata tentar salvar a Mônica e, com isso, mistura "Mônicas" de diferentes épocas, percorrendo as 600 edições.

Assim, vemos a Mônica evoluindo, passando por várias histórias anteriores. Em cada passagem a Mônica é caracterizada de acordo com a história que foi retratada. Tipo, ao relembrar a Mônica da história "Um amor de ratinho" (MN #99 - Ed. Abril, 1978) ela é caracterizada como um ratinho rosa como foi na história original; ao relembrar "A jovem Frankestônica" (MN # 102 - Ed. Abril, 1978), ela se transforma em Frankestônica, e assim por diante.

Trecho da HQ "600 edições Grandes Emoções"

Temos várias lembranças de várias histórias clássicas durante a trajetória das revistas da Mônica. Entre as lembranças temos a Mini-Mônica (MN # 3, de 1970), Mônica-ermitã (MN # 6, de 1970), Mônica neném de "Tempo pra trás" (MN # 73, de 1976), Frankestônica (MN # 102, de 1978), Mônica come-come" de "Uma aventura eletrônica" (MN # 172, de 1984), Mônica vampira de "Amor dentuço" (Mônica # 54, de 1991), entre outros. Até o 3D Virtual foi lembrado, através da história "O espelho tridimensional" (MN # 95, de 1994). 

Durante a história também tem a presença de vários personagens secundários tentando salvar a Mônica presa na máquina, além de outros vilões históricos que marcaram as revistas da Mônica. Assim, temos Turma da Mata, Bidu, Piteco, Chico Bento, entre outros tentando salvar a Mônica e vemos vilões clássicos que apareceram em mais de 1 história nos gibis como  a volta do Lorde Coelhão, Doutor Olimpo, Bruxa Viviane, Boneca Tenebrosa, etc. Bom ver o crossover entre os personagens, nunca ia imaginar Piteco junto com Cabeça de Balde ou Chico Bento com Boneca Tenebrosa, por exemplo. Tiveram vilões que não chegaram a ter alguma história em gibis da Mônica como os ETs do Planeta Tomba que apareceram em gibis do Cascão e Bruxa Viviane, nos gibis da Magali, mas que por serem vilões clássicos da turma, aí resolveu colocar.

Teve também os personagens da turminha caracterizados como nas histórias antigas, como "Os Azuis" (MN # 15, de 1971) e "Os bruxinhos" (MN # 95, de 1978) e destaque para a volta do Super-Horácio e presença de alguns personagens esquecidos.

Trecho da HQ "600 edições Grandes Emoções"

Ele procurou colocar histórias em que remete a Mônica fantasiada, vestida diferente ou transformada em alguma coisa e não histórias de planos infalíveis ou com vilões que apareceram em 1 só história ou ainda as que tenham lembranças a algo muito politicamente incorreto, assim lembranças com assaltantes, diabos, por exemplo, ficaram de fora. Em cada referência da história tem a citação de qual história a Mônica antiga está representada com título e qual edição saiu, ou com o Cabeça de Balde falando de qual história foi ou o rodapé mostrar a fonte da história original quando aparecia um asterístico no texto dos balões.

Interessante que não teve nenhuma lembrança dos gibis da Editora Panini. Depois das passagens de 2002 foi tudo mais corrido, apresentando mais rápido os elementos das histórias e pra não dizer que não teve nada na Panini, teve uma alusão à história de 'Mônica Nº 9' de 2016, bem apagado mesmo. Só senti falta de lembranças de histórias dos primeiros números da Globo, pois de 1986 já pulou para 1991, mas mesmo assim tiveram bastante referências aos anos 80 através dos gibis da Editora Abril.

Os traços, com desenhos de Altino Lobo e arte-final de Reginaldo Almeida, até que não ficaram ruins no geral, dá pra aceitar. Curioso que primeira vez teve uma história com Cabeça de Balde sem ser uma história do roteirista  Paulo Back, quem criou o personagem vilão. Seguiu o mesmo estilo,  e inclusive, do leitor descobrir quem é o vilão que está por trás de cabeça de balde, cada história é revelado que ele é um personagem diferente disfarçado. Outro detalhe ao Zé Vampir falar que "histórias de transformação é tão anos 1990", então sinal que atualmente eles evitam de fazer histórias com os personagens se transformando em alguma coisa. Eu gostava tanto de histórias assim e pelo visto tiraram isso dos gibis.

Trecho da HQ "600 edições Grandes Emoções"

O resto do gibi seguiu o estilo normal do que vem sendo atualmente. O gibi teve 10 histórias no total, incluindo a história de abertura e a tirinha final. Chamou a atenção de ter tido mais histórias com personagens secundários sem ser da Mônica.

Tem Do Contra com "Um cavaleiro diferente", escrita por Edde Wagner e 7 páginas em que o Do Contra convida seus amigos pra encenar um teatro com aventuras de um cavaleiro medieval que faz coisas diferentes. Em "Pequenos Grandes" escrita por Roberto Munhoz e 8 páginas, em que o Papa-Capim e Cafuné tem que passar uma noite na floresta par aprovar que são grandes guerreiros. Já em "Zap-Zap", escrita por Lederly Mendonça e com 6 páginas, Tina está preocupada que o pessoal do shopping estão todas ocupadas olhando Whatsapp e esquecem de viver bons momentos com seus amigos na vida real, ou seja, uma lição de moral para que as pessoas vivam mais o mundo real e se desligar do mundo virtual.

Trecho da HQ "Zap-Zap"
A revista tem também história da Turma da Mônica na pré-história e histórias curtas de 1 ou 2 páginas com Milena com Marina, Turma da Mata e Turma do Penadinho. História de encerramento foi "O melhor balanço do mundo", escrita por Edson Itaborahy com 6 páginas, em que a Mônica pede para o Cebolinha ajudá-la a criar um balanço de pneu na árvore e Cebolinha pensa em algo mais ganacioso, com lição de moral no final. Até que histórias com lição de moral não foram tantas dessa vez, nessa revista, mas como de costume agora tem que algo mostrando boas maneiras..

Trecho da HQ "O melhor balanço do mundo"

Então, essa revista "Mônica Nº 600" não foi ruim, vale pelas boas lembranças com as histórias clássicas da Editora Abril e Globo. Essa de abertura podia ter tido mais páginas para não ficar um final tão corrido e ter mais outras lembranças de  histórias que ficaram faltando. Pelo menos a data não passou em branco. Eu compraria essa mesmo se não tivesse nada especial por ser de "Nº 600", tanto que busquei as outras de números redondos da Globo, mas tendo algo especial melhor ainda. Como previsão é a cada 100 edições ter especial desse estilo, então podem ser lembradas em outras edições. Podiam até fazer edições relembrando capas históricas para que não ficasse tão repetido isso. Não tem informação se vai ter exemplar especial de colecionador com capa metalizada como foi na edição "Nº 500" ou um com capa variante. Acredito que não. Os outros gibis desse mês de outubro não comprei nenhum, então não tem resenha deles. Fica a dica.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Capa da Semana: Cebolinha Nº 22

Nessa capa, Cebolinha e Cascão vão parar à beira de um rio depois de terem dado nós nas orelhas do Sansão da Mônica. Cebolinha entra no rio e coloca um canudo na boca para respirar na água e Cascão acaba chorando porque vai apanhar da Mônica já que ele não vai pular na água.

Seria mais interessante ter saído em uma revista do Cascão já que a piada é mais com ele. Como capas com os meninos aprontando com a Mônica saíam mais em gibis do Cebolinha e da Mônica, aí pelo visto preferiram publicar em um gibi do Cebolinha por causa disso

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 22' (Ed. Globo, Outubro/ 1988).


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 96

Em setembro de 1994 começava o "3D Virtual" nos gibis, um grande marco da MSP na época, onde se dava para ver imagens iguais em profundidade virtual. Primeiro foram só capas e depois tiveram histórias também. Por conta dos 25 anos, mostro uma capa da Mônica em 3D, fazendo referência à história de abertura "A invasão 3D", que mostrou uma invasão alienígena no bairro do Limoeiro, cheia de ilustrações em 3D.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 96' (Ed. Globo, Dezembro/ 1994).


terça-feira, 30 de julho de 2019

HQ "Mônica de óculos"

Em julho de 1989 era lançada a história "Mônica de óculos" em que ela precisou usar óculos, dando muita confusão. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 31' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Mônica Nº 31' (Ed. Globo, 1989)

Começa com a Mônica em um oftalmologista com sua mãe, Dona Luísa, e o médico pergunta qual é o problema da Mônica. Dona Luísa responde que acha que é nenhum, que ela tem 6 anos e achou bom fazer uma consulta. Doutor K. Ótico diz que fez bem porque se tiver algum problema na vista será mais fácil tratar agora.


Mônica vai até à sala de consulta e o Doutor K. Ótico manda ler as letras expostas. Ela vai lendo uma a uma naturalmente, inclusive as de baixo que eram bem pequenas. Quando acaba, o doutor diz que ela errou todas e acha incrível que ainda esteja inteira andando por aí com uma visão tão fraca. Ele avisa a Dona Luísa que a Mônica precisa de óculos urgentemente, tem grau altíssimo de miopia e improvisa um óculos provisório que ele tinha disponível até ficar pronto o que ia fazer.


Na rua, a caminho de casa, Mônica fica tonta e triste por estar usando óculos. Dona Luísa anima, dizendo que muita gente usa óculos e dão até um certo charme. Mônica fica curiosa e vai correndo até o quarto vê-la de óculos. Só que, por causa da tontura e não enxergar direito, acaba esbarrando no sofá da sala. No quarto, ela vê no espelho e acha horrível aquele óculos redondo e fundo de garrafa. A mãe diz que depois elas vão procurar um óculos que combine com o rosto dela e fala para descansar na cama enquanto vai preparar um lanchinho.


Magali aparece na janela e pensa que era outra pessoa. Mônica diz que era ela própria, mas chama a Magali de Cebolinha. Magali pergunta por que usar óculos e Mônica diz que o médico que mandou, mas não queria usar. Magali diz que óculos hoje em dia é chique e dá um charme e Mônica que reclama que nela não e, antes de completar que além de baixinha e dentuça será chamada d eoutra coisa, Cebolinha e Cascão aparecem e a chamam de quatro-olhos. Cebolinha ainda fala se é a Mônica ou o Coelho Caolho e o Cascão fala que está parecendo o Tarugo.


Isso foi demais para a Mônica e ela pula a janela para bater nos meninos. Só que ela estava de óculos, e, assim, ela cai da janela, tropeça em uma pedra, tromba em uma árvore, que chega a partir um pouco por causa da sua força e confunde, achando que 2 pedras gigantes são os meninos e ao dar o soco bate na pedra, machucando feio suas mãos enquanto os meninos só dão risada, e falam que nem precisa mais derrotar a Mônica, os óculos já fizeram isso por eles.


Cebolinha e Cascão xingam a Mônica de dentuça, baixinha e quatro-olhos para a Mônica se machucar nas pedras e quando ela vai lançar a mão, Doutor K. Ótico aparece, sendo que agora de óculos, e tira o óculos dela antes que se machuque. Ele explica que descobriu que sofre de hipermetropia, não enxerga bem de perto, e conta que a Mônica leu as letras direito no cartaz do consultório, ele que não conseguiu ler, e, assim, ela tem uma visão ótima e não precisa de óculos.

Mônica comemora, está enxergando bem e ao ver os meninos, diz que está enxergando bem até demais e bate muito neles. No final, Xaveco conta a novidade para o Franjinha que Cebolinha e Cascão precisaram usar óculos. Franjinha pergunta se eles têm miopia e Xaveco diz que eles têm é olho roxo, mostrando Cebolinha e Cascão de óculos escuros para tamparem os olhos roxos da surra violenta que a Mônica deu neles.


Essa história é muito legal, mostra o sufoco da Mônica usar óculos sem precisar, desde sintomas de tonturas ao usar óculos pela primeira e sem grau apropriado até o lado estético de aparentar mais feia com ele. 

Tiveram várias situações divertidas, muito bom os meninos se aproveitando para zoar a Mônica e fazendo ela se machucar. Engraçado os meninos falando que a Mônica estava parecida com o Coelho Caolho e Tarugo, para entender essa piada é preciso saber do universo do Mauricio de Sousa para saber quem eram eles e curioso, então, que a turminha conhece os outros personagens fora do núcleo deles. 


É impublicável atualmente por conta do bullying dos meninos com alguém usando óculos, fora a Mônica se machucar por conta disso. Eles foram muito malvados com a Mônica. Por outro lado, dá para aprender muita coisa sobre cotidiano de quem usa óculos, riscos de usar um óculos de grau inapropriado, entender o que é miopia e hipermetropia. Ou seja, dá para aprender muito mesmo com coisas erradas.


Os traços ficaram excelentes da fase consagrada dos personagens, dava gosto de ver desenhos assim. Legal colocarem o nome do médico de Doutor K. Ótico, eles eram bem criativos em colocar nomes em personagens secundários. E na época os personagens tinham 6 anos e depois mudaram para 7 anos eles poderem entrar na escola nos gibis. Então, uma história muito boa que vale a pena relembrar há exatos 30 anos.