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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Cascão e Cebolinha: HQ "O plano do vestidinho vermelho"

Em fevereiro de 1990, há exatos 30 anos, foi lançada a história "O plano do vestidinho vermelho" em que o Cebolinha teve um plano infalível de tirar o vestido vermelho da Mônica pensando que o vestido seria o segredo da força dela. Com 7 páginas, foi publicada como história de encerramento de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990)

Começa com o Cebolinha falando com o Cascão que descobriu o segredo da Mônica. Cascão fala que já tentaram de tudo, não era cabelo, dentões ou coelhinho, e Cebolinha diz que ainda não tentaram uma coisa. Ele leva o Cascão até à Mônica e diz que ela está sempre com vestidinho vermelho e o segredo da força estaria nele e precisariam tirar o vestido da Mônica

Cebolinha diz que quem ia tirar a roupa dela seria o Cascão. Ele pergunta por que tem que ser ele e Cebolinha responde não tem problema se não quiser tirar, mas quem levaria a fama de ter derrubado a Mônica seria só ele, fazendo, assim, o Cascão participar do plano infalível.


Cascão pergunta para a Mônica se pode tirar a roupa dela. Mônica acha uma safadeza em cima dela e Cascão diz que era a forma de tirar a barata que estava nas costas dela. Mônica fica desesperada e vai até a uma moita pra tirar o vestido e dá para o Cascão, que entrega par ao Cebolinha. Mônica vê que era um truque e sai da moita para bater neles, mas vê algo e sai correndo. Os meninos comemoram que ela correu por estar sem força e vão atrás dela, mas logo aparecem dois velhinhos conservadores, reclamando que a menina estava correndo pelada.

Mônica vai para casa e eles pensam que fugiu de medo. Cascão avisa que ela pode pegar outro vestido porque ela tem vários vestidinhos vermelhos e imediatamente vão ao quarto dela e roubam todos os vestidos do guarda-roupa e correm rindo da cara que ela ficou por ter sido roubada. De fato, ela só tinha vestidinhos vermelhos.


Cebolinha tem a ideia de como a Mônica fica forte com o vestido, que eles vão vestir e distribuir para a turma toda para ficarem fortes e, juntos, derrotarem a Mônica. Logo depois, todos os meninos estão usando os vestidos da Mônica, com Jeremias reclamando se estão mais fortes mesmo vestidos daquele jeito e Zé Luís se achando ridículo. Mônica aparece com camisa e bermuda e eles aproveitam para testar a força com os vestidos dela. Cebolinha fala que ela não aprendeu a lição, que a fracota agora não é de nada e xinga de baixinha e dentuça.

Mônica fica furiosa, vermelha de raiva e bate em todos eles. No final, os velhinhos conservadores veem tudo e reclamam que no tempo deles meninos não apanhavam de meninas e nem andavam por aí de vestidinho, era tudo uma pouca-vergonha enquanto os meninos ficam cheio de dores e Cascão contente que pelo menos dessa vez não foi ele quem estragou o plano.


É muito engraçada essa história, típica história de plano infalível padrão, dessa vez com Cebolinha e Cascão querendo confirmar se o segredo da força da Mônica seria por causa do seu vestidinho vermelho. Muito boas as tiradas com Cascão inventando que tinha barata as costas da Mônica para poder tirar o vestido dela, Mônica achando safadeza do Cascão querer tirar roupa dela, os meninos roubando todos os vestidos dela e ainda vestir para ver se conseguem ter a força dela.


Foi confirmado o mistério dos personagens sempre vestirem as mesmas roupas. Eles têm várias roupas de um só modelo no guarda-roupa e, assim, a Mônica só tem vestidinhos vermelhos no seu. Nunca foi revelado o motivo da força da Mônica, não tem nada que comprove por que ela é tão forte, como um objeto ou cabelo ou os dentes como eles falaram. Por exemplo, o Popeye era forte quando comia espinafre, o Sansão por causa do cabelo. Já com a Mônica, é apenas forte e pronto. Até já teve uma história similar, "O plano da calcinha de rendinha" (Cebolinha Nº 11 - Ed. Globo, 1987), com a ideia de que a força da Mônica era por causa da calcinha que usava, mas o desenrolar foi diferente.


Foi legal ver o Zé Luís participando do plano infalível. Quando criado, era ele quem criava os planos, depois de um tempo passou essa função para o Cebolinha, mas de vez em quando ele participava dos planos do Cebolinha mesmo com idade de 16 anos, bem mais velho que os outros meninos. Ficava engraçado na idade dele interagindo e participando de planos com as crianças. Uma vez ou outra ele  também tinham histórias com ele bolando planos como no final dos anos 60 e início dos anos 70.


Os velhinhos conservadores deram um ar diferente e indício de politicamente correto, quando frisavam que meninas não andam peladas na rua, meninos não andam de vestidos nem apanham de meninas, que tudo era vergonhoso e indecente. Só faltaram falar da Monica vestida com bermuda como roupa de menino. Serviu como contraste de como era no início e final do século XX, os tempos eram diferentes, não dava para comparar, tudo muda. A história tem momentos incorretos como os meninos roubando as roupas da Mônica, agindo como ladrões, não seria permitido história assim hoje em dia.

Os traços muito bons, como sempre na época. O Jeremias dessa vez apareceu com círculo em volta da boca ao invés de lábios, não sendo padronizado como era. Apesar de prevalecer os lábios, mas as vezes desenhavam com círculo em volta da boca dependendo do desenhista. Os meninos menores com 6 anos de idade apareceram só os vestidos por serem da mesma altura e os maiores como Jeremias e Zé Luís ainda apareceram bermuda e calça, respectivamente. Fica até o absurdo como o vestido entrou no Zé Luís.


Tudo indica que seja da roteirista Rosana Munhoz, ela quem gostava de nomear planos infalíveis, mas nada confirmado que seja dela. No título acabou aparecendo crédito de nome do Cascão primeiro do Cebolinha, podia ter sido "Cebolinha e Cascão" ou até mesmo "A turma". Talvez, a princípio seria publicada em algum gibi do Cascão e depois mudaram para gibi do Cebolinha. Teve um erro em posições de balões no último quadrinho. Pelo visto o balão de "plano infalível"que ficou como fala do Cebolinha, seria fala do Jeremias e "Cascão ter estragado o plano" que ficou como fala do Jeremias, seria fala do Zé Luís. Enfim, história muito legal e foi bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Capa da Semana: Mônica Nº 189

Uma capa bem criativa e incorreta com o salto da Mônica em um trampolim, mostrando todo o trajeto que fez desde prestes a saltar do trampolim até sair da piscina ostentando que foi um salto perfeito, só que não viu que perdeu a parte de baixo do biquíni ao cair na piscina, ficando de bunda de fora. 

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 189' (Ed. Abril, Janeiro/ 1986).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Mônica: HQ "Bronzeado moderno"

Compartilho uma história em que Cebolinha e Xaveco aprontaram com a Mônica na praia. Com 12 páginas, foi publicada em 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola - Mônica' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola -Mônica (Ed. Globo, 1990)

Nela, Cebolinha acha legal o Xaveco ter ido à praia com ele e comemoram que estão livres da dentuça da Mônica. Ao ouvir os meninos falando isso, surge a Mônica perguntando quem a chamou e que eram vozes conhecidas, mas acha que se enganou e nas férias ela só quer sossego e ficar longe da agitação e dos moleques danados, principalmente do Cebolinha. Ao verem a Mônica, os meninos se escondem em uma barraca de uma mulher.


Mônica comenta que vai poder pegar um bronzeado, já que tentava no quintal dela, mas os meninos ficavam azucrinando. Cebolinha e Xaveco ficam olhando atrás de uma montanha de areia e Cebolinha tem ideia de aprontar com a Mônica, aproveitando que ela nem sabe que eles estão lá.

Depois, Cebolinha aparece com um boné representando um menino com menos idade que a Mônica e joga areia nela enquanto a Monica está se bronzeando. Ele diz que só estava brincando lá, só que ele fala trocando o "R" pelo "L". Mônica acha que é o Cebolinha e ele diz que se chama Tuta e fala assim porque é pequenininho.


Mônica volta a se deitar e ele joga areia de novo nela. Ela manda Cebolinha brincar mais pra frente e ele faz um escândalo, reclamando que Mônica não quer que ele brinque lá e como vê que estava passando vergonha com todo mundo olhando, aí Mônica deixa ele ficar. Ela comenta que o menino é mimado e quando crescer vai ficar que nem o Cebolinha. De repente, ela sente um peso nas costas e quando vê, Cebolinha deixou enterrada na areia. Ela manda tirá-la dali e ele sai dizendo que ouviu a mãe chamar e Mônica tem que se virar para sair da areia.

Então, Mônica vai para outro lugar da praia e comenta que ai ninguém vai jogar areia nela, quando de repente alguém taca água nela. Era o Xaveco vestido de menina e fala que Mônica se deitou bem no lugar onde ia fazer uma piscina e o jeito foi Mônica sair de lá.


Mônica vai para outro lugar e enquanto cochila, Cebolinha amarra um balão em forma de nuvem cobrindo todo o Sol dela. Quando acorda, Mônica acha que era uma nuvem cobrindo o Sol e resolve mudar de lugar, só que a medida que ia andando, a nuvem ia atrás dela e começa a chorar por causa da nuvem perseguir o tempo todo. Uma mulher ajuda a desamarrar e Mônica descobre que eram balões cobertos por algodão dando o formato de nuvem.


Mônica deduz que alguém está querendo impedi-la de bronzear e quer descobrir quem é. Enquanto isso, Cebolinha se fantasia de Doutor Von Flitz e conta para Mônica que é especialista em bronzeados, fala trocando as letras por causa do sotaque da terra dele e diz que o bronzeado por igual é antiquado e a nova moda de bronzeado é recortar bolinhas no chapéu e roupa de praia para ter bronzeamento de bolinhas e faz a Mônica vestir a roupa e chapéu recortados no Sol, falando que é a nova sensação em Paris e que os amigos vão ficar com inveja.


Dona Luísa vê a filha pegando Sol com aquela roupa cortada e faz tirar imediatamente dizendo que vai parecer que pegou Sarampo. Mônica diz para mãe que foi o Doutor Fritz que deu a dica do bronzeamento em bolinhas, mas logo vê peruca e óculos jogados na areia. Mônica segue as pegadas e flagra Cebolinha e Xaveco dando gargalhadas do bronzeado moderno e lembram do truque da nuvem, da água, da areia e que a dentuça ficou sem entender nada. Mônica fala que não achou graça e dá surra forte nos dois.


No final, Mônica volta para o bairro do Limoeiro e Magali elogia o bronzeado da Mônica e estranha que os meninos se queimaram, mas de um jeito bem esquisito e Mônica responde que aquilo era um bronzeado moderno. No caso, eles estavam com marcas em forma de cruzes que eram os esparadrapos dos curativos usados pra curar os ferimentos após a grande surra que levaram na praia.


É muito engraçada essa história, Mônica se passando por boba pelo Cebolinha e Xaveco quando encontram com ela na praia sem querer. É de rachar de rir com Cebolinha jogando e enterrando na areia e Xaveco de menina jogando água nela, Mônica pensar que realmente tinha uma nuvem que perseguia o tempo todo e Cebolinha fazer a Mônica ficar com roupa de saída de banho recortada com bolinhas para ter um bronzeado moderno e ela acreditando em tudo. Incrível que ela ouvia o Cebolinha falando errado e caía nas desculpas dele. Muito bom.


Às vezes os planos infalíveis saiam sem querer, com alguma coisa inesperada e os meninos aproveitavam a situação pra perturbar a Mônica, como aconteceu nessa história em que eles nem imaginavam ver a Mônica, mas quando viram não perderam oportunidade de aprontarem com ela. Cascão não apareceu dessa vez por conta da história ser ambientada na praia e por isso o Xaveco serviu como parceiro do Cebolinha no plano infalível, mas ainda assim o Cascão foi citado no início pelo Xaveco.


Os traços ficaram muito caprichados, era excelente ver desenhos assim, com direito dos personagens com curvas nos olhos quando estavam extremamente brabos, eu gostava dos olhos assim. Curioso a Mônica falar que estava de férias na praia, mas ela nem ia à escola na época, foi um erro aí. É incorreta atualmente, bronzear na praia é errado, risco de insolação, queimaduras na pele, não foi mostrado nem que ela passou protetor solar. Na época, era moda até de passarem bronzeadores oleosos sem fator UVA e UVB de proteção. O Xaveco falou "azar" na história e quando foi republicada mudaram pela palavra "zica", já que "azar" é agora uma palavra proibida nos gibis da MSP.


Foi uma história inédita até então, já que esses gibis da 'Coleção Coca-Cola' mesclavam inéditas com republicações. Segundo o código na primeira página, se fosse para sair em gibi convencional, estaria programada para sair em 'Mônica Nº 45' de 1990 e acabou saindo nessa 'Coleção Coca-Cola'. Só foi republicada na Panini em 2008 no 'Almanaque da Mônica Nº 12' e depois em 2011 nos gibis "Monica's Gang" e "Mònica  Su Padilha Nº 24"  em inglês e espanhol, respectivamente, quando eram republicações de história em outro idioma. Aliás, quase todas as histórias inéditas da 'Coleção Coca-Cola' não foram republicadas até hoje. 


E tiveram quadrinhos com propagandas inseridas de logotipos dos refrigerantes Coca-Cola e Fanta, o que era comum nessa coleção, sendo que de onde tiravam o quadrinho original para inserir os logotipos, eram quadrinhos sem importância que não iam fazer diferença no entendimento da história. Nas republicações, a gente descobre quais quadrinhos foram tirados, mas nas histórias que nunca foram republicadas não sabemos como eram esses quadrinhos tirados até hoje.


Para saber mais detalhes da 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola como um todo, entre aqui. 

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Almanaque da Mônica Nº 15 - Editora Globo

Há 30 anos era lançado o 'Almanaque da Mônica Nº 15' da Editora Globo, que foi em homenagem aos 30 anos da MSP até então. Nessa postagem, faço uma resenha de como foi esse almanaque especial.

Almanaque da Mônica Nº 15 (Ed. Globo, 1989)

Lançado em novembro de 1989, ele reuniu histórias dos primeiros números dos gibis da Mônica de 1970 e 1971 pela Editora Abril. O livro "Mauricio 30 Anos" pelo visto estava com produção atrasada, deveria sair em 1989 e acabou só sendo lançado em 1990, e para não passar em branco a comemoração dos 30 anos da MSP, fizeram esse almanaque.

Na época eles não tinham costume de republicar histórias muito antigas assim, entre 18 a 20 anos, era no máximo 11 anos de diferença, sendo mais comum histórias entre 5 a 7 anos. Assim, em 1989 era mais comum nos almanaques histórias entre 1978 a 1984, sendo mais frequente a partir de 1982. Isso para ter uma ideia de como voltaram no tempo com as histórias.

Foi a primeira que vi como foi a origem da Turma da Mônica, como era os traços dos anos 70. Até já tinha visto umas ilustrações do Cascão no frontispício do 'Almanaque do Cascão Nº 6' de 1989, mas nesse 'Almanaque da Mônica' já foi mais revelador, deu para ver como era e achei muito diferente em relação aos traços dos gibis atuais até então.


Esse 'Almanaque da Mônica Nº 15' seguiu o mesmo estilo de formato dos anteriores, saindo em bancas do jeito tradicional, com preço comum que era, acrescido da inflação que aumentava o preço de uma edição para outra em todos os gibis.Teve as tradicionais 84 páginas, formato lombada, capa em papel couché e miolo com papel jornal oleoso. Mantiveram até a faixa lateral com coelhinhos, tão comuns nos almanaques na época e histórias interligadas com propagandas normais dos gibis de 1989.

A capa teve uma ilustração muito bonita ambientada na virada dos anos 60 para os anos 70 com Mônica como fotógrafa lambe-lambe querendo tirar fotos do Cebolinha, Cascão, Magali e Bidu em um calhambeque caracterizados como na época proposta, mas com os traços de 1989. Pode dizer que Cebolinha, Cascão e Magali estão caracterizados como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. A intenção foi para os leitores entrarem no clima nostálgico da época das histórias dos gibis originais que tinham nesse almanaque.

Abre com frontispício, mostrando capas das 12 primeiras edições de 1970 e 1971 e um texto com Mauricio falando do sucesso da Turma da Mônica desde os anos 70 e ressalta que as crianças daquela época já estavam crescidas, casados e com filhos e com a reedição daquelas histórias, os pais que leram quando crianças podiam reler agora junto com os seus filhos. Imagino a emoção de quem leu os gibis originais e terem a oportunidade de reler e mostrar par aos filhos o que leu quando era criança, já que não tinha internet e nenhum meio de ler a não ser procurando em sebos e que já era difícil encontrar aquelas edições de 1970 e 1971. Nas capas ilustradas, só não mostraram as de nº 6, 9, 10 e 11.

Frontispício da edição

A seguir vem as histórias clássicas, que foram tiradas de edições do "Nº 2" até o "Nº 17" e todas escritas e desenhadas pelo Mauricio de Sousa, já que era só ele que fazia as histórias na época. Procuraram colocar histórias mais curtas para ter noção de como eram vários personagens da MSP. Teve histórias de vários personagens secundários, mas não tiveram Chico Bento e Penadinho, que só foram estrear nos gibis a partir de 1972 e não teve Astronauta, pois as histórias costumavam ser longas nos primeiros números. De histórias de abertura originais foram só a de abertura e de encerramento, as outras de miolo curtas entre 1 a  5 páginas.

A gente nota um estilo bem diferentes, não só nos traços com personagens bochechudos, bochechas pontiagudas, assim com histórias bem incorretas, cheias de absurdos e personagens se dando mal ao extremo, inclusive no final, muitas vezes sendo ridicularizados. essa fase marcou também com personagens falando de boca fechada, uma linguagem bem culta, próclises e ênclises bem colocadas, palavras não muito faladas hoje, outras bem datadas e se falavam alguma gíria ou algo informal, aparecia palavra entre aspas. Cebolinha falava trocando o R pelo L entre aspas também. Única alteração foi ortografia da época, editada para não ensinarem errado a escrita atual (coisa que até fazem hoje desde que teve a nova reforma ortográfica). De resto, tudo igual, sem alteração nenhuma, nem no estilo de cores, já que na Globo não alterava nada sem ser ortografia.

A primeira foi a clássica "Os Azuis" (MN #15, de 1971), que inclusive recebeu vários prêmios depois de lançada, e discute o problema de racismo. Mônica acorda normalmente e vai a rua e encontra todos os seus amigos com peles azuis e pensa que eles se pintaram, e eles pensam que a Mônica se pintou de laranja. Quando descobrem que a Mônica tinha aquela cor de pele sentem nojo dela por estar com cor diferente que a deles e passam a fugir dela.

Trecho da HQ "Os Azuis"

Mônica até tenta ir atrás deles, mas é em vão. Cascão ordena que a Mônica o solte e Magali fala para não bater nela e faz expressão de nojo e joga na cara que a cor laranja da Mônica é horrível. Mônica ainda é insultada pelo povo da rua, que a chamam de "coisa", que uma "alaranjada" não deve andar por aí e é perseguida por um vigilante. Ela encontra um velhinho encostado no túnel que fugiu, explica seu problema dos outros implicarem com a cor, mas ele também foge.

Aparece o Bidu e é o único que a aceita do jeito que a Mônica era. Ela comenta que todos se pintaram de azuis e estão implicando com ela só por causa da cor, mas ela continua igualzinha a eles e tem todos os sentimentos iguais a eles, como ternura, saudade, contentamento, medo, entre outros. Depois, ela vai para casa almoçar e tem a surpresa que até a mãe dela está azul e Mônica ainda ouve a voz dela vindo do quarto, achando que está "lelé".

Trecho da HQ "Os Azuis"
Em seguida, vê um espelho que não tinha na casa dela e descobre que era um espelho teledimensional, que foi parar no mundo dela por engano e o espelho a transporta de novo para o mundo dela. De volta ao mundo real, Mônica fica emocionada ao ver a mãe com sua cor normal, vai para a rua e abraça Cebolinha e Magali, falando que gostaria deles mesmo se eles fossem azuis e fica triste em saber que existe um lugar que pensam que o que é mais importante é a cor da pele.

Essa história é sensacional, Mauricio quis mostrar em que há um mundo paralelo que tem preconceito de cor de pele, mas na verdade era uma crítica ao Brasil mesmo que tem preconceito com os negros. Incrível que nos anos 70  tinha esse preconceito de racismo e que ainda é um tema atual, até hoje o povo tem preconceitos. Fica na imaginação se a Mônica sonhou aquilo tudo ou se realmente ela foi parar no mundo dos azuis, Mauricio gostava dessas histórias de situações de imaginar se aconteceu ou não.

Trecho da HQ "Os Azuis"

Em seguida vem "A história do Horácio" (MN #2, de 1970) com 3 páginas, a estreia dele nos gibis. Mostra que Horácio não tinha mãe e foi expulso da aldeia dos homens porque comia demais e teve que passar a viver na floresta por conta própria. Os dinossauros da floresta não queria amizade com ele porque era domesticado e não selvagens como eles. Horácio tenta ser selvagem e feroz e tenta desafiar um dinossauro gigante, mas ele acaba sendo chutado por ele, sendo confundido por uma pulga atrevida. No final, Horácio volta para a aldeia dos homens, com Piteco falando que vai deixar passar a noite lá, mas que era pra tratar de arranjar lugar na floresta no dia seguinte,

Essa história foi republicada de tabloides do Horácio de 1963, ano que foi criado, só que redesenhada e colorida ao estilo dos gibis dos anos 70. Seria uma história seriada com Horácio procurando um lugar na floresta após ser expulso. Interessante o crossover com Piteco, por ele ter vindo da aldeia de Lem, mas depois essa ideia não seguiu adiante e eles não se cruzaram mais nos gibis.

Trecho de "A história do Horácio"

Em "A língua do Cebolinha" (MN #7, de 1970), de 4 páginas, ele comenta a sua tristeza de trocar o "R" pelo "L" e Mônica acha que ele tem um defeito na língua e passa a puxar a língua dele, só que ela corre segurando a língua do Cebolinha pelo bairro esticando toda quando a Magali a chama. Depois que se dá conta que está segurando a língua dele, Mônica solta e acaba o deixando com boca presa. Logo depois, descobre a língua ficou na nuca e a solução foi fazer espetáculo com Cebolinha como o garoto que tem língua na nuca para arrecadar dinheiro para bem próprio se aproveitando da situação dele.

Na época tinha vários absurdos e ao invés de ter solução, acabava piorando em situações mais incorretas ao extremo, fora ridicularizar o personagem E é tipo de história em que cada página tem uma piada no final, formando tabloides independentes e juntando tudo formando uma história principal.

Trecho da HQ "A língua do Cebolinha"

Depois vem a história de estreia da Tina nos gibis (MN #8, de 1970). Na fase hippie, sempre abordando os temas hippies e os conflitos com o pai. Nessa, com 2 páginas, o pai questiona Tina sobre seu jeito de vestir e ela diz que é o estilo da filosofia hippie e que vai trabalhar fabricando medalhões e cintos com couro que encontrar. O pai até acha uma boa ideia, mas fica furioso quando descobre que ela foi vender na rua os seus cintos que estavam no armário.

HQ da Tina completa

Bidu e Franjinha estrelam uma história muda de 3 páginas (MN #3, de 1970), em que o Franjinha deixa o Bidu em um manequim sem cabeça para poder ir ao supermercado, que proibia a entrada de animais. O povo da rua começou a achar engraçado manequim com cabeça de cachorro e pensavam que o manequim estava vivo ao Bidu reagir com raiva . Aparece a polícia e várias autoridades para prender a "pessoa com cabeça de cachorro", até que Franjinha aparece e tira o Bidu do manequim e, assim,  todos saem correndo atrás deles para bater e não pregar peças neles. Nota-se que mantiveram as cores originais da revista original, deixando Franjinha com camisa azul claro e bermuda azul escuro. E é uma reedição de gibi do Bidu da Editora Continental de 1960, só que redesenhada e colorida par aos padrões dos anos 70.

Trecho da HQ do Bidu

Em "Quase um monólogo" (MN #9, de 1971), de 3 páginas, Mônica conversa com os leitores, perguntando se acham feiosa, se não preferia outro personagem no lugar, se ela não tirou outro personagem do lugar e se ainda acham que ela é chata ou metida. Até que Cebolinha aparece  e confirma tudo isso e ela bate nele, falando que certas criaturas não sabem a diferença da realidade da vida e representação. Ou seja, ela estava representando o tempo inteiro e sobrou para o Cebolinha.

Trecho da HQ "Quase um monólogo"

Na história do Raposão, de 2 páginas (MN #10, de 1971), ele trabalha de recenseador e vai na toca do Coelho Caolho. A princípio ele tinha 118 filhos, mas enquanto Raposão estava lá, á ia nascendo mais filhos, deixando Raposão com raiva de ele fazer tantos filhos em tão pouco tempo e vai atrás dele para a mata  querendo bater com a pasta

HQ do Raposão completa

Em "O medo da Mônica" (MN # 4, de 1970), de 4 paginas, um ser misterioso fica impressionado com a força e coragem da Mônica e bater nos meninos sem dó nem piedade e quer que ela participe de seu plano, mas quando descobre que ela tem medo de maribondo, ele desiste que a Mônica participe do plano. Na verdade, ele era um extraterrestre que queria uma criatura poderosa no planeta Terra para reinar no seu planeta e desiste da Mônica e acaba chamando o maribondo no lugar, achando que ele é a criatura mais poderosa do planeta.

Trecho da HQ "O medo da Mônica"

Papa-Capim tem um tabloide (MN #5, de 1970) em que ele e Cafuné estão preocupados com uma plantinha que estava murcha por falta de chuva. Eles fazem dança da chuva, mas exageram, fazendo alagar a selva toda. Era raro de ter histórias do Papa-Capim nos anos 70, quando tinha eram histórias de 1 página assim.

HQ do Papa-Capim completa

Em "Ai, que dor de dente" (MN #5, de 1970), com 5 páginas, mostra o sofrimento do Cebolinha com uma dor de dente e Cascão e Mônica tentam ajudá-lo, mas fazendo coisas absurdas como puxar o dente com barbante, mudar o laço que estava na cabeça dele para ficar mais bonito. No final, Mônica o leva amarrado para o dentista, que acaba tirando o dente errado. Mauricio gostava de ridicularizar o Cebolinha nas suas historias, essa foi mais uma. E novamente uma piada independente em cada página que juntas forma uma história.

Trecho da HQ "Ai, que dor de dente"

Em "O coelho da Mônica" (MN #12, de 1970), com 2 páginas, Cebolinha e Cascão reclamam que o coelho da Mônica, (ainda sem nome) tinha criado vida e estava batendo neles sozinho. Mônica não acredita, mas no final acaba levando uma surra do coelho e fica de olho roxo, confirmando o que os menins disseram e pede desculpas a eles.

HQ "O coelho da Mônica"

Tina  tem mais uma história, de  xx páginas (MN #17, de 1971) em que ela idolatra o John Lennon e seu irmão Toneco passa a falar mal, que ele usa peruca, e aí Tina e Toneco brigam, Toneco a chama de macaco de auditório e Tina fala que quem é a avó deles, a Vovoca. No final, eles encontram Vovoca comprando um poster do John Lennon, confirmando que ela também é fã e macaca de auditório do John Lennon.

Trecho da HQ da Tina

Em "Moni X Cão" (MN #12, de 1971), de 6 páginas, Mônica tenta salva rum cachorrinho da carrocinha. As vezes defende o homem da carrocinha d elevá-lo por não ser vacinado, outras vezes defende o cachorrinho por não querer que ele se transforme em sabão. No final, o cachorrinho é vacinado e recebe sua licença, mas Mônica é perseguida pelo homem da carrocinha por ter dado fim a sua rede de laçar os cachorros.

Trecho da HQ "Moni X Cão"

Zum e Bum estrelam a história "A fuga" (MN #2, de 1970), de 3 páginas. Nela, eles tentam fugir do presídio com Zum colocando o Bum dentro da comida para despistar os sentinelas. Só que eles não contavam que a comida ia para os ciclopes que vigiavam bandidos fugitivos da prisão, e, com isso, o plano não deu certo mais uma vez. Foi a estreis deles nos gibis e interessante mostrar no título que Piteco apresenta Zum e Bum, confirmando que eles são do núcleo do Piteco.

Trecho da HQ "A fuga"

Bidu e Franjinha têm mais uma história muda, de 3 páginas (MN #5, de 1970), em que Franjinha coloca um espelho na casinha do Bidu para dar medo nele, mas tem um mistério do espelho mordê-los, deixando s 2 com medo, pensando que era uma assombração. No final ,descobre que era uma toupeira que tinha se escondido na casinha depois do Franjinha ter colocado o espelho lá.

Trecho da HQ do Bidu

O almanaque termina com a história "C.B. A nuvenzinha mau-caráter" (MN #12, de 1971), de 10 páginas, em que a turma está vendo nuvens no céu, até que uma nuvem rebelde chamada Cúmulus Nimbus (C.B.) cria vida e ameaça a Mônica de participar de seu plano de dominar o mundo.

Trecho da HQ "C.B. A nuvenzinha mau-caráter"

A nuvem C.B. a obriga ir a rádios e jornais anunciar que a população toda tenha que ferver água para formar novas nuvens que farão destruir o planeta. Na véspera do plano, durante a noite, a nuvem C.B. se transforma em líquido em um copo que estava no quarto da Mônica para descansar, só que a Mônica acaba tomando a água, e, com isso, engolindo e destruindo a nuvem, terminando os planos dela assim. Após tomar a nuvem, Mônica esquece de tudo e pensa que foi tudo um sonho e volta a dormir tranquilamente. Muito boa essa, ponto alto foi a Mônica beber a própria nuvem do mal. Os absurdos eram altos na época.

Trecho da HQ "C.B. A nuvenzinha mau-caráter"

A tirinha final foi inédita, desenhada com o estilo dos anos 70. Ficou muito igual e quem não tinha os gibis originais pensava que era uma republicação como as outras, mas foi inédita, já que nos primeiros números não tinham tirinhas nesse formato de 3 quadros ocupando uma coluna. Isso só aconteceu a partir de 1973, com o lançamento dos gibis do Cebolinha. A seguir essa tirinha inédita.

Tirinha da edição

Então é um almanaque histórico, reunindo várias histórias clássicas dos primórdios da MSP depois de muito tempo sem o público ver até então. Hoje em dia os leitores pôde ver essas histórias na "Coleção Histórica", mas em 1989 o acesso era difícil. Foi uma excelente comemoração aos 30 anos da MSP e prova que não precisa fazer edição de luxo, mostra que uma edição saindo em bancas normalmente com preço acessível pode ser especial da mesma forma. Só ppodiam ter colocado pelo menos alguma da "Nº 1" também, mas nada que estrague a edição por causa disso. Muito bom relembrar esse 'Almanaque da Mônica Nº 15' há exatos 30 anos.

domingo, 17 de novembro de 2019

Tirinha Nº 66: Mônica

Uma tirinha bem legal  em que o Cebolinha pede para a Mônica contar até dez em um momento de muita raiva da Mônica e prestes a bater nele por ter aprontado mais uma, não com esperança de ela se acalmar, mas, sim, pra dar tempo de ele correr e  fugir da surra.

Tirinha foi publicada originalmente por volta de 1981 e republicada no 'Almanaque da Mônica Nº 21' (Ed. Globo, 1990).


domingo, 10 de novembro de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 96

Uma capa completamente impublicável em que a Mônica bate em uma onça para fazer um cachecol de pele com ela. Fica na imaginação do leitor se a Mônica matou a onça ou apenas deixou desacordada. Hoje em dia os personagens não enfrentam animais silvestres e ainda mais abatendo para fazer cachecol com sua pele, a Sociedade Protetora dos Animais ficaria de cabelos em pé vendo isso. Os traços muito bons da fase superfofinha dos personagens.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 96' (Ed. Abril, Abril/ 1978).


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Mônica: HQ "O Duelo das Bruxas"

No Dia de Haloween, mostro uma história com uma reunião de duelo de bruxas em que a Bruxa Malévola precisou pegar coisas do corpo da Mônica para ficar poderosa e ser a rainha das bruxas. Com 11 paginas, foi história de abertura publicada em 'Mônica Nº 17' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 17' (Ed. Globo, 1988)

A história começa com um narrador contando que a cada século, as bruxas mais poderosas do planeta se reúnem no Castelo do Monte Suspiro Profundo para duelar umas com as outras para saber qual é a mais poderosa e que vai liderar todas as bruxas na Terra nos próximos 100 anos.


Elas vão duelando sob risos diabólicos e gritos estridentes até que sobram apenas 2 mais poderosas: Bruxa Pacata, a atual campeã e que tem mantido as outras fora da sociedade, e Bruxa Malévola, que prega a invasão do mundo pelas bruxas. O Monte do Suspiro Profundo é coberto por raios e trovões até que surge uma vencedora, que foi a Bruxa Pacata e sob seu comando a Terra terá paz e sossego por mais 100 anos.


Só que esse duelo aconteceu em 1888 e a história dá um salto de 100 anos e tem um novo duelo de bruxas em 1988. Bruxa Malévola se prepara para a vingança e chegar ao poder e, para isso invoca, o seu padrinho, o Demônio Zangar para ajudá-la a sera rainha das Bruxas. Ela se ajoelha e saúda Zangar como o Senhor das Trevas, Senhor da Escuridão, Príncipe do Mal.


Demônio Zangar corta os elogios baratos dela e vai direto ao ponto. Ele fala que durante um século pensou uma forma de derrotar Bruxa Pacata, até que um dia leu uma revista em quadrinhos para refrescar a cabeça e descobriu que a Mônica é a garota mais forte do mundo, muito geniosa e pensou em unir os poderes da Bruxa Malévola à força da Mônica, mas ela teria que pegar um pedaço de unha, um fio de cabelo e lágrimas da Mônica. Malévola vai imediatamente atrás da Mônica pegar essas coisas, vai voando na vassoura, na companhia de um corvo misterioso que havia ouvido toda a conversa e ela não percebeu.


A turminha segue uma rotina normal, com Cebolinha e Cascão jogando bolinha de gude e Magali comprando melancia, quando Bruxa Malévola surge no bairro do Limoeiro. O Corvo avista a Magali chegando e a transforma em Mônica. Malévola vê e pensa que é a Mônica e fala que as mãos estão horríveis. Ela diz que só segurou uma melancia e Malévola responde que as unhas dela estão mal cuidadas, que é uma manicure profissional e vai dar um trato nas unhas e, com isso, consegue o seu primeiro ingrediente.


Em seguida, surge o Cebolinha contente por ter rapelado  todas as bolinhas de gude do Cascão e o Corvo o transforma em Mônica. Malévola estranha a Mônica ter surgido de novo atrás dela e pede para pegar um fio de cabelo dela. Cebolinha corre, falando que só tem 5 fios de cabelo, mas a Malévola consegue arrancar um fio assim mesmo.


Depois aparece o Cascão. O Corvo o transforma em Mônica e Malévola se passa com uma velhinha que estava cortando cebolas e pede para ele ajudá-la. Cascão corta uma cebola e começa a chorar e Malévola consegue a sua lágrima. Quando vai embora, as 3 "Mônicas" se encontram e o Corvo desfaz o feitiço e a turma volta ao normal.


Malévola chega em seu castelo e entrega os ingredientes para o Demônio Zangar. Ele já havia preparado o resto da poção e acrescenta os ingredientes que Malévola conseguiu. Enquanto finaliza a poção, ela fala que Pacata vai ter uma grande surpresa, que ela será a nova rainha das bruxas e com ela no poder vai ser uma nova era no mundo, será a lei, a religião e o poder, os mortais irão idolatra-lá e logo depois bebe a poção e o Corvo vai embora.


Acontece a nova reunião das bruxas após 100 anos e se duelam para ver quem será a nova líder do próximo século. Depois de muitos combates, surge a vencedora, mostrando o Corvo misterioso. É revelado que ele era a Bruxa Pacata disfarçada para poder sabotar os planos da Malévola, e,com a sua vitória, por mais 100 anos as bruxas ficarão isoladas do mundo. No final, aparece Malévola com ma fome danada, trocando os erres pelos eles e mais fedida que mil chiqueiros e implora para Zambar falar o que aconteceu de errado e ele sem saber vai procurando a resposta no seu livro de magia.


História muito legal mostrando duelo de qual bruxa vai comandar o mundo nos próximo século através de um duelo de bruxas, em que se ganha a bruxa boa, o mundo fica em paz e se uma bruxa malvada ganha, o mundo fica totalmente nas trevas por 100 anos. A Malévola conseguiu ajuda do seu padrinho sábio, o Demônio Zambar, mas não contava que a Bruxa Pacata ia sabotar seus planos para conseguir sua vitória e consequentemente a paz na Terra.


Teve uma boa representação das verdadeiras características dos personagens, Mônica forçuda, Magali comilona, Cebolinha trocando letras e Cascão sujo e a Bruxa Malévola acabou se dando mal herdando as características deles ao pegar as partes dos corpos deles por engano. Interessante que a verdadeira Mônica não apareceu na história, só sendo representados com os seus amigos transformados nela pelo Corvo. Se ela tivesse visto a Mônica verdadeira não conseguiria nada, ia levar uma surra na primeira tentativa.


Os traços sensacionais, com uma arte-final caprichada do Alvin Lacerda que diferenciava muito os desenhos. Impublicável hoje em dia por conta de ter Diabo, ainda mais desenhado como foi, além de envolver magia negra. Caso fosse publicada, fariam alterações em conteúdos e mudariam o ano 1988 colocando o ano corrente, já que eles mudam os anos originais para ficar como se fosse uma história atual. A capa da edição, apesar de ter referência a bruxa, pelo visto foi apenas uma coincidência ter saído na mesma edição da história, já que não faz referência á história, é apenas um desenhio bonito com os personagens como bruxos.