Mostrando postagens com marcador Louco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Louco. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Cebolinha: HQ "Louco Noel"

Mostro uma história como Louco vestido de Papai Noel perturbando o Cebolinha no Natal. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 48' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cebolinha Nº 48' (Ed. Globo, 1990)

Nela, Cebolinha encontra uma caixa de presente na sua historinha e quando vai abrir, sai o Louco vestido de Papai Noel, desejando um feliz Natal a todos. Cebolinha se assusta e vê que era o Louco, que pergunta se ele foi um bom menino durante o ano.


Cebolinha diz que tirando os planos contra a Mônica, foi sim. Então, Louco dá um presente para ele por ter merecido, e quando o Cebolinha abre, era um outro Louco também vestido de Papai Noel. Esse novo Louco diz que um bom menino não faz xixi na cama, nem desobedece à mãe e nem mata passarinhos e como o Cebolinha não fez nada disso, ele ganha outro presente.

Ao abrir a caixa, um novo Louco Papai Noel surge dentro da caixa. Ele tenta dar outro presente, mas Cebolinha acaba correndo porque não quer mais Loucos de presentes de Natal. Louco pergunta o que ele quer e cebolinha diz que quer um "calinho". Então, Louco dá um saco de bolinhas de gude, cobrando cem mil cruzeiros. Cebolinha fala que é carinho demais e não aceita.


Os três Loucos dão carinho no rosto do cebolinha e ele diz que não é isso que quer. Com isso, Louco dá uma pisada no pé do Cebolinha que grita de dor por ter pisado bem no calo do pé dele. então, os 3 Loucos dão uma caixa de presente já sabendo o que ele quer e vão embora.

No final, Cebolinha joga a caixa fora no lixo pensando que ia sair um outro Louco dentro dela. cascão estava dentro da lata de lixo e acaba abrindo o presente e era um carrinho, que tanto o cebolinha queria e acabou o Cascão ficando com o presente.


História simples e bem legal com o Louco aprontando com o Cebolinha no Natal em dose tripla e uma brincadeira com a dislalia do Cebolinha com a palavra "carrinho". O "calinho" que ele queria de presente de Natal era carrinho, mas que podia ser carinho (agrado), produto com preço caro ou calo de pé com uma má interpretação. Sempre engraçado esses trocadilhos por ele trocar o "R" pelo "L"


Infelizmente histórias assim não são feitas hoje justamente por causa dessas várias interpretações e como as histórias são exportadas para outros países não iam fazer sentido com as trocas de letras. Acho bobagem, o que podiam é só não exportar as tais histórias assim, mas deixar aqui no Brasil do jeito que era. Fora que também o bullying sofrido pelo cebolinha por causa da dislalia e todo o constrangimento por causa disso não é bem visto pela patrulha do politicamente correto.

O final com o Cascão na lata de lixo é inadmissível e mais um motivo que não seria publicada hoje. Provavelmente fariam uma adaptação no final para o Cascão não precisar estar dentro da lata de lixo. Também alterariam os "cem mil cruzeiros"para "Reais" pra ficar com a moeda atualizada do Brasil.


Os traços ficaram excelentes e bem caprichados, como sempre na época. Na época, procuravam colocar só o Cebolinha vendo o Louco e as vezes até pareciam outros personagens, mas era mais no final após o Louco sumir, dando mais ideia se era tudo imaginação e esquizofrenia  do Cebolinha ou não. Assim era mais engraçado.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Capa da Semana: Cebolinha Nº 127

Uma das raras capas com o Louco aparecendo. Nela, o Louco fica sendo o reflexo do Cebolinha na água quando ele estava pescando em um barco. Façanhas que só o Louco consegue.

Capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 127' (Ed. Globo, Julho/ 1997).


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Cebolinha: HQ "As mais loucas loucuras do Louco"

Nessa postagem, mostro uma história em que o Louco saiu de dentro da televisão para perturbar o Cebolinha, para o seu desespero. Com 6 páginas no total, foi a história de abertura de 'Cebolinha Nº 27' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cebolinha Nº 27' (Ed. Globo, 1989)

Cebolinha liga a televisão e vai passando pelos canais pra ver se tem algo que gosta e aí sintoniza no "Jornal Sensacional" com a notícia que foi localizado o Louco que havia fugido do hospício e que os médicos vão realizar novos exames para ver a sua insanidade mental.


Cebolinha reconhece que era o Louco e começa a gaguejar em frente a TV, e o Louco dentro da TV e segurado pelos enfermeiros, repete o que o Cebolinha fala e sai de dentro da TV direto para a sala do Cebolinha. Os enfermeiros na TV falam pra ele voltar e o Louco desliga, dizendo que era um programa chato. Cebolinha pergunta como conseguiu isso (de sair dentro da TV) e o Louco com controle remoto na mão diz que apareceu de repente e joga o controle fora na janela, pensando que era uma bomba, e realmente o controle explode quando cai na rua.


Louco faz o Cebolinha se abaixar quando a controle-bomba explode e depois pergunta se o Cebolinha se machucou. Ele diz que não e ai o Louco dá um soco na sua cabeça para dar um jeito em se machucar de alguma forma. Louco vai na rua para ver se está tudo em ordem e ver que poste, moitas, pedras estão tudo calmos, quando o telefone da casa do Cebolinha toca. Era engano, alguém perguntando sobre a Dona Marocas, e o Louco pensa que era um espião inimigo conversando em código, liga o transmissor e falam que é para liquidar o espião. Então, ele volta para casa do Cebolinha com liquidificador na mão.


Louco tenta colocar o Cebolinha dentro do liquidificador, quando ouve um barulho e fala para não deixarem o pegar. Cebolinha pergunta quem quer buscá-lo e ai ele fala que são "eles" com várias letras "L" invadindo a casa. Mas logo aparece os "Reforços", que eram várias letras "R", e ai as letras se duelam. Louco pergunta quem vai vencer e Cebolinha diz que espera que são os "L". Louco o chama de traidor e Cebolinha trata de falar que são os "R", mas por causa da sua dislalia não dá pra corrigir. Louco diz que vai embora por causa disso e Cebolinha diz para não levar as coisas para esse lado e ele muda de direção que estava caminhando. Aí, olha para TV, a chama de mãe por ter saído através dela e resolve entrar de novo, parando em um canal de praia.


Quando vai embora, a campainha toca e eram os enfermeiros do hospício perguntando pelo Louco, que havia sido visto lá. Cebolinha diz que esteve, mas que entrou pela televisão. Os enfermeiros falam que Cebolinha está gozando deles ou está vendo TV demais. Cebolinha se pergunta se foi tudo imaginação dele e resolve desligar a TV. Quando está colocando o dedo no botão, o Louco aperta o seu nariz e desliga o Cebolinha, ficando todo preto, com ele se tornando a televisão, terminando assim.


Essa história é legal mostrando o básico das loucuras do Louco, dessa vez com ele saindo de dentro da televisão pra originar todas as suas loucuras. Engraçado os trocadilhos, sempre típicos nas suas histórias e ver o Cebolinha sofrendo com ele. Era bem mais violento com Cebolinha, sofria mais nas mãos do Louco. Dessa vez, o Cebolinha ficou até em dúvida se tudo aconteceu mesmo, como muitos podem pensar se o Louco era fruto da imaginação dele ou não, mas logo ele percebe que aconteceu mesmo.

Interessante a paródia com o "Jornal Nacional", colocando "Jornal Sensacional" no lugar e ainda colocaram o Cid Moreira dando a notícia, que era quem apresentava o jornal na época. Curioso também ver o Cebolinha com TV com controle remoto, na época só os mais ricos que tinham TV com controle. A maioria era sem.


Curiosamente, essa foi a primeira história de abertura com o Louco desde que havia sido criado em 1973. Sempre deixavam histórias dele no miolo e acredito que por conta dos traços serem mais típicos de abertura, colocaram essa na abertura, Traços, aliás, muito bem desenhados, adorava os desenhos assim. Hoje em dia, com 6 páginas, é curta para uma história de abertura, mas na época era normal isso, às vezes menos página que isso, principalmente na Editora Abril.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Almanaque do Louco Nº 10 - Panini


Nas bancas o novo 'Almanaque do Louco Nº 10'. Nessa postagem faço uma resenha sobre essa edição.

Esse 'Almanaque do Louco Nº 10' é de dezembro de 2015, mas com a distribuição precária da Panini só chegou agora em janeiro de 2016. Tem várias histórias clássicas da Editora Abril, coisa rara de republicar nos almanaques atuais. Só a história de abertura foi da Globo e tirinha republicada da própria Panini, já as demais só da Editora Abril. Achei uma grande surpresa, já que normalmente os almanaques atuais da Panini republicam histórias de toda as fases da Globo, entre 1987 a 2006.

Acho que resolveram colocar histórias da Editora Abril porque já republicaram quase todas as histórias do Louco da Globo nos números anteriores desse 'Almanaque do Louco' da Panini. Aí, para não republicarem histórias da própria Panini ou voltarem a colocar histórias já republicadas pouco tempo, evitando tanto repeteco, aí colocaram as da Abril.

A maioria delas, assim como as histórias republicadas da Globo nos almanaques atuais, são re-republicações e já saíram em Almanaques do Cebolinha da Editora Globo variando entre o "Nº 1" ao "Nº 20", mas tiveram 2 que não foram republicadas na Ed. Globo e não tenho e foi por isso que eu comprei essa edição. Antes, eu só tinha as edições "Nº 1" e "Nº 2", ambos de 2011, que comprei por serem primeiras edições de um título inédito.

As capas dos Almanaques do Louco "Nº 1" e "Nº 2" que eu tenho

Esse almanaque tem 14 histórias no total, incluindo a tirinha final. A relação de histórias republicadas, com número da edição original ou almanaque que foi republicada pela primeira vez e ano foram essas:
  1. O grande número ('Cebolinha Nº 127' - Ed. Globo, 1997)
  2. Apareça na TV ('Coleção Um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco' - Ed. Globo, 1995)
  3. O recado ('Almanaque do Cebolinha Nº 17' - Ed. Globo, 1992)
  4. Louco pra espirrar  ('Almanaque do Cebolinha Nº 10' - Ed. Globo, 1990)
  5. Um disfarce muito louco ('Almanaque do Cebolinha Nº 1' - Ed. Globo, 1987)
  6. Louco à gasolina ('Cebolinha Nº 87' - Ed. Abril, 1980 / 'Almanaque do Cebolinha Nº 7' - Ed. Globo, 1989 / 'Coleção Um Tema Só Nº 11', de 1995)
  7. O Louco-Telefone ('Cebolinha Nº 90' - Ed. Abril, 1980 / 'Almanaque da Mônica Nº 25' - Ed. Abril, 1985)
  8. O Louco engravatado  ('Almanaque do Cebolinha Nº 8' - Ed. Globo, 1990)
  9. Uma história muito louca ('Cebolinha Nº 1' - Ed. Abril, 1973 / 'Almanaque do Cebolinha Nº 1' - Ed. Abril, 1978)
  10. Alô! Alô! Chamada para o Louco ('Cebolinha Nº 134' - Ed. Abril, 1984 / 'Almanaque do Cebolinha Nº 11' - Ed. Globo, 1990)
  11. Loucuras do Louco ('Cebolinha Nº 40' - Ed. Abril, 1976 / 'Cebolinha Nº 100' - Ed. Abril, 1981 / 'Almanaque do Cebolinha Nº 1' - Ed. Globo, 1987)
  12. Que loucura! ( 'Almanaque do Cebolinha Nº 20' - Ed. Globo, 1993)
  13. É muita loucura
  14. Tirinha (Turma da Mônica Nº 26 - Ed. Panni, 2009)

Abre com a história "O grande número" de 1997 em que o Cebolinha precisa contracenar com números gigantes apresentados pelo Louco, com várias piadas ao pé da letra. Essa foi a única da Ed. Globo e em seguida só histórias da Ed. Abril, variando entre 1973 a 1983. Tem, inclusive, a história de estreia do Louco, "Uma história muito louca", original de 'Cebolinha Nº 1', de 1973, de quando o Cebolinha o conheceu, quando fugiu do hospício.

A gente vê muitas diferenças no estilo das histórias, não só nos traços, incrivelmente bem desenhados, como também no comportamento dos personagens. O tipo de loucura, com tudo ao pé da letra é o mesmo , embora tinham mais absurdos do que hoje em dia, mas os personagens mexem com fogo, Cebolinha bate cabeça em poste, leva tombos fortes, entre outras coisas incorretas para os padrões atuais.

Trecho da HQ "Louco pra espirrar"

Dá para notar também que nas primeiras histórias dos anos 70, o Cebolinha era mais tolerante com o Louco. Apesar de sofrer com as loucuras, ele aceitava tudo numa boa. Já nas histórias dos anos 80, vemos o Cebolinha mais esquizofrênico, era impaciente e já ficava nervoso só vendo a presença do Louco e fazia de tudo para se livrar dele, além de histórias que ficava a dúvida se o Louco existia mesmo ou se era tudo imaginação do Cebolinha. Então, as dos anos 80 desse almanaque acho mais engraçadas.

Vemos também muitas histórias também do Louco cismando que o Cebolinha é alguma coisa (mais comum também nas histórias dos anos 80) e acontecia a loucura mesmo, como em "Louco a gasolina" em que o Louco confunde o Cebolinha como veículos. Nela, por exemplo, quando o Louco confunde o Cebolinha com avião e ele acaba voando, através do cabelo do Cebolinha, que vira hélice. E em "Alô! Alô! Chamada para o Louco!" , em que o Louco cisma que o Cebolinha é um telefone orelhão.

Interessante também ver coisas datadas, como personagens mexendo com máquina de escrever, falando de datilografia, televisão com tubo sem controle remoto, como aconteceu em "Apareça na TV", em que o Louco cisma que o Cebolinha tem que aparecer na TV, mesmo que ele não faça questão. Também vemos máquina de escrever em "Louco engravatado", em que o Louco surge com terno e trabalhando em um escritório como pessoa normal). Já na história "Alô! Alô! Chamada para o Louco!" tem orelhão ainda com ficha e ainda tem direito de cena incorreta com Cebolinha sendo queimado com fogo na bunda.

Trecho da HQ "Alô! Alô! Chamada para o Louco!"

Duas histórias não foram republicadas na Editora Globo. "O Louco-Telefone", de 1980, em que o Louco surge do telefone do Cebolinha, saindo através do gancho, causando muitas loucuras. E a história de encerramento, "É muita loucura", por volta de 1981, em que o Cebolinha encontra um elevador operado pelo Louco, sendo o gancho para várias loucuras. Nesta, inclusive, traços maravilhosos com direito a uma cena com várias imagens do Cebolinha e do Louco, para expressar movimento, que estava caindo aos poucos. Fantástico. Recurso também foi utilizado em "Louco pra espirrar", em que o Louco impede o Cebolinha de espirrar.

Trecho da HQ "É muita loucura"

A desvantagem desse almanaque que, como não podia deixar de ser, tiveram várias alterações em relação ás originais para seguir o padrão atual. É difícil encontrar algum almanaque que não tenha alteração e nesse tiveram várias, até por ser com histórias da Ed. Abril. Se mudavam na Coleção Histórica, que era para seguir o mais fiel dos gibis originais, imagine em um almanaque regular. 

Nesse encontrei 5 alterações. A primeira foi na história de abertura, "O grande número" com o pensamento do Cebolinha, que na original ele pensava errado e agora mudaram para ele pensando certo porque quem tem dislalia igual ao do cebolinha na vida real pensa certo.

Comparação da HQ "O grande número"

Em "Apareça na TV" mudaram o preço da televisão para adaptar a moeda atual. Na original, era vinte mil cruzeiros e agora mudaram para 2 mil reais na história toda. Interessante que quando foi republicada em 'Coleção Um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco' (Ed. Globo, 1995), mantiveram o preço original da revista e a moeda do Brasil já era o Real na época. Seria melhor ter mantido o preço, a gente sabe que se trata de história antiga. 

Comparação da HQ "Apareça na TV"

Em "Louco à gasolina", teve mudança linguística. na revista original, colocaram "Que raio de ônibus é esse?" para deixar a linguagem mais informal e agora mudaram para "este" para ficar de acordo com a norma culta e, assim, tirando a informalidade da época.

Comparação da HQ "Louco a gasolina"

Em "Loucuras do Louco", mudaram a cor da roupa do Louco. Teve um período nos anos 70 que o Louco aparecia com camisa rosa e calça vermelha em vez do contrário que estamos acostumados. Para seguir o estilo atual, mudaram isso na história toda, ficando diferente da original. Na comparação a seguir, ainda deixaram de pintar o olho do Cebolinha de branco, como aparece na original. Primeira imagem tirada de 'Almanaque do Cebolinha Nº 1' (Ed. Globo, 1987).

Comparação da HQ "Loucuras do Louco"

Já em "Que loucura!" (em que o Louco tem um cachorro-quente de estimação que é brabo e late e o gancho para outras loucuras), tiraram as armas das mãos dos guardas que estavam prendendo os bandidos. Afinal, armas de fogo estão proibidas nas histórias atuais e eles mudam isso nos almanaques. Essa para mim foi a pior alteração da edição, já que não faz sentido guardas sem arma e ainda nessa circunstância, tirou todo o sentido da cena. Abaixo comparação, com imagem da original que eu tirei do 'Almanaque do Cebolinha Nº 20' (Ed. Globo, 1993).

Comparação da HQ "Que loucura!"

Como pode ver, esse almanaque é muito legal, resgata histórias clássicas que valem a pena. Só podia ter sido melhor se não tivessem tantas alterações em relação às originais, mas já era previsível isso quando republicam histórias antigas hoje em dia. Mesmo assim recomendo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Cebolinha: HQ "De dentista e de louco..."

Há 25 anos eram lançados os gibis promocionais da "Coleção Coca-Cola". Em homenagem, nessa postagem mostro uma história do Cebolinha em que ele é perturbado pelo Louco em uma consulta ao dentista. Com 8 páginas, foi a história de abertura de 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola - Cebolinha' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola - Cebolinha' (Ed. Globo, 1990)

Nela, Cebolinha e sua mãe, Dona Cebola, estão na sala de espera do dentista quando ele é chamado para ser atendido. Cebolinha diz para a mãe que quer ir sozinho e Dona cebola fica orgulhosa, falando que ele já é um homenzinho. Chegando na sala, Cebolinha vê o dentista de costas com um cabelo igual do Louco e sai correndo, fazendo o maior escândalo, gritando que quer ir embora, que o dentista é louco, deixando todas as crianças que estavam no consultório assustadas e Dona Cebola envergonhada.


O dentista aparece e pergunta quem é louco. Realmente não era o Louco, apenas o cabelo que era igual. Com vergonha, Cebolinha diz que se o dentista que se parece com um amigo dele. Já na cadeira do dentista, ele manda o Cebolinha abrir a boca, examina e diz que vai precisar tirar uma radiografia do dente e sai para ver se a máquina de raio X está preparada.

Nessa hora, o Louco surge no consultório, entra pela janela e põe uma máscara do dentista Cebolinha, que estava distraído não vê o Louco entrando. O Louco, vendo o Cebolinha de boca aberta, grita falando que aconteceu uma tragédia. Cebolinha, sem saber que er ao Louco,  pergunta que tragédia foi e ele diz que ficou surdo porque o Cebolinha está berrando e não escutou nada. Logo percebe que escutou a pergunta e conclui que é o Cebolinha quem está mudo.


Cebolinha pergunta que história é essa. Louco tenta responder que a história é do Cebolinha, mas não conclui se assustando que o mudo falou. Cebolinha pergunta pela radiografia e Louco fala que vai bem e Cebolinha pergunta se ele não vai ver o que ele tem. Louco responde que ele tem 5 fios de cabelos, uma camisa verde, dois pés e uma cara de bobo. Então, o Cebolinha se irrita e diz que é para ver o que ele tem, apontando para boca. Louco manda abrir mais a boca e entra dentro dela e vai tirando várias coisas dentro, como pente, bola, sapato e até pneu e um cachorro saíram de dentro.


Louco sai de lá da boca e diz que agora não tem mais nada dentro. Cebolinha pergunta se não precisar (se referindo ao dente) e Louco reclama que não, que é antiecológico e o negócio agora é plantar, pegando uma pá e sementes para plantar uma árvore dentro do consultório. Cebolinha estranha e Louco se convence que não dá para plantar lá, achando melhor plantar na cabeça dele. Louco joga água  de um regador na cabeça do Cebolinha e nasce flores em cada um de seus fios de cabelo. Louco arranca e oferece flores ao Cebolinha e se dá conta que o Cebolinha não é namorada dele.


Cebolinha começa a estranhar o comportamento do "dentista", falando que ele está muito estranho. Louco o cumprimenta para confirmar que ele não é um estranho. Cebolinha pergunta se ele não vai tratar do dente dele. Louco diz que precisa pegar umas coisas e volta com faca, serrote, machado e nessa hora a máscara cai e o Cebolinha descobre que era o Louco o tempo todo. Cebolinha sai correndo atravessando a parede do consultório de tanto desespero e Louco foge pela janela. Cebolinha abraça a mãe falando que com aquele dentista ele não se trata porque queria arrancar o dente com serrote, machado e alicate, deixando os clientes apavorados e todos fogem, achando o dentista um sádico.


O verdadeiro dentista volta, perguntando o que está acontecendo lá e o Cebolinha grita para mãe que é o Louco. O dentista fala que maluco é o Cebolinha porque ele saiu para pegar a máquina de raio X e apronta toda aquela bagunça no consultório dele e manda Dona Cebola só trazê-lo de volta quando estiver calmo. Dona Cebola reclama do papelão do Cebolinha e fala que ele ainda tem que tomar injeção e que manda que não apronte mais nada. Cebolinha diz que não, porque injeção agora é colírio e diz que quer ir sozinho para tomar injeção. Ao mesmo tempo que ele está indo à sala para tomar injeção, Louco está entrando pela janela para acontecer uma nova confusão, terminando assim.


Essa história é muito legal com o Cebolinha se dando mal com o Louco. Histórias com o Louco não foge muito disso, com muitos absurdos, trocadilhos levando tudo ao pé da letra e essa não fugiu disso. Engraçado o Louco entrando na boca do Cebolinha e tirando tudo de dentro, até um cachorro. Só Louco mesmo para conseguir isso. E é mais uma daquelas que só o Cebolinha vê o Louco, deixando dúvida se tudo é coisa da cabeça do Cebolinha ou não, deixando o leitor decidir. Essas que mostra um Cebolinha esquizofrênico e fica a dúvida da existência do Louco são as melhores.

Os traços são excelentes, por sinal, contornos bem grossos e caprichados. Na postagem a coloquei completa. O final  foi muito bom, permitindo o leitor imaginar o que aconteceu depois quando o Cebolinha entrou na sala de injeção e viu o Louco lá e, então, o leitor pode inventar uma nova história com o que aconteceu. Acontecia isso em algumas histórias na época. 


Essa história foi uma das inéditas da "Coleção Coca-Cola" e a única desse exemplar do Cebolinha. Dessa vez sem código da revista de 1990 que seria publicada se não tivesse a coleção. É que normalmente as histórias inéditas tinham o código do gibi que seria publicada antes de ser reprogramada para sair na "Coleção-Coca-Cola". Se não tivesse, acho que ela seria publicada em 'Cebolinha Nº 45' ou 'Nº 46', de setembro e outubro de 1990, respectivamente.

Teve também uma imagem do logotipo da "Coca-Cola" inserida na história, que eram os únicos anúncios nos gibis dessa coleção e, com isso, a gente não soube como era o desenho daquela cena que teve o logotipo da Coca-Cola no lugar. Quando foi republicada (em 'Coleção Um Tema Só Nº 46 - Cebolinha e o Louco IV' - Ed. Globo, 2005) deu pra descobrir que a cena omitida foi o a cabeça do Louco aparecendo na janela enquanto o Cebolinha estava de boca aberta.


Normalmente as histórias inéditas da Coleção Coca-Cola não foram republicadas, mas essa foi, assim como a "Bronzeado Moderno" da Mônica. Já as outras inéditas dessa "Coleção Coca-Cola" nunca foram até hoje. Destacando que a divertida "Mingau com chuva" da Magali até chegou a virar desenho animado e adaptada em um livro infantil, mas nunca foi republicada em almanaques convencionais exatamente do jeito saiu na "Coleção Coca-Cola - Magali".

Enfim foi muito bom relembrar essa história "De dentista e de louco...", uma história marcante e inesquecível, publicada há exatos 25 anos.

Para saber mais detalhes sobre a "Turma da Mônica Coleção Coca-Cola" como um todo, entre aqui:

sábado, 1 de março de 2014

Cebolinha: HQ "Carnaval muito louco"

Mostro uma história bem divertida do Cebolinha de quando foi atormentado pelo Louco em pleno Carnaval. Ela foi uma história de abertura com 11 páginas no total publicada em 'Cebolinha nº 86' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Cebolinha nº 86' (Ed. Globo, 1994)

Começa com o Cebolinha brincando tranquilamente no baile de Carnaval só que quando ele joga uma serpentina, eis que surge o Louco enrolado nela para seu desespero. Quando vê, Cebolinha corre do Louco, mas lembra que na última vez que p tinha visto, estava em um hospício e, como todos estavam fantasiados, então só podia ser alguém fantasiado de Louco e volta para falar com ele.


Cebolinha ajuda a tirar a serpentina do Louco e fala que ficou sem nenhuma depois de jogar nele. O Louco fala para usar a dele, e sem perder tempo já mostra a "serpentona", assustando o Cebolinha. Era uma cobra, como trocadilho de serpentina-serpente. Com isso, o Cebolinha sobe em um balões e fala que não achou graça. Então, o Louco fala que vai ajudá-lo a achar. Até que encontra um monte de confete que taca na boca dele, que se engasga e pergunta ao Louco se quer deixá-lo sem ar. Foi a deixa para ele colocar uma bomba de ar e começar a inflar feito balão a gás, até estourar o Cebolinha.


Irritado por ter rasgado a fantasia, Cebolinha mostra a língua para o Louco, que a segura e lança pelo salão como se fosse serpentina. E ainda por cima enrola a língua dele pelo salão até chegar ao Cebolinha. Depois, o Louco fala que é para o Cebolinha entrar no bloco dele, e ele responde depende de que tipo de bloco. O Louco fala que vai chegar dentro de um minuto e de repente cai um um bloco de concreto de 500 kg em cima do Cebolinha. Ele fala que pensava que era um bloco de carnaval e então cai um bloco cheio de foliões em cima dele.


Cebolinha fala que ele é um perigo igual a um amigo dele e pede licença que vai pular o Carnaval e aí o Louco pergunta se ele vai direto para a Páscoa. Irritado, Cebolinha fala que vai dançar e cantar no Carnaval. Com isso, a loucura pegou. Para cada marchinha que tocava, as letras viraram realidade. 

Da marchinha "Ala-la-ô", do nada surgiu um Sol que queimou a cara e o salão virou um deserto do Saara; na marchinha "Touradas em Madri", surge um touro e uma arena de tourada na Espanha e o Cebolinha leva uma chifrada que vai parar longe.Em "Mamãe eu Quero" surge uma chupeta; em "Estrela Dalva, surge uma estrela que dá uma pontada no Cebolinha; e em "Cabeleireira do Zezé", o Louco faz com que ele fique dentro de um vaso, igual a uma planta.


Diante de tanta loucura, Cebolinha ordena que parem e todos param. Ao falar quer quer tirar algo a limpo, o Louco joga um balde d'água nele, depois Cebolinha manda ele tirar a máscara. Ao tirar, é confirmado que era o Louco o tempo inteiro (a máscara era da cara dele mesmo).

Cebolinha pergunta como ele saiu do hospício, e o Louco responde que foi ele que entrou no Baile de Carnaval do Hospício Marrolouquinho, mostrando a faixa. Cebolinha sai correndo de lá imediatamente. No final, ele fica aliviado que se livrou do Louco e chega ao Baile de Carnaval do Maurício, que era onde ele tinha que ir desde o início. Só que ao chegar na porta, eis que surge um Louco em miniatura. Cebolinha, desesperado, sai correndo e na verdade era só o Cascão disfarçado, que se pergunta se o Cebolinha não gostou da fantasia.


Uma história muito legal, totalmente sem pé nem cabeça, com boas sacadas e trocadilhos muito comuns nas histórias do Louco. Sempre é engraçado ver o Cebolinha sendo azucrinado pelo Louco. Sem dúvida, é um Carnaval para o Cebolinha esquecer. Muito bom os trocadilhos e os absurdos nela, principalmente mostrando as marchinhas antigas literalmente ao pé da letra. E ainda permite a dúvida se esse hospício e tudo que aconteceu era coisa da cabeça do Cebolinha ou se era real mesmo. Afinal, com tanta coelhada que levou, pode ter afetado seu cérebro e se tornou esquizofrênico rsrs.


Os traços dessa história são muito bons também. Na postagem coloquei completa. Como curiosidade, essa foi uma das poucas histórias com o Louco foi na abertura, já que agrande maioria são de miolo. Até nas Revistas parque da Mônica costumavam ter mais histórias de abertura dele do que as do Cebolinha.


Para finalizar, a capa desse gibi também é sensacional e bem caprichada, com o Cebolinha vestido de bandido de faroeste com o Sansão como arma. Até que sem querer, faz referência ao Carnaval porque não deixa de ser uma fantasia. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mônica: HQ "Um disfarce perfeito"

A história que eu mostro é com o Louco perturbando a Mônica em vez do Cebolinha. É uma trama simples de 3 páginas que foi publicada em Mônica nº 121 (Ed. Abril, 1980) e que eu li pela primeira vez quando foi republicada no Almanaque da Mônica nº 17 (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Almanaque da Mônica nº 17' (Ed. Globo, 1990)

Como muitos sabem, desde que o Louco foi criado ele perturbava apenas o Cebolinha e, muitas vezes, a gente até ficava em dúvida se ele existia mesmo ou era coisa da cabeça do Cebolinha. Porém, ainda nos anos 70, tinham histórias do Louco perturbando a Mônica e o Bidu.  

A primeira vez que o Louco apareceu com a Mônica foi na história "Loucura geral", publicada em 'Mônica nº 42' (Ed. Abril, 1973), ainda no primeiro ano que ele foi criado. Após isso, de vez em quando ele dava folga ao Cebolinha e aparecia para ela ou o Bidu. Sendo que nesses casos as histórias saíam nos gibis da Mônica.

E uma dessas histórias assim, é "Um disfarce perfeito", que coloco completa na postagem. Nela, o Louco encontra a Mônica e fala que está pesquisando o princípio do alfabeto. A partir daí, começa as suas ideias "sem pé nem cabeça", com seus trocadilhos e gags de costumes que só o Louco sabe, com direito a Mônica ser disfarçada de Luisa, pela cabeça do Louco.


Não sei porque as histórias com o Louco me agrada mais com o Cebolinha, sem dúvida, fica melhor com ele; com outros personagens não acho graça. Se ao menos com a Mônica, o Louco se desse mal e levasse coelhada seria alguma diferente e bem engraçado. Perceba que nessa história a Mônica está até muita calma e educada para os padrões dela. Se fosse outra situação, ela ficaria braba e dava um soco no Louco. Nunca vi o Louco apanhar dela. Na verdade, ele sempre se dá bem no final, independente com quem contracena.


Nota-se que no final, há uma inversão e o Cebolinha aparece depois que o Louco vai embora. Quando o Cebolinha protagoniza, normalmente era a Mônica ou outro personagem que aparece no lugar. Então, essa é uma história tipicamente semelhante como seria com o Cebolinha, só mudando a protagonista. Se fosse com o Cebolinha ou qualquer outro personagem, o roteiro seria o mesmo. Ou seja, histórias com o Louco são sempre as mesmas coisas com qualquer personagem.


O bom nessa história "Um disfarce perfeito" são os traços que são ótimos, como todas da época. Além desse 'Almanaque da Mônica nº 17', de onde tirei as imagens, ela foi republicada novamente  em 'Coleção um Tema Só nº 11- Cebolinha e o Louco' (Ed. Globo, 1995) e Almanaque Historinhas de Três Páginas nº 4 (Ed. Panini, 2009). 

Capa de 'Coleção Um Tema Só nº 11" (Ed. Globo, 1995)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cebolinha: HQ" De Artista e de Louco..."

As histórias do Louco sempre foram ótimas. E essa história que eu destaco não é diferente. Mostra o sufoco que o Cebolinha passou com o Louco quando foi visitar um museu. Ela tem 6 páginas e foi publicada em Cebolinha nº 80 (Ed. Globo, 1993).

Capa de Cebolinha nº 80 (Ed. Globo, 1993)

Na trama, Cebolinha está visitando um museu quando vê um quadro e eis que de repente surge o Louco pelado saindo do tal quadro para o desespero do Cebolinha. Ele fica com vergonha vendo o Louco pelado e tapa os olhos, e o Louco tapa também pensando que estava brincando de adivinhação. O cebolinha fala que tapou os olhos porque estava pelado, e o Louco mostra que quem pegou suas roupas foi a estátua, que estava viva.


Cebolinha manda o Louco sair de trás dele, aí ele pergunta se pode ficar na frente. Irritado, fala que não quer vê-lo em lugar nenhum, aí o Louco coloca um óculos escuros nele. Cebolinha fala que vai perder a cabeça, aí vem o maior absurdo: Louco arranca a cabeça dele e começa a jogar basquete com a cabeça pelo museu inteiro.


Quando recupera a cabeça, Cebolinha fala com todas as letras que quer que o Louco desapareça e ele some. Só que volta a parecer nos quadros do museu, parodiando obras famosas, como Monacrespa (Monalisa) e Dicasso (Picasso).

Então, o Cebolinha fica desesperado e corre pedindo socorro pelo museu e no caminho a estátua o vê. No final, o Cebolinha encontra os guardas, fala que tem um louco no museu, mas como estava só com uma cueca de bolinhas, os guardas pensam que o louco era ele e é levado para o hospício. E os leitores descobrem que quem pegou as roupas do Cebolinha foi a estátua.


Na postagem coloquei a história completa. Ela é muito engraçada. E como de costume, Cebolinha enlouquecendo e se dando mal no final do jeito que eu gosto. Histórias com o Louco são assim mesmo tudo sem nexo, cheio de absurdos e nonsenses e isso que é a graça. Onde já viu tirar a cabeça do Cebolinha e jogar basquete com ela? É muita loucura. Interessante ver o Louco parodiando as obras famosas. Essa história não foi de abertura do gibi, e, sim, de miolo. Aliás, são poucas histórias que o Louco teve como abertura, a maioria são de miolo mesmo.


Gosto, principalmente, histórias desse tipo quando fica a dúvida se o Louco existe mesmo ou se tudo foi imaginação do Cebolinha, ficando o leitor a decidir. Quando sabem que ele existe, acho que perde um pouco da graça. E acho que, sem dúvidas, é melhor o Louco perturbando o Cebolinha do que com outros personagens. Nos anos 70, tiveram histórias que deu um tempo com o Cebolinha e perturbava no lugar o Bidu ou a Mônica, mas não tinha o mesmo brilho do que enlouquecendo o Cebolinha.


Como curiosidade, em relação a capa, foi a última capa do Cebolinha sem código de barras, já que a partir da edição nº 81, assim como todas as revistas a partir de setembro/ 93, passaram a ter código de barras na capa.