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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Uma história do Horácio sobre solidariedade



Compartilho uma história do Horácio falando sobre solidariedade. Foi publicada em 'Cebolinha Nº 78' (Ed. Globo, 1993).

Nela, Tecodonte reclama que ser bonzinho e generoso não vale a pena, a pessoa se passa por bobo e se aproveitam de você e deixa de viver a própria vida para viver a dos outros. Nessa hora, ele tropeça e Horácio o salva de cair em um buraco fundo. Em seguida, vão comer alfacinhas das plantações do Horácio e Tecodonte continua o assunto, quando Horácio o salva de ser picado por uma cobra, lançando uma pedra nela. Após, ele continua dizendo que Horácio deve parar de se preocupar com os outros e ele responde com uma pergunta se ele acha que as espécies que não praticam solidariedade não se extinguem e o Tecodonte achando bobagem , terminando assim. 

Uma história filosófica bem interessante. Mauricio de Sousa quis mostrar as vantagens e desvantagens de ser solidário e ajudar os outros. Muitos ajudam as pessoas, mas por ter um temperamento de ser boazinhas demais, se esquecem da própria vida, ficam se envolvendo demais com os problemas dos outros, mas esquecem dos seus, fora os que se aproveitam da boa vontade da pessoa para abusar de pedir favor. Por outro lado, também não é certo deixar de ajudar as pessoas, é bom ser solidário, pois pode precisar dos outros um dia e sempre bom ter essa retribuição. Assim, essa história mostra essa reflexão de até que ponto se deve ajudar os outros, dentro dos seus limites, para também não se prejudicar.

No caso, o Tecodonte faz parte da visão de não se deve ajudar porque os outros se aproveitam da boa vontade e a pessoa não ter o limite de ajuda, deixar de viver para ajudar os outros. E a visão do Horácio foi que é preciso ajudar sim, tanto que ele praticou solidariedade a história toda durante a conversa, se ele não se preocupasse com o Tecodonte, ele teria morrido ao cair no buraco ou mordido por uma cobra durante a conversa deles. Na verdade, a principal mensagem do Mauricio é que se deve ajudar, só que dentro das suas possibilidades e seu limite para não se sacrificar, prejudicando a si mesmo por ficar preocupado o tempo todo com os problemas dos outros, além de ter cuidado com aproveitadores que sabem do seu temperamento de ajudar.

A história, na verdade, teria que ser em 1 página, aí colocaram 2 páginas e desenhos ampliados com 6 quadrinhos em cada página, ao invés de 8, para ocupar mais espaço do gibi. Era comum fazerem isso nas histórias do Horácio, desmembrando um tabloide em 2 páginas. Traços muito bons, como sempre na época. A seguir, mostro a história completa.



segunda-feira, 15 de abril de 2019

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 6

Nessa capa, Cebolinha e Cascão se escondem no alto do "Carrossel do Horácio"depois de aprontarem com a Mônica. Apesar de fazer alusão à história de abertura, como era de costume nas revistas "Parque da Mônica", até que fizeram uma piadinha em relação à história. 

A capa dessa semana é de "Parque da Mônica Nº 6' (Ed. Globo, Junho/ 1993).


domingo, 26 de agosto de 2018

Uma história do Horácio com Lucinda

Mostro nessa postagem uma história do Horácio mais voltada para o humor, publicada em 'Cebolinha Nº 15' (Ed. Globo, 1988). 

Nela, a Lucinda pensa que o Horácio se aproximou dela ao lado da pedra que estava para se declarar, só que estava com vergonha, sem coragem para falar algo. Horácio se encosta nas costas dela, que fica emocionada, achando tudo romântico e que iria se desencalhar. Ele demora um tempão parado nas costas da Lucinda, mas no final, é revelado que ele estava parado porque estava dormindo o tempo todo e não era nada para declarar seu amor a ela.

Nas histórias do Horácio, a Lucinda sempre gostou dele, sendo que tinham vezes que ele gostava da Lucinda, só não tinha coragem de se aproximar dela e em outras não queria saber de envolvimento amoroso com ela, precisando Lucinda se aproximar e fazer insinuações que gostava dele ou até fazer planos infalíveis para conquistá-lo. Era de acordo com a inspiração do Mauricio de Sousa. De qualquer forma, eles nunca conseguiram namorar por esses imprevistos.

Os traços desse tabloide ficaram bons, seguindo o estilo dos anos 80, destaque para a noite no último quadrinho, sempre era bacana a noite retratada assim. A seguir mostro a história na íntegra.


sábado, 19 de agosto de 2017

Uma história com humor do Horácio

Mostro uma história do Horácio voltada para o humor onde uma interpretação mal feita piorou a situação do Tecodonte. Com 1  página, foi republicada em 'Almanaque da Magali Nº 3' (Ed. Globo, 1990).

Histórias do Horácio sempre foram marcadas pelo lado filosófico e de reflexão, principalmente as de 1 página de tabloides de jornais que depois eram republicadas nos gibis convencionais. Enquanto as dos anos 70 mais longas eram mais de aventuras, as dos anos 80 de 1 página tinham seu lado filosófico.

Nessa história, escrita por Mauricio de Sousa, Horácio encontra Tecodonte com pedra nos rins e sugere ao amigo tomar chá de erva Quebra-Pedra. Mas por ter falado só "quebra-pedra", ficou a má interpretação e acabou o Tecodonte quebrando pedras 2 dias sem parar e piorando a sua dor nos rins pelo esforço que fez ao quebrar as pedras.

Além de ter a sua piada, Mauricio quis ensinar como uma interpretação mal feita pode fazer toda a diferença. Horácio continuou com sua sabedoria típica de sua personalidade, foi Tecodonte o responsável pela piada por não saber interpretar o que o Horácio falou. E ainda ensinou os leitores um bom remédio natural pra quem sofre de pedra nos rins, ou seja, ainda foi informativa.

Os traços bacanas, bem típico dos anos 80. Na verdade foi tabloide de jornal que depois saiu em algum gibi da Editora Abril dos anos 80 e depois republicada nesse 'Almanaque da Magali Nº 3'. Abaixo, essa história de 1  página.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Uma história do Horácio de 1991


Nessa postagem mostro uma história do Horácio em que ele conhece uma dinossaura que fala um idioma diferente dele. Com 2 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 56' (Ed. Globo, Agosto/ 1991).

Capa de 'Mônica Nº 56' (Ed. Globo, 1991)

Escrita por Mauricio de Sousa, aparece uma dinossaura, falando uma língua estranha, perguntando algo para o Horácio. Como não entendeu nada que ela falou, a dinossaura começa a chorar. Horácio tenta consolá-la, perguntando se ela se perdeu, se está com fome e não tem onde ficar. Ele oferece a sua caverna para ela ir descansar e passar a noite lá. Então, a dinossaura fica satisfeita e pede pra ele esperar um momento.

No final, ela leva toda a sua família e amigos para ficar na caverna dele, com a dinossaura mostrando que foi o Horácio que convidou para eles ficarem lá, sempre  em uma língua que só eles entendem, deixando Horácio entediado.


A história discute dois pontos. Um sobre conversar com pessoas que falam idiomas diferentes e como fazer que um entenda o outro. A dinossaura, no caso, uma turista que não conhecia nada na região falava uma língua diferente do Horácio e o que causou muita confusão. Interessante que ela entendia o que o Horácio falava, coisas dos quadrinhos.

O outro ponto é o fato do Horácio ser educado e a dinossaura aproveita da bondade dele para levar sua família toda para morar com ele. O Horácio só ofereceu que ela passasse uma noite na caverna dele para descansar e ela, não pensou duas vezes para levar a família junto. Ou seja, ela abusou da boa vontade do Horácio para tirar proveito, coisa muito comum no dia a dia.

Mauricio gostava de mostrar um ar filosófico nas suas histórias, principalmente as do Horácio, e que muitas vezes é difícil de interpretar. As crianças não entendem nada, só quando releem com mais idade que dava para entender o conteúdo das histórias do Horácio. Fora as outras possibilidades de interpretação, que o Mauricio gostava de colocar, com cada leitor decidindo o que interpretar da sua maneira.


Os traços muito bons e bem desenhados, com a dinossaura lembrando os traços da Lucinda e da Simone. Essa história, como era de costume com o Horácio, foi aproveitada de página semanal de jornais antigos, sendo que dividida em 2 páginas em vez de 1. Tanto que até mantiveram a numeração da página semanal do jornal. Normalmente, eles faziam isso nas histórias dele nos gibis, aproveitando das páginas semanais dos jornais, ampliando os desenhos ou mudando estrutura dos quadrinhos, tudo de uma forma que coubesse a história em 2 páginas dos gibis. 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Capa da Semana: Almanaque da Mônica Nº 16

Normalmente quando está brincando de gangorra, é a Mônica quem faz seus amigos voarem longe por causa da sua força e do seu peso. Nessa capa, porém, foi ela quem voou longe quando Astronauta, Jotalhão, Horácio e Rolo estavam juntos na gangorra, precisando ela se segurar no logotipo para não parar mais longe. Só assim com 4 pesos-pesados juntos para conseguir tirar a Mônica do lugar.

A capa dessa semana é de 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Globo, Janeiro/ 1990).


sábado, 3 de outubro de 2015

História do Horácio na montanha

Mostro nessa postagem uma história simples e ao mesmo tempo polêmica de 1 página do Horácio que foi publicada em 'Mônica Nº 20' (Ed. Globo, 1988).

Nela, Horácio dorme a noite toda no alto de uma montanha e, ao amanhecer, quando o Tecodonte pergunta porque sempre dorme naquela montanha, Horácio responde que não sabe, mas que se sente tão bem quando acorda, muito revitalizado dormindo nela. Reparando bem o desenho da montanha, ela forma um corpo de uma mulher e ele está deitado em cima de onde seria o seio.

Essa história, escrita pelo Mauricio de Sousa, tem algumas interpretações, a critério do leitor. Como o Horácio não tinha mãe, a montanha formando corpo de mulher, foi tratada por ele como a sua mãe, se sentia protegido. Pode ser também o lado sensual, mostrando um Horácio assanhado, fingindo que não sabe de nada. Ou também ele pode se sentir revitalizado apenas pelo nascer do Sol que era muito bonito a vista naquela montanha. Mauricio gostava de histórias que abrem várias possibilidades de interpretações, ficando a cargo do leitor tirar suas próprias conclusões. Quem sabe a intenção nem era da montanha ter uma forma de mulher quando o Mauricio fez, mas no desenho final acabou ficando sem querer, causando toda essa polêmica.

O que pode estranhar é uma história assim sair em um gibi infantil, mas na verdade, ela saiu originalmente das páginas semanais do Horácio de jornal "Folha de São Paulo" e só depois  foi republicada nesse gibi da Mônica de 1988. As histórias do Horácio que saiam nos gibis daquela época eram aproveitadas das páginas semanais dos jornais, só fazendo ampliações e, às vezes, pequenas adaptações de desenhos quando ocupavam 2 páginas dos gibis, o que não é caso dessa. Como nos anos 80 não tinha o politicamente correto, eles não viram nenhum problema de republicá-la em um gibi convencional. E tanto que ainda foi republicada depois ironicamente logo em um Almanacão, o 'Almanacão de Férias Nº 19' (Ed. Globo, 1996), que é um título bem destinado ao público infantil mais ainda e colocaram sem problema nenhum.

Outro detalhe legal é arte no título, colocando a Lua no lugar da letra "C" no título do Horácio. Detalhes que faziam diferença nas histórias antigas. Abaixo, a imagem dessa história do Horácio:


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

História do Horácio e a poção do amor

Nessa postagem mostro uma história desenvolvida do Horácio coma Lucinda em que ela arruma uma poção do amor para que o Horácio se apaixone por ela. Foi publicada originalmente em 'Gibizinho do Horácio Nº 9' (Ed. Globo, 1992).

Capa do 'Gibizinho do Horácio Nº 9' (Ed. Globo, 1992)

Com 19 páginas no formato gibizinho, começa a Lucinda jogando charme para o Horácio e ele, como sempre, não dá bola. Ela chora e a Simone quer saber o que aconteceu. Quando a Lucinda conta que é por causa do Horácio que não dá a mínima para ela, Simone diz que sabe como ajudá-la e as duas vão à caverna da vidente Madame Saura, especialista em problemas amorosos. 


Nessa hora, a fila estava imensa cheia de dinossauras querendo se consultar e as duas pegam a senha para esperar a vez. Chega a vez da Lucinda e ela fala que é apaixonada por um tiranossauro e ele não liga para ela e a vidente solta uma piadinha que ele não liga porque não inventaram o telefone. Ela entrega a Lucinda uma poção do amor que é infalível, bastando jogar uma gota no Horácio que ele ficará caidinho por ela. Madame Saura nem cobra nada, apenas que convide para o casório.


Lucinda encontra o Horácio comendo sua alfacinha e quando tenta jogar a gota da poção, um dinossauro aparece. Horácio foge e a gota acaba caindo no dinossauro, que se apaixona pela Lucinda e passa a persegui-la. Simone consegue esconder a Lucinda. 

Depois na nova tentativa, Lucinda vê o Horácio distraído dentro do rio e aproveita para jogar a poção nele, mas, ele mergulha e acaba despistando. Ela vê uma cabeça e joga a poção, mas quando vai ver não era o Horácio e, sim, outro dinossauro enorme, só que com a cabeça parecida com a do Horácio e só resta Lucinda correr de novo.


Simone tem a ideia de tentar tampar o olho do Horácio para ele adivinhar quem é, enquanto Lucinda joga a poção nele. Não dá certo por causa dos olhos enormes do Horácio e vê que são a Simone e a Lucinda. Horácio pergunta que frasco era aquele na mão da Lucinda, disse que era um perfume. Ele agradece, e iria usar em uma ocasião especial. A Lucinda quer que ele use agora  e ele aceita, mas, quando ele vai abrir, com as suas mãos pequenas, acaba derrubando o frasco no chão.


Lucinda chora e vai embora com a Simone. Horácio fica triste por ter derrubado e arruma flores para poder desculpar e nessas alturas ele demonstra interesse pela Lucinda. Quando se aproxima ver dois dinossauros juntos com ela e se desilude. Eram os dois que ela derrubou as gotas da poção e estavam a fim de namorá-la para o desespero dela, terminando assim.


Acho essa história legal mostrando o amor da Lucinda pelo Horácio nunca correspondido. Ela costumava fazer planos para ver se ele conseguisse gostar dela, mas como em histórias de planos, nunca dá certo. Dessa vez, ele até começou a notá-la no final, mas como ela havia jogado as poções do amor nos dinossauros, acabou mais uma vez sem o Horácio.


Até foge do básico do Horácio com histórias filosóficas e de reflexão. Dá até para rir, coisa rara nas suas histórias, e tem o seu lado incorreto de usar uma vidente e utilizar meio não muito corretos para poder o Horácio se apaixonar pela Lucinda. Os traços são ótimos, muito bem desenhada. Curiosamente, a maioria das histórias dele não costumavam ter título,  colocando apenas "Horácio", nem quando não são aproveitadas de páginas semanais antigas como essa. Na postagem não coloquei completa.


Na época, histórias do Horácio nos gibis normalmente eram de 1 ou 2 páginas aproveitadas das páginas semanais. Com o gibizinho, precisavam fazer histórias inéditas com ele e essa foi uma dessas, dentre várias. Só não sei se foi escrita pelo Mauricio de Sousa, já que ele fazia questão de criar as histórias do Horácio. Nos anos 90, o Mauricio já não estava fazendo histórias, aí se essa for, foi uma exceção, assim como as outras do gibizinho dele.


Para saber mais detalhes sobre o título "Gibizinho", pode ser conferido aqui e aqui.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Almanaque Piteco & Horácio N º 11 - Panini


Já nas bancas o novo 'Almanaque Piteco & Horácio nº 11'. Nessa postagem comento um pouco sobre essa edição e também falo um pouco sobre os almanaques dos secundários como um todo e suas curiosidades.

Os personagens secundários têm almanaques regulares desde 2004 ainda na Editora Globo. Em vez de criarem gibis próprios, eles criaram almanaques para atender ao público que sempre desejou que eles tivessem gibis. Na Globo, apenas Tina, Penadinho e Astronauta tinham seus almanaques, encaixados na série "Almanaque da Turma". Eram bimestrais, mas cada personagem acabava sendo lançado semestralmente. 

Naquela época, as numerações não eram independentes e os 3 revezavam na numeração. O Nº 1 foi da Tina, o Nº 2, do Penadinho , o Nº 3 do Astronauta, o Nº 4 da Tina e por aí vai, sempre seguindo essa ordem. Essa coleção foi até o Nº 14, terminando com Penadinho. Curioso é que o primeiro Almanaque do Penadinho, na capa veio "Nº 1", mas devia ter vindo "Nº 2", causando uma certa confusão nos leitores, sendo o erro avisado no 'Almanaque do Astronauta Nº 3'.

Capas dos primeiros 'Almanaque da Turma' da Globo que eu tenho

Quando foram para Panini em 2007, a ideia dos almanaques continuou, só que a partir daí a numeração foi independente e cada um teve o seu "Nº 1" e seguiu cronologicamente. E, aos poucos, as outras turmas também passaram a ter almanaques próprios para atender a todos os gostos, formando duplas, de acordo com temas semelhantes. Em 2008, começou a circular os Almanaques do 'Bidu & Mingau' e em 2009, 'Piteco & Horácio', além de 'Papa-Capim & Turma da Mata' em 2010. O do Louco foi o último a ser lançado em 2011.

Todos esses almanaques são semestrais e tem um pouco menos páginas que os convencionais, com 76 páginas no total e o que é melhor: sem passatempos. E custam menos também que os tradicionais. Enquanto que os da Turma da Mônica custam R$ 4,90, esses custam R$ 3,80, e como não tiveram reajuste de preço, atualmente custam menos que as mensais com lombada de 68 páginas, que custam R$ 3,90.

Eu não costumo comprar almanaques atuais. Quando republicam histórias mais novas não me interessa e as antigas que vem republicando eu tenho as originais e, com isso, sempre ficam de lado. Até hoje os dos 5 principais eu não tenho nenhum da Panini. E esses almanaques da Turma, tenho só do 'Astronauta Nº 12', do 'Papa-Capim & Turma da Mata Nº 5', os 2 primeiros do Louco e 4  do 'Piteco & Horácio', incluindo esse que eu comprei.  

O que me levou a comprar esse 'Almanaque Piteco & Horácio Nº 11' é que tem várias histórias clássicas do Horácio da Editora Abril, coisa rara de republicar nos almanaques atuais. Algumas eu já conhecia nos almanaques da Globo e outras, não. Os do 'Piteco & Horácio' eu já tinha os Nº 1, 2 e 5 porque tinham histórias da Abril. aliás o nº 1 só com histórias da Editora da Abril e o nº 2, apenas 1 do Horácio que foi da Globo 1991 e as demais da fase Abril; e o Nº 5 com a última história do Horácio da Ed. Abril.

Capas dos 'Almanaques Piteco & Horácio' que eu tenho

Esse 'Almanaque Piteco & Horácio nº 11' tem 20 histórias no total, sendo que são 6 do Piteco (incluindo tirinha final) e 14 do Horácio. Normalmente, teriam que alternar as histórias, sendo uma do Piteco e a  seguir uma do Horácio, assim como as dos outros almanaques de duplas. Mas, como as do Horácio a maioria são de 2 páginas, eles colocam várias do Horácio, uma atrás da outra, sendo que ao contar o total de páginas destinadas pra cada personagem, ficou praticamente meio a meio, com 34 páginas destinadas ao Piteco e 33, com Horácio.

A capa ficou muito legal, e ainda mais com a presença do Zum e Bum e da Ogra, que estão sumidos atualmente. O almanaque abre com história do Piteco, "O platô das garotas maravilhosas", publicada originalmente em 'Cebolinha nº 231' (Ed. Globo, 2005), onde há um platô bem alto difícil de ser escalado na aldeia de Lem com a lenda onde há várias mulheres lindas no topo e, com isso, Piteco e Bolota vão lá conferir. Apesar de ser de 2005, até que gostei dessa história. Não a conhecia.

As outras histórias do Piteco seguem com 2 dos anos 90 e 2 dos anos 2000. Eu conhecia as histórias "Isso é evolução" (original de 'Mônica Nº 107', de 1995), em que o Piteco caça um dinossauro para provar que o homem evoluiu,  e "Pai desnaturado" (original de 'Mônica Nº 117', de 1996), em que aparece um filho misterioso para o Piteco. 

Uma coisa boa na história "Isso é evolução" é que não alteraram o prego da clava do Piteco. Atualmente, eles não colocam prego na clava porque além de ensinar errado já que não existia prego na pré-história, ainda era perigoso e machucar. Ou seja, politicamente incorreto. E o bom que não mudaram isso e mantiveram o prego lá. E interessante uma história envolvendo caça de animais, coisa também proibida atualmente, mesmo com uma boa lição de moral no final, como essa. Ponto positivo da edição. Só é uma pena que nas cores não mantiveram o degradê tão bonito e característico das histórias do 2º semestre de 1995. Abaixo, a comparação das 2 revistas:

Comparação: 'Mônica Nº 107 (Ed. Globo, 1995) e 'Almanaque Piteco & Horácio Nº 11'

As 2 histórias dos anos 2000 do Piteco são normais e praticamente mudas, mas nada que estrague. E a tirinha final foi inédita, com presença do Tio Glunc, personagem esquecido pela MSP.

Já as histórias do Horácio são um caso à parte. São quase todas da Editora Abril, apenas a da página 28 que foi publicada em 'Mônica Nº 1' (Ed. Globo, 1987). A maioria são de 2 páginas, mas tem uma de 3 páginas e a última com 6 páginas. Tem história que foi publicada em 'Mônica Nº 143' (Ed. Abril, 1982) na página 58, além de ter uma história protagonizada pelos Napões e o Horácio nem aparece, que foi inédita pra mim. E as histórias das páginas 32 e 46 eu também não conhecia. As outras, sim.

Trecho da história dos Napões

Tem histórias em que não tem balão nas falas dos personagens, apenas um traço direcionado ao personagem para indicar quem está falando. Para ver como são raras e antigas essas histórias. Abaixo, um trecho de uma história da página 20, sem balões. tem outra também assim na página 56.

Trecho de HQ do Horácio sem balões

Em relação às originais, teve um história com o mamute Antão que omitiram o título "Horácio" no inicio de cada página. Foi aproveitada de páginas semanais do jornal "Folha de São Paulo" para os gibis, e em cada página tinha uma piadinha no final, sendo histórias independentes, mas que juntando as 3 partes, formava uma única história. Nas originais em cada inicio de página tinha um "Horácio" e agora tiraram, que dá para perceber que tinha espaço para escrever o título no canto esquerdo. Apenas um detalhe, que não prejudica o conteúdo da história. Abaixo, um trecho com o título "Horácio" omitido da 2ª página:

Trecho com o título "Horácio" omitido

A última história da dinossaura com cauda grande, pé curioso que foi republicada em 'Mônica N 42' (Ed. Globo, 1990), só que na ocasião foi redesenhada e recolorida para adaptar ao número d epáginas que queriam e, com isso, em 1990, a mesma história ficou com 5 páginas em vez de 6. Nesse almanaque atual, eles republicaram a versão da Editora Abril. Abaixo, um trecho comparando as 2 versões:

Comparação: 'Mônica Nº 42' (Ed. Globo, 1990) e 'Almanaque Piteco & Horácio Nº 11'

Como podem ver, esse almanaque vale a pena pelas raridades das histórias, sobretudo as do  Horácio. Tem os seus deslizes, como costumam ter os almanaques atuais, mas dessa vez até que não prejudicou o conteúdo como um todo. Fica a dica. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Uma história filosófica do Horácio

Nessa postagem, eu mostro uma história filosófica do Horácio, feita pelo Mauricio de Sousa, assim como todas do personagem daquela época, e que foi publicada em 'Cebolinha nº 21' (Ed. Globo, 1988).

Na verdade, ela foi tirada originalmente das páginas semanais do Horácio de jornais da Folha de São Paulo e foi republicada nesse gibi. É que quase todas as histórias dele que saiam nos gibis daquela época eram aproveitadas das páginas semanais dos jornais. 

As histórias do Horácio dos anos 80 e 90, que normalmente tinham 1 ou 2 páginas, eram desenhadas exatamente como foram publicadas nos jornais, e as dos anos 70 maiores costumavam ser redesenhadas e tinham também roteiros adaptados para os gibis. Como só o pessoal de São Paulo e que comprava os jornais conheciam as histórias, então nada mais justo colocarem nos gibis para o Brasil inteiro conhecer.

Em suas histórias dos anos 80, raramente a gente dá um "Há" de tão sérias. O Horácio era o ego do Mauricio para expressar suas emoções e críticas. Histórias do personagem não são para rir mesmo, e, sim, para filosofar, pensar sobre a realidade, problemas variados, críticas sociais e a existência humana. Enfim, refletir sobre a vida, tudo adaptada para a Pré-História, daí poucos gostarem do personagem. As crianças, por exemplo, nem entendiam suas histórias, passando a entender só relendo depois de adultos.

Nessa de destaque da postagem, mais uma vez, vemos um Horácio pensativo e filosofando sobre a vida. Dessa vez sobre a origem da vida na Terra, dando uma boa lição de sabedoria no final, que não deixa de ser verdade. Abaixo, essa história  de 1 página:


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Horácio e seus amigos dinossauros



Já à venda nas livrarias e em bancas especializadas o livro "Horácio e seus amigos dinossauros". Trata-se de uma coleção que vai compilar todas as páginas semanais originais que saíram no suplemento "Folhinha de São Paulo" do jornal em sequência desde 1963.

Na Globo, teve uma edição com esse nome em 1993, que infelizmente eu não tenho. Naquela edição, a capa era cartonada e material mais simples. Com 114 páginas, compilava as histórias semanais entre 1982 e 1984. Com isso, a gente já conhecia as histórias porque elas eram aproveitadas e republicadas nos gibis da Editora Abril da época. Já nesse primeiro volume da Panini tem histórias de 1963 até 1965.

Capa da edição de 1993

Esse primeiro volume da Panini tem 114 páginas, com capa dura e papel de miolo offset, porém menos grosso que o papel dos livros Coleção "50 Anos". "Horácio e seus amigos dinossauros" começa com 6 páginas de apresentação e curiosidades. Primeiro mostra como era o Piteco comparando quando foi criado e o atual e é falado que quando foi criado o Piteco, o Horácio participava de suas histórias a partir de 1960. Só em 1963 que Horácio começou a ter histórias próprias na "Folhinha de São Paulo". Segue as curiosidades com um esboço dos personagens e mostra as características do Horácio.


Então, começam as histórias que saíam semanalmente no jornal. São 100 páginas de histórias, tudo colorido, com a impressão de qualidade e luxuosa da Panini. Embora mexeram muito nos tons das cores originais, como pode comprovar na página que eles escanearam da primeira história na seção de curiosidades. Eles não mantiveram a ortografia dos anos 60, e sim a ortografia atual, o que já era de se esperar mesmo. 

Muitas dessas histórias eram divididas em capítulos (seriadas). Em vez de ser cada semana uma história diferente, eram histórias longas dividas em vários capítulos, como se fosse uma novela. Como muitas histórias tinham 8 a 10 capítulos, o público da época ficavam mais de 2 meses para conhecer o final da história. Há casos também de histórias interligadas, ou seja, quando acabava o tema de uma história, aproveitava o gancho do final pra continuar a história a partir daí com outro foco, como em uma história dos Napões em que o Horácio termina com uma corda no pescoço que serve de gancho para a história que veio a seguir. Considerando histórias de uma página e seriadas o livro tem, então, 18 histórias completas e diferentes. São aventuras do Horácio enquanto procura pela sua mãe. Lembrando que nessa fase ainda não tem a presença da Lucinda e do Tecodonte nas histórias.


É bom destacar que esse livro tem também muitas histórias que, mais tarde, foram redesenhadas e adaptadas para os gibis da Mônica, como, por exemplo, a primeira desse volume que saiu em Mônica nº 2 (Ed. Abril, 1970), que a redesenharam para atender aos padrões do gibi e alteraram o final em relação a desenhos em que era o Piteco que recebia o Horácio na aldeia no gibi de 1970, e não um guarda, assim como a história dos cumpinchins republicada com adaptações em Mônica nº 12 (Ed. Abril, 1971). E tem várias outras assim. Quem acompanha a Coleção Histórica desde o inicio conhece algumas histórias desse livro. O que dá pra confirmar nesse livro o que eu já desconfiava há muito tempo, que nos anos 80 não foram criadas histórias inéditas especialmente para os gibis. Todas as histórias do Horácio, que costumavam ter uma página (ou 2 quando eram redesenhadas), eram republicações dessas páginas semanais do Horácio na Folha de São Paulo. Como só os paulistas tinham acesso a essas histórias, nada mais justo de republicarem nos gibis convencionais.


O ponto negativo da edição, sem dúvida, é o preço muito alto. Como é uma edição de acabamento de luxo, ela custa R$ 46,00. O ideal para atender a todos, poderiam ter feito duas versões desse livro, uma com capa dura e outra com capa cartonada, assim como foram a trilogia MSP50 e até a Graphic MSP do Astronauta. Isso a tornaria mais barata, com preço acessível custando cerca de R$ 20,00. Aliás isso deveria valer para todos os títulos da MSP com capa dura.


Como é falado que as páginas semanais do Horácio na "Folha de São Paulo" duraram 24 anos e depois mais 4 anos no jornal "Estado de São Paulo", então teremos muitos volumes de "Horácio e seus amigos dinossauros". Juntando com outros títulos que estão previstos, sem contar outros que vão ser lançados (visto que a MSP está de olho nos colecionadores), aí quem não tem condição financeira não vai poder acompanhar a coleção. Eu mesmo tive que recorrer a comprar essa edição do Horácio na internet pra conseguir desconto. Comprei por R$ 32,00 e ainda, de quebra, comprei junto o pocket L&PM "Chico Bento - Histórias de pescador" por R$ 11,00 (mais barato também, já que o preço é R$ 13,00), custando as 2 edições por menos que a edição do Horácio. Mas isso, tem que correr atrás, porque sem esses cupons de desconto, fica inviável ter todas essas edições especiais que a MSP resolve lançar praticamente tudo ao mesmo tempo.

Contracapa
Para colecionadores, é uma ótima edição pra ter todas as histórias originais na íntegra e em ordem cronológica do Horácio. Pra quem se interessa, vale a pena. O que pesa é o preço muito salgado que deveria ter uma versão simples, que poderia ser do mesmo estilo de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica", por exemplo, para agradar aos fãs. "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" terá muitos volumes, mas com a capa cartonada custando R$ 19,90 dá pra acompanhar tranquilamente.