Mostrando postagens com marcador Editora Panini. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Panini. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Magali Nº 48 - Panini - 2019


Nas bancas a revista 'Magali Nº 48', da Editora Panini. Comprei essa edição e nessa postagem mostro uma resenha dela.

Lançada em abril de 2019, custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas e com 7 histórias no total, incluindo a tirinha final. A distribuição dos gibis até que está sendo mais rápida, desde março chegando na primeira semana do mês, os gibis mensais  desse mês chegaram no dia 3 de abril de 2019.

Esse gibi da Magali começa com a história "Os tios doidinhos da Magali", com 23 páginas no total, em que Magali e Cascão viajam para o litoral com os pais dela para visitar uns tios distantes da Magali, sendo que ao distanciar dos pais, Magali e Cascão se encontram com os tios sozinhos e percebem que eles não são normais e os tios chegam a confundir o Cascão como o escolhido da Cabra Suprema.

Trecho da HQ "Os tios doidinhos da Magali"

Achei uma história normal e como um todo não foi ruim. Podia ter um gás a mais, mas está valendo. Parece que agora eles vão investir em histórias da Magali junto com o Cascão, com eles viajando em algum lugar diferente e o Cascão se dando mal. Um novo estilo de histórias para os gibis da Magali, já que haviam feito uma assim em 'Magali Nº 40' de agosto de 2018.

A revista apresenta um grande erro na capa, onde o tio da Magali foi desenhado igual ao Piteco. Ao abrir a revista, ele é desenhado completamente diferente com cabelo e barba grandes e castanhos. Uma grande falta de atenção deles, a gente até pensa que o tio seria o Piteco ou algum descendente dele e quando ver a história não tem nada a ver. E para piorar que, nesse mesmo mês de abril, o gibi do Chico Bento também teve erro de capa colocando o primo Zeca na capa e ao folhear o gibi é o Zé da Roça que parece na história, e não o Zeca. Ou seja, 2 erros no mesmo mês que chamam bastante atenção. Abaixo, como aparece os tios da Magali durante a história:

Trecho da HQ "Os tios doidinhos da Magali"

Já o resto do gibi segue o estilo padrão dos gibis, traços e letras de PC. Histórias de secundários foram com Anjinho, Mingau e Pipa com Tina. Dessa vez não tiveram histórias de 1 ou 2 páginas, a menor foi com 3 páginas. De destaques, a história "Os mistérios dos ovos",com 6 páginas, em que a Magali compra ingredientes para fazer um bolo e os ovos se chocam e saem pintinhos sem a Magali ver e ela pensa que foi o Mingau que comeu os ovos. 

Trecho da HQ "O mistério dos ovos"

Tem também  a história "Textão", com 4 páginas, em que a Pipa escreve um texto enorme no "Feice" (Facebook) e demora pra responder os comentários, atrasando a Tina em seus compromissos. História voltada aos dias atuais envolvendo o cotidiano das redes sociais. Dá pra notar que os traços andam cada vez mais digitais, como pode ver principalmente no cabelo da Tina.

Trecho da HQ "Textão"

Termina com a história "Gato barulhento em noite tranquila" com 7 páginas , em que o Mingau atrapalha o sono da Magali. Toda vez que ela encosta o travesseiro ele apronta alguma coisa, impedindo Magali dormir. Típico de histórias atuais com Mingau junto com Magali, os traços no geral aceitáveis, porém tem momentos cm caretas exageradas sem necessidade, como vem saindo atualmente.

Trecho da HQ "Gato barulhento em noite tranquila"

Como podem ver, um gibi normal para a atualidade. Não foi ruim, mas também não tem aquele atrativo de antigamente. Segue o normal dos gibis da Magali, com poucas histórias envolvendo comida, são mais um plano de fundo para começar a desenrolar as histórias ou só comer rapidamente em algum momento sem aqueles absurdos das histórias antigas. Percebemos que teve 3 histórias do Mingau nesse gibi, que poderiam ter colocado alguma história da Magali exclusiva de comida em algumas dessas.  Os outros gibis do mês não vi nada de mais e não comprei nenhum, só esse mesmo. Aí fica dica de compra.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Nova personagem Milena em 'Turma da Mônica Nº 45' - Panini


Nas bancas o gibi 'Turma da Mônica Nº 45', de janeiro de 2019, com a história de apresentação da nova personagem Milena. Nessa postagem falo sobre essa personagem e esse gibi como um todo.

A Milena foi criada para suprir a falta de personagens negros fixos interagindo com a Turma da Mônica. Até então, só tinha o Jeremias como personagem fixo, mas ainda assim sempre apareceram personagens secundários negros fazendo figuração ou participando só de uma história e depois não aparecendo mais. Antes, o Jeremias  tinha uma namoradas negra, mas acabou sumindo, indo para galeria dos personagens esquecidos. E com o cancelamento de gibis do Pelezinho e Ronaldinho Gaúcho, que tinham vários negros, aí só restou Jeremias como personagem negro fixo em gibis da  Turma da Mônica.

Pelo visto a MSP deve ter recebido reclamações em relação a isso e resolveram criar uma família só de personagens negros, encabeçada pela Milena, para não ser taxada de racista. Assim, além da Milena, menina de 7 anos, tem também o seu pai, sua mãe, que trabalha como  nova veterinária do bairro do Limoeiro  (ao invés de aparecer um veterinário diferente a cada história, será ela que será a veterinária oficial), o Binho, seu irmão mais novo por volta de 5 anos e sua irmã mais velha, a Sol, uma adolescente.

Frontispício de 'Turma da Mônica Nº 45'

Normalmente quando tem estreia de personagens, eles criam primeiro a história oficial de estreia, com as apresentações e tudo e depois que eles vão sendo inseridos em outras histórias, capas e propagandas como aconteceu com Nimbus, Do Contra, Luca, Dorinha, etc. Com a Milena, foi o contrário disso, ela já vinha aparecendo desde 2018, em capas e propagandas de gibis da MSP, até para dar essa ideia de que não tem só personagens brancos, e só agora fizeram a história de apresentação em 'Turma da Mônica Nº 45' . Antes, Milena já havia aparecido, então, em capas como 'Almanacões de Férias' onde ela apareceu como figurante, e, inclusive, a capa do 'Almanaque da Mônica Nº 73', desse mês é com piadinha com a Milena.

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 73' (2019)

Além disso, já teve até uma história de 1 página que ela apareceu, em 'Mônica Nº 42', de outubro de 2018, sem alarde nenhum e bem apagado, e o seu irmão Binho teve uma história solo com o Dudu em 'Magali Nº 44' , de dezembro de 2018, aí só agora que fizeram a história oficial de apresentação dos personagens. Acho que devia ter sido como os outros personagens novos, de ter a história de apresentação primeiro e depois que aparece nos gibis. Abaixo, essa história de estreia da Milena de 'Mônica Nº 42':

HQ "Adoção" - Estreia da Milena nos gibis (Mônica Nº 42, de 2018)

Já essa história de estreia oficial de 'Turma da Mônica Nº 45', com 14 páginas, tem o título "A nova amiguinha" e escrita por Rafael Calça,  é simplesmente uma apresentação mesmo, em que a Milena e a sua família são os novos moradores do bairro do Limoeiro e tem aparições muito rápidas da sua família, só para mostrar mesmo quem é o pai, quem é a mãe e quem são os irmãos, mas nada de mostrar características e personalidades de cada um deles, nem diálogos e interação de cada um com a Milena ou a Turma da Mônica.

Trecho da HQ "A nova amiguinha"

Para ter uma ideia os irmãos Binho e Sol só apareceram em 1 só quadrinho cada um e nem foi revelado os nomes do pai e mãe deles. Mostrou apenas que Binho virou amigo do Dudu, com mesma faixa etária de idade entre eles e a irmã Sol, pelo que mostrou na capa, pode ser que seja uma cantora ou ter desejo de ser cantora ou ter uma banda musical, mas na história só diz que virou amiga da Xabéu, irmã do Xaveco,  e que tem amigos que querem formar uma banda e pronto. 

O foco ficou com a Milena, que foi apresentada na história como uma menina tímida com dificuldade fazer amizades e ela foi conhecer a Turma da Mônica e acaba sendo teletransportada junto com o Monicão pelos diferentes universos da MSP através de uma invenção do Franjinha. Com isso, além de contracenar com a Turma da Mônica, ela aparece também com outros núcleos de personagens como Astronauta, Horácio e Turma da Mônica Jovem. Esperava mais.

Trecho da HQ "A nova amiguinha"

Já o resto do gibi foi como vem sendo atualmente, histórias voltadas ao politicamente correto, sempre procurando dar alguma lição de moral, traços feios de PC e expressões sem vida no estilo copiar/colar imagens prontas e letras ruins também de PC. A distribuição dos gibis, dessa vez foi no tempo normal que vem sendo, os gibis chegaram no dia 11 de janeiro de 2019, sendo que o diferencial foi que esse título 'Turma da Mônica" ter chegado junto com os dos personagens principais, quando normalmente esse título chega mais para o final do mês, junto com os almanaques.

Foram 10 histórias, incluindo a tirinha final. Histórias de secundários foram com Piteco, Rita Najura, Penadinho e Astronauta, este na tirinha final. De destaque, uma história com Franjinha e Dudu, "Você nem imagina", com 5 páginas, em que o Franjinha ajuda a tirar o Godofredo de uma árvore. Traços bem feios nessa, bem decadentes, nota-se que foram feitos por computador, expressões de sorrisos e olhares tudo iguais em cada quadrinho.

Trecho da HQ "Você nem imagina"

Tem também uma história solo do Xaveco, "O show", com 8 páginas, em que deseja ir ao show da cantora "Amita" (Anitta) com sua irmã Xabéu, mas não quer que os outros saibam que ele vai e que gosta da "Amita". Detalhe também dos traços de PC, reparem que nos 2 primeiros quadrinhos o Xaveco foi desenhado exatamente igual sentado lendo um livro, só mudaram a proporção dos desenhos de um quadrinho para o outro, ou seja, inseriram a mesma imagem nos 2 quadrinhos e reduziram o tamanho da imagem no segundo quadrinho.

Trecho da HQ "O show"

A história de encerramento foi "No meio do caminho tinha um braço quebrado" , com 8 páginas, em que o Cebolinha quebra o braço ao cair quando tropeça em uma pedra e é levado para o hospital para pôr gesso no braço.  Uma história para ensinar para as crianças que não é tão ruim assim quebrar um braço. Por coincidência a doutora foi negra, como caso de secundários negros nas histórias que sempre teve, só não tinha personagens fixos sem ser o Jeremias, como fizeram agora com a Milena e a sua família.

Trecho da HQ "No meio do caminho tinha um braço quebrado"

Nesse mês comprei só essa 'Turma da Mônica' por causa da estreia oficial da Milena, as outras não comprei, não vi nada de mais nas outras, então não tem resenha. Para constar, o que chama grande atenção dos gibis desse mês são os preços, que teve um novo reajuste, aumentando R$ 1,00 cada título. Com isso, os de formato canoa estão custando agora R$ 6,00 e as de lombada Mônica e Cebolinha, assim como os almanaques, custando R$ 7,00, fora todos os outros títulos também tiveram aumento. Achei um absurdo esse aumento, sempre que aumentavam eram coisas de centavos e agora foi pelo menos R$ 1,00 e fica difícil alguém colecionar os gibis, visto que tem outras prioridades.

Assim, esse gibi 'Turma da Mônica Nº 45' foi normal, com o diferencial dessa história de apresentação da Milena e sua família. Esperava mais dessa história, não vi nada demais, nem conflitos envolventes. Apenas uma obrigação de mostrar a personagem em uma história oficial. Pior foi não saber como são as personalidades de cada personagem, só com o tempo com a inclusão deles nas histórias, solo ou não, que vamos descobrir melhor as características de cada um e se vão agir normalmente com os outros personagens ou se serão personagens certinhos, que nada acontece de errado com eles, sem conflitos, com intenção mais de dar boa lição de moral  e os personagens fazerem uma figuração para dizer que existem personagens negros na Turma da Mônica. Aí se deseja ter a história de apresentação da Milena, fica a dica de compra.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Turma da Mônica e Liga da Justica: Resenha dos gibis


Nas bancas as edições "Nº 44" da Turma da Mônica, além de 'Turma da Mônica Jovem Nº 25' e 'Nº 26' da Editora Panini, com o grande encontro da Turma da Mônica e Liga da Justiça. Eu havia feito uma postagem falando uma visão geral dos gibis de dezembro de 2018 com essa parceria da MSP com a DC e agora nessa postagem faço uma resenha mais detalhada de cada gibi individualmente que eu comprei.

Era até pra eu já ter postado antes, mas a distribuição da Panini é horrorosa e como sempre custou a chegar os gibis por aqui. As revistas dos 5 principais só chegaram no dia 17 de dezembro e a "Turma da Mônica" só dia 21 de dezembro. Tem os que reclamam que até assinatura custam a chegar, imagine os gibis de bancas. Quem foi na Comic Con Experience 2018 (CCXP) teve os gibis de forma exclusiva no evento, antes de todo mundo.

Não chegaram os gibis com as capas variantes do Cascão com Aquaman do filme nem as de formato  americano. Pelo visto foram edições exclusivas para a CCXP e tenha em algumas livrarias. É possível comprar essas edições individualmente ou o box de 120 reais, reunindo os 19 gibis, incluindo suas capas variantes, no site oficial da Editora Panini.


Todos os gibis principais seguem o estilo padrão que vem sendo, com os mesmos preços e número de páginas dos gibis atuais (R$ 5,00 os de formato canoa com 68 páginas e R$ 6,00 os de lombada com 84 páginas) e conteúdo com os péssimos traços e letras de PC . Cada capa teve um cabeçalho amarelo padronizado frisando esse encontro e pra ter destaque que são revistas especiais e o personagem ao lado do logotipo fantasiado de algum super-herói da Liga da Justiça. As capas no geral ficaram bonitas, principalmente a do Cebolinha, só não gostei a do Cascão, ficou como uma montagem com o Cascão e Aquaman em planos diferentes, como se tivesse inserido uma imagem já pronta do Cascão nela. A capa variante ainda ficou melhor, mas ainda assim menos legal de todas.

Só as histórias de abertura que são relacionadas ao encontro da Turma da Mônica com os super-heróis da Liga da Justiça, variando entre 28 a 34 páginas cada história, dependendo do gibi, e as suas capas com alusão a essas histórias de aberturas. Foram histórias só com os heróis da Liga da Justiça, assim tiveram histórias com o Superman, Mulher Maravilha, Batman, Lanterna Verde, Aquaman e Flash. A proposta foi mostrar os heróis da Liga da Justiça em forma oficial se unindo a Turma da Mônica contra o mal ou o mesmo objetivo, desenhados da forma oficial e sem nomes parodiados.


Já as de miolo segue o estilo padrão atual. Chama a atenção dos gibis com muitas histórias de 1 ou 2 páginas, uma atrás da outra, só para comportar uma média de 10 histórias por gibi. Fica estranho assim, uma história de abertura longa e outras bem curtas só para preencher o gibi e não ficar praticamente história única nos gibis. Uma ou outra de 1 página é legal, agora gibi quase todo é ruim.

As histórias de Natal ficaram no miolo ou no encerramento de cada gibi, tendo 1 ou 2 histórias natalinas dependendo do gibi. Isso para não passar em branco o Natal nos gibis, pois eles fazem questão de todo ano ter Natal nos gibis. E os passatempos também tiveram temas natalinos. Mais uma vez não teve histórias de Ano Novo.



A seguir mostro cada gibi individualmente:


Mônica - "O plano infalível e a lanterna verde" - Escrita por Paulo Back e com 32 páginas no total, Cebolinha consegue a lanterna do Lanterna Verde ao bolar um plano infalível e ainda faz com que o super-herói pense que a Mônica é uma vilã.

Um bom roteiro, foi divida em 3 partes e teve uma boa interação dos universos da MSP com a DC, teve até presença do Capitão Feio na terceira parte da história. Deu conta do recado. Os traços dos super-heróis apareceram tipo inseridos em outro plano, parecendo carimbo, como se tivesse desenhado os heróis separadamente e depois copiou e colou na cena. Ficaram muitos distantes dos personagens da Turma da Mônica durante a história. E teve umas caretas dos personagens que ficam a desejar.

Trecho da HQ "O plano infalível e a lanterna verde" 

Esse gibi teve 11 histórias no total, incluindo tirinha, com histórias com secundários do Jeremias, Penadinho e Do Contra. Jeremias, inclusive, com história solo depois de muito tempo em  "O boné voador" em que o boné dele voa com uma ventania e ele passa sufoco pra pegar de volta. O cabelo dele ficou estranho com esses traços de PC.

De destaque, teve a história "Insubstituível" com a Turma do Penadinho, a história do Museu Nacional do Rio de Janeiro que foi incendiado em 7 de setembro de 2018. Escrita pelo Flavio Teixeira, foi uma homenagem ao Museu de 200 anos. Teve uma divulgação na internet nas redes sociais assim que o Museu foi incendiado, mas só saiu agora porque os gibis tem uma antecedência para serem feitos.

A história é legal, com 6 páginas, mostrando algumas obras históricas que foram parar no cemitério do Penadinho depois do incêndio. Teve um erro de encadernação da editora com a segunda e terceira páginas (páginas 50 e 51 do gibi) ficarem invertidas e, com isso, tem que ler a página 51 antes da 50 para ter uma compreensão melhor.

Trecho da HQ "Insubstituível"

A história de Natal ficou no encerramento. Em "O acidente de Natal", de 10 páginas, Mônica ajuda o Papai Noel a levantar o trenó após ter caído ao lançar o Sansão no alto. O roteiro foi bom. Desenhos horrorosos e decadentes, tudo digital e sem vida que desanima a leitura.

Trecho da HQ "O acidente de Natal"

Cebolinha - "Eu trabalho sozinho" - Escrita por Carlos Estefan e com 28 páginas no total, Bruce Wayner vai prestigiar o lançamento do novo ginásio do bairro do Limoeiro. Arlequina sequestra a Marina e Batman quer salvá-la sozinho, mas não conta que Cebolinha, Cascão e Mônica quererem ajudá-lo na missão.

Muito boa essa história, os personagens contrariando o Batman e querer ajudar na missão e ainda disputando quem dos três vai ser o melhor ajudante foi uma boa sacada. Os traços foram bem desenhados também.

Trecho da HQ "Eu trabalho sozinho"

O gibi teve 10 histórias, sendo que com secundários com Rolo, Dona Morte, Maria Cebolinha, Bidu e Penadinho. Com isso, poucas histórias solo do Cebolinha dessa vez. 

Teve 2 histórias de Natal, ambas com Cebolinha. Uma no miolo, "Um Natal muito Louco", de 6 páginas, com o Louco aprontando com ele no Natal, deixando passar várias datas festivas do ano como Páscoa, Dia das Mães, etc. A outra foi no encerramento de 8 páginas, com título "Não lembraram de mim", uma referencia ao filme "Esqueceram de Mim", com Cebolinha e Dudu e ensinando como arrumar quarto de uma forma divertida.

Trecho da HQ "Um Natal muito louco"

Chico Bento - "Esperança" - Escrita por Carlos Estefan e 28 páginas no total, Superman e Mulher-Maravilha resolvem tirar férias em Vila Abobrinha, sendo que o Chico Bento está passando problemas sérios no sítio.

Essa história ficou bacana, mostrando o Superman e Mulher-Maravilha em busca de um lugar pacífico  para fugir do egoísmo e do ódio na Terra. Legal ver o contraste os super-heróis voltados com a simplicidade do Chico Bento e as coisas da roça e ainda foi bem emocionante  a mensagem que ela transmite em si.

O que estragou foram os traços, que ficaram péssimos, feios demais, parecendo um carimbo, com desenhos prontos e inseridos na cena, onde encaixa melhor nas cenas, um copiar/colar o tempo todo. Constrangedor.

Trecho da HQ "Esperança"

O gibi teve 10 histórias, com uma curiosidade de que teve 3 histórias com a Turma da Mata. Histórias de secundários foram apenas com esse núcleo. Aí uma protagonizada pelo Coelho Caolho com um crossover do Chico Bento no final e as outras 2 foram com a dupla Rita Najura e Jotalhão cada uma. As 2 primeiras, uma atrás da outra. E ainda teve uma presença da Turma da Mata em 1 quadrinho na história do Chico "Cortando caminho" de 2 páginas, mostrando também presença do Papa-Capim e Piteco, únicas aparições deles nesse gibi.

O gibi termina com a história de Natal "O presente de presente", com 9 páginas, com o primo Zeca recebendo uma lição do tempo passar depressa ao reclamar que só vai receber o seu presente de Natal em casa na noite de Natal, com uma bonita mensagem no final.

Trecho da HQ "O presente de presente"

Cascão - "O mestre dos mares" - Escrita por Edson Itaborahy e 28 páginas no total, o Aquaman teve seu tridente que dá poderes roubado pelo vilão Cúmulus e Cascão resolve ajudar o super-herói a recuperar seu tridente.

A história no geral foi boa, um encontro inusitado do Cascão logo com o Aquaman, podia ter uma dedicação maior mais para o final, dava para desenvolver mais. Não gostei da parte do Cascão enchendo e carregando baldes d'água, não tinha necessidade nenhuma. Fora que o Aquaman nem usou a água dos baldes depois, só encheção de linguiça e para colocarem o Cascão com contato direto com água, apesar de não ter se molhado. Os desenhos até que não ficaram ruins nessa.

Trecho da HQ "O mestre dos mares"

O gibi teve 6 histórias no total, com secundários só com Turma do Penadinho, 2 história com eles. Até que nesse gibi foram poucas histórias curtas de 1 a 3 páginas, diferente dos outros gibis do mês, resultando assim menos histórias no gibi

Foram 2 histórias de Natal, uma com a Turma do Penadinho com o título "Natal assombrado", com 11 páginas, em que o Frank se passa pelo Papai Noel já que ele nunca vai ao cemitério no Natal, e só dá "presentes de grego" para os seus amigos do cemitério. Até que gostei que finalmente teve história de Natal com secundários, já que nos últimos anos basicamente são histórias natalinas só coma  Turma da Mônica na abertura.

A outra de Natal foi a de encerramento com o Cascão, de 10 páginas. Em "De volta para o Natal", Cascão pede para o Franjinha para viajar no passado, precisamente no dia anterior, durante a noite de Natal para consertar um erro que fez com os pais durante o Natal. Uma boa mensagem no final, como de costume nos gibis atuais.

Trecho da HQ "De volta para o Natal"

Magali  - "Muita fome para muita velocidade" - Escrita por Paulo Back e com 34 páginas no total, Mingau e os gatos do bairro do Limoeiro somem misteriosamente e o Flash ajuda a Magali a recuperar seu gatinho, além dos outros gatos da região.

A história foi divida em 2 partes, sendo que a primeira foi mais simples e a segunda parte teve fôlego melhor e mais atrativa com a Mulher-Gato, Coringa e Batman. Os traços é que ficaram a desejar muito, muitas caretas que não contradiz com história e deixando a Magali irreconhecível, parecendo um monstro em certos momentos.

Trecho da HQ "Muita fome para muita velocidade"

O gibi teve 10 histórias no total, com secundários com Dudu, Turma do Penadinho (2) e Astronauta. Várias histórias de 1 ou 2 páginas, uma atrás da outra,  mais que o normal, ficando estranho assim. É bom um equilíbrio de histórias mais longas de 4 em diante com essas mais curtas, estilo como foi no gibi do Cascão. Pelo menos as curtas da Magali envolveram comida, já que ultimamente nem assim ela fala mais de comida.

De destaque, teve a história "Nomes", de 4 páginas, marcando a a estreia do personagem Binho, um menino negro na faixa etária de 5 anos de idade, a mesma do Dudu. Nela, Binho ajuda o Dudu a dar nomes nos bonecos deles. A MSP está criando um núcleo de uma família de personagens negros e esse garoto foi um deles. Provavelmente, receberam reclamações que a Turma da Mônica não tem personagens negros atuais, com exceção do Jeremias, então resolveram criar essa família de personagens negros.

Trecho da HQ "Nomes"

A protagonista desse núcleo será a menina Milena, que vem aparecendo em algumas capas e propagandas da turma, mas história até agora foi só uma de 1 página em 'Mônica Nº 42' , de 2018, bem apagada e sem alarde nenhum, e que vai ter uma história oficial e digna de estreia e apresentação de personagens em 'Turma da Mônica Nº 45', em janeiro de 2019.

Propaganda com a Milena, tirada de 'Magali Nº 44'

A história de Natal dessa 'Magali Nº 44', foi a de encerramento. Com o título "Uma ceia surpresa para a mamãe", com 10 páginas, Magali, seu pai Carlito e Dudu resolvem fazer uma surpresa para a Dona Lili, mãe da Magali, preparando uma ceia de Natal sozinhos, mas acaba dando muita confusão.

Trecho da HQ "Uma ceia surpresa para a mamãe"

Turma da Mônica - "O Niver" - Escrita por Flavio Teixeira e 32 páginas no total, o Superman está fazendo aniversário e a convida a turma para comemorar na sua casa na Fortaleza da Solidão, mas não contavam com o ataque do Mongul, um dos arqui-inimigos do Superman.

Uma história bem interessante essa, mostra vários momentos clássicos da trajetória o Superman com os heróis da Liga da Justiça. Tem um estilo de roteiro de "Clássicos do Cinema", incluindo os personagens vestidos de super-heróis, só que com a diferença que tem a presença dos heróis contracenando com eles e não apenas os personagens interpretando os heróis como em "Clássicos". Traços bacanas nessa história e bem detalhados.

Trecho da HQ "O Niver"

O gibi tem 8 histórias no total, sendo que secundários com Tina, Astronauta, Anjinho e Penadinho. Nesse título, nem considero eles como secundários, já que dá ideia de que a turma toda seja protagonista, ter um mix de histórias de qualquer núcleo. Bastante histórias de 1 ou 2 páginas pra encher linguiça.

A história de natal foi a de encerramento "O nascimento de Jesus", de 10 páginas, com a turma encenado uma peça de teatro com o nascimento de Jesus e apresentada pela Marina. Lembra bastante a história "Natal rural", de 'Chico Bento Nº 180' (Ed. Globo, 1993), aí foi como uma história semelhante, só que protagonizada pela Turma da Mônica.

Trecho da HQ "O nascimento de Jesus"

Não comprei Turma da Mônica Jovem, então não tem resenha dessa. As de inglês e espanhol, "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", respectivamente, são o mesmo conteúdo de 'Turma da Mônica Nº 44' e logicamente não comprei . E as de formato americano são mesmo conteúdo das mensais, só que com capa e tamanhos diferentes das formatinhos, logo não comprei também.

No geral, as histórias de abertura foram boas, atingiram o objetivo de homenagear e promover bem a DC e os heróis da Liga da Justiça. Cada um com suas particularidades citadas na postagem. Os traços é que andam ruim, principalmente em histórias de miolo, alguns chegam a ser deprimentes. Na minha opinião, as melhores histórias de abertura, na ordem de preferência, foram: Cebolinha, Turma da Mônica, Chico Bento, Mônica, Cascão e Magali. Assim fica as dicas de compras de gibis nas bancas.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O Grande Encontro Turma da Mônica e Liga da Justiça

A MSP fez uma parceria com a DC e assim os gibis de dezembro de 2018 tem o crossover da Turma da Mônica com os super-heróis da Liga da Justiça. Nessa postagem mostro uma visão geral desses gibis especiais de dezembro com essa parceria histórica.


A parceria foi anunciada em agosto durante Bienal do Livro de São Paulo, já divulgando a capa de Cebolinha. Assim, os gibis "Nº 44" dos 5 personagens principais, "Turma da Mônica", as suas versões em inglês e espanhol "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", além de "Turma da Mônica Jovem" Nº 25 e Nº 26, de dezembro de 2018 e janeiro de 2019,  respectivamente, têm as suas histórias de abertura com o crossover da Liga da Justiça. O lançamento oficial dos gibis foram na Comic Con Experience 2018 de dezembro em São Paulo.

Não é novidade os super-heróis da DC e Marvel aparecerem nos gibis. Já apareciam em histórias de super-heróis só que com nomes parodiados (Superomão, Batmão, Mulher Maravilhosa, etc), estilos de traços da MSP e roupas com cores diferentes (ou não) e histórias voltadas para a personalidade dos personagens da Turma da Mônica. Era bastante comum os super-heróis se darem mal nas histórias, fazendo piada de serem chamados para serviços banais ou até serem ridicularizados pelos personagens, como a Mônica batendo nos super-heróis. Isso quando os personagens não se fantasiam como eles. Também era comum misturar heróis da DC e Marvel em uma mesma história.

No auge da Editora Abril e Globo muitas vezes eles desenhados bem parecidos com as da forma oficial e até cores dos uniformes iguais e não ficando atrás aos originais. Por exemplo, nessa história "Chamando todos os heróis" (Cebolinha #166 - Ed. Abril, 1986), em que Cebolinha e Cascão chamam todos os super-heróis, interrompendo as missões deles no momento, para eles derrotarem a Mônica, a gente vê que os desenhos não ficaram atrás dos originais e ainda colocaram as mesmas cores de uniforme. Esse final muito engraçados dos Superomão e Garota Maravilhosa batendo na bunda do Cebolinha e do Cascão é que hoje em dia seria impublicável por conta do politicamente correto.

Trecho da HQ "Chamando todos os super-heróis" (CB # 166 - Ed. Abril, 1986)

Mesmo quando tinham cores trocadas de uniformes, ainda assim eram bem desenhadas, como nessa história em que a Mônica ajuda a arrumar um namorado para a "Mulher maravilhosa" (Mônica #41 - Ed. Globo, 1990).

Trecho da HQ "Um namorado para a Mulher Maravilhosa" (MN # 41 - Ed. Globo, 1990)

A partir dos anos 2000, foi criado um super-herói oficial da turminha, o Capitão Pitoco, e a partir daí os heróis da DC e Marvel passaram a aparecer raramente nos gibis, com mais frequência referência a eles no título "Clássicos do Cinema, com os personagens caracterizados como os super-heróis quando o tema é uma paródia sobre algum filme desse tipo.

Agora com essa parceria da MSP, a proposta é mostrar os heróis da Liga da Justiça em forma oficial se unindo a Turma da Mônica contra o mal ou o mesmo objetivo, desenhados da forma oficial e sem nomes parodiados. Deixaram para dezembro justamente por conta da CCXP para promover melhor e ser tudo a ver com o tema.


Além dos gibis convencionais, o gibi do Cascão tem uma capa variante com o Aquaman de cabelo comprido e barba com referência ao filme, custando R$ 5,00, e vão disponibilizar também todas em edições em formato americano com capas variantes desenhadas por artistas que já fizeram as "Graphic MSP" (capas diferentes, conteúdo igual dos formatinhos, só que em formato americano) custando R$ 9,90 cada exemplar das versões em formato americano referentes aos formatinhos, e fica por R$ 24,90 as versões em formato americano de Turma da Mônica Jovem cada. Ainda dá pra aceitar custar R$ 9,90 cada formato americano, é a média de preço mesmo, mas Turma da Jovem formato americano por R$ 24,90 achei um absurdo esse preço, fica difícil comprar.

E também tem um box especial reunindo todas essas 19 revistas. Assim, o box vem as 6 revistas principais, a versão de capa variante do Cascão com Aquaman do filme, as de inglês e espanhol "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", as 2 edições da Turma da Mônica Jovem, além das 6 edições mensais em formato americano e as 2 Turma da Mônica Jovem em formato americano. As de formato americano vem embaladas com plástico e as edições convencionais vem normal sem plástico. Esse box com todas as revistas juntas custa R$ 120,00.

Não vejo necessidade de ter todas as edições, pois o conteúdo é o mesmo. A pessoa escolhe a versão que desejar e que agrada mais. Só o conteúdo de "Turma da Mônica" tem 4 versões diferentes, acho desperdício.. Caso queira tudo, mesmo que seja repetido, aí é mais jogo comprar o box que aí economiza mais porque se comprar tudo separado fica tudo por R$ 165,20.

Capas Gibis #44 formatinhos principais

Falando dos gibis como um todo, roteiro e desenhos ficaram por conta da MSP. Tem os mesmos preços e número de páginas dos gibis atuais (R$ 5,00 os de formato canoa e R$ 6,00 os de lombada). Cada história com o estilo do personagem em destaque e os traços seguindo o estilo atual da MSP, predominando os traços de PC. 

Temos Cascão com Aquaman, Magali com Flash, Chico Bento com Superman e Mulher Maravilha, etc.  As capas no geral ficaram bonitas, principalmente a do Cebolinha, só não gostei a do Cascão, ficou como uma montagem com o Cascão e Aquaman em planos diferentes, como se tivesse inserido uma imagem já pronta do Cascão nela. A capa variante ainda ficou melhor, mas ainda assim menos legal de todas.

Com isso, não tiveram histórias de Natal nas aberturas dos gibis, porém para manter a tradição colocaram histórias natalinas nos miolos dos gibis, variando de uma ou duas de Natal dependendo de cada gibi. A última vez que nenhum gibi teve história de Natal foi em 2006, último ano da Editora Globo. Na Panini, procuraram sempre colocar todos os anos histórias natalinas na abertura e raramente algum ficava de fora, e quando era, apenas um personagem no ano que não tinha. Pra mim, mesmo se não tivesse nada de Natal seria bom para diferenciar um pouco por todo ano ser sempre a mesma coisa. Deviam é colocar histórias de Ano Novo que nunca mais teve na MSP.

Capas variantes e Turma da Mônica Jovem "Nº 25" e "Nº 26"

Achei que podia ter tido também "Clássicos do Cinema" com paródia do filme de super-heróis. "Clássicos do Cinema", inclusive, teve uma coisa inédita agora em dezembro na edição "Nº 61" de republicarem uma edição que já teve em 'Clássicos do Cinema Nº 21', de 2010, com a história "Chico Galodiador", que há havia sido uma edição especial de 'Clássicos da Literatura Nº 2' (Ed. Globo, 2006). Na falta de ter material inédito a tempo de chegar nas bancas, fizeram reedição da própria 'Clássicos do Cinema' só por conta de ter obrigação de ter um gibi nas bancas a cada 3 meses. Isso revoltou muita gente e o mais coerente seria isso de ter uma edição nova com a paródia de filme de super-herói da DC ou simplesmente não lançassem esse título agora em dezembro e só quando tivesse material novo para mostrar.

Não teve também encontro da DC com o Chico Bento Moço. Não teve porque tudo indica que o título foi cancelado na edição "Nº 61" de setembro de 2018. Teve história "O adeus", que embora parecia que era só a professora Marocas se despedir da roça, mas pode ter sido um desfecho de 'Chico Bento Moço'. Tem que aguardar confirmação da MSP para ver se cancelaram ou se deram só um tempo, já que nessa edição "Nº 61" falaram sobre próxima edição. Aguardemos.

Capas variantes em formato americano

Como podem ver, o encontro da Turma da Mônica com a Liga da Justiça foi um projeto audacioso, bem elaborado e que até ajuda a dar uma visibilidade a DC no Brasil. O problema, como sempre nesses especiais da MSP, é o preço absurdo que cobram nas edições. Eles colocam várias edições com mesmo conteúdo variando só as capas e exageram no preço dessas versões variantes para colecionadores como um caça níquel. Nem precisava dessas variantes, só as mensais já seriam especiais para colecionadores. Não duvido no futuro que MSP faça uma parceria com a Marvel. A quem se interessar, nem que seja só pelo valor histórico e especial, fica a dica de compras.

A distribuição da Panini como sempre é péssima e os gibis sempre chegam atrasados, então, fiz uma nova postagem contando a resenha de cada gibi individualmente que eu comprei. Para conferir a resenha dos gibis, entre nesse link abaixo:

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

TOP 5 Piores Alterações em Histórias


Atualmente, as histórias da Turma da Mônica giram em torno do politicamente correto, ou seja, os personagens não podem dar mau exemplo e tem que seguir os bons costumes. Por causa disso, além de não produzirem histórias incorretas, a MSP passou a fazer várias alterações nas histórias originais republicadas nos almanaques desde que foram para a Editora Panini em 2007, para atender ao politicamente correto. 

Tudo que consideram incorreto nos gibis originais, eles fazem mudanças para poder republicar, seja alterações de texto ou até mesmo desenhos. Todo almanaque tem pelo menos uma mudança de histórias, principalmente o "Almanaque Temático" e até na "Coleção Histórica" que não devia ter alterações, eles faziam sempre. O problema que tais mudanças acabam estragando os conteúdos originais, estragando as personalidades dos personagens e, muitas vezes ao tentar consertar os erros do passado, acabam não tendo coerência piorando ainda mais a situação, chegando a ficar bizarro tais alterações.

Então, nessa postagem mostro o "TOP 5" com um ranking das alterações mais surpreendentes e absurdas de todos os tempos que já fizeram até hoje, na minha opinião, chegando a ser revoltante envolvendo as personalidades dos personagens ou até mesmo cômico de tão mal feito.

5º LUGAR: Índia com top onde não tinha na original.

Antigamente, apareciam mulheres e índias com seios de fora e ninguém implicava. Agora com o politicamente correto, toda vez que apareciam mulheres de seios de fora eles cobrem com um top para não ficar tudo de fora e não uma impressão de sensualidade em um gibi infantil. Isso agora vale para as meninas índias como a Jurema que não aparecem mais de peito de fora, mesmo não tendo nada. 

Para ilustrar isso, teve uma alteração na história "Socorro! Quero Casar" do Papa-Capim, original de 'Chico Bento Nº 11 (Ed. Globo, 1987) e republicada em 'Almanaque Turma da Mata & Papa-Capim Nº 4" (Ed. Panini, 2011).

Na história, a menina índia inventa que está perigo na selva para se casar com o Papa-Capim de qualquer jeito. No final da história, é mostrada uma passagem de tempo com a índia e o Papa-Capim crescendo e ele mudando de ideia quando ela cresceu bonita. Sendo que nessa passagem é mostrado na original de 1987, a índia de seios de fora e na republicação de 2011, eles resolveram colocar um top de penas nos seios dela. Detalhe que até quando ela estava no início da adolescência, por volta de 12 anos, eles já colocaram o top. Podiam pelo menos era deixado quando estava já adulta. Além de mal desenhado esse top na reedição, sabe que teve mudaram coisa ali, ainda estragou a história original.  A seguir como ficaram essas alterações. Imagens cedidas por Julio Cesar.

Comparação da história "Socorro! Quero casar!" (1987/ 2011)

4º LUGAR: Cascão deixando de apanhar de chinelo da mãe

Com o politicamente correto, os personagens não podem mais apanhar dos pais, nem levando tapa na cara e nem apanhando na bunda de chinelo, por mostrar agressão física com os filhos. Como na vida real os pais não podem mais bater nos filhos, a MSP aderiu a isso. Então, cada vez que acontecia isso nas histórias antigas, as histórias são mudadas por conta disso.

Uma das histórias que fizeram isso foi "Lava o prato, Lava", original de 'Cascão Nº 55' (Ed. Abril, 1984) e com alteração no livro 'Cascão 50 Anos' (Ed. Panini, 2013). Na revista original, a mãe do Cascão mostra o chinelo para dizer que o Cascão apanharia se ele ousasse não lavar a louça e em 'Cascão 50 Anos' redesenharam a cena, tirando o chinelo da mão dela e colocaram no lugar Dona Lurdinha apontando o dedo dizendo que ele ficaria uma semana sem jogar videogame. Na outra cena, a mesma coisa: quando o Cascão fala que nada vai fazer com que ele mexe na água, eles tiraram ela mostrando o chinelo, redesenhando apenas ela apontando o dedo.

Essa foi revoltante, já que era o ponto mais forte e engraçado da história,  e com essa mudança perdeu o sentido e até a personalidade do Cascão, pois ele não se sujeitaria a lavar louça para não ficar sem videogame. Ele nem é fã de jogos eletrônicos, gosta mesmo de futebol e de brinquedos velhos. Sem contar que tirou a ideia do roteirista original. Bola fora. Abaixo, mostro como foi essa alteração que ficou em 4º lugar.

Comparação da história "Lava o prato, Lava!" (1984/ 2013)

3º LUGAR: Sai água dos dedos do Dudu ao tirar arma da mão dele

Atualmente, os personagens não podem mais ficar com armas na mão, nem que seja de brinquedos ao brincar de faroeste. Na verdade, até evitam de fazer histórias de faroeste por conta disso. Então, sempre que aparecem armas nas revistas originais, eles fazem adaptação para tirar as armas das mãos dos personagens, tipo colocando uma garrafa squeeze no lugar se eles estão brincando de faroeste ou qualquer outra coisa. Só que ao tentar consertar isso, acaba ficando bem bizarro as alterações.

Assim, uma alteração de arma que ficou bem cômica e que mereceu o 3º lugar do ranking foi a da história "Terríveis torturas", original de 'Magali Nº 42' (Ed. Globo, 1991) e republicada em 'Turma da Mônica Exrtra Nº 11 - Dudu' (Ed. Panini, 2013). Nela, Dudu imagina várias situações de torturas e então na parte que o Dudu usava uma arma munida de água no gibi  de 1991, resolveram mudar na reedição, só mostrando o Dudu apontando os dedos para os índios, saindo água dos dedos dele do nada, deixando o Dudu com dedos mágicos, só apontar o dedo que sai água.

Ficou uma coisa muito mal feita, se querem que mudar que façam direito, que colocassem então uma squeeze no lugar que não ficaria tão absurdo assim. Lamentável! Olha como perdeu o sentido, comparando as edições nas imagens abaixo:

Comparação da história "Terríveis torturas" (1991/ 2013)

2º LUGAR: Mudanças nos traços do Pelezinho

A MSP desenhava nos anos 70, os personagens negros com lábios como um círculo rosa em volta da boca. Pela pressa de desenhar os personagens nas tiras de jornais, os personagens negros eram desenhados assim e o Pelezinho foi criado com esses desenhos de círculo rosa na boca e sem nariz em 1976 nas tirinhas e também nos gibis a partir de 1977.

Em 2013, teve a volta dos gibis, com o título "As Melhores Histórias do Pelezinho". Até a edição "Nº 7" os traços originais da época. Porém, a partir da edição "Nº 8", a MSP surpreendeu e alterou todos os desenhos das revistas originais, tiraram o círculo rosado em volta da boca do Pelezinho, deixando o personagem sem lábios nenhum e colocando nariz que não tinha.

Trecho da alteração da HQ "O segredo da fórmula X" ( 2013)

Segundo a MSP, "o traço foi reestudado para se tornar mais moderno, atualizado e universal" e, com isso, a intenção foi deixar o personagem mais humanizado e tirar o preconceito de que negros tinham boca de palhaço, traumatizando crianças por causa disso. Não só o Pelezinho, outros personagens negros como o Cana Braba também teve uma mudança radical sem os lábios carnudos e com nariz, e até a Bonga também apareceu com lábios mais reduzidos. Ficou constrangedor, sem contar que por dentro muitas vezes as bocas deles ficavam tortas e fora do lugar com essas alterações. Abaixo, uma comparação da história "A conselheira", de 'Pelezinho Nº 52' (Ed. Abril, 1981).

Comparação da história "A conselheira" (1981/ 2013)

Isso não agradou nem os leitores novos com quem eles estavam querendo agradar e revoltou os leitores antigos que acompanhou o Pelezinho clássico e assim deixaram de comprar. Comas vendas mais baixas ainda após essas alterações, em 2014, ainda tentaram consertar colocando lábios nos personagens como já haviam feito no 'Gibizinho do Pelezinho Nº 24' ( Ed. Globo, 1992) para amenizar a situação, mas também não adiantou nada, afinal, era mudança horrorosa do mesmo jeito e foi inevitável cancelarem o título.

Foi um total desrespeito com os leitores e todos os profissionais envolvidos, alterando todo o trabalho dos desenhistas da época e toda a dedicação que tiveram, para mudar tudo assim, sem mais nem menos. Tudo para o desenho não parecer preconceituoso para as crianças de hoje. Revoltante.


1º LUGAR: Uma lagosta no lugar de uma metralhadora

Em primeiro lugar, uma alteração que deu o que falar, inclusive na internet, e assim considero a mais sem noção que teve até hoje, a pior alteração de todos os tempos. 

Hoje em dia, além dos personagens principais, nem bandidos e policiais podem segurar armas de fogo nos gibis, estão completamente abolidas dos gibis. Então, na história "O poderoso Cascão", original de 'Cascão Nº 246' (Ed. Globo, 1996) e republicada em 'Clássicos do Cinema Nº 43' (Ed. Panini, 2014), uma paródia do filme "O poderoso Chefão", simplesmente colocaram uma lagosta no lugar de uma metralhadora pra assustar a Mônica e Cebolinha!

Não dá pra entender uma alteração tão tosca assim de bandidos assaltarem com uma lagosta ao invés de uma arma e perdendo o sentido da história, inclusive, porque onde já se viu a Mônica não ter enfrentado os bandidos por ter medo de uma lagosta. Ficou uma coisa absurda e cômica de tão ridículo que foi. Como se crianças não soubessem o que é uma arma ou que vai ficar traumatizada por bandidos terem apontado uma metralhadora para a Mônica e Cebolinha. 

Até de estranhar republicarem histórias envolvendo bandidos e quando tem fazem essa avacalhação. Sem dúvida o maior mico de alterações de todos os tempos e mereceu o primeiro lugar. Abaixo, a comparação das cenas:

Comparação da história "O poderoso Cascão" (1996/ 2013)

Como podem ver, são alterações por motivos bobos e que conseguem estragar completamente o sentido da história. Uma pior que a outra, chega a ser bizarro a forma como mudam, piorando ainda mais a situação original que estavam tentando consertar. Tem várias outras alterações que já postei aqui no Blog e até mesmo em almanaques que não comprei que foram tão ridículas quanto essas, como colocar cartazes nos muros ao xingar a Mônica, trocar palavras como "azar" por "má sorte", "Droga! por "Bolas!",entre outros, e escolhi nessa postagem asque achei as 5 piores de todos os tempos.

Todos os casos, eram simplesmente não republicar do que ficar fazendo essas alterações toscas, desrespeitando o leitor e os artistas que fizeram as histórias originais. Comentem a ordem que vocês colocariam ou outros casos absurdos que já viram. Em breve posto outros "TOP 5" no Blog.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Turma da Mônica Nº 40 - Ed. Panini - 2018


Nas bancas a revista 'Turma da Mônica Nº 40' da Editora Panini com a estreia da "Liga dos Pets", liderada pelo Bidu e com outros bichos da turminha. Nessa postagem mostro uma resenha desse gibi.

Lançada em agosto de 2018, custando R$ 5,00, com formato canoa e 68 páginas e com 7 histórias no total, incluindo a tirinha final, 'Turma da Mônica Nº 40' marca a estreia da "Liga dos Pets" nos gibis. Liderada por Bidu e com Floquinho, Chovinista, Mingau e Monicão como integrantes, os bichos de estimação do Franjinha, Cebolinha, Cascão, Magali e Mônica, respectivamente. Prometem ser uma espécie de "Vingadores" para ajudarem os seus donos em perigo, sendo acionados pela Dona Pedra com um botão de alarme dentro dela ns missões que têm que cumprir.

Cada um com habilidades especiais como Floquinho sendo o mestre dos disfarces e responsável pelos equipamentos, Chovinista mestre em Porco Fu e faxina extrema, Mingau com agilidade, visão noturna e garras de "vovoverine" e o Monicão simplesmente por estar lá. Agora parece sair série de histórias com essa "Liga dos Pets" de vez em quando nos gibis. Isso teve até destaque no site Omelete, que mostra notícias de histórias em quadrinhos e cultura pop, o que se torna então algo importante.

A MSP gosta de reunir um grupo de personagens para formar uma equipe. Já fizeram a S.U.J.O.C.A. (Sociedade Unida da Junta Opositora Contra o Cascão e Amiguinhos), formada por Capitão Feio, Doutor Olimpo, as gêmeas Cremilda e Clotilde, Doutor Spam e Cúmulus, os vilões que querem da r banho no Cascão. E agora resolveram fazer algo semelhante com a "Liga dos Pets" reunindo os bichos da Turma da Mônica como heróis.

Frontispício da edição

Na história com 20 páginas no total e escrita por João Xavier, o Capitão Feio finalmente consegue vencer e capturar a Turma da Mônica e ele leva a turma até o seu esconderijo no esgoto. Bidu acaba vendo tudo escondido e aciona o alarme com a Dona Pedra e chama a "Liga dos Pets para cumprir a missão de salvar os seus donos do Capitão Feio. 

Apesar de serem bichos e estarem interagindo entre si, apenas Bidu e Mingau é que tem falas na história. Chovinista, Floquinho e Monicão não falam, seguindo o estilo que nas suas histórias não costumam falar. Já na frente do Capitão Feio ninguém falou. Tudo indica que em futuras histórias com eles, será incorporada á equipe o Ximbuca, o cachorro do Xaveco, de acordo como deu para entender no final. Bugu teve uma participação rápida e legal que ele foi chutado pelo Bidu dessa vez, coisa rara atualmente.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

O que achei interessante foi Capitão Feio contracenar a maior parte do tempo com outros personagens sem ser Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, embora eles apareçam na história e os bichos são deles e pertencem ao núcleo da Turma da Mônica. Fugiu um pouco da mesmice, mas ainda assim seria legal que tivesse histórias do Capitão Feio contracenando com outros núcleos de personagens para fugir da mesmice.

Por exemplo, podia ter história do Capitão Feio invadindo o sítio do Chico Bento para poluir tudo lá, ou então poluir a selva da Turma da Mata ou do Papa-Capim, ou quem sabe ele querer conquistar outro planeta e o Astronauta ter que enfrentá-lo para impedir, entre outros, e tudo sem presença dos personagens da Turma da Mônica. Fica sempre as mesmas histórias, isso quando Capitão Feio não aparece junto com a S.U.J.O.C.A. e fica cansativo assim.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

Outra coisa diferente é que nesse título "Turma da Mônica" não apareceu dessa vez um dos personagens da Turma da Mônica. Em todas as capas sempre aparecem Mônica, Cebolinha, Cascão ou Magali, com foco das histórias com eles, principalmente Mônica, e dessa vez ficou diferente. Sempre achei que essa revista "Turma da Mônica" deveria ter histórias de abertura também de outros personagens secundários e não só da Turma da Mônica. Podiam ter histórias de abertura com Tina, Penadinho, Papa-Capim, Piteco, etc, e sem presença da Turma da Mônica como crossover, mas insistem colocar foco só com eles e, no máximo, com foco com alguns amigos deles como Franjinha, Anjinho, Marina, Xaveco, etc.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

Já o resto do gibi seguiu o normal para os padrões atuais que vem acontecendo, com mais foco com os personagens da Turma da Mônica mesmo. Histórias com secundários foram só 2 com a Turma da Mata e a tirinha final com Zé Vampir e Cranicola. Os traços feios praticamente no gibi todo, os melhores desenhos foram da segunda história da Turma da Mata com arte-final de Kazuo Yamassaki, que é o único que faz os desenhos ficarem bons ultimamente. Os traços da história de abertura aceitável também. 

De destaque, a história "A aprendiz de Mônica" em que o Cebolinha, que estranha a Maria Cebolinha com a roupa da Mônica e o armário também só com roupas da Mônica e fica pensando várias coisas a respeito como ele ter influenciado a irmã a ficar igual à Mônica e também a história "Repitam isso em casa, crianças!" com Franjinha ensinando para o Cebolinha como faz um submarino com uma garrafa pet cheia de água, tampa de caneta emassa de modelar. A segunda história da Turma da Mata, "Os animais", também educativa mostrando o que fazemos animais da floresta.

Trecho da HQ "Repitam isso em casa, crianças!"

E a história de encerramento foi "Celebridades", bem longa com 16 paginas em que Cebolinha cria um "Instagrão" (Instagran), revela para o Cascão que eles são personagens de histórias em quadrinhos e pretende fazer um plano infalível contra a Mônica trazendo o Rúbio Reiter do mundo real para o mundo dos quadrinhos com o lápis mágico da Marina para dar lição na Mônica. Só que o Rúbio leva muito a sério achando que os personagens ensinam coisa errada para as crianças por causa das suas personalidades e pretende destruir a Turma da Mônica por causa disso.  Os traços dessa história horrorosos, por sinal, tudo sem vida, o que desanima nos  gibis novos vendo isso.

Trecho da HQ "Celebridades"

Como pode ver um gibi normal para os padrões atuais, nada muito diferente do que vem acontecendo, procurando dar mais ênfase a ensinar coisas didáticas e dar bom exemplo. O diferencial mesmo foi a história de abertura com a "Liga dos Pets" que vão se reunir outras vezes para cumprirem missões e foi o que me incentivou a comprar. Apesar de não ter nada de mais, foi mais por ser a estreia deles e do Capitão Feio não contracenar o tempo todo com os 4 personagens principais. E até que não foi ruim a ideia de reunir os bichos da turma em uma história, fica sendo diferente.  Já os demais gibis de agosto de 2018 não vi nada de mais e não comprei. Fica a dica.