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sábado, 24 de março de 2018

5 Anos do Blog e o "Top 5" Postagens Mais Acessadas

Hoje dia 24 de março o Blog completa 5 anos de criação. Foi criado mais para mostrar curiosidades e histórias antigas que eu gostei e as que marcaram a trajetória da Turma da Mônica, coisa que não tinha muito na internet, e falar de algum lançamento novo que eu tenha comprado como edições especiais ou que sejam bem polêmicas.

Capa de 'Parque da Mônica Nº 62' (Ed. Globo, 1998)

Não pensava que ia fazer tanto sucesso um Blog assim, pelo visto seja pelo saudosismo de histórias sem politicamente correto que encantavam os leitores. Agradeço a todos que gostam de acessar e comentar as postagens aqui.

Com o aniversário de 5 anos, lanço uma nova coluna mostrando um "Top 5" de temas variados, tipo um ranking de parada musical, mostrando do quinto ao primeiro lugar e comentando cada um. Seja ranking verdadeiros ou apenas baseados na minha opinião. Nessa postagem em homenagem aos 5 anos do Blog e para ter uma retrospectiva, então vou mostrar as 5 postagens mais visualizadas aqui até então, que por algum critério de pesquisa ou por repercussão atual deram o que falar e alcançaram o topo do Blog até então.

Até agora foram 628 publicações, contando com essa. Conferindo as visualizações, a seguir mostro as 5 postagens mais acessadas até hoje:

5º LUGAR: Cascão: HQ "O menino com visão de Raio X"

Publicação criada em 2013 foi a quinta mais acessada do Blog. Nela, mostrei como foi  essa história do Cascão que foi publicada em 'Cascão Nº 44' (Ed. Globo, 1988), em que ele acabou desenvolvendo uma visão de raio X quando apertou um botão de uma máquina de raio X quebrada ao pegar uma mosca no lixão. Então, ele passou a enxergar através das roupas das pessoas e paredes causando muita confusão.


Foi uma história engraçada demais com Cascão vendo todo mundo só de calcinha, cueca e à medida que o tempo passava aumentava a visão de raio X dele e passou a ver todos pelados e depois transformados em caveiras. No final, além de ele ter recuperado sua visão normal após o efeito da radiação ter passado, ainda mostra uma crítica social com os caras jogando fora a máquina de raio X dentro do rio. Ela é toda incorreta, tanto dos personagens pelados, jogar fora uma máquina de raio X em um lixão e até mesmo Cascão brincar em um lixão, que não tem mais nos gibis atuais.


O motivo de tantas visualizações talvez seja ver os personagens pelados quase o tempo todo, visto que até o oftalmologista apareceu de bunda de fora, e nudez sempre chama atenção, ainda mais em um gibi infantil. Vai que tem gente que tem fetiche ou curiosidade de ver os personagens de gibis pelados, vai entender. Ou então ao pesquisar "raio X" no Google pode direcionar algo ao link dessa postagem do Blog. De qualquer forma até gostei que essa ficou entre as 5 mais do Blog, curto bastante essa história, traços lindos e um roteiro muito engraçado.

Postagem na íntegra aqui: Cascão: HQ "O menino com visão de Raio X


4º LUGAR: "Chico Bento Moço Nº 1"

Em 2013 foi lançado o mangá "Chico Bento Moço", mostrando aventuras do Chico no final da adolescência pegando carona com o sucesso da "Turma da Mônica Jovem". Mostrei então na postagem como seria o estilo da revista nova e as características iniciais do Chico Bento Moço. Na edição "Nº 1", ele ia fazer uma faculdade de Agronomia na cidade grande e morar em uma república de universitários e assim estava se despedindo dos seus amigos e familiares da roça.


Mostrei também minha opinião do estilo mangá dos personagens adolescentes, tanto Chico Bento Moço quanto Turma da Mônica Jovem, que nunca me agradou ver as característica sdos personagens tão diferentes, mesmo crescidos, além de que os roteiros tinham diálogos bobos, mas mesmo assim tem uma grande aceitação da garotada, visto que Turma da Mônica Jovem é o gibi mais vendido do Brasil.


Teve bastante visualizações esse post assim que foi criado, até por ser novidade na época. Era só pesquisar "Chico Bento Moço" no Google que encontrava e ficou disparado o acesso dela nos primeiros meses quando criei a postagem, sendo que depois foi perdendo as forças, mas foi o suficiente esses meses iniciais para ajudar a conseguir o quarto lugar mais acessado até hoje. Fora que falar de Turma da Mônica Jovem dá ibope e certamente na época ajudou a ter acessos também. Atualmente, Chico Bento moço não tem muita repercussão, não conseguiu repetir o sucesso da Turma da Mônica Jovem como esperavam e já sofreu vários ajustes pra ver se melhora a aceitação do público.

Postagem na íntegra aqui: Chico Bento Moço Nº 1


3º LUGAR: Penadinho: HQ "A origem das pernas curtas"

Criada em 2016, mostrei nessa postagem como foi essa história do Penadinho que saiu em 'Cascão Nº 167' (Ed. Globo, 1993), em que a Alminha fica cismada de como o Penadinho era vivo com pernas tão curtas. Aparecem os amigos e cada um dá sua versão de como o Penadinho era vivo, falando que ele era um anão, um sapo, um marciano, etc. No final, Penadinho diz que ele era um atleta de pernas longas, mas morreu esmagado dentro de um compactor de metais de 1 tonelada e acabou ficando com pernas curtas assim.


História bem interessante mostrando como o Penadinho morreu, embora eles nunca colocavam de forma oficial quando retratavam de como os personagens da Turma do Penadinho morreram, já que nunca teve coerência nos gibis, mas nessa história foi assim do penadinho ter sido esmagado pra ter as pernas curtas como fantasma. Então, a curiosidade de saber como cada personagem da Turma do Penadinho morreu e como eles eram quando eram vivos a princípio seria um motivo de ter bastante acessos. 

Só que curiosamente tinha visualizações normais até ano passado. Porém, de repente disparou as visualizações desse post por causa de uma repercussão na internet, quando foi mostrado em um grupo de Facebook uma montagem com essa história em que os personagens da Turma do Penadinho eram a Turma da Mônica morta e teve gente que acreditou. A notícia pode ser visto AQUI


Pelo visto deu tanta polêmica essa montagem e colocaram essa história para ilustrar com o link da postagem que acabou disparando as visualizações de repente no início desse ano e está em terceiro lugar hoje. Aí foi uma surpresa ficar nessa colocação. Só para constar a polêmica, os núcleos dos personagens são diferentes, Turma da Mônica é um núcleo e Turma do Penadinho é outro e não tem nada de eles serem mortos. É o mesmo que dizer que Turma da Tina é a Turma da Mônica crescida. Nada a ver. Tudo são núcleos diferentes da MSP.

Postagem dessa história do Penadinho na íntegra aqui: Penadinho: HQ "A origem das pernas curtas"

2º LUGAR: Chico Bento: HQ "Chico no Shoping"

Por muito tempo essa foi a mais visualizada do Blog. Criada em 2013, essa postagem foi mostrada quando o Chico foi passear em um shopping com seu primo Zeca pela primeira vez, publicada em 'Chico Bento Nº 215' (Ed. Globo, 1995).


É engraçada demais essa história, mostrando a visão e inocência do Chico com a novidade de estar em um shopping. Nela, Chico se perde do primo no shopping e vai à procura dele, pensando que o Zeca é que se perdeu dele, causando muitas confusões. Ele sobe pela escada rolante que desce, prende a botina na escada rolante, causando prejuízo par ao shopping, entra à força em um aloja de sapatos e tenta sair de sapato sem pagar, toma banho pelado em um chafariz mostrando até a bunda, entre outras coisas. No final, já na roça e nadando no ribeirão com o Zé da Roça conta como foi a visita ao shopping, falando mal de tudo e desejando que o pessoal da cidade crie juízo e imite o povo da roça com a simplicidade.

É de rachar de rir com Chico lerdo na cidade, tudo sendo novidade para ele e as "gags" eram engraçadas demais e ainda teve uma mensagem no final par ao povo da cidade ser mais simples como o povo da roça. Esse contraste da roça com a cidade grande eram muito bons com o Chico, quando ele ia pra cidade e se deparava com as cosas de lá.


O motivo de tantos acessos, talvez seja procurar por "shopping" no Google com alguma coisa relacionada á Turma da Mônica e acaba aparecendo essa postagem. O desenho animado com essa história também deve ajudar na procura e quando alguém procura pelo desenho animado acaba vendo o link daqui. E outra coisa, mais uma vez, tem nudez dos personagens, aparece Chico e Zé da Roça pelados na história, que quem sabe procure por "Chico pelado" ou "Rosinha pelada" no Google, acaba aparecendo imagens dessa postagem. vai entender.

Postagem na íntegra aqui: Chico Bento: HQ "Chico no Shoping


1º LUGAR: Personagens Esquecidos 7: Mariana (irmã do Chico Bento)

Em primeiríssimo lugar, essa postagem de 2014 que conseguiu desbancar "Chico no shopping" depois de muito tempo, contando sobre a Mariana, a irmã do Chico que morreu precocemente. Personagens esquecidos é uma coluna que mostro personagens que tinham relativo sucesso e que acabaram não aparecendo mais nos gibis, mostrando boa parte das suas aparições desde a primeira vez até a última vez, ou participações especiais após a sua última aparição oficial do seu tempo.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Globo, 1990)
Então, nessa postagem mostrei as histórias em que apareceu a Mariana. Estreou em 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Globo, 1990) na história "Uma estrelinha chamada Mariana", como uma estrela que queria faze ruma passagem na terra e acabou sendo a irmã do Chico Bento. Como era para ser passagem rápida, acabou falecendo com doença desconhecida para voltar ser estrela no céu, deixando a família do Chico muito triste. 

Mariana depois voltou na história "O presente de uma estrelinha" ('Chico Bento Nº 449' - Ed. Globo, 2005) no dia do aniversário do Chico Bento para fazer uma surpresa para ele. Aparece como uma estrela, revelando sua identidade, conversam um pouco e depois vai embora. No final é revelado que ela volta a reencarnar, como a filha do Chico e Rosinha. Então, toda vez que aparecer Chico e Rosinha adultos casados, a filha deles é a Mariana. Citei também outras aparições rápidas como em 'Mônica Nº 232' (Ed. Globo, 2005) e em' Chico Bento Nº 31' (Ed. Panini, 2009). Realmente muito bonita e emocionante essa história de 1990, até por ter um final triste, comum na época e que depois não passaram a ter finas tristes nos gibis da MSP, tanto que a de 2005 ficou como se fosse um conserto pra que não fique eternamente um final triste como foi em 1990.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Globo, 1990)
Essa então foi a postagem mais acessada do Blog. Tudo indica pela história de 1990 ser linda demais e abre curiosidade de saber como foi a história da irmã do Chico. Também quando descobrem que o Chico teve uma irmã procuram no Google e acabam encontrando essa postagem do Blog. Mesmo tendo desbancado "Chico no shopping", levou muito tempo para atingir a liderança, não foi também tão de repente assim, teve só um acesso maior que as outras e acumulando os anos acabou ficando em primeiro lugar só no ano passado.

Postagem na íntegra aqui: Personagens Esquecidos 7: Mariana (irmã do Chico Bento)

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 449' (Ed. Globo, 2005)

Então essas foram o "Top 5" do Blog. Como podem ver, as mais antigas tem mais acesso, como já era de esperar por ter mais tempo de criação. Postagem de histórias também são bem visualizadas também no geral e curioso de Chico bento dar bastante ibope. É falar de Chico bento que dá acesso no Blog, como pode constar que nas 5 mais, em 3 postagens ele estava envolvido. Foi bom relembrar essas postagens, obrigado por quem acessa ao Blog e em breve posto outros "Top 5".  

sábado, 17 de junho de 2017

Superalmanaque Turma da Mônica Nº 1 - Panini



Já nas bancas o "Superalmanaque Turma da Mônica Nº 1", o mais novo título da MSP pela Editora Panini. Nessa postagem faço uma resenha de como é essa edição.

Lançado em maio de 2017, esse título foi criado inspirado em "Disney Big", almanaque da Disney com 300 páginas de republicações de histórias. Então, "Superalmanaque Turma da Mônica" tem 300 páginas, capa cartonada e miolo com papel jornal tradicional, formato do tamanho dos gibis convencionais com publicação semestral e custando R$ 15,00. Tem quase o dobro de páginas do "Almanaque Temático", que tem 160 páginas.

Capa e contracapa formam um único desenho com vários personagens reunidos, curioso do Rolo aparecer com visual antigo nela. Como vantagem, não tem propagandas nem passatempos no miolo, só histórias do início ao fim e poucas histórias mudas (3 pra ser exato),  o que incentiva a leitura.

Contracapa da edição

Fora isso, as vantagens param por ai. Não teve índice de histórias como é no "Disney Big", só tem um frontispício e as histórias a seguir. Só tem histórias da Editora Panini de 2007, mais precisamente das edições "Nº 1" ao "Nº 5" dos 6 gibis principais. Foram 31 histórias no total, incluindo a tirinha final, e nenhuma da Globo dos anos 80 e 90 e muito menos da Editora Abril. Investiram mais em histórias longas e histórias de abertura originais até que foram poucas, mas as que tiveram foram longas. Para piorar, o exemplar é vendido embalado com plástico e não dá para folhear e ver quais são as histórias nele nas bancas.

Muitos imaginavam que com a notícia do lançamento dessa edição que teriam histórias de todos os tempos,  até por causa do teaser da editora falando sobre isso, mas não foi o que aconteceu. Depois do término da "Coleção Histórica",no final de 2015, podiam ter aproveitado essa edição pra colocaram histórias de todas as fases desde os anos 70 da fase dos personagens com traços de bochechas pontiagudas até a a atualidade.

Frontispício da edição

Muitos almanaques convencionais têm histórias bem melhores que saíram nesse "Superalmanaque Turma da Mônica". Desde 2012 eles vem re-republicando histórias da Editora Globo desde 1987 seguindo uma sequência. Ao invés de terem republicados histórias da Panini de 2007 desde então, passaram a voltar no tempo com histórias de 1987 em diante. Só almanaques da Magali que continuaram seguindo a sequência e hoje colocam praticamente as histórias dela de 2002 (dos secundários nos almanaques dela costumam ser antigas), mas os outros almanaques estão hoje republicando histórias antigas, sendo a maioria agora com foco nos anos 90.

Seguindo essa lógica, depois que acabar de republicarem todas as histórias possíveis da Globo vão passar a colocar só as da Panini, já que dificilmente colocarão histórias da Editora Abril nos almanaques. Se nesse "Superalmanaque" podiam ter e não colocaram, não seriam em almanaques convencionais. Se fosse comparar na época de almanaques da Editora Abril e Globo que republicavam histórias até com 5 anos atrás, hoje estariam republicando histórias de 2012, com mais foco em 2010 e já é um avanço colocarem histórias dos anos 80 e 90 no lugar.

Trecho da HQ "Mônica, a menina gorila" (MN # 4, Ed. Panini, 2007)

Por outro lado, como estão republicando histórias antigas, vem sendo feitas uma séria de alterações nas histórias originais para atender ao politicamente correto, com mudanças bobas, chegando a ser uma paranoia de mudar tudo que se encontra pela frente, como tirar armas dos personagens e colocando outra coisa no lugar, colocando cartaz nos muros rabiscados onde não tinha, mudando palavras por outras para tirar duplo sentidos, como recentemente mudaram perereca por sapinho, entre tantas outras coisas bobas.

Como são histórias recentes nesse "Superalmanaque Turma da Mônica", não tiveram alterações em relação às originais, pelo menos não percebi nada diferente. Outro detalhe negativo dessa edição é que não tiveram códigos mostrando em qual gibi as histórias saíram originalmente. Por serem histórias da Panini podiam mostrar esses códigos como faziam nos almanaques das editoras Abril e Globo quando as histórias eram da própria editora.

Trecho da HQ "O meu sossego foi pro espaço" (TM # 1, Ed. Panini, 2007)

Em relação às histórias, procuraram colocar todos os universos de personagens da Turma da Mônica, teve até uma do Horácio, que era raro ter história dele nos gibis a partir dos anos 2000, mas não teve nenhuma do Piteco e Turma da Mata e ficaram devendo isso, como informaram no teaser da editora. Abre com a história "Mônica, a menina gorila" (MN # 4, de 2007), em que a Mônica se transforma em gorila quando a turma vai ao circo ver Songa, a mulher gorila. Tem também "O meu sossego foi pro espaço" (encerramento de "Turma da Mônica - Uma aventura no Parque da Mônica" # 1", de 2007), em que o a turminha perturba o Seu Juca quando ele foi astronauta, com participação do Astronauta nela.

Tina e sua turma teve 2 histórias com traços da fase "Radical Chic" com muitas "caras e bocas" terríveis que marcou a fase entre 2004 a 2007. O "Superalmanaque" termina com a história "A grama do Vizinho" (CC # 1 - Ed. Panini, de 2007), em que o Cascão se transforma em outros personagens para não se dar mal nas histórias. Essa, inclusive, escrita por Emerson Abreu, com traços com caretas excessivas horrorosas e desnecessárias, típicas na época, como mostro ao Cascão transformado em Mônica no trecho a seguir:

Trecho da HQ "A grama do vizinho" (CC # 1, Ed. Panini, 2007)

Como podem ver, "Superalmanaque Turma da Mônica Nº 1" não teve nada de especial, é apenas um almanaque comum com mais páginas e mais histórias, incentivando a leitura, e uma capa cartonada. Quem esperava algo grandioso com grandes clássicos da Turma da Mônica se decepcionou. Apesar de serem histórias de 10 anos e pelo tempo decorrido já não são tão novas assim, mas a qualidade das histórias já ficavam a desejar desde aquela época e não tem grande importância nesse almanaque.

Se for comprar só por ser edição "Nº 1" de um título novo ou quem quer saber como eram as histórias de 2007, mas para quem esperava histórias pelo menos da Globo dos anos 80 e 90 que vem sendo republicadas nos almanaques convencionais se decepciona. Pode ser que nos próximos números eles possam mudar, mas nesse exemplar não valeu a pena. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Capas Semelhantes (Parte 23)

Nessa postagem mostro capas semelhantes em que primeiro saiu em um gibi convencional e depois fizeram outra com a mesma piada em um almanaque, ou vice-versa. Todas envolvendo a Editora Globo, menos a do Almanaque do Cebolinha que foi da Panini. 


Cascão Nº 38 X Almanaque da Mônica Nº 29

Cascão em um elevador incomodando os outros por causa do seu cheiro. Foi publicada primeiro em 'Cascão Nº 38', de 1988, mostra o lado interno do elevador fechado, com o Cascão tranquilo, nem aí se estava incomodando os outros e os personagens que apareceram foram secundários, inclusive um cachorro. Depois fizeram outra versão, publicada em 'Almanaque da Mônica Nº 29', de 1992, mostra o elevador visto do lado de fora aberto e estava lotado, só aparecendo personagens conhecidos da turma e Cascão sabendo muito bem que que estava incomodando. Podiam ter publicado essa em algum Almanaque do Cascão.



Cebolinha Nº 32 X Almanaque do Cebolinha Nº 3

Mônica sendo comparada a uma caveira dentuça. A versão original saiu em 'Cebolinha Nº 32', de 1989, eles estão como piratas, sendo que a piada foi referente á história de abertura "A caveira dentuça", em que Mônica, Cebolinha e Cascão vão atrás de um tio da Mônica em uma ilha. Já na 2ª versão, de 'Almanaque do Cebolinha Nº 3', de 2007, eles estão como arqueólogos e a piada da caveira dentuça foi normal, sem fazer referência a alguma história de abertura. De curiosidade, a edição 'Cebolinha Nº 32' foi a verdadeira "Nº 200", se não tivesse reiniciado a numeração quando foram para a Globo.



Magali Nº 65 X Almanaque da Magali Nº 42

Magali como Cinderela comeu toda a abóbora que era a carruagem. Na versão original, de 'Magali Nº 65', de 1991, só aparece a Magali, o motorista e os cavalos da carruagem espantados com a façanha dela. Já na versão publicada em 'Almanaque da Magali Nº 42', de 2004, são os personagens da turma, incluindo secundários, que ficaram espantados. Os cavalos olham também para ela. Em almanaques tinham  essa ideia de vários personagens reunidos e ai por isso teve essa adaptação.



Magali Nº 176 X Almanaque da Magali Nº 35

Magali exibindo seu jet-ski de banana. Na versão original, de 'Magali Nº 176', de 1996, só aparece a Magali na capa e foram utilizadas 2 bananas para formar o jet-ski. Já na versão de 'Almanaque da Magali Nº 35', de 2002, aparecem junto com ela a Mônica, Cebolinha e Dudu e foi só uma banana.



Almanaque do Chico Bento Nº 50 X Chico Bento Nº 406

Chico lendo gibi e as figuras folclóricas atrás dele querendo ler também. Saiu primeiro em 'Almanaque do Chico Bento Nº 50', de 1999, com eles na rua em cima de um tronco de árvore, com o Chico aceitando numa boa os seres folclóricos lendo atrás dele, aparecem Saci-Pererê, Lobisomem, Mula-Sem-Cabeça, Curupira e Cuca e estão lendo o próprio Almanaque do Chico Bento Nº 50. Já na versão de 'Chico Bento Nº 406', de 2002, eles estão na varanda da casa do Chico, que estranha os seres atrás dele, aparecem os mesmos seres, só mudando a Cuca pela Sereia e estão lendo um gibi da Mônica.



Dessa vez eu preferi as primeiras versões de cada uma. Em breve posto mais capas semelhantes aqui no Blog.

sábado, 19 de novembro de 2016

Cascão e Chico Bento Nº 700


Cascão e Chico Bento chegam à marca de 700 edições lançadas. Nessa postagem faço uma resenha desses gibis que ficaram muito a desejar.

Os gibis do Cascão e Chico Bento foram lançados em agosto de 1982, sendo que foram quinzenais com 36 páginas cada um até nas suas edições "Nº 421" da Editora Globo, em fevereiro de 2003, quando suas edições "Nº 422"passaram a ser mensais com 68 páginas, continuando assim até hoje. Com isso, eles levaram 34 anos para atingir essa marca nas suas edições "Nº 19" da Panini (2ª série) de novembro de 2016, correspondendo a "Nº 700", juntando 3 editoras, sendo 114 gibis da Ed. Abril, 467 da Ed. Globo, 100 da Panini (1ª série) e 19 da Panini (2ª série)

Para comemorar a marca histórica, essas edições foram comemorativas, mas não teve nada de especial. A intenção era uma forma de se redimir das suas edições "Nº 500" terem passado em branco (edições "Nº 386" da Ed. Globo, 2001) e ter comemorações como as mais recentes da Mônica, Cebolinha e Magali "Nº 500", de 2011, 2014 e 2015, respectivamente, só que essas do Cascão e Chico ficaram bem abaixo das expectativas assim mesmo.

Além das capas tradicionais, com alusão à história de abertura, personagens ao lado do logotipo e tudo mais, tiveram capas variantes especiais com os personagens lendo seu gibi "Nº 700", como forma do leitor escolher a sua versão de capa preferida. Mesmo conteúdo interno nas 2 versões, só mudando mesmo a capa. Eu escolhi comprar as versões variantes, por serem mais simples só com um desenho, lembrando um pouco as capas antigas, e ainda mais sem personagem ao lado do logotipo.

Capas variantes de Cascão e Chico Bento Nº 700

Na Comic Con Experience 2016 (CCXP) de São Paulo tem à venda outra capa com versão exclusiva de cada um. Mesmo conteúdo também, mas com capa exclusiva para quem comprar no evento. E fora que deve ter o lançamento de uma edição de colecionador com capa metalizada e miolo com papel couché, com o mesmo conteúdo das versões originais, com tiragem limitada e custando R$ 1,00 mais cara cada uma.

Cada um dos gibis, já começa direto com a história de abertura e sem frontispício anunciando que é edição comemorativa. Só história de abertura do Cascão que foi especial e as demais todas normais. Já o do Chico Bento, nem a de abertura foi especial, sendo um gibi completamente normal, fora um aviso na capa oficial acima do logotipo de que aquela era edição Nº 700". Nem os passatempos foram fazendo alusão á histórias antigas como foram as edições "Nº 500" de Mônica e Cebolinha.

A seguir comento cada gibi individualmente:

Cascão Nº 700:

Tem uma capa com alusão à história, que achei bem feia, colocando, inclusive, um desenho do Capitão Feio que já existia, no maior estilo copiar/colar. A capa variante é bem melhor. A história de abertura comemorativa com o título "Cascão 700" abre o gibi sem frontispício.

Na trama, escrita por Paulo Back, com 35 páginas no total, os membros da S.U.J.O.C.A. (Sociedade Unida da Junta Opositora Contra o Cascão e Amiguinhos), formada por Capitão Feio, Doutor Olimpo, as gêmeas Cremilda e Clotilde, Doutor Spam e Cúmulus, se reúnem para derrotar o Cascão viajando pelas suas edições passadas, através da máquina do tempo do Capitão Feio. Além desses integrantes, o vilão de Cabeça de Balde agora faz parte da S.U.J.O.C.A. Ele é um personagem novo, que estreou em 'Mônica Nº 14' e apareceu também em 'Cascão Nº 16' (ambas de 2016) e em cada história assume uma identidade diferente de um personagem da turminha. Eu achava melhor quando cada vilão aparecia individualmente para dar banho no Cascão e não todos reunidos na S.U.J.O.C.A. como vem sendo.

Essa história de abertura, então, foi dividida em 6 capítulos, sendo que na 1ª parte é a reunião dos membros da S.U.J.O.C.A. Na 2ª mostra Cremilda e Clotilde na primeira tirinha do Cascão em 1963. Na 3ª parte, mostra Doutor Olimpo na ha primeira história do Cascão no gibi da Mônica Nº 1 de 1970. Na 4ª parte, o Cúmulus no gibi 'Cascão Nº 1", de 1982, contracenando com o Montanha Suja, que apareceu na história de abertura daquele gibi. Na 5ª parte, o Doutor Spam na história de abertura de 'Cascão Nº 1', da Panini de 2007 e a 6ª parte, a conclusão da história.

Trecho da história "Cascão 700"

A ideia em si da história foi boa, o problema é que foram poucas referências a gibis e histórias antigas do Cascão, praticamente foram mostrados só primeiras aparições e as edições "Nº 1" do Cascão de cada editora, em vez de mostrar referência à histórias e vilões antigos de todos os tempos. Sem contar que mostraram a primeira tirinha do Cascão de 1963 e a primeira história do Cascão, de 'Mônica Nº 1', de 1970, época em que o Cascão nem tinha gibi próprio. Devia começar a partir de 1982. Nada a ver colocarem referência à tirinha e à história que saiu em gibi da Mônica. Afinal, a comemoração são das 700 revistas do Cascão, e desse jeito ficou mais sendo uma homenagem ao personagem do que à revista dele.

Pior mesmo foi que não teve referência nenhuma à Editora Globo, em nada, já pulando da edição "Nº 1" da Editora Abril para a edição "Nº 1" da Panini de 2007, já falando como nova editora, como se tivesse pulado da Abril direto para Panini, sem ter passado pela Globo, ignorando, assim, todo o período da Globo completamente. Nem para colocar uma miniatura do gibi "Nº 1" de 1987 não colocaram. No lugar da tirinha e da história da Mônica podia ter colocado referências da Editora Globo. No final da história, foi inserido aniversário do Cascão nela, já que a edição coincidiu com o mês de aniversário dele e todo ano tem que ter histórias assim dos personagens nos seus respectivos meses.

A história, quando retratando os anos 60, teve cena do Cascão antigo entrando na lata de lixo e senhora dando guarda-chuvada na Cremilda e Clotilde, mas sempre ressaltando que aquilo não era politicamente correto e naquela época que era permitido. Os traços de 1982, representando o gibi "Nº 1" da Ed. Abril, nada lembra a época. Já os dos anos 60 eles copiaram e colaram de imagens da época, só colorindo e os traços pontiagudos de 1970 ficaram feios. A história em si, desenhada por Sidney Salustre e arte-final de Reginaldo Almeida, teve traços medianos. Os traços costumam ficar melhores com desenhos do Sidney Salustre.

Trecho da história "Cascão 700"

Teve um erro com a Mônica citando o Franjinha que inventou a fórmula em 1970. Naquela época o Franjinha ainda não era inventor da turminha. Pelo menos a história não teve lápis mágico da Marina como forma de eles viajarem nas edições passada, como foram nas edições "Nº 500" da Mônica e Cebolinha. E vale uma forma de homenagem ao Mauricio Spada, filho do Mauricio de Sousa que morreu nesse ano, que inspirou o personagem Professor Spada/ Doutor Spam.

No mais, o gibi teve 8 histórias no total, incluindo a tirinha final, com histórias de secundários do Franjinha (com participação da turma) e Bidu. Tudo absolutamente normal para os padrões atuais, sem nada de importante para comentar. Teve outra história de aniversário do Cascão, "Presentes", de 2 páginas, para não passar em branco também. Os traços decadentes de PC em quase todo o gibi, principalmente nas histórias do Cascão e as letras também de PC desanimam bastante. Os gibis dele costumam ter os piores traços. Abaixo, um trecho da história de encerramento "Medalhas" para se ter uma ideia dos traços lamentáveis dos gibis atuais:

Trecho da história "Medalhas"


Chico Bento Nº 700:

Edição completamente normal, sem nenhuma comemoração á revista do Chico. Pela capa oficial, já dá para ver que é normal, só com o Nº 700 em cima do logotipo para dizer que era especial e apenas na capa variante que mostrou o informe "Um marco histórico da publicação no Brasil". História de abertura comum, só no final, teve no rodapé uma nota bem pequena dando Parabéns ao Chico pela marca conquistada de 700 gibis lançados, mas sem ligação à história. Se não colocasse o "Nº 70"0 em cima do logotipo e essa nota no final da história não ia fazer diferença nenhuma.

A trama, com o título "Como será o futuro?", foi escrita por Edson Itaborahy, com 19 páginas. Nela, o Chico anda muito preguiçoso e agindo mal com seus amigos e então um jacaré mágico revela o futuro para ele aprender uma importante lição. Nada de citação do gibi pelos personagens, muito menos relembrar histórias antigas marcantes dos gibis anteriores. Os traços ficaram medianos, com desenhos de Sidney Salustre e arte-final Kazuo Yamassaki. Com eles juntos costumam ficar os traços melhores nas histórias. Apesar de muitos olhos arregalados e nariz pequeno e muito estranho do Chico.

Trecho da HQ "Como será o futuro"

O gibi no geral teve 10 histórias, contando a tirinha final, com histórias de secundários do Penadinho (raro ter histórias dele em um gibi do Chico, essa foi de 1  página), Papa-Capim e Turma da Mata. Aliás, a tirinha final foi com o Papa-Capim dessa vez, mudando um pouco de ser sempre do personagem principal da revista. Tiveram 2 histórias mudas, uma com Zé Lelé e Maria Cafufa, com título "Quem não tem areia  se vira com barro" com intermináveis 6  páginas cheia de enrolação e uma com o título "Tem que cortar!" de 2 páginas com o Chico.

Na história, "Semente do amanhã", teve presença do Chico Moço. Quando eles retratam os personagens mais velhos, colocam as suas versões jovens agora. E os traços dessa história muito feios. A melhor história que achei desse gibi foi "O eclipse", com Chico e Rosinha tendo dificuldade de ver o eclipse total da Lua. Histórias do Robson Lacerda são boas e essa lembra as antigas que ele próprio escrevia.

Trecho da HQ "Semente do amanhã"

Agora uns detalhes que reparei na história "Cor de esperto quando foge" do Papa-Capim é que o Cafuné está com nariz bem menor e achatado do que era antes. Assim como fizeram com o Chico Bento, diminuíram o nariz dele por causa do politicamente correto para não dizer que é bullying com pessoas narigudas, mas que infelizmente, isso descaracteriza os personagens. Abaixo uma evolução do Cafuné antigo e o dessa edição para comparar. Aliás, poderia dizer uma "involução":

Cafuné: evolução

Outra coisa é que agora a Jurema aparece de top no peito. Antigamente, ela e as outras índias meninas apareciam sem top, como dá pra ver AQUI. Por conta da tosqueira do politicamente correto, eles mudaram isso para criança não aparecer sem top, com detalhe que nem peito tem. Nas histórias antigas, até as índias adultas apareciam com seios de fora, ou no máximo o cabelo por cima, mas aí ficando algo à mostra, e agora estão censurando até das meninas índias. Abaixo, como a Jurema apareceu nessa história:

Jurema agora desenhada com top

Mudaram também das meninas agora usarem maiô na praia em vez de biquíni, como aconteceu no final da história do Zé Lelé, já com Zé Lelé e Maria Cafufa crescidos, com a filha da Maria Cafufa de maiô. Tudo são detalhes pequenos, mas que fazem toda a diferença.

Aliás, na propaganda que circula pelos gibis no mês e na internet, teve um erro ao falar que as edições do Cascão e Chico Bento foram quinzenais entre 1987 a 2003. Pelo certo, desde o lançamento dos gibis em 1982 até 2003 que foram quinzenais. Abaixo, essa propaganda:

Propaganda que circula nos gibis de novembro/2016 e internet

Como podem ver, as comemorações ficaram mais nas capas para avisar que eram as edições "Nº 700" dos personagens como espécie de caça níquel e conteúdo muito a desejar. Do Cascão até que de certa forma teve comemoração, mesmo abaixo das expectativas, mas, infelizmente, do Chico passou em branco. Seria legal ver histórias antigas sendo relembradas, tanto do Cascão quanto do Chico. Sem dúvida mereciam comemoração melhor. Vale a pena comprar, só pelo marco histórico de 700 edições.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"Coleção Histórica Mauricio - Bidu e Zaz Traz!"


"Coleção Histórica Mauricio: As Clássicas Aventuras de Bidu e Zaz Traz!", lançado em 2015 pela Editora Panini, fez parte das comemorações de 80 anos do Mauricio de Sousa. Nessa postagem faço uma resenha sobre esse livro.

Bidu e Franjinha foram criados em 1959 com tiras de jornais na "Folha de São Paulo". Esse livro foi elaborado por Sidney Gusman e reúne as edições clássicas dos gibis "Zaz Traz" e "Bidu", os primeiros criados pelo Mauricio em 1960 e 1961 pela Editora Continental. Como se fosse a extinta "Coleção Histórica Turma da Mônica" dos dos 5 principais, só que em vez de venderem gibis separados, reuniram todos em formato livro encadernado de luxo.

Contracapa do livro

Tem capa dura, papel de miolo offset, 276 páginas no total e formato 19 x 27,5 cm. Os gibis originais do final dos anos 50 e início dos 60 não eram coloridos, por isso as histórias serem em preto e branco nesse livro. Diferente da "Coleção Histórica Turma da Mônica", o texto seguiu a ortografia atual, em vez da ortografia da época, então não deixa de ser alguma alteração em relação aos gibis originais. Outra desvantagem é não mostrar as datas originais dos gibis, com seus respectivos meses. Só sabemos que são de 1960 e 1961.

O preço que é um absurdo, custando R$ 102,00. Não dá pra entender um preço tão salgado, mesmo sendo republicações raras, não mereceria esse valor. Ainda acho que deviam vender 2 versões, um em capa dura e outro em capa cartonada mais barato, e aí o pessoal escolhe a sua melhor versão. Eu só comprei porque consegui desconto, pesquisando na internet. Paguei R$ 67,90 pelo preço de capa mais um frete de R$ 1,90. Se não fosse com desconto não dava para comprar com esses preços tão altos que a MSP coloca nesses livros encadernados.

Capa de 'Zaz Traz Nº 1'

A capa do livro foi tirada do gibi 'Bidu Nº 2' e abre com um editorial escrito pelo Sidney Gusman explicando sobre a ideia de criar e como era o livro. Em seguida vem as reproduções dos gibis, todos com suas respectivas capas e histórias originais escritas pelo Mauricio. Não foram reproduções integrais dos gibis porque histórias de outros personagens de outros artistas ficaram de fora. Apenas as histórias "O rapto de Bidu" ('Zaz Traz Nº 2') n e em 'Viagem à Lua ('Zaz Traz Nº 3') que mostraram, mas foi porque eles contracenaram com o Bidu, ou seja, uma história com cross-over de personagens. Mostraram no livro também propagandas que eram relacionados aos personagens do Mauricio.

Capa de 'Bidu Nº 3'

Foram reproduzidos a coleção toda dos gibis lançados, com 7 edições de "Zaz Traz" e 8 do "Bidu". Cada gibi original tinha cerca de 40 páginas mensais em preto e branco. Não colocaram o exemplar "Almanaque de Zaz Traz" de 1960 porque não teve histórias do Mauricio nele. As edições "Zaz Traz" e "Bidu" apareceram alternados, de acordo com a data de publicação que saíram, já que foram vendidos nas bancas ao mesmo tempo, sendo "Zaz Traz" lançado primeiro.

As reproduções de "Zaz Traz" e algumas do "Bidu" tiveram menos páginas que nas originais. As de "Zaz Traz" tinham também histórias de outros artistas nacionais e estas não foram republicadas. Já gibis do 'Bidu Nº 4' também teve histórias de outros artistas e as de "Nº 7" e "Nº 8" tiveram histórias que haviam sido publicadas em edições anteriores, já que na época o Mauricio já não estava mais dando conta da produção até cancelar de vez, e, assim, histórias repetidas não foram mostraram de novo. Com isso, na edição "Zaz Traz Nº 5', por exemplo, só mostrou 1 história de 1 página porque as demais foram todas de outros artistas. Já a edição 'Bidu Nº 7' teve 3 histórias republicadas de edições anteriores e na "Nº 8", como todas foram republicações, foi mostrada só a capa desta última.

Propaganda tirada de 'Zaz Traz Nº 1'

Em relação ao conteúdo das histórias vemos os personagens completamente diferentes do que hoje, não só pelos traços primários de início de carreira do Mauricio, como também nas suas características. Histórias no geral mostravam o cotidiano do menino Franjinha com seu cachorro e seu grupo de amigos, aventuras enfrentando fantasmas, monstros, extraterrestres, além do cotidiano do Bidu como um cachorro normal. Da turma do Franjinha da mesma idade eram o Titi, Jeremias, Humberto e Manezinho.

Trecho da HQ "Concurso de robustez canina" ('Zaz Traz Nº 2')

Nos traços, vemos um Franjinha gordo, inspirado no Bolinha, o Cebolinha com mais fios de cabelos, Humberto mais alto, na idade do Franjinha (já era mudo, só falando "Hum! Hum!"), porque fazia parte da turma dele, enquanto só o Cebolinha que era mais novo que os outros meninos. O Cebolinha falava como criança bem pequena trocando letras de várias palavras como Franjinha era "Fanzinha"; plantada, era "pantada"; ajudar era "ajudal", entre outras, nas suas primeiras histórias. Depois foi mudando e trocou só o "R" pelo "L". Mantiveram isso nas republicações.

Apareciam os pais do Franjinha, seu Carlos e Dona Elza. Cebolinha contracenava com eles como um menino mais novo, e ás vezes tinha participação dos pais do Cebolinha e da sua irmã, a Maria Cebolinha, que foi inspirada na filha do Mauricio, Mariângela. Uma coisa interessante que só tinha uma menina na faixa etária deles, a Leninha. Outros personagens femininos, além dela, só Dona Elza, Dona Cebola e Maria Cebolinha. Dona Cebola, aliás, completamente diferente do que conhecemos.

A estreia do Cebolinha foi na edição 'Zaz Traz Nº 2' de 1960. A mãe e o pai do Cebolinha estrearam em 'Bidu Nº 3'; e Maria Cebolinha, em 'Bidu Nº 5'. Já estreia de Titi, Manezinho, Jeremias e Humberto foi na edição 'Zaz Traz N º 1' de 1960; e os pais do Franjinha em 'Zaz Traz Nº 1'.

Trecho da HQ "O Domador" ('Bidu Nº 3')

Como não podia deixar de ser muitas cenas incorretas, de deixar o público do politicamente correto de cabelos em pé. Vemos Maria Cebolinha em uma coleira igual a um cachorro, eles contracenando com bandidos, mexendo com fogo, revólver, entre outras coisas. Tudo completamente inadmissível atualmente. Fora os costumes que era no final dos anos 50 e início dos anos 60, como os meninos irem ao circo com paletó e roupa mais formal, linguagem coloquial. Outra curiosidade é que muitas histórias criadas foram depois redesenhadas e adaptadas para os gibis da Mônica entre 1970 a 1972, como "O Domador" ('Bidu Nº 3'), que saiu depois em Mônica Nº 24', de 1972; "Bidu, o valentão"('Bidu Nº 4'), que saiu depois em Mônica Nº 25', de 1972; "A fonte da juventude" ('Bidu Nº 7'), que saiu depois em Mônica Nº 3', de 1970 entre outras.

No final do livro, teve "Extras" com 5 páginas, escrito por Sidney Gusman, mostrando como conseguiram encontrar os exemplares originais, processo de restauração e curiosidades gerais das revistas de 1960 e 1961. E informou também quais foram as histórias repetidas das edições "Nº 7" e "Nº 8", basicamente as que saíram nas 2 primeiras edições.

Trecho da HQ  de estreia da Maria Cebolinha ('Bidu Nº 5')

Para quem gosta de raridade e saber como foram os primeiros trabalhos do Mauricio, vale a pena comprar esse livro. Preferia que fosse vendidos como edições avulsas, como era na "Coleção Histórica Turma da Mônica". Tem que pesquisar muito bem antes para conseguir um bom desconto na internet porque pagar R$ 102,90 em livrarias físicas é um absurdo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Propagandas anunciando brinquedos (Parte 9)

Nessa postagem mostro algumas propagandas de brinquedos que sairam nos gibis da Editora Panini entre 2009 a 2015.

Nessa fase com tecnologia bem em alta, as propagandas são bem poluídas visualmente, cheias de efeitos e cores, além da maioria das imagens dos personagens ao fundo serem apenas inseridas nas propagandas através de desenhos digitais já existentes em vez de criarem as próprias ilustrações a mão. Se tornam muito feias assim, nem de longe lembram as antigas até os anos 90. Outro detalhe que a partir de 2012, todas as propagandas passaram a ter um texto "Informe Publicitário" bem grande, para frisar bem que aquilo não é história e sim uma propaganda, como se as crianças não conseguem distinguir uma história de uma propaganda.

Em 2009 teve o anúncio dos novos quebra-cabeças da Turma da Mônica pela "Grow". Foram 6 variações diferentes, com temas com os personagens no Egito, no conto de fadas, em situação cotidiana deles, entre outros, e eles variavam entre 16 a 100 peças, de acordo com o escolhido. Na propaganda, eles colocaram o brinquedo como "puzzles", com o nome em inglês. Anúncio ilustrado só com os quebra-cabeças.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 28' (Ed. Panini, 2009)

Em 2010, a "Grow" lançou o boneco rockeiro do Cebolinha. O diferencial é que ele tocava guitarra e cantava uma música, que colocaram a letra na propaganda. Ilustrada com o boneco e também com ele na embalagem.

Propaganda tirada de 'Coleção Histórica Nº 20 - Cebolinha Nº 20' (Ed. Panini, 2010)

Também em 2010 teve lançamentos das bolhas de sabão, ioiôs e piões da marca "BrasilFlex". As bolhas de sabão foram com Mônica e cebolinha, os piões tiveram 1 de cada um dos 4 personagens principais e os ioiôs foram dois modelos com presença dos 4 personagens. Propaganda ilustrada pelos brinquedos apenas.

Propaganda tirada de 'Coleção Histórica Nº 20 - Chico Bento Nº 20' (Ed. Panini, 2010)

Em 2012 teve a propaganda dos brinquedos Pula-Bola e Jogo de Boliche, da "PlastBrinq". Cada um deles tiveram 2 versões, sendo um da "Mônica e Magali" com cor rosa, voltados para as meninas e "Cebolinha e Cascão" com cor azul e verde e voltados para os meninos.

Propaganda tirada de 'As Melhores Histórias do Pelezinho Nº 1' (Ed. Panini, 2012)

Foram lançados 6 novos brinquedos da marca "Brincadeira de Criança" em 2013. Foram "Lousa de desenho", "Kit Pintura", "Aprendendo as cores", "Primeiras contas" e "Vamos soletrar". todos, então, voltados a crianças pequenas, que estão começando a vida escolar.

Propaganda tirada de 'As Melhores Histórias do Pelezinho Nº 5' (Ed. Panini, 2013)

Em 2013 tiveram a bateria da Turma da Mônica, da marca "Lien". Era uma bateria comum, só que pequena, do tamanho das crianças e tinha ilustrações dos personagens nela. Na propaganda, mostrou a bateria com os personagens nela, sendo que desenhos digitais já existentes, como era de costume.

Propaganda tirada de 'As Melhores Histórias do Pelezinho Nº 7' (Ed. Panini, 2013)

A marca "Candide" lançou 3 brinquedos em 2013. Teve um "laptop 28 atividades da Mônica" e "Gira-Gira Rádio Controle", carrinhos que giravam por controle remoto. Sendo que esses Gira-Gira" tiveram 2 versões: um verde do Cebolinha e um vermelho da Mônica. Ilustrada com desenhos digitais horrorosos dos personagens, pra variar.

Propaganda tirada de 'As Melhores Histórias do Pelezinho Nº 8' (Ed. Panini, 2013)

Os brinquedos "Cria Mix" da marca "Elka" foram lançados em 2015, Vinham 2 personagens em cada embalagem e permite montar e desmontar, fazendo combinações inusitadas. Dava pra colocar cabeça da Mônica no corpo da Magali, colocar óculos neles, etc. Vinham 22 peças pra poder fazer as combinações.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 1' - 2ª série (Ed. Panini, 2015)

Então, essa foi a última postagem mostrando propagandas de brinquedos. Tiveram outras, mas quis mostrar apenas as principais e que encontrei na minha coleção ou pesquisadas na internet. Caso eu encontre outras interessantes, posso voltar ao tema. Quando mostrar propagandas no Blog será de outro tema.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Edições Nº 500


O Blog completa 500 postagens. Então eu mostro como foram as edições "Nº 500" da turma. Nenhum teve 500 gibis na Editora Globo, por isso vou mostrar as edições que foram as verdadeiras 500, juntando todas as editoras se não tivesse reiniciado numeração.

Cascão e Chico Bento foram os primeiros a conseguiram alcançar essa marca histórica em 2001, ainda na Editora Globo, ambos nas suas edições  de "Nº 386". Na ocasião, a data passou em branco e as edições dos dois foram normais, já que na Globo eles não tinham essa preocupação de contagem com as 2 editoras e bem capaz de nem terem lembrado disso na época. Já os gibis da Mônica, Cebolinha e Magali, que alcançaram a marca pela Editora Panini em 2011, 2014 e 2015, respectivamente, tiveram edições especiais, feitas especialmente para comemorar a marca, cada um com sua particularidade. A seguir comento como foi cada edição individualmente:

Cascão:

A edição "Nº 386" da Editora Globo foi a que correspondeu ao "Nº 500", juntando 2 editoras (114 gibis da Ed. Abril e 386 da Globo, levando 19 anos para atingir a marca). Foi lançada em outubro de 2001 e uma edição absolutamente normal, com capa com piadinha do Cascão correndo atrás do Chovinista, que havia roubado o cofrinho de porquinho do Cascão para ele não quebrar.

A história de abertura foi "O truque das bolinhas", com 14 páginas, em que o Cascão faz malabarismo com 4 bolas e procura alguém para ver a sua façanha. Ele encontra o Cebolinha, mas sempre que o Cascão faz malabarismo, Cebolinha não está vendo, seja porque está lendo gibi do capitão Pitoco, ou desenhando, ou bolando plano infalível ou comprando sorvete, sempre está virado de costas. No final, Cascão se enfeza, taca as bolinhas no chão, que acabam fazendo um espetáculo de movimentos sincronizados e Cebolinha pede para o Cascão fazer aquilo de novo.

Trecho da HQ "O truque das bolinhas"

As demais histórias foram simples e tiveram várias histórias mudas, que predominavam os gibis daquela época. Nos últimos gibis quinzenais eram quase todo só com histórias sem palavras. Em alguns até as de abertura eram assim, ou senão só a abertura tinha texto e as demais mudas. Uma verdadeira encheção de linguiça, até porque muitas delas eram longas demais. Para ter uma ideia, de 6 histórias no total dessa edição do Cascão, incluindo a tirinha final, 3 delas foram mudas. Para ser mais preciso ainda, nesse gibi foram 17 páginas com texto e 12 páginas mudas. Um absurdo.

Histórias com secundários foram com Penadinho e Bidu, como sempre acontecia nos gibis quinzenais do Cascão de ter sempre histórias desses núcleos. A do Penadinho com texto e a do Bidu muda, para variar. E a última história muda também com intermináveis 7 páginas no total, cheia de enrolação ao extremo. Definitivamente não foi um bom gibi.

Trecho da HQ "O truque das bolinhas"

Chico Bento:

A edição "Nº 386" da Editora Globo, também lançada em outubro de 2001, foi a "Nº 500" (114 gibis da Ed. Abril e 386 da Globo, também levando 19 anos para atingir a marca, afinal Cascão e Chico tiveram lançamentos juntos de suas revistas em 1982). A capa com piadinha do Chico pensando em pescar um peixe enorme, mas no rio só tem peixes pequenos, e, assim como aconteceu com Cascão, uma edição normal, repleta de histórias mudas.

A história de abertura foi "História de pescador", com 8 páginas no total. Embora a capa com tema de pescaria, foi apenas piadinha mesmo e não teve nada a ver com a história. Nela, Seu Peixoto, comendador e magnata da indústria pesqueira vai tirar dia de folga em Vila Abobrinha. Ele ensina empreendedorismo para o Chico e como ganhar dinheiro com a pesca e depois de ter explicado, Chico diz que ele já se diverte pescando e não precisa de geringonça e de dinheiro. No final, Seu Peixoto pede para secretária vender tudo que ele tem e compra rum sítio em Vila Abobrinha.

Trecho da HQ "História de pescador"

O gibi teve 8 histórias no total, todas bem curtas, sendo que foram impressionantes 5 mudas. Ou foram completamente mudas, ou inserindo texto simples em quadrinhos avulsos. Para ter uma ideia, esse gibi teve 13 páginas com texto contra 16 páginas mudas. Ou seja, mais páginas sem palavras do que com texto. Quanto desperdício. Pior que a maioria dos gibis da época seguiam essa linha. Para mim, uma ou outra história curta sem texto tudo bem, mas gibi quase inteiro não dá.

De conteúdo, outro ponto curioso desse gibi foi que 5 histórias mostrando mensagem bonita e de reflexão, sem sombra de cenas incorretas que marcaram os gibis do Chico Bento. Dentre história de secundários, dessa vez foi do Piteco em vez do tradicional Papa-Capim. Sempre era o Papa-Capim que tinha histórias nos gibis quinzenais do Chico Bento, e sempre era de estranhar quando fugia disso. Nessa história do Piteco foi protagonizada por mamutes e só uma participação dele em 3 quadrinhos. Na de encerramento, foi outra muda, com texto só no último quadrinho. Esse gibi conseguiu ser pior do Cascão.

Trecho da HQ "História de pescador"

Mônica:

Lançada em junho de 2011, a edição "Nº 54" da Panini correspondeu a "Nº 500", juntando as 3 editoras (200 gibis na Ed. Abril, 246 na Globo e 54 da Panini, levando 41 anos para atingir a marca). Foi uma edição especialmente feita para a ocasião, toda pensada na marca histórica de 500 edições. A capa com referência a edição "Nº 1" da Editora Abril de 1970 e abre com frontispício com os personagens de mãos dadas e explicando que aquela era uma edição especial.

Frontispício da edição da 'Mônica Nº 500'

A edição teve 2 histórias principais, sem serem interligadas uma com a outra. A de abertura foi "As 500 edições da Mônica", com 32 páginas no total, dividida em 3 partes, em que a Mônica se dá conta que sua revista chegou ao "Nº 500", mas descobre que todas a suas 499 revistas anteriores sumiram misteriosamente da "Biblioteca das 500 edições", uma sala especial onde fica as memórias e lembranças de todo leitor. Na primeira parte, a Mônica é levada para a biblioteca pelo Jotalhão e a turminha e descobre do sumiço dos gibis.

Trecho da HQ "As 500 edições da Mônica"

Na 2ª parte, eles usam o lápis mágico da Marina, no estilo de histórias "Fuga pelos Infinitos Gibis" e vão percorrer os diferentes núcleos da MSP atrás dos gibis perdidos. Eles encontram vilões (que não apareceram em gibis anteriores) e cada vez que eles brincam com os vilões, representando situações de capas passadas, surge um gibi antigo. Tipo, quando brincam de piratas em uma jangada de madeira, aparece o gibi da 'Mônica Nº 3', de 1970; se brincam de bombeiros, aparece a capa do gibi da 'Mônica Nº 31', de 1972, e assim por diante. Ou seja, as referências não foram a histórias, e, sim a capas antigas.

Na 3ª parte, tem o mistério desvendado de quem foi que roubou os gibis. Descobre-se que o culpado foi a vida adulta de um leitor que cresceu e perdeu as lembranças da infância. Os gibis estavam em armário de vidro atrás dele, mas que nem a Mônica não conseguia quebrar. Eles conseguem fazer o adulto a lembrar da sua infância perdida, ele se transforma em criança depois de tudo lembrado e finalmente o armário se quebra, recuperando, assim, os gibis. No final, Mônica corre atrás do Cebolinha ao descobrir que sua revista "Nº 500" só ele aparecia.

Trecho da HQ "As 500 edições da Mônica"

Em seguida, vem uma página "Por que 500?" explicando o motivo daquela edição ser de "Nº 500", mostrando as numerações que tiveram em cada editora e capas das primeiras e últimas edições. Depois os passatempos, em 2 páginas, fizeram referência a histórias e capas antigas, só a seção de cartas normais.

A outra história foi "Outros 500!", com 34 páginas, em que o Xaveco altera o passado e se torna o personagem principal e a Mônica secundária, com ele tendo seu próprio gibi, inclusive. Então, Cebolinha viaja no tempo para consertar isso, através da máquina do tempo que usou na história "De volta para a historinha" ('Cebolinha Nº 60' - Ed. Globo, 1991).

Chegando no passado, ele sempre encontra Xaveco encarnando situações que eram da Mônica e o Cebolinha sempre consegue reverter, voltando a Mônica ser a principal. As passagens são da tirinha de 1963 e histórias "Mônica é daltônica?" (MN # 1, de 1970, que virou "Xaveco é daltônico?"), "Os Azuis" (MN # 15, de 1971, que virou "Os Amarelos"), "Romeu e Julieta" (MN # 115, de 1979), "Sansão! Esse é o nome do meu coelhinho!" (MN # 161, de 1983, que virou "Chavão, chaveiro azul de pelúcia"), "Mônica.,.. 100 forças" (MN# 100,de 1995) e "Rainha por um dia" (MN # 287, de 2002, que virou "Rei por um dia"). Em cada história, procuraram colocar traços parecidos como eram da época retratada.

Trecho da HQ "Outros 500!"

Chegando no presente, com Mônica já voltando a ser personagem principal, descobre-se que não era o Xaveco, e, sim a boneca Tenebrosa que queria dominar o mundo e ter a sua própria revista. Mônica consegue derreter a boneca Tenebrosa quando canta a sua música-tema. No final, o Sansão começa a falar e eles correm , pensando que ele estava "tenebroso". Mas era apenas o Gnomo do coelhinho que vive dentro dele, que havia aparecido nas edições "Nº 5" de 1971 e "Nº 92", de 1977.

Teve erro nessa "Outros 500!" com o Cebolinha falando que faltavam 2 anos e 2 meses para o o gibi dele chegar ao 500. O certo era 2 anos e 8 meses. E quando falaram que "Sansão! Esse é o nome do meu coelhinho!" é de outubro de 1983, mas na verdade é de setembro. Após essa, tem ainda uma história de 1 página sem título, com a Mônica ter lido essa última história, achando absurdo aquilo tudo e Cebolinha mexe com a Mônica, falando que está caduca por não lembrar das suas histórias antigas e ela sai correndo atrás dele. E a tirinha final também comemorativa.

Trecho da HQ "Outros 500!"

Achei um gibi legal, até os traços foram bacanas, só pecou no fato de na primeira história não mostraram os números das edições das capas retratadas. Além disso, em ambas histórias, foram poucas referências aos gibis da Globo. Prevaleceram gibis da Editora Abril e até os da Panini tiveram mais que da Globo. Nas miniaturas de capas mesmo pouquíssimas da Globo, e muitas delas, escondidas, como na cena da 2ª página da de abertura com a Mônica no quarto e as capas no alto, por exemplo. Podia ter também a Mônica batendo no cebolinha, e não, só correndo atrás dele. Coisas do politicamente correto.


Cebolinha:

Lançada em fevereiro de 2014, a edição "Nº 86" da Panini correspondeu a Nº 500, juntando as 3 editoras (168 gibis na Ed. Abril, 246 na Globo e 86 da Panini, levando 41 anos para atingir a marca). Com capa fazendo referência a Nº 1 da Editora Abril, 1973, esse gibi abre com um frontispício mostrando que é especial e a história de abertura foi "Cebolinha 500" com 37 páginas, dividida em 4 partes.

Nela, o Capitão Feio, inconformado que não teve uma história com ele na revista do Cebolinha "Nº 1" da Editora Abril, deseja reverter isso, voltando no tempo através do lápis mágico da Marina, que o Cebolinha havia roubado dela para fazer um plano infalível. Com o lápis mágico na mão, eles entram nos gibis antigos do Cebolinha e reencontram vários personagens antigos de todas as épocas. A partir daí, mostra personagens ou objetos pertencentes a histórias que marcaram época. No final, Capitão Feio se conforma que a história do gibi "Nº 500" foi com ele e a Mônica fala que a edição dela chegou à marca primeiro que a dele e então cebolinha abre a porta mágica para ele conseguir que sua revista seja lançada primeiro que a dela.

Trecho da HQ "Cebolinha 500"

Todas as demais histórias do gibi são interligadas entre si com o lápis mágico da Marina, com o Cebolinha sendo perseguido pela Mônica através das histórias. A 2ª história foi com Mister B; a 3ª, com o Penadinho; a 4ª, com o Louco; e na 5ª, com Seu Juca. Na última história, Cebolinha põe em prática o seu plano infalível que ele estava desejando lá na primeira história, quando ele pegou o lápis mágico da Marina e o Capitão Feio interrompeu. Ele desejava entrar na primeira tirinha de jornal que a Mônica apareceu, publicada de 1963, para ele não apanhar da Mônica e, com isso, ele se tornar o personagem principal. E a tirinha final também comemorativa á data.

Assim como a 'Mônica Nº 500', os passatempos dessa edição do Cebolinha também fizeram referência a data. Um ponto ruim do gibi foram as letras digitalizadas, sem as tradicionais feitas a mão. Gostei mais desse gibi foram lembradas histórias de todos os tempos e de todas as editoras enquanto que no gibi da 'Mônica Nº 500', as referências ficaram mais restritas às histórias da Editora Abril. Ou seja, o do Cebolinha ficou mais diversificado. Para mais detalhes dessa revista, entre AQUI.

Trecho da HQ "Cebolinha 500"

Magali:

Foi lançada em janeiro de 2015, com sua edição "Nº 97" da Panini correspondendo a "Nº 500", juntando 2 editoras (403 gibis da Ed. Globo e 97 da Panini, levando 26 anos para atingir a marca). A capa dessa vez não foi baseada na "Nº 1" da Ed. Globo, mostrando Magali comemorando a sua revista "Nº 500" com a turma, sua mãe e o Mingau. O gibi já começa direto com a história de abertura e não teve um frontispício anunciando que é comemorativa. Só história de abertura que foi especial, com 26 paginas, e as demais tudo normais.

A história de abertura foi "Magali 500 edições", com 26 páginas no total, em que a Bruxa Viviane aparece na casa da Magali reclamando que não foi convidada para a festa da 'Magali Nº 500'. Como a Magali não aceita a Bruxa Viviane participar da festa, ela lança um feitiço para a Magali dormir 500 edições, só que ela se engana com o feitiço e faz todos que estavam na festa dormirem. Com isso, foi o gancho para a Magali percorrer edições passadas para pegar ingredientes para preparar o elixir que irá desfazer o feitiço. No final, Magali consegue todos os ingredientes, todos acordam e comemoram as 500 edições da Magali, e ela deseja que o primeiro pedaço do bolo seja pra Bruxa Viviane e  o pedaço aparece aonde ela está.

Trecho da HQ "Magali 500 edições"

A personalidade da Bruxa Viviane ficou diferente, apareceu na casa da Magali só porque não foi convidada para a festa e ainda ajudou a Magali a desfazer o feitiço que ela fez errado. Foram poucas referências a histórias antigas, que começam só a partir da página 11. Tudo de forma breve e passageira. Colocaram referência à história "A Melancia", publicada em 'Mônica Nº 47' (Ed. Abril, 1974), ocupando 2 páginas com passagem dessa história e que no lugar podia colocar outras marcantes que saíram em gibis da Magali. E ainda erraram o número da edição, colocando "Nº 74" no lugar de "Nº 47". Faltou mesmo mostrar vilões, extraterrestres, comidas falantes, bruxas, fadas que marcaram os gibis da Magali.

O resto do gibi tudo normal, com 10 histórias no total, incluindo a tirinha final, sendo 5 histórias curtas de 1 ou 2 páginas (4 delas foram com a Magali), e 4 histórias mudas no total, incluindo essas curtas e a tirinha. Histórias de secundários com Penadinho, Tina, Piteco e Dudu. Nem os passatempos foram fazendo alusão á histórias antigas. Ou seja, foi uma edição feita às pressas, mais por obrigação mesmo pra não passar a data em branco. Para mais detalhes dessa revista, entre AQUI.

Trecho da HQ "Magali 500 edições"

Lembrando que os gibis da Mônica, Cebolinha e Magali tiveram uma edição especial para colecionadores com capa metalizada e miolo com papel couché, com o mesmo conteúdo das versões originais, com tiragem limitada e custando R$ 1,00 mais caro cada uma. Abaixo, a capa delas:

Capas das edições especiais comemorativas

Então, com certeza, mesmo com suas particularidades são edições especiais porque não é sempre que gibis conseguem atingir marca de 500 edições. Desses, Cebolinha foi melhor com mais referncias a todas as épocas, com Mônica também sendo legal. Magali podiam ter caprichado bem mais, já que foi pensada na ocasião especial, e Cascão e Chico, mesmo não sendo da Panini e não ter tido nada de especial, mas pelo menos podiam ter menos histórias mudas cansativas. Apesar de tudo, todas valem a pena ter na coleção pelo valor histórico de serem as verdadeiras "Nº 500".