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domingo, 16 de fevereiro de 2020

Turma da Mônica Nº 58 - Editora Panini - 2020


Nas bancas a revista 'Turma da Mônica Nº 58' da Editora Panini com um crossover entre a Turma do Penadinho e a Bruxa Viviane. Nessa postagem mostro uma resenha desse gibi.

Lançada em fevereiro de 2020, custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas e com 12 histórias no total, incluindo a tirinha final. Bom que os gibis não tiveram reajustes de preço esse ano. A Distribuição chegou um pouco mais cedo, chegando aqui no dia 13 de fevereiro. Normalmente esse título chega depois do dia 20 de cada mês aqui.

Na trama, com o título "O Encanto da Lua Cheia", escrita por Lederly Mendonça e com 24 páginas no total, Bruxa Viviane pretende fazer um feitiço durante a noite de Lua Cheia para se tornar poderosa, mas para isso precisaria de pegar baba, lágrimas e pelos e um lobisomem para colocar no feitiço. Seu gato Bóris vai atrás do Lobi no cemitério do Penadinho para levá-lo até o castelo da Bruxa (na verdade uma casa grande próximo ao Bairro do Limoeiro) e quando consegue Penadinho e seus amigos vão lá para salvá-lo, mas ao verem que a casa é bem grande e tenebrosa resolvem levar todo o pessoal do cemitério para fazer um lual lá, e com a invasão deles, dificultou o plano da bruxa Viviane de pegar com o Lobi os ingredientes para a sua poção.

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Apareceu toda a Turma do Penadinho, inclusive Zé Caveirinha e Pixuquinha que raramente aparecem nos gibis atuais. Os traços ficaram aceitáveis par aos padrões digitais atuais. A capa eu gostei, ficou bem interessante, mesmo fazendo alusão à história de abertura, teve uma piadinha com os personagens da Turma do Penadinho fazendo sopa com a poção mágica que a Bruxa Viviane estava preparando. Era bom quando as capas com alusão à história faziam piadinha em cima da história, mais comum nas capas da Editora Abril e Globo e dessa vez retornaram isso. No frontispício da página 3, retratou um livro de receitas de um passo a passo de como pegar os poderes da Lua Cheia com a baba, lágrimas e pelos de um lobisomem.

Foi a primeira vez que teve história de abertura sem ser dos personagens da Turma da Mônica nesse título desde que deixou de ser Revista do Parque da Mônica. Embora tenha o crossover com a Bruxa Viviane, que pertence à Turma da Mônica, mas nada de aparecer Mônica, Cebolinha, Cascão ou Magali. Dessa vez eles não apareceram, apenas uma citação rápida no início da Bruxa Viviane falando que Magali e sua turma sempre estragam seus planos. Isso achei bom e foi o que me motivou a comprar essa edição.

Sempre achei que nessa revista tinha que ter histórias de abertura com secundários como Penadinho, Tina, Piteco, Astronauta, entre outros, e não ficar só focado com Mônica e companhia. A edição mais perto sem foco neles foi a 'Turma da Mônica Nº 40' com a "Liga dos Pets", que foi mais estrelada pelos bichos da turma, mas ainda assim teve presença rápida da Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali e fora que Bidu, Floquinho, Chovinista, Mingau e Capitão Feio pertencem á Turma da Mônica.

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Curiosamente, durante a história teve um descuido e em nenhum momento colocaram o nome Bruxa Viviane, ficou com uma personagem sem nome. Penadinho e sua turma não a conheciam e até natural só a chamarem de bruxa, mas podiam ter colocado o gato Bóris a chamando de Viviane em algum momento, tipo quando ele a chama de "bela dama" na página 6, podia ter sido Viviane, ou ela mesmo podia dizer na primeira página algo do tipo "Eu, Bruxa Viviane, encontrei um encanto". Quem está começando a colecionar agora ou está muito tempo sem acompanhar os gibis pensa até que é uma personagem nova ou que colocaram especialmente só para essa história.

Para quem não sabe, a Bruxa Viviane estreou em 1998 no gibi da 'Magali Nº 239' da Editora Globo. Criada pelo roteirista Emerson Abreu, ela desejava ser a bruxa mais poderosa do planeta, mas Magali e seus amigos sempre acabavam com seus planos. Pelo visto criou uma bruxa jovem e esbelta para diferenciar do padrão de bruxa ser sempre velha, gorda e feia. parece que foi inspirada em alguma amiga dele na vida real. No início só o Emerson que escrevia histórias com ela, era bem mais perversa e aparecia de vez em quando, em períodos longos de uma história para outra.

A personagem voltou depois na Editora Panini, também aparecendo de vez em quando, aí com histórias feitas por outros roteiristas e deixando menos perversa como era no início. Ela ainda teve uma edição só dela em 'Turma da Mônica Extra Nº 2' (Ed. Panini, 2008) republicando as 3 primeiras histórias dela feitas pelo Emerson (Magali Nº 239, 264 e 336).

Trecho da HQ "O Encanto da Lua Cheia"

Já o resto do gibi seguiu o normal para os padrões atuais que vem acontecendo, bem infantis, voltados para crianças de até 8 anos de idade e com lições de morais, traços e letras horrorosos de PC. Teve mais foco com os personagens da Turma da Mônica. Esse título costuma ter um mix bem variados com histórias de secundários, mas como a de abertura foi com a Turma do Penadinho, aí parece que preferiram deixar mais a Turma da Mônica no miolo para compensar. Foram histórias curtas entre 1 a 4 páginas e a de encerramento um pouco maior com 8 páginas.

Em "Só de saber...", com 3 páginas, em que Mônica volta de férias, mas ninguém dá atenção para ela por terem outras coisas para fazer, mas mesmo assim ela fica feliz. porque pelo menos eles sentiram falta dela na sua ausência. Bem educativa, valeu pela presença da Mônica contracenando com roteirista Mario Mattoso, ela nos quadrinhos e ele na MSP, coisa rara atualmente e que era bastante comum antigamente.

Trecho da HQ "Só de saber..."

Em "Futebol contagiante", de 2 páginas, de Edde Wagner, lembra um poucos as histórias antigas do Penadinho em que boa parte protagonizada por humanos secundários mostrando a vida dela e depois o que acontece quando morre. No caso, essa história mostrou a vida do humano Reinaldinho que adorava futebol enquanto vivo e quando morre procura saber se tem futebol na vida após a morte.

Em "O Acordar Real", com 4 páginas, Tarugo volta a trabalhar como carteiro e vai entregar correspondência com o Rei Leonino enquanto estava dormindo e fica nervoso ao ver o Tarugo lá e descobrir o seu segredo quando acorda. Apesar de mostrar lição de de moral, até que foi boa essa. 

Teve 2 histórias bobas com a Marina, uma "O lápis da Marina", de 3 páginas, com a turma encontrando o seu lápis mágico na rua, com direito até da Mônica perdoar Cebolinha ao invés de bater nele, e a outra "Tatuagem fixa", de 3 páginas, com Cascão querendo fazer tatuagem feita pela Marina ao verem os seus amigos todos com tatuagem dela, pelo menos envolveu característica do cascão de não se molhar. Acho Marina tão sem graça e dessa vez não foi diferentes.

Trecho da HQ "Tatuagem fixa"

Tem também "Igualzinha ao irmão", de 3 páginas, em que o Cebolinha deixa o cabelo da Maria Cebolinha arrepiado para ficar igual a ele. Teve ainda histórias de 1 página com Franjinha, Milena e Tina. E uma observação que tem uma história de 1 página da Magali com a sua mãe sobre descarte de embalagens, que é apenas uma propaganda institucional, não pertencente à contagem de histórias do gibi, sempre tem essas histórias institucionais nos gibis, capaz de ter essa mesma em outros gibis do mês.

Termina com "Se meu brinquedo falasse", com 8 páginas, com referência ao filme "Toy Story 4", em que a Mônica pensa que o Sansão cria vida quando não tem ninguém olhando e faz o teste fingindo que ele está sozinho para ver se ele se mexe. A tirinha final foi com o Dudu.

Trecho da HQ "Se meu brinquedo falasse"

Então, pode ver que 'Turma da Mônica Nº 58' no geral foi um gibi normal, mesmo estilo que vem sendo atualmente, bem infantil mesmo. O diferencial foi a história de abertura com a Turma do Penadinho e achei legal esse tema de feitiço e boa sacada o crossover entre eles e a Bruxa Viviane. Pode considerar que foi a história mais longa deles até hoje porque as mais compridas que costumam ter são com 15 páginas no miolo, no máximo. Sendo de abertura permitiu ser maior.  Tem também à venda as suas versões em inglês e espanhol "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", respectivamente

Os outros gibis do mês não comprei, não vi nada de especial neles e aí não tem resenha. O mais diferente foi do Chico Bento com a menina Tábata, amiga da Rosinha, mesmo assim não motivou a comprar. Tábata é uma nova personagem negra que vai contracenar fixa com a Turma do Chico Bento, a exemplo que fizeram com a Milena na Turma da Mônica. Ela estreou em história de abertura de 'Chico Bento Nº 57' de janeiro de 2020 e agora primeira vez aparecendo em capa de gibi, aparecendo no lugar que seria do Zé da Roça ou Hiro. Fica a dica.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Os parentes da Magali


Na Turma da Mônica sempre procuraram mostrar a família dos personagens. Além de mãe e pai, também mostravam outros parentes dos personagens como avós, tios, primos, etc. Em especial a Magali teve uma família muito rica nos quadrinhos e então nessa postagem reúno os parentes dela durante a sua trajetória.

No caso da Magali, os pais eram sempre fixos e aí de acordo com roteiros criaram avós, tios e primos, sendo que tios e primos costumam aparecer somente em uma história. A mãe, Dona Lili, e o pai, Seu Carlito, têm presença constante nos gibis. Na Editora Abril em cada história apareciam com traços diferentes e o Seu Carlito só passou a ter uma presença melhor e com os traços definitivos de hoje a partir de 1986.

Seu Carlito e Dona Lili: os pais da Magali

As avós da Magali passaram a ser fixas  quando ela passou a ter gibi próprio. A primeira que apareceu foi a avó Gertrudes. Ela é avó por parte de mãe, mãe da Dona Lili, e segue o estilo de uma velhinha bem tradicional e que era desligada e esquecida com as coisas e quem mais sofria com seus esquecimentos era o Mingau.

Na sua história de estreia, "Mingau com a véia", de 'Magali Nº 73', de 1992, Dona Gertrudes é encarregada de cuidar do Mingau quando a Magali e seus pais vão viajar, aí Dona Gertrudes faz de tudo com o Mingau, desde puxar o gato pelo rabo, dar óleo de fígado, colocar fralda e até colocá-lo dentro da máquina de lavar.

Vó Gertrudes na HQ "Mingau com a véia" (1992)

Nessa história também apareceu no final o avô da Magali, Seu Genésio, pai da Dona Lili, em que ele aparece para visitar a família e Mingau foge arrebentando a parede para não aguentar dois velhos dentro de casa aprontando com ele. Vô Genésio só apareceu nessa história, diferente da Dona Gertrudes que apareceu outras vezes, embora não tão frequente.

Vó Gertrudes e Vô Genésio na HQ "Mingau com a véia" (1992) ('Magali Nº 73' de 1992)

A outra avó foi a Dona Cota, mãe do Seu Carlito. Ela é nordestina do Ceará, bem obesa e come muito, tanto quanto a neta Magali, mostrando, assim, que ela puxou a Dona Cota em relação a sua fome exagerada e que sua família tem origem nordestina por parte de pai. 

Dona Cota estreou em 'Magali Nº 100' ,de 1993, na história "A avó (comilona) da Magali". Ela veio do Ceará para visitar a neta em São Paulo. Só que ela come tanto quanto a Magali e acabou dando prejuízo aos pais da Magali com 2 comilonas morando na mesma casa. Também apareceu outras vezes nos gibis, se tornando fixa. Já o avô por parte de pai nunca apareceu, nem fazendo ponta.

Vó Cota na HQ "A avó (comilona) da Magali" (1993)

Tia Nena e Tio Pepo foram criados em 1989 no lançamento da revista da Magali para serem os tios fixos da Magali. Tina Nena é irmã da Dona Gertrudes, e, assim, tia da Dona Lili e tia-avó da Magali. Ela é uma grande cozinheira, como a Magali dizia "a maior quituteira do bairro". Com o passar do tempo, os roteiristas passaram a dar outra personalidade, revelando que Nena uma bruxa do bem. Já Tio Pepo é casado com a Nena e é marceneiro, pronto para fabricar brinquedos para a criançada do bairro.

Tia Nena e Tio Pepo

Dudu inicialmente era só um vizinho da Magali que não gostava de comer e depois do nada virou primo dela, e passou a ser membro da família da Magali a partir de 2005, com estreia na história "Os micos que a gente paga na praia" (MG # 391), do Emerson Abreu. Pelo visto Emerson melhor a Magali ter um primo fixo contracenando com ela e fez essa mudança na MSP. Sinceramente não gostei disso, não era essa intenção da roteirista Rosana Munhoz quando criou o personagem em 1989.

Dudu

Com isso, a mãe do Dudu, Dona Cecília, passou a ser tia da Magali, irmã do Seu Carlito, e o pai do Dudu, Seu Durval, tio da Magali por ser casado com a Dona Cecília. E os personagens ficaram mais próximos, com mais histórias com as famílias juntas, inclusive fazendo ceias de Natal juntos.

Dona Cecília e Seu Durval

E o Mingau não pode ficar de fora, o gato de estimação da Magali também é membro da família dela por morar na mesma casa. A gente  sempre considera  os nossos bichos de estimação como membro da família. Inclusive o Mingau até considera que ele é o dono da casa e o resto da família são inquilinos da casa.

Mingau

Fora esses fixos, tiveram também vários tios e primas da Magali que apareceram somente em uma história, a grande maioria. Nunca teve uma cronologia na MSP e aí criavam parentes só para atender a um roteiro específico para aquela história e deixavam de mão depois. Por conta disso, muitos não revelam se são parentes por parte de mãe ou de pai.

A primeira a aparecer foi uma prima, sem nome e sem personalidade, na história "O Caixote", de Cebolinha Nº 10' de 1973. Apenas participando como a prima que queria conhecer a força da Mônica para destruir só com um tapa um caixote onde estrava dento o Cebolinha, com medo da Mônica e Cascão cobrarem o dinheiro que estava devendo para eles.

Prima da Magali na HQ "O Caixote" (1973)

Depois apareceu a Tia Marli na história "Como manda o figurino", de 'Mônica Nº 56', de 1975. Foi apenas uma participação quando Mônica e Magali foram pedir emprestadas revistas de beleza para a Tia Marli.

Tia Marli na HQ "Como manda o figurino" (1975)

Prima Betinhac apareceu na história "Ela vem aí", de 'Mônica Nº 82', de 1977. Foi a primeira parente com uma personalidade maior e centro de atenção da história. Betinhac era obesa e comia de tudo que nem a Magali, só que mais ao extremo, chegando a comer até carrinho de maçãs. Mônica tem plano de esconder as comidas da Magali pelo bairro espalhando em árvores, arbustos e até no ninho de galinha, mas Betinhac acabou encontrando, achando que estava nascendo comida em lugares exóticos. Magali se dá conta que a Mônica tirou as comidas dela para o plano, ela se revolta e passa a querer dar uma paulada na Mônica, que se esconde em uma árvore. Quando os personagens ficam com grande raiva dos seus interesses, ficam mais fortes que a Mônica.

Prima Betinhac na HQ "Ela vem aí" (1977)

Teve a prima bebê da história "O jeitinho com crianças" de 'Mônica Nº 84', de 1977 , em que a Mônica queria cuidar da prima da Magali, mas ela não deixa por achar que a Mônica não tem jeito com crianças por causa da superforça. Mônica tenta provar que sabe lidar com crianças, com bonecas e bebês que vê na rua, mas acaba a força dela atrapalhando mesmo. No final, descobre que foi Cebolinha que ia pagar sorvete para Magali falar que a Mônica não jeito com crianças para ficar encucada. Magali entregou sem querer o plano dele.  Não foi revelado nome dessa prima bebê da Magali.

Prima bebê na HQ "O jeitinho com  crianças" (1977)

E a Magali ainda teve uma avó na história "Andando por aí", de Mônica Nº 119, de 1980, em que a Mônica vira sonâmbula quando é convidada para dormir na casa da Magali e a família dela ainda tem que enfrenta ruma assaltante que invadiu a casa deles. Foi apenas uma avó tradicional, sem nome, bem diferente da Dona Gertrudes e Dona Cota, participou assustada com a Mônica sonâmbula ter entrado no quarto dela. Interessante o pai da Magali desenhado bem diferente, bem parecido como o Seu Juca. Na Editora Abril, era raro o pai aparecer nos gibis e quando aparecia era desenhado diferente a cada história.

Avó da Magali na HQ "Andando por aí" (1980)

Tia Ana Fátima foi a primeira da Editora Globo. Ela é irmã de Dona Lili, come tanto quanto a sobrinha Magali e foi namorada do Rolo. Apareceu na história "Ana Fátima, garota bom de garfo", de 'Cebolinha Nº 7', de 1987, em que o Rolo namora a Ana Fátima, só que ela come tudo que vê pela frente. Eles vão a restaurante japonês, pizzaria e lanchonete e ela come tudo, deixando o Rolo sem dinheiro e de barriga cheia de tanto comer.

Eles se despedem, já que Ana Fátima tinha que ir jantar na casa da sua sobrinha. Quando Ana Fátima chega lá, a gente descobre que a sobrinha dela era a Magali, daí a quem puxar, e ainda reclama que o Rolo come pouquinho. Histórias com crossover sempre são legais, se o namoro do Rolo com Ana Fátima tivesse vingado, ele podia ser hoje o tio da Magali.

Tia Ana Fátima na HQ "Ana Fátima, garota bom de garfo" (1987)

Prima Sarali foi a primeira da Editora Globo, após o lançamento da revista da Magali. Ela é do interior,  idêntica à Magali, só que era mais velha, bem alta e magrela, além de não ser chegada à comida. Apareceu na história "A fina", de 'Magali Nº 5' de 1989, em que Mônica e Denise confundiram a prima com a Magali, achando que levou sério demais quando ela tinha que ser fina (educada em não devorar tudo que encontra pela frente) para continuar no clubinho das meninas.  Prima Sarali chegou a passar mal ao comer 5 cachorros-quentes e 3 frapês de morango que Mônica e Denise obrigaram comer. História que marcou a estreia da Denise nos gibis.

Prima Sarali na HQ "A fina" (1989)

Prima Vera apareceu na história "Ela não gostou de mim!", de Magali Nº 37, de 1990. Prima Vera não gosta de gatos e implicou com o Mingau, fazendo com que ele ficasse no lado de fora da casa durante o fim de semana que a prima passou na casa da Magali, deixando o gato passar por sufoco.

Prima Vera na HQ "Ela não gostou de mim!" (1990)
No final, também apareceu a mãe da Vera, no caso tia da Magali. Como apareceu a Dona Lili na despedida  delas, supões que são prima e tia por parte de mãe. Depois de uns anos, passaram a colocar o Dudu com medo de gatos no lugar e foi ele que passou a ter medo do Mingau.

Prima Vera e tia da Magali na HQ "Ela não gostou de mim!" (1990)

Tio Marcos e Tia Luísa apareceram em "Engoliu ou não engoliu", de 'Magali Nº 78,' de 1992. Nela, Tia Luísa estava grávida e o Tio Marcos fala para Magali que estava barriguda porque engoliu uma melancia e Magali chora, acreditando que era verdade e que não deixou nem um pedacinho para ela. Quando Tia Luísa fala que era um bebê, Magali pensa que ela engoliu um bebê e Tio Marcos despista que está grávida por ter colocado uma sementinha na barriga da tia e Magali fala que bebês não nascem que nem feijão, que são as cegonhas que trazem bebês.

Tio Marcos e Tia Luísa na HQ "Engoliu ou não engoliu" (1992)

Curioso que no final, aparece a Magali adulta, casada com Quinzinho e com um filho, que pergunta se a mãe estava grávida e Quinzinho responde que no caso da Magali ela havia engolido melancia inteira, literalmente. Pelo menos em 1 história, pode dizer que o Quinzinho e o filho foram da família da Magali no futuro.

Magali e Quinzinho adultos na HQ "Engoliu ou não engoliu" (1992)

Prima Bianca e Tia Cléo apareceram na história "De gato e sapato", de 'Magali nº 46' de 1991. Prima Bianca era uma bebê de quase 2 anos que gostava de brincar com o Mingau e fazia de tudo com ele como puxar orelha, bigode, rabo, aperar nariz, jogar dentro do aquário, entre outras coisas, e Tia Cléo, a mãe da Bianca e irmã da Dona Lili, queria impedir da filha brincar com o Mingau.

As 2 foram inspiradas em parentes reais da roteirista Rosana Munhoz, que resolveu criar a história em homenagem a elas. No caso, Bianca era a sobrinha e Cléo era a cunhada da Rosana na vida real.

Prima Bianca e Tia Cléo na HQ "De gato e sapato" (1991)

Elas voltaram a parecer depois na história "Priminha dedo-duro", de Magali Nº 141, de 1994. Na ocasião, Bianca já estava mais crescida, por volta de 5 anos, e dedurava tudo que a Magali fazia de errado para a Dona Lili, dedurando Magali não querer brincar com que Bianca queria, Magali querendo roubar biscoitos e mexer na maquiagem da mãe, deixando a Magali em maus lençóis e levando bronca da mãe. No final, aparece a Tia Cléo querendo buscar a Bianca e descobre que Magali amarrou a Bianca para  fazer questão que ela não dedurasse mais nada. A Cléo foi desenhada bem diferente de como apareceu em 1991.

Prima Bianca na HQ "Priminha dedo-duro" (1994)

Bianca ainda apareceu também na história "Farra na rua", de 'Cebolinha Nº 93', com os personagens enfeitando a rua para a Copa do Mundo. Com a morte da Rosana, ela não apareceu mais nos gibis e deixou de ser uma prima fixa. Se Rosana tivesse viva, ela poderia até ter se tornando personagem fixa nos gibis, tinha potencial.

Prima Bianca e Tia Cléo na HQ "Priminha dedo-duro" (1994)

Prima Silmara apareceu na história "Um ano depois... o ajuste de contas", de 'Gibizinho da Mônica Nº 64', de 1996. Ela era uma menina rica, mais nova que Magali e Mônica, e havia aprontado muito com a Mônica como não emprestar as bonecas importadas do Japão, fazer vergonha que a Mônica estava de mãos sujas de canetinha quando estava comendo e diz que sanduíche engorda e ela já estava uma "bola" para a Mônica não comer e deixar Silmara comer mais sozinha.

Um ano depois, Silmara visita Magali de novo e Mônica resolve dar o troco, e faz o mesmo, mas a menina estava mudada e começa a chorar, pois o pai estava desempregado e não podia comprar coisas caras para ela e Mônica se arrepende de ter maltratado a Silmara. Ela até lembra os traços da Bianca, mas era outra prima da Magali.

Prima Silmara na HQ "Um ano depois... o ajuste de contas" (1996)

Teve também o tio do sítio na história "Coisas de ruminantes", de 'Magali Nº 230', de 1998. Nela, Magali está no sítio com seu tio e nota que as vacas ficam mastigando o tempo todo antes de engolir de vez o que come, dando nojo da Magali. Porém, ela fica com isso na cabeça e acaba fazendo o mesmo com as comidas que ela come para ver se passa a comer menos. Não foi revelado o nome desse tio na história, a Magali chamou o tempo todo só de tio e por ele ser do sítio que Seu Carlito tem, deduz que seja tio por parte de pai.

Tio do sítio na HQ "Coisas de ruminantes" (1998)

A partir dos anos 2000 não tiveram muitos parentes dos personagens. Quase todos da Globo foram criados pela Rosana e após a sua morte passaram a criar poucas histórias com parentes dela e até de outros personagens. Teve o Dudu se tornando primo oficial a partir de 2005 e recentemente na Editora Panini teve história "Os tios doidinhos da Magali", de 'Magali Nº 48', de 2019, com tios distantes da Magali que moravam no litoral e depois de Magali e Cascão pensar que um casal da região eram tios malucos dela, descobre quem era os verdadeiros tios, que eram normais. Não foi revelado nomes deles e nem se eram tios por parte de pai ou de mãe.

Tios do litoral na HQ "Os tios doidinhos da Magali" (2019)

Como podem ver a família da Magali foi bem interessante, uma criatividade sem tamanho, sejam os parentes fixos ou os que apareceram só em uma história, formou uma verdadeira árvore genealógica. Para ficar completa, só faltou um avô dela por parte de pai, no caso um pai para o Seu Carlito. Fora isso, foi perfeita. E muito bom relembrar dessas histórias, uma melhor que a outra.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Mônica Nº 600

Esse mês de outubro de 2019 a revista 'Mônica' comemora a marca de 600 edições. Nessa postagem mostro como foi esse gibi especial.


A revista 'Mônica' foi lançada em maio de 1970 pela Editora Abril e juntando todas as séries de numerações de todas as editoras que passou (Abril, Globo e Panini), essa edição "Nº 54" da 2ª série da Panini é a verdadeira "Nº 600", e, com isso, levou 49 anos para atingir essa marca. A tendência agora é sempre a cada 100 edições ter uma revista especial comemorando a marca com edições redondas. Na Panini já tiveram Mônica, Cebolinha e Magali "Nº 500", além de Cascão e Chico Bento "Nº 700".

'Mônica Nº 600', então, tem a história de abertura especial com a data e o resto do gibi é com histórias normais da turma toda. Segue o estilo tradicional de gibi formatinho com lombada, 84 páginas e preço de R$ 7,00, como vem sendo, bem caro por sinal um gibi de lombada da Mônica custar esse preço. A capa é uma releitura da edição "Nº 1" de 1970, fazendo alusão à história de abertura com a Mônica sendo levada por um portal no momento que segurava o carrinho do Cebolinha para dar passagem à tartaruga. Não tem frontispício comemorando a data, como foi na edição "Nº 500" de 2011, começa logo com a história de abertura.

Na trama, com o título "600 edições Grandes Emoções", com 31 páginas e escrita por Flavio Teixeira de Jesus, o vilão Cabeça de Balde captura e teletransporta a a Mônica de 1970 para os tempos atuais para impedir que a revista da Mônica chegue a 600 edições, só que a máquina que ele fez transportar a Mônica antiga é desregulada em uma tentativa da Turma da Mata tentar salvar a Mônica e, com isso, mistura "Mônicas" de diferentes épocas, percorrendo as 600 edições.

Assim, vemos a Mônica evoluindo, passando por várias histórias anteriores. Em cada passagem a Mônica é caracterizada de acordo com a história que foi retratada. Tipo, ao relembrar a Mônica da história "Um amor de ratinho" (MN #99 - Ed. Abril, 1978) ela é caracterizada como um ratinho rosa como foi na história original; ao relembrar "A jovem Frankestônica" (MN # 102 - Ed. Abril, 1978), ela se transforma em Frankestônica, e assim por diante.

Trecho da HQ "600 edições Grandes Emoções"

Temos várias lembranças de várias histórias clássicas durante a trajetória das revistas da Mônica. Entre as lembranças temos a Mini-Mônica (MN # 3, de 1970), Mônica-ermitã (MN # 6, de 1970), Mônica neném de "Tempo pra trás" (MN # 73, de 1976), Frankestônica (MN # 102, de 1978), Mônica come-come" de "Uma aventura eletrônica" (MN # 172, de 1984), Mônica vampira de "Amor dentuço" (Mônica # 54, de 1991), entre outros. Até o 3D Virtual foi lembrado, através da história "O espelho tridimensional" (MN # 95, de 1994). 

Durante a história também tem a presença de vários personagens secundários tentando salvar a Mônica presa na máquina, além de outros vilões históricos que marcaram as revistas da Mônica. Assim, temos Turma da Mata, Bidu, Piteco, Chico Bento, entre outros tentando salvar a Mônica e vemos vilões clássicos que apareceram em mais de 1 história nos gibis como  a volta do Lorde Coelhão, Doutor Olimpo, Bruxa Viviane, Boneca Tenebrosa, etc. Bom ver o crossover entre os personagens, nunca ia imaginar Piteco junto com Cabeça de Balde ou Chico Bento com Boneca Tenebrosa, por exemplo. Tiveram vilões que não chegaram a ter alguma história em gibis da Mônica como os ETs do Planeta Tomba que apareceram em gibis do Cascão e Bruxa Viviane, nos gibis da Magali, mas que por serem vilões clássicos da turma, aí resolveu colocar.

Teve também os personagens da turminha caracterizados como nas histórias antigas, como "Os Azuis" (MN # 15, de 1971) e "Os bruxinhos" (MN # 95, de 1978) e destaque para a volta do Super-Horácio e presença de alguns personagens esquecidos.

Trecho da HQ "600 edições Grandes Emoções"

Ele procurou colocar histórias em que remete a Mônica fantasiada, vestida diferente ou transformada em alguma coisa e não histórias de planos infalíveis ou com vilões que apareceram em 1 só história ou ainda as que tenham lembranças a algo muito politicamente incorreto, assim lembranças com assaltantes, diabos, por exemplo, ficaram de fora. Em cada referência da história tem a citação de qual história a Mônica antiga está representada com título e qual edição saiu, ou com o Cabeça de Balde falando de qual história foi ou o rodapé mostrar a fonte da história original quando aparecia um asterístico no texto dos balões.

Interessante que não teve nenhuma lembrança dos gibis da Editora Panini. Depois das passagens de 2002 foi tudo mais corrido, apresentando mais rápido os elementos das histórias e pra não dizer que não teve nada na Panini, teve uma alusão à história de 'Mônica Nº 9' de 2016, bem apagado mesmo. Só senti falta de lembranças de histórias dos primeiros números da Globo, pois de 1986 já pulou para 1991, mas mesmo assim tiveram bastante referências aos anos 80 através dos gibis da Editora Abril.

Os traços, com desenhos de Altino Lobo e arte-final de Reginaldo Almeida, até que não ficaram ruins no geral, dá pra aceitar. Curioso que primeira vez teve uma história com Cabeça de Balde sem ser uma história do roteirista  Paulo Back, quem criou o personagem vilão. Seguiu o mesmo estilo,  e inclusive, do leitor descobrir quem é o vilão que está por trás de cabeça de balde, cada história é revelado que ele é um personagem diferente disfarçado. Outro detalhe ao Zé Vampir falar que "histórias de transformação é tão anos 1990", então sinal que atualmente eles evitam de fazer histórias com os personagens se transformando em alguma coisa. Eu gostava tanto de histórias assim e pelo visto tiraram isso dos gibis.

Trecho da HQ "600 edições Grandes Emoções"

O resto do gibi seguiu o estilo normal do que vem sendo atualmente. O gibi teve 10 histórias no total, incluindo a história de abertura e a tirinha final. Chamou a atenção de ter tido mais histórias com personagens secundários sem ser da Mônica.

Tem Do Contra com "Um cavaleiro diferente", escrita por Edde Wagner e 7 páginas em que o Do Contra convida seus amigos pra encenar um teatro com aventuras de um cavaleiro medieval que faz coisas diferentes. Em "Pequenos Grandes" escrita por Roberto Munhoz e 8 páginas, em que o Papa-Capim e Cafuné tem que passar uma noite na floresta par aprovar que são grandes guerreiros. Já em "Zap-Zap", escrita por Lederly Mendonça e com 6 páginas, Tina está preocupada que o pessoal do shopping estão todas ocupadas olhando Whatsapp e esquecem de viver bons momentos com seus amigos na vida real, ou seja, uma lição de moral para que as pessoas vivam mais o mundo real e se desligar do mundo virtual.

Trecho da HQ "Zap-Zap"
A revista tem também história da Turma da Mônica na pré-história e histórias curtas de 1 ou 2 páginas com Milena com Marina, Turma da Mata e Turma do Penadinho. História de encerramento foi "O melhor balanço do mundo", escrita por Edson Itaborahy com 6 páginas, em que a Mônica pede para o Cebolinha ajudá-la a criar um balanço de pneu na árvore e Cebolinha pensa em algo mais ganacioso, com lição de moral no final. Até que histórias com lição de moral não foram tantas dessa vez, nessa revista, mas como de costume agora tem que algo mostrando boas maneiras..

Trecho da HQ "O melhor balanço do mundo"

Então, essa revista "Mônica Nº 600" não foi ruim, vale pelas boas lembranças com as histórias clássicas da Editora Abril e Globo. Essa de abertura podia ter tido mais páginas para não ficar um final tão corrido e ter mais outras lembranças de  histórias que ficaram faltando. Pelo menos a data não passou em branco. Eu compraria essa mesmo se não tivesse nada especial por ser de "Nº 600", tanto que busquei as outras de números redondos da Globo, mas tendo algo especial melhor ainda. Como previsão é a cada 100 edições ter especial desse estilo, então podem ser lembradas em outras edições. Podiam até fazer edições relembrando capas históricas para que não ficasse tão repetido isso. Não tem informação se vai ter exemplar especial de colecionador com capa metalizada como foi na edição "Nº 500" ou um com capa variante. Acredito que não. Os outros gibis desse mês de outubro não comprei nenhum, então não tem resenha deles. Fica a dica.

sábado, 12 de outubro de 2019

Saiba Mais Nº 141 e Nº 144 - Editora Panini

Nessa postagem comento sobre as edições de "Saiba Mais Nº 141" e "Nº 144" da Editora Panini que falaram sobre o filme "Laços"  e sobre os 60 anos da MSP, respectivamente.

Capas de 'Saiba Mais Nº 141" e"Nº 144"

Essas edições saíram mais recentemente, sendo a edição "Nº 141" foi lançada em junho de 2019 e a "Nº 144", em setembro de 2019. Essa revista depois do "Nº 100" se tornou mais reedição de revistas anteriores, colocando o mesmo conteúdo interno, só mudando a capa. Quase todas foram reedições, mas em alguns números eles lançam temas novos e essas 2 edições foram inéditas e com referência ao universo da Turma da Mônica. Curiosamente único título que não reiniciou numeração após o "Nº 100".

A distribuição desse título é horrorosa, é muito raro chegar aqui, uma vez ou o outra aparece e quando tem, vem só em algumas bancas e de 1 a 3 exemplares por banca no máximo. Essa edição "Nº 141" de junho só consegui encontrar no início de agosto em uma banca no Centro da cidade por acaso perdida no meio de outros gibis e a edição "Nº 144' de setembro até que chegou aqui perto, só que foi só 1 exemplar e em apenas 1 banca. Podiam melhorar essa distribuição, pelo menos quando forem temas inéditos ou que tenham referência a MSP.

No geral, as revistas "Saiba Mais" têm periodicidade mensal, 36 páginas, formato 19 x 27,5 cm, capa em papel couché e miolo em off-set, custando atualmente R$ 9,00. O preço aumentou bastante, um absurdo custar isso, por muito tempo custava R$ 5,70. Seguem o estilo das anteriores, com uma história, 4 páginas de passatempos, páginas de curiosidades e jogo de montar. Os passatempos são relacionados ao tema, estilo "exercícios de fixação" do que foi falado na história. A seguir comento sobre cada edição

Saiba Mais Nº 141 - Como se faz um um filme

Lançada em junho de 2019, com 20 páginas no total divida em 2 partes, a história mostra os bastidores do filme "Laços", que foi lançado nos cinemas no final de junho. Escrita por Flavio Teixeira de Jesus, a gente acompanha o Louco no set de filmagem do filme "Laços", mostrando desde como tiveram a ideia de criar o filme, passando pelos primeiros preparativos,  a escolha dos atores, os profissionais envolvidos no filme, como foi a filmagem. Mostra também as funções de diretor e produtores em um filme, o que é "story board" e coisas que acontecem em uma filmagem de qualquer filme convencional, daí o tema ser sobre como criar um filme e não terem colocado apenas que foi sobre o filme "Laços".

Trecho de "Saiba Mais Nº 141 - Como se faz um filme"

O Louco é quem comanda a edição, que interage com o diretor Daniel Rezende do filme, que  vai explicando sobre os bastidores, com mistura de humor e explicações. Legal ver realidade e ficção juntas, ver como foi os bastidores do filme misturado com a metalinguagem dos quadrinhos, ver atores e diretores contracenando com a turminha e todas as curiosidades envolvidas. Eles até colocaram Mônica Iozzi, Paulinho Vilhena e Rodrigo Santoro na história, assim como os atores que fizeram a turminha no filme contracenando com os personagens. Bem interessante.

Quando criaram o filme "Mônica e a sereia do rio" em 1987, chegaram a criar uma história no gibi da 'Mônica Nº 5' da Editora Globo mostrando os bastidores, mas criando uma aventura imaginária com o Capitão Feio invadindo o set de filmagem. Já nessa "Saiba Mais" sobre "Laços" foram os bastidores reais só com uns elementos imaginários de personagens em quadrinhos interagindo com atores para ter um pouco de humor na edição.

Trecho de "Saiba Mais Nº 141 - Como se faz um filme"

Os traços que ficam a desejar um pouco, normalmente nessas revistas "Saiba Mais " os desenhos ficam bem digitais mesmo, mas pelo menos o roteiro foi bom. Depois vem passatempos sobre o conteúdo da história e no final da revista há uma página de outras curiosidades que ficaram de fora da história, comentando um pouco mais detalhado o que foi citado na história e não dava para dar detalhes nela para não deixar tão didático.

No meio veio de brinde de montar uma cena 3D. Curioso que diz que é para a criança pedir para um adulto cortar a miniatura, deixando bem politicamente correto, com intenção da criança não se machucar ao usar uma tesoura. Do jeito que colocaram, é como que crianças não podem mais mexer em tesoura, só que assim nunca têm coordenação motora para cortar, o ideal seria elas cortarem com uma tesoura sem pontas, mas não impedir de elas terem essa tarefa, até para se divertirem cortando a sua miniatura.

Trecho de "Saiba Mais Nº 141 - Como se faz um filme"

Saiba Mais Nº 144 - 60 anos de Mauricio de Sousa Produções

Lançada em setembro de 2019, com 20 páginas no total divida em 2 partes, a história mostra uma homenagem aos 60 anos da MSP, contando um pouco sobre o histórico da MSP e onde está e como é o estúdio atualmente. Com isso, mostra a trajetória da MSP, desde a sua criação até a atualidade.

Nela, a turminha se disfarça como leitores visitantes para poderem conhecer a MSP e é guiada pela recepcionista de visitantes da MSP. Mônica se passa por Molica; Cebolinha, por Celinha; Cascão, por Casnicão; e Magali , por Magabo.

Trecho de "Saiba Mais Nº 144- 60 anos e Mauricio de Sousa Produções"

A primeira parte concentrou nas sedes anteriores, mostrou desde como Mauricio iniciou sua carreira de quadrinhista e montando a sua equipe aos poucos e mudando as sedes à medida que ia crescendo a equipe. Curioso  que vemos que durante a fase clássica do período de 1964 a 1988 o estúdio era em um prédio do jornal Folha de São Paulo, dava para comportar tudo e ainda que eram poucos roteiristas e funcionários na equipe esse tempo todo. Depois que precisaram de mais gente, aí se mudaram em 1988 na Rua do Curtume até em 2017, quando foram para a sede atual. 

Já a segunda parte teve foco  na sede atual. Mostra boa parte das instalações, como os setores de editoriais, MSP ao vivo (que cuida dos espetáculos de teatro da turma), departamentos de exposições e de roteiros, gazebo para os visitantes tirarem fotos, entre outros. A sede atual foi pensada nas visitações dos leitores para se sentirem como se estivessem no universo da Turma da Mônica,. As instalações são todas temáticas com os personagens, tem até uma "Pracinha da Mônica" lá, que é um parquinho para as crianças brincarem quando visitarem. Até pensei que na edição "Turma da Mônica Nº 51" era com capa ambientada no Parque da Mônica por causa de eles estarem em brinquedos de parque, mas era essa Pracinha dentro da MSP.

Trecho de "Saiba Mais Nº 144- 60 anos e Mauricio de Sousa Produções"

A história dessa revista sempre mesclada com humor, com a turma fingindo em ser visitante s e tentando disfarçar quando dava alguma mancada que entregava que eles eram os personagens disfarçados. Também tem eles querendo ir ao banheiro toda hora durante a visita, dando um mistério do que eles fazem tanto no banheiro e o que tem nos banheiros da MSP. Os traços que ficaram a desejar, bem digitais, mas o roteiro ficou legal.

No final, tem 4 páginas de passatempos com conteúdo do que foi falado na história e 2 páginas de curiosidades dando um aprofundamento maior de coisas que ficaram vagas na história, como o que a turma foi fazer no banheiro durante a história e sobre a cadela Maria da Penha que apareceu na história, entre outras curiosidades. No meio, veio de brinde uma miniatura do Carrossel da MSP e mais uma vez falando para os adultos cortarem a miniatura, e não as crianças.

Trecho de "Saiba Mais Nº 144- 60 anos e Mauricio de Sousa Produções"

Como podem ver são edições interessantes sobre a MSP, misturam informações com humor e ajudam a se informar sobre os bastidores do filme "Laços" e da MSP. Não sou de comprar esse título, ainda mais que agora praticamente vive de reedições, mas quando envolve metalinguagem da MSP acho válido. Pena que traços não são muito bons, vale por esses conteúdos especiais e atéu tive  de achar por acaso ou então pode comprar na internet, como no site da Panini ou sites que vendem gibis ou Mercado Livre. Fica a dica.

domingo, 8 de setembro de 2019

Trilogia dos Livros "MSP 50"

Em 2009 era lançado o livro "MSP 50" comemorando os 50 anos dos estúdios Mauricio de Sousa Produções até então e que daria início a trilogia de livros dessa série e posteriormente ao título "Graphic MSP". Então, nessa postagem mostro como foram esses livros da Trilogia MSP 50, que deu início há 10 anos.



O projeto foi idealizado pelo editor Sidney Gusman para homenagear o Maurício pelos 50 anos da MSP. O nome do livro "Mauricio de Sousa Por 50 Artistas", nome criado pelo roteirista Flavio Teixeira de Jesus, teve essa intenção de trocadilho com a Mauricio de Sousa Produções, com a siglas das suas letras iniciais, no caso "MSP 50".

Trata-se de um projeto em que 50 quadrinhistas brasileiros foram convidados pelo Sidney Gusman a elaborar histórias com uma releitura dos personagens do Mauricio. A Turma da Mônica, então, foi vista através de outros olhos, cada artista fez roteiros e traços da turma de acordo com o seu estilo de trabalho. A gente vê muitas vezes os personagens com traços bem adultos, às vezes bem infantis, seguindo o estilo deles. As vezes os personagens são até representados como adultos e tem histórias que até seguem o estilo de roteiro da MSP mesmo, só que desenhadas de outra forma, além de algumas até desenhadas bem próximos no estilo da MSP . 

 Teve inspiração no livro "Mônica 30 Anos" de 1993 em que teve uma seção que artistas nacionais e estrangeiros redesenharam a Mônica em ilustrações diferentes, cada um com seu estilo, e também dos livros "Asterix e seus amigos" e "25 Anos do Menino Maluquinho", que também tiveram essa pegada quando os personagens completaram 80 anos e 25 anos, respectivamente. 

O sucesso desse livro de 2009 foi tão grande, tanto de crítica e público, que resolveram depois criar mais 2 novos livros dessa série, MSP + 50" em 2010 e "MSP Novos 50" em 2011, com mais 50 artistas diferentes em cada um e com isso, foram 150 artistas que tiveram seus trabalhos reconhecidos nessa coleção.

Contracapas dos livros da Trilogia "MSP50"

Cada livro tiveram 2 versões, uma de capa dura e capa cartonada, formato 19 x 27 cm e com preços variando a cada ano. As capas de cada um seguiram o mesmo estilo com o Mauricio em destaque e os personagens em miniatura concentrados mais no rodapé das capas, sendo que todas as ilustrações foram montagens com cenas dos personagens redesenhados com as releituras presentes em cada livro. Nas primeiras páginas de cada história ou ilustração, aparece o nome do artista na vertical na lateral esquerda. A seguir  mostro como foi cada livro dessa trilogia.


Maurício de Sousa Por 50 Artistas (MSP 50)

Lançado em setembro de 2009 durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, esse livro foi o pioneiro da trilogia, teve 192 páginas e custou R$ 55,00 a capa cartonada e R$ 98,00 a capa dura. O preço desses livros de luxo sempre desanimaram, cobram preços muito caros, o que faz limitar as compras e até  chamam essas edições de "caça-niquel". Tem os que compram capa cartonada por não ter condição de comprar capa dura, mas mesmo assim tem relatos de que compraram capa dura por uma obra desse porte tem que ser capa dura.

Abre com um prefácio escrito pelo Sidney Gusman contando sobre o livro, como ele teve a ideia e inspiração pra criar o livro em homenagem aos 50 anos da MSP, o interesse de reunir artistas consagrados junto com poucos conhecidos ou que fazem sucesso apenas em âmbito regional, a ideia do nome do livro e agradecimento aos autores envolvidos na obra. Nesse teve uma ilustração na esquerda do texto com a primeira tirinha do Bidu de 1959 para homenagear o primeiro trabalho do Mauricio de Sousa, o início de tudo.


Capa com Mauricio em destaque e personagens no rodapé e fundo azul. As histórias  são entre 1 a 5 páginas, algumas delas são apenas uma ilustração dos personagens. Quase todos os núcleos de personagens foram lembrados nesse volume, só não teve Papa-Capim. Para não dizer que não teve nada dele, teve apenas uma tirinha de 3 quadrinhos do Gilmar, mas que divide tirinhas de outros personagens na mesma página. Os personagens que mais teve versões no livro, além da Turma da Mônica, foram Astronauta e Piteco, são mais lembrado até pelo seus ritmos de aventura se encaixarem mais no estilo dos artistas. Chico Bento também foi bem retratado.

Tem umas que gostei bastante como o do crossover do Astronauta com Piteco, Horácio e Mauricio de Sousa na história de Flávio Luiz, a do Cebolinha e o Louco , de Jean Galvão; Horácio,de Raphael Salimena; Cascão com a Turma do Xaxado de Antonio Cedraz; Mônica com o Menino Maluquinho, de Ziraldo, Chico Bento de Vitor Cafaggi, entre outros. Horácio, de Spacca ficou até bem parecido os traços da MSP.

Depois das histórias tem uma seção com 4 páginas mostrando com detalhes sobre cada autor do livro, falando sobre trajetória e carreira e sites de cada um deles. Depois tem um desenho do Bidu feito pelo Mauricio de Sousa e uma página com um agradecimento do Mauricio para todos que fizeram aquele livro e ilustrações do Bidu no rodapé da página e no final uma biografia da carreira do Mauricio.



Maurício de Sousa Por Mais 50 Artistas (MSP +50)

O segundo livro da coleção foi lançado em agosto de 2010 durante a Bienal do Livro de São Paulo. Com o sucesso do primeiro livro, o preço teve aumento na capa cartonada, mas o de capa dura manteve mesmo preço. Assim, capa cartonada custou R$ 59,00 e capa dura custou R$ 98,00.

Continuou sendo 50 artistas diferentes que não fizeram o primeiro livro, sendo que agora com 216 páginas, o que permitiu um maior número de páginas por cada história, assim tiveram histórias entre 1 a 5 páginas, mas com mais quantidade de histórias de 4, 5 páginas em relação ao primeiro livro.

Capa vermelha pra diferenciar visualmente do primeiro livro. Editorial com Sidney Gusman contando sobre o sucesso do primeiro livro, o interesse dos artistas em participar no novo livro, o acompanhamento do público de conhecer trechos do livro aos poucos  antes do lançamento através de divulgações da internet, principalmente no Twitter à medida que concluíam alguma atualização.


Segue o estilo de traços adultos ou bem infantis, conforme o estilo de trabalho de cada artista e as vezes os personagens representados como adultos. As histórias, a grande maioria, tiveram um título, já que no primeiro livro muitas não tinham títulos, nem as mais longas de mais de 3 páginas. Turma da Mônica, Astronauta e  Piteco continuaram a ser os núcleos de personagens com mais presença no livro. Teve Papa-Capim dessa vez, mas foi uma história muda, ele desenhado apenas como uma sombra, bem apagado, só para não dizer que não foi esquecido.

De destaque, a história de abertura "Sessão da tarde" foi criada em conjunto por 3 artistas, Mateus Santiolouco, Rafael Albuquerque e Eduardo Medeiros sendo que cada parte ilustrada por cada um dos artistas. Assim, a história teve 15 páginas, divididas em 3 partes e cada parte com 5 páginas e desenhada por um artista. Destaque também o resgate do Nico Demo feito por Denilson Albano, Turma da Mônica feita pelo agora saudoso Luís Augusto do "Fala, menino!", Turma da Mônica junto com Mauricio, de Diogo Saito, entre outros.

Como extras continuaram a biografia individual de cada autor desse livro, reservando 4 páginas para a biografia deles, assim como uma página do Mauricio agradecendo todos os autores envolvidos (sem ilustração dessa vez) e outra ilustração dele, com vários personagens reunidos, além da sua biografia, com atualizações do que ocorreu em 2009 e 2010.



Maurício de Sousa Por Novos 50 Artistas (MSP Novos 50)

Em setembro de 2011 foi lançado o terceiro e último livro da coleção durante a Bienal do livro do Rio de Janeiro.  Com capa amarela seguindo o layout dos 2 livros anteriores, teve 216 páginas e uma redução de preço na capa dura, provavelmente por conta da reclamação do público dos preços dos 2 primeiros livros, mas a capa cartonada teve um leve aumento. Com isso, capa cartonada custou R$ 59,90 e capa dura, R$ 84,00.

Continuou cada história até 5 páginas, sendo que quase todas desse exemplar foram de 5 páginas. Abre com o editorial do Sidney contando que o livro prova que a fórmula não havia se esgotado, que deu pra fazer terceiro livro com o mesmo nível dos 2 anteriores, contrariando quem torcia contra e mesmo com tantos artistas que aquele livro era o fim do Projeto MSP 50, deixando aberto um até breve para que possa ter outras alternativas de publicações seguindo esse estilo (o que aconteceu depois ao criarem as "Graphic MSP").


Todos os núcleos de personagens representados pelos artistas, sendo em maior quantidade dessa vez Turma da Mônica, Astronauta e Turma da Tina. Teve uma história completa de 5 páginas do Papa-Capim, feita por Marcio Coelho, já que ficou apagado nos livros anteriores, mas também ele só teve essa história. O crossover de  Tina com Horácio, de Watson Pereira foi bem inusitado, além do crossover de Tina com  o Louco em uma história espírita de Daniel HDR

Destaques também para história de Ronaldo Barata que aparece a Mônica transformada em coelho; uma paródia de Cebolinha e Mônica como Adão e Eva, de Carlos Ruas; Turma da Mônica bem sensual na praia na história de Ed Benes, sendo que essa não gostei do final do cascão se molhando ao cair no mar, entre outros.

Nos extras, 4 páginas da a biografia individual de cada autor desse livro, assim com Mauricio agradecendo todos os autores envolvidos (sem ilustração dele) e teve uma ilustração do Mauricio com os personagens de vários núcleos reunidos sentindo saudades da Trilogia MSP 50 e biografia do Mauricio, com atualizações do que aconteceu em 2010 e 2011.


Depois desses livros, foi lançado o "Ouros da Casa" em 2012, com ideia semelhante, só que com os funcionários da MSP criando as suas versões dos personagens e ainda em 2012 surgiram as "Graphic MSP", derivados da "MSP 50", com intenção de colocar um artista criando uma história longa com releitura de personagens, de acordo com o seu estilo. Teve ainda 2 livros semelhantes com essa ideia: "Mônica (s)" de 2013 (só com ilustrações da Mônica feitas por vários artistas em homenagem aos 50 anos da personagem) e "Memórias do Mauricio" de 2016 (uma trajetória da vida do Mauricio contada através de histórias por 25 artistas).

Já as comemorações dos 60 anos atualmente foi fraca, não teve livros especiais em homenagem a isso, apenas histórias especiais nos gibis convencionais de julho de 2019 e praticamente nem tiveram lançamentos de livros da MSP na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, só alguns infantis e uns destaques para relançamentos de edições de capas duras que vem saindo regularmente nas bancas como Almanaque Temático, Clássicos do Cinema, Turma da Mônica Jovem, Almanaque Sem Palavras.

Então esses livros do Projeto "MSP 50" cumpriram a função de homenagear o Mauricio pelos 50 anos da MSP e ajudou a dar visibilidade aos quadrinhistas nacionais, tanto os praticamente desconhecidos quanto os consagrados, conseguindo apresentar ao grande público os trabalhos deles ou admirar ainda mais os consagrados. Conseguiram dar uma visão mais adulta para os personagens do Mauricio e a grande maioria teve desenhos sensacionais. Esses livros, juntos com os de "50 anos dos personagens", também marcaram o início das edições de luxo de capa dura da era Panini, o problema foi o preço absurdo que cobraram, principalmente os de capa dura, virando caça níquel. Dos 3 livros, gostei mais do terceiro, achei os desenhos mais caprichados ainda e teve mais diversidade de personagens. Foi bom relembrar essa Trilogia MSP 50 que deu início há exatos 10 anos.