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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Pocket L&PM: Os Sousa - Uma família do barulho


Em 2018 foi lançado o pocket "Os Sousa - Uma família do barulho" pela Editora L&PM, o mais recente da coleção. Nessa postagem mostro como foi essa edição de tirinhas.

Os Sousa foi um núcleo adulto da MSP criado em 1968 de uma família composta pelo marido, pela esposa e o irmão Mano, mostrando cotidiano e os problemas de uma família tradicional brasileira, como se os leitores se vissem com as tiras e histórias mostradas. O marido trabalhava em escritório, a esposa era dona de casa e o irmão Mano era um cara folgado que vivia às custas do irmão Sousa, além de não querer nada com trabalho e mulherengo. Inicialmente saíam em tiras de jornais e depois passaram a  ter histórias mais desenvolvidas nos gibis da Mônica e Cebolinha da Editora Abril.

Esse é o segundo pocket de Os Sousa da Editora L&PM. Já havia sido lançado o pocket "Os Sousa - Desventuras em família" em 2010, marcando a volta do público a ter acesso a material dos personagens depois de muito tempo e agora um novo título com tirinhas que não saíram na edição anterior.

Capa do pocket "Os Sousa - Desventuras em família" (2010)

Esse pocket "Os Sousa - Uma família do barulho" foi lançado junto com o "Nico Demo - O rei da travessura". Ele tem 128 páginas, formato de bolso 10,5 x 17,5 cm, papel de miolo off-set e reúnem 240 tiras que saíram nos jornais, com 2 tiras por página em preto e branco, na horizontal. Já capa e contracapa foram em papel couché um pouco reforçada em vez de ser cartonada como foram todos os pockets anteriores. Desde o pocket "Procurando diversão" mudaram o tipo do papel da capa. 

Reuniram tiras entre 1977 a 1978, sendo que curiosamente foram colocadas de forma decrescente, ou seja, colocaram das tiras mais novas até a mais antiga, começando da nº 3556 até chegar a de nº 3101, com poucas puladas nesse período e prevaleceram mais as de 1978. As imagens da capa e da tirinha da contracapa foram as mesmas dessa vez, tiradas da tirinha da página 37.

Contracapa do pocket "Os Sousa - uma família do barulho"

Preço custando R$ 16,90, já foi mais barato, aos poucos vão aumentando o preço a cada lançamento. Quando iniciaram a coleção custava R$ 13,00.  Esse não consegui achar em nenhuma livraria, nem no centro da cidade, aí comprei na internet, o que foi bom que economizei pagando R$ 11,90 sem frete. Distribuição desses pockets é muito ruim, não vendem em bancas por aqui e poucas livrarias vendem.

Nas tiras desse pocket novo em geral vemos, então, essas características dessa família de personagens.  Tiras com humor bem inteligentes do nosso cotidiano, muitas delas se tornam bem atuais, mesmo sendo produzidas há mais de 50 anos.

Uma página do pocket "Os Sousa - uma família do barulho"

Por parte do casal, vemos tiras envolvendo machismo e feminismo, quem deles manda na casa, mulher demorando no banho ou para se arrumar antes do casal sair para se divertir, ela dirigindo mal dando fama que mulheres não sabem dirigir, problemas domésticos, o Sousa com problemas no escritório e com seu chefe, mão gostar da sogra, etc. Já por parte do Mano, vemos bastante tiras com ele mulherengo, indo atrás de mulheres, em campo de nudismo, além de querer se dar bem à custa do irmão e da cunhada, dando desculpas para não trabalhar, entre outras. Também tiveram tiras fazendo piadas com inflação, alta da gasolina, aluguel, violência, problemas no trânsito, eles sendo assaltados por bandidos e por aí vai. Muito bom.

Uma página do pocket "Os Sousa - uma família do barulho"

De curiosidade, eles tiveram o nome rebatizado. Inicialmente, eles eram chamados de Os Souza" com "Z" até pra diferenciar da família do Mauricio de Sousa, mas desde que criaram o pocket de 2010, passaram a colocar Sousa" com "S" e, com isso, todas as tiras que falam "Souza" nas originais foram alteradas nesse pocket, assim como aconteceu no pocket de 2010. 

Como podem ver, é um livro que vale a pena ter, não só pela raridade assim como pelo excelente conteúdo do nosso cotidiano. Um ótimo conteúdo adulto, com piadas que se tornam atuais até hoje, mesmo depois de mais de 40 anos da produção original, nada mudou e melhor que não tem sombra do politicamente correto. Todos esses pockets da Editora L&PM são muito bons. Até agora foi o último pocket lançado da Editora L&PM, infelizmente não fizeram outros depois desse até agora em 2019. Tomara que façam outros pockets, que a coleção não tenha terminado nesse de "Os Sousa".

Uma página do pocket "Os Sousa - uma família do barulho"

Para finalizar, deixo um guia atualizado de todos que foram lançados até agora, para quem se interessar em colecionar os pockets da L&PM e tem dúvidas quais foram reedições da Editora Panini de 2008. Eu expliquei melhor sobre isso AQUI. Foram lançados 21 pockets até agora e estão dispostos assim:

  • Pockets que seriam lançados pela Panini:
  1. "Mônica tem uma novidade"
  2. "Cebolinha em apuros"
  3. "Os Sousa - Desventuras em família"
  4. "Bidu arrasando"
  5. "Nico Demo - Aí vem encrenca"
  • Pockets que são reedições da Panini:
  1. "Mônica está de férias"
  2. "De quem é esse coelho"
  3. "Bidu - Diversão em dobro"
  4. "Chico Bento - Plantando confusão"
  5. "Penadinho - Quem é morto sempre aparece"
  •  Pockets novos da L&PM:
  1. "Pintou sujeira"
  2. "Chico Bento - Histórias de pescador"
  3. "Coleção 64 páginas - 120 tirinhas da Turma da Mônica" (reedição das tiras já lançadas em números anteriores até então)
  4. "Cadê o Bolo?"
  5. "Bidu - Hora do Banho"
  6. "Penadinho - Alguém viu uma assombração?"
  7. "O amor está no ar"
  8. "Chico Bento - Ê soneca boa!"
  9. "Procurando diversão"
  10. "Nico Demo - O rei da travessura"
  11. "Os Sousa - Uma família do barulho"

Na dúvida de quais tem o mesmo conteúdo, esqueça os da Panini e compre só os da L&PM.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Pocket L&PM: Nico Demo - O rei da travessura


Postagem Nº 700 do Blog. Em 2018 foi lançado o pocket "Nico Demo - O rei da travessura" pela editora L&PM. Nessa postagem faço uma resenha de como foi essa edição.

Esse é o segundo pocket do Nico Demo da Editora L&PM. Já havia sido lançado o pocket "Nico Demo - Aí vem encrenca" em 2011. Além do pocket de 2011, Nico Demo também teve um livro especial de tirinhas, "As melhores tiras do Nico Demo", pela Editora Globo, em 2003.

Outros livros do Nico Demo

Assim como os outros pockets da coleção, "Nico Demo - O rei da travessura" tem 128 páginas, formato de bolso 10,5 x 17,5 cm, papel de miolo off-set e reúnem 240 tiras que saíram nos jornais, com 2 tiras por página em preto e branco, na horizontal. Já capa e contracapa foram em papel couché em vez de ser cartonada como foram todos os pockets anteriores. Desde o pocket "Procurando diversão" mudaram o tipo do papel da capa. Reuniram tiras entre 1966 a 1971 e a imagem da capa foi tirada da tirinha da página 26 e também colocaram essa tirinha na contracapa.

Preço custando R$ 16,90, já foi mais barato, aos poucos vão aumentando o preço a cada lançamento. Quando iniciaram a coleção custava R$ 13,00. Junto com esse pocket do Nico Demo, foi lançado também "Os Sousa - Desventuras em família", sendo que esse ainda não comprei. Esse do Nico Demo achei por acaso em livraria e aí comprei, mas Os Sousa, que não encontrei em nenhuma livraria, pretendo comprar pela internet, até para ficar mais barato. Distribuição é muito ruim, não vendem em bancas aqui e poucas livrarias vendem.

Uma página do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Para quem não sabe, o personagem Nico Demo foi criado em 1966 em tiras de jornais, sempre eram mudas, com exceção de cartazes e onomatopeias para poder entender a situação, quando necessário, fazendo com que os leitores entendam a piada só através dos desenhos. Os traços também eram com um efeito serrilhado, meio tremido, uma coisa característica nas tiras dele. 

Nico Demo seguia o estilo de que fazia o tipo de bom coração, com a intenção de sempre querer ajudar os outros, mas acabava atrapalhando em vez de ajudar, piorando a situação da pessoa que já estava ruim e causando muitas confusões. Em outros casos, ele era egocêntrico, egoísta, tirando proveito com o sofrimento dos outros e as vezes se passava de bonzinho, ficando dúvida se queria ajudar mesmo ou não, mas em algumas tiras ficava claro que ele queria mesmo é perturbar os outros. Suas tiras acabaram sendo censuradas, mas a MSP guardou as tiras e agora compilam em livros especiais de vez em quando.

Uma página do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Nas tiras desse pocket novo em geral vemos, então, essas características do Nico Demo. Comum então ver o Nico Demo amarrar tênis de um homem gordo, mas acaba amarrando os dois cadarços na perna fazendo o homem cair, vê um garoto pobre querendo tomar sorvete e Nico Demo põe uma venda nos olhos do garoto para não vê-lo comer sorvete ao invés de dar o sorvete para ele, vê um cara se afogando em uma enchente e, ao invés de salvá-lo, acena uma bandeira para dar largada fazendo de conta que está em uma competição de natação, entre outras coisas. Tem também tiras contracenando com bandidos, diabos, coisas também impublicáveis hoje em dia. Ele raramente se dá mal nas suas tiras, nesse pocket, ele só se deu mal em poucas tirinhas.

Vale destacar que em muitas constam outros anos sem ser o ano original que saiu. Isso é porque eles colocaram as tiras dos jornais que elas foram republicadas e não dos jornais de quando saíram pela primeira vez. Até porque impossível uma tira nº 282 ser de 1966 e uma de nº 283 ser de 1970, por exemplo. Porém, a maioria das tiras foram omitidas o ano.

Contracapa do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Como podem ver, é um livro que vale a pena ter pela raridade, não é qualquer lugar que se encontra as tirinhas do Nico Demo. Para quem gosta de um humor assim mais sarcástico, vai gostar desse livro. Bom que não tem sombra do politicamente correto e mais uma vantagem de ter, assim como os outros pockets da Editora L&PM.

sábado, 2 de julho de 2016

Pockets L&PM: O Amor Está No Ar / Ê, Soneca Boa! / Procurando Diversão


Em 2015 foram lançados os pockets L&PM "O Amor Está No Ar", "Ê, Soneca Boa" e "Procurando Diversão". Comprei esses e nessa postagem faço uma resenha como foram essas edições.

Em comum nos 3 pockets, eles têm 128 páginas, formato de bolso 10,5 x 17,5 cm, papel de miolo off-set e reúnem tiras que saíram nos jornais, com 2 por página em preto e branco, na horizontal, seguindo cronologia. Os textos seguem a ortografia atual e as imagens das capas foram retiradas de alguma tirinha publicada na edição. 

Os preços tiveram reajuste e os 3 custam agora R$ 16,90, contra R$ 14,90 pelo pocket "Turma do Penadinho - Alguém viu uma assombração?" e R$ 13,00 pelos demais pockets anteriores. Ou seja, estão ficando caros. Eu consegui esses com desconto comprando na internet e então saíram mais em conta. "O amor está no ar" paguei R$ 8,55, "Ê, soneca boa" por R$ 11,90 e "Procurando diversão" por R$ 10,90, em livrarias diferentes. Até os livros recentes "Coleção Histórica Mauricio - Bidu Zaz Traz" consegui comprar com descontos bem consideráveis, sendo "Bidu Zaz Traz" paguei R$ 69,50 (preço normal R$ 102,00) e "Mauricio, O Início" paguei R$ 52,45 (preço normal é 104,00). Por causa dos fretes, tudo ficou por R$ 161,00 e se comprasse pelo preço de capa, pagaria R$ 256,70. Por isso tem que pesquisar bastante e não ter pressa para comprar logo para não pagar esses preços absurdos.

Exemplares lançados em 2015

A seguir comento o que pode encontrar em cada um desses 3 pockets, pela ordem de lançamento:


Turma da Mônica: O amor está no ar

Esse pocket teve 242 tiras no total da turma toda. Apesar de aparecer a Magali na capa, as tiras não são só dela nem com tema romance ou só com personagens apaixonados. A maioria são do Cebolinha. A imagem da capa, sempre tirada de alguma tirinha da edição, foi tirada da tira da página 82. Como foram 2 tirinhas a mais (o normal é ter 240 tiras), eles tiraram do final da edição a seção "sobre o autor", falando sobre o Mauricio de Sousa.

Uma página do pocket "O amor está no ar"

Reúne tiras em ordem cronológica, do número 5300 até 5545, que saíram originalmente em jornais de 1982 e 1983, com poucas puladas. Nelas, em muitas constam outros anos sem ser o ano original que saiu, variando até 1995, mas prevalecendo 1989. Isso é porque eles colocaram as tiras dos jornais que elas foram republicadas e não dos jornais de quando saíram pela primeira vez. Até porque impossível uma tira nº 5310 ser de 1990 e uma de nº 5311 ser de 1987, por exemplo. Em algumas omitiram o ano. Os traços a gente vê bem nítido que são do inicio dos anos 80, e não do final da década.

Nas tiras, no geral, vemos situações cotidianas da Turma da Mônica, mexendo com suas principais características. envolvendo trocadilhos, politicamente incorreto e as vezes fazendo alguma crítica social, como poluição, por exemplo. Além dos 4 personagens principais tem tiras com o Anjinho também. Curiosidade, que aparece o pai da Magali com visual diferente do que estamos acostumados. Na época, ele raramente aparecia e não tinha traços definidos, e quando surgia, sempre era desenhado completamente diferente.

Uma página do pocket "O amor está no ar"

Muitas delas são conhecidas pelo grande público, já que primeiro saíram nos pockets "As Melhores Piadas" da Editora Abril e "As Grandes Piadas" da Editora Globo e logo depois aproveitadas em gibis da Editora Globo dos anos 80 e 90. Afinal, as tiras que saíam nos gibis daquela época eram republicações das de jornais, principalmente as que tiveram 3 quadros. As que são formadas por 1 ou 2 quadros dificilmente saiam em gibis e aí sim são mais raras porém quem os pockets da Editora Abril e Globo irão lembrar de algumas. 

Então, se você olhar gibis da Globo dos anos 80 e 90 que compreende essa sequência de numeração, conhece essas tiras. Na contracapa mesmo já dá para perceber isso, que a gente já viu aquela tirinha republicada no gibi 'Magali Nº 60' da Editora Globo, 1991.

Contracapa do pocket "O amor está no ar"


Chico Bento: Ê Soneca Boa!

Esse é o 3º pocket L&PM do Chico Bento, dessa vez reunindo 240 tiras entre 1978 e 1979, seguindo sequência cronológica, com poucas puladas. As tiras, compreendidas entre número de 3449 a 3720, não alcançaram a época dos gibis e dos pockets "As Melhores Piadas" da Editora Abril e "As Grandes Piadas" da Editora Globo, então são mais raras de se ver por ai. A imagem da capa desse pocket foi tirada da tirinha da página 54.

Uma página do pocket "Chico Bento: Ê. soneca boa!"

Não são tirinhas só com o Chico preguiçoso, como parece ser na capa e sim com todas as características dele e da sua turma. Não mudaram os textos, deixando os personagens sem falar caipirês como era na época. De caipirês, só a palavra "você" que colocavam "ocê" nas tiras pra indicar que eles eram da roça, só para ter uns traços caipiras nas falas dos personagens. 

Tiveram muitas tiras com o Zé Lelé, personagem criado em 1974 e que só agora passou a ter destaque maior. Mesmo assim o Chico também tinha o seu lado lerdo em muitas tiras em que o Zé Lelé não aparecia. Hiro e Rosinha aparecem bastante também. Muitas piadas com o Chico preguiçoso, que não queria trabalhar na roça, burro na escola, enganando os pais, etc. Ou seja, repleto de situações incorretas. Tem também críticas sociais, principalmente relacionadas a Ecologia.

Uma página do pocket "Chico Bento: Ê. soneca boa!"

De curiosidade a professora (que ainda não tinha nome) aparecia com traços diferentes a cada aparição, era morena, loira, mais velha, mais nova, de acordo com o desenhista. E o Nhô Lau era chamado de Seu Juca e o Chico roubava de preferência maçãs, e não goiabas. Ou seja, tinha muita diferença as histórias do Chico dos anos 70.

Contracapa do pocket "Chico Bento: Ê. soneca boa!"


Turma da Mônica: Procurando diversão

Esse pocket teve capa e contracapa em papel couché em vez de ser cartonada como foram todos os pockets anteriores. A imagem da capa foi tirada da tira da página 87. Reúne 238 tirinhas entre 1983 e 1984, mas mostra datas até 1995 porque eles colocaram do jornal que elas foram republicadas (em algumas o ano foi omitido). 

Foram puladas poucas tiras desse período, colocando as tiras de nº 5550 até 5798. Bem semelhante ao "O amor está no ar", com os traços consagrados que estamos acostumados, sendo que com muito mais tirinhas que foram aproveitadas depois em gibis e nos pockets "As Melhores Piadas" da Editora Abril e "As Grandes Piadas" da Editora Globo, principalmente as que tem 3 quadros. Para quem tem gibis da Editora Globo com tiras nessa sequência de numeração conhece com certeza.

Uma página do pocket "Procurando diversão"

São tirinhas com a turma toda, com vários temas, sendo que a princípio seria um pocket do Cebolinha por ter imagem dele na primeira página antes de começar. Notei também mais tirinhas com o Cascão do que o costume. Vemos tirinhas com as características clássicas dos personagens, trocadilhos, com muitas cenas incorretas e críticas sociais em algumas. Tem também tiras semelhantes, que se não vimos no próprio pocket, já havia saído no pocket "O amor está no ar". Ou seja, mesma piada, só que redesenhadas.

Uma página do pocket "Procurando diversão"

O pai da Magali apareceu 1 vez e com o cabelo e estilo de traços que estamos acostumados, então pode dizer que foi em 1983 a primeira vez que apareceu assim em alguma publicação, mas que nos gibis a estreia dele nos traços assim somente na história da Magali chamada "Baita fome", de 'Mônica Nº 193', de 1986.

Contracapa do pocket "Procurando diversão"

Então, os 3 pockets são muito bons,  tirinhas muito engraçadas que dão gosto de ler. Pena que os da Turma da Mônica já estão nos anos 80 e essas tirinhas não são raras, mesmo assim são divertidas do mesmo jeito. Para quem busca raridades, e dar prioridade por enquanto a um só, recomendo o do Chico por ter tiras mais raras. Já quem não gosta dos traços dos anos 70 e não tem os últimos gibis da Editora Abril e primeiros da Globo, os da Turma da Mônica vão ser melhores. De qualquer forma,  todos os 3 pockets valem a pena ter na coleção.

Para finalizar, deixo um guia atualizado de todos que foram lançados até agora, para quem se interessar em colecionar os pockets da L&PM e tem dúvidas quais foram reedições da Panini de 2008. Eu expliquei melhor sobre isso AQUI. Foram lançados 19 pockets até agora e estão dispostos assim:
  • Pockets que seriam lançados pela Panini:
  1. "Mônica tem uma novidade"
  2. "Cebolinha em apuros"
  3. "Os Sousa - Desventuras em família"
  4. "Bidu arrasando"
  5. "Nico Demo - Aí vem encrenca"

  • Pockets que são reedições da Panini:
  1. "Mônica está de férias"
  2. "De quem é esse coelho"
  3. "Bidu - Diversão em dobro"
  4. "Chico Bento - Plantando confusão"
  5. "Penadinho - Quem é morto sempre aparece"

  •  Pockets novos da L&PM:
  1. "Pintou sujeira"
  2. "Chico Bento - Histórias de pescador"
  3. "Coleção 64 páginas - 120 tirinhas da Turma da Mônica" (reedição das tiras já lançadas em números anteriores até então)
  4. "Cadê o Bolo?"
  5. "Bidu - Hora do Banho"
  6. "Penadinho - Alguém viu uma assombração?"
  7. "O amor está no ar"
  8. "Chico Bento - Ê soneca boa!"
  9. "Procurando diversão"

Na dúvida de quais tem o mesmo conteúdo, esqueça os da Panini e compre só os da L&PM.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Livro L&PM: As Melhores Histórias da Tina


Nessa postagem mostro como foi o livro "As Melhores Histórias da Tina", da coleção da Editora L&PM lançado em 1991.

Seguindo o formato dos outros livros da coleção, esse tem formato de 21 X 28 cm, 52 páginas e papel de miolo off-set, tanto na versão capa cartonada quanto capa dura. Na capa, sempre com o personagem em uma situação ou com um objeto que tem a ver com sua personalidade, a gente vê a Tina com diário na mão, já com os traços recém lançados em 1991 com ela com cabelo mais comprido. Curiosamente, na contracapa desse livro e dos demais da coleção, mostra uma outra versão de capa com desenho diferente, apesar de mantê-la com cabelo comprido e diário na mão. Capaz de terem mudado a capa na última hora e esqueceram de mudar nas contracapas. Tanto os livros com capa cartonada e dura a Tina tiveram a mesma capa.

Contracapa, mostrando uma capa diferente do livro da Tina

O livro abre com o frontispício com o título "Ela gosta de agitar a 'tchurma'", com o texto mostrando uma comparação da Tina como um "patinho feio", que era "magriça", com óculos redondos, blusa solta e tênis enormes quando foi criada e foi crescendo ao longo dos anos e ficando bonita e charmosa depois. E apresenta os principais personagens da turma dela. Só erra ao informar que Tina foi criada em 1964, sendo que na verdade foi em 1970.

Na página de evolução, mostra 2 imagens da Tina: uma de quando foi criada em 1970 e outra a atual (anos 80). A versão de 1970 ficou com uma camisa colorida diferente do que era na época.

Evolução da Tina

Em seguida vêm as histórias republicadas, sendo 11 histórias no total entre 1972 a 1984, que não seguem ordem cronológica. Histórias mostrando diferentes fases da Tina até os anos 80. Só não teve nenhuma da fase dela mais criança entre 1970 a 1972, quando contracenava exclusivamente com Toneco e às vezes com Toim, o pai e a Vovoca, porém foi bem explorada a sua fase hippie. Só em 2 histórias que não tiveram foco na Tina: uma protagonizada pela Pipa e Zecão, embora tenha participação da Tina e outra do Rolo, essa só com presença dele.

Teve uma particularidade, assim como aconteceu em "As Melhores Histórias da Magali", com 2 histórias da Editora Abril dos anos 70 em que os códigos tiveram referência a Almanaques da Mônica da Editora Globo nos quais foram republicadas em vez de colocarem os códigos das originais dos anos 70, saindo exatamente iguais como saíram em seus respectivos almanaques. Logo, histórias republicadas recentemente até então, tiveram uma nova republicação. Já as histórias originais dos anos 80 da Editora Abril não foram republicadas depois nos almanaques convencionais da Globo, aí sim como de costume nos livros dessa coleção.

A relação de histórias republicadas, com número da edição e ano foram essas:
  1. Amnésia (MN # 32, de 1972)
  2. Ser ou não ser... hippie? (CB # 3, de 1973)
  3. Quem não se comunica... (CB # 3, de 1973)
  4. A joqueta (MN # 80, de 1976)
  5. Hei, Hei, Hei! Roberto Alberto é nosso rei! (MN # 82, de 1977)
  6. Presente difícil (MN # 158, de 1983)
  7. Tina (CB # 55, de 1977)
  8. Na extensão (MN # 159, de 1983)
  9. Tão diferente do Bob (MN # 170, de 1984)
  10. Tina (AMN # 8, de 1988)
  11. Tina (AMN # 7, de 1988)

Na história "Amnésia", Rolo perde a memória quando Pipa cai em cima dele ao ver uma barata. Representa histórias de humor pastelão, só que com os 3 personagens em vez de de ser só Tina e Rolo. Em "Ser ou não ser... hippie?", Toneco quer se tornar hippie que nem Tina e Rolo e, então, Toneco tem que imitar tudo que eles fazem. Já na divertida "Quem não se comunica...", Tina e Pipa não conseguem se entender por causa das gírias hippie da Tina. Na época a Pipa era a certinha da grupo, que fazia confronto com a cultura hippie da Tina e Rolo.

Trecho da HQ "Ser ou não ser hippie" (1973)

A seguir vem a história "A joqueta", em que Rolo propõe que Tina se torne uma joqueta (joquei feminina) e como ela nunca havia andado de cavalo na vida, Rolo faz com que ela treine em um cavalo mecânico, causando muita confusão. História representando humor pastelão entre Tina e Rolo. Nela, já dá para notar diferença nos traços, a Tina já com corpo com curvas e pernas longas e nessa história e o Rolo aparece com uma roupa diferente nessa, algo não muito comum na época. A partir dessa, mostra os códigos como saíram nos gibis originais.

Trecho da HQ "A joqueta" (1976)

Em "Hei, Hei, Hei! Roberto Alberto é nosso rei!", Tina vai entrevistar o ator de novelas Roberto Alberto para trabalho da escola e Pipa pede para ir junto, mas arruma confusão ao ver o seu ídolo de perto. Foi uma história de experiência para a nova fase da Tina, com ela ainda com traços hippie, mas com roupa diferente com ar mais feminino e um roteiro mais diferente do habitual. Por exemplo, nunca teve história antes que Tina ia a escola. Se tivesse óculos menores e colocassem lábios com batom ficaria bem semelhantes com a fase que iniciaria 4 meses depois, em junho de 1977.

Nessa história teve a volta da Pipa aos gibis que estava sumida desde 1974. No código, apesar de fazer referência a 1976, ela é uma história publicada em 1977, já que nos gibis de janeiro a março colocavam o ano anterior nesses códigos (talvez foi quando ela foi produzida, já que gibis são feitos com antecedência).

Trecho da HQ "Hei, Hei, Hei! Roberto Alberto é nosso rei!" (1977)

Depois vem uma história dos anos 80, "Presente difícil", em que Tina esqueceu de comprar presente do do Dia dos Namorados para o Jaime  e tenta comprar um em última hora, passando muito sufoco. Faz uma crítica ao nosso cotidiano, das pessoas que compram presentes na última hora na vida real. Nessa história, além da presença do Jaime (que foi chamado de Jaiminho), apareceu também a Vovoca.

Em seguida o livro volta aos anos 70 com uma história sem título, apenas "Tina", em que ela se arruma toda para sair com seu namorado. Foi uma história do 2º mês da nova fase da Tina pós-hippie, 3ª história publicada assim. Ou seja, bem clássica. O namorado dela nessa até parece o Jaime com roupas dos anos 70, mas não era ele. Ela não tinha namorado fixo nos anos 70 e ele ainda não havia sido criado, que só aconteceria em 1982.

Trecho da HQ "Tina" (1977)

Depois colocaram 2 histórias dos anos 80 sem ser foco na Tina. "Na extensão", mostra o Zecão recebendo um telefonema misterioso e Pipa dá um jeito de ouvir escondida a conversa na extensão do telefone, descobrindo que era outra mulher na linha, deixando Pipa com muito ciúme. História representando a característica da Pipa ciumenta ao extremo. Tina faz apenas participação nessa e ainda tem a curiosidade do Zecão aparecer com barba, em vez de ser só uma barbicha. Como ele havia sido criado em 1982, ainda não tinha traços definidos e de vez em quando aparecia com um detalhe diferente, como no penteado ou cor do cabelo, ou aparecer de barba, como foi nessa.

Trecho da HQ "Na extensão" (1983)

Em "Tão diferente do Bob", história solo do Rolo, sem presença da Tina e seus amigos, o Rolo namora a Lídia, que fala o tempo todo do ex-namorado Bob. Representa história do Rolo com conflitos com namoradas. Aliás, essa mulher com traços espetaculares, por sinal. Essa devia encerrar o livro porque é a mais recente da edição.

As 2 últimas histórias voltaram para os anos 70, ambas em título, apenas "Tina". Na primeira delas, Rolo quer se tornar modelo e entra em uma agência junto com a Tina e os donos querem que ela se torne a modelo, e não ele. Com isso, Rolo só aceita com a condição de ele ser empresário da amiga com muitas exigências contratuais. No livro o código teve referência ao 'Almanaque da Mônica Nº 8' da Editora Globo de 1988, quando foi republicada pela primeira vez, com o código exatamente igual como saiu naquele almanaque, confirmando que eles não tiraram da revista original do final dos anos 70.

Já em "Tina", uma  história muda de 2 páginas em que ela vai se despedir do seu namorado no aeroporto antes de ele viajar. História por volta de 1978 e mais uma vez no código faz referência ao 'Almanaque da Mônica Nº 7' da Editora Globo de 1988, quando foi republicada, em vez de colocarem o código da revista original.

Trecho da HQ "Tão diferente do Bob!" (1984)

Muito bom esse livro, cheia de histórias clássicas que dão para ver bem as mudanças da Tina e sua turma até os anos 80 e, de quebra, conferir na capa os traços dos anos 90. Só podiam ter colocado uma sequência nas histórias, deixarem em ordem cronológica para gente acompanhar melhor ainda a evolução dos traços da Tina.

Então, esse foi o último livro  da coleção "As Melhores Historias da Turma da Mônica" da Editora L&PM que comentei. Todas as resenhas dos outros livros podem ser conferidos vendo o marcador "Editora L&PM" aqui no blog. Para quem não tem e pretende comprar, essas postagens ajudam a ver qual livro vai ter prioridade para comprar primeiro, já que sai muito caro comprar todos ao mesmo tempo. Hoje dá para encontrá-los em sites como "Mercado Livre" e "Estante Virtual", porém vendidos individualmente e dificilmente vendendo a coleção completa. Quem sabe a MSP também não resolva relançar essa coleção algum dia, só que aí espero não ter nenhuma alteração ridícula em relação a esses de 1991.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Livro L&PM: As Melhores Histórias do Penadinho


Nessa postagem mostro como foi o livro "As Melhores Histórias do Penadinho", da coleção da Editora L&PM lançado em 1991.

Seguindo o formato dos outros livros da coleção, esse tem formato de 21 X 28 cm, 52 páginas e papel de miolo off-set, tanto na versão capa cartonada quanto capa dura. Na capa, sempre com o personagem em uma situação ou com um objeto que tem a ver com sua personalidade, a gente vê o Penadinho no cemitério e a Alminha se aproximando ao fundo, representando o seu cotidiano.

O livro abre com o frontispício com o título "Alma do outro mundo, eu?!", ilustrado com imagem do Penadinho e Alminha namorando, que fala que é o pessoal para ter medo é dos vivos e não dos mortos, que nem sabemos se fantasmas existem mesmo e que Penadinho foi criado com base nisso, para fazer piadas com fantasmas e apresenta os principais personagens, só não falou do Cranicola. Na página de evolução, mostra 2 imagens do Penadinho, com uma de quando ele foi criado em 1963 e outra atual até então.

Evolução do Penadinho

Em seguida vêm as histórias republicadas, sendo 11 no total entre 1972 a 1985. A maioria são historias do Penadinho, mas algumas com ele só faz participação e não aparece em 2 delas. Tiveram histórias com a turma toda, menos com a Alminha, ou colocando os personagens como protagonistas ou fazendo participação. Mostram o cotidiano dos personagens no cemitério, mostrando suas características, ou fazendo críticas ao mundo dos mortos, podendo refletir sobre alguma coisa.

A relação de histórias republicadas (todas da Editora Abril), com número da edição e ano foram essas:
  1. A faxina (MN # 41, de 1973)
  2. Penadinho (MN # 33, de 1973)
  3. Penadinho (MN # 23, de 1972)
  4. Encontro com a cegonha (CC # 48, de 1984)
  5. Almas penadas (CB # 147, de 1984)
  6. O Herói (MN # 184, de 1985)
  7. Um caso de morte (CC # 55, de 1984)
  8. Quem vai, quem fica (CC # 66, de 1985)
  9. Ser ou não ser (CC # 61, de 1984)
  10. Fazendo corpo mole (CC # 57, de 1984)
  11. Penadinho (MN # 125, de 1980)

Prevaleceram histórias dos anos 80 e não teve nenhuma com os traços superfofinhos do final dos anos 70 e a gente conferiu mais os diversos estilos de traços dos anos 80. Nas histórias dos anos 70 desse livro aparece o Penadinho contracenando com outros fantasmas, que era o que prevalecia na época. Os monstros da turma foram criados ao longo dos anos 70 e apareciam raramente nos gibis e nas tiras de jornais, sem características muito definidas e só passaram a ter mais destaque quando lançaram o gibi do Cascão em 1982.

A primeira história do livro foi "A faxina", bem simples de 4 páginas, em que o Penadinho tenta organizar sua cova tirando todo o lixo que não serve mais, mostrando um lado lerdo e atrapalhado do Penadinho. Nessa o Zé Finado contracena com ele no início.

Em seguida, vem uma história curta de 2 páginas, sem título, apenas chamando "Penadinho", em que o Penadinho, Zé Finado e outros fantasmas se juntam para ouvir irradiação de futebol no rádio. Essa aproveitada de tabloide de jornais para o gibi da Mônica, incluindo, inclusive, número das páginas no rodapé, preservando igual como saiu no gibi original. Uma coisa legal nessas primeiras histórias do Penadinho é mostrar no primeiro quadrinho apenas o nome dele e uma imagem dele embaixo para reforçar quem ele era, porque pelo visto ele não era muito conhecido, afinal quase não tinha história dele nos gibis.

Trecho da HQ "Penadinho" (1973)

Depois vem "Penadinho", outra sem título, curta de 3 páginas, com o Pixuquinha aflito porque soube que pode ressuscitar em forma de um jerico (burro). Muminho foi citado na história, mas não apareceu. Essa devia abrir o livro por ser a mais velha do livro e de curiosidade foi a estreia do Penadinho nos gibis. Ou seja, clássica.

Trecho da HQ "Penadinho" (1972)

Em seguida começam as histórias dos anos 80. Em "Encontro com a cegonha", com o Penadinho inconformado porque foi convocado para reencarnar. Para os fantasmas reencarnar era como se fosse a morte para os humanos. A partir dessa história mostra os códigos exatamente como sairam nos gibis originais.

Logo depois vem 2 histórias sem presença do Penadinho. Em "Almas penadas", Diabão vende almas no mundo dos vivos por causa da superlotação de almas no inferno. Já em "O herói", Pixuquinha considera o Zé Vampir um herói, mas para sua decepção, descobre que o Zé Vampir tem medo de muita coisa. Curiosidade do Lobisomem sendo chamado de Lupe, em vez de Lobi ou Lobisomem. Essa história devia encerrar o livro, já que é a mais nova presente.

Trecho da HQ "O Herói" (1985)

Em "Um caso de morte" - Dona Morte quebra o pé e não pode trabalhar e pede ao Penadinho buscar o velhinho Ataulfo, causando muita confusão. Dona Morte só participa no início e no final, afinal é o Penadinho quem está substituindo no serviço.

Trecho da HQ "Um caso de morte" (1984)

Em "Quem vai, quem fica", um fantasma inconformado que havia morrido visita a sua família e amigos no mundo dos vivos e descobre que não fez falta quando morreu já que trataram logo de arrumar substitutos assim que ele morreu. Dona Morte aparece só no início. Não teve uma história protagonizada por ela, mas pelo menos teve presença no livro. Apesar de fazer referência a 1984 no código, ela é uma história publicada em 1985, já que nos gibis de janeiro a março colocavam o ano anterior nesses códigos. 

Já na história "Ser ou não ser...", Lobisomem resolve contar para a sua esposa que é um lobisomem depois de 10 anos de casados. Nessa Penadinho só faz participação no início, sendo protagonizada mesmo pelo Lobisomem.

Trecho da HQ "Ser ou não ser..." (1984)

Em "Fazendo corpo mole", um esqueleto sem cabeça procura a sua cabeça no cemitério e Penadinho chama Cranicola para ocupar a cabeça. Representa história com Cranicola e o seu desejo de ter um corpo. Teve boa presença do Penadinho, mas o Cranicola que é o verdadeiro protagonista.

Na última história do livro, volta para o final dos anos 70, de 1 pagina sem título, apenas "Penadinho", em que um fantasma surge no cemitério e reclama que morreu sem ter feito nada na sua vida, só pensando no que fazer da vida sem decidir nada. 

Enfim, esse livro do Penadinho é muito bom e vale a pena. Quase todos os personagens apareceram, nem que seja por participação, só faltou a Alminha, mas que foi lembrada pelo menos na capa e na imagem do frontispício. E podia ter alguma história do final dos anos 70 para mostrar os traços superfofinhos. Como só tem 52 páginas, sempre falta alguma coisa. Mesmo assim é muito divertido e recomendo esse livro.

sábado, 19 de setembro de 2015

Livro L&PM: As Melhores Histórias do Bidu


Nessa postagem mostro como foi o livro "As Melhores Histórias do Bidu", da coleção da Editora L&PM lançado em 1991.

Esse livro tem formato de 21 X 28 cm, 52 páginas e papel de miolo off-set, tanto na versão capa cartonada quanto capa dura. Na capa, sempre com o personagem em uma situação ou com um objeto que tem a ver com sua personalidade, o Bidu correndo atrás de uma borboleta, representando o cotidiano de um simples cachorrinho.

Começa com o frontispício com o título "Divertido pra cachorro" mostrando as características do Bidu. O texto não foi escrito pelo Mauricio de Sousa, assim como os demais livros da coleção, mas nesse do Bidu cita um trecho do Mauricio contando como surgiu inspiração para criar o Bidu, seu primeiro personagem, e como ele conseguiu esse nome.

Frontispício da edição

Na tradicional página de evolução, mostra 2 imagens do Bidu, com uma de quando ele foi criado em 1959 e outra atual até então.

Evolução do Bidu

Em seguida, as histórias republicadas. Foram 9 histórias no total entre 1971 a 1983, sem ordem cronológica. O Bidu é um personagem que tem vários universos diferentes, como um cachorro que conversa com objetos, um cachorro personagem de história em quadrinhos e suas metalinguagens, um cachorro-ator e um cachorro normal do Franjinha. E todos esses universos foram explorados nas histórias desse livro.

A relação de histórias republicadas (todas da Editora Abril), com número da edição e ano foram essas:

  1. Dia de banho (MN # 27, de 1972)
  2. Bidu  (MN # 1, de 1971)
  3. Ah, doce mistério da vida  (MN # 10, de 1971)
  4. Bidu  (MN # 13, de 1971)
  5. Olha eu aqui minha gente  (MN # 32, de 1972)
  6. A volta do velho Rinti  (MN # 164, de 1983)
  7. Cão se compra com osso  (MN # 128, de 1981)
  8. A tia Bernardete  (MN # 144, de 1982)
  9. O cão mais poderoso do mundo  (MN # 149, de 1982)

Começa com a história "Dia de banho", o Franjinha passa sufoco para dar banho no Bidu, com direito à participação do Seu Cebola, pai do Cebolinha, tentando dar banho nele, sem sucesso. Representa história do Bidu como o cãozinho do Franjinha.

Trecho da HQ "Dia de banho" (1972)

Em seguida vem uma história sem título chamada apenas "Bidu" em que ele conversa com uma minhoca metida e pretensiosa. Representa tipo de história com Bidu conversando com objetos ou outros animais. Já em "Ah, doce mistério da vida", Bidu tenta conversar com o Floquinho, que não responde nada a ele e, então, o Bidu fica com várias dúvidas como o mistério de qual é o lado da cabeça dele e até mesmo se ele é um cachorro. Foi a estreia do Floquinho nos gibis e representa história do Bidu contracenando com outros cachorros.

Trecho da HQ "Ah, doce mistério da vida" (1971)

Depois tem outra história sem título, mais uma vez apenas "Bidu" em que ele quer mijar, mas o poste, a árvore e os tijolos do muro o conhece e conversam com ele, e fica com vergonha de mijar por causa disso. Era muito comum nas histórias antigas do Bidu o título ser só "Bidu" ou "Bidu-Bugu", quando este aparecia. Essa história é incorreta e impublicável atualmente porque a MSP alega que têm países que dão multa para os cachorros que mijam nos postes.

Teve também a clássica história "Olha eu aqui minha gente", que foi a de estreia do Bugu, com ele tentando ter um espaço na história do Bidu. Do tempo que o Bugu andava em 4 patas como os demais cachorros. Essa história, foi republicada de novo anos mais tarde no livro "Bidu 50 Anos" da Editora Panini.

Em seguida começam as histórias dos anos 80. Em "A volta do velho Rinti", o cachorro Rinti já velho (paródia do Rin Tin Tin), pede ao Bidu um papel na história do Bidu e então os dois vivem uma aventura de faroeste, mas Rinti não consegue acompanhar o ritmo de aventura por estar velho demais. Representa história do Bidu ator. 

A partir dessa história mostra os códigos exatamente como sairam nos gibis originais. Devia ser história de encerramento já que é a mais recente desse livro. Ela foi republicada também no livro "Bidu 50 Anos", onde lamentavelmente teve alteração em que tiraram o charuto da boca do cachorro, além de mudanças de cores como a do Rinti e a do cachorro azul no piano, que eu havia mostrado comparação na resenha daquele livro. Então, quem tem esse livro da Editora L&PM é a chance de ver a história com seus desenhos originais sem essa alteração ridícula que fizeram em "Bidu 50 Anos".

Trecho da HQ "A volta do velho Rinti" (1983)

Em "Cão se compra com osso" , uma história muda em que o Bidu tem que se livrar de um bandido que está querendo assaltar a casa do Franjinha. Apesar de fazer referência a 1980 no código, ela é uma história publicada em 1981, já que nos gibis de janeiro a março colocavam o ano anterior nesses códigos.

Em "A tia Bernardete", Bugu se fantasia de uma tia dele para dar em cima do Bidu e ficar com a história dele, mas acaba todos os cachorros apaixonados por ele. Foi a 2ª história com o Bugu no livro e então pôde conferir a diferença dos seus traços como era nos anos 70 e depois nos anos 80. Eu dorava os traços do Bidu quando aprecia assim nesse ângulo de frente, como apareceu no 2º quadrinho dessa história. Muito bom.

Trecho da HQ "A tia Bernardete" (1982)

Na última história "O cão mais poderoso do mundo", o Bidu cai no esconderijo do Mago Shazum, que manda a nuvem do poder acompanhá-lo porque achou que o Bidu fosse o Shazum e a nuvem tinha que dar os poderes do super-herói para o Bidu toda vez que gritasse Shazum". Uma paródia do super-herói "Shazam". E em como todos dessa coleção, esse livro termina com uma biografia do Mauricio, com foto dele e contando sua trajetória até 1991.

Então, esse livro do Bidu é muito legal e vale a pena. De desvantagem, pelo fato do livro ter só 52 páginas, não teve uma historia da 2ª metade dos anos 70 e, com isso, a gente não viu os traços da fase superfofinha, e também não apareceram o Manfredo, Dona Pedra e Duque, mas histórias metalinguísticas foram bem exploradas e deram pra suprir a ausência deles. mesmo assim é muito bom e recomendo esse livro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Livro L&PM: As Melhores Histórias do Chico Bento


Nessa postagem mostro como foi o livro "As Melhores Histórias do Chico Bento", da coleção da editora L&PM lançado em 1991.

Esse livro tem formato de 21 X 28 cm, 52 páginas e papel de miolo off-set, tanto na versão capa cartonada quanto capa dura. Na capa, sempre com o personagem em uma situação ou com um objeto que tem a ver com sua personalidade, o Chico está ao lado de um passarinho, representando o seu universo rural. Ficou muito legal.

O frontispício com o título "Bão mermo é lá na roça", fala do tranquilo cotidiano do Chico na roça e que o personagem foi inspirado no tio-avô do Mauricio. Na página de evolução, mostra 2 imagens do Chico Bento. sendo uma de quando ele foi criado, em 1961, e outra dos anos 80, mais precisamente tirada da capa de 'Chico Bento N º 47' (Ed. Abril, 1984).

Evolução do Chico Bento

Em seguida, as histórias republicadas. Foram 9 histórias no total entre 1973 a 1984, que dessa vez seguiram uma ordem cronológica e, como de praxe, sem alterações em relações às originais, preservando, inclusive os códigos, quando tinham. Nas histórias dos anos 70 com o Chico falando certo e nas dos anos 80 com os primórdios do caipirês, tudo exatamente igual como foram nos gibis originais. 

A maioria foram tiradas de gibis do Cebolinha e só 3 histórias dos anos 80 foram tiradas dos gibis do Chico Bento. Dá para notar também que histórias com o Zé da Roça foram a maioria, com 5 no total. O Zé da Roça foi o primeiro personagem criado desse núcleo, junto com o Hiro e só depois de um tempo que criaram o Chico, que era coadjuvante no início e depois se tornou o protagonista do núcleo rural. Então, era comum o Zé da Roça aparecer muito com o Chico Bento nas primeiras histórias dos gibis dos anos 70 e era ele quem fazia a duplas dos caipiras atrapalhados e lerdos.

A relação de histórias republicadas (todas da Editora Abril), com número da edição e ano foram essas:
  1. Eu quero dormir (CB # 6, de 1973)
  2. Chico Bento
  3. O Saci (CB # 8, de 1973)
  4. Vamos pegar goiaba (CB # 9, de 1973)
  5. Ó, chuva danada! (CB # 15, de 1974)
  6. Ou nós acabamos com as formigas... (CHB # 36, de 1983)
  7. O trabalho enobrece (CB # 143, de 1984)
  8. Garoto nota dez (CHB # 43, de 1984)
  9. Quem paga o pato? (CHB # 51, de 1984)

Começa com "Eu quero dormir", em que o Zé da Roça vai dormir na casa do Chico, que não consegue pegar no sono e tenta fazer de tudo para dormir. Mostra um Chico lerdo, bem ao estilo do Zé Lelé, que ainda não havia sido criado ainda naquela época. Na história sem título de 2 páginas que vem em seguida também mostra esse lado lerdo do Chico, com ele tentando pescar. Zé da Roça aparece no quadrinho final.

Trecho da HQ "Eu quero dormir" (1973)

Em "O Saci", mostra o Chico querendo caçar um saci que havia surgido na região. Representa histórias do Chico contracenando com seres do folclore brasileiro, muito comum nas histórias dele. Vó Dita participou dessa história e dá para notar que ela era desenhada bem diferente do que a gente vê hoje.

Trecho da HQ "O Saci" (1973)

Em "Vamos pegar goiaba", Chico tem que pegar goiaba para sua mãe e Zé da Roça mostra que pegar goiaba do pomar do seu João é melhor. Apareceu um Seu João, de quem o Chico tentava pegar goiaba quando o Nhô Lau não existia. Provavelmente essa foi a sua única aparição. E curioso também não mostrar o rosto da mãe do Chico, com ela aparecendo só de costas.

Já  na história "Ô chuva danada",  Chico e Zé da Roça fazem a dança da chuva ao contrário para ver se acabava o temporal na roça, também tudo de uma forma bem atrapalhada e lerda, como prevalecia suas histórias nos anos 70.

Trecho da HQ "Ô chuva danada!" (1974)

Em seguida começa as histórias dos anos 80, começando com "...Ou nós acabamos com as formigas..." em que Chico reclama que as formigas estão acabando com as plantações da roça e enquanto seu pai prepara um veneno para acabar com elas, Chico e Zé da Roça passam a caçar içás perto do formigueiro para comerem. Mais uma vez presença do Zé da Roça, que foi bom para comparar a diferença dos traços da dupla nos anos 70 e 80.

Recentemente essa história foi republicada na 'Coleção Histórica Nº 36' onde avacalharam com essa história, mudando todo o texto dela, não só o caipirês (que foi adaptado para deixar igual aos gibis atuais), como mudar certas palavras que a MSP achou incorretas, como mudar "disgramada" para "danada" e "bundinha" para "rabinho", entre outras mudanças. Ficou uma história toda zoada na CHTM 36, assim como o texto de todas as histórias daquele gibi. 

Já nesse livro "As Melhores Histórias do Chico Bento" não só o texto ficou tudo igual, deixando o código e o "1983 Mauricio de Sousa Produções" no rodapé, exatamente igual à original, indicando que foi história de abertura. Então nesse livro é uma forma de ler essa história com o seu texto original.

Trecho da HQ "...Ou nós acabamos com as formigas..."

Em "O trabalho enobrece", a Rosinha manda o Chico trabalhar no roçado em vez de ficar dormindo o dia todo. Representa história do Chico com a Rosinha, além de mostrar o lado preguiçoso do Chico. Já em "Garoto nota dez", Chico comemora que finalmente tirou nota dez na prova, querendo mostrar a notícia para os seus amigos, mas todos estão cabisbaixos, cheios de problemas, que corta o seu clima de felicidade.

O livro termina com a incorreta "Quem paga o pato?" em que o Chico mata um pato em uma caçada, mas se arrepende quando vê que deixou 3 patinhos órfãos e passa a cuidar deles. Representa histórias sobre ecologia, com um detalhe de mostrar o Mauricio no final achando que a história foi piegas demais e manda o roteirista reescrever a história. Outros tempos. Hoje em dia o Mauricio iria aceitar o primeiro final.

Trecho da HQ "Quem paga o pato?" (1984)

Como pode ver é um livro muito bom, pena que não teve nenhuma história com o Zé Lelé, o primo Zeca da cidade e o Nhô Lau. Como o livro só tem 52 páginas, não dá para colocar todos os personagens do núcleo do Chico. Nota-se também que teve bastante histórias de 1973 com o Zé da Roça e acho que podiam ter colocado alguma história da 2ª metade dos anos 70 no lugar de uma dessas, até para mostrar os traços superfofinhos e a chance de ter alguma história com o Zé Lelé, pelo menos. Mesmo assim vale muito a pena ter esse livro na coleção, afinal tem muitas histórias clássicas dos anos 70. Foi uma bela comemoração dos 30 anos de criação do Chico Bento até então. Recomendo.