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domingo, 12 de janeiro de 2020

Tirinha Nº 67: Cascão

Uma tirinha bem legal com o Cascão esta caminhando e o "Homem-Aranho" acaba comendo as suas moscas de estimação que estavam em volta da  sua cabeça. Era comum super-heróis contracenarem com os personagens, normalmente tinham nomes parodiados e cores de uniformes diferentes, mas até que dessa vez as cores ficaram iguais ao Homem-Aranha original. 

Tirinha publicada originalmente em 'Cascão Nº 33' (Ed. Globo, 1988).


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Penadinho: HQ "Aqueles anos passados"


Mostro uma história de quando o Espírito dos Anos 1990 foi parar no cemitério do Penadinho por estar cansado dos problemas da sua década. Com 8 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Globo, 1996)

Nela, o Espírito dos Anos 1990 surge no cemitério do Penadinho revoltado,falando que desiste do mundo lá fora e pede demissão do cargo dele na Terra. Penadinho fala que ele devia ficar até o final da década e que o Espírito dos Anos 2000 não chegou ainda, mas mesmo assim o Espírito dos anos 1990 continua injuriado, que a sua década não está com nada e mostra ao Penadinho a situação da Terra, com muita poluição, engarrafamento, lotação de gente, assaltos, sequestros e tudo de mal. Fala ainda que bom mesmo devia ser há uns anos.


Penadinho resolve, então, mostrar a ele os espíritos as décadas passadas e o primeiro que apresenta é o Espírito dos Anos 1980, que estava cantando "Boys Don't Cry" da banda The Cure. Anos 1990 acha uma emoção conversar com seu antecessor em pessoa e o Anos 1980 corrige que é em espírito e hoje está aposentado. Eles relembram as coisas boas dos Anos 1980 como os cabelos espetados e se vestindo de preto, pessoal cuidar mais da saúde, movimento "Diretas Já", o despertar da informática e as músicas "Sonífera Ilha" dos Titãs, e "We are World", de USA for Africa. Só que os Anos 1980 lembra que vivia reclamando naquela época, mas apesar de tudo curtiu cada minuto, não se arrepende e sente saudades. Se despede cantando a música  "Me Chama" do Lobão.


O Espírito dos Anos 1990 acha estranho que era uma época tão legal e ele reclamava, quando aparece o Espírito dos Anos 1970, cantando "Night Fever", de Bee Gess, um grande sucesso da Era Disco. Ele se apresenta como espírito do progresso, da tecnologia e da grandeza, viagens espaciais, esportes, Brasil no futebol e Discoteca. Diz que curtiu muito aquela época, mas que reclamava de montão. O Anos 1990 pergunta por que reclamava e Anos 1970 diz que reclamava de bobo e viu que estava errado e vai embora.

Logo depois surge o Espírito dos anos 1960 cantando "All You Nedd Is Love", de The Beatles, e saudando "Paz e amor, bicho" e relembra as coisas boas como a revolução dos jovens, a força das mulheres, o nascimento das novas gerações, artes, músicas, muita esperança do futuro e a era de aquário. Só que lembra também que teve alguns problemas, mas são coisas do passado, só sente saudade e se despede cantando "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso.


O Espírito dos Anos 1990 comenta com Penadinho que foram espíritos de décadas tão importantes e ainda assim viviam insatisfeitos nas suas épocas. Penadinho explica que o mesmo aconteceu com os espíritos dos Anos 1930, 1940 e 1950. Na época atual ninguém dá valor ao que acontece, só com os anos que vem o conhecimento.

Fala que o Espírito dos Anos 1990 reclama tanto, mas não vê os avanços da medicina, os cientistas descobrindo a cura, remédios, acordos de paz sendo feitos em vários países, consciência ecológica, avanços da informática, realidade virtual, tudo pertence a ele.


Espírito dos Anos 1990 se convence que estava reclamando por nada e vai voltar à Terra no seu lugar de honra. Ele se despede e então Penadinho comenta com os leitores que tem coisas que a gente só dá valor quando acaba e lembra que morre de saudade dos últimos anos, mas que temos que aguardar o futuro de braços abertos, já que ele será o passado daqui a alguns anos, mostrando o Espírito dos Anos 2000, bebê ainda e que ainda seria lançado na Terra depois de uns anos.


História bem legal, bem filosófica, com uma mensagem de que as pessoas só dão valor quando perde alguma coisa boa e dá noção de nostalgia, que é quando a gente sente falta ou saudade quando não tem mais o que tinha ou vê coisa pior na atualidade do que era no passado. Faz também uma crítica a quem reclama de tudo, quem acha o ano ou a década atual ruim e só o passado que era bom. Mostra que em qualquer época tem coisas boas e coisas ruins, nunca é completamente perfeito, e só deve ficar na lembrança as coisas boas que viveu. 

No caso, o Espirito dos Anos 90 cansou dos problemas que estava enfrentando na sua década e resolveu sair de cena ainda na metade, antes da década acabar, mas acabou sendo convencido pelo Penadinho e os espíritos das décadas passadas que cada tempo seus momentos bons e ruins. E de fato, o futuro também se torna passado como Penadinho mostrou o Anos 2000 que seria o futuro e hoje é o passado também.


A história ajudou a lembrar alguns acontecimentos ocorridos em algumas décadas do século XX, principalmente as coisas boas e excelentes referências musicais. Assim, permitiu  as crianças terem conhecimento o que aconteceu em cada década e os adultos relembrarem o que aconteceu. Interessante que não mostrou do que eles reclamavam em suas épocas, com exceção do Espírito dos Anos 90, ficando subtendido o que tinha de ruim em cada década. Provavelmente, problemas como poluição, saúde, pobreza, que sempre existiu em qualquer época e outros datados que aconteceram ficaria na imaginação dos leitores mais velhos, para eles próprios relembrarem o que tinha de ruim em cada época. De qualquer as coisas ruins não foram suficientes para se sobressair sobre as coisas boas.


Bem divertido ver cada espírito caracterizado no estilo de como prevalecia cada década e eles retratando o que aconteceu de bom.  Nas histórias do Penadinho, os anos e décadas são tratados como fantasmas. Quando o ano ou uma década, como nessa história, acabam. viram fantasmas e vão parar no cemitério do Penadinho e o que está pra nascer é representado como um bebê.

Tudo indica que foi escrita pelo Paulo Back, ele gosta de histórias assim envolvendo datas, quase certeza ser dele. Traços muito bons, característicos dos anos 90, com destaque das cores em degradê em todos os quadrinhos, como vinha acontecendo nos gibis de 1995 e 1996, sendo que em 1996 nem sempre todos os quadrinhos apareciam em degradê, mas nessa história acabou ficando.


Tem gente que considera que uma década começa em anos terminados em "0" e que acaba em anos  terminados com "9", já outros consideram que apenas começam em anos terminados em "1" e acabam em anos que terminam em "0". Como o sistema decimal começa com 1, então o certo é década começar em anos "1" e acabar com anos "0", assim como faz contagem de séculos. Ou seja, anos 1980 vai de 1981 a 1990; anos 1990 vão de 1991 a 2000 e por aí vai. E assim, a década de 2020 começaria só em 2021. Como a mídia mostra que começa com anos "0" acabou mais gente adotando assim, aí cada um segue como acha melhor.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Capa da Semana: Almanaque do Cebolinha Nº 6

Uma capa em clima de férias com todos curtindo o alto-mar em uma boia gigante e o Cebolinha, moleque esperto que é, preferiu curtir sozinho bem a vontade na sua própria boia, longe do aperto dos seus amigos.

A capa dessa emana e de 'Almanaque do Cebolinha Nº 6' (Ed. Globo, Outubro/ 1989).


terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A Turminha: HQ "Resoluções de Ano-Novo"

Mostro uma história em que o Anjinho obrigou a Turma da Mônica não brigarem durante todo o Ano-Novo que estava iniciando, ficarem em paz o ano todo. Foi publicada em 'Mônica Nº 12' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 12' (Ed. Globo, 1987)

Começa um dia normal com os meninos aprontando com a Mônica, com Cascão fazendo caricatura dela no muro, Cebolinha dando nós no Sansão e Xaveco a chamando de dentuça. Mônica corre atrás para bater neles, dá surra em todos e aí aparece o Anjinho bem brabo, reclamando que entra ano, sai ano é sempre a mesma coisa com eles brigando. Mônica fala que é porque os meninos provocam e Cebolinha defende que ela que é estourada e não aguenta uma brincadeirinha. Anjinho fala que não interessa quem começa e quem termina e só quer que eles parem de brigar no ano que se inicia.


Anjinho manda Mônica prometer que não vai mais bater nos amigos dela. Ela, a princípio, fica sem resposta, mas com a intimidação do Anjinho, ela aceita. Os meninos comemoram que não vão mais apanhar da Mônica e Anjinho também ordena que eles prometam não provocarem mais a Mônica, nem roubar o coelhinho e fazer caricaturas dela. Cebolinha pergunta se nem plano infalível pode, Anjinho responde que não e Cebolinha diz que um ano sem plano infalível não vai aguentar.


Depois de tudo acertado, Anjinho decreta que vão começar o Ano-Novo sem brigas e a turminha sai junta e Cebolinha pergunta o que vão fazer. Mônica fala para brincarem de casinha e os meninos querem bangue-bangue. Começam a discutir de novo e Anjinho aparece falando que primeiro eles vão brigar de casinha e depois de bangue-bangue. Assim eles fazem isso, mesmo sem vontade. Depois todos vão tomar sorvete desanimados e em seguida sentam em frente a uma pedra e ficam imaginando que vão passar o ano inteirinho assim. Eles refletem e correm até o Anjinho.

No final, eles voltam a rotina normal de brigas, provocações e Mônica bater neles, com Anjinho entendendo a situação deles e com esperança de tentar de novo que consiga fazer com que eles parem de brigar no ano que vem.


Essa história é legal, vemos o Anjinho cansado de ver a turminha brigando o tempo todo e ordena que eles fiquem em paz, sem conflitos durante todo o Ano-Novo que estava começando, só que volta atrás quando viu que eles estavam tristes por não fazerem o que gosta. De fato, a graça da Turma da Mônica são as brigas, as intrigas, os meninos rabiscando caricaturas da Mônica no muro, ela dando surras nos meninos e tirar tudo isso não é a Turma da Mônica.


Engraçado ver o Anjinho dando ordem na turminha, como ele é o anjo protetor deles, tinha o direito de mandar neles, e também bom ver a turminha não gostando  nem um pouco, inclusive Cebolinha não aguentar um ano sem planos infalíveis. Ironicamente, nos dias atuais parece que o Anjinho conseguiu o que queria, já que atualmente a turma não faz mais nada disso ou então agem de forma bem amena, tudo pra privilegiar o politicamente correto.

É incorreta pelo fato dos meninos rabiscarem no muro (hoje colocam cartazes no muro), mexer com armas ao brincar de bangue-bangue (colocam garrafa squeeze no lugar ou simplesmente só apontando dedos e nem tem mais histórias com eles brincando de bangue-bangue e faroeste por causa disso), falarem que roubaram o Sansão (hoje mudariam para "pegar", pois palavra "roubar" é proibida). Ou seja, impublicável história nova assim hoje em dia, no máximo essa seria bastante alterada em alguma republicação.


Os traços bem bacanas, típicos de histórias de miolo da época. Curiosamente, não foi primeira vez que teve história com esse título "Resoluções de Ano Novo". Já teve uma com esse título em 'Cascão Nº 88' (Ed. Abril, 1985) e depois ainda teve uma também em 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989). Ou seja, um título bastante usando em histórias de Réveillon. E atualmente, o Ano-Novo anda completamente esquecido pela MSP, não tem mais histórias sobre esse tema, só fazem histórias de Natal. Desde meados doa anos 90, ainda na Globo, não tem mais histórias de Réveillon, na Panini só teve uma na revista 'Tina Nº 19', de 2010, já com as crianças da Turma da Mônica nem pensar, o que é uma pena, eram bem interessantes histórias de Réveillon, vai que que na MSP seja errado crianças comemorarem Ano-Novo.


Mais uma vez tiveram propagandas inseridas, muito comum na época. A história ocupou 6 páginas do gibi, mas se não tivesse as propagandas seriam 5 páginas, já que 4 quadros de propagandas acrescentam 1 página a mais. Dessa vez foram anúncios do lançamento do boneco Arapinha das Lojas Arapuã. do chocolate Baton e da pipa Tristar Icaro, que tinha que mandar o cupom da revista junto com um cheque nominal para os Correios para conseguir comprar a pipa.

UM FELIZ ANO NOVO PRA TODOS!!!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 131

Uma capa em clima de Natal bem caprichada com a turminha fazendo coro natalino com o Papai Noel no Parque da Mônica. 

De curiosidade, foi a primeira capa e história de Natal ambientada no Parque da Mônica depois de 10 anos de ser lançado. Em algumas edições até tiveram histórias de Natal, mas foram de miolo normais, mas ambientada no Parque da Mônica foi a primeira vez. E como a revista sempre saía na última semana do mês, eles anteciparam uma edição de Natal em novembro para ter isso e a revista não ficar em circulação nas bancas depois do Natal. Acontecia isso também com a revista da Mônica, por isso muitos vezes não tinham histórias de Natal nos gibis dela e nos outros tinham. 

A capa dessa semana é de 'Parque da Mônica Nº 131' (Ed. Globo, Novembro/ 2003).


sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Cascão: HQ "O brilho nos olhos de uma criança"

Compartilho uma história em que o Cascão teve que provar ao Titi que Papai Noel existe. Lançada há exatos 30 anos, em dezembro de 1989, tem 7 páginas e foi história de encerramento de 'Cascão Nº 76'  (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cascão Nº 76' (Ed. Globo, 1989)

Começa com o Titi caminhando na rua, quando vê uma luz muito forte que atrapalha a sua visão e descobre que eram os olhos do Cascão brilhando com a proximidade do Natal e de poder ganhar um presentão do Papai Noel.


Titi fala que Papai Noel não existe e quem leva os presentes é o pai dele, que espera dormir para colocar nas pontinhas dos pés o presente debaixo do travesseiro. Cascão fala que não é o pai dele porque o Papai Noel coloca o presente nas meias dele. Titi fala que o Papai Noel velhinho daquele jeito não iria aguentar o cheiro da meia do Cascão, só o pai dele mesmo.

Cascão fica muito brabo, repetindo que é mentira o que ele está falando e Titi manda provar que Papai Noel existe. Cascão até tenta chamar a Mônica, que havia ganho presente também, mas Titi quer que ele traga o Papai Noel pessoalmente até lá.


Cascão vai à procura do Papai Noel e encontra o Cebolinha, que fala que o Papai Noel mora no Polo Norte. Cascão pergunta se é longe, Cebolinha acha que sim, mas Cascão deseja ir até lá assim mesmo. No ponto de ônibus, ele pergunta a um casal se lá passa ônibus par ao Polo Norte. Eles falam que deve estar fazendo confusão e perguntam o que ele quer fazer no Polo Norte. Cascão responde que quer falar com o Papai Noel. O casal dá gargalhada e diz que não tem ônibus para lá.


Em seguida, Cascão pede carona para um homem que estava de carro e ele pergunta aonde quer ir. Cascão fala que é para o Polo Norte e o homem avança o carro, jogando fumaça do escapamento nele e Cascão o xinga de grosso. Cascão está prestes a desistir de conseguir provar para o Titi que Papai Noel existe, quando ele vê um velhinho barbudo passando e ele acha que é o Papai Noel e corre para mostrar o velhinho ao Titi.


Chegando lá, Titi pergunta se o velhinho era mesmo o Papai Noel. Quando ele vê o brilho nos olhos do Cascão, ele revela que era sim, que só não ia falar para não dar alarde. Ele se despede das crianças, Titi se convence e abraça o Cascão e os dois ficam com olhos brilhando com a magia do Papai Noel e do espírito natalino. Quando eles vão embora, o velhinho encontra o duende, preocupado com o atraso dele. Então é revelado que ele realmente era o Papai Noel e sai com seu trenó com os duendes e as renas para se preparar para entregar os presentes na noite de Natal, terminando assim.


É uma história bem legal, mostrando uma bonita mensagem da fantasia da existência do Papai Noel para as crianças, como é importante para elas acreditarem no bom velhinho. O brilho nos olhos significava a felicidade de poder ganhar um presente do Papai Noel. Ela mostra que não se deve tirar a fantasia da criança falando que Papai Noel não existe, que deixa ela descobrir sozinha á medida que vai crescendo.


Na história quando o Cascão encontrou o velhinho, a princípio os leitores achavam que ele só se estava se fazendo por Papai Noel para não decepcionar o Cascão, mas acaba sendo revelado que era mesmo o Papai Noel para a surpresa de todos. Foi engraçado ver o Cascão querendo pegar ônibus e pedir carona para ir ao Polo Norte sem imaginar a distância que era, só para provar que Papai Noel existe. Eles gostavam de criar histórias de dúvidas se Papai Noel existe ou não, dependendo do roteirista, mas a maioria acabavam mostrando que existe para não tirar a fantasia das crianças.


Traços muitos lindos que davam gosto de ver nos gibis. Interessante o título aparecer no final da página, as vezes acontecia isso, não era padrão começar no topo da primeira página. As partes incorretas são Cascão falar palavra "Droga!", receber fumaça do carro poluído, pedir carona a desconhecido, tudo detalhes que não fariam de novo atualmente. Muito bom relembrar essa história "O brilho nos olhos de uma criança" há exatos 30 anos.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 206

Uma capa com o Chico Bento como Papai Noel em seu trenó caipira, que era uma carrocinha, com 2 burros no lugar das renas e a galinha Giselda fazendo a função de duende ajudante. Eles gostavam de capas assim de adaptar trenós de acordo com as características dos personagens, era muito legal.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento N º 206' (Ed. Globo, Dezembro/ 1994).


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Capa da Semana: Magali Nº 22

Uma capa com a Magali encarnando cangaceiro Lampião, mas para surpresa dos outros cangaceiros o seu chapéu de cangaceira é uma melancia e a cartucheira com estampa de balas, bem do jeito que ela gosta. Muito legal.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 22' (Ed. Globo, Abril/ 1990).


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Cascão: HQ "Passa ou se Amassa?" (Homenagem ao Gugu Liberato)


No último dia 22 de novembro de 2019 morreu o apresentador Gugu Liberato, um grande talento da televisão. Em homenagem ao Gugu, nessa postagem mostro uma história  com presença dele em que a Turma da Mônica foi participar no programa "Passa ou se Amassa", uma paródia do "Passa ou Repassa". Com 16 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 197' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Cascão Nº 197' (Ed. Globo, 1994)

Nela, Cascão e Cebolinha estão jogando futebol de botão na sala enquanto a TV está sintonizada no programa "Passa ou Amassa" comandado pelo apresentador "Juju" (Gugu, que durante a postagem, vou colocar no texto Gugu mesmo).


Enquanto o Gugu mostrava as perguntas de conhecimentos gerais como quem é o maior mamífero, qual o time da estrela solitária, capital de Sergipe, o Cascão respondia antes dos participantes responderem as perguntas no programa, chamando atenção do Cebolinha, ficando impressionado com o conhecimento do Cascão. Com isso, Cebolinha resolve inscrever os dois no programa.


Passam uns dias e Cebolinha dá notícia ao Cascão que recebeu uma carta e vão participar do "Passa ou se Amassa" no próximo domingo. Eles comemoram, quando Mônica pergunta o motivo de tanta alegria e Cebolinha responde que não interessa e que assistam a televisão no domingo. Em seguida, vão treinar as perguntas de conhecimentos gerais, com Cascão acertando tudo.


Chega o domingo e eles estão ao vivo no "Passa ou se Amassa". Gugu começa o programa apresentando os participantes. De um lado, equipe verde do Cascão e Cebolinha e do outro lado, a equipe vermelha, quando eles têm a surpresa que era formada por Mônica e Magali. Cascão fala que já perderam, mas Cebolinha diz que a Mônica é forte, mas não ganha deles em esperteza.

Mônica provoca os meninos de elas não estarem vendo pela TV, pois têm importante missão de vencer o programa e eles, por sua vez, falam que elas estão rindo, mas vão chorar no final. Gugu pergunta se já pararam de brigar, pois tem que fazer o par ou ímpar para começar o programa.


Começa a equipe verde dos meninos e Gugu faz a primeira pergunta: quem é o técnico da seleção de ouro do vôlei do Brasil. Cascão responde José Roberto e eles ganham 200 pontos. Gugu faz segunda pergunta: criatura horrível, que tem dentões enormes e ataca todo mundo. Cebolinha responde Mônica e erra, pois era o vampiro a resposta. Mônica bate no Cebolinha e Gugu fala que até que Cebolinha não estava tão errado assim.


Passa a vez para Mônica e Magali e Gugu pergunta qual é o Teorema de Pitágoras e se respondem ou se amassam. Elas não fazem ideia do que era e preferem se amassarem. Na prova, Mônica teria que acertar a maçã da cabeça da Magali em dez segundos para não dar pontos a equipe verde. Cebolinha provoca a Mônica para ver se ela erra e, com raiva, acaba acertando a flecha nele. Gugu fala que a flecha teria que ser na Magali e acaba as meninas dando os pontos para eles.


Gugu pergunta para equipe verde qual a fêmea do rato. Cebolinha responde "lata", mas como troca o "R" pelo "L", Gugu não aceita por achar que falou lata de alumínio. Depois, pergunta para equipe vermelha onde fica o "Pão De Açúcar" e Magali responde que é na padaria do Quinzinho, errando, pois era no Rio de Janeiro.


Próxima pergunta Cascão exige que ele responda. Gugu pergunta para equipe verde qual é o nome de pedaço de terra cercado de água por todos os lados. Cascão responde pesadelo, por conta do seu medo de água, e erra por resposta ser ilha.  A partir daí, eles começam a se concentrar mais no jogo e passam a levar a sério e responderem certo as perguntas, Uma vez ou outra precisam se amassar, mas no final da fase das perguntas, os meninos estão ganhando.


Até que chega a fase final, onde cada equipe tem que fazer uma prova de circuito e quem ganhar, conquista 2 mil pontos, ganhando o jogo e levando o prêmio de 2 bicicletas, uma para cada membro da equipe. Mônica e Magali fazem a prova primeiro e os meninos ficam esperando em uma cabine sem poder ver a prova delas. Depois chega a vez deles, Cascão estranha um pouco as meninas molhadas, mas eles fazem as provas. Os meninos seguem fazendo, até mais rápido que as meninas, até que chega a hora de descer o escorregador até a piscina par apegar a medalha. Cascão fica desesperado e se recusa a mergulhar na piscina e, com isso, eles perdem.


No final, Gugu dá o prêmio das bicicletas para Mônica e Magali e para o Cascão e Cebolinha eles ganham saquinhos de geleias pegajosas. Cascão se anima, falando que pelo menos não saíram de mãos vazias e Cebolinha corre atrás dele para amassá-lo com as geleias pegajosas que eles ganharam de tanta raiva ficou.


Muito boa essa história com a turma parodiando o programa "Passa ou Repassa" do SBT. Histórias envolvendo famosos eram comuns na MSP e sempre eram divertidas e criativas, dessa vez foi com o Gugu em destaque. Foi bem criativa, foi como se estivessem no programa mesmo, fizeram do jeito que era e ainda permitiu o leitor de testar os seus conhecimentos gerais e aprender as respostas se não soubessem. Seguiu bem fiel mesmo, fico lendo imaginando a voz do Gugu. 


Legal que ainda seguiram a personalidade da turma, muitas perguntas e respostas atenderam as características deles. Rachei de rir com Cebolinha responder que a Mônica era a criatura horrível com dentes enormes e ataca todo mundo e o Gugu achar que não estava tão errado, a Magali fazer trocadilho com pão de açúcar da padaria do Quinzinho com a atração turística do Rio de Janeiro e Cascão achar pesadelo uma ilha de terra cercada de água por todos os lados.  E foi o medo do Cascão de se molhar na piscina que custou o prêmio dos meninos.


No início não deu para saber se eles estavam na casa do Cebolinha ou do Cascão, mas não influencia no conteúdo da história. Na parte da flecha, bem que podiam ter colocado a Magali comendo a maçã antes da Mônica acertar, mas também ficou engraçado a Mônica acertando o Cebolinha. Podia ter saído em gibi do Cebolinha, mas o fator de não terem ganho por causa da água, acabou favorecendo sair em gibi do Cascão.


Os traços muito bons, típico dos anos 90. Até já tiveram outras histórias de programas ficitícios de perguntas e respostas, mas  representando um programa real como o  "Passa ou Repassa" foi só essa. Ficou legal a paródia do nome do programa terem colocado "Passa ou se Amassa" e o Gugu como "Juju". Os nomes de famosos e programas de TV normalmente eram parodiados nos gibis da MSP. Nos anos 70 e 80 nem sempre, mas a partir dos anos 90 eles trocavam os nomes por padrão. Os nomes de Tom Cruise, filme "Top Gun", time Botafogo e técnico José Roberto não foram parodiados porque fazia parte de perguntas e respostas de coisas reais. Podiam criar "Almanaque Temático" com os personagens em programas de TV ou famosos contracenando com os personagens. 


O Gugu Liberato morreu no dia 22 de novembro de 2019 com 60 anos de idade, por morte cerebral após sofrer uma queda no telhado 2 dias antes ao tentar consertar ar condicionado da sua casa. Foi um grande comunicador, bem carismático, desde os anos 80 brilhava na TV. Se deu muito bem com programas de games clássicos no SBT como "Cidade contra Cidade", "Viva a Noite", "TV Animal"  e o próprio Passa ou Repassa", além de musicais como "Sabadão Sertanejo" e o início do "Domingo Legal" e ele ainda criou e empresariava grupos "boys bands" de sucesso como Dominó e Polegar, além de ser cantor lançando sucessos como "Pintinho amarelinho" e "Dança da Galinha Azul" do caldo "Maggie", brinquedos, tudo isso fez conquistar seu espaço também com as crianças.


Com o tempo, com cobrança de ter audiência, passou a investir mais em jornalismo e matérias envolvendo sofrimento do povo e perdeu a essência dos programas, mas ainda assim ele tinha o seu carisma. Atualmente, ele apresentava realities shows por temporada na TV Record, como "Power Cuple" e "Canta Comigo", o que permitiu morar de vez nos Estados Unidos e vir ao Brasil só pra fazer as temporadas dos programas, o que facilitou a ter essa fatalidade. Foi cedo e fica nossos sentimentos com esse grande apresentador.


Acabou coincidentemente a Turma da Mônica ter tido essa história com o Gugu em vida, ele deve ter gostado da homenagem. Nos gibis da MSP, foi só nessa história que ele apareceu e no máximo algumas citações sem presença dele. Antes disso, ele já teve gibis próprios circulando nas bancas. Primeiro foi "Aventuras do Gugu"na Editora Sequência entre 1985 e 1986 durando 13 eduções. Abaixo, uma capa desses gibis, tirada da internet.

Gibi "Aventuras do Gugu Nº 5" (Editora Sequencia, 1985)

Depois a outra coleção mais conhecida pela Editora Abril entre 1988 a 1990, com 20 mensais e mais 4 almanaques, misturando histórias com realidade dos seus programas com ficção dos quadrinhos e seções com entrevistas e pôsteres com famosos e passatempos. Na época tinha vários gibis de todos os tipo e famosos, assim cantores e apresentadores de programas de TV também tiveram seus quadrinhos. Eu tive vários desses gibis do Gugu da Editora Abril, pena que desfiz, hoje não tenho nenhum. A seguir algumas capas dos gibis do Gugu, tiradas do site "Guia dos Quadrinhos".

Alguns gibis do Gugu da Editora Abril (1988 - 1990)

Então é isso, fica a homenagem ao Gugu Liberato com essa história maravilhosa "Passa ou se Amassa?", um grande marco da MSP há 25 anos. Descanse em paz, Gugu Liberato!