Mostrando postagens com marcador Editora Abril. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Abril. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Capa da semana: Chico Bento Nº 60

No Dia do Folclore, uma capa que representa bem o folclore brasileiro com Chico Bento e o Tomé assustados com as presenças do Saci, Mula-Sem-Cabeça e Lobisomem na noite na mata, fazendo referência a história de abertura "Primo Tomé".

No segundo semestre de 1984 os gibis do Chico Bento e do Cascão estavam com capas com alusão à história de abertura, além de alguns da Mônica e, com isso, capas assim não estavam exclusivas com Cebolinha, mas em meados de 1985 já voltaram com capas com piadinhas tradicionais. E os gibis  de agosto e dezembro de 1984 tinham um selo com o Bidu bem caprichado comemorando os 25 anos da MSP até então.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 60' (Ed. Abril, Novembro/ 1984).


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Capa da Semana: Cascão Nº 109

Uma capa bem legal com o Cascão dormindo no ninho dos filhotes de urubu, se sentindo em casa, como se fosse da família e a Mamãe Urubu com raiva do Cascão lá. Ele gostava de ficar junto com bichos considerados sujos como porcos, urubus, gambás, sempre rendiam capas e histórias muito boas envolvendo isso.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 109' (Ed. Abril, Outubro/ 1986).


sexta-feira, 12 de julho de 2019

Os Filmes da Turma da Mônica (Parte 1)

Ao longo da trajetória, a MSP desenvolveu vários filmes da Turma da Mônica, sejam animações ou estilo "live action", os filmes marcaram várias gerações. Então, vou mostrar em 2 postagens os filmes da Turma da Mônica, ilustradas com as propagandas que saíam nos gibis. Nesse post, mostro os filmes entre 1982 a 1989.

Os filmes foram lançados nos cinemas ou em fitas de vídeo VHS ou DVD. Alguns lançados primeiro nos cinemas e outros já direto em fitas VHS ou DVD. A maioria dos filmes eram desenhos animados baseados em histórias em quadrinhos já produzidas anteriormente, mas tiveram alguns com histórias próprias para o cinema.

Nos anos 60 e 70 as animações eram exclusivas para televisão com propagandas dos produtos da CICA, além de ter animações de curta metragem como o clássico "O Natal da Turma da Mônica" de 1976 na televisão. Até que em 1982, foi lançado o primeiro filme longa metragem oficial da Turma da Mônica projetado para os cinemas, que foi "As aventuras da Turma da Mônica". Com mistura de animação e técnica "live-action", trata-se de aparições do Mauricio em carne e osso planejando fazer um filme e a turma telefonando para ele para participar do filme interligados com 4 desenhos animados com a Turma da Mônica.

Os desenhos animados foram: "O plano infalível", "Um amor de ratinho", "A ermitã" e "O império empacota". Os 3 primeiros foram baseados em histórias que já existiam em gibis e o último foi uma história inédita com a presença do Lorde Coelhão, baseado na saga "Star Wars". Quando foi lançado, nos gibis eram mostrados essa propaganda com o cartaz do filme.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 121' (Ed. Abril, 1983)

No início de 1984, lançaram o filme "A princesa e o robô". Com o sucesso do filme anterior, sobretudo com a história "O império empacota", a MSP criou esse filme com uma história inédita próprio para os cinemas com 90 minutos de duração. Nesse filme, inspirado em "Star Wars", a turma viaja pelo espaço para ajudar o Robozinho a encontrar um coração para poder namorar a coelhinha Mimi, só que são impedidos pelo vilão Lorde Coelhão. Esses personagens do filme depois foram aproveitados em algumas histórias de gibis. Para anunciar o lançamento nos cinemas, era  mostrada essa propaganda nos gibis com o cartaz do filme.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 133' (Ed. Abril, 1984)

Em 1986 eles voltam ao cinema com o filme "As Novas Aventuras da Turma da Mônica". É apresentado pelo Jotalhão, que anuncia e comenta os desenhos animados ao lado da turminha em um set de gravação. Foram 8 desenhos animados curtos: "Oh! Que dia!", "Um cão bem treinado", "O vampiro", "A fonte da juventude", "O último desejo", "O monstro da lagoa", "Cascão no país das torneirinhas", "O grande Show".

Esses desenhos foram adaptados de histórias que existiam anteriormente em gibis. E, curiosamente, "Um cachorro bem treinado", "O último desejo", "Oh, que dia!" e "O grande show" são originais de curtas de 1980 em Super-8 e que foram aproveitados e inclusos nesse filme.

Nos gibis, mostrava essa propaganda, com imagens de cada desenho animado, sendo que mostraram apenas dos considerados inéditos até então e citando que o filme era lançado aos poucos em cada estado em 3 sessões e não estreando para todo o Brasil no mesmo dia.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 114' (Ed. Abril, 1986)

Em 1987 é lançado "Mônica e a sereia do rio", que mistura animação com "live-action". Nele, Mônica está passeando na rua, quando surge uma porta que acaba de ser desenhada e é jogada para dentro, onde encontra uma floresta real e uma fada, interpretada pela Tetê Espíndola. tem musicais com as duas e Mônica conta para a fadinha as histórias da sua turma, que são os ganchos para passar os desenhos animados. Foram eles: "A gruta do diabo", "Jacaré de estimação", "O tocador de sinos" e "A sereia do rio", todos adaptados de histórias de gibis.

Durante cada passagem de histórias, Tetê Espíndola se transforma em fada, onça, flor, pássaro e sereia. Um clássico. O filme todo foi gravado na Pousada do Rio Quente, em Goiás, e fizeram uma história em quadrinhos publicada em 'Mônica Nº 5' (Ed. Globo, 1987), com o título "Uma aventura cinematográfica", como se fosse os bastidores do filme, com Capitão Feio tentando impedir a gravação do filme. 

Tiveram 3 propagandas de gibis desse filme. Uma foi essa com o cartaz do filme com Cebolinha apaixonado querendo ir ao encontro da Sereia do Rio e Mônica tentando impedir.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 5' (Ed. Globo, 1987)

Outra foi essa contando que o filme já havia estreado no cinema de algumas cidades, contando que teve novidade do som "Dolby Stereo" e contava com presença da Tetê Espíndola e que tinha 4 desenhos animados com a turminha,

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 6' (Ed. Globo, 1987)

E nessa, além de contar um pouco sobre o filme mostra a imagem do cartaz oficial e da Tetê Espíndola, além de canas de cada desenho animado.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 11' (Ed. Globo, 1987)

"O Bicho-Papão e outras histórias" foi lançado nos cinemas em 1987. O filme é um show de variedades, com a turma apresentando um programa de auditório para a TV, com musicais, apresentação de jogos e brincadeiras, além de Mônica e Cebolinha encarnando apresentadores de telejornal "Jornal da Mônica", parodiando o "Jornal Nacional" da TV Globo e após cada passagem apresentam os desenhos que estavam por vir. Como se fosse um verdadeiro programa infantil estilo os da Xuxa, só que apresentado pela turminha.

Os desenhos que foram apresentados foram: "Quero entrar", "Montanha suja" "Bicho-Papão" e "O ogro da floresta", todas adaptadas dos gibis. Tiveram 2 propagandas nos gibi. A primeira foi essa mostrando a sinopse dos desenhos do filme.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 22' (Ed. Globo, 1987)

A outra foi essa com o cartaz do filme quando foi lançado em fita VHS da "Transvideo" no início de 1988. Na verdade, todas as fitas VHS dos filmes dos anos 80 foram da "Transvideo".

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 13' (Ed. Globo, 1988)

Em 1988 teve "A Estrelinha Mágica". Nele, tem uma introdução com Mônica e Cebolinha apresentando novamente o "Jornal da Mônica", uma paródia do "Jornal Nacional" e em seguida vem os desenhos animados, todos em sequência, sem um gancho de apresentação pelos personagens como nos filmes anteriores. Os desenhos animados foram: "Super-heróis", "O detetive", "Um dia de cão" e "A Estrelinha Mágica".

Esse filme primeiro foi lançado como um especial de fim de ano na Rede Globo de Televisão e só depois, em dezembro de 1988, que foi para os cinemas. A Estrelinha Mágica fez sucesso e, assim, tiveram produtos com ela, como um boneco que brilha no escuro e algumas histórias com ela nos gibis após esse filme.

Tiveram várias propagandas sobre esse filme. A primeira no final de 1987, mostrando o cartaz do filme e anunciando que teria uma novidade em breve em cinemas e fita para vídeo cassete, mas que acabou tendo estreia só 1 ano depois.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 24' (Ed. Globo, 1987)

Outra foi em 1988 quando estreou nos cinemas, mostrando o novo cartaz do filme e imagens de cada desenho animado dele.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 51' (Ed. Globo, 1988)

Quando foi lançado em fita VHS da "Transvideo", teve essa propaganda com a turma contando a sinopse de cada filme.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 29' (Ed. Globo, 1989)

Em 1989 teve o lançamento da fita VHS do filme "No mundo de Romeu e Julieta". Filmado em 1979, trata-se de uma adaptação cinematográfica de uma peça de teatro, toda em "live-action", baseados nas histórias "Romeu e Julieta", que haviam saído nos gibis 'Mônica Nº 115' e 'Cebolinha Nº 79' (Ed. Abril, 1978). São interpretados por atores reais, com as cabeças como dos personagens, uma espécie de bonecos reais, bonecos ao vivo. Esse filme foi mostrado na TV Bandeirantes em 1979 e só 10 anos depois que resolveram criar a fita VHS. Nos gibis, saíram essa propaganda com Julieta Mônicapuleto e Romeu Montéquio Cebolinha interpretando a cena do balcão.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 6' (Ed. Globo, 1989)

Em 1989 também foi lançado o filme "A Rádio do Chico Bento", seguindo esse estilo "live-action" com atores reais como bonecos vivos com cabeça como dos personagens. Nele, Chico Bento como locutor de rádio apresentando um programa de rádio com presença da turminha, com muitos musicais, personagens fazendo imitações e Chico Bento entrevistando os personagens. Esse foi direto para fitas cassetes e nunca teve um relançamento em outras mídias como DVD, sendo considerado raro, nem teve uma propaganda de gibi, e, com isso, deixo essa imagem, tirada do Wikipedia, para ilustrar.

Filme "A Rádio do Chico Bento" (1989)

Nos gibis, teve também essa propaganda com todos os filmes lançados até então em VHS da "Transvideo", podendo ter individualmente e um box reunindo todos. E conta que os filmes da Turma da Mônica só em 1988 foram vendidas mais de 18 mil fitas cassetes e também eram muito procurados nas locadoras, só perdendo para "Indiana Jones e "De volta para o futuro". Com eles reunidos assim, ficou até como um resumo de tudo que foi falado nessa postagem.


Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 66' (Ed. Globo, 1989)

Dá para ver que foram filmes simples, mas muito bons e bem divertidos, deram para entreter as crianças. Os traços dos filmes no geral seguiram os mesmos estilos, tudo de forma bem simples, com contornos finos e bem manuais, o que marcou esse início de animação da MSP. e o "live action junto com animação em alguns deixaram eles mais encantadores. Nessa fase todos são clássicos, conseguiu uma geração de fãs e cada um vai ter os seus filmes favoritos. Todos esses filmes tem maiores detalhes de sinopses e produções no Wikipedia e podem ser vistos no YouTube. 

Para saber sobre os filmes de 1990 até 2019, clique nessa postagem

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cebolinha: HQ "O dia em que a Terra se partiu"

Compartilho uma história em que a Mônica conseguiu rachar a terra ao tentar bater no Cebolinha. Com 11 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986)

Nela, Mônica está prestes a bater no Cebolinha depois de ele ter aprontado mais uma, quando ela acerta o Sansão no chão formando uma rachadura de tão forte que foi a coelhada. Antes nem é mostrada uma rachadura, apenas a Mônica caindo e só depois que veem que era uma rachadura.


Cascão e Xaveco veem  a cena e tem uma ideia de um plano infalível. Enquanto Cebolinha comenta que foi o Sansão que causou a rachadura e Mônica discorda, surge o Cascão desesperado, gritando que todos estão perdidos. Mônica comenta que a casa dele é logo ali perto e Cascão diz que não por muito tempo porque o noticiário falou que a Terra está se partindo ao meio.


Mônica acha que é uma piada e dá gargalhada , mas ao ver o Cascão sério ela passa a acreditar. Ele dá um rádio para a Mônica ouvir a notícia e como não fala nada, ele taca uma pedra na cabeça do Xaveco para ele acordar atrás da moita e começar a falar. Xaveco anuncia que o mundo está se partindo ao meio e que os cientistas não sabem como isso começou e acabam de ver que está localizada em uma cidade do interior do Brasil, mas precisamente em um campinho entre uma menina dentuça e um menino de cabelo espetado. Mônica estranha e pergunta para o rádio como um computador vai saber esses detalhes e Xaveco responde que tem um satélite bem em cima deles e complementa que a rachadura foi feita por um coelho de pelúcia.


Cascão reclama que a culpa foi da Mônica, que se defende que foi o Cebolinha que desviou e ele, por sua vez, diz que não desviasse iria virar pó de cebola. Cascão pergunta o que vai ser da terra e pior que a casa dele está no outro lado da rachadura. Mônica também lembra que o Reinaldinho, o garoto mais fofo do bairro, também mora do outro lado da rachadura. Mônica fica apavorada em ficar longe do Reinaldinho e pergunta para o Cebolinha e Cascão que eles tem que fazer alguma coisa, que se ficar sem ver Reinaldinho, logo emenda sem visitar os meninos, não iria conseguir viver.


Cascão fala que eles não podem fazer nada e logo olham para ela, dando a entender que só ela pode salvar a Terra. Mônica pergunta por que não chamam o "Super-Homão" ou "Ri-Man". Cebolinha responde que porque eles são de outro gibi e que foi que ela que rachou a Terra. Os meninos levam a Mônica até a rachadura faz com que ela fique segurando e fazendo força para que a cratera volte à posição normal. E aproveitam para tirar o "coelho encardido" dela, alegando que é para ela ter mais movimento e estar atrapalhando. 


Mônica sai da posição querendo saber aonde os meninos vão com o Sansão. O rádio começa a falar que a Terra está se partindo de novo e a Mônica tem que voltar  ase deitar  naquela posição e não sair de lá para não destruir o mundo e para esquecer o coelho e pergunta se é mais importante o mundo ou o coelho. Mônica comenta que por uns segundos não ia fazer diferença e o rádio pergunta se ela está duvidando do que está falando, enquanto Cebolinha e Cascão estão dando socos e pontapés no Sansão.


Mônica diz que duvida sim e nem sabe com quem está falando e não pode confiar em um estranho. Xaveco sai atrás da moita com raiva e e fala que desde quando ele é estranho para ela, é o Xaveco e avisa que vai voltar atrás do mato para continuar a enganando. Ele acha uma ousadia duvidar dele e, já atrás da moita, ele continua avisando para ela continuar lá senão o mundo vai acabar e vai ficar com peso na consciência, quando a Mônica puxa o fio do rádio. Ela bate neles e faz com que eles tapem a rachadura formada e Xaveco fala que pelo menos não é cabeça deles que estão rachadas, enquanto Cebolinha fala para ficar quieto e continuarem tampando, terminando assim.


Muito engraçada essa história com a Mônica pensando que realmente a Terra se partiu ao dar uma coelhada no chão. Já foi absurdo ter um rachamento com uma simples coelhada, mas não seria a ponto do mundo se partir por causa disso. A maioria dos planos eram planejados pelos meninos, mas às vezes os planos surgiam de repente ao verem uma situação e que podiam se aproveitar da situação para derrotar a Mônica. Nas histórias antigas de plano infalíveis a Mônica acreditava em tudo que os meninos falavam, adorava a Mônica se passando por boba até descobrir o plano deles. 


Interessante que nem foi o Cebolinha que bolou o plano infalível dessa vez, a ideia não foi dele, mas seguiu adiante quando o Cascão deu toque que era um plano. Outra coisa diferente foi que quem estragou o plano foi o Xaveco e não o Cascão como de costume, dando um destaque, então, para o Xaveco na história. Ele era um personagem exclusivamente secundário, só fazia pontas nas histórias, só a parir dos anos 2000 que o personagem já teve uma outra visão pela MSP e passou a ter mais participação e até histórias solo e até brincadeiras que ele era um personagem secundário.


Engraçado a Mônica falar com o rádio e ele responder normalmente. Se fosse uma transmissão real não teria como ter essa interação. Legal também o Xaveco levando uma pedrada do Cascão e a Mônica preocupada que não veria o Reinaldinho, o garoto fofo da rua. Era só eles irem para o lado que eles queriam antes de aumentar rachadura. Aliás, Reinaldinho era referência ao roteirista Reinaldo Waismann. Na Editora Abril ele era praticamente o oficial dos garotos fofos que as meninas admiravam. Na Editora Globo, com a sua saída da MSP, passou a ter outros meninos, como Fabinho, Ronaldinho,Robertinho, etc, mas ainda assim de vez em quando ainda tinham referência a Reinaldinho de garoto mais fofo.


Muito legal a a referência ao He-Man, ele estava muito em alta na época e até chegou a ter histórias com ele ou participando junto com outros super-heróis famosos, chegando, assim, no mesmo nível a super-heróis da Marvel e DC. Os traços excelentes da fase de ouro dos personagens. E mais uma vez teve propagandas inseridas em finais de páginas, coisa muito comum na época. Assim, a história era para ter 10 páginas, mas somando os quadros de cada propaganda, ocupou mais 1 página no gibi. Dessa vez os anúncios foram do chocolate Lolo e dos gibis do Mickey, Luluzinha e Bolinha, todos da Editora Abril, fora o anúncio do lápis Labra na lateral direita na primeira página que não influenciou nos quadros das histórias.


Foi republicada depois no 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996), naturalmente sem as propagandas inseridas e ocupando as 10 páginas normais. Abaixo, deixo a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996)

domingo, 5 de maio de 2019

Turma do Penadinho: HQ "As faces da morte"


Compartilho uma história em que a Dona Morte permitiu que um motoqueiro escolhesse de qual forma ele queria morrer. Com 6 páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 102' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cascão N º 102' (Ed. Abril, 1986)

Começa o motoqueiro Alberico em alta velocidade na sua moto cantando "Vital e sua moto" dos Paralamas do Sucesso, quando surge a Dona Morte do nada como se estivesse em uma moto e Alberico estranha a façanha dela e acha legal a roupa dela, bem punk e chocante.


Dona Morte diz que ele vai se chocar correndo na moto naquela velocidade. Alberico pergunta se é guarda de trânsito e ela responde que é a Morte. Primeiro Alberico fica aliviado porque não vai ter outra multa, mas logo se toca que se tratava que ia morrer. Rle fica desesperado perguntando como, onde e por que vai morrer e Dona Morte diz que correndo feito o Airton Penna (Ayrton Senna) e sem capacete, vai sofrer um acidente na próxima esquina e virar paçoca.


Alberico para a moto imediatamente e diz que não vai morrer assim bestamente, é o melhor motoqueiro da cidade e os amigos iam zoar. Dona Morte fala que não adianta reclamar, a hora dele chegou e estão atrasados. Alberico diz se quiser levá-lo, que seja de outra forma porque de acidente de moto ele não morre

Dona Morte reclama que isso que dá ser simpática e avisar à vítima do que vai morrer e assim leva o Alberico até em frente a um precipício e o manda se jogar. Alberico diz que suicídio não faz parte dos princípios dele e quer morrer de uma forma emocionante como ser devorado por leões selvagens. Eles vão até onde tinhaum leão, quando Alberico ver o leão rugindo na sua frente, desiste e diz que é indigesto e o bichinho não ia gostar e resolve ser morto por um bandido e manda trazer um bandidão.


Depois de um tempo, Dona Morte volta com o bandido e ela manda assaltar e dar um tiro no Alberico. O bandido estranha que a vítima que que dê um tiro bem no coraçãozinho e sai correndo achando que os dois eram malucos. Então, Dona Morte sugere que ele morra de ataque cardíaco, que é rápido e eficaz.

Alberico fala que quer morrer como sempre sonhou pilotando uma nave espacial, quando é atacado por naves inimigas e após uma batalha entre as naves, um alienígena de 5 olhos e 20 bracos invade a sua nave e o atinge com uma arma de rais zeta e morre. Aí percebe que a Dona Morte tinha sumido e se pergunta se foi tudo um sonho e pra se precaver vai passar a usar capacete e correr menos com a moto daqui para frente.

No final, Dona Morte chega no cemitério com raiva e Penadinho estranha ela voltando com mãos vazias. Dona Morte responde que do jeito que as pessoas andam exigente, vai ter que arrumar mais verbas para fazer o serviço dela ou só chegar na hora "H" porque cliente morto não reclama.


Essa história é muito divertida, a Dona Morte querendo ser simpática de avisar do que o motoqueiro vai morrer e permitir ele escolher a forma que queria morrer e acabou nem conseguindo matá-lo com tantas exigências. Se ela não tivesse avisado e tivesse deixado ele continuar com a moto acelerada, Alberico conseguiria morrer de acidente de moto. Ela até faria a vontade dele de morrer por alienígenas se tivesse verba para isso.  Quem dera se na vida real a gente pudesse ser avisado que ia morrer ou pudesse escolher a forma de morrer e essa historia permitiu essa fantasia.


Eram muito boas as histórias da Dona Morte discutindo com as suas vítimas antes de morrerem, com elas tentando enrolar a Dona Morte, a maioria ela conseguia matar as suas vítimas, mas tinham vezes que não conseguia como nessa. Histórias assim não fazem mais hoje e nessa com presença de bandido aí que não fariam mesmo.

Os traços muito bons, uma arte-final bem caprichada. Legal a lembrança da música "Vital e sua moto" dos Paralamas do Sucesso, não teve letra parodiada, já o.Ayrton Senna teve seu nome parodiado. Na época ele já era um piloto de Fórmula 1 famoso, apesar de ainda não ter conseguido um título mundial, que aconteceria só em 1988. Uma boa coincidência ele ser citado na história e eu ter postado logo no mês que completa 25 anos da sua morte (1 de maio de 1994).


Foi republicada depois em 'Coleção um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco' (Ed. Globo, 1995).  Os primeiros Temáticos da Globo tinham histórias de secundários sem nada a ver com o tema proposto. Alguns sem querer até se encaixava de uma certa forma com o tema, outros não. Nessa história da Dona Morte ainda pode dizer que teve a loucura do Alberico escolher a forma de morrer, ter um roteiro absurdo mesmo não aparecendo o Louco. Aliás, até que é uma boa sugestão de criarem um Temático com histórias envolvendo loucuras dos personagens sem serem feitas pelo Louco. Abaixo, a capa desse 'Coleção um Tema Só'.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco' (Ed. Globo, 1995)

sábado, 6 de abril de 2019

Um tabloide com Bidu

Compartilho um tabloide em que o Bidu contratou um guarda-costas pra não ter risco de se machucar. Foi publicado em 'Mônica Nº 132' (Ed. Abril, 1981) e depois republicado em 'Coleção Um Tema Só Nº 3 - Cebolinha - Planos Infalíveis' (Ed. Globo, 1993).

Começa com o Duque cumprimentando o Bidu com um tapa nas costas, mas o Bidu estava à beira de um precipício e acaba rolando e se machucando todo ao cair do precipício. Depois, Bidu com corpo todo engessado e imóvel, contrata um guarda-costas para ficar sempre ao seu lado e deixar os seus amigos  longe de distância e não ter risco de se machucar. Porém, uma mosca posa no nariz do Bidu, aí o segurança dá um tapa forte nele para tirar a mosca e acaba o Bidu com a cabeça engessada, inclusive a boca, e o segurança se contentando que o emprego está garantido até o Bidu conseguir falar. 

Muito engraçado esse tabloide, o Bidu com medo de se machucar por causa dos seus amigos contrata um guarda-costas, mas não contava que o próprio guarda-costas iria ser atrapalhado e deixar ficar todo engessado. Os traços muito bons do início dos anos 80, bem parecidos com o que ficou consagrado ao longo da década. Bem interessante que o Bidu não falou nada nessa história e ainda ficou engraçado demais. Os grandes personagens conseguem fazer graça até sem falar nada. Geralmente histórias de 1 página do Bidu eram assim da sua versão agindo como um cachorro mesmo.

Os 2 primeiros quadrinhos achei hilário, já formaria uma tirinha boa isso do Bidu caindo e o Duque lerdo ainda chamá-lo de sem-educação por não ter respondido o cumprimento. E o resto do tabloide foi muito divertido também. Hoje em dia, histórias assim não são publicadas por conta de que não pode ter sofrimento dos personagens. A seguir mostro a história completa. 


quinta-feira, 21 de março de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 155

Hoje, dia 21 de março, é o aniversário da Mônica. Em homenagem uma capa dela em clima de aniversário, com direito a bolo e refrigerante par aos convidados.

Essa foi a edição que a Mônica passou a ter uma data oficial de aniversário e a partir daí todo ano passou a ter histórias de aniversário dela nos gibis do mês de março. Nos gibis da Mônica de 1983, 1984 e 1985 foram de aniversário, ai deram um tempo com isso e aí a partir de 1994 voltaram com histórias de aniversário todo ano, pelo menos na abertura, sendo assim até hoje. E também em 1994 todos os outros personagens principais também tiveram histórias de aniversário todo ano em seus respectivos meses.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 155' (Ed. Abril, Março/ 1983).


sexta-feira, 15 de março de 2019

Mônica: HQ "O maior mistério da Terra"


Mostro uma história com participação do Pato Donald, em que a Mônica tenta desvendar o mistério de quem mostrou a língua para ela atrás do muro. Com 10 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 187' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Mônica Nº 187' (Ed. Abril, 1985)

Nela, Mônica está brincando com o Sansão quando alguém aparece atrás de uma cerca e mostra a língua para ela em um buraco que estava na cerca. Ela fica braba e joga um balde de tinta verde enquanto ele estava com a língua de fora. Mônica vai conferir o outro lado da cerca para ver quem foi que mostrou a língua para ela, mas quando vê, não contava que tinha uma reunião com todos os meninos do bairro e assim não sabe quem foi o linguarudo verde misterioso e faz planos para saber quem foi.


Primeiro Mônica passa a pisar os pés dos meninos, fazendo de conta que foi sem intenção, e ao abrirem a boca mostrando a língua quando gritam, ela vê que não estavam com língua verde. Mônica acha cansativo pisar nos pés dos meninos e como eles já estavam olhando feio para ela, resolve adotar outro método.


Assim, quando o Franjinha estava prestes a iniciar a reunião, Mônica se fantasia de sorveteiro e distribui sorvete para eles, sendo que o sorvete era de cola e ao lamberem o sorvete, ficam a língua grudada e era só ela puxar o picolé para ver quem estava com a língua verde. Franjinha descobre que era a Mônica ao tirar o disfarce dela e pergunta se pretende acabar com a reunião deles, enquanto os outros meninos já estavam com raiva dela.


Mônica tem uma ideia e diz que estava lá para homenageá-los. Um menino pergunta se é a homenagem é pisar nos pés deles ou vender sorvete de cola e Mônica diz que vai deixar todos mostrarem a língua para ela e não vai reagir nem bater em ninguém. Eles acham que é um truque e uma armadilha.

Mônica pede para o Franjinha ser o primeiro a experimentar. Ele fica com medo  a princípio, enquanto os outros meninos incentivam a mostrar a língua, acaba mostrando e vê que não aconteceu nada. Os outros, então passam a mostrar também. O primeiro , além de  mostrar, xinga a Mônica de bobona e dentuça e ela dá um soco tão grande que ele chega a voar longe, falando que é só para mostrar a língua, e não xingar.


Depois, segue tudo tranquilo e todos conseguem mostrar a língua normalmente. Depois de uma hora não tinha mais ninguém, mas ela sente falta do Cebolinha e Cascão. Ela encontra os dois descansando debaixo de uma árvore e pergunta se eles não vão mostrar a língua para ela.

Os meninos falam que estão cansados de apanhar e como os planos nunca dão certo, eles fizeram um trato e nunca mais vão provocá-la, xingar ou mostrar a língua. Mônica dá uma coelhada neles assim mesmo, mostram a língua com a pancada e ela vê que não estava verde. Como não sobrou nenhum outro menino no bairro, acaba não descobrindo quem era o linguarudo verde misterioso.


Na segunda parte da história, é descoberto o mistério. Mônica vai para casa, achando o mistério esquisito e vai para casa , já que estava anoitecendo e estava com sono.  Ela se prepara para dormir, e quando se deita e começa a dormir, ouve um "splash", que era um barulho de uma torneira aberta. Ela vai conferir com uma lanterna no lado de fora da casa.

Chegando lá, ela ouve a pessoa falando que não tinha que andarem histórias que não são deles e que a tinta não queria sair da língua dele enquanto lava a língua na pia. Mônica joga a luz da lanterna para descobrir quem era o linguarudo verde misterioso e, para a sua surpresa era o Pato Donald, que corre quando  ela joga a luz em cima dele, terminando assim.



Muito boa essa história, muito criativa. Legal ver a Mônica tentando descobrir o mistério de quem mostrou a língua para ela pelo buraco da cerca e todos os seus planos para conseguir isso. Engraçado ver a Mônica jogando tinta verde no linguarudo, pisando os pés dos meninos, dando sorvete de cola, além dos meninos mostrarem as línguas para ela sem apanhar. Gostei do narrador-observador do início interagindo e interessante ser dividida em 2 partes, mesmo sendo curta, com a segunda parte sendo a solução do mistério.


O final foi surpreendente, o linguarudo verde misterioso podia ter sido qualquer menino da turma, como o Cebolinha, Cascão, Xaveco, Zé Luís, ou no máximo um secundário da MSP de outro núcleo, mas para surpresa de todos foi o Pato Donald , isso que foi a grande sacada de fugir do óbvio. Interessante a Mônica e os leitores descobrirem isso juntos. E ainda vimos um grande encontro inesperado da Mônica com Pato Donald, universos bem diferentes. 


Acho que criaram a história como uma brincadeira de algo como a revista da Mônica ter vendido mais que a do Pato Donald ou a Mônica ser mais popular que o Pato Donald, aí ele mostrou a língua para a Mônica por causa de inveja. Como na época, eles eram concorrentes e estavam na mesma editora podiam fazer essa brincadeira. Ou então fizeram a história como homenagem a Disney mesmo. 

Já tiveram outras referências a Disney nos gibis da Turma da Mônica, normalmente citações e nomes parodiados, como , por exemplo,  na história "A bruxa que odiava parques" (Parque da Mônica Nº 32 - Ed. Globo, 1995) em que a bruxa destruiu a "Nisdeylandia" (Disneylândia). Crossover também na edição "Você Sabia Nº 8" sobre histórias em quadrinhos (Ed. Globo, 2004), mas, sem dúvida essa história de 1985 é a mais famosa e mais lembrada pelos leitores.


Os traços excelentes, com uma arte-final muito legal, provavelmente do Alvin Lacerda. Na postagem a coloquei completa. De curiosidade, os meninos principais da turma não apareceram na reunião, só figurantes. Apenas Franjinha, que era o líder da reunião, e o Jeremias durante a reunião em um quadrinho, e só no final Cebolinha e Cascão aparecem e nem estavam na reunião. Na parte que a Mônica se fantasia de sorveteiro, lembra os desenhos animados como Pernalonga, Patolino, Tiny Toon, em que os personagens se fantasiavam para enganar os vilões e fazê-los de bobos e, assim outra referência a outros universos.

Tem também absurdos como a Mônica já ter um balde de tinta a disposição dela enquanto brincava com o Sansão e o Pato Donald primeiro aparecer como uma língua normal atrás do muro e depois aparece com sua língua de pato no final, mas são detalhes que não estragam a história e até dão magia em histórias em quadrinhos, que não precisam de tudo explicado.


Atualmente, os quadrinhos Disney voltaram a a circular nas bancas ,agora pela Editora Culturama, após 68 anos ininterruptos pela Editora Abril e 8 meses sem circulação após o fim conturbado na Editora Abril. Desde julho de 2018 que não tinham mais gibis da Disney em circulação nas bancas do Brasil e agora em março de 2019 estão de volta.

Muito bom relembrar essa história com o encontro histórico da Mônica com o Pato Donald. Ela foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 9' (Ed. Globo, 1991), onde li pela primeira vez, sendo que as imagens da postagens são do gibi original de 1985. Abaixo, a capa desse 'Almanacão de Férias Nº 9'.

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 9' (Ed. Globo, 1991)