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segunda-feira, 18 de março de 2019

Chico Bento: HQ "Ele vem vindo!"

Compartilho uma história em que o Chico Bento ficou desesperado na possibilidade de um diabinho aparecer toda vez que falava a palavra "Diacho!". Com 7 páginas, foi história de abertura de "Coleção Coca-Cola - Chico Bento" (Ed. Globo, 1990).


Chico reclama na rua que está carregando uma sacola pesada de compras e fala "Diacho!". Hiro ouve ele falando e diz que "Diacho!" é um dos nomes do Coisa-Ruim (Diabo) e que está sendo chamado toda vez que fala aquela palavra. Chico diz que é só um modo de dizer e Hiro explica que para cada menino existe um diabinho, bem longe, e cada vez que se fala o nome dele, o diabinho dá um passo na sua direção para pegá-lo e se chama muito, uma hora ele chega.


Chico fica assustado, pois ele fala muito aquela palavra e começa a contar quantas vezes falou o nome dele. Zé Lelé chega e pergunta se Chico está contando carneirinhos e. quando tenta explicar, Chico se enrola e acaba falando "Diacho!" de novo.

Zé Lelé pergunta o que tem a ver e Chico explica a situação, mas não fala diabinho e quando Zé Lelé pergunta quem vai chegar, Chico fala "Diacho!" de novo. Chico reclama que o Zé Lelé o fez falar novamente e se pegunta quantos passos faltam par ao diabinho chegar. Zé Lelé fala que se tiver uma perna bem cumprida, falta pouco. Chico fica desesperado e corre ligeiro com as compras para casa.


Chico se esconde atrás da mesa e Dona Cotinha pergunta como ele conseguiu trazer as compras pesadas tão ligeiro. Chico diz que é porque ele está atrás dele e quer pegá-lo, mas não diz quem é. Batem na porta e Chico se desespera falando para a mãe não deixar pegá-lo. Dona Cotinha abre a porta, enquanto Chico se esconde debaixo da mesa e quando vai dizer quem foi que chegou, Chico diz que era o Coisa-Ruim. Mas era o Zé da Roça, que fica brabo pelo Chico o ter chamado assim.


Eles saem, com Chico inseguro de brincar na rua e ele explica a situação. Zé da Roça acha engraçado e acha que é besteira. Chico diz que é porque não é com ele, quando aparece uma sombra parecendo um diabinho. Chico pega um pedaço de pau e diz que não vai pegá-lo sem luta e taca o pau na cabeça de quem vem vindo. Quando ele vê era apenas a Rosinha, que estava com um penteado novo e ela dá um soco na cabeça dele chamando de grosseirão e vai embora chorando e terminando o namoro.


Logo em seguida, aparece uns chifres atrás da moita. Chico pega pensando que era o diabinho, mas era um touro, que dá uma chifrada tão grande que faz ele voar longe. Zé da Roça vai atrás e pergunta se está convencido que é tudo besteira. O pai do Chico, Seu Bento, chega na hora perguntando o que houve. Chico explica tudo e Seu Bento fala que falaram só para impressionar. Chico fala "Diacho!" de novo e Seu Bento diz que também não é para ficar falando essa palavra toda hora. Assim, Chico diz que nunca vai mais falar, que é feio e vai pensar duas vezes antes de falar, mas no diálogo já fala "Diacho!" 3 vezes.

No final, todos vão embora, a vila fica vazia e surge o Diabinho do Chico, com mala e trouxa, e reclama que vem de tão longe, o chamam tanto e quando chega não tem ninguém para receber, e, com isso, era verdade mesmo a história do Hiro.


Essa história é muito legal, com o Chico evitando não falar "Diacho!" para que um diabinho não pegá-lo. Engraçado ver todo o seu desespero  por causa disso, chegando a correr acelerado mesmo com compra pesada e se esconder debaixo da mesa. Mostra de uma forma bem humorada que não se deve falar palavrões, mesmo que seja inventando um conto.


Atualmente, essa história não seria publicada, pois além de falar de diabos, que evitam ao máximo hoje, também tem palavra "Diacho!" proibida atualmente, assim como "Droga!" e tantas outras do tipo que eram faladas tranquilamente e a toda hora nos gibis antigos e hoje não mais por causa do politicamente correto, fora violências como Chico dando paulada na Rosinha, Chico levando soco dela explicitamente, além de Chico levando chifrada de touro.

Os traços muito bons, desenhos consagrados dos personagens, interessante que a Rosinha ficou bem diferente com o penteado novo, nem dava para reconhecê-la. Foi uma história inédita que deveria sair em um gibi convencional do Chico ,mas foi reprogramada para sair nessa "Coleção Coca-Cola" e também nunca foi republicada, assim como quase todas as inéditas dos gibis dessa promoção "Coleção Coca-Cola".


Dessa vez sem código da revista de 1990 que seria publicada se não tivesse a coleção. É que normalmente as histórias inéditas tinham o código do gibi que seria publicada antes de ser reprogramada para sair na "Coleção-Coca-Cola". Como nos créditos da última página com a tirinha, diz que é uma edição Chico Bento Nº 97a", então inicialmente teria saído naquele gibi. Não teve também uma imagem do logotipo da "Coca-Cola" ou de outros refrigerantes inserida na história, que eram os únicos anúncios nos gibis dessa coleção, mas nas outras histórias desse gibi que eram republicações inseriram os logotipos.

Muito bom relembrar essa história marcante. Para saber mais detalhes sobre a "Turma da Mônica Coleção Coca-Cola" como um todo, entre aqui:

sexta-feira, 8 de março de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 14

Nessa capa, Chico Bento brinca de Tarzan e quer pular do alto de uma árvore com cipó e Rosinha e Zé Lelé ficam aflitos e já deixam um enfermeiro a tira colo para levar de maca para o hospital, certos que o Chico vai se machucar feio. O logotipo com contorno colorido parecendo iluminado deixa mais bacana ainda.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 14' (Ed. Globo, Julho/ 1987).


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Chico Bento Nº 53 - Editora Globo


Em janeiro de 1989 chegava nas bancas o gibi "Chico Bento Nº 53' pela Editora Globo. Então, nessa postagem falo uma resenha desse gibi lançado há exatos 30 anos.

Com uma capa bem legal com o Chico Bento ouvindo um canto de uma ave no lugar de um rádio de pilha, interessante o logotipo com contorno vermelho, parecendo iluminado. Esse gibi da fase quinzenal teve 36 páginas e 5 histórias, incluindo a tirinha final, e com história de secundários com Papa-Capim.

Abre com a história "O bom português", com 7 páginas. Nela, Chico é chamado pela professora Marocas para ler a redação que ele fez em voz alta na frente da classe toda. Chico lê 2 linhas e é interrompido pela professora, alegando que com os erros de português no trecho que leu já daria para serem discutidos a aula toda e diz que ele precisa ler mais para escrever direito e conhecer o bom português.

Chico diz que só conhece o Nhô Mané da venda, que ele é um bom português, só erra nas contas as vezes. Marocas fala que é para o Chico consultar o dicionário e ele responde que sim, se ela disser onde ele mora. Marocas perde a paciência, termina a aula e diz para o Chico descobrir sozinho. Na rua, Chico pergunta para um senhor onde pode achar o dicionário e o senhor aponta para a biblioteca da vila. Chico vai até à porta e vai embora, reclamando que só tinha uma mulher lá.

Trecho da HQ "O bom português"

Em casa, Chico conta tudo para o seu pai e ele diz que dicionário é um livro e não gente e vai procurar um que tem em casa. É encontrado em lugar misterioso e Chico espanta no tamanho do livro e vai para o quarto ler. Ele estranha palavras quando folheia e se pergunta se é língua portuguesa ou estrangeira. Ele não desanima e resolve ler tudo, pois prova que ele não sabe nada e quer mostrar para a professora que aprendeu o bom português e lê tudo durante a madrugada sem dormir.

Amanhece,  a mãe Dona Cotinha estranha o estado cansado do filho e enquanto ele toma café já vai dando descrição de algumas palavras faladas na conversa com a mãe, como "insônia", "estudando" e "escola". Já chegando lá na escola, em cada palavra que é falada, ele dá a sua descrição. Assim, ao falarem "professora", "dicionário", "esforço", "bem", ele dá seus significados. Marocas fica com medo com a atitude do Chico, manda parar de falar e lhe dá um "Dez" e ele acaba desmaiando.

Trecho da HQ "O bom português"

Marocas leva o Chico para casa para ser atendido por um médico, que fala que está bem e só teve uma estafa mental. Marocas fala para o Seu Bento que prefere o Chico aprender aos poucos, mas que gostou do pai ter apresentado o dicionário ao Chico e sabe da importância dos livros e passam esse conhecimento aos filhos. Depois que ela vai embora, Seu Bento fica sem graça e fala para Dona Cotinha que, assim que o Chico melhorar, vai arrumar outro pé para a cama no lugar do dicionário que estava servindo como pé. Ou seja, a família não dá bom exemplo de leitura, não tem como o filho ter interesse. 

Muito legal essa história. Engraçado ver a fase do Chico burro, escrevendo tudo errado, respondendo mal para professora e não saber nem o que é dicionário, pensando que era uma pessoa. Quando descobriu o que era, decorou tudo nos mínimos detalhes, exatamente como estava escrito lá e a acabou passando mal com tanta informação na cabeça que não estava acostumado. Adorava essa fase burra do Chico. E interessante o Seu Bento com cachimbo na boca e ultimamente  não é permitido personagens fumarem e então em republicações de almanaques atuais eles alteram os desenhos, tirando cachimbo das cenas.

Trecho da HQ "O bom português"

Em seguida, vem "Lenhador", com 4 páginas, em que o Chico ver um lenhador querendo derrubar uma árvore e diz que está sentindo um grande aperto no coração, mas por ver sua amiga  sendo derrubada e sem poder fazer nada. O lenhador pergunta se pode ajudar e Chico diz que ele quer matar a sua árvore, quem tem cortado árvores demais na região, que elas são amigas, pode brincar com elas, ficar debaixo da sua sombra quando tem Sol forte, fazer tatuagens de amor, pegar suas frutas, apesar de levar tiro de sal quando rouba as goiabas do Nhô Lau.

Trecho da HQ "O lenhador"

Com tudo que Chico falou, ele desiste de ser lenhador e vira plantador. Em casa, Chico se desespera ao ver seu pai com lenhas no fogão e fala que seria bom comprar um fogão a gás.

História mostrando a característica ecológica do Chico, preocupado com o desmatamento de árvores e fazer de tudo para evitar isso. Bom ver Chico levando tiro de sal do Nhô Lau e fazendo questão de dizer que rouba goiaba, coisas que não aconteceriam e iam modificar tal cena se fosse pra republicar hoje.

Trecho da HQ "O lenhador"

Depois vem Papa-Capim com a história "O Dia do caçador", com 10 páginas. Nela, o narrador apresenta o Papa-Capim como um grande caçador, prestes a caçar uma ave na selva. Quando ele lança a flecha do seu arco para atingir a ave, acaba acertando um Curupira, que fica com muita raiva do Papa-Capim ter o acertado e por estar caçando na região. Abre um parênteses do narrador explicando quem é o Curupira, que é o defensor da natureza e dos animais e prega peças nos caçadores, e, logo conclui que Papa-Capim está em maus lençóis.

Trecho da HQ "O dia do caçador"

O Curupira dá um castigo de transformar o Papa-Capim em vários animais para ele aprender como os animais lutam pela sobrevivência. Assim, é transformado primeiro em uma ave que ele queria caçar e passa a ser caçado por 2 indiozinhos. Ao desejar ser outro bicho, Papa-Capim é transformado em tatu e consegue cavar um túnel pra desviar dos índios, mas acaba o túnel indo parar em uma correnteza do rio e estava quase afogando até que se transformou em tartaruga e, assim ele consegue nadar. Porém, passa a ser perseguido por jacaré, até conseguir se transformar em um pássaro e voar e, assim, ele consegue dormir e descansar em uma ´árvore a noite toda.

Trecho da HQ "O dia do caçador"

No dia seguinte, ele acorda como macaco e como não pode voltar para a sua aldeia daquele jeito, ele volta para a selva e comenta com os animais como eles se sentem. Nisso, Papa-Capim ouve 2 caçadores com planos de capturar vários animais da selva. Papa-Capim tenta avisar o pessoal da aldeia, mas ele se transforma em onça na hora e assusta seus amigos. Então, como onça, ele resolve atacar os caçadores que se assustam e fogem da selva. O Curupira vê tudo e perdoa o Papa-Capim transformando em gente de novo. Papa-Capim volta para a sua aldeia. a mãe dele fala que tem perdiz assada, cozido de tatu e sopa de tartaruga no almoço,  animais que ele foi transformados pelo Curupira, e, com isso, Papa-Capim diz que prefere um purê de mandioca, enquanto o Cafuné comenta sobre uma onça que ele pôs para correr ontem.

Uma aventura bem bolada, legal ver a cultura do Curupira do folclore brasileiro nos gibis. Gostavam de histórias com personagens se transformando em alguma coisa e aí dessa vez foi por causa de um Curupira. Interessante uma história bem grande do Papa-Capim em um gibi do Chico, normalmente eram de 3 a 4 páginas, no máximo 5. Foi maior até que a história de abertura do Chico e, sem dúvida foi a principal história da edição.

Trecho da HQ "O dia do caçador"

O gibi encerra com "Quero a lua", com 7 páginas. Nela, chico e Rosinha estão namorando e Rosinha pede a Lua para o Chico após ele falar que se pudesse dava a Lua para ela. Chico diz que não pode, mas ela quer assim mesmo. Ele pergunta para o pai como pode pegar a Lua e Seu Bento diz que a Lua é de todos e quem sabe daqui 10 anos quando as pessoas poderão viajar para lá e aí eles compram um pedacinho de terra para morar lá.

Trecho da HQ "Quero a Lua!"

Quando está jantando, Dona Cotinha oferece um queijo para o chico. O Queijo era amarelo e  redondo e então ele pega o queijo escondido par afazer de conta que seria a Lua para dar para Rosinha e embrulha de presente. No dia, seguinte ele entrega o presente para Rosinha e quando ela abre pensa que o queijo era a Lua mesmo. enquanto namoram, um rato rouba o queijo, Chico tenta pegar de volta, mas o rato se esconde em uma brecha da parede e Chico fica sem o queijo.

Chico diz que o rato comeu a Lua e Rosinha fica chocada porque além de ela ficar sem a Lua, o céu também não vai ter Lua de noite e que as pessoas vão namorar á luz de velas de noite. Chico se arrepende e conta que aquilo era um queijo e não a Lua de verdade, que errou porque enganou, mas não queria vê-la decepcionada. Rosinha conta que já sabia desde o início e estava esperando Chico contar a verdade, que a professora falou que a Lua é muito grande e só de foguete para ir lá e só louco ia querer a Lua só para ele. No final, é mostrada a Lua no universo, com 2 astronautas brigando entre si, disputando quem ficaria com a Lua.

Trecho da HQ "Quero a Lua!"

História bem legal, mexendo com a fantasia da Lua ser feita de queijo e a inocência do Chico pensar que a Rosinha queria mesmo a Lua e uma lição de contar sempre a verdade para os outros, seja qual for a situação. Referência ao Chapolim, quando falou "Quem será que pode me ajudar?" e mais uma vez o Seu Bento apareceu fumando cachimbo, coisa que ia alterar nos almanaques atuais. Teve várias outras histórias semelhantes com esse tema da Rosinha pedir a Lua para o Chico e algumas delas até com o mesmo título. Mas a maioria era só o início igual e o desenrolar das histórias iam mudando entre uma e outra com o decorrer dos roteiros.

Trecho da HQ "Quero a Lua!"

Na tirinha final, Rosinha lembra que tinha um encontro com o Chico Bento quando olha um peixe com um olhar muito parecido com o Chico. Hoje em dia, evitam isso de comparar personagens a bichos ou alguma situação que ridicularize o personagem para não gerar bullying e traumatizar. Tipo, colocavam muito comparando Chico como um espantalho feio e isso não fazem mais. Abaixo, a tirinha completa:

Tirinha da edição

Como podem ver, esse gibi é muito bom, histórias bem caprichadas, além de desenhos com traços bem feitos também, cada uma desenhada a seu estilo. As cores também bem caprichadas no gibi gostava, gostava dessas cores do início de 1989. Chama a atenção de ter histórias mais longas do que um gibi quinzenal convencional, sem histórias de 1 ou 2 páginas no miolo, e consequentemente tendo menos histórias no total. Papa-Capim que foi o grande destaque da edição. Vale a pena ter esse gibi na coleção e muito bom relembrar lançado há exatos 30 anos. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Capa da Semana: Chico Bento Nº 76

Uma capa voltada para o absurdo, com o Chico Bento dormindo em baixo de uma laranjeira e acaba sonhando que as laranjas estavam caindo sozinha na cesta do seu sonho... e realmente estavam! Quanta loucura! Resta saber se ele vai conseguir carregar a cesta do sonho para casa quando acordar.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 76' (Ed. Globo, Dezembro/ 1989).


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Chico Bento: HQ "Cola na sola"

No Dia dos Professores, mostro uma história em que o Chico Bento resolveu colocar cola na sola do seu pé em dia de prova na escola. Com 5 páginas, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 120' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Chico Bento Nº 120' (Ed. Globo, 1991)

Começa com o Chico Bento comentando com o Zé Lelé a caminho da escola que vai tirar nota Dez na prova que iam fazer. Zé Lelé fala que seria mais fácil o Mar Morto ressuscitar. Pela tanta confiança do Chico, Zé Lelé acha que ele estudou demais, mas Chico revela que inventou uma cola infalível e suspende o seu pé.


Zé Lelé reclama do chulé do Chico e logo vê que tem umas letras no pé e pensa que o Chico pisou em algum jornal. Chico diz que aquilo era a cola da prova e na hora é só cruzar o pé. Zé Lelé gosta da ideia já que a professora nunca ia ser louca de ficar olhando o pé dele.


Já na escola, professora Marocas pergunta se estudaram bem e antes de entregar as provas avisa que não quer ver ninguém colando e quem ela pegar com cola, vai ganhar nota zero. Durante a prova, Marocas vê o Chico olhando para o pé e pergunta o que ele tem no pé. Chico responde que é só uma coceirinha e aí Marocas deixa para lá. 

Logo depois, Marocas vê de novo o Chico olhando para o pé e comenta que o problema é que ele nunca usa botina e pergunta para a turma se alguém tem uma botina para emprestar para o Chico, deixando ele desesperado, falando que não precisa. Marocas diz que precisa porque quer ver o Chico fazendo a prova sossegado. Em seguida, o aluno Zezinho entrega as botinas pro Chico, alegando que é o único que usa botina na classe e, assim, a eles passam a fazer a prova sossegados sem interrupções.


Na saída da escola, Marocas fala para o Chico estudar na próxima porque a nota foi péssima e o Chico aborda o Zezinho falando que a culpa foi dele, não tinha que emprestar a botina. Zezinho fala que também não gostou de emprestar, ainda mais depois do trabalho que teve para colocar a cola na botina. Chico fica uma fera e corre atrás dele para brigar, reclamando por que não avisou isso na hora.

Depois, Chico volta e vê Zé Lelé rindo e encara perguntando que está rindo do quê. Zé Lelé diz que de nada e Chico comenta lamentando que tirou zero de novo e Zé Lelé rindo dele em pensamento, terminando assim.


Uma história muito engraçada do tempo que o Chico era burro e bolava várias artimanhas para colar nas provas. Dessa vez teve ideia de colocar toda a cola na sola do seu pé, mas como histórias de planos infalíveis nunca dão certo, acabou tirando zero de novo. Se estudasse, aí tirava nota boa. A professora Marocas, com toda a sua experiência com os alunos já sabia que o Chico estava colando e teve a ideia da botina para atrapalhar o seu plano e acabou atrapalhando também a  cola do Zezinho.


Os traços muito bonitos, dá gosto de ver assim e engraçada a cara do Chico de sorriso amarelo dando suas desculpas ao ser flagrado colando pela professora. Esse garoto Zezinho só apareceu nessa história mesmo, como era de costume colocar secundários participando apenas uma vez nas histórias.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Capa da Semana: Chico Bento Nº 159

Um eco é uma repetição de som devido à reflexão de ondas sonoras onde consegue ouvir o som que foi emitido e que foi refletido em grande proporção ao mesmo tempo. Com base nisso, criaram essa capa bem interessante e incorreta com o Chico mijando à beira de um precipício com eco e acabou a água lá embaixo se voltando toda para ele. Incorreta por conta do Chico está mijando em local inapropriado, mesmo tendo se dado mal por causa disso.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 159' (Ed. Globo, Março/ 1993).


sábado, 15 de setembro de 2018

Tirinha Nº 59: Chico Bento

Uma tirinha muito engraçada com  Chico Bento contando para o Zé da Roça que tirou nota Dez na escola. A princípio Zé da Roça pensa que foi em 6 matérias, mas Chico conta que foram notas entre Zero a Três em cada matéria, que somadas dão nota Dez. Do tempo em que o Chico era burro na escola, pelo menos o Chico sabia fazer contas simples de somar.

Tirinha tirada de 'Chico Bento Nº 216' (Ed. Globo, 1995).


sábado, 18 de agosto de 2018

Chico Bento: HQ "Isto é uma piscina!"

Nessa postagem mostro uma história de quando o Chico Bento foi com o seu Primo Zeca a um clube com uma piscina na cidade  pela primeira vez. Com 8 páginas no total, foi história de abertura publicada em 'Chico Bento Nº 70' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Chico Bento Nº 70' (Ed. Abril, 1985)

Começa com o primo Zeca apresentando para o Chico a piscina do clube, que estava lotada de gente lá, tanto dentro quanto fora da piscina. Chico se impressiona e pergunta ao Zeca que era aquele o lugar que o pessoal da cidade vão nadar e então Zeca pergunta se Chico está com inveja.


Chico se abana dizendo "Ô" com desdém, afinal na roça ele tinha o ribeirão que era bem melhor na visão dele. Zeca diz que vai levar o primo toda vez que for visitá-lo. Zeca entra na piscina, falando que a água tá uma delícia e Chico vai até lá. Ele caminha e comenta que já devia está na tal piscina, aí quando vai ver, eles estava pisando a cabeça do pessoal que estava nadando lá e eles xingam o Chico com palavrões de tanta raiva que ficaram.


Chico sai da piscina e depois Zeca lá dentro fala para ele ir logo lá. Chico então tira o calção e fica pelado na frente de todo mundo. Zeca sai desesperado da piscina, falando que o Chico está doido e colocar logo a calça. Chico, na sua inocência, diz que no rio ele nada pelado e Zeca diz que lá não é um rio, e, sim, uma piscina e ele tinha que nadar de roupa. Nesse momento, Chico vê uma mulher com um mini biquíni com quase tudo de fora, e pergunta se o primo tem certeza disso.

Em seguida, Zeca entra na piscina e logo em seguida o pessoal do clube entra também passando a vez do Chico. Ele, então, resolve pegar uma vara de pescar e passa a pescar cada pessoa da piscina uma a uma e aí sim quando tira todo mundo, ele vai nadar, falando que chega de pescaria por hoje. Lá, na piscina, ele até que acha gostoso nadar lá, até que uma menina gorda cai em cima dele e quase se afoga. Zeca está na beira da piscina, quando o Chico surge agitado, gritando que está chovendo gente em cima dele, acabou de cair uma gordona na cabeça dele e Zeca avisa que ele não tinha que ficar embaixo do trampolim.


Chico vai até o trampolim para saber como era essa novidade. Chegando lá no topo, acha alto demais, fica assustado e pretende voltar, mas já tinha muita gente atrás dele querendo pular no trampolim e o jeito era ele pular para não dar vexame. Ele lembra do salto que um homem fez ao ver o trampolim lá de baixo e resolve fazer o mesmo, mas o pé acaba encostando na ponta do trampolim e acaba o Chico subindo e vai parar em cima de um salva-vidas. Então, Chico deduz que um salva-vidas serve para quando despencar do trampolim para cair em cima dele. O salva-vidas fica uma fera e xinga o Chico com palavrões e Chico reclama que não entende o motivo do salva-vidas estar brabo se aquilo era o trabalho dele e se não gosta não devia estar lá.


Zeca tira o Chico de lá e chama para tomar sol e ficarem bronzeados nas cadeiras do clube. Chico diz que na próxima vai levar a rede da roça porque o povo da cidade não sabem de nada. Eles ficam 1 hora debaixo do Sol e então Zeca acha que está forte e resolve ir para sombra e pergunta para o Chico se ainda vai ficar lá no Sol. Chico diz que o pessoal da cidade não é de nada, que ele está acostumado a pegar Sol e que para ele o Solzinho era mixuruca e então continua lá se bronzeando cada vez mais. No final , Chico volta para a roça e quando o ônibus desembarca, Zé Lelé fica feliz com a volta e resolve abraçá-lo. Zé Lelé comenta que o passeio fez bem ao Chico, por ele está animadinho, sendo que na verdade, ele teve insolação e tava todo queimado com corpo ardendo e arrependido de não ter ouvido o primo e sair do Sol naquela hora.


Uma história muito engraçada com o Chico vendo uma piscina pela primeira vez, causando várias confusões lá. Gostava dessas histórias do Chico na cidade, descobrindo como era os costumes da cidade pela primeira vez e esse contraste da roça com a cidade era muito bom. Uma simples visita a um clube, como ele pôde arrumar tanta confusão. É de rachar de rir vendo o Chico tirando a roupa como se fosse o ribeirão da roça, pescar as pessoas pra nadar sozinho, pular de trampolim, entre outros. tudo na inocência e do seu jeito espontâneo de ser, agindo como se fosse uma coisa mais natural possível, mas na visão dos outros ele se passa por lerdo e retardado.

Deu para notar várias situações isoladas, de coisas que podiam fazer em um clube e que com o Chico causa confusão. Essa foi uma das primeiras histórias desse estilo do Chico na cidade com o primo, agindo como um lerdo que não conhecia nada. Na Globo ficou mais frequentes histórias assim e muitas delas antológicas e agora na Editora Panini não fazem mais histórias assim, só aparecendo o Zeca na roça.


Tem várias situações incorretas que se tornam impublicável hoje em dia, como o Chico Bento pelado no clube, os palavrões, a visão dos seios e corpo da mulher em destaque, Chico chamar a menina de "gordona" dando um ar preconceituoso, Chico e Zeca ficarem 1 hora no Sol direto sem protetor solar e ainda o Chico ter ainda mais ficado mais tempo ainda sofrendo com insolação e pele ardendo por isso no final. Apesar da lição no final de que não deve ficar exposto ao Sol forte por muito tempo, mas ainda assim hoje em dia não é bem visto finais com personagens sofrendo.


Os traços muito bons do início da fase consagrada, e dessa vez com os cabelos dos personagens com brilho azul ao invés de brilho branco. É que nos gibis de 1985 era característico colocarem os personagem com cabelo com brilho azul. As imagens eu tirei do 'Almanaque do Chico Bento Nº 33' (Ed. Globo, 1996) e eles preservaram isso, só que os tons de cores por ser uma história da Editora Abril, eles colocaram os tons de cores iguais aos dos gibis convencionais da época, por isso o tom de marrom por exemplo, bem escuros, como estavam saindo, como uma espécie de luto à morte da roteirista Rosana Munhoz, que havia falecido meses antes. 


O título dessa vez formado pela fala do Zeca, coisa muito comum de ter títulos com as falas dos personagens na época. Alguns quadrinhos apareceram 3 ou 4 quadros por linha, diferente do convencional, hoje em dia colocariam tudo no formato padrão como alternativa da história de ocupar mais páginas no gibi. Termino com a capa do 'Almanaque do Chico Bento Nº 33' onde foi republicada:

Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 33' (Ed. Globo, 1996)

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Capa da Semana: Almanaque da Magali Nº 18

Uma capa em clima de Copa do Mundo com a Magali e a turma animadas na torcida do Brasil no jogo e os pompom de torcida da Magali são 2 cachos de banana, bem a cara dela. Resta saber se vai durar até terminar o jogo.

De curiosidade é que foi lançada em setembro e podia ter saído na edição "Nº 17" de junho, que era a época certa de Copa do Mundo. Na época eles não tinham preocupação com datas certas, colocavam quando bem entendiam, aí saiu atrasada, só coincidiu mesmo o ano da Copa do Mundo 98.

Capa dessa semana é de 'Almanaque da Magali Nº 18' (Ed. Globo, Setembro/ 1998).


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Capa da Semana: Chico Bento Nº 167

Uma capa em clima de festa junina com Chico Bento com rojão soltando várias flores para a Rosinha no lugar de fogos de artifício. Apesar do romantismo, é incorreta atualmente porque atualmente não pode mexer com rojões, principalmente as crianças.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 167' (Ed. Globo, Junho/ 1993).


sábado, 9 de junho de 2018

Um tabloide com Chico Bento e Rosinha

Mostro uma história de 1 página com o namoro tímido do Chico e da Rosinha, publicada em 'Chico Bento Nº 83' (Ed. Globo, 1990). 

O namoro do Chico e Rosinha sempre foi marcado com o empecilho da timidez, sempre que queriam se  aproximar mais pra fazer uma declaração amorosa ou dar um beijo, tinha a timidez do Chico Bento para impedir.

Nessa tabloide teve o diferencial de um papel invertido, dessa vez o Chico foi mais atirado e foi a Rosinha que bancou a tímida, com vergonha de dar um beijo e pegar na mão do Chico, mas ela tem a ideia de nadarem pelados no ribeirão. Ou seja, Rosinha tem vergonha de dar beijo e segurar mão do Chico, mas não de ficar pelada na frente dele. Muito legal.

É incorreta hoje em dia por aparecer as crianças nuas, já na época era normal aparecer os personagens pelados, principalmente os meninos. Apareciam também meninas sem top. Atualmente nem os meninos aparecem mais pelados.



quinta-feira, 3 de maio de 2018

Capa da Semana: Chico Bento Nº 110

Uma capa com conscientização ecológica com o Chico Bento triste ao ver um jacaré apaixonado por um sapato feito de pele de jacaré, provavelmente sua namorada antes de matarem para transformarem em sapato. Eram comum capas assim ecológicas do Chico dando alerta aos problemas ambientais.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 110' (Ed. Globo, Abril/ 1991)


sexta-feira, 30 de março de 2018

Chico Bento: HQ "Cria coelhos"

Compartilho uma história bem divertida de quando o Chico Bento comprou um casal de coelhos na feira dando muita confusão para ele. Com 12 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 52' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Chico Bento Nº 52' (Ed. Globo, 1989)

Começa com o Chico Bento e o seu pai, Seu Bento, animado por ter vendido as abóboras do sítio na feira, quando Chico vê um cara vendendo coelhos e pede para o seu pai comprar. Seu Bento diz que não porque dá muito trabalho e deixa o filho olhando os coelhos enquanto vai comprar algumas coisas para a mãe na feira.


Chico pega no coelho, achando bem fofinho e o vendedor pergunta se quer comprar e faz por um preço bem barato. Chico diz que só tem cem Cruzados e o vendedor aceita, deixando ficar com o casal de coelhos que tinha para poder ir embora logo e que aí eles teriam crias e Chico ia ficar com porção de coelhinhos. Chico paga e deixa os coelhos dentro do seu chapéu.


Chico sai da feira com seu pai e no caminhão os coelhos começam a fazer cosquinhas na cabeça e ele começa a gargalhar. Seu Bento estranha a risada e Chico diz que é porque está contente por estar voltando para casa. Quando chegam em casa, Chico vai direto para o quarto, com um pouco de culpa por ter desobedecido o pai, e deixa o casal de coelhos em gaveta de uma cômoda até que tenha coragem de contar para o pai.


Os dias passam e Chico vai cuidando dos coelhos dentro da gaveta e não conta nada para o pai até que tem uma surpresa de aparecer mais 3 coelhinhos na gaveta. Eram filhotes do casal. Em seguida a sua mãe, Dona Cotinha bate na porta para limpar o quarto dele e estranha o filho estar trancado lá. Ela diz ainda que vai limpar tudo, inclusive as gavetas e tem sentido um mau cheiro lá. Chico se assusta e diz que não precisa porque ele mesmo faz a limpeza. Enquanto varre, Chico reclama que os coelhos estão dando mais trabalho que pensava.


Passa mais uns dias Chico chama o Zé da Roça para conhecer os 5 coelhos. Quando abrem a gaveta, encontram vários coelhos na gaveta, que acabam saindo pra fora. Chico e Zé da Roça recolhem os coelhos e põem alguns na gaveta e outros no armário do quarto. Chico tem a ideia de distribuir os coelhos antes que se multipliquem mais, quando aparecem os seus pais contando novidade que vão viajar e ficar uns dias fora. Eles vão visitar um primo de Minas Gerais que quebrou a perna e Seu Bento tem que ajudá-lo no roçado e vão sair dentro de meia hora. Com isso, Chico lamenta que não vai poder se livrar dos coelhos.


No caminho da viagem, Seu Bento percebe que o filho está triste e diz que sempre gostou de viajar para Minas e Chico diz que dessa vez vai sentir falta de casa e só fica pensando nos coelhos em toda a viagem e enquanto está na roça do seu primo de Minas. Tudo que ele faz só fica pensando nos coelhos, preocupado com as crias deles, até dormindo ele não parava de pensar. Até que o primo do seu pai fica curado e a família do Chico volta para casa.


Quando chegam, Chico impede os pais entrarem na casa, fica na frente da porta e sugere para eles almoçarem na vila enquanto ele guardas as malas. Seu Bento diz que quer descansar e vai entrar. Quando abre a porta, surgem vários coelhos para fora, assustando todo mundo. Seu Bento pede explicação ao Chico e ele diz que comprou os coelhos na feira escondido, mas não sabia que eles se multiplicavam tanto assim.

Não dá nem tempo do Seu Bento dar bronca ou surra no Chico, pois os coelhos passam a invadir as plantações do sítio, dando vários prejuízos; Eles tentam pegar os coelhos um a um, mas são rápidos e não conseguem. Dona Cotinha tem a ideia de preparar uma sopa de cenoura, que faz atrair todos os coelhos em volta da panela e assim eles conseguem prender os coelhos em uma rede gigante.


Seu Bento consegue vender os coelhos e com o dinheiro que conseguiu dá para pagar o prejuízo das plantações que os coelhos comeram. Chico pensa que o pai vai dar uma surra nele por ter comprado os coelhos, mas o Seu Bento perdoa por ele não ter feito por mal e não ia adivinhar e ainda dá de presente ao Chico um coelho daqueles, mas um só para não dar crias. Chico fica feliz e leva para o quarto e sai para pegar uma cenoura. No final, a gente descobre que era uma coelha, a mesma que o Chico comprou na feira e o coelho que ele também havia comprado estava na gaveta o tempo todo, prestes a começar tudo de novo.


Essa história é muito boa, mostrando como a desobediência do Chico em comprar coelhos que o pai não deixou pôde causar tanta confusão para ele. Ele não tinha conhecimento que coelhos reproduzem rápido e o vendedor, sabendo disso, queria se livrar dos coelhos vendendo muito barato (cobrou menos que o preço do gibi que foi de 250 Cruzados para ter uma ideia!) e acabou acontecendo do Chico criar ninhada em casa. Engraçado ver o Chico sem entender a aparição de mais coelhos sempre quando abria a cômoda do quarto e todas as situações que passou pra ver conseguia se livrar deles, piorando quando eles viajaram. 


Os traços muito caprichados e encantadores, bem típicos do final dos anos 80. Na época gostavam muito de mostrar os personagens chorando de boca aberta olhando pra cima, aparecendo praticamente só a boca. Cores muito boas também e as letras até ficaram um pouco diferente o padrão que era, mas sempre feitas a mão, o que fazia a diferença nos gibis antigos.  Eles caprichavam na arte do título, dessa vez colocando um coelho lá. Os detalhes na feira bem interessante também, como  a parte do vendedor vendendo galinhas e a mulher fazendo cara feia pensando que era com ela. Todos esses detalhes que faziam a diferença.


Tem umas curiosidades como o Seu Bento aparecer como fornecedor de feira, ou seja, vender suas plantações para a feira. De vez em quando tinham histórias assim como empreendedor vendendo produtos para feira. Outra coisa interessante é a presença de um primo distante do Seu Bento com filho pequeno, consequentemente primos do Chico Bento também. As vezes apareciam outros primos e primas do Chico sem ser o Zeca da cidade e o Zé Lelé. Sempre esses outros primos e familiares aparecendo só em uma história e nunca mais sendo vistos depois.


Nunca foi republicada até hoje. Quase todas dessa época já foram republicadas, essa deveria ser por volta de 2001, mas acabou não sendo por causa das várias situações incorretas nela. O próprio tema de criar coelhos escondido dentro de uma gaveta já é considerado um maltrato a animais e aí já não republicariam. Tem também a desobediência do Chico de ter comprado os coelhos e o Seu Bento insinuando a dar um "couro" (surra) no Chico e isso não é bem vindo hoje de pais baterem nos filhos, além do Chico falando "Diacho!", palavra proibida atualmente, Seu Bento dirigindo sem cinto de segurança e fumando cachimbo no final. Tudo isso não é permitido nos gibis atuais e algumas dessas situações seriam alteradas, estragando toda a história. Outra coisa alterada seria o valor que o Chico pagou pelos coelhos, "cem Cruzados" seria alterado para "Real". 


A Panini estava re-republicando histórias do Chico de 1989 nos gibis há algum tempo e mais uma vez não foi republicada. Ou seja, ela é uma história muito boa e rara, já que é impublicável pela MSP por conta do politicamente correto, mas se for pra estragar com alterações é melhor que fique sem republicar mesmo.