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domingo, 31 de dezembro de 2017

Chico Bento: HQ "Pra ver o ano passar"

Mostro uma história em que o Chico Bento faz de tudo para ficar acordado à meia noite, até contando com ajuda de um galo pra se manter acordado na passagem de ano. Com 10 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 77' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Chico Bento Nº 77' (Ed. Globo, 1989)

Começa com o Zé da Roça chegando na casa do Chico Bento e a mãe dele, Dona Cotinha, diz que ele estava tomando café na cozinha. Zé da Roça chega lá e vê o Chico de pijama e tomando café, só que já eram 3 da tarde.  Zé da Roça fala que sabia que ele era preguiçoso, mas nem tanto. Chico diz que vai explicar, mas antes fica tomando várias xícaras de café, causando estranheza ao Zé da Roça.


Depois de ter tomado café, Chico pergunta que dia era hoje. Zé da Roça diz que era 31 de dezembro, último dia do ano. Enquanto troca de roupa, Chico pergunta o que vai acontecer à meia noite e Zé da Roça responde que é a passagem de ano, 1990. Então, Chico diz que acaba sempre dormindo na hora da passagem de ano e nunca vê nada, só os outros que festejam. Zé da Roça também diz que nunca vê e eles imaginam que o ano é um bebê cruzando o céu cheio de estrelas brilhantes ou um cometa que de repente faz uma curva, simbolizando, assim, a "virada do ano".


Chico diz, então, que ele acordou tarde e tomou muito café pra aguentar acordado até meia noite e que dessa vez não escapa. Já no lado de fora da casa, Chico fala que não vai fazer esforço nenhum e mostra o seu galo Gerineldo, que foi treinado o ano inteiro para cacarejar bem alto assim que vê que ele fechou os olhos. Zé da Roça fica animado pra ver a passagem de ano também e vai pra casa tomar café.


Chico comenta que o Zé da Roça correndo daquele jeito vai se cansar e acabar com sono depois e por isso ele não vai fazer nenhum esforço, até que surge um touro na frente dele, fazendo o Gerineldo fugir e o Chico é obrigado a correr por causa do toro atrás dele. Ele consegue pular uma cerca e consegue despistar o touro e fica na esperança que pelo esforço que fez na correria, não tenha sono na passagem do sono.


Chega de noite e começa o Réveillon na casa do Chico. Começam a aparecer os convidados, Chico põe roupa bonita de domingo, seu pai Bento fica jogando na varanda com os amigos, sua mãe  põe a mesa cheia de comidas gostosas. Chico comenta que todo ano ele se entope de comida dando sono depois e naquele ano ele ia comer bem pouquinho pra não dormir, e depois todos ficam na sala para conversar enquanto ele fica sentado no banco. Ele fala que nessa hora acaba  caindo de sono, mas naquele ano não, e que nem vai precisar do galo Gerineldo. Até que chega quinze para meia noite e do nada Chico dorme enquanto tava falando com o Gerineldo que estava bem acordado. Nessa hora, Gerineldo cacareja bastante, chacoalha o Chico e ele não acorda. Os pais veem o Chico dormindo e o leva para dormir na cama.


No quarto, Gerineldo joga balde d'água no Chico e ele não acorda. Como última tentativa, Gerineldo tira uma pena dele e espeta a bunda do Chico, que dá um salto bem alto da cama gritando de dor, acordando assim.  Chico viu que era o seu "galinho" que fez acordá-lo e Gerineldo diz que fez isso porque ele não é besta porque depois ia sobrar para ele. Eles vão até o lado de fora da casa e todos estavam reunidos na contagem regressiva de 10 segundos da passagem do ano. Chega 1990 e eles se abraçam, estouram champanhe, tocam buzina, batem panela e soltam fogos de artifício, deixando Chico surpreso.

No dia seguinte, Zé da Roça encontra o Chico e fala que não conseguiu ver a passagem de ano porque acabou pegando no sono e pergunta se o Chico viu. Ele responde que até ficou bem acordado, mas bem na hora que o ano ia passar, o pessoal fez tanto barulho e estardalhaço, que não deu pra ver nem ouvir nada na hora do ano surgindo, terminando assim.


Uma história muito legal, mostrando que as crianças não conseguem ficar acordado até meia noite para ver a virada do ano e ficam imaginando como é. Para o Chico Bento e Zé da Roça, o ano era um bebê ou cometa que surgiam de repente no céu à meia noite e as pessoas davam boas vindas a ele e, então, quando o Chico viu a barulhada toda se decepcionou por não ter visto o bebê no céu como imaginava. Ele continuou pensando que o ano era um bebê, mas, na sua inocência e falta de explicação dos pais, o barulho e os fogos impediram de ver o ano-bebê. 


Interessante mostrar o galo Gerineldo fazendo de tudo para acordar o Chico, até balde com água fria jogou e nada de ele acordar, até ser espetado na bunda com a pena do galo. Era legal histórias do Chico ás voltas com os bichos. O Gerineldo só apareceu nessa história mesmo. Legal também ver a rotina simples de um Réveillon na roça do Chico Bento.  Os traços muito bons, bem típico dos anos 80 e consagrados, com direito a Chico com narigão do jeito como eu gostava.


De curiosidade, sempre que essa história foi republicada, eles alteram o ano "1990" para o ano corrente que está sendo republicada. Na própria Editora Globo já fizeram essa alteração, logo na primeira vez que foi republicada no almanaque "Mônica Especial de Natal Nº 3' (Ed. Globo, 1997), mudando "1990" para "1998" e nas outras vezes sempre alterados também, o que acho bobagem, pois a gente sabe que almanaques se tratam de republicações e podiam manter como foi no gibi original. Na Panini, além dessa troca de ano, eles ainda mudam tirando o cachimbo do Seu Bento na parte que ele estava conversando na cadeira de balanço com os convidados do Réveillon.


Outro ponto incorreto são os personagens soltando fogos de artifício nas mãos na hora da virada do ano e isso eles não aceitam hoje em dia e não fariam histórias assim atualmente. Talvez até quem sabe é por isso nunca mais fizeram histórias de Réveillon ultimamente, pois em algum momento teria que ter fogos de artifício para mostrar a passagem de ano. Eles fazem histórias de Natal sempre, mas histórias de Réveillon nunca mais teve.


Um detalhe na capa dessa edição 'Chico Bento Nº 77', que tiveram erros com o Zé Lelé aparecendo com dente e a Rosinha ficou com nariz como acento circunflexo ao invés do formato "c". Ficou diferente, mas mesmo assim muito boa a capa, principalmente a piada dos corações apaixonados do casal se misturando com as goiabas.

UM FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!!!

domingo, 17 de dezembro de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 102

Uma capa com o Chico Bento na frente da sua Árvore de Natal que é uma goiabeira transformada em Árvore de Natal com as goiabas representando as bolinhas de Natal. Só que pela cara dele, as goiabas não vão ficar lá até a noite de Natal.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 102' (Ed. Globo, Dezembro/ 1990).


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Chico Bento: HQ "Chico de castigo"

Compartilho uma história em que o Chico Bento ficou de castigo na escola e resolve pescar  dentro da sala de aula mesmo enquanto tava de castigo. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 26' (Ed. Abril, 1983) e republicada em 'Almanaque do Chico Bento Nº 11' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Chico Bento Nº 11' (Ed. Globo, 1990)

Começa com Professora Marocas deixando o Chico Bento de castigo por não ter feito a lição. Ele vai para uma cadeira reservada perto da janela enquanto a classe toda ri da cara dele. 


Chico fica sentado e faz cara de triste para ver se a professora fica com pena e o tire do castigo. Marocas faz cara feia e bem braba quando ele pede se pode sair do castigo e ele fica sem graça e se perguntando como ela aprendeu a fazer aquela cara. 

Em seguida, ele olha para a lagoa de fora da escola cheia de peixe e fica com vontade de pescar e diz que dava de tudo para ter uma varinha de pescar, quando surge o Zé Lelé vindo de uma pescaria com vara cheia de peixes. Chico pede emprestado a vara de pescar emprestada a ele e começa a pescar escondido lá dentro da sala mesmo já que o fio da vara alcançava perfeitamente à lagoa.


Professora Marocas estranha de Chico virado para janela e com uma mão para fora e manda olhar para frente. Então, ele fica de meio olhar para dentro da sala e meio para fora. Marocas fala para ele deixar as 2 mãos para frente e aí ele coloca a varinha nas suas costas. Enquanto Marocas fala que ele não é um mau menino, mas precisa leva rumas broncas para aprender, ele apronta pescando de costas com esperança que algum peixe morda a isca. 


Um peixe morde e faz o Chico balançar a cadeira e Marocas pergunta se ele tem alguma coisa e responde que não. Logo, um peixe enorme avança no peixe menor na vara e Chico e Chico bate forte na janela. Marocas se assusta e vê que ele está tremendo e pensa que é do sistema nervoso por estar de castigo. Ela fica com pena e fala que pode sair do castigo. Ela o segura nas mãos para levar até o seu lugar na sala, pedindo para ficar calmo quando a vara o puxa para traz de novo.


Marocas fica braba e puxa o braço do Chico ordenando que ele volte para o lugar dele para ela não se sentir culpada e vai voltar nem que seja á força. Quando um peixe gigante ataca o outro peixe da isca e aí a forçado peixe faz Chico e Marocas avançarem para fora da janela indo parar na lagoa. Chico aproveita para pescar em cima da cabeça da professora, que fica quase se afogando na lagoa, falando para o peixe que não vai escapar por não conhecer o Chico pescador. E consegue colocar o peixe para fora da lagoa comemorando que pegou, quando Marocas o puxa pela orelha falando que pegou também.


No final, um tempo depois, Seu Bento, pai do Chico, pergunta para o Hiro que estava descansando em frente a uma árvore, se não tinha visto o Chico. Hiro fala que etá tirando foto com a professora. Quando Seu Bento chega lá, vê Maroca segurando o filho pela camisa e o peixe, todos molhados, tirando foto lambe-lambe, afinal pescador tem que mostrar para posteridade fotografia do que pescou.


História engraçada demais com o Chico tentando pescar enquanto estava de castigo. Cada artimanha que ele fez só para ter o que fazer durante o castigo. Engraçado vê-lo pescando só com uma mão e depois com a vara de pescar nas costas. Na postagem a coloquei completa. Do tempo que ele era um mau aluno e vivia atazanando a professora Marocas e aí saía histórias incríveis como essa. 

Completamente incorreta, já começando o fato de professora deixar Chico de castigo, além do buylling da turma rir da cara dele por conta disso, do Chico aprontar com a professora, pescar durante a aula, e a professora puxar orelha dele no final. Histórias de pescaria também são evitadas hoje por estar maltratando peixes. Então, nunca mais terá uma história assim na MSP.


Os traços muito bons, bem caprichados e com certos movimentos principalmente do Chico pescando na lagoa, dando estilo de desenho animado. Foi republicada novamente depois em 'Coleção Um Tema Só - Chico Bento Pescaria" (Ed. Globo, 1997), de onde tirei as imagens da publicação. Uma curiosidade do código de indicação de história da primeira página fazer referência ao 'Almanaque do Chico Bento Nº 11', de 1990, em vez de colocar que é uma história da Editora Abril, que no caso teriam que colocar que era de 1997. Abaixo, a capa desse 'Coleção um Tema Só Nº 17'.

Capa de 'Coleção um Tema Só Nº 17' (Ed. Globo, 1997)

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 216

Uma capa incorreta com o Nhô Lau dando tiro na árvore e flagra o Chico Bento escondido comendo as goiabas deles. Na certa já desconfiava que o Chico estava lá. Engraçadas as caras dos dois nela.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 216' (Ed. Globo, Maio/ 1995).


domingo, 6 de agosto de 2017

Tirinha Nº 50: Chico Bento

Uma tirinha toda incorreta muito engraçada e bem a cara do Chico Bento. Ele bebe água da torneira com as mãos sujas e quando é repreendido pela Rosinha ai resolve beber água com os pés que estavam descalços mais sujos ainda . Ainda  que ele bebesse com um copo normal já estava errado em beber água direto da torneira contaminada. 

Tirinha publicada originalmente em 'Chico Bento Nº 122' (Ed. Globo, 1991).


sábado, 1 de julho de 2017

Chico Bento: HQ "Chico, 7 anos"

Primeiro de julho, dia do aniversário do Chico Bento. Então, mostro uma história clássica em que o Chico entrou em uma gruta misteriosa no dia do seu aniversário de 7 anos, que marcou o seu crescimento e maturidade. Com 9 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 2' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Chico Bento Nº 2' (Ed. Abril, 1982)

Escrita por Mauricio de Sousa, Chico está indo para uma gruta que está sempre acostumado a ir. Ele costuma ir escondido dos pais por acharem que eles iam achar perigoso entrar sozinho lá. Ele entra através de um buraco bem pequeno e sempre se encanta com a paisagem quando vai lá.


Chico dá a sua volta habitual que está acostumado comentando que os pais iam achar perigoso ele ir sozinho e que o seu pai nem ia conseguir entrar no buraco da boca da gruta. Chico vai ao encontro com seu bisavô Firmino e leva um rolo de fumo para o o seu cachimbo

Então, Chico pergunta onde está o resto do pessoal de casa e  e o seu bisavô diz que estão preparando algumas coisas para ele. Chico pergunta por que estão preparando coisas para ele e seu bisavô diz que não esqueceram do seu aniversário que estava completando 7 anos hoje. Nessa hora, aparece sua bisavó com um bolo de fubá, biscoitos e guarapa.


Chico pergunta por que fez tanta coisa e sua bisavó diz que é por causa que hoje ele vai fazer uma viagem. Ele estranha da viagem porque seu pai não avisou nada. Sua bisavó diz que é uma vagem que todos nós fazemos um dia, que às vezes começa e acaba e a gente nem se dá conta. Nhô Firmino pergunta se o bisneto não vai se arreliar com os "coisa-ruim" (saci, bruxa, diabinhos, mula-sem-cabeça, etc). Chico diz que eles estão quietos e vai deixar para lá, hoje só está com vontade de ficar com seus bisavós.


Nhô Firmino faz questão do Chico dar uma última olhada nos seus amigos da gruta. Chico se encontra com anjos, cachorro, Doceira. Ele comenta que vai fazer uma viagem e a Doceira diz que para onde ele for, não esquecer nunca deles. Chico se despede dos seus amigos e no caminho encontra um balanço e vai brincar. Ele nota que o balanço está cada vez mais para baixo, que nem dar para balançar e se pergunta se foi ele quem cresceu.


Enquanto sai da gruta, ele fica comentando no caminho da saída que seu pai ia dar uma surra se o pegasse naquela gruta, que era para estar estudando ou ajudando na roça ao invés de sumir para lá. De repente, passa a dar razão para o pai, falando que está atrasado na escola e que já está encorpado para ajudar na roça sem problema e se não ajudá-lo não vai poder passear na vila nem se encontrar com a Rosinha e o seu sorriso bonito.


Chico encontra a saída da gruta e acha o buraco da boca da gruta muito apertado, mas consegue sair com dificuldade e acha que é porque está comendo muito feijão. Então, ele se lembra que esqueceu de pegar as coisas do seu aniversário com seus bisavós. Ele tenta voltar, mas ele não consegue mais entrar na gruta pelo buraco e começa a chorar. No final, ele sai triste da gruta e no caminho de volta de casa, ele vai listando suas responsabilidades de estudar, ajudar o pai na roça, juntar dinheiro para no futuro se casar com a Rosinha, afinal a partir daquele momento ele não era mais criança.


Uma história filosófica e séria, estilo Mauricio de Sousa,  retratando o final da infância, quando a pessoa se dá conta que não é mais criança, sem ligar mais para as brincadeiras e passando a ter responsabilidades. Chico Bento ia nessa gruta desobedecendo aos pais, para encontrar com seus bisavós já mortos e sempre conservava com eles. A partir que completou 7 anos, a magia acaba e ele não consegue mais ter contato.


Fica a dúvida se ele conversava mesmo com seus bisavós mortos ou se tudo era imaginação, assim como seus amigos e "coisas-ruins" que conversava lá, enfim, se aquele lugar existia mesmo ou era fruto da imaginação do Chico. Mauricio gostava de histórias de dúvida se tudo aconteceu de verdade ou não, ficando o leitor a julgar da forma que achar melhor. Podia ter colocado algum personagem mais velho pra retratar esse fim da infância como Franjinha, Titi, Jeremias, mas pelo visto Mauricio preferiu o Chico por se encaixar mais em histórias desse tipo, mesmo que com 7 anos ainda ser criança na vida real.


Os traços ainda não estavam do jeito consagrado dos anos 80, estava em evolução. Nota-se pelo formato das bochechas do Chico formando só uma curva direto dos seus olhos. Eram traços típicos de gibis de 1982 e estavam em evolução até chegar ao estilo consagrado lá em meados de 1984. Muito lindo os cenários da história, É impublicável por mostrar assuntos filosóficos sérios como esse, além de mostrar Chico conversando com bisavós mortos e até mostrando o bisavô fumando cachimbo. Curiosidade de não ter mostrado nome da bisavó do Chico, só do seu bisavô Firmino e que nessa história o Chico fez aniversário em setembro, quando foi que saiu esse gibi. Os personagens não tinham data certa de aniversário na época e em qualquer mês podia ter histórias assim.


Dá para notar um caipirês bem diferente do atual, nos primeiros gibis do Chico o sotaque era bem carregado, predominando o gerúndio "-ano". A gente precisava até ler mais devagar pra poder entender melhor certas palavras. Com o passar dos anos forma mudando, seguindo um estilo mais parecido ao atual a partir de 1985. Lembrando que até 1980, a Turma do Chico falava sem caipirês porque a MSP era proibida de colocar personagens falando caipirês. Quando foi liberado, o período de 1980 a 1985 foi de experiência com o seu caipirês. Nas suas republicações, porém, o texto foram alterados para o caipirês atual, tanto no 'Almanaque do Chico Bento Nº 3' (Ed. Globo, 1988) quanto na 'Coleção Histórica Nº 2' (Ed. Panini, 2007). Enfim, um clássico muito bom que vale a pena relembrar.

sábado, 10 de junho de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 123

Uma capa linda sem piadinha, apenas um desenho bonito com Chico Bento e Rosinha namorando de mãos dadas atravessando uma cachoeira em uma ponte formada por um arco íris e olhando a paisagem. Muito caprichada.

Nessa edição teve a famosa etiqueta de preço que costumavam ter ao mudar o preço da edição de capa por causa da inflação. Sendo que a etiqueta foi retirada e como era com cola danificou a parte onde ela estava.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 123' (Ed. Globo, Setembro/ 1991).


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 168

Nessa capa, o Chico Bento resolve nadar no ribeirão à noite e pendura a sua roupa na Lua, por não ter onde deixar. é mais uma daquelas capas com absurdos tão comuns na época e que eram muito divertidas.

A capa dessa semana é de 'Chico bento Nº 168' (Ed. Globo, Junho/ 1993).


sábado, 1 de abril de 2017

Chico Bento: HQ "Catapora rápida"

Dia Primeiro de Abril, Dia da Mentira, então mostro uma história em que o Chico Bento mentiu para a mãe que estava com catapora só para não ir para a escola. Com 4 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 36' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento Nº 36' (Ed. Globo, 1988)

Chico diz para a mãe, Dona Cotinha, que tem uma boa notícia de que pegou catapora e aí não vai poder ir para a escola. Ela pergunta de quem ele pegou catapora e Chico diz que foi do Zé Lelé que está doente e foi visitá-lo. Dona Cotinha manda o Chico se deitar enquanto ela prepara um chá para ele. 


Enquanto a mãe está na cozinha, Chico pinta o rosto para dizer que está com catapora. Dona Cotinha chega e diz que a catapora o pegou de jeito. Chico gosta do chá e diz que vai ficar doente o dia inteiro. Enquanto Dona Cotinha leva a xícara para a cozinha, Chico olha a janela e comenta que os bobocas dos seus amigos estão indo para a escola e ele não.


Dona Cotinha volta com uma seringa de injeção enorme que o farmacêutico mandou aplicar. Chico se assusta e diz que é injeção para um elefante e Dona Cotinha diz que é para a bunda dele. Chico diz que não precisa porque já está sarado e então a mãe confirma a mentira dele e o manda para a escola.

No caminho, Chico vai com raiva pensando vários palavrões e encontra a Rosinha na janela da sua casa. Ele pergunta se ela não vai à escola e Rosinha diz que está com catapora. Chico, então, responde, que a vê na escola. Afinal, a mãe dela vai descobrir logo que está mentindo. 


Uma história bem legal mostrando a característica do Chico não gostar de ir para a escola e fazia de tudo para não ir, inclusive mentir para isso. Tentou enganar a mãe que estava com catapora, mas acabou dando errado seu plano infalível. isso para mostrar que mentira tem pernas curtas e será descoberta e foi uma forma divertida para mostrar isso.


Os traços muito bons, típicos do final dos anos 80, com detalhe da colcha da cama costurada com vários tecidos diferentes para emendar rasgos, e dessa vez a Dona Cotinha ficou um pouco diferente com cílios e sem lábios. Normalmente quando ela aparecia de cílios, era desenhada com lábios também. Impublicável por mostrar mentira do Chico de não ir para a escola, hoje em dia ele é até um bom aluno, além do Chico falar palavrão.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 187

Era comum capas com o Chico Bento pertubando os bichos. Nessa capa, o Chico está estudando Geografia e desenha o planisfério no corpo da vaca. Até que desenhou bem, a vaca que não gostou.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 187' (Ed. Globo, Março/ 1994).


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Chico Bento: HQ "Fez Aqui, Aqui Paga!"

Mostro uma história de duplo sentido com o Chico Bento em que ele diz para os adultos que fez bobagem com a Rosinha. Com 5 páginas no total, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 27' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento Nº 27' (Ed. Globo, 1988)

Começa com o Chico na igreja se confessando par ao Padre Lino que fez bobagem com Rosinha. O padre fica assustado e dá a penitência de 1 milhão de ave-marias e 400 mil pais-nossos e ainda querer falar com os pais deles.


Chico fica nervoso porque não sabe quanto é 1 milhão porque só sabe contar até 100. Ele encontra a professora Marocas e ela diz que é mil vezes mil. Chico diz que complicou por não saber quanto é mil. A professora pergunta porque ele quer saber isso e ele diz que o padre mandou rezar um milhão de ave-marias por ter feito bobagem com a Rosinha. Professora Marocas se assusta e sai correndo.

Depois Chico caminha pela vila e ouve comentários de 2 meninas comentando que a mãe não quer que chegue perto dele e saem correndo quando o Chico se aproxima delas quando percebeu que estavam falando dele. Até um cachorro correu dele. Ou seja, a notícia se espalhou e todo mundo estava sabendo.


Quando chega em casa, o seu pai está brabo e com galho de árvore na mão e querendo satisfação do filho ter feito besteira com a Rosinha. Chico diz que foi só uma besteirinha e quando vai falar o que era, o Seu Bento tampa a boca dele, falando que é uma revista infantil. E já suspende o galho para dar uma surra nele.

Chico chora e diz que nunca mais vai roubar goiaba com a Rosinha. Sabe que é feio roubar e a besteira está feita e abaixa a bunda para o pai bater nele. Seu Bento dá gargalhada e não bate no Chico, que fica sem entender o motivo da gargalhada. No final, Chico caminha e encontra a Rosinha e diz que não vão mais roubar goiaba. Rosinha pergunta se é errado e Chico responde que não é, que o pai até deu gargalhada, mas o padre deu penitência grande e pede para a Rosinha dividir as ave-marias com ele.


Essa história é bem simples e muito engraçada, como um duplo sentido dá pra dar boas risadas. Legal ver a inocência do Chico e a mente poluída dos adultos. Ele nem conseguia se explicar que havia roubado goiaba e já criavam caso. A maldade está na cabeça de quem vê. Engraçada a parte do Seu Bento tapando a boca do Chico falando que é uma revista infantil, deixando claro que estava pensando em maldade e também do Chico não saber quanto é 1 milhão e saber contar até 100.


Na MSP às vezes apareciam histórias de duplo sentido, que sempre eram bem divertidas. Fora, em situações de quadrinhos soltos que colocados fora da história dão esse sentido de várias interpretações, mas se ler a história completa via que não é nada daquilo, coisa que era mostrada muito no site "Porra, Mauricio!". Hoje em dia essa história é completamente impublicável por ter esse duplo de sentido de sexo, além do Chico ser ameaçado de levar surra do pai na bunda e o Chico ser burro a ponto de saber só contar até 100.


Os traços muito bons, bem característicos do final dos anos 80. O Padre Lino foi desenhado diferente, ainda não tinha característica fixa, em cada história aparecia diferente e nem nome fixo também. nessa, foi só chamado de padre.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Tirinha Nº 45: Chico Bento

Nessa tirinha, Chico encontra o Zé Lelé plantando café direto no saquinho só pra quando nascer já vir torrado e moído e dentro do saquinho e não dar trabalho. Coisa da cabeça do Zé Lelé. Muito legal.

Tirinha publicada originalmente em 'Chico Bento Nº 178' (Ed. Globo, 1993).


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Capa da Semana: Chico Bento Nº 97

Uma capa com o Chico Bento mostrando e de braços abertos querendo abraçar tudo que ele ama na vida. É para ler a partir do logotipo e detalhes do Chico Bento amar os leitores e o Mauricio de Sousa.

Capa criada com intenção de transmitir mensagem que devemos amar a todos e muita paz. Vale isso para todo o ano que vai se iniciar e sempre. 

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 97' (Ed. Globo, Setembro/ 1990).


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Capa da Semana: Chico Bento Nº 83

O Chico sempre foi tímido para se declarar para a Rosinha, falar coisas bonitas para ela. Então, nessa capa, ele constrói uma estátua de pedra da Rosinha para ver se consegue driblar sua timidez e se declarar para ela.  Pela cara dele nem assim adiantou.

Dessa vez a cor do chapéu do Chico apareceu diferente e achei que ficou muito bonito assim, ajudou para mudar de sempre estar com o mesmo chapéu laranja.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento N º 83' (Ed. Globo, Março/ 1990).