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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Capa da semana: Chico Bento Nº 60

No Dia do Folclore, uma capa que representa bem o folclore brasileiro com Chico Bento e o Tomé assustados com as presenças do Saci, Mula-Sem-Cabeça e Lobisomem na noite na mata, fazendo referência a história de abertura "Primo Tomé".

No segundo semestre de 1984 os gibis do Chico Bento e do Cascão estavam com capas com alusão à história de abertura, além de alguns da Mônica e, com isso, capas assim não estavam exclusivas com Cebolinha, mas em meados de 1985 já voltaram com capas com piadinhas tradicionais. E os gibis  de agosto e dezembro de 1984 tinham um selo com o Bidu bem caprichado comemorando os 25 anos da MSP até então.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 60' (Ed. Abril, Novembro/ 1984).


sábado, 3 de agosto de 2019

Tirinha Nº 64: Chico Bento

Nessa tirinha, Hiro pede ajuda para o Chico Bento aliviar  a forte dor nas costas que não estava nem conseguindo se levantar e o Chico se aproveita da posição do amigo para pular carniça no Hiro ao invés de ajudá-lo a aliviar o mau jeito nas costas. Bem incorreta por conta do Chico querer se aproveitar do sofrimento do Hiro para se divertir, mesmo assim  é muito engraçada.

Tirinha publicada originalmente em 'Chico Bento Nº 116' (Ed. Globo, 1991).


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 194

Dia Primeiro de julho é aniversário do Chico Bento. Então, mostro uma capa com o Chico recebendo presentes e felicidades da árvore e dos bichos da fazenda e do mato por causa do seu aniversário. Bem criativa, não necessariamente eles faziam capas com alusão a histórias de aniversário nos gibis da Editora Globo. Foi  o primeiro gibi do Chico com capa e histórias de aniversário desde que ficou fixa a data de aniversário dele como essa.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 194' (Ed. Globo,. Julho/ 1994).


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Chico Bento: HQ "Rosinha da perna grossa"

No Dia de São João, mostro uma história em que o Chico Bento fez a Rosinha usar uma calçola na festa junina da Vila Abobrinha para não ela não ficar de pernas de fora atraindo atenção dos meninos da vila. Com 10 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 130' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Chico Bento Nº 130' (Ed. Globo, 1992)

Nela, Chico Bento e Rosinha estão namorando quando Chico vê o Zé da Roça e Zé Lelé de olhares para a Rosinha enquanto passavam. Chico fica enciumado e reclama que os gaviões estavam olhando para ela. Rosinha achou bonitinho o ciúme do Chico e diz que foi só impressão e aí vai embora, prometendo se encontrarem na quermesse de noite.


Em seguida, Chico vê o Zé Lelé comentando sobre perna grossa com Zé Lelé e aí Chico vai tomar satisfação. Zé da Roça faça que é nada de mais e desvia o assinto perguntando se o Chico vai à quermesse de noite. Chico responde que pode apostar que vai e deixando bem claro que bem juntinho com a Rosinha. Chico fica com raiva dos dois comentando da perna grossa da Rosinha e faz um plano para eles não ficarem secando as pernas da sua namorada.


De noite, prestes ir a festa, Chico passa na casa da Rosinha para buscá-la e lhe dá um presente. Rosinha se admira, pois não era aniversário dela, e, quando vai ver, era uma calçola verde de bolinhas brancas, que o Chico queria que ela usasse na quermesse. Rosinha não gosta, acha feia e não combina com o vestido rosa dela, mas acaba colocando. Depois de ter colocado, Rosinha diz que ficou comprida e ele achou que ficou uma belezura, assim que ele gosta, ficou uma perfeita caipirinha e livre dos olhares indiscretos, enquanto ela diz que ficou uma perfeita jeca e o qe não faz para agradar o namorado.


Na quermesse, todos estranham a Rosinha de calçola. Sua amiga Sofia comenta que era para ela disfarçar que veio com a calça do pijama por baixo do vestido e Rosinha diz que foi o Chico que deu, torrou a paciência para usar e desse eito ninguém vai querer olha para ela naquela noite enquanto Sofia emenda que se olharem, vão dar risada.

Nisso, Chico comemora que nenhum gavião vai espiar as pernas da Rosinha e nem chegar perto dela enquanto pega uma bebida e quando vai entregar o copo para a Rosinha, flagra Zé da Roça dando em cima da Rosinha, convidando para dançar com ela, que aceita e Zé da Roça ainda pergunta para o Chico se  não se importa e ele diz que não, mas reprovando. Logo depois, Zé da Roça, Hiro e outros meninos também dançam com a Rosinha e Chico comenta que todos os meninos estão rodeando a Rosinha.


Nessa hora, ele ouve dois meninos falando que era uma graça a menina de calçola, quanto mais coberta estão as pernas, mais aumenta o mistério. Chico vê que foi um tonto, corre para interromper a Rosinha dançando e ordena que ela tire a calçola. Rosinha fala que foi ele mesmo que pediu para colocar e Chico diz que foi porque achava que ia esconder as pernas grossas dos gaviões, mas acabou atraindo mais, pois deixaram as pernas misteriosas, revelando, assim, o seu plano infalível.


Chico vai tomar satisfação com Zé da Roça e Zé Lelé, falando que eles estavam imaginando como eram as pernas da Rosinha. Zé da Roça pergunta como foi que pode dizer isso e Chico diz que não é para fazer de santo, que ouviu ele falar da perna grossa da Rosinha. Zé da Roça fala que naquela hora estava falando das pernas da sua galinha campeã Esmeralda e Zé Lelé emenda que está cada vez mais bonita e qualquer dia ganha um prêmio. Eles falam que nunca olharam para pernas da Rosinha e nem sabe se são grossas ou secas.


Chico pede desculpas pelo mal jeito, estava cismado a toa e agora tá tudo bem, quando Rosinha taca a calçola na cabeça do Chico. Ela diz que tirou a calçola ridícula, que só colocou de tonta para agradá-lo e chama de falso e mentiroso, que ela não é uma "coisa" para ele controlar e que grosso é ele  e não as pernas dela e termina o namoro com ele. Chico vai atrás, se ajoelha, fala que é um egoísta, um bocó, mas fez aquilo porque gosta muito dela e acaba fazendo burrada  e pede desculpas e não faz mais isso.


Rosinha perdoa na condição de dançarem juntos a noite inteira e eles dançam ao som de "Entre tapas e beijos", que era a músicas deles, e, assim, voltando às boas. No final, Zé da Roça comenta com Zé Lelé que eles formam um belo casal e que Chico nem desconfia que eles estavam falando mesmo das pernas da Rosinha e inventaram a história da galinha da coxa grossa. Zé da Roça ainda comenta que o que é bonito é para ser mostrado, enquanto olham o casal dançando.


Essa história é muito legal, mostra o Chico bem ciumento com a Rosinha na festa junina , preocupado nos outros meninos olharem para a sua perna. Tem o plano de esconder dando uma calçola ridícula, mas acabou o plano infalível não dando certo, aumentando os olhares dos meninos com o mistério de imaginar como seria as pernas da Rosinha. Histórias de planos infalíveis com outros personagens sem ser do Cebolinha sempre eram divertidas.


Engraçado ver o Chico agindo como ciumento, as partes de ele chamar os meninos "gaviões", a calçola verde que não combina nada com o vestido da Rosinha e a vergonha que ela passou por causa disso só para agradá-lo, mas que acabou que era só de interesse para controlá-la e eles dançarem a música Entre tapas e beijos de Leandro e Leonardo, que bombavam na época. Vemos na história um Chico ciumento ao extremo, controlador, autoritário de dar ordens na Rosinha como se fosse uma propriedade dele, fora sensualidade e crianças a noite toda na quermesse. Tudo isso não é aceito nos gibis atuais, ainda mais vindo de uma criança, e, com isso, essa história não seria publicada atualmente.


Os traços excelentes da fase consagrada dos personagens, com direito a Rosinha com chapéu, que deixava bem bonita. Teve um descuido do Chico falando de boca fechada na 5ª página da história (página 7 do gibi), mas pra mim até gostava quando acontecia isso. Costumam alterar isso nas republicações dos almanaques atuais quando o personagem falava de boca fechada nas originais. A menina Sofia só apareceu  só nessa história mesmo. E curiosidade de que esse gibi foi de janeiro de 1992 e, assim, teve festa junina fora do mês de junho, mas era comum histórias do Chico fora da época normal, só que colocando o nome da festa como quermesse, como foi nessa história. Assim, podia ter festa junina o ano todo lá. 

domingo, 9 de junho de 2019

Chico Bento: HQ "Flor da discórdia"


Mostro uma história em que a Rosinha terminou o namoro com o Chico Bento quando lhe deu uma flor para ela e, assim, o Chico precisou fazer de tudo para reconquistá-la. Com 6 páginas, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 26' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento Nº  26' (Ed. Globo, 1988)
Nela, Chico Bento entrega uma flor para a Rosinha. Ela acha atitude romântica e quando vai da rum cheiro na flor, é picada por uma abelha no nariz. Rosinha dá um soco no Chico e fala que está tudo terminado entre eles.


Chico ainda tenta explicar que não sabia que tinha uma abelha na flor, mas Rosinha não quer saber de conversa e no caminho encontra o Toninho que convida a Rosinha para alguma coisa e antes de ele terminar, ela já aceita, só para dar ciúme no Chico e confirmar que terminaram o namoro e ainda mostra língua para o Chico, que chupa o dedo.

Ele encontra o Zé da Roça e diz que estava triste porque era o fim. Zé da Roça diz que eles ainda estavam na segunda página e Chico fala que a Rosinha deu o fora nele. Zé da Roça até fica animado pela Rosinha estar livre para ver se ele namore com ela e Chico diz que assim o Zé da Roça não sendo amigo dele e que precisa reconquistara Rosinha. Zé da Roça dá ideia do Chico agir como machão e explica o plano.


Depois, Chico vai até onde estava a Rosinha, fala com o Toninho que a Rosinha é namorada dele e  bate no Toninho. Rosinha não gosta e dá um soco na cabeça do Chico e sai de mãos dadas com o Toninho. Em seguida, Chico se faz de coitado e resolve pular no rio com uma pedra grande no pescoço. Rosinha vê e tenta impedir, mas quando ela vê que a pedra era de isopor, bate d enovo no Chico e vai embora com o Toninho.


Com isso, Zé da Roça fala para o Chico que o jeito era desistir e arrumar outra namorada. Chico encontra Mariazinha e começa a desenrolar conversa com ela. Rosinha vê, fica com ciúme e diz que resolveu perdoá-lo, que ele não fez de propósito e, assim saem abraçados apaixonados de novo, enquanto o Toninho se aproxima da Mariazinha. No final, Rosinha vê uma flor no chão e pergunta para o Chico se ele não vai pegar. Chico diz que não para não arranjar mais confusão e Rosinha diz que não tem mais cavalheiro romântico como antigamente.


Uma história muito legal, com o término do namoro do Chico Bento com Rosinha por não ter visto que tinha uma abelha escondida na flor. Muito boa as ideias do Chico agir como machão e o suicídio para ver se volta com a Rosinha, mas o que deu certo foi quando resolveu arrumar outra namorada. Na verdade, isso era sem intenção de plano, a ideia era que já que as outras tentativas não deram certo, que parta para outra, mas acabou Rosinha tendo ciúme e com medo de perder o Chico acabou voltando para ele. Afinal, a Rosinha estava mais querendo dar uma lição no Chico ficando com o Toninho, só que quando ele agiu na mesma forma, Rosinha voltou atrás, pois ela gosta mesmo do Chico.


Interessante o Chico levar muita surra da Rosinha, ficou engraçado. A picada da abelha foi o absurdo da história, do Chico não ver que tinha uma abelha lá enquanto carregava a flor, fora quando a Rosinha foi picada, o nariz inchou só em 2 quadrinhos e depois voltou ao normal. Com o perigo de uma picada de abelha na vida real, não fariam isso atualmente. Tem as partes incorretas como Rosinha ser picada por abelha, Chico agindo como machão e simular suicídio, as surras, tudo isso não são aceitos nas histórias hoje, nem como brincadeira e aí não seria aprovada hoje em dia. Sem contar que histórias de namoro com crianças são evitadas ao máximo hoje.


Legal também a parte de metalinguagem com Zé da Roça falando que não era o fim, pois estavam na segunda página, dando a entender que eles sabiam que estavam em gibis e eram personagens em quadrinhos. Os traços muito bons, típicos de histórias de miolo dos anos 80. Os personagens Toninho e Mariazinha são só figurantes e não apareceram em outras histórias depois, como de costume.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 68

Uma capa bem fofa, com o Chico Bento resolve fazer uma surpresa para Rosinha e surgir uma flor na sua frente com uma varinha de pescar. Eram muito boas as capas de namoro do Chico com a Rosinha..

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 68' (Ed. Globo, Agosto/ 1989).



segunda-feira, 1 de abril de 2019

Chico Bento: "História de 1º de Abril"

Compartilho uma história em que ninguém acreditou quando o Chico Bento contou que o planeta Terra estava sendo invadido por extraterrestres no dia Primeiro de Abril, Dia da Mentira. Com 8 páginas, foi história de abertura publicada em 'Chico Bento Nº 57' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Chico Bento Nº 57' (Ed. Globo, 1989)

Começa com o Chico Bento vendo que era Primeiro de Abril na folhinha e já planeja qual será a mentira bem braba para contar para os seus amigos. Quando sai de casa, ele vê um homem disfarçado tirando água do poço e vai falar com o homem, que nunca tinha o visto lá antes, mas se surpreende que ele era verde e aí o homem sai correndo.


Chico vai atrás e vê que ele foi a um esconderijo e fala com seu parceiro que foi descoberto quando saiu para buscar água e é revelado que eles eram extraterrestres querendo invadir a Terra. O parceiro fala para tomar cuidado, estão próximos da invasão. que o planeta é fértil e um ótimo lugar para o povo viver e o que estraga são os homens que derrubam, destroem, desmatam, mas que passarão a a ser escravos quando tomarem conta do planeta.


O chapéu do Chico cai no esconderijo quando venta e os ETs veem que ele estava lá em cima e vão atrás dele.No caminho, Chico se esbarra com o Padre Lino. Ele tenta avisar sobre a invasão dos ETs, mas Padre Lino não acredita e ainda acha graça, afinal era Primeiro de Abril e pensava que era mentira. Chico, então, corre direto para delegacia e conta tudo para o delegado, que também acha que era uma mentira deslavada.

Depois, Chico vai à venda da Vila para telefonar para o general da Aeronáutica, mas também ri e não acredita, pois sabe que era Primeiro de Abril. O vendedor também ri achando que era tudo invenção. Quando sai, Chico é capturado pelo alienígena e levado ao esconderijo deles e chega bem na hora que estava preparando a invasão: era só apertar o botão azul, que era o sinal das naves que iam invadir a Terra, e, assim, os ETs iam tomar conta melhor das árvores, animais, rios, enquanto s humanos serão escravos deles.


Chico impede, partindo para a briga com o ET Gork e o outro entra junto para ajudar. Chico sai da briga e vai até a máquina e aperta o botão vermelho, que era o sinal para as naves invasores debandarem e irem à procura de outro planeta. A invasão é fracassada e os alienígenas ficam com pena porque eles cuidariam muito bem do planeta, que era tão bonito e gostoso, mas tão maltratado, e vão embora da Terra.

No final, Chico fica aliviado que tudo terminou bem e enquanto anda na rua, encontra o Zé Lelé aflito, dizendo que tem milhões de disco voadores invadindo a Terra. Chico fica desesperado, pensado que eles tinham voltado, e Zé Lelé avisa que era só Primeiro de Abril e, assim, Chico caindo na mentira dele.


História muito bacana e criativa do Chico precisando impedir a invasão de extraterrestres na Terra, mas deu confusão por ser bem no dia Primeiro de Abril e as autoridades pensavam que era mentira. Legal ver o seu desespero para avisar, mas não conseguir e precisar, com isso, enfrentar os ETs sozinho. E ainda teve seu lado ecológico quando eles revelam que motivo de invadir a Terra era para cuidar melhor do planeta.


Com um modo divertido, mostra para os leitores lição de que se conta muita mentira, depois ninguém acredita quando fala uma verdade. Outra lição foi refletir sobre a conscientização ecológica para os humanos cuidarem melhor do planeta Terra que é tão maltratado com desmatamento, poluição, etc. No caso, até que a intenção dos alienígenas era boa para ter um cuidado melhor com o planeta sob direção deles, mas o problema seria tornar os humanos escravos,e, assim, o Chico teve que impedir isso.


Em 1989, os gibis do Chico estavam com muitas histórias com ele enfrentando extraterrestres. Embora em 1988 já tiveram algumas, mas foi bem mais frequente nos gibis do Chico de 1989, foram 5 só com extraterrestres em um período curto de tempo daquele ano. Além disso, tiveram também mais histórias do Chico de conto de fadas, enfrentando bruxas, assombrações, levando a crer que estavam fazendo experiências se dava certo esse contraste do universo rural do Chico com extraterrestres e o sobrenatural. Uns acham esse contraste legal, uma novidade, outros não gostam. Seguiu assim até meados de 1990, depois seguiu o ritmo normal, sendo histórias assim do Chico só de vez em quando.


Os traços muito bons, da fase consagrada dos anos 80 e cores maravilhosas. O Chico que ficou com nariz em forma de círculo ao invés de formato "C" de costume quando ficava de frente. Aliás, eu adorava o Chico bem narigudo assim, hoje em dia ele tem nariz menor para não ter bullying com narigudos. Padre Lino desenhado diferente dessa vez, ainda não era definido seus traços, apesar de ele já ter aparecido com o visual que conhecemos em alguns histórias antes, só ficou com visual fixo só a partir dos anos 90. 


O caipirês até já estava definido, mas algumas palavras ainda foram mudadas como no caso de "mió" (melhor), que hoje em dia colocam "mior" e infelizmente mudam isso em republicações atuais. De incorreto, o tema principal de mentira, não muito bem visto pelo politicamente correto, além do general com charutos na boca, ET apontando arma para o Chico, e, com isso, não seria aprovada hoje. Muto bom relembrar essa história que completa exatos 30 anos.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Chico Bento: HQ "Ele vem vindo!"

Compartilho uma história em que o Chico Bento ficou desesperado na possibilidade de um diabinho aparecer toda vez que falava a palavra "Diacho!". Com 7 páginas, foi história de abertura de "Coleção Coca-Cola - Chico Bento" (Ed. Globo, 1990).


Chico reclama na rua que está carregando uma sacola pesada de compras e fala "Diacho!". Hiro ouve ele falando e diz que "Diacho!" é um dos nomes do Coisa-Ruim (Diabo) e que está sendo chamado toda vez que fala aquela palavra. Chico diz que é só um modo de dizer e Hiro explica que para cada menino existe um diabinho, bem longe, e cada vez que se fala o nome dele, o diabinho dá um passo na sua direção para pegá-lo e se chama muito, uma hora ele chega.


Chico fica assustado, pois ele fala muito aquela palavra e começa a contar quantas vezes falou o nome dele. Zé Lelé chega e pergunta se Chico está contando carneirinhos e. quando tenta explicar, Chico se enrola e acaba falando "Diacho!" de novo.

Zé Lelé pergunta o que tem a ver e Chico explica a situação, mas não fala diabinho e quando Zé Lelé pergunta quem vai chegar, Chico fala "Diacho!" de novo. Chico reclama que o Zé Lelé o fez falar novamente e se pegunta quantos passos faltam par ao diabinho chegar. Zé Lelé fala que se tiver uma perna bem cumprida, falta pouco. Chico fica desesperado e corre ligeiro com as compras para casa.


Chico se esconde atrás da mesa e Dona Cotinha pergunta como ele conseguiu trazer as compras pesadas tão ligeiro. Chico diz que é porque ele está atrás dele e quer pegá-lo, mas não diz quem é. Batem na porta e Chico se desespera falando para a mãe não deixar pegá-lo. Dona Cotinha abre a porta, enquanto Chico se esconde debaixo da mesa e quando vai dizer quem foi que chegou, Chico diz que era o Coisa-Ruim. Mas era o Zé da Roça, que fica brabo pelo Chico o ter chamado assim.


Eles saem, com Chico inseguro de brincar na rua e ele explica a situação. Zé da Roça acha engraçado e acha que é besteira. Chico diz que é porque não é com ele, quando aparece uma sombra parecendo um diabinho. Chico pega um pedaço de pau e diz que não vai pegá-lo sem luta e taca o pau na cabeça de quem vem vindo. Quando ele vê era apenas a Rosinha, que estava com um penteado novo e ela dá um soco na cabeça dele chamando de grosseirão e vai embora chorando e terminando o namoro.


Logo em seguida, aparece uns chifres atrás da moita. Chico pega pensando que era o diabinho, mas era um touro, que dá uma chifrada tão grande que faz ele voar longe. Zé da Roça vai atrás e pergunta se está convencido que é tudo besteira. O pai do Chico, Seu Bento, chega na hora perguntando o que houve. Chico explica tudo e Seu Bento fala que falaram só para impressionar. Chico fala "Diacho!" de novo e Seu Bento diz que também não é para ficar falando essa palavra toda hora. Assim, Chico diz que nunca vai mais falar, que é feio e vai pensar duas vezes antes de falar, mas no diálogo já fala "Diacho!" 3 vezes.

No final, todos vão embora, a vila fica vazia e surge o Diabinho do Chico, com mala e trouxa, e reclama que vem de tão longe, o chamam tanto e quando chega não tem ninguém para receber, e, com isso, era verdade mesmo a história do Hiro.


Essa história é muito legal, com o Chico evitando não falar "Diacho!" para que um diabinho não pegá-lo. Engraçado ver todo o seu desespero  por causa disso, chegando a correr acelerado mesmo com compra pesada e se esconder debaixo da mesa. Mostra de uma forma bem humorada que não se deve falar palavrões, mesmo que seja inventando um conto.


Atualmente, essa história não seria publicada, pois além de falar de diabos, que evitam ao máximo hoje, também tem palavra "Diacho!" proibida atualmente, assim como "Droga!" e tantas outras do tipo que eram faladas tranquilamente e a toda hora nos gibis antigos e hoje não mais por causa do politicamente correto, fora violências como Chico dando paulada na Rosinha, Chico levando soco dela explicitamente, além de Chico levando chifrada de touro.

Os traços muito bons, desenhos consagrados dos personagens, interessante que a Rosinha ficou bem diferente com o penteado novo, nem dava para reconhecê-la. Foi uma história inédita que deveria sair em um gibi convencional do Chico ,mas foi reprogramada para sair nessa "Coleção Coca-Cola" e também nunca foi republicada, assim como quase todas as inéditas dos gibis dessa promoção "Coleção Coca-Cola".


Dessa vez sem código da revista de 1990 que seria publicada se não tivesse a coleção. É que normalmente as histórias inéditas tinham o código do gibi que seria publicada antes de ser reprogramada para sair na "Coleção-Coca-Cola". Como nos créditos da última página com a tirinha, diz que é uma edição Chico Bento Nº 97a", então inicialmente teria saído naquele gibi. Não teve também uma imagem do logotipo da "Coca-Cola" ou de outros refrigerantes inserida na história, que eram os únicos anúncios nos gibis dessa coleção, mas nas outras histórias desse gibi que eram republicações inseriram os logotipos.

Muito bom relembrar essa história marcante. Para saber mais detalhes sobre a "Turma da Mônica Coleção Coca-Cola" como um todo, entre aqui:

sexta-feira, 8 de março de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 14

Nessa capa, Chico Bento brinca de Tarzan e quer pular do alto de uma árvore com cipó e Rosinha e Zé Lelé ficam aflitos e já deixam um enfermeiro a tira colo para levar de maca para o hospital, certos que o Chico vai se machucar feio. O logotipo com contorno colorido parecendo iluminado deixa mais bacana ainda.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 14' (Ed. Globo, Julho/ 1987).


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Chico Bento Nº 53 - Editora Globo


Em janeiro de 1989 chegava nas bancas o gibi "Chico Bento Nº 53' pela Editora Globo. Então, nessa postagem falo uma resenha desse gibi lançado há exatos 30 anos.

Com uma capa bem legal com o Chico Bento ouvindo um canto de uma ave no lugar de um rádio de pilha, interessante o logotipo com contorno vermelho, parecendo iluminado. Esse gibi da fase quinzenal teve 36 páginas e 5 histórias, incluindo a tirinha final, e com história de secundários com Papa-Capim.

Abre com a história "O bom português", com 7 páginas. Nela, Chico é chamado pela professora Marocas para ler a redação que ele fez em voz alta na frente da classe toda. Chico lê 2 linhas e é interrompido pela professora, alegando que com os erros de português no trecho que leu já daria para serem discutidos a aula toda e diz que ele precisa ler mais para escrever direito e conhecer o bom português.

Chico diz que só conhece o Nhô Mané da venda, que ele é um bom português, só erra nas contas as vezes. Marocas fala que é para o Chico consultar o dicionário e ele responde que sim, se ela disser onde ele mora. Marocas perde a paciência, termina a aula e diz para o Chico descobrir sozinho. Na rua, Chico pergunta para um senhor onde pode achar o dicionário e o senhor aponta para a biblioteca da vila. Chico vai até à porta e vai embora, reclamando que só tinha uma mulher lá.

Trecho da HQ "O bom português"

Em casa, Chico conta tudo para o seu pai e ele diz que dicionário é um livro e não gente e vai procurar um que tem em casa. É encontrado em lugar misterioso e Chico espanta no tamanho do livro e vai para o quarto ler. Ele estranha palavras quando folheia e se pergunta se é língua portuguesa ou estrangeira. Ele não desanima e resolve ler tudo, pois prova que ele não sabe nada e quer mostrar para a professora que aprendeu o bom português e lê tudo durante a madrugada sem dormir.

Amanhece,  a mãe Dona Cotinha estranha o estado cansado do filho e enquanto ele toma café já vai dando descrição de algumas palavras faladas na conversa com a mãe, como "insônia", "estudando" e "escola". Já chegando lá na escola, em cada palavra que é falada, ele dá a sua descrição. Assim, ao falarem "professora", "dicionário", "esforço", "bem", ele dá seus significados. Marocas fica com medo com a atitude do Chico, manda parar de falar e lhe dá um "Dez" e ele acaba desmaiando.

Trecho da HQ "O bom português"

Marocas leva o Chico para casa para ser atendido por um médico, que fala que está bem e só teve uma estafa mental. Marocas fala para o Seu Bento que prefere o Chico aprender aos poucos, mas que gostou do pai ter apresentado o dicionário ao Chico e sabe da importância dos livros e passam esse conhecimento aos filhos. Depois que ela vai embora, Seu Bento fica sem graça e fala para Dona Cotinha que, assim que o Chico melhorar, vai arrumar outro pé para a cama no lugar do dicionário que estava servindo como pé. Ou seja, a família não dá bom exemplo de leitura, não tem como o filho ter interesse. 

Muito legal essa história. Engraçado ver a fase do Chico burro, escrevendo tudo errado, respondendo mal para professora e não saber nem o que é dicionário, pensando que era uma pessoa. Quando descobriu o que era, decorou tudo nos mínimos detalhes, exatamente como estava escrito lá e a acabou passando mal com tanta informação na cabeça que não estava acostumado. Adorava essa fase burra do Chico. E interessante o Seu Bento com cachimbo na boca e ultimamente  não é permitido personagens fumarem e então em republicações de almanaques atuais eles alteram os desenhos, tirando cachimbo das cenas.

Trecho da HQ "O bom português"

Em seguida, vem "Lenhador", com 4 páginas, em que o Chico ver um lenhador querendo derrubar uma árvore e diz que está sentindo um grande aperto no coração, mas por ver sua amiga  sendo derrubada e sem poder fazer nada. O lenhador pergunta se pode ajudar e Chico diz que ele quer matar a sua árvore, quem tem cortado árvores demais na região, que elas são amigas, pode brincar com elas, ficar debaixo da sua sombra quando tem Sol forte, fazer tatuagens de amor, pegar suas frutas, apesar de levar tiro de sal quando rouba as goiabas do Nhô Lau.

Trecho da HQ "O lenhador"

Com tudo que Chico falou, ele desiste de ser lenhador e vira plantador. Em casa, Chico se desespera ao ver seu pai com lenhas no fogão e fala que seria bom comprar um fogão a gás.

História mostrando a característica ecológica do Chico, preocupado com o desmatamento de árvores e fazer de tudo para evitar isso. Bom ver Chico levando tiro de sal do Nhô Lau e fazendo questão de dizer que rouba goiaba, coisas que não aconteceriam e iam modificar tal cena se fosse pra republicar hoje.

Trecho da HQ "O lenhador"

Depois vem Papa-Capim com a história "O Dia do caçador", com 10 páginas. Nela, o narrador apresenta o Papa-Capim como um grande caçador, prestes a caçar uma ave na selva. Quando ele lança a flecha do seu arco para atingir a ave, acaba acertando um Curupira, que fica com muita raiva do Papa-Capim ter o acertado e por estar caçando na região. Abre um parênteses do narrador explicando quem é o Curupira, que é o defensor da natureza e dos animais e prega peças nos caçadores, e, logo conclui que Papa-Capim está em maus lençóis.

Trecho da HQ "O dia do caçador"

O Curupira dá um castigo de transformar o Papa-Capim em vários animais para ele aprender como os animais lutam pela sobrevivência. Assim, é transformado primeiro em uma ave que ele queria caçar e passa a ser caçado por 2 indiozinhos. Ao desejar ser outro bicho, Papa-Capim é transformado em tatu e consegue cavar um túnel pra desviar dos índios, mas acaba o túnel indo parar em uma correnteza do rio e estava quase afogando até que se transformou em tartaruga e, assim ele consegue nadar. Porém, passa a ser perseguido por jacaré, até conseguir se transformar em um pássaro e voar e, assim, ele consegue dormir e descansar em uma ´árvore a noite toda.

Trecho da HQ "O dia do caçador"

No dia seguinte, ele acorda como macaco e como não pode voltar para a sua aldeia daquele jeito, ele volta para a selva e comenta com os animais como eles se sentem. Nisso, Papa-Capim ouve 2 caçadores com planos de capturar vários animais da selva. Papa-Capim tenta avisar o pessoal da aldeia, mas ele se transforma em onça na hora e assusta seus amigos. Então, como onça, ele resolve atacar os caçadores que se assustam e fogem da selva. O Curupira vê tudo e perdoa o Papa-Capim transformando em gente de novo. Papa-Capim volta para a sua aldeia. a mãe dele fala que tem perdiz assada, cozido de tatu e sopa de tartaruga no almoço,  animais que ele foi transformados pelo Curupira, e, com isso, Papa-Capim diz que prefere um purê de mandioca, enquanto o Cafuné comenta sobre uma onça que ele pôs para correr ontem.

Uma aventura bem bolada, legal ver a cultura do Curupira do folclore brasileiro nos gibis. Gostavam de histórias com personagens se transformando em alguma coisa e aí dessa vez foi por causa de um Curupira. Interessante uma história bem grande do Papa-Capim em um gibi do Chico, normalmente eram de 3 a 4 páginas, no máximo 5. Foi maior até que a história de abertura do Chico e, sem dúvida foi a principal história da edição.

Trecho da HQ "O dia do caçador"

O gibi encerra com "Quero a lua", com 7 páginas. Nela, chico e Rosinha estão namorando e Rosinha pede a Lua para o Chico após ele falar que se pudesse dava a Lua para ela. Chico diz que não pode, mas ela quer assim mesmo. Ele pergunta para o pai como pode pegar a Lua e Seu Bento diz que a Lua é de todos e quem sabe daqui 10 anos quando as pessoas poderão viajar para lá e aí eles compram um pedacinho de terra para morar lá.

Trecho da HQ "Quero a Lua!"

Quando está jantando, Dona Cotinha oferece um queijo para o chico. O Queijo era amarelo e  redondo e então ele pega o queijo escondido par afazer de conta que seria a Lua para dar para Rosinha e embrulha de presente. No dia, seguinte ele entrega o presente para Rosinha e quando ela abre pensa que o queijo era a Lua mesmo. enquanto namoram, um rato rouba o queijo, Chico tenta pegar de volta, mas o rato se esconde em uma brecha da parede e Chico fica sem o queijo.

Chico diz que o rato comeu a Lua e Rosinha fica chocada porque além de ela ficar sem a Lua, o céu também não vai ter Lua de noite e que as pessoas vão namorar á luz de velas de noite. Chico se arrepende e conta que aquilo era um queijo e não a Lua de verdade, que errou porque enganou, mas não queria vê-la decepcionada. Rosinha conta que já sabia desde o início e estava esperando Chico contar a verdade, que a professora falou que a Lua é muito grande e só de foguete para ir lá e só louco ia querer a Lua só para ele. No final, é mostrada a Lua no universo, com 2 astronautas brigando entre si, disputando quem ficaria com a Lua.

Trecho da HQ "Quero a Lua!"

História bem legal, mexendo com a fantasia da Lua ser feita de queijo e a inocência do Chico pensar que a Rosinha queria mesmo a Lua e uma lição de contar sempre a verdade para os outros, seja qual for a situação. Referência ao Chapolim, quando falou "Quem será que pode me ajudar?" e mais uma vez o Seu Bento apareceu fumando cachimbo, coisa que ia alterar nos almanaques atuais. Teve várias outras histórias semelhantes com esse tema da Rosinha pedir a Lua para o Chico e algumas delas até com o mesmo título. Mas a maioria era só o início igual e o desenrolar das histórias iam mudando entre uma e outra com o decorrer dos roteiros.

Trecho da HQ "Quero a Lua!"

Na tirinha final, Rosinha lembra que tinha um encontro com o Chico Bento quando olha um peixe com um olhar muito parecido com o Chico. Hoje em dia, evitam isso de comparar personagens a bichos ou alguma situação que ridicularize o personagem para não gerar bullying e traumatizar. Tipo, colocavam muito comparando Chico como um espantalho feio e isso não fazem mais. Abaixo, a tirinha completa:

Tirinha da edição

Como podem ver, esse gibi é muito bom, histórias bem caprichadas, além de desenhos com traços bem feitos também, cada uma desenhada a seu estilo. As cores também bem caprichadas no gibi gostava, gostava dessas cores do início de 1989. Chama a atenção de ter histórias mais longas do que um gibi quinzenal convencional, sem histórias de 1 ou 2 páginas no miolo, e consequentemente tendo menos histórias no total. Papa-Capim que foi o grande destaque da edição. Vale a pena ter esse gibi na coleção e muito bom relembrar lançado há exatos 30 anos.