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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Cascão e Cebolinha: HQ "O plano do vestidinho vermelho"

Em fevereiro de 1990, há exatos 30 anos, foi lançada a história "O plano do vestidinho vermelho" em que o Cebolinha teve um plano infalível de tirar o vestido vermelho da Mônica pensando que o vestido seria o segredo da força dela. Com 7 páginas, foi publicada como história de encerramento de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990)

Começa com o Cebolinha falando com o Cascão que descobriu o segredo da Mônica. Cascão fala que já tentaram de tudo, não era cabelo, dentões ou coelhinho, e Cebolinha diz que ainda não tentaram uma coisa. Ele leva o Cascão até à Mônica e diz que ela está sempre com vestidinho vermelho e o segredo da força estaria nele e precisariam tirar o vestido da Mônica

Cebolinha diz que quem ia tirar a roupa dela seria o Cascão. Ele pergunta por que tem que ser ele e Cebolinha responde não tem problema se não quiser tirar, mas quem levaria a fama de ter derrubado a Mônica seria só ele, fazendo, assim, o Cascão participar do plano infalível.


Cascão pergunta para a Mônica se pode tirar a roupa dela. Mônica acha uma safadeza em cima dela e Cascão diz que era a forma de tirar a barata que estava nas costas dela. Mônica fica desesperada e vai até a uma moita pra tirar o vestido e dá para o Cascão, que entrega par ao Cebolinha. Mônica vê que era um truque e sai da moita para bater neles, mas vê algo e sai correndo. Os meninos comemoram que ela correu por estar sem força e vão atrás dela, mas logo aparecem dois velhinhos conservadores, reclamando que a menina estava correndo pelada.

Mônica vai para casa e eles pensam que fugiu de medo. Cascão avisa que ela pode pegar outro vestido porque ela tem vários vestidinhos vermelhos e imediatamente vão ao quarto dela e roubam todos os vestidos do guarda-roupa e correm rindo da cara que ela ficou por ter sido roubada. De fato, ela só tinha vestidinhos vermelhos.


Cebolinha tem a ideia de como a Mônica fica forte com o vestido, que eles vão vestir e distribuir para a turma toda para ficarem fortes e, juntos, derrotarem a Mônica. Logo depois, todos os meninos estão usando os vestidos da Mônica, com Jeremias reclamando se estão mais fortes mesmo vestidos daquele jeito e Zé Luís se achando ridículo. Mônica aparece com camisa e bermuda e eles aproveitam para testar a força com os vestidos dela. Cebolinha fala que ela não aprendeu a lição, que a fracota agora não é de nada e xinga de baixinha e dentuça.

Mônica fica furiosa, vermelha de raiva e bate em todos eles. No final, os velhinhos conservadores veem tudo e reclamam que no tempo deles meninos não apanhavam de meninas e nem andavam por aí de vestidinho, era tudo uma pouca-vergonha enquanto os meninos ficam cheio de dores e Cascão contente que pelo menos dessa vez não foi ele quem estragou o plano.


É muito engraçada essa história, típica história de plano infalível padrão, dessa vez com Cebolinha e Cascão querendo confirmar se o segredo da força da Mônica seria por causa do seu vestidinho vermelho. Muito boas as tiradas com Cascão inventando que tinha barata as costas da Mônica para poder tirar o vestido dela, Mônica achando safadeza do Cascão querer tirar roupa dela, os meninos roubando todos os vestidos dela e ainda vestir para ver se conseguem ter a força dela.


Foi confirmado o mistério dos personagens sempre vestirem as mesmas roupas. Eles têm várias roupas de um só modelo no guarda-roupa e, assim, a Mônica só tem vestidinhos vermelhos no seu. Nunca foi revelado o motivo da força da Mônica, não tem nada que comprove por que ela é tão forte, como um objeto ou cabelo ou os dentes como eles falaram. Por exemplo, o Popeye era forte quando comia espinafre, o Sansão por causa do cabelo. Já com a Mônica, é apenas forte e pronto. Até já teve uma história similar, "O plano da calcinha de rendinha" (Cebolinha Nº 11 - Ed. Globo, 1987), com a ideia de que a força da Mônica era por causa da calcinha que usava, mas o desenrolar foi diferente.


Foi legal ver o Zé Luís participando do plano infalível. Quando criado, era ele quem criava os planos, depois de um tempo passou essa função para o Cebolinha, mas de vez em quando ele participava dos planos do Cebolinha mesmo com idade de 16 anos, bem mais velho que os outros meninos. Ficava engraçado na idade dele interagindo e participando de planos com as crianças. Uma vez ou outra ele  também tinham histórias com ele bolando planos como no final dos anos 60 e início dos anos 70.


Os velhinhos conservadores deram um ar diferente e indício de politicamente correto, quando frisavam que meninas não andam peladas na rua, meninos não andam de vestidos nem apanham de meninas, que tudo era vergonhoso e indecente. Só faltaram falar da Monica vestida com bermuda como roupa de menino. Serviu como contraste de como era no início e final do século XX, os tempos eram diferentes, não dava para comparar, tudo muda. A história tem momentos incorretos como os meninos roubando as roupas da Mônica, agindo como ladrões, não seria permitido história assim hoje em dia.

Os traços muito bons, como sempre na época. O Jeremias dessa vez apareceu com círculo em volta da boca ao invés de lábios, não sendo padronizado como era. Apesar de prevalecer os lábios, mas as vezes desenhavam com círculo em volta da boca dependendo do desenhista. Os meninos menores com 6 anos de idade apareceram só os vestidos por serem da mesma altura e os maiores como Jeremias e Zé Luís ainda apareceram bermuda e calça, respectivamente. Fica até o absurdo como o vestido entrou no Zé Luís.


Tudo indica que seja da roteirista Rosana Munhoz, ela quem gostava de nomear planos infalíveis, mas nada confirmado que seja dela. No título acabou aparecendo crédito de nome do Cascão primeiro do Cebolinha, podia ter sido "Cebolinha e Cascão" ou até mesmo "A turma". Talvez, a princípio seria publicada em algum gibi do Cascão e depois mudaram para gibi do Cebolinha. Teve um erro em posições de balões no último quadrinho. Pelo visto o balão de "plano infalível"que ficou como fala do Cebolinha, seria fala do Jeremias e "Cascão ter estragado o plano" que ficou como fala do Jeremias, seria fala do Zé Luís. Enfim, história muito legal e foi bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Capa da Semana: Cebolinha Nº 74

Uma capa em clima de Carnaval com  Cebolinha e a turma curtindo o Carnaval com as fantasias que usaram na história "Estripulias no salão" que abre esse gibi. Destaque maior do Cascão fantasiado de lata de lixo como ele gosta tanto. Na Globo era raro ter capas com alusão à histórias de abertura, no caso, fizeram um desenho com eles curtindo com base nessa história de abertura.  Ficou muito legal.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 74' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1993).


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Magali: HQ "A mosca"

Em janeiro de 1990, há exatos 30 anos, foi lançada a história "A mosca" em que a Magali troca de corpo com uma mosca causando muita confusão. Com 16 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 16' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Magali Nº 16' (Ed. Globo, 1990)

Começa com a Magali e sua mãe, Dona Lili, saindo do restaurante, com Magali perguntando se o pai, Seu Carlito, não ia com elas e a mãe diz que ele ficou lá lavando pratos do restaurante porque a Magali comeu mais do que eles podiam pagar e lembra que ainda avançou nos pratos dos outros clientes e fala que ela precisa controlar o apetite senão vai levar os pais á falência.


Magali não entra em casa e fica na rua mais um pouco para brincar e, com vergonha pelo que fez, decide que vai aprender a se controlar na fome, comendo só o necessário e resolve comer 12 cachorros-quentes, se sentindo bem que os pais vão se orgulhar dela. Só que depois de comer, se dá conta que foram 12 cachorros-quentes e chora na árvore se sentindo uma fracassada.


Franjinha aparece e pergunta o que aconteceu. Magali diz que está triste porque não consegue controlar o apetite e ao abraçar o Franjinha, acaba comendo o chocolate que estava no bolso do jaleco dele e Franjinha vê que o caso é grave e a leva até o seu laboratório, dizendo que tem algo que pode ajudar. A mãe do Franjinha o chama e ele pede para Magali esperar lá.


Magali entra na nova invenção do Franjinha e aperta um botão que tinha nela. Enquanto o vidro se fecha, entra junto uma mosca que estava rodando o tempo todo o laboratório. A invenção dá uma sacudida e quando abre o vidro, Magali sai transformada em mosca. Sem saber ainda, ela se sente diferente, mas o apetite não mudou nada. Ela se vê através de um vidro que virou mosca e sai á procura dele, mas não o encontra na casa dele.


Depois, Franjinha volta, falando que demorou porque teve que fazer compras para a mãe dele e nota uma fumaceira no laboratório. Franjinha vê a Magali dando trombada no seu invento e quando a vê de frente se assusta com a mosca no corpo da Magali. Ela estava tonta, dando trombada em tudo e sai com ela para tentar levá-la a um médico ou veterinário.


Enquanto isso, a Magali como mosca lamenta que não encontra o Franjinha e para piorar está com muita fome. Ela vê o Cebolinha comendo xisburguer e fica rodando em volta dele. Magali come todo o seu xisburguer e ao ver a Magali transformada em mosca, dizendo que estava uma delícia, se assusta e corre de medo, quando tromba com o Franjinha. Ele diz que viu a Magali transformada em mosca. Franjinha fala que ia dizer a mesma coisa, mostrando a mosca no corpo da Magali e Cebolinha desmaia.


Quando acorda, Cebolinha diz que não era aquela Magali que ele viu, era bem pequenininha. Franjinha raciocina e deduz que a Magali entrou no seu teletransportador junto com uma mosca e, assim a máquina acionou as moléculas das duas e elas trocaram de corpo. Cebolinha sente nojo da mosca no corpo da Magali e Franjinha avisa que tem que procurar pela cidade a mosca com a cara da Magali. Antes, vão deixar a mosca na casa da Magali, falando pra Dona Lili para deixar uma parte da filha lá enquanto procuram a outra parte e ela desmaia ao ver a filha daquele jeito.


Magali sente um cheiro convidativo de comida e vai até ao restaurante e toma toda a sopa de um cliente. Ele reclama com o garçom que tem uma moca na sopa. O garçom fala que ele já tomou toda a sopa, ele diz que foi a mosca, o garçom diz que é desculpa para não pagar e um começa a xingar o outro com muitos palavrões e ela sai e vai até á cozinha do restaurante.


Magali come toda a comida e o cozinheiro ao vê-la tenta matar. Ela tenta se esconder e acaba o cozinheiro acertando no Seu Carlito que ainda estava lavando louça do restaurante. Seu Carlito reclama que além de lavar louça, ainda apanha e Magali fala que não é para deixar o cozinheiro pega-la. Quando o Seu Carlito vê a filha transformada em mosca, desmaia.


O garçom aparece e tenta matar com um inseticida. Quando está prestas a apertar o spray, Franjinha e Cebolinha  aparecem e conseguem salvá-la. Franjinha diz que foram em todos os restaurantes o bairro e conseguiram encontrar lá. Magali fala que foi culpa dos brutamontes e eles desmaiam ao descobrir que a mosca fala.


Eles aproveitam e vão embora, voltam ao laboratório e Franjinha consegue fazer a Magali e a mosca voltarem ao normal. Magali reclama que o teletransportador não fez diminuir o apetite e ele diz que o que ia dar era um xarope que ele fez à base de jiló e óleo de sardinha, que um pouco dele já deixa a comida tão ruim que tira o apetite de cada um.


Os pais falam que a Magali não precisa de nada disso, que ela vai aprender a controlar seu apetite sozinha e vão para casa, com Dona Lili perguntando se Magali está bem, e ela responde que está normal e fica feliz que os pais não estão mais brabos com ela. Em casa, Dona Lili avisa que fez um bolo açucarado que ela gosta e antes de avançar, Magali oferece bolo para as moscas que estavam rodando as frutas na mesa, falando que  primeiro quer ver se suas amigas moscas estão servidas do bolo, terminando assim.


Essa história é muito engraçada, mexe com a fantasia dos leitores. Magali na tentativa de controlar o seu grande apetite, que custou o seu pai ficar lavando louça no restaurante por ter comido demais, procurou ajuda com Franjinha e acabou se dando muito mal, trocando de corpo com uma mosca ao entrar no teletransportador. Tem as invenções malucas do Franjinha que são bem divertidas e causam muita confusões, não é a toa que os personagens têm medo quando ele avisa que criou uma invenção nova.


Foram muitos absurdos, não só da troca de corpo  entre Magali e a mosca, como também a gula da Magali como mosca e comer tudo que vê pela frente de uma tacada só, da mesma forma que ela no seu corpo normal e ainda caber tudo na barriga como miniatura. Legal também ver os prejuízos que ela dava para os seus pais por conta da gula e suas tentativas em vão para controlar, como achar que comer 12 cachorros-quentes já estaria controlando apetite, pois normalmente comeria mais. Engraçado também os sustos e os desmaios dos personagens vendo a mosca no corpo da Magali ou ela no corpo da mosca.


Os traços bem caprichados, muito bem desenhados, dava gosto de ver assim, nunca deviam ter mudado isso. Teve um erro do garçom falando de boca fechada ao mostrar inseticida, hoje em dias eles corrigem fazendo alterações em almanaques quando acontecia isso nas revistas originais. Interessante o pensamento do Franjinha ser engrenagens. Eles gostavam de colocar balões de personagens tendo ideias ou pensando personalizados. Onde normalmente seria uma lâmpada, colocavam o Chico Bento com ideia representada por lamparina, o Penadinho por uma vela, o Piteco por uma fogueira e aí com o Franjinha foi engrenagens.


Era comum na época histórias com os personagens se transformando em alguma coisa ou trocar de corpo com outra pessoa ou outra coisa, normalmente acontecendo por alguma invenção ou por causa de uma bruxa, uma fada ou extraterrestre. Hoje em dia, evitam de fazer histórias assim de transformações de personagens, não sei por que motivo, talvez por acharem bobas ou serem absurdos demais e não gostam de fazer histórias com absurdos. Uma pena porque eram muito divertidas histórias assim.


Outro ponto incorreto é a mosca no corpo da Magali, podem achar que ia traumatizar muitas crianças vendo aquilo e aí não fariam. Confesso que quando criança achei um pouco esquisito de ver a mosca grandona no corpo da Magali, mas não a ponto de traumatizar, sempre gostei dessa história. Os palavrões  entre o cliente e o garçom também não iam colocar, já que atualmente palavrões são proibidos. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Mônica: HQ "Bronzeado moderno"

Compartilho uma história em que Cebolinha e Xaveco aprontaram com a Mônica na praia. Com 12 páginas, foi publicada em 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola - Mônica' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola -Mônica (Ed. Globo, 1990)

Nela, Cebolinha acha legal o Xaveco ter ido à praia com ele e comemoram que estão livres da dentuça da Mônica. Ao ouvir os meninos falando isso, surge a Mônica perguntando quem a chamou e que eram vozes conhecidas, mas acha que se enganou e nas férias ela só quer sossego e ficar longe da agitação e dos moleques danados, principalmente do Cebolinha. Ao verem a Mônica, os meninos se escondem em uma barraca de uma mulher.


Mônica comenta que vai poder pegar um bronzeado, já que tentava no quintal dela, mas os meninos ficavam azucrinando. Cebolinha e Xaveco ficam olhando atrás de uma montanha de areia e Cebolinha tem ideia de aprontar com a Mônica, aproveitando que ela nem sabe que eles estão lá.

Depois, Cebolinha aparece com um boné representando um menino com menos idade que a Mônica e joga areia nela enquanto a Monica está se bronzeando. Ele diz que só estava brincando lá, só que ele fala trocando o "R" pelo "L". Mônica acha que é o Cebolinha e ele diz que se chama Tuta e fala assim porque é pequenininho.


Mônica volta a se deitar e ele joga areia de novo nela. Ela manda Cebolinha brincar mais pra frente e ele faz um escândalo, reclamando que Mônica não quer que ele brinque lá e como vê que estava passando vergonha com todo mundo olhando, aí Mônica deixa ele ficar. Ela comenta que o menino é mimado e quando crescer vai ficar que nem o Cebolinha. De repente, ela sente um peso nas costas e quando vê, Cebolinha deixou enterrada na areia. Ela manda tirá-la dali e ele sai dizendo que ouviu a mãe chamar e Mônica tem que se virar para sair da areia.

Então, Mônica vai para outro lugar da praia e comenta que ai ninguém vai jogar areia nela, quando de repente alguém taca água nela. Era o Xaveco vestido de menina e fala que Mônica se deitou bem no lugar onde ia fazer uma piscina e o jeito foi Mônica sair de lá.


Mônica vai para outro lugar e enquanto cochila, Cebolinha amarra um balão em forma de nuvem cobrindo todo o Sol dela. Quando acorda, Mônica acha que era uma nuvem cobrindo o Sol e resolve mudar de lugar, só que a medida que ia andando, a nuvem ia atrás dela e começa a chorar por causa da nuvem perseguir o tempo todo. Uma mulher ajuda a desamarrar e Mônica descobre que eram balões cobertos por algodão dando o formato de nuvem.


Mônica deduz que alguém está querendo impedi-la de bronzear e quer descobrir quem é. Enquanto isso, Cebolinha se fantasia de Doutor Von Flitz e conta para Mônica que é especialista em bronzeados, fala trocando as letras por causa do sotaque da terra dele e diz que o bronzeado por igual é antiquado e a nova moda de bronzeado é recortar bolinhas no chapéu e roupa de praia para ter bronzeamento de bolinhas e faz a Mônica vestir a roupa e chapéu recortados no Sol, falando que é a nova sensação em Paris e que os amigos vão ficar com inveja.


Dona Luísa vê a filha pegando Sol com aquela roupa cortada e faz tirar imediatamente dizendo que vai parecer que pegou Sarampo. Mônica diz para mãe que foi o Doutor Fritz que deu a dica do bronzeamento em bolinhas, mas logo vê peruca e óculos jogados na areia. Mônica segue as pegadas e flagra Cebolinha e Xaveco dando gargalhadas do bronzeado moderno e lembram do truque da nuvem, da água, da areia e que a dentuça ficou sem entender nada. Mônica fala que não achou graça e dá surra forte nos dois.


No final, Mônica volta para o bairro do Limoeiro e Magali elogia o bronzeado da Mônica e estranha que os meninos se queimaram, mas de um jeito bem esquisito e Mônica responde que aquilo era um bronzeado moderno. No caso, eles estavam com marcas em forma de cruzes que eram os esparadrapos dos curativos usados pra curar os ferimentos após a grande surra que levaram na praia.


É muito engraçada essa história, Mônica se passando por boba pelo Cebolinha e Xaveco quando encontram com ela na praia sem querer. É de rachar de rir com Cebolinha jogando e enterrando na areia e Xaveco de menina jogando água nela, Mônica pensar que realmente tinha uma nuvem que perseguia o tempo todo e Cebolinha fazer a Mônica ficar com roupa de saída de banho recortada com bolinhas para ter um bronzeado moderno e ela acreditando em tudo. Incrível que ela ouvia o Cebolinha falando errado e caía nas desculpas dele. Muito bom.


Às vezes os planos infalíveis saiam sem querer, com alguma coisa inesperada e os meninos aproveitavam a situação pra perturbar a Mônica, como aconteceu nessa história em que eles nem imaginavam ver a Mônica, mas quando viram não perderam oportunidade de aprontarem com ela. Cascão não apareceu dessa vez por conta da história ser ambientada na praia e por isso o Xaveco serviu como parceiro do Cebolinha no plano infalível, mas ainda assim o Cascão foi citado no início pelo Xaveco.


Os traços ficaram muito caprichados, era excelente ver desenhos assim, com direito dos personagens com curvas nos olhos quando estavam extremamente brabos, eu gostava dos olhos assim. Curioso a Mônica falar que estava de férias na praia, mas ela nem ia à escola na época, foi um erro aí. É incorreta atualmente, bronzear na praia é errado, risco de insolação, queimaduras na pele, não foi mostrado nem que ela passou protetor solar. Na época, era moda até de passarem bronzeadores oleosos sem fator UVA e UVB de proteção. O Xaveco falou "azar" na história e quando foi republicada mudaram pela palavra "zica", já que "azar" é agora uma palavra proibida nos gibis da MSP.


Foi uma história inédita até então, já que esses gibis da 'Coleção Coca-Cola' mesclavam inéditas com republicações. Segundo o código na primeira página, se fosse para sair em gibi convencional, estaria programada para sair em 'Mônica Nº 45' de 1990 e acabou saindo nessa 'Coleção Coca-Cola'. Só foi republicada na Panini em 2008 no 'Almanaque da Mônica Nº 12' e depois em 2011 nos gibis "Monica's Gang" e "Mònica  Su Padilha Nº 24"  em inglês e espanhol, respectivamente, quando eram republicações de história em outro idioma. Aliás, quase todas as histórias inéditas da 'Coleção Coca-Cola' não foram republicadas até hoje. 


E tiveram quadrinhos com propagandas inseridas de logotipos dos refrigerantes Coca-Cola e Fanta, o que era comum nessa coleção, sendo que de onde tiravam o quadrinho original para inserir os logotipos, eram quadrinhos sem importância que não iam fazer diferença no entendimento da história. Nas republicações, a gente descobre quais quadrinhos foram tirados, mas nas histórias que nunca foram republicadas não sabemos como eram esses quadrinhos tirados até hoje.


Para saber mais detalhes da 'Turma da Mônica Coleção Coca-Cola como um todo, entre aqui. 

domingo, 5 de janeiro de 2020

Capa da Semana: Almanaque do Cebolinha Nº 6

Uma capa em clima de férias com todos curtindo o alto-mar em uma boia gigante e o Cebolinha, moleque esperto que é, preferiu curtir sozinho bem a vontade na sua própria boia, longe do aperto dos seus amigos.

A capa dessa emana e de 'Almanaque do Cebolinha Nº 6' (Ed. Globo, Outubro/ 1989).


quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Cebolinha: HQ "É Natal!"

Compartilho uma história em que um vilão faz tornar o Papai Noel gigante para não distribuir brinquedos no Natal e para ele ter lucro nos seus brinquedos eletrônicos que criou. Foi publicada em 'Cebolinha Nº 156' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cebolinha Nº 156' (Ed. Abril, 1985)

É noite de Natal e Cebolinha e seus pais estão comemorando o Natal. Só que é visto alguém olhando algo por um telescópio. Na verdade, era uma arma que estava sendo apontada pelo céu, em direção ao Papai Noel, que estava entregando os presentes da crianças na hora.


O atirador misterioso consegue atingir o Papai Noel, surge um clarão em frente à casa do Cebolinha, todos ouvem um barulhão e treme a casa. Ao mesmo tempo, Cebolinha vê os vizinhos olhando em direção a sua casa. Ele vai para fora de casa, dizendo que eles não tem nada a ver com o tremor e quando olha, vê que era o Papai Noel gigante sentado na sua casa.


Todos fogem pensando que era um monstro, mas a turminha fica, percebendo que era o Papai Noel e que ele estava chorando. Papai Noel conta que estava entregando os presentes, mas do nada algo fez crescer descomunalmente e estava triste pensando na desilusão das crianças não receberem presentes de Natal, já que agora nem o dedo dele entra na chaminé. Até as renas estavam com medo dele por ter risco de machucá-las com o tamanho dele e não vai sair da casa do Cebolinha com medo de pisar alguém.


A turma pergunta quem foi que fez aquilo com o Papai Noel e aí surge o vilão chinês Brinconildo Hong da Silva Kong, o maior inventor de brinquedos eletrônicos do mundo. Ele está entrando no mercado e está lançando brinquedos eletrônicos, só que dão choque e se destroem facilmente quando as crianças tocam neles, fazendo com que elas tenham que comprar outros logo e aumentar o seu lucro. Aí ele tornou o Papai Noel gigante com o seu invento aumentador celular anatômico para impedir que as crianças ganhassem presentes do Papai Noel e comprassem os brinquedos eletrônicos dele.


Papai Noel ressalta que os brinquedos dele são simples, como bola, pião, bonecas de pano, mas que duram muito, muito mais. Brinconildo ameaça fazer o Papai Noel crescer ainda mais se fizer qualquer movimento suspeito e faz condição de fazer voltar ao normal se trocar os brinquedos do saco pelos brinquedos eletrônicos dele.


Papai Noel fala que nunca será usado para colocar o plano vergonhoso dele em ação e a turma tem a ideia de entregar os presentes de Natal no lugar do Papai Noel. Brinconildo faz o saco de brinquedos do Papai Noel ficar gigante com o seu invento. Assim, os brinquedos ficam gigantes e se opõem à turma, com a bola correndo atrás do Cascão, a boneca caindo em cima da Magali e o pião atacar o Cebolinha.


Vendo as crianças sofrendo, Papai Noel está prestes aceitar a fazer as trocas de brinquedos, quando Mônica encontra o Sansão gigante que ela havia pedido de presente e joga o Sansão salvando seus amigos dos outros brinquedos gigantes e leva os brinquedos em direção à fabrica do Brinconildo, que acaba sendo destruída com a força dos brinquedos gigantes invadindo. Cebolinha pega o aumentador celular do Brinconildo e inverte o botão da arma e faz tudo voltar ao normal.


No final, a turma volta a comemorar o Natal, Papai Noel distribui os presentes deles e das outras crianças e Mônica comenta que tudo acabou bem, menos para o Brinconildo, que virou miniatura e estava sendo obrigado pela turma de consertar os brinquedos deles que foram estragados e Cebolinha o ameaça, dizendo que só vão fazer voltar ao normal depois de ter consertado tudo.


Essa é uma história excelente, uma grande aventura de Natal, bastante movimentada e bem criativa e  do vilão tornar o Papai Noel gigante para impedir de entregar os presentes da criançada e elas comprarem os brinquedos eletrônicos que destroem fácil só para ter lucro na sua nova empresa. Além de quebrarem fácil, ainda era perigoso as crianças brincarem com aqueles brinquedos.


Tem a discussão de qual tipo de brinquedo seria melhor para as crianças, se o melhor eram os brinquedos tradicionais ou os eletrônicos. Nos anos 80 estavam começando a ter comércio de eletrônicos, que já estavam disputando com os tradicionais bola, boneca, pião e sempre fica o debate de qual o melhor para formação das crianças.

O roteirista procurou colocar um vilão chinês por conta da fama de produtos da China serem de má qualidade, mas também tem uma crítica de lojas, aqui mesmo do Brasil, venderem brinquedos e produtos descartáveis só para o povo comprar de novo logo. Vale para qualquer coisa, não só brinquedos, como também eletrodomésticos, móveis, eletrônicos, etc, que fazem descartáveis de propósito para gente comprar logo, antigamente duravam muitos anos. Esperteza dos fabricantes.


Muito criativo o nome do vilão Brinconildo Hong da Silva Kong. Ele só apareceu nessa história. Era comum criarem vilões diferentes a cada história,de acordo com o roteiro e depois não apreciam mais. Hoje em dia, eles preferem colocarem vilões fixos como o Capitão Feio, Doutor Olimpo, Cúmulos, Cabeça de Balde, entre outros, ao invés de criarem vilões novos, só raramente, uma vez ou outra, criam vilões novos.


Os traços muito bons, no início da fase consagrada dos personagens. Cebolinha pensou trocando as letras, o que era comum na época, atualmente eles colocam ele pensando sem trocar o "R" pelo "L". É incorreta do invento do Brinconildo ser uma arma, ele querer atirar no Papai Noel com ela, hoje em dia fariam adaptação nisso. Aliás o tema em si com uma aventura assim de Papai Noel sofrer, o desejo do Brinconildo vender brinquedos que estragavam fáceis e serem perigosos para as crianças, poderiam implicar atualmente, se tornando impublicável.


Dessa vez tiveram propagandas inseridas dentro da história, muito comum na época, dando 1 página a mais juntando os quadrinhos que ocuparam as propagandas. No caso, a história ocupou 16 páginas no gibi, mas teria 15 páginas sem as propagandas inseridas. Foram todas envolvendo a bicicleta Caloi para criança colorir os desenhos e colocar escondido nas coisas dos pais para incentivar a darem bicicleta.


Essa história oi republicada depois em alguns almanaques especiais de Natal, a primeira vez foi em "Mônica Especial de Natal Nº 1" (Ed. Globo, 1995) . Aqui a capa desse almanaque.

Capa de 'Mônica Especial de Natal Nº 1' (Ed. Globo, 1995)

UM FELIZ NATAL PRA TODOS!!!