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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Capa da Semana: Cascão Nº 46

Uma capa com o Cascão se preparando para pular de trampolim, só que ao invés de ser uma piscina de água, o salto é na lama do chiqueiro dos porcos. Ou seja, a lama é a piscina do Cascão, bem a cara dele. Muito boa.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 46' (Ed. Globo, Outubro/ 1988).


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 6

Nessa capa, Cebolinha e Cascão se escondem no alto do "Carrossel do Horácio"depois de aprontarem com a Mônica. Apesar de fazer alusão à história de abertura, como era de costume nas revistas "Parque da Mônica", até que fizeram uma piadinha em relação à história. 

A capa dessa semana é de "Parque da Mônica Nº 6' (Ed. Globo, Junho/ 1993).


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Cascão: HQ "Por que chove?"

Mostro uma história em que o Cascão conseguiu parar de chover na Terra escrevendo uma carta para São Pedro. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Cascão Nº 9' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cascão Nº 9' (Ed. Globo, 1987)

Nela, Cascão e Cebolinha estão brincando de bolinha de gude, quando ouvem um trovão e Cascão corre em disparada para casa e se esconde debaixo da cama. A mãe do Cascão estranha a rapidez do filho chegar em casa e pergunta o que ele faz debaixo da cama. Ele diz que foi por causa do trovão e Dona Lurdinha fala para não ter medo, que é só o São Pedro arrastando os móveis da casa dele, fazendo esse barulhão ao trocar os móveis de lugar, e a chuva é porque lava o assoalho.


Cascão acha um exagero e resolve escrever uma carta para o São Pedro contando que os móveis estão bem colocados e não precisa mudar de lugar e que é o assoalho já está superlimpo e dá opção de parar de lavar ou forrar as nuvens porque está vazando água lá embaixo. A chuva passa e Cascão coloca a carta no depósito dos correios. Franjinha passa na hora, estranhando que Cascão saiu de casa logo após a chuva e ele explica  a situação.


Depois de contado, Franjinha ri e diz que a mãe dele estava brincando e não é São Pedro que faz chover. Conta que barulho do trovão é quando duas nuvens cúmulos carregadas de água se trombam, sai uma faísca, que é o relâmpago,  e o barulho vem depois. Cascão acha o cúmulo, que tinham que colocar placas de sinalização no céu e Franjinha diz que não adianta porque as nuvens são inanimadas. Já a chuva é porque as nuvens carregadas não aguentam mais o peso e deixam cair a água. Cascão diz que gostou mais da história da mãe e que a carta vai dar resultado.


Assim, os dias passam e nada de chuva, no início o pessoal gostou, mas depois de 2 meses passou o nível da represa abaixar, ter racionamento de água, plantações secando, animais definhando e calor aumentando. Cascão está adorando, pois não precisa mais se preocupar com chuva. Enquanto isso, os pais olham o noticiário da TV falando da seca e que os cientistas estavam tentando descobrir a causa e a solução para a seca, como um cientista falar que deve fazer um furo na atmosfera porque é a poluição densa que está impedindo a passagem de chuva, enquanto que outro fala que são partículas cósmicas que estão impedindo e devem mandar um foguete e assim os dois brigam ao vivo.



Cascão fala que está acontecendo porque ele mandou uma carta para o São Pedro pra parar de arrastar os móveis e os pais falam que estão falando coisa séria e para ele brincar lá fora. Ele vai no laboratório do Franjinha que não quer papo pois estava fazendo um preparado químico para poder chover. Cascão diz que o causador foi ele que escreveu carta para o São Pedro e Franjinha diz que é lenda e pra deixar ele trabalhar.


Cascão volta para casa, no caminho vê passarinhos com calor e sede e planta morrendo no vaso e percebe que não pode ser egoísta, viu que a situação estava piorando e ele já estava acostumado a fugir da chuva. Então, ele escreve outra carta par ao São Pedro para voltar a arrastar os móveis e lavar o assoalho, só não deixando cair água em cima dele e vai na caixinha dos correios depositar a carta.

Depois de 2 dias, volta a chover e todos comemoram. Os pais falam que os cientistas acertaram e Cascão diz que foi porque escreveu carta para o São Pedro. No final, é mostrado que São Pedro estava arrumando os móveis, perguntando para o Anjo Gabriel onde coloca a cadeira, enquanto o Anjo Gabriel está deixando cair água para fora da nuvem, confirmando que foram as cartas do Cascão que fez parar e voltar a chover.


Essa história é muito legal, mostra de uma forma divertida por que chove na Terra, além de mostrar a importância da chuva no meio ambiente, o impacto que causaria se não chovesse. Tudo de forma leve e com humor sem ficar piegas.  O Cascão ficou contente sem chover por 2 meses, mas vendo que estava sendo egoísta ao ver o sofrimento dos seus amigos e de todo o planeta, resolveu voltar atrás e pedir para São Pedro voltar a chover arrastando móveis e limpando assoalho. 

Cascão levou a sério o que sua mãe disse sobre a chuva por conta da sua inocência. Coincidiu a carta que enviou com a falta de chuva e ficava a dúvida se foi realmente por causa da carta ou não. Na verdade, o real motivo de chover e trovejar foi o que o Franjinha falou, mas para dar graça na história, acabou  roteirista prevalecendo a fantasia da história e colocar a versão do São Pedro como o motivo de chover. Hoje em dia, seria capaz mudarem o final para que não fique ensinando errado às crianças sobre o motivo da chuva ou colocariam um aviso contando a causa verdadeira.


Engraçado ver o Cascão correndo direto para casa no início da história, só ao ouvir o trovão. Quando ele tinha muito medo de se molhar e pra escapar do banho, era capaz de tudo, até ser mais veloz que o "The Flash". Legal também cascão falar que tinham que colocar sinalização no Céu, o trocadilho de cúmulo de nuvem com cúmulo de absurdo quando Cascão soube da versão do Franjinha e o absurdo uma carta chegar ao São Pedro no Céu, mas que também pode ser interpretado como uma oração enquanto ele escrevia a carta.

Os traços ficaram muito lindos assim, os personagens bem fofinhos. Chama a atenção os ângulos diferentes dos personagens, como aparecer de lado e de costas, por exemplo, colocaram um lenço no cabelo da Dona Lurdinha e interessante também que o pai do Cascão, Seu Antenor, apareceu com sujeirinhas no rosto, lembrando de quando ele foi criado, em que os pais do Cascão tinham sujeirinhas que nem o filho. Desde início de 1983 já haviam tirado as sujeirinhas do rosto deles e nessa história teve a volta com o pai do Cascão. Tudo indica que roteiro e desenhos seja da Rosana Munhoz, já que ela adorava histórias envolvendo fantasia e imaginação e os desenhos são bem parecidos como ela fazia.


Sobre a capa dessa edição, bem legal o logotipo da Globo virar bola de futebol do Cascão, saudando a ida à nova editora.  Mereceria ser capa "Nº 1", mas como os gibis tem antecedência para estarem prontos, as edições "Nº 1" de 1987 já estavam prontas em 1986. Se tivessem continuado na Editora Abril em 1987, as capas dos primeiros números seriam as mesmas. Pelo visto essa edição "Nº 9" foi a primeira que foi feita realmente em 1987 e, assim, essa homenagem à Editora Globo na capa só nesse número.

terça-feira, 12 de março de 2019

Tirinha Nº 62: Cascão

O Cascão é capaz de tudo para fugir da chuva. Nessa tirinha, ele estava se olhando em um espelho encostado em uma árvore, mas quando ouve um trovão anunciando que ia chover, ele se esconde dentro do espelho, ao lado do seu reflexo para não se molhar. Muito boa.

Tirinha publicada originalmente em 'Cascão Nº 153' (Ed. Globo, 1992).


segunda-feira, 4 de março de 2019

Cebolinha: HQ "Carnaval! Oba!"

É Carnaval, então mostro uma história em que o Cebolinha, Cascão e Mônica formaram um bloco de Carnaval sem querer. Com 9 páginas, foi publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Abril, 1976) e republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 8 - Especial Carnaval' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 8 - Especial Carnaval' (Ed. Abril, 1981)

Nela, Cebolinha e Cascão estão conversando, quando a Mônica chega e bate um tambor bem alto e os meninos se assustam com o barulho. Ela fala para eles se animarem porque era Carnaval e chama para dançar. Cebolinha diz que com ela tocando fica meio difícil e Mônica, com sua autoridade, já quer saber se ele está insinuando que ela não sabe tocar. Cascão tem um pensamento que era verdade isso e Mônica grita com ele se está pensando alguma coisa.


Com muito medo da Mônica, eles falam que foi o melhor "bum-bum-bum" que já ouviram, que foi sensacional e que devia tocar no bloco deles. Mônica pergunta que bloco era, e Cebolinha diz que é o bloco "Vai Quem Quer". Mônica pergunta sobre os estatutos e regras do bloco. Cebolinha comenta apenas que vai quem quer e os instrumentos cada um toca o que quiser e então, Mônica resolve tocar o seu tambor na rua.


Mônica comenta que falta uma coisa. Cascão pergunta se são os tampões de ouvidos e Mônica já grita se ele falou alguma coisa já ameaçando bater. Mônica fala que são as fantasias que estão faltando e Cebolinha pergunta se ela já não estava fantasiada. Mônica deixa passar por ser Carnaval e que o espírito de piada dele estava muito bom, mas ameaça para não se repetir apontando dedo para ele.


Cebolinha diz que cada um se fantasia como quiser e, assim, eles vão se fantasiar. Quando voltam, Mônica vem fantasiada de coelhinha, Cebolinha, dentro de um arbusto, fantasiado como uma plantação de cebola e Cascão, de lata de lixo. Cada um acha graça da fantasia dos outros e depois Mônica pergunta das faixas do bloco. Cascão mostra a faixa "Bloco Vai Quem Quer saúda o público e pede passagem".


Tudo resolvido, eles cantam pela rua a marchinha do Bloco "Vai Quem Quer". O povo que estava na rua gostam da animação das crianças e vão se juntando com eles. Aos poucos, vão juntando cada vez mais gente,  atravessam trânsito e chegam em um desfile de samba e a turma acaba recebendo prêmio de um troféu do prefeito, quando eles percebem que formaram um bloco de Carnaval de verdade de sucesso e muito animado.


Cebolinha mostra o troféu que ganharam para o Cascão, que fica contente e diz para não segurar sem cuidado porque cair e quebrar. Cebolinha diz que não importa porque é Carnaval. Cascão toma a taça da mão do Cebolinha e diz que vai ficar ali parado tomando conta dela. Cebolinha e Mônica vão embora junto com o bloco para se divertirem. Cascão vê de longe todos brincando no bloco e não resiste, joga o troféu no lixo e vai junto com a turma brincar no bloco, terminando assim.


Uma história boa de Carnaval onde é formado um bloco de Carnaval sem querer. Os meninos inventam que eles tinham bloco só para desviar a atenção da Mônica de bater neles por terem insinuado que ela toca mal o tambor e, com a inocência deles vão enumerando aos poucos o que precisa para formar um bloco e acabaram criando um bloco de verdade no bairro do Limoeiro. Deixa uma mensagem no final que não é para se apegar a prêmios materiais e o importante é curtir os momentos com os amigos, no caso curtir o Carnaval junto com o bloco ao invés de ficar cuidado de um troféu. Legal as fantasias dele, hoje em dia nem pensar Cascão vestido de lata de lixo.

Nos anos 70 era tudo espontâneo, com um simples papo, as coisas saiam se desenrolando naturalmente até ver o que aconteceu. Mesmo assim, não ocupavam muitas páginas as conversas dos personagens e as histórias não eram tão longas por causa disso. Depois eles passaram a ser mais objetivos nas histórias, indo direto ao ponto que queriam.


Naquela época a Mônica era bem mais irritada, sem paciência e muito autoritária, qualquer motivo já saía batendo nos outros, como pode notar que ela se incomodou até com o pensamento do Cascão, ou seja, batia nos meninos até se percebia que estava falando mal dela por pensamento. Dessa vez não bateu neles, mas assustou com ameaças se continuasse, sendo bem autoritária.


Os traços bacanas, do estilo dos anos 70. estavam começando a ficar com bochechas menos pontiagudas, mas ainda longe do estilo consagrado. Destaque para Mônica com dentes da frente bem maiores, além dos personagens falando de boca fechada e muitas vezes tinham colorização de tudo de uma mesma cor em alguns momentos como aconteceu coma plateia do desfile, coisa característica em todos os gibis da Editora Abril, não só os Turma da Mônica.


As imagens tirei do 'Almanaque da Mônica Nº 8' de 1981. Falando brevemente desse almanaque tiveram 13 histórias no total entre 1971 a 1977, só que dessas, só 6 foram de Carnaval (incluindo a tirinha inédita) e as outras republicações de histórias normais  de personagens secundários. Na época não tinham histórias suficientes de Carnaval para republicarem, assim mesclaram histórias de Carnaval com normais, a não ser que fizessem histórias inéditas sobre o tema, como fizeram com alguns almanaques temáticos na Editora Abril. Tanto que ainda precisaram antecipar uma de 1977, pois era permitido republicações apenas de histórias de 5 anos para cima, no caso devia ter até 1976.

Depois foi republicada de novo em 'Coleção Um Tema Só Nº 13' (Ed. Gobo, 1996), o que foi uma surpresa, pois não tinham costume de republicarem histórias dos anos 70 na época.. Abaixo, a capa original de Cebolinha Nº 38' de 1976 e esse Coleção um  Tema Só de 1996.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 13' (1996)
Capa de'cebolinha Nº 38' (1976)


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Capa da Semana: Cascão Nº 83

Uma capa com o Cascão chorando demais com pena de ver os peixes e outros bichos do mar na água quando foi visitar o aquário municipal. Ele chorou por estarem na água, fato, mas também há quem pode interpretar que foi porque eles estão presos em um lugar restrito fora do seu ambiente natural.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 83' (Ed. Globo, Março/ 1990).


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Cascão: HQ "É hoje!"

Compartilho uma história de quando o Cascão apostou que ia tomar banho no último dia do ano. Com 8 páginas no total foi história de abertura publicada em 'Cascão Nº 36' (Ed. Abril, 1983)

Capa de 'Cascão Nº 36' (Ed. Abril, 1983)
Começa a turma toda acordando empolgada por ser o último dia do ano. E ao mesmo tempo, Cascão fica desesperado por ser o último dia do ano. A mãe do Cascão, Dona Lurdinha, ouve uns gritos no quarto dele e quando entra lá vê o filho debaixo da coberta, tremendo na cama e temperatura quente e resolve chamar um médico.


Cascão sai da coberta comentando pra si mesmo que ele não pode ficar na cama, se os amigos encontrarem lá está perdido e precisa cair fora. Ele tenta fugir pela janela, mas todos eles já estavam do lado de fora esperando sair. Cascão resolve então fugir pela porta e Cebolinha já estava lá com um papel assinado pelo Cascão.


Cascão pergunta se Cebolinha vai levar a sério o que uma criança escreveu no papel e que escreveu em uma hora de desespero há 3 meses. Cebolinha lembra que o Cascão perdeu todas as figurinhas naquele dia e, como uma última chance, Cascão assina um papel que ia tomar banho no último dia do ano se perdesse as figurinhas em mais uma jogada. Acaba Cascão perdendo de novo quando o Cebolinha bate todas as figurinhas de uma só vez e passados os 3 meses a turma vai cobrar a aposta do banho no último dia do ano.


Todos carregam o Cascão e desejam jogá-lo no rio. Cascão interrompe e avisa que pode tomar banho no rio sozinho sem precisar da ajuda deles. Então, Cascão mergulha em direção ao rio. nessa hora, tem o suspense se o Cascão ira tomar banho, se aguentará o impacto da água e qual o futuro dele e a resposta seria no próximo quadrinho.


Há um barulho de que caiu na água e Cascão vai falando que a água está uma delícia, não sabia que era tão bom e faz umas onomatopeias de que estava nadando. A turma estranha, Mônica arranca o arbusto que estava na frente do rio e encontra o Cascão na beira  do rio com uma megafone falando aquilo tudo.  

A turma fala que agora o Cascão vai cair no rio mesmo na marra. Todos seguram à força quando ele tenta fugir e a turma acaba jogando o Cascão para o alto para ele cair depois na água. Quando cai, todos fotografam, cada um com suas câmeras, e ficam muito felizes, que vão guardar as fotos para sempre e que nunca teve um final de ano tão maravilhoso enquanto Cascão fica se afogando no rio.


No final, depois de todos irem embora, é revelado que não era o Cascão que caiu no rio, e, sim, o seu anjo da guarda, que trocou de lugar na hora que subiu ao ser levantado pela turma. Cascão em cima de uma nuvem agradece e fala pra ele que foi um verdadeiro anjo enquanto que o anjo fala pra não prometer mais uma coisa dessas.


História muito legal e engraçada, com Cascão tentando driblar a turma para não tomar banho no último dia do ano depois de uma infeliz aposta de figurinhas. Gostava de histórias assim, de ver as artimanhas que o Cascão fazia para escapar, muitas vezes precisando apelar para os absurdos para não tomar banho. Dessa vez foi o seu próprio anjo da guarda que o ajudou. Muito bom.


O início da história muito engraçado, primeiro com o mistério no ar por que a turma estava empolgada e por que o Cascão desesperado por ser último dia do ano e as tentativas do Cascão para fugir e depois tudo é desvendado, bem explicado. Sensacional a parte do narrador dando um suspense antes do Cascão mergulhar. Normalmente aconteceria em uma segunda parte da história, mas como era curta e não tinha, aí colocaram sequência já no quadrinho seguinte.

Os traços muito bons, eles já estavam com o estilo que ficou consagrado nos anos 80. Engraçadas as caras deles, tanto da turma aprontando com o Cascão, quanto ele desesperado com a situação que ele mesmo criou. Eles faziam bastante histórias de Ano Novo com o Cascão, até por conta dessa brincadeira de resolução para tomar banho que se encaixava bem com ele. Hoje em dia, não tem mais histórias de Ano Novo com nenhum personagem. 


Infelizmente histórias assim não tem mais hoje em dia. Na época era só uma coisa engraçada com a característica do Cascão, hoje interpretam como bullying por parte da turma de forçar o Cascão a tomar banho sem querer e aí evitam isso hoje. Outra parte incorreta seria a palavra "Droga!", que hoje mudariam para "Bolas!" ou outra coisa qualquer. Interessante como eles falavam bastante "Droga!" nos gibis antigos quando estavam com raiva.

Muito bom relembrar essa história, que completa exatos 35 anos. Foi republicada depois em 'Almanaque do Cascão Nº 16' (Ed. Globo, 1991) e também em vários almanaques de Natal. Deixo aqui a capa desse almanaque de 1991, que foi onde eu tirei as imagens da postagem.

FELIZ ANO NOVO!!!

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 16' (Ed. Globo, 1991)

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Cascão Nº 99 - Editora Abril



Em maio de 1986 chegava nas bancas o gibi 'Cascão Nº 99'. Nessa postagem faço uma resenha de como foi esse gibi.

Tem uma capa muito engraçada e criativa com a sombra do Cascão desviando  da poça d'água desesperada para não se molhar, ou seja, nem a sombra do Cascão pode se molhar. Interessante que sempre gostavam de colocar Sol, passarinhos ou outros bichos rindo ou interagindo com a piada mostrada. Detalhes que faziam a diferença. 

O gibi teve 7 histórias no total, incluindo a tirinha final. Como histórias de secundários nessa edição apenas do Penadinho. Dessa vez não teve Bidu como era de costume. Inclusive, em 1986, estavam tendo histórias do Bidu nos gibis do Chico Bento no lugar do Papa-Capim, como forma de experiência, mas logo voltaram ao tradicional de forma fixa, com Bidu e Penadinho com Cascão e Papa-Capim com Chico Bento.  

Abre com a história "O plano infalível agora é do Cascão", com 7 páginas. Nela, Cascão tem uma ideia de um plano infalível contra a Mônica do nada quando estava conversando com o Cebolinha e resolve pôr em prática. Cebolinha, a princípio não gosta porque é ele quem sempre bola os planos, fala que não dá certo porque o Cascão sempre estraga tudo no final, mas quando o Cascão diz que vai ter as glórias sozinho, Cebolinha acaba resolvendo participar, apesar de achar que não vai dar certo, e então, Cascão conta o plano para ele. 


Trecho da HQ "O plano infalível agora é do Cascão"

Em seguida, eles põe o plano em prática. Cebolinha ignora a Mônica quando ela estava brincando com o Sansão e Mônica toma satisfação do por quê do Cebolinha não falou com ela. Cebolinha diz que ela não é sua amiga porque amigos não batem nos outros e ele se cansou. Mônica diz que bate porque provoca e já que não ser que eles sejam amigos, ela tem o resto da turminha. 

Depois, aparece o Cascão que também ignora a Mônica, falando que não que ninguém quer amizade dela porque fica batendo nos outros e com toda a arrogância dela o destino é crescer só em amigos e os meninos vão embora, com Cascão pedindo pro Cebolinha pagar sorvete pra ele e Mônica triste e com peso na consciência.


Trecho da HQ "O plano infalível agora é do Cascão"

Mônica vai atrás deles, fala que deve ser muito ruim envelhecer sozinha e não vai saber ficar sem brincar com eles e promete não bater mais neles. Então, Cascão faz assinar o termo de que ele é o novo dono da rua. Mônica assina e eles cantam vitória. Cebolinha dedura que quem diria que um plano do Cascão daria certo, bem na frente da Mônica e então só restou ela bater nos meninos e assim plano infalível fracassando de novo, dessa vez não por causa do Cascão, e, sim por causa do Cebolinha.

História muito legal invertendo os papeis do Cascão bolar plano infalível e o Cebolinha dedurar no final. Eles eram bem perversos com a Mônica nos planos infalíveis antigos, o que rendiam histórias muito boas. Traços excelentes, muito caprichados, tudo indica que seja desenhos e roteiro da saudosa Rosana Munhoz. Cascão falou a palavra "azarar" quando o Cebolinha não levava fé que ia dar certo o plano infalível, palavra hoje proibida nos gibis atualmente e fariam alteração se republicasse hoje em dia. 


Trecho da HQ "O plano infalível agora é do Cascão"

Em seguida, vem "Fugindo da briga", com 4 páginas, em que Cascão e o menino Zé Carranca brigam feio na rua e falam um ao outro que a briga não acabou, quando se encontrarem novamente eles se acertam. Cascão vai para casa e logo a sua mãe pede para que ele vá na venda comprar uma dúzia de ovos. Cascão diz que não pode e a mãe estranha porque não está chovendo e Cascão diz que é porque se encontrar o Zé Carranca na rua o "pau vai quebrar". Dona Lurdinha exige que ele vá à venda, falando que quando um não quer, dois não brigam.

Trecho da HQ "Fugindo da briga"

Cascão vai, mas cheio de artimanhas para não encontrar o Zé Carranca. Ele anda de joelhos, se esconde em postes, se esconde em baixo da batina do padre para desviar da turma do Zé Carranca, percorre um cano na rua, até que chega na venda, compra os ovos e na saída fica na companhia do seu pai, Seu Antenor, que passou em frente a venda por coincidência, até chegar em casa. No final, mostra que o Zé Carranca estava em casa o tempo todo com medo de sair e se encontrar com o Cascão. Ou seja, um estava com medo do outro e Cascão não precisava daquela artimanha toda pra comprar ovos.

História legal, mostrando brigas de meninos típicos na idade deles, sendo que hoje em dia é impublicável histórias assim por estimular violência. Zé Carranca só apareceu nessa história, como de costume histórias com figurantes.


Trecho da HQ "Fugindo da briga"

Depois tem "Na outra margem", uma história muda de 2 páginas, em que Cascão tem que se encontrar com a Cascuda na outra margem do rio e a cascuda dá ideias de como ele pode passar sem se molhar. Cascão é pessimista em cada caso, dando uma desculpa que poderia dar errado e ele se molhar. Cascuda, então, resolve, nadar até onde Cascão estava e quando ele vê a Cascuda toda molhada, acaba correndo desesperado, acabando assim o encontro deles.

Histórias mudas eu gosto rápidas e sem enrolação. essa foi bacana, ainda mais mostrando a característica do Cascão com medo d'água e destaque de ele segurar as bordas dos quadrinhos, com uma piada metalinguística, que apesar que era bem usada para os personagens fugirem do perigo, sempre se tornava engraçada.


HQ "Na outra margem" (completa)

Penadinho, tem a sua história "Perdendo a cabeça", de 4 páginas, em que vê o o Cranicola triste e ele diz que é porque vive o tempo todo em cima de uma pedra, lavando sol, chuva, vento e que é de cortar o coração. penadinho, então, resolve, ficar com a cabeça na pedra, enquanto que Cranicola passeia com o seu corpo. Em seguida, Frank resolve sentar na pedra, mas Penadinho o morde  por estar na pedra. 

Trecho da HQ "Perdendo a cabeça"

Frank o chuta forte e Penadinho vai parar em cima de uma lama. Nisso, chega um cachorro querendo mijar em cima dele e Penadinho impede xingando e mandando sair fora. Um passarinho caga na cabeça do Penadinho e ele chora. Cranicola volta e Penadinho com pena do sufoco que o amigo passa, acaba colocando o Cranicola no seu ombro  e passeiam juntos pelo cemitério.

Muito boa essa, além dos absurdos dos quadrinhos de Penadinho soltar a cabeça e o corpo andar normalmente, ainda tem uma bonita mensagem no final de ser solidário com o sofrimento dos outros. Ele sentiu o que o Cranicola passa parado o tempo todo na pedra. Incorreta parte do palavrão e do cachorro mijar no penadinho como se fosse poste, hoje em dia não pode mostrar cachorros mijando na rua e em postes nos gibis. E esse cachorro, aliás, ficou muito parecido com o Duque, amigo do Bidu. Já o Frank era desenhado diferente a cada história que aparecia na época.


Trecho da HQ "Perdendo a cabeça"

"Cola Tudo!", com 4 páginas, mostra o sufoco do Cascão de ter quebrado o vaso de estimação da sua mãe e ele tem que consertar e colocar no lugar antes que sua mãe perceba. Ele monta o vaso com cola os pedaços no chão e ao tentar colocar de novo na mesa, o vaso fica colado no chão e não consegue tirar. Dona Lurdinha aparece e ele diz que estava vendo como fica o vaso no chão e ela pede pra deixar o vaso na mesa para não quebrar. 

Trecho da HQ "Cola Tudo!"

Mônica aparece e Cascão diz que duvida que coloque o vaso em cima da mesa. Mônica pensa que se  é truque e Cascão responde que pode da ruma surra se for. Mônica consegue deixar na mesa e com a empolgação da Mônica ter conseguido, acaba fazendo o vaso cair e se quebrar e a Dona Lurdinha aparece dando bronca que sabia que ele ia quebrar o vaso, terminando assim.

É boa essa história, mostra as artes das crianças comas coisas dos pais e tentar se livrar da situação antes que percebam. Tem momento que Cascão fala "Droga!" e por ser palavra proibida nos gibis, atualmente isso seria substituído por "Bolas!" ou outra coisa qualquer.

Trecho da HQ "Cola Tudo!"

A história de encerramento é "Lar, doce lar", com 7 páginas, em que o Cascão foge de casa, cansado com as broncas da mãe mandando limpar os pés antes de entrar em casa, lavar as mãos antes de comer, arrumar quarto, saber quando vai tomar banho.

Na rua, Mônica vê o Cascão com a trouxinha na mão e diz que está fugindo de casa. Mônica diz que não é pra voltar tarde porque a mãe dele vai ficar preocupada e Cascão responde que quem foge não volta pra casa nunca mais e vai embora.

Trecho da HQ "Lar, doce lar"

Assim, Cascão fica feliz e se sente livre, sem precisa fazer nada, sem obrigação de arrumar o quarto, escovar dentes e principalmente não tomar banho e acha que isso que é um "vidão". Ele passa o dia todo jogando futebol com os meninos, até de noite, quando eles vão embora, pois as mães deles estão esperando e Cascão diz que bateu uma fome e espera que a mãe tenha feito o jantar. Aí se toca que fugiu de casa e olha para o bairro e comenta que o pessoal do timinho de futebol deve estar antando numa boa.


Trecho da HQ "Lar, doce lar"

Cascão resolve dormir no mato mesmo atrás de uma moita, quando ouve um barulho assustador. Era uma coruja, mas ele se assusta assim mesmo. Ele tenta dormir em um local mais adiante, mas acaba tropeçando em uma pedra e caindo em um barranco e cai em uma entrada de uma caverna cheio de morcegos, que acabam perseguindo o Cascão. Ele consegue fugir dos morcegos e aí bate mais fome, medo e ainda acha que tem a possibilidade de chover e não resta outra alternativa dele voltar para casa. No caminho, Mônica pergunta se ele está de volta e Cascão fala pra não amolar.

No final, já no dia seguinte de manhã, Dona Lurdinha vê que o Cascão arrumou todo o quarto enquanto que ele está no lado de fora da casa e beija e abraça a casa, falando "lar, doce lar!", como que é o melhor lugar para se viver e arrependido de ter fugido de casa.

Mostra uma bonita mensagem dos filhos que se queixam que os pais ficam cobrando tudo, mas apesar disso tem que dar valor porque eles querem só o bem dos filhos, além de que estar em casa é sempre uma proteção contra tudo.

Trecho da HQ "Lar, doce lar"

Na tirinha final, Cascão tenta cortar o balão do Cebolinha para voar no alto, mas para sua surpresa acaba é o balão caindo no chão ao invés de subir. Muito boa.


Tirinha da edição

Como pode ver um gibi padrão da época da Editora Abril. Histórias curtas, direto ao ponto sem encheção de linguiça e várias situações incorretas deixadas de lado atualmente. traços diferentes em todas as histórias e todas muito bem desenhadas a seu estilo. Dessa vez praticamente não teve histórias envolvendo banho e o medo de água do Cascão, apenas a história muda com a Cascuda que foi o foco principal e em algumas que foi apenas citado isso como na da briga com o Zé Carranca e na de encerramento. Algumas edições o foco de banho e sujeira eram poucas, mas quando acontecia, na edição posterior voltava com tudo. 

Destaque também que a mãe do Cascão teve bastante presença nesse gibi, aparecendo em 3 histórias. Uma grande coincidência, apesar do gibi ser de maio e poderia ser isso em homenagem ao "Dia das Mães", mas como a data do expediente é de 22 de maio, já havia passado o "Dia das Mães". Enfim, um gibi muito bom e vale a pena ter na coleção.