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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Cascão e Cebolinha: HQ "O plano do vestidinho vermelho"

Em fevereiro de 1990, há exatos 30 anos, foi lançada a história "O plano do vestidinho vermelho" em que o Cebolinha teve um plano infalível de tirar o vestido vermelho da Mônica pensando que o vestido seria o segredo da força dela. Com 7 páginas, foi publicada como história de encerramento de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Globo, 1990)

Começa com o Cebolinha falando com o Cascão que descobriu o segredo da Mônica. Cascão fala que já tentaram de tudo, não era cabelo, dentões ou coelhinho, e Cebolinha diz que ainda não tentaram uma coisa. Ele leva o Cascão até à Mônica e diz que ela está sempre com vestidinho vermelho e o segredo da força estaria nele e precisariam tirar o vestido da Mônica

Cebolinha diz que quem ia tirar a roupa dela seria o Cascão. Ele pergunta por que tem que ser ele e Cebolinha responde não tem problema se não quiser tirar, mas quem levaria a fama de ter derrubado a Mônica seria só ele, fazendo, assim, o Cascão participar do plano infalível.


Cascão pergunta para a Mônica se pode tirar a roupa dela. Mônica acha uma safadeza em cima dela e Cascão diz que era a forma de tirar a barata que estava nas costas dela. Mônica fica desesperada e vai até a uma moita pra tirar o vestido e dá para o Cascão, que entrega par ao Cebolinha. Mônica vê que era um truque e sai da moita para bater neles, mas vê algo e sai correndo. Os meninos comemoram que ela correu por estar sem força e vão atrás dela, mas logo aparecem dois velhinhos conservadores, reclamando que a menina estava correndo pelada.

Mônica vai para casa e eles pensam que fugiu de medo. Cascão avisa que ela pode pegar outro vestido porque ela tem vários vestidinhos vermelhos e imediatamente vão ao quarto dela e roubam todos os vestidos do guarda-roupa e correm rindo da cara que ela ficou por ter sido roubada. De fato, ela só tinha vestidinhos vermelhos.


Cebolinha tem a ideia de como a Mônica fica forte com o vestido, que eles vão vestir e distribuir para a turma toda para ficarem fortes e, juntos, derrotarem a Mônica. Logo depois, todos os meninos estão usando os vestidos da Mônica, com Jeremias reclamando se estão mais fortes mesmo vestidos daquele jeito e Zé Luís se achando ridículo. Mônica aparece com camisa e bermuda e eles aproveitam para testar a força com os vestidos dela. Cebolinha fala que ela não aprendeu a lição, que a fracota agora não é de nada e xinga de baixinha e dentuça.

Mônica fica furiosa, vermelha de raiva e bate em todos eles. No final, os velhinhos conservadores veem tudo e reclamam que no tempo deles meninos não apanhavam de meninas e nem andavam por aí de vestidinho, era tudo uma pouca-vergonha enquanto os meninos ficam cheio de dores e Cascão contente que pelo menos dessa vez não foi ele quem estragou o plano.


É muito engraçada essa história, típica história de plano infalível padrão, dessa vez com Cebolinha e Cascão querendo confirmar se o segredo da força da Mônica seria por causa do seu vestidinho vermelho. Muito boas as tiradas com Cascão inventando que tinha barata as costas da Mônica para poder tirar o vestido dela, Mônica achando safadeza do Cascão querer tirar roupa dela, os meninos roubando todos os vestidos dela e ainda vestir para ver se conseguem ter a força dela.


Foi confirmado o mistério dos personagens sempre vestirem as mesmas roupas. Eles têm várias roupas de um só modelo no guarda-roupa e, assim, a Mônica só tem vestidinhos vermelhos no seu. Nunca foi revelado o motivo da força da Mônica, não tem nada que comprove por que ela é tão forte, como um objeto ou cabelo ou os dentes como eles falaram. Por exemplo, o Popeye era forte quando comia espinafre, o Sansão por causa do cabelo. Já com a Mônica, é apenas forte e pronto. Até já teve uma história similar, "O plano da calcinha de rendinha" (Cebolinha Nº 11 - Ed. Globo, 1987), com a ideia de que a força da Mônica era por causa da calcinha que usava, mas o desenrolar foi diferente.


Foi legal ver o Zé Luís participando do plano infalível. Quando criado, era ele quem criava os planos, depois de um tempo passou essa função para o Cebolinha, mas de vez em quando ele participava dos planos do Cebolinha mesmo com idade de 16 anos, bem mais velho que os outros meninos. Ficava engraçado na idade dele interagindo e participando de planos com as crianças. Uma vez ou outra ele  também tinham histórias com ele bolando planos como no final dos anos 60 e início dos anos 70.


Os velhinhos conservadores deram um ar diferente e indício de politicamente correto, quando frisavam que meninas não andam peladas na rua, meninos não andam de vestidos nem apanham de meninas, que tudo era vergonhoso e indecente. Só faltaram falar da Monica vestida com bermuda como roupa de menino. Serviu como contraste de como era no início e final do século XX, os tempos eram diferentes, não dava para comparar, tudo muda. A história tem momentos incorretos como os meninos roubando as roupas da Mônica, agindo como ladrões, não seria permitido história assim hoje em dia.

Os traços muito bons, como sempre na época. O Jeremias dessa vez apareceu com círculo em volta da boca ao invés de lábios, não sendo padronizado como era. Apesar de prevalecer os lábios, mas as vezes desenhavam com círculo em volta da boca dependendo do desenhista. Os meninos menores com 6 anos de idade apareceram só os vestidos por serem da mesma altura e os maiores como Jeremias e Zé Luís ainda apareceram bermuda e calça, respectivamente. Fica até o absurdo como o vestido entrou no Zé Luís.


Tudo indica que seja da roteirista Rosana Munhoz, ela quem gostava de nomear planos infalíveis, mas nada confirmado que seja dela. No título acabou aparecendo crédito de nome do Cascão primeiro do Cebolinha, podia ter sido "Cebolinha e Cascão" ou até mesmo "A turma". Talvez, a princípio seria publicada em algum gibi do Cascão e depois mudaram para gibi do Cebolinha. Teve um erro em posições de balões no último quadrinho. Pelo visto o balão de "plano infalível"que ficou como fala do Cebolinha, seria fala do Jeremias e "Cascão ter estragado o plano" que ficou como fala do Jeremias, seria fala do Zé Luís. Enfim, história muito legal e foi bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Cascão: HQ "As irmãs Cremilda e Clotilde atacam no Carnaval"

É Carnaval e mostro uma história em que as irmãs Cremilda e Clotilde tentaram dar banho no Cascão durante o Carnaval. Com 5 páginas, foi história de encerramento de 'Cascão Nº 65' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cascão Nº 65' (Ed. Abril, 1985)

Nela, Clotilde vê a Cremilda  no sofá e pergunta no que está pensando. Cremilda diz que é nos planos delas no Carnaval. Clotilde pensa que era onde vão pular o Carnaval, qual salão, mas Cremilda fala que está é planejando dar um banho no Cascão, que o Carnaval é melhor época para se molhar alguém e depois do Carnaval ele vai se chamar "Limpão".


Cremilda e Clotilde se fantasiam de caubóis e vão à rua para tentar molhar o Cascão com garrafa squeeze (bisnaga) e quando o encontram, elas jogam água nele e finalmente conseguem dar banho nele. Mas elas têm a surpresa que não era o Cascão, e, sim, o Xaveco fantasiado por causa do Carnaval e Xaveco reclama que elas estragaram a fantasia dele.

Depois encontram o suposto Cascão comendo melancia e quando molham, veem que era a Magali disfarçada. Em uma nova tentativa acabam molhando o Anjinho disfarçado de Cascão. Em seguida, percebem que todos resolveram se fantasiar de Cascão e único jeito para descobrir quem era o verdadeiro foi jogar água em cima de todo mundo, mas ninguém era o Cascão.


De repente Cremilda e Clotilde sentem um cheiro fedido, parecendo um caminhão de lixo, e aí era o verdadeiro Cascão fantasiado de imperador romano. Elas tentam molhá-lo, mas por terem molhado todos da turma, acaba toda a água delas. Cascão dá um abraço nelas e comenta que nesse ano todo mundo resolveu se fantasiar de Cascão. No final, quando ele vai embora, Cremilda e Clotilde estavam imundas com o abraço  do Cascão e uma joga água na outra para ver se limpam da sujeira impregnada enquanto o povo na rua pensam que elas estavam se divertindo no Carnaval.


Uma história legal com as irmãs Cremilda e Clotilde fazendo planos de dar banho no Cascão no Carnaval, mas não contavam que a turma toda iam se fantasiar de Cascão. Na época, o povo tinha o costume das pessoas darem banho uma nas outras com garrafas durante o Carnaval e os roteiristas sempre procuraram fazer histórias e piadas de tentativas de darem banho no Cascão no Carnaval por causa disso. 

O Cascão dessa vez apareceu só na última página, mas ficou sendo representado com seus amigos fantasiados como ele. Como Cremilda e Clotilde estavam vestidas de caubóis de faroeste, até poderiam ter colocado armas com água para dar uma impressão mais real de faroeste, mas pelo visto preferiram as bisnagas para ter mais capacidade de água dentro. Na época as armas nas histórias eram liberadas normalmente, as bisnagas foram só para seguir a tradição do Carnaval. Para republicação hoje em dia, até seria um ponto positivo para não ter alteração, porém eles não costumam mais fazer histórias com os outros fazendo planos infalíveis para dar banho no Cascão, contra a vontade dele, fora que não fazem mais histórias de Carnaval e os palavrões ditos pelo Xaveco e a palavra "Diacho" não seriam bem vindos hoje, aí não fariam atualmente história assim.


As irmãs gêmeas Cremilda e Clotilde foram criadas no lançamento do gibi do Cascão pela Editora Abril em 1982, como vilãs para dar banho no Cascão. Elas foram morar no bairro do Limoeiro e tinham mania de limpeza extrema, tudo tinha que estar um brinco sem um mínimo de poeira sequer. Ao verem que o Cascão era muito sujo tinham obsessão de dar banho nele a todo custo e faziam planos para dar banho nele, mas sempre fracassavam. 

No início, o Cascão era inocente, não sabia que Cremilda e Clotilde só tinham desejo de dar banho nele e as irmãs fingiam que eram amigas dele para tentar banho nele. Com o passar dos anos isso mudou e ele passou a saber dos planos e fugia das irmãs, provavelmente para não mostrar falsidades nos gibis. Eu preferia quando ele era inocente de não saber dos planos delas como foi nessa história, ficava mais engraçado. Essa foi uma das primeira vezes que elas contracenaram com outros personagens da turma sem ser o Cascão, no início era raro elas contracenarem com outros personagens sem ser o Cascão.


Traços ficaram bacanas, típicos de histórias de miolo da época. A capa da edição bem interessante, como Cascão deixando um aviso dando satisfação que não apareceu na capa por causa do pessoal jogar água nos outros no Carnaval. Eram interessantes capas assim sem ele aparecer por causa da água predominando. E de certa forma, até teve um pouco a ver com o tema dessa história do gibi por conta disso. 

Foi republicada depois em 'Coleção Um Tema Só Nº 13'- Mônica Carnaval' (Ed. Globo, 1996). Deixo aqui a capa dessa edição.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 13 - Mônica Carnaval' (Ed. Globo, 1996)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Capa da Semana: Cascão Nº 153

Uma capa com o Cascão no deserto surfando nas areias formando onda, como se tivesse no mar da praia. Como ele não suporta praia, o jeito é surfar no deserto bem quente. Até o urubu gostou. Muito criativa.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 153' (Ed. Globo, Dezembro/ 1992).


domingo, 12 de janeiro de 2020

Tirinha Nº 67: Cascão

Uma tirinha bem legal com o Cascão esta caminhando e o "Homem-Aranho" acaba comendo as suas moscas de estimação que estavam em volta da  sua cabeça. Era comum super-heróis contracenarem com os personagens, normalmente tinham nomes parodiados e cores de uniformes diferentes, mas até que dessa vez as cores ficaram iguais ao Homem-Aranha original. 

Tirinha publicada originalmente em 'Cascão Nº 33' (Ed. Globo, 1988).


sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Cascão: HQ "O brilho nos olhos de uma criança"

Compartilho uma história em que o Cascão teve que provar ao Titi que Papai Noel existe. Lançada há exatos 30 anos, em dezembro de 1989, tem 7 páginas e foi história de encerramento de 'Cascão Nº 76'  (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cascão Nº 76' (Ed. Globo, 1989)

Começa com o Titi caminhando na rua, quando vê uma luz muito forte que atrapalha a sua visão e descobre que eram os olhos do Cascão brilhando com a proximidade do Natal e de poder ganhar um presentão do Papai Noel.


Titi fala que Papai Noel não existe e quem leva os presentes é o pai dele, que espera dormir para colocar nas pontinhas dos pés o presente debaixo do travesseiro. Cascão fala que não é o pai dele porque o Papai Noel coloca o presente nas meias dele. Titi fala que o Papai Noel velhinho daquele jeito não iria aguentar o cheiro da meia do Cascão, só o pai dele mesmo.

Cascão fica muito brabo, repetindo que é mentira o que ele está falando e Titi manda provar que Papai Noel existe. Cascão até tenta chamar a Mônica, que havia ganho presente também, mas Titi quer que ele traga o Papai Noel pessoalmente até lá.


Cascão vai à procura do Papai Noel e encontra o Cebolinha, que fala que o Papai Noel mora no Polo Norte. Cascão pergunta se é longe, Cebolinha acha que sim, mas Cascão deseja ir até lá assim mesmo. No ponto de ônibus, ele pergunta a um casal se lá passa ônibus par ao Polo Norte. Eles falam que deve estar fazendo confusão e perguntam o que ele quer fazer no Polo Norte. Cascão responde que quer falar com o Papai Noel. O casal dá gargalhada e diz que não tem ônibus para lá.


Em seguida, Cascão pede carona para um homem que estava de carro e ele pergunta aonde quer ir. Cascão fala que é para o Polo Norte e o homem avança o carro, jogando fumaça do escapamento nele e Cascão o xinga de grosso. Cascão está prestes a desistir de conseguir provar para o Titi que Papai Noel existe, quando ele vê um velhinho barbudo passando e ele acha que é o Papai Noel e corre para mostrar o velhinho ao Titi.


Chegando lá, Titi pergunta se o velhinho era mesmo o Papai Noel. Quando ele vê o brilho nos olhos do Cascão, ele revela que era sim, que só não ia falar para não dar alarde. Ele se despede das crianças, Titi se convence e abraça o Cascão e os dois ficam com olhos brilhando com a magia do Papai Noel e do espírito natalino. Quando eles vão embora, o velhinho encontra o duende, preocupado com o atraso dele. Então é revelado que ele realmente era o Papai Noel e sai com seu trenó com os duendes e as renas para se preparar para entregar os presentes na noite de Natal, terminando assim.


É uma história bem legal, mostrando uma bonita mensagem da fantasia da existência do Papai Noel para as crianças, como é importante para elas acreditarem no bom velhinho. O brilho nos olhos significava a felicidade de poder ganhar um presente do Papai Noel. Ela mostra que não se deve tirar a fantasia da criança falando que Papai Noel não existe, que deixa ela descobrir sozinha á medida que vai crescendo.


Na história quando o Cascão encontrou o velhinho, a princípio os leitores achavam que ele só se estava se fazendo por Papai Noel para não decepcionar o Cascão, mas acaba sendo revelado que era mesmo o Papai Noel para a surpresa de todos. Foi engraçado ver o Cascão querendo pegar ônibus e pedir carona para ir ao Polo Norte sem imaginar a distância que era, só para provar que Papai Noel existe. Eles gostavam de criar histórias de dúvidas se Papai Noel existe ou não, dependendo do roteirista, mas a maioria acabavam mostrando que existe para não tirar a fantasia das crianças.


Traços muitos lindos que davam gosto de ver nos gibis. Interessante o título aparecer no final da página, as vezes acontecia isso, não era padrão começar no topo da primeira página. As partes incorretas são Cascão falar palavra "Droga!", receber fumaça do carro poluído, pedir carona a desconhecido, tudo detalhes que não fariam de novo atualmente. Muito bom relembrar essa história "O brilho nos olhos de uma criança" há exatos 30 anos.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Cascão: HQ "Passa ou se Amassa?" (Homenagem ao Gugu Liberato)


No último dia 22 de novembro de 2019 morreu o apresentador Gugu Liberato, um grande talento da televisão. Em homenagem ao Gugu, nessa postagem mostro uma história  com presença dele em que a Turma da Mônica foi participar no programa "Passa ou se Amassa", uma paródia do "Passa ou Repassa". Com 16 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 197' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Cascão Nº 197' (Ed. Globo, 1994)

Nela, Cascão e Cebolinha estão jogando futebol de botão na sala enquanto a TV está sintonizada no programa "Passa ou Amassa" comandado pelo apresentador "Juju" (Gugu, que durante a postagem, vou colocar no texto Gugu mesmo).


Enquanto o Gugu mostrava as perguntas de conhecimentos gerais como quem é o maior mamífero, qual o time da estrela solitária, capital de Sergipe, o Cascão respondia antes dos participantes responderem as perguntas no programa, chamando atenção do Cebolinha, ficando impressionado com o conhecimento do Cascão. Com isso, Cebolinha resolve inscrever os dois no programa.


Passam uns dias e Cebolinha dá notícia ao Cascão que recebeu uma carta e vão participar do "Passa ou se Amassa" no próximo domingo. Eles comemoram, quando Mônica pergunta o motivo de tanta alegria e Cebolinha responde que não interessa e que assistam a televisão no domingo. Em seguida, vão treinar as perguntas de conhecimentos gerais, com Cascão acertando tudo.


Chega o domingo e eles estão ao vivo no "Passa ou se Amassa". Gugu começa o programa apresentando os participantes. De um lado, equipe verde do Cascão e Cebolinha e do outro lado, a equipe vermelha, quando eles têm a surpresa que era formada por Mônica e Magali. Cascão fala que já perderam, mas Cebolinha diz que a Mônica é forte, mas não ganha deles em esperteza.

Mônica provoca os meninos de elas não estarem vendo pela TV, pois têm importante missão de vencer o programa e eles, por sua vez, falam que elas estão rindo, mas vão chorar no final. Gugu pergunta se já pararam de brigar, pois tem que fazer o par ou ímpar para começar o programa.


Começa a equipe verde dos meninos e Gugu faz a primeira pergunta: quem é o técnico da seleção de ouro do vôlei do Brasil. Cascão responde José Roberto e eles ganham 200 pontos. Gugu faz segunda pergunta: criatura horrível, que tem dentões enormes e ataca todo mundo. Cebolinha responde Mônica e erra, pois era o vampiro a resposta. Mônica bate no Cebolinha e Gugu fala que até que Cebolinha não estava tão errado assim.


Passa a vez para Mônica e Magali e Gugu pergunta qual é o Teorema de Pitágoras e se respondem ou se amassam. Elas não fazem ideia do que era e preferem se amassarem. Na prova, Mônica teria que acertar a maçã da cabeça da Magali em dez segundos para não dar pontos a equipe verde. Cebolinha provoca a Mônica para ver se ela erra e, com raiva, acaba acertando a flecha nele. Gugu fala que a flecha teria que ser na Magali e acaba as meninas dando os pontos para eles.


Gugu pergunta para equipe verde qual a fêmea do rato. Cebolinha responde "lata", mas como troca o "R" pelo "L", Gugu não aceita por achar que falou lata de alumínio. Depois, pergunta para equipe vermelha onde fica o "Pão De Açúcar" e Magali responde que é na padaria do Quinzinho, errando, pois era no Rio de Janeiro.


Próxima pergunta Cascão exige que ele responda. Gugu pergunta para equipe verde qual é o nome de pedaço de terra cercado de água por todos os lados. Cascão responde pesadelo, por conta do seu medo de água, e erra por resposta ser ilha.  A partir daí, eles começam a se concentrar mais no jogo e passam a levar a sério e responderem certo as perguntas, Uma vez ou outra precisam se amassar, mas no final da fase das perguntas, os meninos estão ganhando.


Até que chega a fase final, onde cada equipe tem que fazer uma prova de circuito e quem ganhar, conquista 2 mil pontos, ganhando o jogo e levando o prêmio de 2 bicicletas, uma para cada membro da equipe. Mônica e Magali fazem a prova primeiro e os meninos ficam esperando em uma cabine sem poder ver a prova delas. Depois chega a vez deles, Cascão estranha um pouco as meninas molhadas, mas eles fazem as provas. Os meninos seguem fazendo, até mais rápido que as meninas, até que chega a hora de descer o escorregador até a piscina par apegar a medalha. Cascão fica desesperado e se recusa a mergulhar na piscina e, com isso, eles perdem.


No final, Gugu dá o prêmio das bicicletas para Mônica e Magali e para o Cascão e Cebolinha eles ganham saquinhos de geleias pegajosas. Cascão se anima, falando que pelo menos não saíram de mãos vazias e Cebolinha corre atrás dele para amassá-lo com as geleias pegajosas que eles ganharam de tanta raiva ficou.


Muito boa essa história com a turma parodiando o programa "Passa ou Repassa" do SBT. Histórias envolvendo famosos eram comuns na MSP e sempre eram divertidas e criativas, dessa vez foi com o Gugu em destaque. Foi bem criativa, foi como se estivessem no programa mesmo, fizeram do jeito que era e ainda permitiu o leitor de testar os seus conhecimentos gerais e aprender as respostas se não soubessem. Seguiu bem fiel mesmo, fico lendo imaginando a voz do Gugu. 


Legal que ainda seguiram a personalidade da turma, muitas perguntas e respostas atenderam as características deles. Rachei de rir com Cebolinha responder que a Mônica era a criatura horrível com dentes enormes e ataca todo mundo e o Gugu achar que não estava tão errado, a Magali fazer trocadilho com pão de açúcar da padaria do Quinzinho com a atração turística do Rio de Janeiro e Cascão achar pesadelo uma ilha de terra cercada de água por todos os lados.  E foi o medo do Cascão de se molhar na piscina que custou o prêmio dos meninos.


No início não deu para saber se eles estavam na casa do Cebolinha ou do Cascão, mas não influencia no conteúdo da história. Na parte da flecha, bem que podiam ter colocado a Magali comendo a maçã antes da Mônica acertar, mas também ficou engraçado a Mônica acertando o Cebolinha. Podia ter saído em gibi do Cebolinha, mas o fator de não terem ganho por causa da água, acabou favorecendo sair em gibi do Cascão.


Os traços muito bons, típico dos anos 90. Até já tiveram outras histórias de programas ficitícios de perguntas e respostas, mas  representando um programa real como o  "Passa ou Repassa" foi só essa. Ficou legal a paródia do nome do programa terem colocado "Passa ou se Amassa" e o Gugu como "Juju". Os nomes de famosos e programas de TV normalmente eram parodiados nos gibis da MSP. Nos anos 70 e 80 nem sempre, mas a partir dos anos 90 eles trocavam os nomes por padrão. Os nomes de Tom Cruise, filme "Top Gun", time Botafogo e técnico José Roberto não foram parodiados porque fazia parte de perguntas e respostas de coisas reais. Podiam criar "Almanaque Temático" com os personagens em programas de TV ou famosos contracenando com os personagens. 


O Gugu Liberato morreu no dia 22 de novembro de 2019 com 60 anos de idade, por morte cerebral após sofrer uma queda no telhado 2 dias antes ao tentar consertar ar condicionado da sua casa. Foi um grande comunicador, bem carismático, desde os anos 80 brilhava na TV. Se deu muito bem com programas de games clássicos no SBT como "Cidade contra Cidade", "Viva a Noite", "TV Animal"  e o próprio Passa ou Repassa", além de musicais como "Sabadão Sertanejo" e o início do "Domingo Legal" e ele ainda criou e empresariava grupos "boys bands" de sucesso como Dominó e Polegar, além de ser cantor lançando sucessos como "Pintinho amarelinho" e "Dança da Galinha Azul" do caldo "Maggie", brinquedos, tudo isso fez conquistar seu espaço também com as crianças.


Com o tempo, com cobrança de ter audiência, passou a investir mais em jornalismo e matérias envolvendo sofrimento do povo e perdeu a essência dos programas, mas ainda assim ele tinha o seu carisma. Atualmente, ele apresentava realities shows por temporada na TV Record, como "Power Cuple" e "Canta Comigo", o que permitiu morar de vez nos Estados Unidos e vir ao Brasil só pra fazer as temporadas dos programas, o que facilitou a ter essa fatalidade. Foi cedo e fica nossos sentimentos com esse grande apresentador.


Acabou coincidentemente a Turma da Mônica ter tido essa história com o Gugu em vida, ele deve ter gostado da homenagem. Nos gibis da MSP, foi só nessa história que ele apareceu e no máximo algumas citações sem presença dele. Antes disso, ele já teve gibis próprios circulando nas bancas. Primeiro foi "Aventuras do Gugu"na Editora Sequência entre 1985 e 1986 durando 13 eduções. Abaixo, uma capa desses gibis, tirada da internet.

Gibi "Aventuras do Gugu Nº 5" (Editora Sequencia, 1985)

Depois a outra coleção mais conhecida pela Editora Abril entre 1988 a 1990, com 20 mensais e mais 4 almanaques, misturando histórias com realidade dos seus programas com ficção dos quadrinhos e seções com entrevistas e pôsteres com famosos e passatempos. Na época tinha vários gibis de todos os tipo e famosos, assim cantores e apresentadores de programas de TV também tiveram seus quadrinhos. Eu tive vários desses gibis do Gugu da Editora Abril, pena que desfiz, hoje não tenho nenhum. A seguir algumas capas dos gibis do Gugu, tiradas do site "Guia dos Quadrinhos".

Alguns gibis do Gugu da Editora Abril (1988 - 1990)

Então é isso, fica a homenagem ao Gugu Liberato com essa história maravilhosa "Passa ou se Amassa?", um grande marco da MSP há 25 anos. Descanse em paz, Gugu Liberato!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Capa da Semana: Cascão Nº 283

Dia 25 de novembro é aniversário do Cascão. Em homenagem, mostro uma capa com ele comemorando aniversário ao lado do porco Chovinista, um gambá e um urubu, bichos típicos que lembra sujeira, além de um bolo que tem um cobertura de lama e o chapéu de aniversário é um funil velho e sujo, bem a cara dele. Não tem referência à história de abertura, é apenas com piada de aniversário, muito comum na Globo.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 283' (Ed. Globo, Novembro/ 1997).


domingo, 27 de outubro de 2019

HQ "Cascão tomou banho"

Dia 27 de outubro é aniversário do Mauricio de Sousa. Em homenagem, compartilho uma história com presença dele em que os funcionários da MSP se revoltaram e entraram em greve de não fazer mais histórias do Cascão até que ele tome banho. Com 13 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 92' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cascão Nº 92' (Ed. Abril, 1986)

Nela, Cascão está no lixão e faz um salto de trampolim como se o lixão fosse uma piscina, brinca um bom tempo no lixo e quando sai fala que dessa vez caprichou na sujeira. Do nada, Cascão ouve um grito e era a colorista da história, que havia desmaiado por não estar aguentando o cheiro do Cascão.


Nesse momento, Cascão perde as cores e fica tudo em preto e branco e quando a Irene acorda, pergunta o que aconteceu e ele fala que está caída no chão enquanto a história está em preto e branco e pega um lápis de cor exigindo para ela pintar de novo. Irene se recusa, diz que nunca mais vai pintar as histórias do Cascão e ele acha que é um brincadeira, se divertiram bastante e manda a Irene pintar a história.

Irene e todo o pessoal do estúdio da MSP olham sérios para o Cascão e vê que eles não estão de brincadeira. Irene diz que não é fácil pintar depois de ele tomar um banho de sujeira e decide então entrar em greve e só pinta de novo quando o Cascão tomar banho.


Cascão fala que que de repente gostou da história em preto e branco, deu mais charme e que ela pode ficar em greve no tempo que quiser e não vai tomar banho só porque ela não quer colorir as páginas dele. Aí de repente o Cascão vira uma caricatura  e descobre que todos os roteiristas, desenhistas e arte-finalistas da MSP entraram em greve também e não vão mais fazer histórias do Cascão. Ele diz que é uma besteirinha e o roteirista Reinaldo Waismann reclama que sempre que ele vai fazer as histórias do Cascão, a bronquite dele piora e a colorista Irene diz que a alergia dela a pó também piora.


Cascão tenta usar sua velha e infalível lábia pra convencê-los a fazer as histórias de novo, mas Reinaldo fala que não adianta usar lábia porque são eles que escrevem as histórias e sabem todos os truques do Cascão. Ele diz, então, se querem guerra, não vai tomar banho só porque eles querem, podem continuar em greve e não liga ficar no rascunho. Aí nessa hora, ele leva uma coelhada da Mônica. Cascão pensou que era um monstro, mas logo vê que a Mônica e todos os seus amigos estão como rascunhos também, já que eles participam das histórias dele.


Mônica, Cebolinha, Maria Cascuda e Bidu reclamam que estão feios como rascunhos, todos se assustam com eles e isso tudo porque o Cascão não quer tomar banho. Assim, eles pegam o Cascão à força, o carregam nos braços, o desenhista imediatamente desenha uma tina d'água e conseguem jogar o Cascão na tina e ele finalmente toma banho.


No mesmo instante, os leitores do Brasil e do mundo inteiro se impressionam que o Cascão tomou banho e o pessoal do estúdio comemora já que eles não vão mais ter falta de ar fazendo as histórias dele e comemoram mais ainda ao vê-lo limpo quando sai da tina, já sem ser desenhado como rascunho. Os personagens também voltaram o normal, já que eles acabaram com a greve após o Cascão ter tomado banho.


Cascuda se impressiona com o Cascão estava diferente sem os 2 quilos de sujeira, e na MSP, a Irene diz que ficou uma gracinha e bem melhor e o Sidão sugere que mude a nome da revista para "Limpão". Em seguida, Reinaldo ouve um barulho na porta, ele vai abrir e eram milhares de cartas de leitores pedindo para que o Cascão volte a ficar sujo. Mauricio de Sousa aparece desesperado, falando que estão quase arruinados, que as vendas estão caindo a cada dia, dizem que o Cascão limpo a revista não tem graça, o charme da revista era ele sujo e se as coisas continuarem assim vão ter que fechar a firma e Cebolinha nos quadrinhos diz que se a revista do Cascão acabar, eles acabam também.


Eles olham para o Cascão e tentam fazer de tudo para que ele volte a ficar sujo, só dão elogios que é um grande amigo, é uma gracinha e para ficar mais bonito é só ficar sujo de novo. Cascão estranha porque antes eles não pensavam assim e o desenhista desenha um lixão para ele entrar. Cascão não vai, falando que gostou de ficar limpinho, as pessoas não vão mais correr dele, pegar elevador sem ninguém reclamar.


Mônica chega perto do cascão e vê que ele estava de maquiagem. Reinaldo sopra o rosto dele e sai toda a maquiagem e descobrem que ele estava sujo como antes. Na tina tinha maquiagem e uma jarra d'água e o Cascão simulou que havia tomado banho. Mauricio pergunta quem desenhou a tina, e a desenhista estagiaria diz que foi ela porque não podia deixar o Cascão tomar banho, sempre achou fofinho o o Cascão sujinho. 

Mauricio dá de entender que ela estaria demitida, mas ele diz é que está de parabéns porque se não fosse ela, estariam arruinados e agora tudo voltou ao normal. Cascão brinca no lixão e o pessoal do estúdio e os personagens vão tudo para a janela recuperar o ar por não aguentarem o cheiro do Cascão lá dentro, com Mauricio destacando que tudo ao normal mesmo terminando assim.


Essa ´história é sensacional, muito criativa e cheia de absurdos. Os funcionários da MSP entraram em greve por estarem incomodados com o cheiro do Cascão, mas com medo da MSP falir e perderem o emprego se arrependeram e quiseram que ele voltasse a ficar sujo como antes. Só não contavam que ele não tinha tomado banho graças a desenhista estagiária que gostava do Cascão sujinho e no final conseguiu ficar mais sujo que era antes.


Legal ver o Cascão discutindo e dando ordem no pessoal do estúdio só porque era personagem em quadrinhos e muito engraçado quando o Reinaldo Waismann falou que ataca a bronquite dele e a Irene piora a sua alergia a pó quando fazem as histórias do Cascão. Rachei de rir nessa hora. Até deu impressão que ele tomou banho mesmo, mas felizmente conseguiu escapar do banho, ele sempre conseguia nem que seja da forma mais absurda. A princípio até parecia que eles entraram em greve por conta própria sem consentimento do Mauricio, mas depois deu para ver que o Mauricio apoiaram eles quando ele falou "estragamos tudo".

Eu gostava das histórias de metalinguagem com os personagens interagindo com o pessoal do estúdio. Naquela época era bem comum histórias assim e bom que ajudava os leitores a se familiarizar com quem estava por trás das histórias. Apareceram vários funcionários que trabalhavam lá na época, pena que a Rosana Munhoz não apareceu, afinal ela já era roteirista e desenhista há algum tempo, pelo menos os outros roteiristas apareceram como o Robson Lacerda e o Rubão.


Impublicável atualmente por conta do Cascão no lixão, fazendo apologia á sujeira e os funcionários da MSP como vilões e absurdos que não gostam mais de mostrar, afinal, os personagens estão no papel e eles não sentiriam o mal cheiro do Cascão, mas vale a fantasia e isso o que era bom nos gibis da turma. Quem sabe hoje em dia aconteceu isso mesmo do pessoal do MSP se cansar do Cascão e mudarem tanto o personagem, pois ele encontra bem diferente do que era, só falta darem o banho por completo. Foi uma das últimas histórias com o roteirista Reinaldo Waismann na MSP, já que ele saiu de lá ainda em 1986 para trabalhar com a Xuxa. Essa história não dá para saber quem fez, mas acredito que até seja dele, já que foi quem teve mais destaque.


Os traços perfeitos da fase consagrada dos personagens. Muito bom ver os personagens desenhados como rascunhos na hora que eles fizeram greve. Os roteiros são inicialmente feitos como rascunhos e depois que são desenhados, arte-finalizados e coloridos e durante essas partes da greve a história ficou como foi feita originalmente pelo roteirista. Interessante ver eles desenhando e colorindo tudo a mão, hoje em dia é tudo digital e tecnológico na MSP.


Foi republicada depois no 'Almanaque do Cascão Nº 40' (Ed. Globo, 1997). As imagens da postagem tirei do gibi original. A seguir a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 40' (Ed. Globo, 1997)

FELIZ ANIVERSÁRIO, MAURICIO!!! TUDO DE BOM!