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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

HQ "Vocês sabem como foi o coquetel da Magali?"

Em fevereiro de 1989 era lançada a revista da Magali. Em homenagem aos 30 anos da sua revista, mostro uma história em que a Magali sumiu no coquetel de lançamento da sua revista. Com 9 páginas, foi história de encerramento de 'Magali Nº 7' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Magali Nº 7' (Ed. Globo, 1989)

A turma e os funcionários da MSP estão no coquetel de lançamento da revista da Magali, quando o Cebolinha vê o Mauricio perguntando onde estava a Magali, pois os jornalistas estavam quase chegando para a coletiva de entrevista. Cebolinha corre depressa, no caminho derruba um senhor e pisando o pé de uma mulher que já vai quebrado o pé, até chegar ao camarim que estavam a Mônica e Cascão, que na hora estava dando nó nas orelhas do Sansão.


Cebolinha pergunta onde estava a Magali e Mônica pergunta se não está com o Mauricio, enquanto bate no Cascão. Cebolinha diz que o Mauricio está aflito, pois os jornalistas já estão chegando e não dá para fazer lançamento da revista da Magali sem ela. Mônica diz que isso não está cheirando bem e Cascão diz que ele não tem nada a ver com o sumiço.


Os 3 saem da MSP e vão à procura da Magali. Perguntam para sorveteiro, pipoqueiro e em uma pizzaria se a viram, mas ninguém viu. Cebolinha acha que a Magali teve dor de barriga por causa do jeito que ela come e em seguida a turma vê vários restos de comidas no chão formando uma trilha. Eles seguem o rastro das comidas e vão parar em frente a uma caverna e ouvem uma risada.


A princípio Cebolinha e Cascão ficam com medo de entrar e avisam que vão ficar vigiando a retaguarda, mas quando a Mônica diz que não pensam na coitadinha da Magali, eles se arrependem e vão juntos à caverna. Chegando lá, era uma escuridão total, quando de repente lançam luzes direto neles. Quando veem era o Capitão Feio que estava por trás disso.


Mônica pergunta onde está a Magali e o Capitão Feio fala que está dentro do pacotinho da sua revista e eles vão para lá também, usando o seu miniaturizador. A turma fica pequenininha e Capitão Feio segura aos 3. Mônica morde a mão dele e conseguem se soltar. Mônica dá uma coelhada em um monstrinho de sujeira e faz os meninos voltarem ao tamanho normal com o miniaturizador.


Cascão pega a caixinha da revista onde tava a Magali. Capitão Feio tenta lançar raio de sujeira no Cascão, mas nunca funciona nele. Mônica dá uma coelhada no Capitão Feio e ele é derrubado. Mônica diz que vão soltar a Magali e voltar ao estúdio, quando o Capitão Feio fica triste, se lamentando que só queria uma revista dele também. Mônica diz para ele não ficar assim, quem sabe consegue um dia e ele até pensa em comportar bem e parar de poluir para ver se consegue.

No final, a turma volta ao coquetel, são realizadas as entrevistas com os jornalistas e depois todos vão para outra sala para o coquetel com  muitos doces e frutas. Quando chegam lá, Magali já havia passado a frente e comeu tudo do coquetel sem sobrar nada para ninguém.


Uma história muito legal e criativa demais mostrando os bastidores do coquetel de lançamento e divulgação da revista da Magali para imprensa. Muitos meios de comunicação fazem essa reunião com jornalistas para divulgar os produtos e aconteceu isso com a revista da Magali em 1989. Naquela época a criatividade dos estúdios era enorme, tudo era inspiração de roteiro de histórias e, com isso, tínhamos histórias assim envolvendo tudo, até coquetel de revista.


Os traços excelentes do estilo consagrado. Legal ver a turma procurando a Magali através de sorveteiros, pipoqueiros que seria a forma mais fácil de encontrá-la. Sempre bom também ver o Capitão Feio envolvido nas tramas da turminha, dessa vez seu plano não foi para sujar o mundo e sequestrou a Magali apenas por inveja de ela ter ganhado a sua revista, e não ele. Excelente a referência da caixinha que veio acondicionada a revista "Nº 1", o que marcou muito o lançamento da revista. Boa ideia de ele prender a Magali dentro da caixinha. Pena ela ter aparecido mesmo só na última página, mas foi importante para o roteiro da história.


Chama a atenção dessa vez o esconderijo do Capitão Feio em uma caverna ao invés do esgoto. Quem sabe, foi um vestígio de politicamente correto de ter colocado caverna como uma experiência que não seguiu em frente. O Capitão Feio, de fato, não teve revista mensal própria, mas acabou ele tendo uma edição especial do título "Turma da Mônica Extra Nº 3" da Editora Panini em 2009, mesmo sendo republicações, já é alguma coisa, fora alguns almanaques temáticos com Cascão republicando só histórias com ele.

Capitão Feio, aliás, apareceu pouco em gibis da Magali. Em toda a sua trajetória, podiam ter feito mais histórias com ele enfrentando apenas a Magali. Essa história podia ter saído na edição "Nº 1" ou "Nº 2" para ser mais perto do lançamento real. Essa edição "Nº 7" já foi de agosto de 1989, mas mesmo assim a ideia foi válida. Não seria publicada hoje por causa de sequestro de personagem e mais uma vez a palavra "Droga!" sendo falada, era algo cotidiano na época e hoje proibida nos gibis.


A revista da Magali foi muito boa no início, teve um ar diferente, devido todo o processo, desde colocarem histórias solo dela nos gibis da Mônica, ter a campanha da série de histórias com greve de fome para ela ter revista, assim como os personagens novos como Mingau, Dudu, Quinzinho, Tia Nena e Tio Pepo e a caixinha de papelão na "Nº 1" (hoje rara de se achar essa caixinha). As 200 primeiras edições são inesquecíveis, mas com o tempo por causa do politicamente correto foi decaindo aos poucos, primeiro começando com excesso de histórias com Mingau, depois Magali sem a fome exagerada e sem os absurdos por causa disso, muitos contos de fadas no lugar, inserção de histórias de personagens secundários como Penadinho, Tina, etc, para encher linguiça, tem edições que nem se menciona em comida, tudo isso estragou. 

Capas dos gibis da Magali Nº 1 ao Nº 14 (1989)

Hoje em dia não tem aquela graça e encanto que era antes, se comparar a edição atual desse mês, é completamente diferente do que quando começou. De qualquer maneira, é uma grande marca 30 anos de gibis em circulação e vale ser comemorado.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Turma da Mônica Nº 40 - Ed. Panini - 2018


Nas bancas a revista 'Turma da Mônica Nº 40' da Editora Panini com a estreia da "Liga dos Pets", liderada pelo Bidu e com outros bichos da turminha. Nessa postagem mostro uma resenha desse gibi.

Lançada em agosto de 2018, custando R$ 5,00, com formato canoa e 68 páginas e com 7 histórias no total, incluindo a tirinha final, 'Turma da Mônica Nº 40' marca a estreia da "Liga dos Pets" nos gibis. Liderada por Bidu e com Floquinho, Chovinista, Mingau e Monicão como integrantes, os bichos de estimação do Franjinha, Cebolinha, Cascão, Magali e Mônica, respectivamente. Prometem ser uma espécie de "Vingadores" para ajudarem os seus donos em perigo, sendo acionados pela Dona Pedra com um botão de alarme dentro dela ns missões que têm que cumprir.

Cada um com habilidades especiais como Floquinho sendo o mestre dos disfarces e responsável pelos equipamentos, Chovinista mestre em Porco Fu e faxina extrema, Mingau com agilidade, visão noturna e garras de "vovoverine" e o Monicão simplesmente por estar lá. Agora parece sair série de histórias com essa "Liga dos Pets" de vez em quando nos gibis. Isso teve até destaque no site Omelete, que mostra notícias de histórias em quadrinhos e cultura pop, o que se torna então algo importante.

A MSP gosta de reunir um grupo de personagens para formar uma equipe. Já fizeram a S.U.J.O.C.A. (Sociedade Unida da Junta Opositora Contra o Cascão e Amiguinhos), formada por Capitão Feio, Doutor Olimpo, as gêmeas Cremilda e Clotilde, Doutor Spam e Cúmulus, os vilões que querem da r banho no Cascão. E agora resolveram fazer algo semelhante com a "Liga dos Pets" reunindo os bichos da Turma da Mônica como heróis.

Frontispício da edição

Na história com 20 páginas no total e escrita por João Xavier, o Capitão Feio finalmente consegue vencer e capturar a Turma da Mônica e ele leva a turma até o seu esconderijo no esgoto. Bidu acaba vendo tudo escondido e aciona o alarme com a Dona Pedra e chama a "Liga dos Pets para cumprir a missão de salvar os seus donos do Capitão Feio. 

Apesar de serem bichos e estarem interagindo entre si, apenas Bidu e Mingau é que tem falas na história. Chovinista, Floquinho e Monicão não falam, seguindo o estilo que nas suas histórias não costumam falar. Já na frente do Capitão Feio ninguém falou. Tudo indica que em futuras histórias com eles, será incorporada á equipe o Ximbuca, o cachorro do Xaveco, de acordo como deu para entender no final. Bugu teve uma participação rápida e legal que ele foi chutado pelo Bidu dessa vez, coisa rara atualmente.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

O que achei interessante foi Capitão Feio contracenar a maior parte do tempo com outros personagens sem ser Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, embora eles apareçam na história e os bichos são deles e pertencem ao núcleo da Turma da Mônica. Fugiu um pouco da mesmice, mas ainda assim seria legal que tivesse histórias do Capitão Feio contracenando com outros núcleos de personagens para fugir da mesmice.

Por exemplo, podia ter história do Capitão Feio invadindo o sítio do Chico Bento para poluir tudo lá, ou então poluir a selva da Turma da Mata ou do Papa-Capim, ou quem sabe ele querer conquistar outro planeta e o Astronauta ter que enfrentá-lo para impedir, entre outros, e tudo sem presença dos personagens da Turma da Mônica. Fica sempre as mesmas histórias, isso quando Capitão Feio não aparece junto com a S.U.J.O.C.A. e fica cansativo assim.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

Outra coisa diferente é que nesse título "Turma da Mônica" não apareceu dessa vez um dos personagens da Turma da Mônica. Em todas as capas sempre aparecem Mônica, Cebolinha, Cascão ou Magali, com foco das histórias com eles, principalmente Mônica, e dessa vez ficou diferente. Sempre achei que essa revista "Turma da Mônica" deveria ter histórias de abertura também de outros personagens secundários e não só da Turma da Mônica. Podiam ter histórias de abertura com Tina, Penadinho, Papa-Capim, Piteco, etc, e sem presença da Turma da Mônica como crossover, mas insistem colocar foco só com eles e, no máximo, com foco com alguns amigos deles como Franjinha, Anjinho, Marina, Xaveco, etc.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

Já o resto do gibi seguiu o normal para os padrões atuais que vem acontecendo, com mais foco com os personagens da Turma da Mônica mesmo. Histórias com secundários foram só 2 com a Turma da Mata e a tirinha final com Zé Vampir e Cranicola. Os traços feios praticamente no gibi todo, os melhores desenhos foram da segunda história da Turma da Mata com arte-final de Kazuo Yamassaki, que é o único que faz os desenhos ficarem bons ultimamente. Os traços da história de abertura aceitável também. 

De destaque, a história "A aprendiz de Mônica" em que o Cebolinha, que estranha a Maria Cebolinha com a roupa da Mônica e o armário também só com roupas da Mônica e fica pensando várias coisas a respeito como ele ter influenciado a irmã a ficar igual à Mônica e também a história "Repitam isso em casa, crianças!" com Franjinha ensinando para o Cebolinha como faz um submarino com uma garrafa pet cheia de água, tampa de caneta emassa de modelar. A segunda história da Turma da Mata, "Os animais", também educativa mostrando o que fazemos animais da floresta.

Trecho da HQ "Repitam isso em casa, crianças!"

E a história de encerramento foi "Celebridades", bem longa com 16 paginas em que Cebolinha cria um "Instagrão" (Instagran), revela para o Cascão que eles são personagens de histórias em quadrinhos e pretende fazer um plano infalível contra a Mônica trazendo o Rúbio Reiter do mundo real para o mundo dos quadrinhos com o lápis mágico da Marina para dar lição na Mônica. Só que o Rúbio leva muito a sério achando que os personagens ensinam coisa errada para as crianças por causa das suas personalidades e pretende destruir a Turma da Mônica por causa disso.  Os traços dessa história horrorosos, por sinal, tudo sem vida, o que desanima nos  gibis novos vendo isso.

Trecho da HQ "Celebridades"

Como pode ver um gibi normal para os padrões atuais, nada muito diferente do que vem acontecendo, procurando dar mais ênfase a ensinar coisas didáticas e dar bom exemplo. O diferencial mesmo foi a história de abertura com a "Liga dos Pets" que vão se reunir outras vezes para cumprirem missões e foi o que me incentivou a comprar. Apesar de não ter nada de mais, foi mais por ser a estreia deles e do Capitão Feio não contracenar o tempo todo com os 4 personagens principais. E até que não foi ruim a ideia de reunir os bichos da turma em uma história, fica sendo diferente.  Já os demais gibis de agosto de 2018 não vi nada de mais e não comprei. Fica a dica. 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Cascão: HQ "A Supersede"

Mostro uma história de quando o Capitão Feio usou a Magali para acabar com toda a água do planeta Terra. Com 13 páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 89' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cascão Nº 89' (Ed. Globo, 1990)

Começa com o Cascão caminhando na rua quando encontra o Cebolinha e o cumprimenta. Mônica aparece e cumprimenta o Cascão com a outra mão e logo em seguida Xaveco e Franjinha seguram os seus pés, sem Mônica e Cebolinha soltarem as mãos. Eles falam que era um dia especial para eles cumprimentarem desse jeito e levam o Cascão até à beira do rio.


A turma joga o Cascão no rio cheio d'água, mas quando ele cai o rio seca de repente. Foi por causa da Magali que bebeu toda água de uma vez só com um canudo gigante. Cascão sai do rio e beija a Magali por ter salvo do banho e a turma quer satisfação dela do motivo de beber tanta água, já que ela era comilona mas não beberrona e que estragou o plano infalível de dar banho no Cascão. Magali diz que não sabe, que de repente deu uma grande sede e que não pôde controlar.


Os meninos vão embora depois do plano fracassado e Cascão sai também falando que eles são traidores e quer ficar longe deles até acabarem com mania de darem banho nele e fica só Mônica e Magali, que pede desculpas por ter estragado plano contra o Cascão. Então, aparece um carteiro misterioso entregando uma encomenda de salgadinhos. Depois de assinar a encomenda, Magali comenta para a Mônica que é a segunda vez que ela recebe salgadinhos naquele dia e que deve ser de um admirador secreto e imagina ser do fofo do Quinzinho da padaria, e come todos os salgadinhos do pacote de uma só vez, sem se importar se Mônica está servida ou não.


Assim que acaba de comer, Magali fica uma sede incontrolável, maior do que a outra vez. Então, ela passa a correr pelo bairro do limoeiro atrás de água. Primeiro ela toma toda a água da fonte da praça, a água da piscina de um clube, deixando ocara cair de cabeça com a piscina seca ao dar o mergulho.de trampolim. E, pra finalizar, Magali bebe todo o reservatório da cidade, quando fica saciada, deixando assim todo o bairro sem água, inclusive Cebolinha saindo só de toalha pela rua, vasculhando as torneiras para ver se dava para tirar o sabão do corpo, já que faltou água bem na hora do banho dele.


Cascão aparece todo contente que estava sem água no bairro e comenta que agora eles não dão banho nele mesmo. Mônica fala que foi culpa da sede exagerada da Magali e logo em seguida lembra assustada dos salgadinhos misteriosos que ela comeu e que devem está dando essa grande sede. Mônica deduz que alguém quer que Magali beba muita água e nada não comer mais nenhum salgadinho. nessa hora, aparece o Capitão Feio perguntando se ela vai resistir.


Capitão Feio diz que foi ele quem enviou os salgadinhos para a Magali e o carteiro era o um dos seus monstrinhos de sujeira disfarçado. Ele conta também que os salgadinhos forma desenvolvidos em seu laboratório om intenção de dar uma sede danada em quem come e que na Magali potencializa mais esse efeito por ela ser gulosa demais. Magali diz que não gostou da brincadeira e que não vai comer mais nenhum salgadinho, apesar de serem gostosos e diferentes. 


Capitão Feio diz que os salgadinhos foram só para testar e que ele preparou uns torresmos com um alto teor se sódio, que vai dar uma sede insaciável em qualquer pessoa e se a Magali comer não vai sossegar enquanto não beber toda a água do mundo, imaginando ela bebendo de canudinho toda a água do mar e rios inteiros, até que o planeta todo fique sujinho, com ele reinando como Rei Feio I e Único e todos vão ser escravos deles ou não terão o mínimo de água para sobrevivência.


A turma acha o plano diabólico e sabem que é capaz da Magali beber tudo mesmo e Capitão Feio comenta com Cascão que vai ficar tudo do jeito que eles gostam, com banho e limpeza nunca mais. Magali diz que não vai comer nenhum torresminho e Capitão Feio faz tentação para Magali falando que além de concentrados são gostosos e ela não vai resistir, segurando um torresminho na mão, fazendo questão de ela sentir o cheiro.


Magali corre pra comer um torresminho quando Mônica lança o Sansão e faz o saco cair na lama. Capitão Feio fica uma fera, mas ainda sobrou um torresminho com ele que já era o suficiente para Magali ter a sede insaciável e amarra Mônica e Cebolinha em um raio de sujeira dele para eles não atrapalharem o plano. Capitão Feio lança o torresminho no ar para Magali comer e fazer a grande conquista da Terra para ele, quando Cascão se intromete e come o torresminho no lugar da Magali.

Capitão Feio fica muito brabo, chama o Cascão de idiota e quer saber por que ele fez isso. Cascão diz que os amigos deles não podiam viver nesse mundo seco que ele queria. Capitão Feio diz que são os mesmos amigos que quiseram dar banho nele e comenta que desiste de entender os humanos estúpidos e volta para o esgoto para planejar um novo estudo para atacar de novo. 


No final, a turma fica contente com a atitude do Cascão de salvar todos e diz que não vai mais dar banho nele, pelo menos enquanto não parecer uma nova oportunidade, e falam para o Cascão pedir qualquer coisa a eles. Nessa hora, o torresminho faz efeito e dá sede no Cascão e ele toma água de um canudo longe do balde para não se molhar, com Mônica falando que a sede dele não é grande como da Magali, mas que para ele é um desastre.


Uma história sensacional mostrando as vilanias do Capitão Feio pra se tornar o mundo imundo para ele reinar. Ele era bem perverso nos seus planos, fazia de tudo para sujar o planeta todo, mas sempre se dava mal por causa da turminha. Além de um enredo de aventura excelente, ainda traz mensagem de não ser egoísta com quem gosta, mesmo tendo vacilado com você. É que nela Cascão fica com dilema se quer viver em um mundo sujo ou ajudar a turminha,  mesmo magoado por eles tentado dar banho nele antes, mas a amizade bate mais alto e aí Cascão ajuda seus amigos contra o Capitão Feio. 


Interessante que primeiro a história começa com um plano infalível do Cascão, mas que foi importante para o desenrolar da história. Muito bom ver os absurdos da Magali bebendo toda a água do rio de canudinho em menos de um segundo e até as correrias dela de beber tudo que vê pela frente, inclusive a represa da cidade. Engraçada também a parte da imaginação da Magali bebendo a água do mar de canudinho. Haja sede! Gostava também de histórias da turma fazendo plano infalível contra o Cascão, eram bem boladas também.

Torna-se uma história diferente, pois não era muito comum o Capitão Feio envolver a Magali nos seus planos. Foram poucas histórias exclusivas assim com Capitão Feio e Magali, principalmente publicadas em gibis dela. Mais comum era ter histórias dele com Cascão e Mônica. Essa podia ter saído tranquilamente em um gibi da Magali, mas como foi Cascão quem salvou a turma do plano do Capitão Feio, aí pelo visto preferiram publicar em gibi dele.


Os traços maravilhosos da fase consagrados, perfeito esses desenhos. Hoje em dia não fazem mais histórias de aventuras assim  e nem com esses absurdos da fome exagerada da Magali a ponto de beber toda a água de rio, piscina e represa, na verdade histórias de comida com ela são pouco exploradas atualmente. Tem certas palavras nessa história que são proibidas atualmente e são alteradas em republicações nos almanaques, como "Droga!", "diabólico", além do Capitão Feio chamar o Cascão de "idiota" e os humanos de "estúpidos".  


Detalhe do Quinzinho não ser ainda namorado oficial da Magali na época, por isso ela se referiu a ele como um admirador secreto, como o fofo da padaria, porque ele era mais uma paquera dela, e tiveram só algumas histórias com eles juntos desde 1989 até então.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

HQ "O Natal do Capitão Feio"

Mostro uma história de quando um monstrinho de sujeira do Capitão Feio fugiu para poder comemorar o Natal. Foi publicada em 'Gibizinho da Mônica Nº 5' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Gibizinho da Mônica Nº 5' (Ed. Globo, 1991)

Com 17 páginas no total, no formato gibizinho, começa com o Capitão Feio vendo um monstrinho de sujeira correndo do nada. Capitão Feio vai conferir e pergunta o que ele está fazendo. O Monstrinho responde que está escrevendo uma carta para pedir presente para o Papai Noel e aí o Capitão Feio dá uma bronca nele porque odeia o Natal, que é uma festa cheia de amor, que não está no vocabulário de inimigos públicos como eles. 


O Monstrinho pergunta se nem árvore de Natal pode e capitão Feio dá um berro que não pode. O Monstrinho fica triste, falando que é chato ser vilão que não tem presente, nem árvore e nem Natal e por isso não quer ser mais vilão, que não é nada divertido e sempre perde no final e, então, resolve fugir escondido.


Ele corre e depois descansa em frente a um muro e ouve conversa da Mônica com a Magali, que estavam no outro lado. Mônica pergunta para Magali se ela não vai enjoar do Sansão quando ganhar o ursinho que pediu ao Papai Noel. O Monstrinho chega perto delas e Magali leva um susto, falando que é coisa nojenta. Como o monstrinho estava atrás da Mônica, ela pensa que a Magali estava falando do Sansão. Magali fala que é de quem estava atrás dela. Mônica pensa que é o Cascão, mas quando vê o Monstrinho dá um pulo no colo da Magali. 


Mônica se dá conta que nunca teve medo dos monstrinhos e quando ia dar uma coelhada, ele diz que saiu da Turma do Capitão Feio e desabafa que ser vilão é muito sem graça, não tem Páscoa, festa de aniversário, Natal e que ele quer ganhar presente do Papai Noel, brincar, sorrir e viver emoções maravilhosas. Mônica acha que é um plano do Capitão Feio e manda o Monstrinho ir embora.


Depois que ele sai, surge o Capitão Feio perguntando se elas não viram um monstrinho que fugiu, com ideias subversivas de brincar no Natal e pensava que ele tinha passado para o lado delas. E afirma que vai pegá-lo e dar um castigo. Quando ele vai embora, Mônica comenta com a Magali que o Monstrinho estava falando a verdade. Elas saem para procurá-lo e encontram escondido em uma moita. Mônica diz que vai escrever uma carta para o Papai Noel pedindo um presentão para ele.


O Monstrinho fica feliz, mas dura pouco a felicidade, já que surge o Capitão Feio junto com os monstrinhos para levá-lo de volta para o esgoto. Capitão Feio manda os monstrinhos atacarem e em uma briga com a Mônica, todos são derrubados por ela. 


Mônica bate também no Capitão Feio e então o Monstrinho sente pena deles porque apesar de tudo eles são a sua única família e tem que passar o Natal com eles. Magali pergunta se não vai ser chato e ele diz que não porque eles são as pessoas que ele ama. Deseja um feliz Natal a elas, vai atrás do Capitão Feio, que estava voltando para o esgoto, e dá um superabraço nele com muito afeto, que sensibiliza o Capitão Feio.

No final, com todos de volta ao esgoto, na noite de Natal, o Monstrinho chama o Capitão Feio para participar do amigo secreto, enquanto alguns monstrinhos brincam com seus presentes, todos festejando, assim, o Natal pela primeira vez.


Essa história tem uma bonita mensagem de amar a sua família, mesmo que tenha defeito. Nela, o monstrinho sentimental fez questão de passar o Natal com o Capitão Feio e os outros monstrinhos, mesmo com a ideia do Capitão Feio não comemorar o Natal. No fim, ele acabou sensibilizado, deu um tempo de suas vilanias de sujar o mundo e topou comemorar o Natal como uma família normal, mesmo sendo vilão.


Legal que nessa história, o monstrinho teve seu nome com numeração, nessa ele era o Monstrinho "Seis". Geralmente, os monstrinhos fazem figurações nas histórias, só quando um que tem destaque na trama, que colocavam algum nome. 


Os traços ficaram muito bons e caprichados, até com um detalhe de um ratinho prestes a comer um queijo no primeiro quadrinho. São detalhes que faziam a diferença. Coloquei completa na postagem. E legal nos gibizinhos que os quadrinhos tinham vários formatos diferentes, como círculos e formatos geométricos diferentes do quadrado ou retângulo tradicionais. Em vários momentos encontramos quadrinhos diferentes se adequando a cena. Ficava muito bom.


A capa desse gibizinho ficou muito boa, fez uma piada em cima da história de abertura, com a Mônica ajudando o Capitão Feio a montar a sua árvore de Natal com enfeites de lixo. Os gibizinhos costumavam ter capas com alusão à história de abertura e as vezes criavam uma piada em cima com o tema da história, mesmo que não aconteça tal cena na história, como foi nessa. Mas também tiveram gibizinhos finos com capas com piadinhas como saiam nos gibis convencionais.


Para saber mais detalhes da série "Gibizinho", entre AQUI e AQUI.

E um Feliz Natal a todos!!!

sábado, 13 de setembro de 2014

Chico Bento: HQ "A batalha do século"

Nessa postagem, mostro uma história de quando o Chico Bento conheceu o Capitão Feio e como ele enfrentou para impedir sujar tudo por lá. Ela tem 7 páginas e foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 69' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Chico Bento Nº 69' (Ed. Globo, 1989)

Começa com um dia típico, com o Chico Bento com trabuco na mão querendo caçar uma onça com o seu cachorro Fido, que estava a procura de um osso, quando de repente, eles veem algo voando no céu. Chico vai atrás conferir, e descobre que era o Capitão Feio, que foi até a roça com para sujar tudo em paz sossegado sem ter ninguém da Turma da Mônica para atrapalhar os seus planos.


Chico pensa que o Capitão Feio era o super-homem e pede um autógrafo. Ele responde que era o Capitão Feio, o gênio do mal, que foi a deixa para o Chico pensar que ele saiu da lâmpada maravilhosa. Capitão Feio acha o Chico ignorante e vai embora falando que tem muito e que fazer. 

Como o Fido foi embora com  medo, Chico desiste de caçar e resolve pescar. Quando chega perto do ribeirão, vê os peixes pulando fora da água. Primeiro, ele acha que é um ótimo pescador, com os peixes indo direto nas suas mãos, mas quando vê melhor, os peixes estavam pulando porque a água estava toda poluída por causa do capitão Feio, que estava executando seu plano de poluir tudo por lá.


Em seguida, o Chico é sufocado com uma nuvem de poeira suja, que o faz tossir e percebe que a sua historinha estava toda encardida. Nisso, Chico  ouve uma gargalhada e era o Capitão Feio todo feliz com a sujeirada toda e que os seus raios de sujeira nunca deslizaram tão bem.

Chico vai tomar satisfação com ele, perguntando se não tem vergonha de espalhar a imundice por todos os cantos e o Capitão Feio lança seu raio de sujeira no Chico, que se assusta porque ficou igual ao Cascão. Capitão Feio sai e o Chico diz que isso não vai ficar assim. Ele vai para casa tomar banho e em seguida põe em prática o seu plano de dar um banho no Capitão Feio. Ele se esconde em cima de uma árvore e joga um balde d'água lá de cima, mas não consegue molhar o Capitão Feio, que fica furioso com o Chico e tenta lançar um raio de sujeira concentrado nele, mas que também não consegue atingi-lo.


Capitão Feio faz outras tentativas enquanto o Chico corre, até que ele fica encurralado sem saída. Quando o Capitão Feio ia lançar o seu raio, o Chico, sem poder fazer mais nada, começa a chorar muito, com lágrimas enormes que assusta e afasta o Capitão Feio. Ele vai embora e o Chico comemora que conseguiu se livrar dele.

No final, Chico vê que a história ficou toda encardida e se pergunta quem vai querer uma história dessa. Eis, então, que surge o Cascão com óculos escuros e cheio de malas para se mudar para a história do Chico, achando que ficou um maior barato assim.

Uma história muito legal, com crossover do Chico Bento com o Capitão Feio, com participação do Cascão no final. Essa foi a primeira vez que o Chico e o Capitão Feio se encontraram e a única até hoje nos gibis convencionais dele. 

Engraçado o Chico achando que o Capitão Feio era o Super-Homem com mais osso do que carne, e o Gênio da Lâmpada no inicio da história. A sua inocência, permite essas coisas. Quem sabe, poderia ser um pouco mais desenvolvida, na parte da tentativa do Chico dar banho no Capitão Feio, mesmo assim gostei exatamente desse jeito simples. Não perdeu o encanto desse jeito e deu conta do recado, sem enrolação, como tem que ser. 


Os traços dessa história ficaram maravilhosos, como é de se esperar na época. Na postagem a coloquei completa. Outra coisa interessante nela foi o recurso de metalinguagem, com o Chico falando que a "roça" era a "história", como, por exemplo, ele falar que a sua história estava imunda, em vez de falar roça. isso foi fundamental no final surpreendente com o Cascão se mudar para a história do Chico por causa da sujeira. Espetacular.


Gosto de história com crossover de personagens, acho válido acontecer de vez em quando para sair da mesmice. Para quem não sabe, "crossover" nas histórias em quadrinhos, significa personagens de núcleos diferentes contracenando, como, por exemplo, Mônica com Jotalhão, Cascão com Penadinho, Chico Bento com Piteco, entre outros.

Eu adorava quando o Capitão Feio aparecia e na época achei o máximo ele se encontrar com o Chico, afinal, o Capitão Feio só aparece para a Turma da Mônica. História como essa, se fosse Papa-Capim com Capitão Feio não mudaria muita coisa e atenderia o mesmo objetivo. 


Ela é politicamente incorreta pelo fato do Chico com trabuco na mão a fim de caçar uma onça no início da história, já que armas e caça de animais estão proibidos nos gibis atuais, fora também que hoje o Capitão Feio está com mais cuidado de não poluir tanto assim, principalmente rios e natureza, causar desmatamento, além de que tudo continuou sujo no final. Ou seja, impublicável.

Enfim, "A batalha do século" é uma história memorável, que sempre vale a pena relembrá-la.