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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Capa da Semana: Cascão Nº 107

Nessa capa, Cascão está com um pintor, fazendo bastante sujeira ao seu redor com as tintas do jeito que gosta E Bidu só olhando a façanha dele.Legal também um passarinho assustado se desviando para não ser sujado com a tinta.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 107' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1991).


sábado, 28 de setembro de 2019

HQ "Bidu em greve"


Em setembro de 1989, há exatos 30 anos, o Bidu fez uma greve porque a Magali ganhou revista própria e não ele. Compartilho nessa postagem essa história, que teve 4 páginas e publicada em 'Cascão Nº 70' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cascão Nº 70' (Ed. Globo, 1989)

Começa o Bidu parado e com olhos fechados na história, percebe os leitores olhando e aí ele pergunta o que estão esperando e conta que não tem história porque está em greve. Manfredo pergunta por que está em greve e Bidu conta que está cheio de não ter o trabalho reconhecido, logo ele que é o personagem mais versátil do Mauricio, pode interpretar tudo, sem contar que usa e abusa do nonsense e Mauricio dá uma revistinha para a Magali, só porque a comilona é inspirada na filha dele.


Manfredo fala que vai ter história sim. Bidu pensa que era ele e que ia substitui-lo e Manfredo diz que é o Bugu, que saúda a mãe, falando que é a grande chance dele. Bidu reclama de colocar o canastrão no lugar dele e Manfredo diz que o show não pode parar. Bugu fala que se agradar pode ganhar uma historinha só dele, 

Bidu pergunta se o Bugu se contenta só com uma história e ele diz que porque aí ele põe nas revistas da Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico, ganha a simpatia do público e talvez ganhe uma revista só para ele e chama o Bidu de mãe. Bidu fala que a história é dele, Bugu pergunta sobre a greve. Bidu acaba com a greve e dá um chute no Bugu expulsando da história. No final, Bidu faz as pazes com Mauricio escrevendo bem grande em uma página inteira que ama o Mauricio.


Essa história é bem simples e bem bolada, eram muito divertidas essas histórias de metalinguagem do Bidu Da época que a Magali ganhou revista própria, mostra o Bidu em greve sem querer fazer a história só porque a Magali ganhou uma revista só dela e  ele não. Mistura inveja e ciúme do Bidu da Magali, pois para ele, quem merecia ter uma revista era ele por causa do seu talento versátil. Só desiste da greve ao ver que o Bugu iria substitui-lo na história e ele tem medo de perder seu espaço para o Bugu.


Engraçado ele achar que Magali teve revista porque foi inspirada na filha do Mauricio. Brinca com o ciúme dos personagens por que a Magali ganhou uma revista e dá uma reflexão de qual personagem mereceria ter uma revista também, será que daria certo se tivesse um gibi do Bidu nas bancas. Mostra também a confirmação do Bidu se incomodar e expulsar o Bugu das histórias por causa de inveja e por medo do Bugu ser melhor que ele e ganhar a preferência dos leitores. O final foi bem interessante com Bidu deixando seu amor pelo Mauricio em 1 quadrinho inteiro. 

Ela ensina também aproveitar as pequenas oportunidades para subir na vida. No caso, o Bugu ia aproveitar a oportunidade da greve do Bidu pra ter uma história nos gibis dos personagens principais e á medida que os leitores aceitassem, ele podia ter uma revista só dele, que foi o que aconteceu  com a Magali e o que poderia acontecer com o Bidu. Traços muito bons, típico dos anos 80.


Curiosamente, antes dessa história, o Bidu até teve gibi próprio entre 1960 e 1961 lançados na Editora Continental em 8 edições e ainda teve um almanaque pela Editora Abril em 1981. Depois disso, o que Bidu ganhou de título próprio foram alguns gibizinhos em 1991 e 1992, um "Coleção Um Tema Só Nº 23" em 1999, quando completou 40 anos de criação e 'Almanaque Bidu e Mingau' pela Editora Panini entre 2009 a 2014. História legal de relembrar há exatos 30 anos.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Capa da Semana: Gibizinho do Bidu Nº 23

No dia 18 de julho de 1959 era criado o Bidu em uma tirinha sua no "Jornal da Tarde", junto com o Franjinha, começando, assim, a trajetória de sucesso do Mauricio de Sousa no mundo dos quadrinhos. Aos poucos o cãozinho Bidu foi recebendo mais destaques e foram criados os outros personagens do Mauricio.

Em homenagem aos 60 anos de criação do Bidu e da MSP, deixo uma capa do Bidu em que ele cola cartazes no muro mostrando que é um verdadeiro astro dos quadrinhos. Parabéns Bidu e Mauricio pelos 60 anos de sucesso!

A capa dessa semana é de 'Gibizinho do Bidu Nº 23' (Ed. Globo, Setembro/ 1992).


sábado, 6 de abril de 2019

Um tabloide com Bidu

Compartilho um tabloide em que o Bidu contratou um guarda-costas pra não ter risco de se machucar. Foi publicado em 'Mônica Nº 132' (Ed. Abril, 1981) e depois republicado em 'Coleção Um Tema Só Nº 3 - Cebolinha - Planos Infalíveis' (Ed. Globo, 1993).

Começa com o Duque cumprimentando o Bidu com um tapa nas costas, mas o Bidu estava à beira de um precipício e acaba rolando e se machucando todo ao cair do precipício. Depois, Bidu com corpo todo engessado e imóvel, contrata um guarda-costas para ficar sempre ao seu lado e deixar os seus amigos  longe de distância e não ter risco de se machucar. Porém, uma mosca posa no nariz do Bidu, aí o segurança dá um tapa forte nele para tirar a mosca e acaba o Bidu com a cabeça engessada, inclusive a boca, e o segurança se contentando que o emprego está garantido até o Bidu conseguir falar. 

Muito engraçado esse tabloide, o Bidu com medo de se machucar por causa dos seus amigos contrata um guarda-costas, mas não contava que o próprio guarda-costas iria ser atrapalhado e deixar ficar todo engessado. Os traços muito bons do início dos anos 80, bem parecidos com o que ficou consagrado ao longo da década. Bem interessante que o Bidu não falou nada nessa história e ainda ficou engraçado demais. Os grandes personagens conseguem fazer graça até sem falar nada. Geralmente histórias de 1 página do Bidu eram assim da sua versão agindo como um cachorro mesmo.

Os 2 primeiros quadrinhos achei hilário, já formaria uma tirinha boa isso do Bidu caindo e o Duque lerdo ainda chamá-lo de sem-educação por não ter respondido o cumprimento. E o resto do tabloide foi muito divertido também. Hoje em dia, histórias assim não são publicadas por conta de que não pode ter sofrimento dos personagens. A seguir mostro a história completa. 


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Bidu: HQ "Que férias!"


Mostro uma história em que o Bidu resolveu tirar férias dos quadrinhos na praia, mas que foi tão boa como ele imaginava. Com 5 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 3' (Ed. Globo, 1987).


Capa de 'Chico Bento Nº 3' (Ed. Globo, 1987)


Nela, Bidu chega na praia com sua mala para curtir as suas merecidas férias. Ele pega a prancha de surf que estava na mala e vai surfar no mar. De repente, vê vários cachorros gritando e nadando rápido desesperados e quando Bidu vê era um tubarão que estava no mar. 


Bidu consegue colocar a prancha na boca do tubarão e foge nadando em direção à beira da praia. Quando chega, Bidu descobre que era apenas uma filmagem de um filme e vê diretores de cinema com raiva, reclamando que ele não devia estar ali na filmagem e se tivesse sido engolido pelo tubarão não precisariam refilmar.


Em seguida, Bidu encontra uma cachorrinha e resolve bater um papo com ela. Chega o noivo ciumento dela e dá uma surra no Bidu.. Como ele já estava deitado, resolve pegar um solzinho na praia, acaba sendo enterrado de areia por um menino cachorro e a mãe dele chega pedindo desculpas pela mania do filho enterrar os outros na praia.

No final, Bidu fica com raiva, interrompe as férias e volta aos estúdios MSP para voltar a trabalhar. Mauricio de Sousa, então, dá uma história que ele acabou de escrever para interpretar e para surpresa do Bidu era uma história de férias na praia e vai reviver os mesmos problemas que teve com suas férias reais.


Uma história simples e sem enrolação e bastante divertida. Muito legal o Bidu tirando férias dos quadrinhos e passando sufoco em situações típicas que pode acontecer em uma praia. O que a torna tão engraçada é isso do Bidu como um funcionário da MSP que resolve tirar férias dos quadrinhos por um tempo. Ou seja, um ator que trabalha como personagem em quadrinhos da MSP. Boa sacada isso.


Teve absurdo do Bidu tirar uma prancha de surf dentro de uma mala minúscula. Absurdos assim é que tornam mais engraçadas as histórias, porém hoje isso é evitado. Os palavrões que o diretor do filme falou para o Bidu também não colocam mais atualmente. Sempre legal também ver os cachorros humanizados nas histórias antigas do Bidu, como se fossem humanos mesmo, estilo da Disney.

Os traços muito bons, bem característico dos anos 80, com detalhe da colorização dos primeiros números da Globo de 1987, em que o Bidu teve um tom de azul mais escuro e os personagens humanos, com tom de pele mais rosada. A colorização nos primeiros meses de 1987, aliás, parecia que pintura de aquarela. 


E curioso uma história do Bidu em um gibi do Chico Bento. É que nos últimos gibis da Editora Abril de 1986 e os primeiros da Globo de 1987, eles mudaram os secundários nos gibis do Cascão e Chico Bento, colocando histórias do Bidu nos gibis do Chico Bento no lugar do Papa-Capim, como forma de experiência, mas logo voltaram ao tradicional de forma fixa, com Bidu e Penadinho com Cascão e Papa-Capim com Chico Bento.  

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Turma da Mônica Nº 40 - Ed. Panini - 2018


Nas bancas a revista 'Turma da Mônica Nº 40' da Editora Panini com a estreia da "Liga dos Pets", liderada pelo Bidu e com outros bichos da turminha. Nessa postagem mostro uma resenha desse gibi.

Lançada em agosto de 2018, custando R$ 5,00, com formato canoa e 68 páginas e com 7 histórias no total, incluindo a tirinha final, 'Turma da Mônica Nº 40' marca a estreia da "Liga dos Pets" nos gibis. Liderada por Bidu e com Floquinho, Chovinista, Mingau e Monicão como integrantes, os bichos de estimação do Franjinha, Cebolinha, Cascão, Magali e Mônica, respectivamente. Prometem ser uma espécie de "Vingadores" para ajudarem os seus donos em perigo, sendo acionados pela Dona Pedra com um botão de alarme dentro dela ns missões que têm que cumprir.

Cada um com habilidades especiais como Floquinho sendo o mestre dos disfarces e responsável pelos equipamentos, Chovinista mestre em Porco Fu e faxina extrema, Mingau com agilidade, visão noturna e garras de "vovoverine" e o Monicão simplesmente por estar lá. Agora parece sair série de histórias com essa "Liga dos Pets" de vez em quando nos gibis. Isso teve até destaque no site Omelete, que mostra notícias de histórias em quadrinhos e cultura pop, o que se torna então algo importante.

A MSP gosta de reunir um grupo de personagens para formar uma equipe. Já fizeram a S.U.J.O.C.A. (Sociedade Unida da Junta Opositora Contra o Cascão e Amiguinhos), formada por Capitão Feio, Doutor Olimpo, as gêmeas Cremilda e Clotilde, Doutor Spam e Cúmulus, os vilões que querem da r banho no Cascão. E agora resolveram fazer algo semelhante com a "Liga dos Pets" reunindo os bichos da Turma da Mônica como heróis.

Frontispício da edição

Na história com 20 páginas no total e escrita por João Xavier, o Capitão Feio finalmente consegue vencer e capturar a Turma da Mônica e ele leva a turma até o seu esconderijo no esgoto. Bidu acaba vendo tudo escondido e aciona o alarme com a Dona Pedra e chama a "Liga dos Pets para cumprir a missão de salvar os seus donos do Capitão Feio. 

Apesar de serem bichos e estarem interagindo entre si, apenas Bidu e Mingau é que tem falas na história. Chovinista, Floquinho e Monicão não falam, seguindo o estilo que nas suas histórias não costumam falar. Já na frente do Capitão Feio ninguém falou. Tudo indica que em futuras histórias com eles, será incorporada á equipe o Ximbuca, o cachorro do Xaveco, de acordo como deu para entender no final. Bugu teve uma participação rápida e legal que ele foi chutado pelo Bidu dessa vez, coisa rara atualmente.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

O que achei interessante foi Capitão Feio contracenar a maior parte do tempo com outros personagens sem ser Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, embora eles apareçam na história e os bichos são deles e pertencem ao núcleo da Turma da Mônica. Fugiu um pouco da mesmice, mas ainda assim seria legal que tivesse histórias do Capitão Feio contracenando com outros núcleos de personagens para fugir da mesmice.

Por exemplo, podia ter história do Capitão Feio invadindo o sítio do Chico Bento para poluir tudo lá, ou então poluir a selva da Turma da Mata ou do Papa-Capim, ou quem sabe ele querer conquistar outro planeta e o Astronauta ter que enfrentá-lo para impedir, entre outros, e tudo sem presença dos personagens da Turma da Mônica. Fica sempre as mesmas histórias, isso quando Capitão Feio não aparece junto com a S.U.J.O.C.A. e fica cansativo assim.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

Outra coisa diferente é que nesse título "Turma da Mônica" não apareceu dessa vez um dos personagens da Turma da Mônica. Em todas as capas sempre aparecem Mônica, Cebolinha, Cascão ou Magali, com foco das histórias com eles, principalmente Mônica, e dessa vez ficou diferente. Sempre achei que essa revista "Turma da Mônica" deveria ter histórias de abertura também de outros personagens secundários e não só da Turma da Mônica. Podiam ter histórias de abertura com Tina, Penadinho, Papa-Capim, Piteco, etc, e sem presença da Turma da Mônica como crossover, mas insistem colocar foco só com eles e, no máximo, com foco com alguns amigos deles como Franjinha, Anjinho, Marina, Xaveco, etc.

Trecho da HQ "A Liga dos Pets"

Já o resto do gibi seguiu o normal para os padrões atuais que vem acontecendo, com mais foco com os personagens da Turma da Mônica mesmo. Histórias com secundários foram só 2 com a Turma da Mata e a tirinha final com Zé Vampir e Cranicola. Os traços feios praticamente no gibi todo, os melhores desenhos foram da segunda história da Turma da Mata com arte-final de Kazuo Yamassaki, que é o único que faz os desenhos ficarem bons ultimamente. Os traços da história de abertura aceitável também. 

De destaque, a história "A aprendiz de Mônica" em que o Cebolinha, que estranha a Maria Cebolinha com a roupa da Mônica e o armário também só com roupas da Mônica e fica pensando várias coisas a respeito como ele ter influenciado a irmã a ficar igual à Mônica e também a história "Repitam isso em casa, crianças!" com Franjinha ensinando para o Cebolinha como faz um submarino com uma garrafa pet cheia de água, tampa de caneta emassa de modelar. A segunda história da Turma da Mata, "Os animais", também educativa mostrando o que fazemos animais da floresta.

Trecho da HQ "Repitam isso em casa, crianças!"

E a história de encerramento foi "Celebridades", bem longa com 16 paginas em que Cebolinha cria um "Instagrão" (Instagran), revela para o Cascão que eles são personagens de histórias em quadrinhos e pretende fazer um plano infalível contra a Mônica trazendo o Rúbio Reiter do mundo real para o mundo dos quadrinhos com o lápis mágico da Marina para dar lição na Mônica. Só que o Rúbio leva muito a sério achando que os personagens ensinam coisa errada para as crianças por causa das suas personalidades e pretende destruir a Turma da Mônica por causa disso.  Os traços dessa história horrorosos, por sinal, tudo sem vida, o que desanima nos  gibis novos vendo isso.

Trecho da HQ "Celebridades"

Como pode ver um gibi normal para os padrões atuais, nada muito diferente do que vem acontecendo, procurando dar mais ênfase a ensinar coisas didáticas e dar bom exemplo. O diferencial mesmo foi a história de abertura com a "Liga dos Pets" que vão se reunir outras vezes para cumprirem missões e foi o que me incentivou a comprar. Apesar de não ter nada de mais, foi mais por ser a estreia deles e do Capitão Feio não contracenar o tempo todo com os 4 personagens principais. E até que não foi ruim a ideia de reunir os bichos da turma em uma história, fica sendo diferente.  Já os demais gibis de agosto de 2018 não vi nada de mais e não comprei. Fica a dica. 

domingo, 24 de junho de 2018

Bidu e Bugu: HQ "Dançando Quadrilha"


Mostro uma história rara de quando o Bugu fez uma festa junina bem na história do Bidu a contragosto dele. Com 4 páginas, foi publicada originalmente em 'Almanaque da Mônica Nº 9 - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 9 - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981)

Nela, Bugu aparece vestido de caipira e falando caipira, dando boa tarde para a sua mãe e para o Bidu, que pergunta por que está vestido daquele jeito. Bugu diz que é por causa do arraial que ia ter. Bidu pergunta aonde será o arraial e Bugu responde que será lá na história dele e que eles precisam preparar tudo antes dos convidados chegarem.


Chegam 2 cachorros com as bandeiras e Bidu diz que não estava sabendo de nenhuma festa junina. Bugu diz que então ele não foi convidado e faz os cachorros expulsarem o Bidu da sua própria história, trancando o Bidu no banheiro para não atrapalhar.

Logo depois a festa junina começa, cheia de convidados,com cachorros tomando quentão, com vontade de dançar quadrilha e esperança de Santo Antônio dar força pra arranjarem namoro. Quando o sanfoneiro está prestes a tocar na quadrilha, ouvem um barulho e pensam que era de bumbo. Na verdade, era o Bidu empurrando a porta para sair do banheiro e invade a festa  carregando a porta e grita expulsando todo mundo da festa, com muita raiva.


Com todos expulsos, Bidu fica tranquilo e tenta dormir quando ouve vozes do pessoal falando que vão fazer a festa junina fora da história. Começa a quadrilha e Bidu fica atentado de participar do arraial e ele sai da história falando para o Bugu tirar as desavenças deles e deseja que o Bugu apresente a cachorrinha que está sentada no banco, terminando assim.


História bem simples e objetiva e muito legal com o Bugu querendo fazer festa junina sem permissão do Bidu para ocupar a sua historinha. O Bugu já tem esse costume de invadir as histórias para ter espaço de fazer suas famosas imitações e dessa vez que queria uma festa junina. Até conseguiu fazer uma festa típica e animada até o Bidu impedir.

O final foi legal do Bidu ficar com inveja da festa fora da história e não resistiu de participar. Bidu fez o estilo de não aceitar as provocações do Bugu, mas no fundo queria participar da festa. Legal também ver esse universos de cachorros humanizados, sempre caía bem nas histórias do Bidu. o linguajar caipira como o Bugu falou estava recém criado, já que foi só a partir de 1980 que o Chico Bento passou a falar caipira nos gibis.


Os traços muito bons, típicos do início dos anos 80. Gostava quando mostravam o Bidu de frente, como no primeiro quadrinho, aquele ângulo dava uma diferenciada boa. Ela é muito rara e nunca foi republicada até hoje, assim como as outras histórias inéditas desse 'Almanaque da Mônica Nº 9'.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Os primórdios do politicamente correto (Parte 2)

Há algum tempo eu criei uma postagem mostrando alguns casos de quando começou o politicamente correto, ou colocando quando aconteceu a primeira vez ou a última vez determinadas situações incorretas. Então nessa postagem mostro outros casos que ficaram de fora e que valem a pena retratar para saber quando que começaram essa paranoia de politicamente correto.

A primeira situação que mostro são os palavrões que sempre marcou a Turma da Mônica. Os personagens quando muito irritados falavam palavrões só que eram representados por símbolos como bombas, pregos, cobras, lagartos, etc, para não deixar explícito. Apenas mostravam os símbolos e os leitores que sabiam que se tratavam de palavrões.


Foram várias histórias assim desde que foram criados, seja só situações rápidas em um quadrinho de extrema irritação até histórias e tirinhas com tema de palavrões, como o nível dessa tirinha publicada em 'Cascão Nº 115' (Ed. Globo, 1991) em que o Cebolinha fala palavrão para o Cascão e acaba escrevendo os palavrões no muro depois da mãe dele lavar a boca com sabão. Ou seja, além de ser divertida, ainda mostrava indiretamente que palavrão era errado.

Detalhe do Cebolinha ter falado palavrão, ele ainda rabisca muro no final, outra situação incorreta, fora a Dona Cebola ter lavado a boca dele à força , situação também não muito bem vista no politicamente correto.

Tirinha de 'Cascão Nº 115' (1991)

A última vez que os personagens falaram palavrão foi na história "Tá em código!" de 'Parque da Mônica Nº 40' (Ed. Globo, 1996), em que o Cebolinha resolve xingar a Mônica rabiscando símbolos no muro, no estilo dos passatempos de "Carta Enignática" que tinham nos gibis. No final, após o Cascão ter estragado o plano mais uma vez, o Cebolinha fala palavrões e o Cascão faz de desentendido que não consegue decifrar o que o Cebolinha estava falando, como mostro abaixo:

Trecho da HQ "Tá em código!" - Parque da Mônica Nº 40' (1996)

Detalhe que além dos palavrões, tem os rabiscos no muro, como uma das últimas histórias que os personagens faziam isso, já que em 1997 em diante também não podia mais ter histórias assim.

Depois dessa história, ainda teve em 1996 uma tirinha em que a Magali vê os meninos falando palavrões e resolve se meter para eles não brigarem, aí como falam pqra ela que a conversa não chegou na cozinha, os 3 começam a discutir com palavrões. Essa foi a última tirinha envolvendo palavrões em um gibi. Mostro abaixo:

Tirinha de 'Magali Nº 193' (1996)

A partir de 1997 não tiveram mais palavrões nos gibis, pelo visto porque  os palavrões sendo só símbolos influenciavam as crianças a falarem palavrões, podem ficar imaginando o que os personagens estão xingando e passar a falar na vida real e devem ter tirado por isso. para mim bobagens, isso não acho estímulo para se falar palavrões.

Além dos palavrões, algumas palavras passaram a ser proibidas também ao longo dos anos por acharem incorretas para os gibis. Palavras como "azar" (que passaram a colocar "má sorte"), "minha nossa!", "droga!", "diacho!", e até algumas surpreendentes como os bichos "piranha" e "perereca" não podem mais, sempre alterando em almanaques palavras como essas, como na história "Era uma vez uma perereca" (Mônica Nº 147 - Ed. Globo, 1998), mudaram pra "sapinho" no 'Grande Almanaque Turma da Mônica Nº 21' (Ed. Panini, 2017)..

A palavra "Droga!" em especial era a mais falada quando os personagens estavam brabos. Era muito frequente aparecer nos gibis, isso quando não era "Diacho", que tinha a mesma finalidade, sendo mais falada com o Chico Bento, mas aparecia outros personagens falando.

Trecho da HQ "A Imperdoável" - 'Magali Nº 1' (1989)

A última vez que os personagens falaram a palavra "Droga!" foi na história "Incrível" , de Cascão Nº 257' (Ed. Globo, 1996), em que o Cascão vê o Cebolinha correndo atrás da Mônica e depois vê que estavam brincando de pique-pega e o Cebolinha fala "Droga!" por ela ter chegado primeiro. Detalhe do Cascão na lata de lixo, caso que falo mais adiante nessa postagem.

HQ "Incrível" - 'Cascão Nº 257' (1996)

A partir de 1997, os personagens não falaram mais "Droga!" nos gibis, deve ser porque acham que se trata de palavrão ou porque lembra drogas entorpecentes , que também são proibidas nos gibis. Sempre que querem falar essa palavra, eles passaram a falar "Bolas!" no lugar e nas republicações da Panini sempre alteram "Droga!" por "Bolas!". A proibição das palavras "Droga!" e "Diacho!" serviu como base para passarem a proibir também as outras palavras citadas aos poucos ao longo dos anos. Lamentável!

Outro caso que mostro é do Bidu e os outros cachorros não poderem mais mijar nos postes. Nos gibis antigos era normal ver os cachorros mijarem nos postes, nos muros da rua tranquilamente, sem ninguém se importar com isso. Ou colocavam histórias dos cachorros mijando naturalmente em situação de cotidiano ou algumas fazendo piadas com isso. Já teve até história com o Duque contando porque os cachorros mijam em postes, vindo de seus ancestrais.

Trecho da HQ "História do cão" - 'Cascão Nº 39' (1988)

De repente, em 1996, foi proibido aparecer cachorros mijando em postes nos gibis, uma ordem por conta de que os gibis são exportados para o mundo todo e tem países que não aceitam isso, dando até prisão aos cachorros de rua e donos que deixam cachorros mijarem na rua. Se não acharem também que vai incentivar os leitores a mijarem nas ruas. Achei um absurdo isso, nada a ver proibirem de cachorros mijarem na rua, não faz sentido nenhum.

Para lançar a novidade, criaram a história "Politicamente Correto", publicada em 'Parque da Mônica Nº 37' (Ed. Globo, 1996). Nela, Bidu mija em um poste e aparece o Manfredo para avisar que teve ordens que não podia mijar porque é errado e teve a solução de fazer o Bidu mijar sentado na privada como os humanos. Mas o Bidu, com vergonha dos leitores vendo mijando naquela posição, aí acaba desistindo e sai disfarçado pela situação constrangedora. Detalhe que no momento que ele mija não é mostrado a cena, só o xixi já no poste par anão chocar. Ridículo. Depois dessa história nunca mais apareceu Bidu mijando nos postes.

Trecho da HQ "Politicamente Correto" - Parque da Mônica Nº 37' (1996)

Esse foi o primeiro caso de politicamente correto nos gibis da MSP, dando para perceber que algo estava mudando na MSP e que depois dessa foi criando gosto para aparecer os outros casos aos poucos, visto que a maioria começou a aparecer em 1997. Foi primeira vez, inclusive, que essa expressão "politicamente correto" foi usado nos gibis e logo em um título, sendo histórico isso. Interessante que no início eles gostavam de dar satisfação aos leitores sobre as mudanças, seja criando história ou através de propagandas, como eles fizeram quando os personagens deixaram de rabiscar muros.

Trecho da HQ "Politicamente Correto" - Parque da Mônica Nº 37'  (1996)

Outro caso são os bandidos que deixaram de aparecer nos gibis. Sempre apareciam nos gibis desde a Editora Abril, foram bandidos de todos os tipos e várias histórias com personagens sendo assaltados em bancos, lanchonetes, dentro de casa, entre outros, ou então sequestrados, ou até os personagens obrigados a participarem de assaltos por alguma chantagem ou por eles serem confundidos com a aparência de um integrante da quadrilha.

Isso anda quando os bandidos faziam participação rápidas nas histórias, as vezes em situações que nem imaginava ou precisaria aparecer eles estavam lá. Já teve de tudo. O tipo de histórias que eles gostavam mais era colocar uma dupla de bandidos, sendo um mais alto e esperto que é o líder e um mais baixinho e lerdo que costuma atrapalhar os planos. Seja histórias com mais ação, aventura ou mais voltadas para comédia, os bandidos estavam lá.

Até que a partir de 1997 deixaram de mostrar os bandidos nos gibis. Pelo visto pela violência que andava no Brasil cada vez maior para não estimular mais crimes, fora traumas de quem já foi assaltado e ver os personagens envolvidos, fora que armas de fogo pelos personagens também foram proibidas nos gibis, aí passaram de colocar histórias assim. A última vez que apareceram com frequência foi na história "O terrível bando de Al Cafona" de 'Parque da Mônica Nº 47' (Ed. Globo, 1996) em que Cebolinha e Cascão são sequestrados após a bola deles entrarem no esconderijo dos bandidos.

Trecho da HQ "O bando de Al Cafona" - Parque da Mônica Nº 47' (1996)

Nesse mesmo gibi ainda teve outra história com bandido que sequestrou o Bidu e outros cachorros para que participasse de um assalto a banco. Após essas, ainda tiveram uma ou outra história com bandidos, mas com participações bem rápidas, sem eles serem foco principal, até sumirem de vez por volta de 1999. Sobrou até para dupla Zum e Bum que passaram a frequentar o limbo dos personagens esquecidos por serem bandidos e essa palavra também foi proibida, quando precisam colocam como "meliantes". De fato, acho que exageravam com presença de bandidos nos gibis, principalmente nos anos 70 e 80, mas não precisaria tirar de vez dos gibis, é como se não tivesse bandidos no mundo.

Outra situação são os diabos que deixaram de aparecer também. Já apareceram vários tipos de diabos, uns com traços mais do estilo da MSP, outros mais assustadores, outros como crianças, além do diabo da Turma do Penadinho e vários tipos de histórias com aventuras de luta entre o bem e o mal, ou diabo querer algo da turminha, uns eram mais atrapalhados, voltados ao humor, outros eram de meter medo. Sendo que o tipo de história que mais gostavam era do diabo querer que algum personagem venda a alma para ele.

De repente a MSP deixou de colocar histórias com diabos, pelo visto porque traumatizava as crianças a presença dos diabos, reclamação dos pais, fora que também passaram a não ter histórias religiosas nos gibis. A última vez que diabos apareceram com frequência foi na história "Com os diabos" de Cebolinha Nº 139' (Ed. Globo, 1998), em que um diabão propõe ao outro diabo que consiga comprar a alma do Cebolinha para que pudesse continuar no inferno. Detalhe do Cebolinha com uma arma de brinquedo na mão, que foi importante pra fazer o trocadilho dos nomes "arma" e "alma", uma das últimas histórias com personagens com armas na mão. 

Trecho da HQ "Com os diabos" - 'Cebolinha Nº 139' (1998)

Depois dessa história, uma ou outra vez ainda apareciam diabos com a turminha, ou mostravam ainda o da Turma do Penadinho até sumirem de vez. Depois de muito tempo, já na Panini ainda tentaram fazer histórias com diabos como a de abertura de 'Cebolinha Nº 89' de 2014, mas seguiu adiante, capaz de ser por reclamações dos pais. Ainda assim uma vez ou outra mostram diabos após 2014, só que bem raro e sem aqueles estilos de histórias como os das Editoras Abril e Globo.

Último caso que mostro e que considero mais revoltante desses é o Cascão na lata de lixo ou no lixão. Nas histórias antigas, era muito comum ele estar dentro de uma lata de lixo, seja brincando ou fugindo da chuva ou até mesmo para descansar. Durante toda a trajetória renderam histórias e capas excelentes e memoráveis com o Cascão na lata de lixo, algumas até sendo o tema da história  Sempre era divertido vê-lo na laxa de lixo, principalmente quando escondia da chuva, já que era o local mais próximo para escapar senão tomaria banho.

A partir de 1997 a MSP infelizmente deixou de colocar histórias com ele na lata de lixo por achar que estimula apologia à sujeira, poderia incentivar as crianças a mexerem com lixo. Com isso, a última vez que Cascão apareceu em uma lata de lixo foi na história "Incrível" , de Cascão Nº 257 (Ed. Globo, 1996), em que descansando em uma lata de lixo até ver o Cebolinha correndo atrás da Mônica.

Trecho da HQ "Incrível" - 'Cascão Nº 257' (1996)

Lembrando que isso vale não só para o Cascão, mas qualquer personagem não pode mais entrar em lata de lixo, inclusive os bichos como o Bidu e Mingau, que também entravam ou reviravam latas de lixo deixaram de fazer isso também.

Já capas prolongaram mais um pouco e a última capa que o Cascão apareceu em uma lata de lixo foi em 'Cascão Nº 308' (Ed. Globo, 1998), com até um ar politicamente correto, ensinando que mesmo ele estando na lata de lixo, não jogou o que estava comendo nem no chão e nem na própria lata que estava, e sim, em uma outra ao lado. Já não teve aquele encanto de capas antológicas que eram até durante os próprios anos 90.

Capa de 'Cascão Nº 308' (1998)

Logo após a proibição da lata de lixo, Cascão também deixou de aparecer brincando em lixões, dentro de lama, tudo por causa do mau exemplo que dava com essas atitudes. A última vez que apareceu com frequência em lixão foi na história em "Sujinho... mas nem tanto" de Cascão Nº 264' (Ed. Globo, 1997), em que apareceu um menino mais sujo que o Cascão para mostrar que a sujeira não valia a pena e convencê-lo a limpar o quarto, não entrar mais em lixões e até tomar banho. Nela, Cascão até fala que não ia mais a lixões. No final, sabemos que foi o menino era o Anjinho e  conseguiu com que o Cascão passasse a ter mais consciência com a sujeira.

Coincidência ou não, foi uma história que marcou uma nova fase do Cascão a ser menos sujo, uma espécie de satisfação aos leitores que ia passar a conviver menos com sujeira. Desde então a personalidade já estava ficando diferente, com menos apologia à sujeira, como se quisessem limpar o Cascão aos poucos, e aí foi piorando isso ao longo dos anos.  O que foi uma pena que conseguiram estragar o personagem porque sem lata de lixo, brincar em lixão e na lama, foi completamente descaracterizado. A graça dele era essa e tirando tudo isso passaram a focar mais o personagem com histórias apenas criando e consertando brinquedos ou participando de planos infalíveis. Revoltante!

Trecho da HQ "Sujinho... mas nem tanto" -'Cascão Nº 264' (1997)

Como podem ver, o politicamente correto estragou com as histórias e as características dos personagens. Ficam a favor de não dar mau exemplo, mas estragam com as histórias, fora que não dá liberdade para os roteiristas criarem do jeito que querem, o que considero pior. Em todos esses casos, após não ter histórias novas assim, até continuaram republicando nos almanaques de vez em quando, mas sempre que possível evitando republicar, tanto que tem muitas não tiveram republicações até hoje por conta disso ou então alteram falas e desenhos em almanaques recentes da Editora Panini para poderem republicar, o que é pior porque ficam mudando os trabalhos dos roteiristas e desenhistas da época e estragando as histórias originais só pra ficar a favor do politicamente correto. Se é incorreta para os padrões atuais.

Para saber mais sobre o politicamente correto nos gibis, entre na primeira parte:

sábado, 10 de março de 2018

Histórias Semelhantes 5: Bidu uivando para a Lua


Mostro nessa postagem 2 histórias semelhantes mostrando o Bidu e seus amigos uivando pra Lua Cheia e que se deram muito mal por conta disso. A versão original foi publicada em 'Cascão Nº 57' (Ed. Globo, 1989) e a segunda versão saiu em 'Cascão Nº 231' (Ed. Globo, 1995).

Capas: 'Cascão Nº 57' (Ed. Globo, 1989) e 'Cascão Nº 231' (Ed. Globo, 1995)

Na versão de 1989, com o título de "Uivos", com 5 páginas, Bidu está indo à beira de um penhasco, admirando que a noite estava lindíssima e doido para uivar para a Lua. Ele uiva e aparece o Duque também querendo e propõe ao Bidu para eles fazerem um dueto. Bidu preferia um soneto, mas acaba aceitando o Duque uivar com ele. Aparece Bugu querendo uivar também. A princípio até pensam que ele queria fazer as suas imitações horrorosas, mas era só uivar mesmo.

Trecho da HQ "Uivos" ('Cascão Nº 57' - Ed. Globo, 1989)

Aos poucos vão aparecendo outros cachorros à beira do penhasco. Totalizam 7 cachorros pra uivar para Lua e Bidu propõe contar até três para todos uivarem juntos de uma vez para organizar a bagunça. Em seguida, aparece Zé Gordão e eles implicam que já tem cachorro demais lá. Zé Gordão fala que sempre tem lugar pra quem usa "Rex-Bona" (desodorante Rexona). Com o peso do Zé Gordão, eles acabam caindo do penhasco abaixo.

Trecho da HQ "Uivos" ('Cascão Nº 57' - Ed. Globo, 1989)

No final, já no dia seguinte, Bidu cheio de curativos, se queixa que está todo arrebentado e tem a ideia de uivar para o Sol ao invés para Lua e acabam os outros cachorros tendo a mesma ideia e já estavam lá no penhasco, todos machucados também, e pronto para acontecer tudo de novo.

Trecho da HQ "Uivos" ('Cascão Nº 57' - Ed. Globo, 1989)

Já na versão de 1995, com o título "Uma canção para Lua", com 3 páginas no total, Bidu vê a Lua Cheia da sua casa e vai até um penhasco para uivar para ela. Quando Bidu começa a uivar, aparece o Duque também querendo uivar. Aparece em seguida o Manfredo e mais 2 cachorros.

Trecho da HQ "Uma canção pra Lua" ('Cascão Nº 231' - Ed. Globo, 1995)

Já tinham 5 cachorros à beira do penhasco, quando aparece o Chihuahua também querendo entrar no coral. Um deles fala de jeito nenhum porque já tem cachorro demais e Chihuahua fala que ele é pequeninho e não vai fazer diferença. Quando ele se aproxima, o penhasco desaba e todos caem até o chão. Aí no final, eles acabam fazendo serenata de choro canino por causa da dor que estavam sentindo com a queda.

Trecho da HQ "Uma canção pra Lua" ('Cascão Nº 231' - Ed. Globo, 1995)

Comparando as 2 versões. nota-se que os enredos são iguais, de vários cachorros querendo uivar em noite de Lua Cheia. Aí no decorrer delas é que tem detalhes que faz diferenciar um pouco da outra para não dizer que são idênticas em tudo. Na versão de 1989, Bidu já estava a caminho do penhasco, desde o início ele não queria que os outros cachorros uivassem junto com ele, queria fazer a serenata sozinho, foram 8 cachorros uivando, com Duque e Bugu como personagens conhecidos. Já na versão de 1995, começa o Bidu em casa e depois que vai para o penhasco, no início até que acha legal os outros cachorros uivarem para a Lua e são 6 cachorros em cena, sendo Duque e Manfredo como cachorros que conhecemos.Em ambas as versões Duque aparece primeiro.

Agora a diferença mesmo entre elas ficou no final, em que na versão de 1989, após eles caírem por causa do peso do Zé Gordão, eles voltam no dia seguinte para uivar para o Sol prestes a acontecer tudo de novo, enquanto que em 1995, após a queda, dessa vez causada pelo peso minúsculo do Chihuahua, eles fazem serenata de choro ,já caídos do chão. Entre elas, prefiro a primeira versão, que além dos traços melhores, achei melhor a sacada dos cachorros uivarem par ao Sol no dia seguinte, mas cada um vai ter a sua versão preferida. Não dá para saber se o roteirista que criou a história de 1995 conhecia a de 1989 e quis fazer um novo final para a história ou se não conhecia e foi coincidência.

Comparação da queda dos cachorros nas histórias de 1989 e 1995

Agora detalhe curioso é que a versão de 1989 deveria ter 4 páginas se não tivesse as propagandas  inseridas na história. Cada propaganda ocupou 2 quadros que somando é uma página a mais na história. Era muito comum isso nos gibis antigos. E bem interessante ter essa propaganda do "Corpo Perfeito", com um produto "milagroso" que faz ter um corpo definido. Para saber o que era, tinha que pedir catálogo para o endereço indicado. Hoje é de admirar propagandas assim em um gibi infantil, mas era muito comum. Fora as do Instituto Universal Brasileiro, as de curso de detetive, compras de máquina fotográfica por correspondência, entre outras. Em breve posto mais histórias semelhante saqui no Blog.