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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Astronauta: HQ "Antes só do que mal-acompanhado"


Mostro uma história em que o Astronauta teve que enfrentar um extraterrestre bandido que se passou por cachorro para fugir da prisão. Com 6 páginas, foi pulicada originalmente pela Editora Abril por volta de 1985 e republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 36' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 36' (Ed. Globo, 1993)

Mostra o Astronauta com solidão no espaço sideral, lembrando dos seus amigos, da sua namorada Ritinha e da vida na fazenda, quando de repente se depara com um cachorro espacial abandonado em um planeta. Astronauta acha bem dócil, leva o cachorro para sua nave para fazer companhia, dá comida e arruma um cantinho para ele dormir. Depois que sai para ter uma soneca também, o cachorro se transforma em sua forma real de extraterrestre e captura o Astronauta, que estranha o ET lá dentro da nave. 


Ele se apresenta como Bargow, do planeta Orbow, que durante muitos anos foi considerado o maior vilão do espaço, assaltou todos os bancos de todos os planetas, mas um dia foi capturado por uma policial, aproveitando que seu ponto fraco era mulheres bonitas. Foi condenado a viver o resto da vida em um planetoide até que avistou o Astronauta e leu os pensamentos dele de solidão e se transformou em um cachorro, já que os habitantes do planeta Erbow são camaleões.


Com isso, Bargow deixa o Astronauta no planeta prisão para cumprir a pena no lugar dele. Só que Astronauta tem pensamento de um tesouro. Bargow lê o pensamento dele e exige que fale onde tá o tesouro. Astronauta fala que não tem nenhum e, assim, Bargow o leva para a nave para mostrar onde está. Astronauta pensa que tem tesouro em um esconderijo secreto, que era só apertar um botão. Quando Bargow aperta, leva um soco de uma aparelhagem de luva de boxe que o Astronauta tinha colocado na nave.


Astronauta se desamarra com outra aparelhagem com tesoura e se orgulha que sua nave é cheia de truques. Ele prende Bargow e o leva até o planeta-prisão que ele estava. No final, Astronauta comenta que tem que ter cuidado, pois tem vários planetas-prisões naquela região e vai sobrevoando com sua solidão e lembranças, quando de repente se depara com uma mulher perdida em outro planeta, dando a entender que é golpe e vai acontecer tudo de novo. 


Uma aventura bem legal, o alienígena bandido se aproveitou da solidão do Astronauta e do dom de ler pensamentos e de ser camaleão se transformando em outras coisas para virar um cachorro e poder fugir da prisão. Ele passou sufoco por causa da sua solidão, um tema muito abordado em suas histórias antigas. Tanto o Astronauta sofreu por conta do extraterrestre ter se aproveitado da sua solidão, assim como o Astronauta se livrou do ET por causa da sua fraqueza por dinheiro. Com isso,  a história deixa a mensagem de ficar atento às pessoas, não deixarem se aproveitar de você ao saberem de suas fraquezas.


Boa ideia de mostrar que as prisões de extraterrestres bandidos eram em planetas prisões, ficando lá solitários a vida toda. Legal ver a nave equipada do Astronauta, pronta para enfrentar qualquer perigo inesperado. Final ficou aberto para os leitores imaginarem como seria a sequência após. Sabe-se que a mulher que ele encontrou era outro bandido, mas o leitor imaginaria como ele ia se sair dessa de novo. Era muito comum finais abertos assim, principalmente nos gibis da Editora Abril. Impublicável hoje em dia por conta do alienígena ser bandido, coisa inaceitável nos gibis atuais.


Os traços muito bons, bem típicos dos anos 80, o universo espacial, a noite muito bem desenhado. Era bom os pensamentos com cores diferentes, com tons azulados e brancos, eu gostava dos pensamentos com cores assim para diferenciar que era algo passado, fora da realidade atual. E dessa vez a história do Astronauta teve título, coisa bem rara na época. Atualmente até que colocam títulos nas suas histórias novas. 

segunda-feira, 17 de junho de 2019

A saga de histórias do Astronauta sem Ritinha


Em junho de 1989 começava a saga do Astronauta de ter a surpresa que sua namorada Ritinha se casou com outro enquanto esteve fora em suas intermináveis viagens espaciais, caindo em profunda depressão. Em homenagem aos 30 anos, nessa postagem mostro essa série de histórias desde que ele teve a notícia do casamento da sua namorada e as formas que ele fez para superar essa perda.

Astronauta é integrante da BRASA (Brasileiros Astronautas) e recebe várias missões espaciais a procura de novas civilizações fora da Terra, além de ajudar habitantes extraterrestres a se livrarem de algum perigo espacial ou vilão que está querendo tomar posse do planeta dos ETs. Volta e meia ele retorna à Terra para matar saudades, mas a maior parte parte do tempo fica no espaço, muitas vezes meses sem voltar para Terra. Com isso, ele fica muito tempo longe da sua família e amigos que vivem em uma fazenda no interior do Brasil.

Ele tinha uma namorada, chamada Ritinha, que sempre a via quando estava a Terra. Ela aparecia pouco nos gibis, só de vez em quando, e chegou a aparecer última vez antes da saga, participando da história "Solidão" de 'Cebolinha 28', de 1989. Um dia, Astronauta volta para visitar sua família e tem a notícia que a Ritinha se cansou de esperar o Astronauta voltar de suas longas viagens espaciais e se casou com o Bonifácio. Isso foi um baque para ele, e, assim, fica deprimido e passa a ter uma série de histórias com ele com dor-de-cotovelo e à procura de outras namoradas para poder tentar esquecer a Ritinha.


A saga teve 7 histórias no total, que saíram entre junho de 1989 e julho de 1990, a maioria em gibis da Mônica, sendo as 2 últimas saindo em gibis do Cebolinha. Não foram todos os meses seguidos, eram intercaladas com histórias normais das suas missões no espaço no período, por isso a saga durou mais de 1 ano no total. A seguir mostro como foi cada uma dessas histórias.

1-  HQ "Quem espera sempre alcança (ou se cansa)"

Publicada em 'Mônica Nº 30' (junho/ 89), foi a primeira história da saga. Com 5 páginas, começa o Astronauta voltando à Terra pra visitar a sua família e Ditão começa a engasgar e tossir e dá desculpa que é um início de resfriado quando Astronauta pergunta quais as novidades para o amigo. Quando Astronauta se encontra com os pais e pergunta pela Ritinha, eles também se engasgam e tentam contar a novidade, quando ela chega.


Ritinha conta que casou com o Bonifácio há 6 meses. Astronauta fala que não contou nada para ele e ela diz que não tinha como, ele estava no meio de suas intermináveis viagens espaciais, que não podia continuar apaixonada por uma lenda, um mito, que um dia vai encontrar outra garota, mas não era para deixá-la esperando e dá um beijo nele.

O casal vai embora e Astronauta vai arás, não vai entregar a Ritinha sem luta. Chegando lá, ele vê o casal feliz cozinhando, lavando louça, lendo livro juntos, jogando, e, assim, Astronauta toca a campainha falando que foi desejar felicidades a eles e fala ao Bonifácio cuidar do amor da sua vida. Depois, Astronauta decide voltar para o espaço, preferindo enfrentar mil monstros a outra história como essa e termina mostrando a sua nave no universo com Astronauta com coração partido.



2 - HQ "Mudando de profissão"

Publicada em 'Mônica Nº 31' (julho/ 89) e com 6 páginas no total, mostra o desejo do Astronauta mudar de profissão, pois, para ele, perdeu a Ritinha por ser astronauta. Nela, ele está em um médico, se queixando de dor-de-cotovelo e sendo infachado o braço por causa disso. Astronauta comenta que quer outra profissão para esquecer a Ritinha. O General propõe uma nova missão e Astronauta recusa, mesmo o espaço estando no sangue dele.



Astronauta se despede da nave e do Centro Espacial e vai à rua como uma pessoa comum. Na rua, encontra um casal fantasiados de extraterrestres e ele ataca o casal , pensando que era invasão de guerreiros plutônicos. Depois, um menino está fantasiado e Astronauta pensa que é um guerreiro do planeta Nanico. O menino atira água no Astronauta e ele vê que era apenas um menino normal. E paga mico ao pensar que um cachorro é um espião do planeta Peludus,

Astronauta volta par ao Centro Espacial, admitindo que nasceu para ser Astronauta e pergunta ao General qual era missão. General diz que é para o Astronauta acompanhar da sua nave a sobrinha Aline em sua primeira pilotagem de um caça. No final, Astronauta observa Aline pilotando o caça, prometendo um clima de romance entre eles. Interessante o Astronauta com faixa no cotovelo, o que ficou marcado nessa série de histórias, como se dor-de-cotovelo fosse muscular, mas na verdade era para simbolizar depressão.



3- HQ "Aline"

Publicada em 'Mônica Nº 32' (agosto/ 89) e com 6 páginas no total, mostra o  Astronauta com esperança de ter um relacionamento com a Aline, sobrinha do General. Começa com eles em um missão na nave dela, quando são atacados por 3 caças do planeta Guerreiro. Eles lutam com os caças dentro da nave mesmo e depois eles vão para o centro espacial.


Astronauta elogia a performance da Aline e ele a convida para almoçar. Lá, ele fala do fim do seu relacionamento com Ritinha, que podia ter largado de ser astronauta para ficar com ela. Aline comenta que ela podia ter acompanhado, mas ele diz Ritinha tinha medo de altura, tinha vertigens. Depois, Astronauta e Aline vão ao parque, se divertem em carrossel, montanha russa e túnel do amor.

No final, eles voltam para casa dela e Astronauta tem a surpresa do noivo da Aline estar lá. Eles se cumprimentam, o noivo fala que Aline fala muito do Astronauta e quem sabe seja o padrinho do casamento deles. Astronauta vai embora e vai curtir uma nova dor-de-cotovelo, agora tanto pela desilusão da Ritinha, quanto da Aline.



4 - HQ "Eleonor, a mulher perfeita"

Publicada em 'Mônica Nº 35' (novembro/ 89) e com 8 páginas no total, Astronauta está se recuperando da dor de cotovelo, quando é chamado ao gabinete do General para mais uma missão espacial. Teria que acompanhar o Doutor Fritz e sua filha Eleonor ao planeta Orion, que é ideal para colonização e eles vão para lá estudá-lo.


No trajeto, Eleonor pilota a nave, faz comida para eles, dispensando Astronauta a tomar pílulas de alimentação, joga xadrez muito bem e ainda cuida do braço do Astronauta com dor-de-cotovelo, com massagem e carinho.Eles chegam ao planeta Orion, veem que a atmosfera é idêntica a da Terra, água potável, frutas saborosas e solo é fértil e acampam no laboratório instantâneo com uma pílula jogada no solo.


Astronauta e Eleonor exploram o planeta Orion entrando na cachoeira e brincando de balanço na árvore, passeiam pelo planeta de mãos dadas. Astronauta se declara, falando que a Eleonor é a garota mais linda, sensível e simpática que ele conheceu, quando habitantes nativos sequestram o Doutor Fritz. Astronauta e Eleonor tentam impedir e ela recebe uma paulada na cabeça.

Quando se livram dos invasores, Doutor Fritz  vê que a pancada avariou alguns circuitos e ele precisa trocar umas peças da Eleonor. Depois de consertada, ela fica sem memória e Doutor Fritz precisa reprogramá-la, e, com isso, Astronauta descobre que ela era um robô, causando mais uma decepção para ele e sem condições de trabalhar, volta para a Terra. Na nave, Astronauta comenta que a mulher perfeita que ele se apaixonou era apenas um robô e não sabe o que dói mais se é a cabeça ou o cotovelo.



5- HQ "Coração Solitário"

Publicada em 'Mônica Nº 38' (fevereiro/ 90) e com 6 páginas no total, Astronauta está muito deprimido, ouvindo música de fossa e olhando foto da Ritinha, quando não aguenta mais a situação e quebra o disco e comenta com a foto que precisa esquecer a Ritinha, mas não sabe como. Ele liga a televisão e vê um anúncio para o viajante solitário ir para o Planeta dos Solteirões, onde vai encontrar muita diversão e alegria e o lema era "Venha só e saia acompanhado".


Astronauta vai até lá e é recepcionado pelo dono do planeta, prometendo que vai encontrar a garota dos sonhos lá. Astronauta vê garotas de vários planetas, de diferentes espécies. Primeiro uma gigante gorda que se encantou pelo Astronauta e queria que a levasse para nave, mas ele diz que a nave é pequena, e se ela entrar, ele que tem que sair. Depois encontra garota de 2 cabeças que uma discorda da outra sobre o Astronauta e ele acaba fugindo. Em seguida, tenta se aproximar de uma garota que estava de costas e quando vê que ela tem dois olhos e dois narizes, ele desmaia, enquanto ela sai achando que ele era feio com um só nariz.

Na sequência, Astronauta vê um concurso de beleza com as garotas mais bonitas do universo e por serem todas exóticas, ele não se interessa por nenhuma. O dono do planeta fala que ninguém sai sozinho do planeta deles, e, com isso, o Astronauta ganha um cachorro espacial bem dócil para fazer companhia, terminando assim. Essa até que teve um final feliz, mesmo o Astronauta não ter arranjado outra namorada e esse cachorrinho não apareceu de novo em outras histórias depois.



6 - HQ "Astronauta"

Publicada em 'Cebolinha Nº 39' (Março/ 90) e 6 páginas no total, começa o Astronauta emparelhando cartas como uma importante pesquisa quando ouve um barulho de algo que chocou na nave. Ele vai conferir, pensando que era um meteoro e era um extraterrestre surfista. Ele tira a prancha da nave e se apresenta como Surfista Esverdeado, mas que podeira ser Surfista Azarado.


Ele conta que no planeta Ava-i ele criou o surfe aéreo e todos se divertiam no planeta, até que apareceu o governante tirano Malactus e proibiu o surf no planeta e ele foi expulso por ter se revoltado com a medida. O pior foi ter perdido a sua amada Karamélia quando foi expulso, ela não gostava de surf e o trocou por um "goiabão" e desde então ele tem vagado pelo espaço sem destino pegando altas caudas de cometas, furando névoas cósmicas para tentar esquecer a sua amada Karamélia.

Astronauta fica chateado, conta a sua história com a Ritinha que se casou com outro homem, mas estava quase esquecendo até ouvir a história parecida dele e agora ficou mal. Surfista Esverdeado oferece um trago da sua bebida de suco de frutas com guaraná em pó que dá mais disposição e energia. Assim, eles bebem lembrando das suas amadas afundando suas mágoas, quando surge uma nave com uma dupla de alienígenas e eles se interessam e vão fazer tentativas para uma segunda chance de um novo amor, terminando assim. No caso, foi só uma tentativa amorosa por parte deles, que não foi pra frente, já que não foi abordado Astronauta ter ficado com a alienígena em outras histórias. Mostra que em depressão amorosa pode chorar mágoas e tentar esquecer relacionamento através de bebida. Não foi alcoólica por ser gibi infantil, foi só pra demonstrar o que acontece na vida real.



7 - HQ "Conclusão"

Publicada em 'Cebolinha Nº 43' (Julho/ 90) e com 4 páginas no total, mostra no início uma retrospectiva que aconteceu na saga, começando com momento que a Ritinha estava casada com Bonifácio depois de voltar de suas intermináveis viagens espaciais e passou a ter terrível doença de dor-de-cotovelo. Aí passou a conhecer outras garotas, algumas bem exóticas, enfrentou monstros e vilões espaciais e viajou por vários planetas, até que retornou a Terra para visitar sua família.


Quando chega, vê um menino pequeno andando no sítio e logo descobre que era o filho que a Ritinha teve com Bonifácio que teve no período que ele estava fora desde que que descobriu o casamento da Ritinha. Astronauta cumprimenta o casal e diz que vai explorar um pouco o planeta dele e, assim vai curtir mais uma dor-de-cotovelo, agora com um filho da Ritinha, que poderia ser dele. Sempre que ele retornava para a Terra era uma surpresa ruim e decepção e agora com filho da Ritinha confirmou que perdeu a sua amada pra sempre.


Como podem ver foi uma saga marcante do Astronauta, tipo uma novela, de como ele perdeu sua namorada Ritinha por ter ficado muito tempo fora da Terra e a sua luta para tentar esquecê-la e arrumar um novo amor. Essa série deixou o personagem mais popular, muitos pulam suas histórias, e mostrou alternativas de como superar o fim do relacionamento, seja conhecendo novas garotas, refúgio no trabalho ou até na bebida e transmitiu a mensagem para refletir se vale investir no trabalho ou no amor, se o leitor deixaria seu grande amor por causa do trabalho ou não. Acabaram tendo final bem triste e deprimido com casamento e filho da Ritinha, deixando ele mais para baixo ainda quando começou a saga. Muito boa a sacada de dor-de-cotovelo simbolizado como se fosse dor muscular com braço quebrado, mas na verdade era depressão amorosa.

Após essa série, Astronauta continuou com suas viagens e missões espaciais e não esqueceu completamente a Ritinha, ficou sempre no seu coração. Com o sucesso, acabaram tendo outras histórias com Ritinha, seguindo esse estilo do Astronauta à procura de um novo amor, ou então imaginando como seria a sua vida se tivesse casado com a Ritinha, foi uma forma de ela aparecer de vez em quando nos gibis. Uma delas eu postei AQUI. Enfim, uma saga bem marcante, uma história melhor que a outra, e que foi muito relembrar há exatos 30 anos.

Termino mostrando as capas das revistas que saíram as histórias dessa saga.

Capas: Mônica Nº 30, 31, 32, 35, 38; Cebolinha Nº 39, 43

sábado, 27 de abril de 2019

Astronauta: HQ "Solidão"


Em abril de 1989 foi lançada a história "Solidão" do Astronauta, em que ele sentiu solidão e um imenso vazio durante suas viagens espaciais. Com 6 páginas, foi pulicada em 'Cebolinha Nº 28' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cebolinha Nº 28' (Ed. Globo, 1989)

Começa com o Astronauta em mais uma das suas viagens espaciais, quando de repente ele para a nave, se queixando que não aguenta mais essas aventuras, que deve voltar para casa, rever a família e amigos e acabar com a solidão, já que ele está se sentindo um nada na imensidão do universo e em casa ele é querido por todos e realmente importante.


Astronauta chega no seu sítio na Terra e já vai procurando a sua mãe. Só que para sua surpresa ela não fica entusiasmada com sua presença, não fez festa com a sua chegada, apenas diz que não é para fazer barulho, pois o pai dele está dormindo e que depois conversam porque está atrasada com o almoço.

Com isso, Astronauta vai visitar seu amigo Ditão e o convida para jogar futebol quando ele acabar de tirar o leite da vaca. Ditão diz que não dá porque depois vai dar comida aos porcos e capinar o quintal. Assim, Astronauta vai à procura da sua namorada Ritinha, imaginando que com ela vai ser diferente, mas se decepciona também ao ser atropelado por ela, que estava correndo por estar atrasada para a aula da faculdade e também não podia dar atenção.


Em seguida, Astronauta encontra o seu cachorro Rex, que estranha o seu dono e avança nele, precisando o Astronauta subir em árvore para não ser mordido. Astronauta lamenta que todos estão ocupados e não dão a mínima atenção a ele e se sentiu sozinho em sua própria casa e resolve voltar para o espaço sideral; Já na nave, ele deixa em modo automático e resolve dormir,

Enquanto dorme, ele tem pesadelo de estar sozinho em um vazio e tenta fugir para todos os lados e só aumenta o vazio. Ele acorda desesperado, quebrando o vidro da cápsula da sua cama espacial, lamentando que a solidão vai acabar com ele e voltar a dirigir a nave, bem triste e deprimido.


Nessa hora, surge o roteirista da história, Robson Lacerda, conversando com o Astronauta que não era para se aborrecer, que a solidão era dele. Todos do estúdio já haviam ido embora e ele ficou para fechar a produção do mês e acabou se sentindo sozinho e passou isso para a história. Astronauta sai da história e convida o Robson pra jogar dominó e assim os dois se divertem, acabando com a solidão de um do outro.


Essa história é muito boa, fala sobre solidão e depressão, como a solidão pode se transformar em depressão e situações que ainda podem fazer piorar a situação, sem deixar piegas. No caso, até tinham histórias do Astronauta se sentir sozinho no espaço, sem ninguém para conversar, sendo que nessa história a solidão foi extrema e na esperança de ter um apoio na companhia de seus familiares e amigos e se sentir querido, teve a grande decepção de ninguém se importar com a presença dele depois de muito tempo, que as coisas que estavam fazendo eram mais importantes que a sua presença lá, nem a própria mãe deu confiança, o que deixou o Astronauta arrasado e sentindo mais solitário e deprimido do que estava no espaço sideral.


O final foi bem interessante do roteirista Robson Lacerda que transformou a sua própria solidão no estúdio para os sentimentos do Astronauta. Era comum histórias dos roteiristas e Mauricio  de Sousa contracenando com os personagens, em 1989 estava bem frequente isso nos gibis, todos os núcleos de personagens tiveram histórias assim e não só os da Turma da Mônica. Uns não gostam de roteiristas interagindo com os personagens, com eles sabendo que são personagens em quadrinhos, já outros adoram, aí vai de gosto de cada um. Atualmente, não fazem mais histórias assim de encontros dos personagens com roteiristas.


Os traços muito bons e com uma ótima arte-final, excelente o desenho do universo na primeira página. A mãe do Astronauta parece muito com a Tia Nena da Magali, pelo visto não repararam esse detalhe quando criaram a Tia Nena. Essa foi a última história com a Ritinha como namorada oficial do Astronauta, antes de ela se casar com outro homem após cansada das longas viagens espaciais do Astronauta. Dessa vez teve um título, coisa rara na época nas histórias do Astronauta. Muito bom relembrar essa história, que completa exatos 30 anos.

domingo, 18 de novembro de 2018

HQ: "Astronauta e a segunda chance"


Mostro uma história em que o Astronauta teve missão de reviver um planeta que estava destruído pela guerra. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 20' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 20' (Ed. Globo, 1988)

Nela, Astronauta está no Planeta Delta Oito e está dando informações para o comando galáctico através do seu transmissor, falando que o planeta está em ruínas, sem nenhum sinal de vida, sem vegetação nem inseto. Logo depois, encontra um riacho com água potável, só que sem nenhum peixe, fungo e nem bactéria e ele fica encucado com o que aconteceu com o povo do planeta. Em seguida, ele encontra um prédio que era uma biblioteca e lá tinha um cristal que tem a resposta para os mistérios. 


Astronauta toca no cristal e aparece uma gravação de 2 cientistas do planeta contando que quando o visitante ouvir, não restará ninguém e nada do planeta. Lá era um lugar bom para se viver, cheio de água, plantas e animais. O povo sempre foi belicoso, desde os ancestrais com primeiras armas de pedra e pau para guerrear com os vizinhos. Ao longo do tempo foram aperfeiçoando as armas e passaram também a guerrear na terra, no ar e no mar. 

Até que criaram uma arma que poderia destruir toda a vida do planeta e acabaram usando e explodindo o planeta todo, criando uma nuvem radioativa que espalhou por todo o planeta, não tendo nenhum vencedor da guerra, e, sim, vencidos. Eles estimam que iria demorar mil anos para o planeta se descontaminar da radiação e eles tem esperança que se concretize, quando a mensagem acaba.


Astronauta acaba seguindo a direção do seu sensor, que indica que ele tem que continuar a missão. Ele segue em frente e acaba encontrando uma nave imensa, totalmente lacrada e sem motor e deduz que não era para viajar,e, sim, para permanecer. Astronauta toca no cristal que estava ao lado e a nave se abre. Astronauta entra nela e encontra pessoas, animais dormindo e vegetais em cápsulas de suspensão, como se tivessem congelados até alguém entrar lá para despertá-los.


Astronauta toca no cristal que estava na sala e todos despertam após mil anos dormindo. Eles ficam felizes que o plano dos cientistas deram certo e finalmente, com a radioatividade nula no planeta, eles têm a segunda chance para recomeçar o planeta. Todos passam a cuidar do planeta para reconstruí-lo e já começa a brotar vida no planeta Delta Oito depois de mil anos e assim Astronauta vai a embora.

No final, Astronauta volta para a Terra e ao ver um navio de guerra, ele fica pensativo ao ver tanta guerra e tanto ódio na humanidade e se pergunta se vamos ter uma segunda chance ou se já tivemos uma.


Uma história muito bonita e filosófica discutindo e alertando sobre as consequências da guerra e da violência podem causar. Esse planeta Delta Oito vivia em guerra e a ganância da vitória acabou destruindo o planeta todo com a radioatividade de uma bomba atômica que os próprios habitantes criaram. Legal a solução dos cientistas do Planeta Delta Oito de criarem tipo uma "Arca de Noé", abrigando todos os habitantes congelados por mil anos para que pudessem recomeçar após a radioatividade passar. 


Teve uma clara comparação do Planeta Delta Oito com a Terra e situação que ocorreu em Hiroshima na Segunda Guerra Mundial. Muitos planetas que o Astronauta visitava tinham alguma semelhança com a Terra. O final foi bem caprichado, deduzindo que o mesmo pode acontecer com a Terra se toda a guerra e tanto ódio permanecerem entre os humanos e se não tiver inteligência suficiente não terá uma segunda chance como foi com o Planeta Delta Oito. Como cada vez mais tem mais violência e crimes e as pessoas estão cada vez mais pregando ódio e até a favor de armas, não seria difícil isso acontecer em alguma guerra.


Os traços muito bons, com uma arte-final que era comum na época, detalhe da cor rosa ter um fundo voltado para o roxo, bem típico em alguns meses de 1988. Era normal também as cores terem uma palheta diferente quando mostravam pensamentos dos personagens ou algo antigo, como na parte dos cientistas contando a história do planeta. Gostava dessas cores diferentes nos pensamentos.


Interessante que dessa vez a história do Astronauta teve um título, coisa rara na época, já que o normal era só aparecer "Astronauta" no título e detalhe a arte do título com a letra "N" e as letras "S" e "C" se cruzando como se tivessem abraçados e unidos, até isso era mais caprichado nos gibis antigos.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Capa da Semana: Almanaque da Magali Nº 18

Uma capa em clima de Copa do Mundo com a Magali e a turma animadas na torcida do Brasil no jogo e os pompom de torcida da Magali são 2 cachos de banana, bem a cara dela. Resta saber se vai durar até terminar o jogo.

De curiosidade é que foi lançada em setembro e podia ter saído na edição "Nº 17" de junho, que era a época certa de Copa do Mundo. Na época eles não tinham preocupação com datas certas, colocavam quando bem entendiam, aí saiu atrasada, só coincidiu mesmo o ano da Copa do Mundo 98.

Capa dessa semana é de 'Almanaque da Magali Nº 18' (Ed. Globo, Setembro/ 1998).


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Uma história do Astronauta enfrentando meteoro


Mostro uma história de quando o Astronauta recebeu uma missão de destruir um meteoro que estava prestes a se chocar em um planeta. Com 5 páginas no total, foi publicada originalmente por volta de 1981 e republicada em 'Almanaque do Cebolinha Nº 3' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 3' (Ed. Globo, 1988)

Começa com o Astronauta em sua nava a caminho de se encontrar  com o Rei Limpizus de um planetinha azul. Chegando lá, Astronauta repara a cara do Rei Limpizus e deduz que é problema sério ou a cara dele que é feia mesma.


Astronauta pergunta qual é o galho e Rei Limpizus diz que é um meteoro e Astronauta pensa que se trata de gíria. Rei Limpizus fala que é uma catástrofe, que tem uma bola no céu se aproximando cada vez mais no planeta, que era um meteoro que vai se chocar com o planeta. Astronauta se toca e aí se desepera querendo sair do planeta.


Rei Limpizus segura o Astronauta e diz que ele está lá para ajudá-lo a se livrar do perigo, ainda mais que o planeta concorre a todo ano o prêmio Limpinho de planeta mais limpo do universo e quando os jurados forem visitar só vão ver areia e pó de meteoro. Então, Rei Limpizus mostra o maior explosivo que os cientistas do planeta inventaram e que Astronauta tem que levar o explosivo até o meteoro pra explodi-lo.


Astronauta vai até o meteoro e tenta deixar o explosivo lá, só que tem dificuldade largar o explosivo porque havia grudado na sua mão e teria que largar antes da bomba explodir automaticamente. Depois de muito esforço, consegue largar bem a tempo da explosão do meteoro, que acaba caindo entulhos pelo universo e no planeta do Rei Limpizus.

No final, Astronauta volta ao planeta, comemorando que deixou o meteoro em pedaços e Rei Limpizus dá uma nova missão ao Astronauta de varrer todo o planeta para tirar o entulho do meteoro, para poder receber o prêmio de planeta mais limpo do universo, deixando Astronauta muito contrariado.


História legal com os Astronauta com mais de uma das suas missões de ajudar nos problemas de outros planetas, dessa vez precisando desviar a rota de um meteoro que ia chocar em um planeta. Gostava das aventuras do Astronauta assim. Nessa história ele se fez de um herói atrapalhado e medroso, no início se fazendo de desentendido sobre o meteoro, depois com medo de enfrentar a missão. Boa sacada para diferenciar, já que normalmente ele era um herói mais corajoso e decidido.


Os traços muito bons do início dos anos 80, já saindo da fase fofinha do final dos anos 70. Destaque da noite e universo desenhados, gostava assim. Não mostraram nome do planeta dessa vez, só sabe que é um planeta com mania de limpeza, já que seu líder tem Limpizus no nome. Interessante Astronauta falar a mesma língua dos extraterrestres. Sempre imaginei que ele liga um tradutor automático antes de falar com os ETs. Por ser um gibi infantil, não precisa de lógica para isso, falam a mesma língua e pronto.