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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A Turminha: HQ "Resoluções de Ano-Novo"

Mostro uma história em que o Anjinho obrigou a Turma da Mônica não brigarem durante todo o Ano-Novo que estava iniciando, ficarem em paz o ano todo. Foi publicada em 'Mônica Nº 12' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 12' (Ed. Globo, 1987)

Começa um dia normal com os meninos aprontando com a Mônica, com Cascão fazendo caricatura dela no muro, Cebolinha dando nós no Sansão e Xaveco a chamando de dentuça. Mônica corre atrás para bater neles, dá surra em todos e aí aparece o Anjinho bem brabo, reclamando que entra ano, sai ano é sempre a mesma coisa com eles brigando. Mônica fala que é porque os meninos provocam e Cebolinha defende que ela que é estourada e não aguenta uma brincadeirinha. Anjinho fala que não interessa quem começa e quem termina e só quer que eles parem de brigar no ano que se inicia.


Anjinho manda Mônica prometer que não vai mais bater nos amigos dela. Ela, a princípio, fica sem resposta, mas com a intimidação do Anjinho, ela aceita. Os meninos comemoram que não vão mais apanhar da Mônica e Anjinho também ordena que eles prometam não provocarem mais a Mônica, nem roubar o coelhinho e fazer caricaturas dela. Cebolinha pergunta se nem plano infalível pode, Anjinho responde que não e Cebolinha diz que um ano sem plano infalível não vai aguentar.


Depois de tudo acertado, Anjinho decreta que vão começar o Ano-Novo sem brigas e a turminha sai junta e Cebolinha pergunta o que vão fazer. Mônica fala para brincarem de casinha e os meninos querem bangue-bangue. Começam a discutir de novo e Anjinho aparece falando que primeiro eles vão brigar de casinha e depois de bangue-bangue. Assim eles fazem isso, mesmo sem vontade. Depois todos vão tomar sorvete desanimados e em seguida sentam em frente a uma pedra e ficam imaginando que vão passar o ano inteirinho assim. Eles refletem e correm até o Anjinho.

No final, eles voltam a rotina normal de brigas, provocações e Mônica bater neles, com Anjinho entendendo a situação deles e com esperança de tentar de novo que consiga fazer com que eles parem de brigar no ano que vem.


Essa história é legal, vemos o Anjinho cansado de ver a turminha brigando o tempo todo e ordena que eles fiquem em paz, sem conflitos durante todo o Ano-Novo que estava começando, só que volta atrás quando viu que eles estavam tristes por não fazerem o que gosta. De fato, a graça da Turma da Mônica são as brigas, as intrigas, os meninos rabiscando caricaturas da Mônica no muro, ela dando surras nos meninos e tirar tudo isso não é a Turma da Mônica.


Engraçado ver o Anjinho dando ordem na turminha, como ele é o anjo protetor deles, tinha o direito de mandar neles, e também bom ver a turminha não gostando  nem um pouco, inclusive Cebolinha não aguentar um ano sem planos infalíveis. Ironicamente, nos dias atuais parece que o Anjinho conseguiu o que queria, já que atualmente a turma não faz mais nada disso ou então agem de forma bem amena, tudo pra privilegiar o politicamente correto.

É incorreta pelo fato dos meninos rabiscarem no muro (hoje colocam cartazes no muro), mexer com armas ao brincar de bangue-bangue (colocam garrafa squeeze no lugar ou simplesmente só apontando dedos e nem tem mais histórias com eles brincando de bangue-bangue e faroeste por causa disso), falarem que roubaram o Sansão (hoje mudariam para "pegar", pois palavra "roubar" é proibida). Ou seja, impublicável história nova assim hoje em dia, no máximo essa seria bastante alterada em alguma republicação.


Os traços bem bacanas, típicos de histórias de miolo da época. Curiosamente, não foi primeira vez que teve história com esse título "Resoluções de Ano Novo". Já teve uma com esse título em 'Cascão Nº 88' (Ed. Abril, 1985) e depois ainda teve uma também em 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989). Ou seja, um título bastante usando em histórias de Réveillon. E atualmente, o Ano-Novo anda completamente esquecido pela MSP, não tem mais histórias sobre esse tema, só fazem histórias de Natal. Desde meados doa anos 90, ainda na Globo, não tem mais histórias de Réveillon, na Panini só teve uma na revista 'Tina Nº 19', de 2010, já com as crianças da Turma da Mônica nem pensar, o que é uma pena, eram bem interessantes histórias de Réveillon, vai que que na MSP seja errado crianças comemorarem Ano-Novo.


Mais uma vez tiveram propagandas inseridas, muito comum na época. A história ocupou 6 páginas do gibi, mas se não tivesse as propagandas seriam 5 páginas, já que 4 quadros de propagandas acrescentam 1 página a mais. Dessa vez foram anúncios do lançamento do boneco Arapinha das Lojas Arapuã. do chocolate Baton e da pipa Tristar Icaro, que tinha que mandar o cupom da revista junto com um cheque nominal para os Correios para conseguir comprar a pipa.

UM FELIZ ANO NOVO PRA TODOS!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Um tabloide com Anjinho

Posto uma história de 1 página com o Anjinho. É original de um gibi da Editora Abril por volta de 1982 e foi republicada em 'Almanaque do Cascão Nº 10' (Ed. Globo, 1990).

Anjinho não estava conseguindo dormir e então adaptou a sua nuvem em várias formas para ver se sentia mais confortável e pudesse dormir. Chegou até esculpir a nuvem como uma cama de verdade e uma poltrona, só que de tanto mexer na nuvem, acabou fazendo chover e, assim, acabou ficando sem cama e sem dormir para a sua tristeza.

A cama dos anjos são as nuvens e, com, isso, tiveram várias histórias com o Anjinho dormindo nelas e fazendo formatos nas nuvens. Também era comum histórias com ele esculpindo várias coisas em nuvens, como árvores, flores, brinquedos,  e até caricatura da Mônica, não necessariamente para ele dormir, apenas para deixar o céu mais bonito.

Nesse tabloide ele acabou se dando mal no final e, apesar de ser engraçado para os leitores, a MSP evita hoje em dia finais que os personagens se dão mal no final, com situações tristes e, então, esse tabloide não seria aprovado hoje em dia. A seguir, mostro a história completa.


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Cebolinha: HQ "O cavaleirinho da pouca elipse"

Mostro uma história clássica de uma aventura em que o Cebolinha e a turma tiveram que enfrentar os cavaleiros do Apocalipse, que eram as pragas da morte, guerra,fome e peste, que escaparam do cativeiro no Céu. Com 11 páginas no total, foi publicada em 'Cebolinha Nº 70' (Ed. Abril, 1978).

Capa de 'Cebolinha Nº 70' (Ed. Abril, 1978)

Nela, Cebolinha e Cascão estão jogando bafo e Mônica olhando o jogo deles, quando ouvem um barulho muito alto de andar de cavalo. Cebolinha chama atenção da Mônica para parar de fazer barulho porque ele quer ganhar as figurinhas do Cascão.


Logo depois, volta o barulho e Cebolinha grita para ela não atrapalhar. Em seguida, mais uma vez o  barulho alto e Cebolinha grita que não joga mais ao lado da bobona. Mônica olha para o alto assustada e gaguejando cavalo. Cebolinha pensa que ela está o chamando de cavalo e diz que cavalo é a vovozinha e depois ao ouvir de novo o barulho, ele olha para o alto e diz para o cavalo voador olhar para onde anda e aí que percebe algo errado, ficando surpreso.


Em seguida, Anjinho cai em cima do Cebolinha e da Mônica. Anjinho está desesperado e fala que eles têm que salvar a Terra e  não há um minuto a perder. Mônica, assustada, sacode o Anjinho falando para ele ter calma e acordar.

Anjinho avisa que os 4 cavaleiros do Apocalipse chegaram e explica que eles são as piores pragas do mundo, os cavaleiros da morte, da fome, da peste e da guerra, e por onde passam só há a destruição. Antes eles viviam na Terra só que se tornaram tão perigosos que o chefe dele mandou prendê-los e guardados por anjos da máxima segurança e afastados da Terra. Só que algum anjo acabou cochilando e acabaram escapando e voltando para Terra e no caminho quase atropelaram o Anjinho. Mônica pergunta porque os anjos a segurança máxima não vem buscá-los e Anjinho diz que estão vindo, mas que ele tem medo que antes dos anjos chegaram e que seja tarde demais.


Eles vão até onde os cavaleiros do Apocalipse estavam e viram que transformaram um campo todo florido em trevas. Os cavaleiros conversam entre si, querendo saber com a Morte quando vão poder agir, espalhar fome e doenças por aí. A Morte fala que pra eles observaram como o planeta mudou desde que eles foram aprisionados e acham que vai ser divertido devastar tudo de novo.

A turma fica apavorada, com Cascão falando que Magali não ia gostar desse negócio de fome, Cebolinha falando que pegou sarampo e não quer pegar de novo e Mônica já quer atacá-los pra impedir que destruam as flores do jardim dela. Anjinho impede de Mônica atacar, falando que são muito perigosos e pra turma segui-lo porque ele tem um plano.


Depois, os cavaleiros do Apocalipse estão prestes a atacar a Terra quando alguém interrompe falando para esperar. A Morte pergunta quem ousa interrompê-la e então surge a turma como "os cavaleirinhos da pouca elipse", cada um caracterizado como a versão mirim dos cavaleiros originais. Eles conversam falando mal de cada um de seus cavaleiros parodiados e mandam eles sentarem em uma cadeira de balanço, tratando como velhos mixurucas e por fora e que os novos cavaleirinhos iam tomar conta do planeta.


Eles tomam satisfação com a turma, que insistem que são velhos acabado e surdos, são antiquados e que os métodos de morte, espada, fome e sarampo não se usam mais. Eles não acreditam, falando que são muito poderosos e Anjinho, caracterizado como Morte, pergunta para a Morte o que faria com uma flor. Ela joga um raio da sua foice, mas a flor não é destruída, continua inteira sem murchar. Morte lança de novo o raio e continua a flor intacta e ainda joga água na cara dela. Anjinho diz que nem uma flor respeita mais a Morte e assim os métodos dela estão ultrapassados.


O Cavaleiro da Guerra fala para Mônica, caracterizada como ele, que a espada dele continua afrontando exércitos e Mônica pede pra ele mostrar como ele afronta um grupos meninos que estavam brincando de bafo. Guerra chegando gritando e os meninos tacam pedra n a cara dele e dá paulada no pé, falando que era pra gritar com outro e não fazer perder as suas figurinhas. Mônica faz a parte dela, querendo saber quem deu nó no coelhinho e assim os meninos saem correndo e mostra que o seu coelhinho é mais assustador que a espada do Guerra.


Em seguida, e a vez de Cascão e Cebolinha derrotarem juntos os cavaleiros da Peste e da Fome, respectivamente. Eles falam que a Morte e a Guerra podem estar ultrapassadas, mas eles continuam poderosos e o tempo não passou para eles. Cebolinha, então, manda ver o que fazem com um rapaz que estava parado bem longe para provar que são poderosos ainda. Eles lançam raios juntos jogando muita fome e muita doença para ele, que ia acabar caindo duro e nem se aguentar deitado. Eles estranham do rapaz estar em pé ainda e então Cebolinha e Cascão fazem a tentativa deles. Eles falam olha o banho e o "rapaz" sai correndo na visão deles. Na verdade, era um espantalho amarrado no Bidu e quando eles falam em banho, Bidu sai correndo levando o espantalho.


Os cavaleiros saem e voltam logo depois caracterizados com as roupas e objetos dos cavaleirinhos, como a Morte com capuz estampado com flores, a Guerra com o coelhinho da Mônica, e que agora com as novas tecnologias serão mais invencíveis e mais terríveis. Porém, foi bem na hora que chegaram os anjos de segurança máxima e conseguem prender os cavaleiros do Apocalipse e eles vão percorrendo o Céu até sumir. A turma olha um para o outro e no final voltam a jogar bafo como no inicio da história e o Anjinho dormindo na sua nuvem, tudo agindo normalmente, como se nada tivesse acontecido.


Uma história excelente mostrando uma aventura da turma enfrentando as pragas do mundo, uma paródia da Bíblia. Trataram como personificação e que não existiam mais na face da Terra até eles escaparem do prisioneiro no Céu. O plano do Anjinho até que foi interessante de mostrar que estão ultrapassados, aproveitando que os cavaleiros ficaram muitos anos fora da Terra e que o mundo evoluiu com isso, uma forma de despistá-los, até dar tempo de chegarem os anjos a segurança máxima. Uma crítica com o que acontecia e ainda acontece de ruim no mundo, pode-se dizer que hoje eles estão soltos por aí castigando a todos novamente.


Era comum na época histórias de aventura assim, com a turma enfrentando altos perigos, mas que sempre terminava bem no final. Aliás, o final tem uma dupla interpretação: ou a turma seguiu agindo como se nada tivesse acontecido, como era de costume nas histórias de aventura da época ou então no momento que os cavaleiros sumiram no Céu, os anjos da segurança máxima fizeram apagar da memória deles tudo que tinha acontecido. Aí fica a critério do leitor julgar a melhor versão, algo que também gostavam de colocarem final com várias interpretações e despertar imaginação.


Os traços bem típicos do final dos anos 70, com eles superfofinhos e umas caretas de olhos arregalados e uma boca com bico quando mostrados os personagens de perfil, bem no estilo desse tipo de traços. Completamente incorreta, principalmente por dar destaque às desgraças do mundo e não fariam mais histórias assim. A Morte mostrada não é a Dona Morte da Turma do Penadinho, que só iria estrear nos gibis a partir de 1983, sendo que uma vez ou outra aparecias nas tiras de jornais do Penadinho. Essa Morte perversa também apareceu em uma história do Chico Bento de 1980. Sansão não tinha nome ainda naquela época e era chamado apenas de coelhinho nas histórias, como nessa.

Foi republicada depois em 'Almanaque do Cebolinha Nº 4' (Ed. Globo, 1988), de onde foi tirada as imagens. Muito bom relembrar essa história clássica, lançada há exatos 40 anos.

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 4' (Ed. Globo, 1988)

sábado, 28 de abril de 2018

Mônica: HQ "Soprou, Ficou"

Mostro uma história em que a Mônica fica com medo do Anjinho soprar o seu rosto ao fazer careta e ficar assim para sempre. Com 10 páginas no total, foi história de abertura publicada em 'Mônica Nº 50' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Mônica Nº 50' (Ed. Globo, 1991)

Começa com a Mônica fazendo várias caretas em frente ao espelho quando sua mãe,Dona Luísa, aparece perguntando o que ela está fazendo. Mônica diz que estava vendo quantas caras gozadas ela consegue fazer e Dona Luísa responde que não devia fazer tantas caretas porque um anjinho pode ver e assoprar no rosto fica com  a careta para sempre.


Mônica se imagina adulta com a careta após um anjinho soprar e fica desesperada por nunca terem falado isso com ela antes e fala que vai tomar muito cuidado para não fazer careta. Já na rua, ela encontra a Magali, que oferece melancia. Mônica não aceita e Magali abre a boca bem grande para comer a fatia da melancia inteira. Mônica diz que ela não devia fazer careta daquele jeito para comer, mas quando vai dizer o motivo é interrompida pelo Cebolinha e Cascão, que aparecem para xingar as meninas de linguarudas e fazem caretas para elas.


Magali faz careta para eles  enquanto eles correm e Mônica diz que não é para fazer caretas porque a mãe dela disse que se fizer e aparecer um anjinho e soprar na cara, fica com a careta para sempre e por isso devem sempre fazer caras bonitinhas. Magali fala que só vai se preocupar quando ver um anjinho por perto e Mônica diz que nunca dá para saber quando estão por perto e por isso melhor não arriscar.


Enquanto elas conversam, Cebolinha e Cascão ouvem tudo e resolvem fazer um plano infalível a partir do que a Mônica disse. Após Magali ir embora, aparece Cascão com uma careta assustadora igual quando ele apareceu no início. Cebolinha parece e diz que um anjinho soprou e ficou assim. Mônica chora ao ver Cascão naquele jeito, acreditando ainda mais na história, e se toca que não era pra chorar daquele jeito porque podia aparecer um anjinho na hora e ficar com cara de choro.


Cebolinha começa a sacanear, perguntando o que disse, xingando de bobona e gorducha e Cascão, de baixinha e dentuça. Mônica faz cara de braba, perguntando o que eles disseram e Cebolinha diz que com a cara que ela fez, gostaria que um anjinho visse. Os meninos xingam a Mônica de novo e ela corre atrás deles com cara de felicidade pra não ter risco de fazer careta. Mônica não consegue se concentrar correndo com cara assim e não consegue bater nos meninos e acha difícil ficar sem fazer careta.


Nessa hora, aparece o Anjinho perguntando se está com algum problema e Mônica se assusta e diz que está tudo bem e com expressão ótima, quando dá uma ventania rápida e cai um cisco no olho da Mônica. Anjinho se oferece para soprar o cisco e Mônica sai correndo desesperada, já que se ele assoprasse ela iria ficar com aquela cara com cisco no olho pra sempre,


Os meninos estão rindo da Mônica e felizes que ela nunca mais vai ter coragem em bater neles, quando a Mônica aparece pedindo ajuda para eles. Primeiro, Mônica estranha o cascão sem a expressão de careta, mas logo ele faz e consegue contornar a situação. Mônica diz ao Cebolinha que precisa soprar o olho dela antes que o Anjinho apareça para soprar e ela ficar assim para sempre. Cebolinha diz que não seria mal, pois qualquer coisa seria melhor que a cara normal e que acha que um anjinho soprou careta dela desde que nasceu, além do Cascão dizer que olhando a feiura dela, ele até se consola.


Mônica fica uma fera e quer bater neles, mas Anjinho surge e ela fica desesperada, falando que faz qualquer coisa para escapar dessa. Cebolinha diz que ajuda na condição de que ela nunca mais vai bater neles, mesmo que eles a xinguem. Mônica diz é chantagem, mas com o desespero do Anjinho soprar ela aceita. Cebolinha sopra o olho da Mônica e ele xinga de novo.


Anjinho pergunta o quem está acontecendo e Mônica diz que ele não vai soprar cara dela. Mônica conta a história e Anjinho ri, falando que é tudo lenda, que as mães falam isso par aos filhos se comportarem e não faz sentido anjinhos saírem por aí encaretando as caras dos outros para sempre. Mônica vendo que era tudo mentira, bate no Cebolinha e no Cascão, e, com eles caídos no chão, pedem ao Anjinho, por via das dúvidas, não soprar neles naquele momento, terminando assim.


História muito legal mostrando uma crença de que anjos podem assoprar no rosto dos outros quando está fazendo caretas e ficar daquele jeito para sempre. Lógico que não é verdade, mas com a Mônica passou sufoco por acreditar nisso que a mãe falou. As mães não gostavam de filhos fazerem caretas e aí inventavam histórias assim. Hoje em dia já falam que é até bom para a saúde fazer caretas, estimula os músculos faciais.

Engraçado ver a Mônica assustada com isso e os meninos se aproveitarem desse medo para bolarem plano infalível para Mônica não bater mais neles. A cara que o Cebolinha fazia nos planos era muito boa. Dá para notar que eles eram bem mais perversos com a Mônica, faziam ela de boba mesmo, até ela descobrir o plano.


Os traços muito bons também, da fase consagrada da Turma da Mônica, com direito a olhos com curvas quando estavam muito brabos, oque eu gostava muito. As cores também muito boas, ficavam bem quando o papel do gibi era oleoso como foi nesse, até lembrava um pouco a Editora Abril. Era um tipo de cor e papel que podiam ter mantido, mas sempre viviam mudando de um mês para o outro, muitas vezes, na Editora Globo. Na capa, tinha uma etiqueta de preço por conta da inflação alta na época e então foi retirada e ficou a marca da cola. Era difícil tirar as etiquetas sem deixar marca porque não eram autoadesivas, eram colocadas com cola. Ou deixava ou tirava deixando marcas nos gibis.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Gibizinhos Nº 1



Em agosto de 1991 eram lançados os "Gibizinhos", uma série de minigibis que marcou época. Em homenagem aos exatos  25 anos de lançamento, nessa postagem faço uma resenha como foram os 4 'Gibizinhos Nº 1'.

A cada número vinham 4 exemplares diferentes, um para cada personagem, sendo pelo menos um deles era de algum dos 5 personagens principais. Cada Gibizinho tinha formato 13,5 X 9,5 cm, 32 páginas, com capa e miolo todos em papel couché com cores bem vivas e sem propagandas no miolo, apenas nas página 2 e 32 da contracapa. O enquadramento das histórias foi inovador, em média 2 quadros por páginas para manter uma boa visão de leitura.  Foi uma grande novidade esse formato de histórias na época. Para saber mais detalhes dá pra conferir AQUI E AQUI.

Nessas edições "Nº 1" tivemos Gibizinhos da Mônica, Piteco, Anjinho e Bidu. De comum, em todos tiveram capa fazendo alusão à história de abertura (a maioria dos Gibizinhos tinham capas com alusão à história) e também uma página de passatempos na página 30. Todos com 2 histórias no total, com exceção do Piteco que foram 3. A seguir comento como foi cada exemplar individualmente.

Gibizinho da Mônica Nº 1

A história de abertura foi "Mônica-robô", com 14 páginas. Nela, o narrador se pergunta se são esboços da Mônica vindo dos estúdios Mauricio de Sousa. O inventor responde que era a sua nova criação, a menina-robô, que canta, dança, corre e faz tudo o que menina normal pode fazer, só não fala. Enquanto ele está falando, a Mônica-robô vai para a rua, para desespero do inventor.

Trecho da HQ "Mônica-Robô"

Na rua, Cebolinha encontra a Mônica-robô e, sem saber que era um robô, cumprimenta. Como ela não responde, ele grita se não vai falar com ele, a chama de mal-criada e pergunta se a mãe não lhe deu educação. Nota que ela está estranha, achando que está com um olhar de peixe-morto e sorriso meia-lua, que só poderia estar apaixonada e pergunta se o louco era o Robertinho ou o Armandinho.

Ela não responde nada e ele grita pra falar com alguma coisa e chama de dentuça. Nisso, surge uma coelhada por trás, pela Mônica verdadeira, que acaba atingindo a robô. Eles ficam assustados com a robô e saem correndo. Nessa hora, surge o inventor e vê a sua robô destruída. Mas, ele não liga, porque ele criou outros, apontado para os robôs do Cebolinha, Cascão e Magali, terminando assim.

Trecho da HQ "Mônica-Robô"

A seguir vem a história "Negócios", em que surge o Diabo disfarçado. Mônica fala em Deus e ele manda não repetir essa palavra. Mônica pergunta se ele é um mágico porque ele apareceu do nada. O Diabo diz que é o príncipe das trevas, o senhor do mal e propõe a ela fama, poder e riqueza. Ela diz em troca de quê e ele diz que bastava ela assinar um papel. Mônica diz que as letras são muito miúdas, que não dá pra ler. O Diabo diz que é para confiar nele, que está escrito que ela vai ganhar muitos brinquedos, riqueza.

Mônica diz que assina, mas antes vai falar com o empresário. O Diabo pergunta quem é e aí surge o Anjinho. O Diabo se assusta e vai embora sem Mônica assinar o papel. No final, Anjinho avisa que ele era o Diabo e ela diz que já sabia, rasgando o papel que era para vender a sua alma e provando que ela só estava se fazendo de desentendida.

Trecho da HQ "Negócios"

Deu pra ver que enquanto a primeira história foi bem simples, a segunda foi bem interessante com Diabo querendo comprar a alma da Mônica. Eles gostavam de criar histórias de Diabo e com esse tema  dos personagens assinarem contrato para venderem a alma para ele. Hoje é altamente incorreto e impublicável, mas na época de tão  comum que saiu em um Gibizinho mais voltado a crianças em fase de alfabetização. Outros tempos.


Gibizinho do Piteco Nº 1

Esse foi primeiro Gibizinho que comprei da série porque estava sendo vendido separado em uma banca. Pensava que até que estavam lançando um gibi mensal do Piteco, só que em outro formato. Só em outro dia que fui descobrir os outros sendo vendidos juntos com esse do Piteco em outra banca e aí fui entender o que era a coleção. 

Esse Gibizinho do Piteco teve 3 histórias no total. A história de abertura foi "Mamãe ursa", com 14 páginas. Um raio cai em cima da caverna do Piteco e destrói tudo. Piteco fica desabrigado e procura outra caverna para ficar. Ele encontra uma, mas tinha um urso morando lá e, com isso, luta com o urso e consegue expulsá-lo a pauladas.

Quando entra na caverna, Piteco vê que tinha 3 filhotes de urso chorando e ele percebe que era uma ursa que estava protegendo seus filhotes. Piteco vai lá fora e encontra a mamãe ursa e a leva de volta para os seus filhotes. Quando ele vai embora, a ursa vai atrás do Piteco e leva para sua caverna, por gratidão. No final, Piteco comenta que é um cara de sorte porque ganhou uma caverna e uma família com casacos de pele e tudo, com os 3 ursos agarrados nele protegendo do frio.

Trecho da HQ "Mamãe ursa"

A seguir vem "Historinha da idade da pedra", com 6 páginas, que mostra esboços de desenhos do Piteco caçando, sendo que o animal dá umas chifradas nele e vai parar dentro do rio e aí é perseguido por um dinnossauro aquático. Chega em casa sem comida nenhuma e a esposa corre atrás dele por causa disso. Então, a gente descobre que os desenhos era de um menino, ancestral do Mauricio de Sousa, que desenhou nas paredes da caverna. Mauricinho pergunta se ele tem sucesso com os desenhos e Piteco diz que vai, nem que demore 6 mil anos para isso.

Trecho da HQ "Historinha da Idade da Pedra"

Termina com a história "Adversários", com 7 páginas, em que mostra o Piteco valente, enfrentando dinossauros, tigres pré-históricos. O narrador comenta que o Piteco é forte, corajoso, destemido, invencível, até que uma mosca o atinge e derruba, terminando ele de cama com a Thuga comentando que as moscas passam uma febre terrível que ninguém aguenta. Ou seja, um ancestral do mosquito da Dengue.

Trecho da HQ "Adversários"

Então, esse Gibizinho privilegiou a característica do Piteco caçador, enfrentando dinossauros e bichos. na primeira história teve uma bonita mensagem de solidariedade, e as outras também simples, mas que mostrou uma versão criança do Mauricio de Sousa e um alerta sobre a Dengue.


Gibizinho do Anjinho Nº 1

A capa apesar de ter a ideia de fazer alusão à história de abertura, mas a cena não aconteceu na história, então foi apenas uma piada em cima da história. A história de abertura foi "Um artista no céu", com 14 páginas. Nela, o Anjinho vê nuvens no céu e resolve fazer esculturas com elas. Faz violão, estrelas, frutas, entre outros e até chega a queimar mãos com raio quando encosta em uma nuvem de chuva. 

São Pedro chama o Anjinho e diz que não gosta das esculturas, mas por ver o Anjinho triste volta atrás e deixa ele fazer as suas esculturas de nuvem. Então, no final, ele faz uma caricatura da Mônica na nuvem. Ela na Terra vê a nuvem com sua caricatura e joga o Sansão no alto e acaba acertando o São Pedro, que fica uma fera, colocando a culpa no Anjinho.

Trecho da HQ "Um artista no céu"

A seguir vem a história "O conselheiro", com 13 páginas, em que o Anjinho tenta dar conselhos a um menino que só sabe fazer maldade e fazer com que ele siga o caminho do bem. O menino amarra latas no rabo do cachorro que estava dormindo e acaba levando uma mordida como castigo. Tenta roubar uma maçã do vendedor português só que acaba caindo tudo no chão e o menino teve que limpar tudo. O vendedor dá um saco de maçãs como pagamento do serviço e ele dá para um mendigo falando que perdeu a vontade de comer maçãs.

Depois procura arrumar briga com o primeiro garoto que vê, mas não sabia que ele era faixa-preta de caratê e acaba levando uma surra. Cansado de sofrer tanto, o menino resolve fazer só boas ações e começa ajudando uma velhinha a atravessar a rua. mas, aí aparece um Diabinho fazendo cara feia, que não é certo ajudar os outros, terminando assim.

Trecho da HQ "O conselheiro"

A primeira história bem simples, com a metade dela muda. Já a segunda mais elaborada, com várias cenas incorretas, principalmente do menino malvado querer amarrar latas no rabo do cachorro. Quis mostrar que fazer coisas ruins pode dar consequências ruins, tudo de forma leve, com direito a um Diabinho no final, querendo desviar o menino do lado bom para dar contraste do bem e do mal. Na época era normal ter histórias do Anjinho protegendo personagens secundários, sem ser as crianças da turminha. Antes qualquer um via o Anjinho, até os adultos. Ele protegia qualquer um. Agora ele só protege as crianças da turminha e só eles o veem.


Gibizinho do Bidu Nº 1

A história de abertura foi "O meu gibizinho", com 14 páginas. Trata-se de uma história especial de "Nº 1", não muito comum nos gibis da MSP, e metalinguagem desse título que estava sendo lançado. Nela, todos os personagens estão reunidos em uma noite de gala para prestigiar o lançamento do 'Gibizinho do Bidu'. Ele é o apresentador agradece a presença de todos, quando de repente aparece o Bugu no alto assobiando e o chamando de lindo e aterriza de para-quedas bem em cima do Bidu. Bugu reclama que não é hora do Bidu dormir e ainda fala que quer fazer alguns de seus números de apresentação e Bidu manda cair fora.

Bugu fala que então não vai mostrar o que tem no envelope. Bidu responde que não é curioso e Bugu vai embora. Só que o Bidu não para de pensar no envelope e o chama de volta, que vem fantasiado de "The Flash". Bugu diz que só mostra o envelope se for o apresentador da festa e Bidu aceita. Bugufaz encenação de Oscar, que logo é cortado pelo Bidu. Logo em seguida, mostra o conteúdo do envelope: era o 'Gibizinho do Bugu'. Com isso, Bidu fica uma fera e corre atrás pelo teatro inteiro, falando que foi longe demais e Bugu manda tchau pra mãe e que fez o comercial dele.

Interesssante eles fazerem essa metalinguagem de lançamento do Gibizinho, não é muito comum história especial de "Nº1". Já fizeram várias "Nº 100" e"Nº 200", mas de primeira edição é raro. Então, se torna uma história especial. Nessa história, o Bidu ficou com medo que o Gibizinho do Bugu fizesse mais sucesso que o dele. `Para constar, nunca teve 'Gibizinho do Bugu', bem que podia ter tido se a série continuasse nesse estilo depois de 1993. 

Trecho da HQ "O meu gibizinho"

A seguir vem a história "O cão mais inteligente do mundo", com 13 páginas. Um menino mostra para ao Franjinha que o seu cachorro Rinti é o mais inteligente do mundo e sabe uma porção de truques. Primeiro, Rinti pega um graveto lançado bem longe, encontra uma bola que estava em uma lata de lixo, salva uma menina que caiu num bueiro com uma corda, derrota os 2 maiores ladrões das histórias em quadrinhos e ajuda uma velhinha a atravessar a rua.

O menino pergunta ao Franjinha o que o Bidu sabe fazer. Franjinha diz que ele é paradão e vai pra casa. Chegando lá, dá bronca no Bidu que poderia parar de mexer no microcomputador e aprender alguns truques.

Como o Franjinha acha que mexer em computador é banal, acha que o Bidu não está fazendo nada demais. O nome desse cachorro fez referência ao famoso Rin Tin Tin. E ainda presença de bandidos tão comum na época, que colocaram tranquilamente no 'Gibizinho'. Hoje impublicável.

Trecho da HQ "O cão mais inteligente do mundo"

Como pode ver, esse título misturava histórias bem simples par acrianças que estavam aprendendo a ler, junto com outras bem maduras, com lição de moral com todas as cenas incorretas comuns em qualquer gibi da MSP. Sem contar os desenhos muito bem caprichados em todas as histórias. Não é a toa que o título virou uma febre na época. Valeu a pena relembrar essas edições nos exatos 25 anos de seu lançamento.

sábado, 18 de junho de 2016

Tirinha Nº 39: Anjinho

Uma tirinha incorreta com o Anjinho em que ele estava com muito frio no céu e a solução foi ir ao inferno para bater um papo com o Diabo para poder se aquecer.

Nos gibis de 1986 da Editora Abril era normal ter tirinhas de outros personagens sem ser o da revista principal e Anjinho era um deles. Na 'Revista Parque da Mônica' isso voltou a acontecer de ter também tirinhas de vários personagens.

Uma pena o crédito no alto da tirinha fazer referência à 'Revista Parque da Mônica' em vez de colocarem Anjinho. É que era por padrão, a partir de 1995, eles colocarem no topo o nome da revista em vez do personagem que a tirinha faz referência.

Tirinha tirada de 'Parque da Mônica Nº 54' (Ed. Globo, Junho/ 1997).


domingo, 21 de junho de 2015

Capa da Semana: Cebolinha Nº 42

Nessa capa, Cebolinha solta um rojão em uma festa junina, mas alguma coisa dá errado e acaba  se dá mal, voando junto com o rojão, precisando o Anjinho ir atrás para salvá-lo. Foi uma forma divertida para alertar que é perigoso soltar rojão.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 42' (Ed. Globo, Junho/ 1990).


domingo, 15 de março de 2015

Capa da Semana: Cebolinha Nº 44

Nessa capa, depois de ter aprontado mais uma das suas com a Mônica, Cebolinha trata logo de se encostar com o Anjinho e pegar sua auréola para se passar por inocente. A dúvida fica sendo o que foi que ele fez com a Mônica, ficando a imaginação do leitor.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 44' (Ed. Globo, Agosto/ 1990).


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cebolinha: HQ "Eu amo ser mau"

Nessa postagem, mostro uma história em que o Cebolinha virou um diabinho de verdade, causando muitos problemas para ele. Ela tem 11 páginas no total e foi publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 53' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Cebolinha Nº 53' (Ed. Globo, 1991)

Começa o Cascão convidando o Cebolinha para jogar futebol, mas o Cebolinha, de forma bem grosseira, diz que não vai porque depois que ele suar, ninguém vai suportar o cheiro. Cascão vai embora profundamente magoado.


Cebolinha, sem remorso nenhum, fala aos leitores que a verdade às vezes dói. Em seguida, ele encontra o Sansão no chão e começa a dar nós na orelha, quando chega a Mônica. Ele taca o Sansão na cara da Mônica, que fica furiosa e corre atrás dele. Magali aparece com uma melancia na mão e o Cebolinha, sem pensar duas vezes, faz a Magali tropeçar, fazendo que a melancia caia na cabeça da Mônica.


Cebolinha caminha mais um pouco e cai em um precipício. Enquanto vai caindo, ele fica desesperado, pede ajuda a alguém, falando que faria qualquer coisa. Até que uma mão gigante o segura e fica aliviado, dando graças a Deus. Quando vai ver era o Diabão que havia o segurado. Diabão fala que só ele mesmo para ajudar um garoto tão mal como o Cebolinha.

O Diabão fala que como o salvou, agora a vida do Cebolinha pertence a ele. Diz ainda que é o maior fã dele, que só o tropeção que ele deu na Magali foi o máximo. Com isso, transforma o Cebolinha em um diabinho, com chifres e tudo, dizendo que o Mauricio esqueceu desses detalhes quando o criou. O Diabão vai embora e o Cebolinha fica desesperado, falando pra não deixá-lo assim.


No caminho, Cebolinha encontra Jeremias e Titi, que pensam que ele estava com uma fantasia. Cebolinha corre para casa e quando chega a sua mãe o vê como diabinho. Cebolinha diz que estava brincando de pegador com a turma e que a fantasia era eles correrem mais de medo.

No quarto, enquanto ele pensa o que vai fazer, a Mônica aparece pra ajustar as contas pelo o que ele fez. Cebolinha foge pulando pela janela, mas a Mônica consegue pegá-lo pelo rabo. Ela estranha, perguntando que fantasia é aquela. Cebolinha diz que virou um diabinho e a Mônica brinca que como ele pode virar uma coisa que ele sempre foi. Então, cebolinha chora, saindo fogo da boca dele, queimando a Mônica, que foge de medo. 


Bem ou mal, Cebolinha conseguiu derrotar a Mônica, mas ele não gostou, querendo saber como ele conseguiu fazer aquilo. No caminho, as pessoas da rua fogem de medo dele e acaba espetando a bunda de um homem, sem querer com a foice. As rádios anunciam que há um diabinho solto pelas ruas. Nisso, um policial e um grupo de pessoas o veem e tacam pedras no Cebolinha, mandando cair fora de lá.


Cebolinha se esconde atrás de uma pedra gigante e chora. O Diabão aparece de novo, mandando o Cebolinha acabar com o pessoal que está perseguindo porque deu poderes para isso. Quando surge o Anjinho, falando ao Cebolinha que pode vencê-lo. Nessa hora, o Diabão esmaga o Anjinho, como se fosse um mosquito, deixando o Cebolinha furioso, voltando a soltar fogo pela boca. 


O Diabão fica indignado, achando que é com ingratidão que o Cebolinha paga os empréstimos dele, e então, resolve destransformar o Cebolinha, tirando todos os seus poderes e para se vingar o deixa caindo no precipício, antes de salvá-lo.

Nessa hora, o Anjinho acorda depois de ter sido esmagado e vê o Diabão jogando o Cebolinha no precipício. Enquanto cai, o Cebolinha pede ao Pai do Céu ajudá-lo. Anjinho o salva de lá e diz que dessa vez chamou o nome acerto. Afinal, "alguém" pode ser qualquer um e tem que pedir ajuda é a Deus.


Cebolinha agradece o Anjinho e volta a ficar feliz. No caminho, vê o Cascão com o Sansão, pedindo ajuda com o que fazer com ele. Cebolinha não o ajuda, dizendo só "sinto muito", como forma de dar um tempo nas maldades. Cascão estranha e nessa hora surge no chão o Diabão, querendo dar uma mãozinha ao Cascão, como forma de ser o novo aliado, terminando assim.


Acho essa história muito boa e criativa, discute até que ponto travessuras de criança podem ser consideradas normais para a idade ou maldades mais sérias. De fato, o Cebolinha estava agindo mal com seus amigos e o Diabão aproveitou as suas atitudes para o Cebolinha se tornar o seu aliado.

Tem uma bonita lição de moral para se dirigir sempre a Deus, quando deseja algo. O Cebolinha dá um tempos na maldade no final dessa história por causa que tudo que passou, mas logo depois voltou tudo ao normal normalmente. No final, fica a dúvida se o Cascão aceitou ajuda ao Diabão, ficando interpretação do leitor, coisa comum na época finais assim em aberto para a interpretação de quem está lendo.


É completamente impublicável hoje, porque na visão da patrulha do politicamente correto, essa história pode causar muitos traumas nas crianças. Afinal, um Diabo gigante perverso, Cebolinha transformado em diabinho, soltando fogo pela boca, deixando a Mônica toda queimada. A cena mais forte acredito que seja o Anjinho sendo esmagado pelo Diabão como se fosse um inseto. Na época eu não fiquei com medo e muito menos traumatizado com nada disso, achei até engraçado, mas como hoje tudo gira em torno do politicamente correto, e que acham que tudo vai traumatizar, sem chance dessa história ser republicada de novo nos dias atuais. 


Os traços são perfeitos, bem grossos, acho que nunca deviam ter mudado. Gostei muito no título, colocaram um coração preto no lugar da palavra "amo". Tudo a ver. Na postagem a  coloquei completa. Outra coisa boa que teve até um erro de colorização, com a mão do Diabão sem ter ficado laranja quando destransforma o Cebolinha. Eu adorava quando acontecia esses erros, porque prova que tudo era feito de forma artesanal. Muito bom.


Uma curiosidade é o fato de ter propaganda do "Grupo Ama" (uma escola que ensinava a tocar instrumentos musicais) na lateral direita da 1ª página, que fiz questão de manter na imagem da postagem. Era muito comum na época ter anúncios assim e até mesmo inseridos no rodapé das histórias. Nessa foi só na 1ª página, mas as vezes em várias páginas tinham anúncios nas laterais. Aliás, o "Grupo Ama" ficou muito conhecido nos anos 80, já que nos gibis vinham aulas ensinando a tocar violão e outros instrumentos musicais, junto com promoção para ganhar muitos prêmios.