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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Almanaque da Mônica Nº 15 - Editora Globo

Há 30 anos era lançado o 'Almanaque da Mônica Nº 15' da Editora Globo, que foi em homenagem aos 30 anos da MSP até então. Nessa postagem, faço uma resenha de como foi esse almanaque especial.

Almanaque da Mônica Nº 15 (Ed. Globo, 1989)

Lançado em novembro de 1989, ele reuniu histórias dos primeiros números dos gibis da Mônica de 1970 e 1971 pela Editora Abril. O livro "Mauricio 30 Anos" pelo visto estava com produção atrasada, deveria sair em 1989 e acabou só sendo lançado em 1990, e para não passar em branco a comemoração dos 30 anos da MSP, fizeram esse almanaque.

Na época eles não tinham costume de republicar histórias muito antigas assim, entre 18 a 20 anos, era no máximo 11 anos de diferença, sendo mais comum histórias entre 5 a 7 anos. Assim, em 1989 era mais comum nos almanaques histórias entre 1978 a 1984, sendo mais frequente a partir de 1982. Isso para ter uma ideia de como voltaram no tempo com as histórias.

Foi a primeira que vi como foi a origem da Turma da Mônica, como era os traços dos anos 70. Até já tinha visto umas ilustrações do Cascão no frontispício do 'Almanaque do Cascão Nº 6' de 1989, mas nesse 'Almanaque da Mônica' já foi mais revelador, deu para ver como era e achei muito diferente em relação aos traços dos gibis atuais até então.


Esse 'Almanaque da Mônica Nº 15' seguiu o mesmo estilo de formato dos anteriores, saindo em bancas do jeito tradicional, com preço comum que era, acrescido da inflação que aumentava o preço de uma edição para outra em todos os gibis.Teve as tradicionais 84 páginas, formato lombada, capa em papel couché e miolo com papel jornal oleoso. Mantiveram até a faixa lateral com coelhinhos, tão comuns nos almanaques na época e histórias interligadas com propagandas normais dos gibis de 1989.

A capa teve uma ilustração muito bonita ambientada na virada dos anos 60 para os anos 70 com Mônica como fotógrafa lambe-lambe querendo tirar fotos do Cebolinha, Cascão, Magali e Bidu em um calhambeque caracterizados como na época proposta, mas com os traços de 1989. Pode dizer que Cebolinha, Cascão e Magali estão caracterizados como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. A intenção foi para os leitores entrarem no clima nostálgico da época das histórias dos gibis originais que tinham nesse almanaque.

Abre com frontispício, mostrando capas das 12 primeiras edições de 1970 e 1971 e um texto com Mauricio falando do sucesso da Turma da Mônica desde os anos 70 e ressalta que as crianças daquela época já estavam crescidas, casados e com filhos e com a reedição daquelas histórias, os pais que leram quando crianças podiam reler agora junto com os seus filhos. Imagino a emoção de quem leu os gibis originais e terem a oportunidade de reler e mostrar par aos filhos o que leu quando era criança, já que não tinha internet e nenhum meio de ler a não ser procurando em sebos e que já era difícil encontrar aquelas edições de 1970 e 1971. Nas capas ilustradas, só não mostraram as de nº 6, 9, 10 e 11.

Frontispício da edição

A seguir vem as histórias clássicas, que foram tiradas de edições do "Nº 2" até o "Nº 17" e todas escritas e desenhadas pelo Mauricio de Sousa, já que era só ele que fazia as histórias na época. Procuraram colocar histórias mais curtas para ter noção de como eram vários personagens da MSP. Teve histórias de vários personagens secundários, mas não tiveram Chico Bento e Penadinho, que só foram estrear nos gibis a partir de 1972 e não teve Astronauta, pois as histórias costumavam ser longas nos primeiros números. De histórias de abertura originais foram só a de abertura e de encerramento, as outras de miolo curtas entre 1 a  5 páginas.

A gente nota um estilo bem diferentes, não só nos traços com personagens bochechudos, bochechas pontiagudas, assim com histórias bem incorretas, cheias de absurdos e personagens se dando mal ao extremo, inclusive no final, muitas vezes sendo ridicularizados. essa fase marcou também com personagens falando de boca fechada, uma linguagem bem culta, próclises e ênclises bem colocadas, palavras não muito faladas hoje, outras bem datadas e se falavam alguma gíria ou algo informal, aparecia palavra entre aspas. Cebolinha falava trocando o R pelo L entre aspas também. Única alteração foi ortografia da época, editada para não ensinarem errado a escrita atual (coisa que até fazem hoje desde que teve a nova reforma ortográfica). De resto, tudo igual, sem alteração nenhuma, nem no estilo de cores, já que na Globo não alterava nada sem ser ortografia.

A primeira foi a clássica "Os Azuis" (MN #15, de 1971), que inclusive recebeu vários prêmios depois de lançada, e discute o problema de racismo. Mônica acorda normalmente e vai a rua e encontra todos os seus amigos com peles azuis e pensa que eles se pintaram, e eles pensam que a Mônica se pintou de laranja. Quando descobrem que a Mônica tinha aquela cor de pele sentem nojo dela por estar com cor diferente que a deles e passam a fugir dela.

Trecho da HQ "Os Azuis"

Mônica até tenta ir atrás deles, mas é em vão. Cascão ordena que a Mônica o solte e Magali fala para não bater nela e faz expressão de nojo e joga na cara que a cor laranja da Mônica é horrível. Mônica ainda é insultada pelo povo da rua, que a chamam de "coisa", que uma "alaranjada" não deve andar por aí e é perseguida por um vigilante. Ela encontra um velhinho encostado no túnel que fugiu, explica seu problema dos outros implicarem com a cor, mas ele também foge.

Aparece o Bidu e é o único que a aceita do jeito que a Mônica era. Ela comenta que todos se pintaram de azuis e estão implicando com ela só por causa da cor, mas ela continua igualzinha a eles e tem todos os sentimentos iguais a eles, como ternura, saudade, contentamento, medo, entre outros. Depois, ela vai para casa almoçar e tem a surpresa que até a mãe dela está azul e Mônica ainda ouve a voz dela vindo do quarto, achando que está "lelé".

Trecho da HQ "Os Azuis"
Em seguida, vê um espelho que não tinha na casa dela e descobre que era um espelho teledimensional, que foi parar no mundo dela por engano e o espelho a transporta de novo para o mundo dela. De volta ao mundo real, Mônica fica emocionada ao ver a mãe com sua cor normal, vai para a rua e abraça Cebolinha e Magali, falando que gostaria deles mesmo se eles fossem azuis e fica triste em saber que existe um lugar que pensam que o que é mais importante é a cor da pele.

Essa história é sensacional, Mauricio quis mostrar em que há um mundo paralelo que tem preconceito de cor de pele, mas na verdade era uma crítica ao Brasil mesmo que tem preconceito com os negros. Incrível que nos anos 70  tinha esse preconceito de racismo e que ainda é um tema atual, até hoje o povo tem preconceitos. Fica na imaginação se a Mônica sonhou aquilo tudo ou se realmente ela foi parar no mundo dos azuis, Mauricio gostava dessas histórias de situações de imaginar se aconteceu ou não.

Trecho da HQ "Os Azuis"

Em seguida vem "A história do Horácio" (MN #2, de 1970) com 3 páginas, a estreia dele nos gibis. Mostra que Horácio não tinha mãe e foi expulso da aldeia dos homens porque comia demais e teve que passar a viver na floresta por conta própria. Os dinossauros da floresta não queria amizade com ele porque era domesticado e não selvagens como eles. Horácio tenta ser selvagem e feroz e tenta desafiar um dinossauro gigante, mas ele acaba sendo chutado por ele, sendo confundido por uma pulga atrevida. No final, Horácio volta para a aldeia dos homens, com Piteco falando que vai deixar passar a noite lá, mas que era pra tratar de arranjar lugar na floresta no dia seguinte,

Essa história foi republicada de tabloides do Horácio de 1963, ano que foi criado, só que redesenhada e colorida ao estilo dos gibis dos anos 70. Seria uma história seriada com Horácio procurando um lugar na floresta após ser expulso. Interessante o crossover com Piteco, por ele ter vindo da aldeia de Lem, mas depois essa ideia não seguiu adiante e eles não se cruzaram mais nos gibis.

Trecho de "A história do Horácio"

Em "A língua do Cebolinha" (MN #7, de 1970), de 4 páginas, ele comenta a sua tristeza de trocar o "R" pelo "L" e Mônica acha que ele tem um defeito na língua e passa a puxar a língua dele, só que ela corre segurando a língua do Cebolinha pelo bairro esticando toda quando a Magali a chama. Depois que se dá conta que está segurando a língua dele, Mônica solta e acaba o deixando com boca presa. Logo depois, descobre a língua ficou na nuca e a solução foi fazer espetáculo com Cebolinha como o garoto que tem língua na nuca para arrecadar dinheiro para bem próprio se aproveitando da situação dele.

Na época tinha vários absurdos e ao invés de ter solução, acabava piorando em situações mais incorretas ao extremo, fora ridicularizar o personagem E é tipo de história em que cada página tem uma piada no final, formando tabloides independentes e juntando tudo formando uma história principal.

Trecho da HQ "A língua do Cebolinha"

Depois vem a história de estreia da Tina nos gibis (MN #8, de 1970). Na fase hippie, sempre abordando os temas hippies e os conflitos com o pai. Nessa, com 2 páginas, o pai questiona Tina sobre seu jeito de vestir e ela diz que é o estilo da filosofia hippie e que vai trabalhar fabricando medalhões e cintos com couro que encontrar. O pai até acha uma boa ideia, mas fica furioso quando descobre que ela foi vender na rua os seus cintos que estavam no armário.

HQ da Tina completa

Bidu e Franjinha estrelam uma história muda de 3 páginas (MN #3, de 1970), em que o Franjinha deixa o Bidu em um manequim sem cabeça para poder ir ao supermercado, que proibia a entrada de animais. O povo da rua começou a achar engraçado manequim com cabeça de cachorro e pensavam que o manequim estava vivo ao Bidu reagir com raiva . Aparece a polícia e várias autoridades para prender a "pessoa com cabeça de cachorro", até que Franjinha aparece e tira o Bidu do manequim e, assim,  todos saem correndo atrás deles para bater e não pregar peças neles. Nota-se que mantiveram as cores originais da revista original, deixando Franjinha com camisa azul claro e bermuda azul escuro. E é uma reedição de gibi do Bidu da Editora Continental de 1960, só que redesenhada e colorida par aos padrões dos anos 70.

Trecho da HQ do Bidu

Em "Quase um monólogo" (MN #9, de 1971), de 3 páginas, Mônica conversa com os leitores, perguntando se acham feiosa, se não preferia outro personagem no lugar, se ela não tirou outro personagem do lugar e se ainda acham que ela é chata ou metida. Até que Cebolinha aparece  e confirma tudo isso e ela bate nele, falando que certas criaturas não sabem a diferença da realidade da vida e representação. Ou seja, ela estava representando o tempo inteiro e sobrou para o Cebolinha.

Trecho da HQ "Quase um monólogo"

Na história do Raposão, de 2 páginas (MN #10, de 1971), ele trabalha de recenseador e vai na toca do Coelho Caolho. A princípio ele tinha 118 filhos, mas enquanto Raposão estava lá, á ia nascendo mais filhos, deixando Raposão com raiva de ele fazer tantos filhos em tão pouco tempo e vai atrás dele para a mata  querendo bater com a pasta

HQ do Raposão completa

Em "O medo da Mônica" (MN # 4, de 1970), de 4 paginas, um ser misterioso fica impressionado com a força e coragem da Mônica e bater nos meninos sem dó nem piedade e quer que ela participe de seu plano, mas quando descobre que ela tem medo de maribondo, ele desiste que a Mônica participe do plano. Na verdade, ele era um extraterrestre que queria uma criatura poderosa no planeta Terra para reinar no seu planeta e desiste da Mônica e acaba chamando o maribondo no lugar, achando que ele é a criatura mais poderosa do planeta.

Trecho da HQ "O medo da Mônica"

Papa-Capim tem um tabloide (MN #5, de 1970) em que ele e Cafuné estão preocupados com uma plantinha que estava murcha por falta de chuva. Eles fazem dança da chuva, mas exageram, fazendo alagar a selva toda. Era raro de ter histórias do Papa-Capim nos anos 70, quando tinha eram histórias de 1 página assim.

HQ do Papa-Capim completa

Em "Ai, que dor de dente" (MN #5, de 1970), com 5 páginas, mostra o sofrimento do Cebolinha com uma dor de dente e Cascão e Mônica tentam ajudá-lo, mas fazendo coisas absurdas como puxar o dente com barbante, mudar o laço que estava na cabeça dele para ficar mais bonito. No final, Mônica o leva amarrado para o dentista, que acaba tirando o dente errado. Mauricio gostava de ridicularizar o Cebolinha nas suas historias, essa foi mais uma. E novamente uma piada independente em cada página que juntas forma uma história.

Trecho da HQ "Ai, que dor de dente"

Em "O coelho da Mônica" (MN #12, de 1970), com 2 páginas, Cebolinha e Cascão reclamam que o coelho da Mônica, (ainda sem nome) tinha criado vida e estava batendo neles sozinho. Mônica não acredita, mas no final acaba levando uma surra do coelho e fica de olho roxo, confirmando o que os menins disseram e pede desculpas a eles.

HQ "O coelho da Mônica"

Tina  tem mais uma história, de  xx páginas (MN #17, de 1971) em que ela idolatra o John Lennon e seu irmão Toneco passa a falar mal, que ele usa peruca, e aí Tina e Toneco brigam, Toneco a chama de macaco de auditório e Tina fala que quem é a avó deles, a Vovoca. No final, eles encontram Vovoca comprando um poster do John Lennon, confirmando que ela também é fã e macaca de auditório do John Lennon.

Trecho da HQ da Tina

Em "Moni X Cão" (MN #12, de 1971), de 6 páginas, Mônica tenta salva rum cachorrinho da carrocinha. As vezes defende o homem da carrocinha d elevá-lo por não ser vacinado, outras vezes defende o cachorrinho por não querer que ele se transforme em sabão. No final, o cachorrinho é vacinado e recebe sua licença, mas Mônica é perseguida pelo homem da carrocinha por ter dado fim a sua rede de laçar os cachorros.

Trecho da HQ "Moni X Cão"

Zum e Bum estrelam a história "A fuga" (MN #2, de 1970), de 3 páginas. Nela, eles tentam fugir do presídio com Zum colocando o Bum dentro da comida para despistar os sentinelas. Só que eles não contavam que a comida ia para os ciclopes que vigiavam bandidos fugitivos da prisão, e, com isso, o plano não deu certo mais uma vez. Foi a estreis deles nos gibis e interessante mostrar no título que Piteco apresenta Zum e Bum, confirmando que eles são do núcleo do Piteco.

Trecho da HQ "A fuga"

Bidu e Franjinha têm mais uma história muda, de 3 páginas (MN #5, de 1970), em que Franjinha coloca um espelho na casinha do Bidu para dar medo nele, mas tem um mistério do espelho mordê-los, deixando s 2 com medo, pensando que era uma assombração. No final ,descobre que era uma toupeira que tinha se escondido na casinha depois do Franjinha ter colocado o espelho lá.

Trecho da HQ do Bidu

O almanaque termina com a história "C.B. A nuvenzinha mau-caráter" (MN #12, de 1971), de 10 páginas, em que a turma está vendo nuvens no céu, até que uma nuvem rebelde chamada Cúmulus Nimbus (C.B.) cria vida e ameaça a Mônica de participar de seu plano de dominar o mundo.

Trecho da HQ "C.B. A nuvenzinha mau-caráter"

A nuvem C.B. a obriga ir a rádios e jornais anunciar que a população toda tenha que ferver água para formar novas nuvens que farão destruir o planeta. Na véspera do plano, durante a noite, a nuvem C.B. se transforma em líquido em um copo que estava no quarto da Mônica para descansar, só que a Mônica acaba tomando a água, e, com isso, engolindo e destruindo a nuvem, terminando os planos dela assim. Após tomar a nuvem, Mônica esquece de tudo e pensa que foi tudo um sonho e volta a dormir tranquilamente. Muito boa essa, ponto alto foi a Mônica beber a própria nuvem do mal. Os absurdos eram altos na época.

Trecho da HQ "C.B. A nuvenzinha mau-caráter"

A tirinha final foi inédita, desenhada com o estilo dos anos 70. Ficou muito igual e quem não tinha os gibis originais pensava que era uma republicação como as outras, mas foi inédita, já que nos primeiros números não tinham tirinhas nesse formato de 3 quadros ocupando uma coluna. Isso só aconteceu a partir de 1973, com o lançamento dos gibis do Cebolinha. A seguir essa tirinha inédita.

Tirinha da edição

Então é um almanaque histórico, reunindo várias histórias clássicas dos primórdios da MSP depois de muito tempo sem o público ver até então. Hoje em dia os leitores pôde ver essas histórias na "Coleção Histórica", mas em 1989 o acesso era difícil. Foi uma excelente comemoração aos 30 anos da MSP e prova que não precisa fazer edição de luxo, mostra que uma edição saindo em bancas normalmente com preço acessível pode ser especial da mesma forma. Só ppodiam ter colocado pelo menos alguma da "Nº 1" também, mas nada que estrague a edição por causa disso. Muito bom relembrar esse 'Almanaque da Mônica Nº 15' há exatos 30 anos.

domingo, 17 de novembro de 2019

Tirinha Nº 66: Mônica

Uma tirinha bem legal  em que o Cebolinha pede para a Mônica contar até dez em um momento de muita raiva da Mônica e prestes a bater nele por ter aprontado mais uma, não com esperança de ela se acalmar, mas, sim, pra dar tempo de ele correr e  fugir da surra.

Tirinha foi publicada originalmente por volta de 1981 e republicada no 'Almanaque da Mônica Nº 21' (Ed. Globo, 1990).


domingo, 3 de novembro de 2019

Um tabloide com Papa-Capim e Cafuné

Nessa postagem compartilho uma história de 1 pagina com o Papa-Capim e Cafuné. Foi publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 112' (Ed. Abril, 1982) e republicada em 'Almanaque do Cebolinha Nº 7' (Ed. Globo, 1989).

Voltada ao absurdo, Papa-Capim e Cafuné estão tentando derrubar uma árvore com machadinhos, que acabam quebrando, pois eram muito pequenos com uma árvore forte como era. Ameaça chover e eles resolvem serrar a árvore com o raio que havia caído na hora.

Era bom ver esses absurdos envolvendo fenômenos da natureza, sempre mito engraçado. Impublicável hoje em dia por conta de eles derrubarem árvore, sendo contra preservação da natureza, fora que não gostam de envolver absurdos assim. Na época não tinham muitas histórias do Papa-Capim nos gibis, era bem raro e quando tinha, era assim em formato tabloide. Só quando o Chico Bento ganhou gibi próprio em 1982 que começaram a desenvolver histórias com a Turma do Papa-Capim. A seguir, mostro essa história completa. 


domingo, 27 de outubro de 2019

HQ "Cascão tomou banho"

Dia 27 de outubro é aniversário do Mauricio de Sousa. Em homenagem, compartilho uma história com presença dele em que os funcionários da MSP se revoltaram e entraram em greve de não fazer mais histórias do Cascão até que ele tome banho. Com 13 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 92' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cascão Nº 92' (Ed. Abril, 1986)

Nela, Cascão está no lixão e faz um salto de trampolim como se o lixão fosse uma piscina, brinca um bom tempo no lixo e quando sai fala que dessa vez caprichou na sujeira. Do nada, Cascão ouve um grito e era a colorista da história, que havia desmaiado por não estar aguentando o cheiro do Cascão.


Nesse momento, Cascão perde as cores e fica tudo em preto e branco e quando a Irene acorda, pergunta o que aconteceu e ele fala que está caída no chão enquanto a história está em preto e branco e pega um lápis de cor exigindo para ela pintar de novo. Irene se recusa, diz que nunca mais vai pintar as histórias do Cascão e ele acha que é um brincadeira, se divertiram bastante e manda a Irene pintar a história.

Irene e todo o pessoal do estúdio da MSP olham sérios para o Cascão e vê que eles não estão de brincadeira. Irene diz que não é fácil pintar depois de ele tomar um banho de sujeira e decide então entrar em greve e só pinta de novo quando o Cascão tomar banho.


Cascão fala que que de repente gostou da história em preto e branco, deu mais charme e que ela pode ficar em greve no tempo que quiser e não vai tomar banho só porque ela não quer colorir as páginas dele. Aí de repente o Cascão vira uma caricatura  e descobre que todos os roteiristas, desenhistas e arte-finalistas da MSP entraram em greve também e não vão mais fazer histórias do Cascão. Ele diz que é uma besteirinha e o roteirista Reinaldo Waismann reclama que sempre que ele vai fazer as histórias do Cascão, a bronquite dele piora e a colorista Irene diz que a alergia dela a pó também piora.


Cascão tenta usar sua velha e infalível lábia pra convencê-los a fazer as histórias de novo, mas Reinaldo fala que não adianta usar lábia porque são eles que escrevem as histórias e sabem todos os truques do Cascão. Ele diz, então, se querem guerra, não vai tomar banho só porque eles querem, podem continuar em greve e não liga ficar no rascunho. Aí nessa hora, ele leva uma coelhada da Mônica. Cascão pensou que era um monstro, mas logo vê que a Mônica e todos os seus amigos estão como rascunhos também, já que eles participam das histórias dele.


Mônica, Cebolinha, Maria Cascuda e Bidu reclamam que estão feios como rascunhos, todos se assustam com eles e isso tudo porque o Cascão não quer tomar banho. Assim, eles pegam o Cascão à força, o carregam nos braços, o desenhista imediatamente desenha uma tina d'água e conseguem jogar o Cascão na tina e ele finalmente toma banho.


No mesmo instante, os leitores do Brasil e do mundo inteiro se impressionam que o Cascão tomou banho e o pessoal do estúdio comemora já que eles não vão mais ter falta de ar fazendo as histórias dele e comemoram mais ainda ao vê-lo limpo quando sai da tina, já sem ser desenhado como rascunho. Os personagens também voltaram o normal, já que eles acabaram com a greve após o Cascão ter tomado banho.


Cascuda se impressiona com o Cascão estava diferente sem os 2 quilos de sujeira, e na MSP, a Irene diz que ficou uma gracinha e bem melhor e o Sidão sugere que mude a nome da revista para "Limpão". Em seguida, Reinaldo ouve um barulho na porta, ele vai abrir e eram milhares de cartas de leitores pedindo para que o Cascão volte a ficar sujo. Mauricio de Sousa aparece desesperado, falando que estão quase arruinados, que as vendas estão caindo a cada dia, dizem que o Cascão limpo a revista não tem graça, o charme da revista era ele sujo e se as coisas continuarem assim vão ter que fechar a firma e Cebolinha nos quadrinhos diz que se a revista do Cascão acabar, eles acabam também.


Eles olham para o Cascão e tentam fazer de tudo para que ele volte a ficar sujo, só dão elogios que é um grande amigo, é uma gracinha e para ficar mais bonito é só ficar sujo de novo. Cascão estranha porque antes eles não pensavam assim e o desenhista desenha um lixão para ele entrar. Cascão não vai, falando que gostou de ficar limpinho, as pessoas não vão mais correr dele, pegar elevador sem ninguém reclamar.


Mônica chega perto do cascão e vê que ele estava de maquiagem. Reinaldo sopra o rosto dele e sai toda a maquiagem e descobrem que ele estava sujo como antes. Na tina tinha maquiagem e uma jarra d'água e o Cascão simulou que havia tomado banho. Mauricio pergunta quem desenhou a tina, e a desenhista estagiaria diz que foi ela porque não podia deixar o Cascão tomar banho, sempre achou fofinho o o Cascão sujinho. 

Mauricio dá de entender que ela estaria demitida, mas ele diz é que está de parabéns porque se não fosse ela, estariam arruinados e agora tudo voltou ao normal. Cascão brinca no lixão e o pessoal do estúdio e os personagens vão tudo para a janela recuperar o ar por não aguentarem o cheiro do Cascão lá dentro, com Mauricio destacando que tudo ao normal mesmo terminando assim.


Essa ´história é sensacional, muito criativa e cheia de absurdos. Os funcionários da MSP entraram em greve por estarem incomodados com o cheiro do Cascão, mas com medo da MSP falir e perderem o emprego se arrependeram e quiseram que ele voltasse a ficar sujo como antes. Só não contavam que ele não tinha tomado banho graças a desenhista estagiária que gostava do Cascão sujinho e no final conseguiu ficar mais sujo que era antes.


Legal ver o Cascão discutindo e dando ordem no pessoal do estúdio só porque era personagem em quadrinhos e muito engraçado quando o Reinaldo Waismann falou que ataca a bronquite dele e a Irene piora a sua alergia a pó quando fazem as histórias do Cascão. Rachei de rir nessa hora. Até deu impressão que ele tomou banho mesmo, mas felizmente conseguiu escapar do banho, ele sempre conseguia nem que seja da forma mais absurda. A princípio até parecia que eles entraram em greve por conta própria sem consentimento do Mauricio, mas depois deu para ver que o Mauricio apoiaram eles quando ele falou "estragamos tudo".

Eu gostava das histórias de metalinguagem com os personagens interagindo com o pessoal do estúdio. Naquela época era bem comum histórias assim e bom que ajudava os leitores a se familiarizar com quem estava por trás das histórias. Apareceram vários funcionários que trabalhavam lá na época, pena que a Rosana Munhoz não apareceu, afinal ela já era roteirista e desenhista há algum tempo, pelo menos os outros roteiristas apareceram como o Robson Lacerda e o Rubão.


Impublicável atualmente por conta do Cascão no lixão, fazendo apologia á sujeira e os funcionários da MSP como vilões e absurdos que não gostam mais de mostrar, afinal, os personagens estão no papel e eles não sentiriam o mal cheiro do Cascão, mas vale a fantasia e isso o que era bom nos gibis da turma. Quem sabe hoje em dia aconteceu isso mesmo do pessoal do MSP se cansar do Cascão e mudarem tanto o personagem, pois ele encontra bem diferente do que era, só falta darem o banho por completo. Foi uma das últimas histórias com o roteirista Reinaldo Waismann na MSP, já que ele saiu de lá ainda em 1986 para trabalhar com a Xuxa. Essa história não dá para saber quem fez, mas acredito que até seja dele, já que foi quem teve mais destaque.


Os traços perfeitos da fase consagrada dos personagens. Muito bom ver os personagens desenhados como rascunhos na hora que eles fizeram greve. Os roteiros são inicialmente feitos como rascunhos e depois que são desenhados, arte-finalizados e coloridos e durante essas partes da greve a história ficou como foi feita originalmente pelo roteirista. Interessante ver eles desenhando e colorindo tudo a mão, hoje em dia é tudo digital e tecnológico na MSP.


Foi republicada depois no 'Almanaque do Cascão Nº 40' (Ed. Globo, 1997). As imagens da postagem tirei do gibi original. A seguir a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 40' (Ed. Globo, 1997)

FELIZ ANIVERSÁRIO, MAURICIO!!! TUDO DE BOM!

domingo, 18 de agosto de 2019

Mudanças em "Almanaque Temático Nº 51" - Panini

O 'Almanaque Temático Nº 51 - Magali Fadas e Bruxas' teve várias alterações em relação às histórias originais, muitos absurdos, algumas bem revoltantes que até deu para criar uma postagem sobre isso.  Nessa postagem mostro, então, as alterações que fizeram nesse 'Temático' da Editora Panini.


Lançado no final de julho de 2019 e atualmente dá para encontrá-lo nas bancas, esse 'Temático' custa R$ 9,50 com 160 páginas no total e reúne histórias sobre fadas e bruxas de todos os tempos da Editora Globo. São histórias da turma toda, não apenas da Magali, já que tiveram outros Almanaques Temáticos dela com temas de fábulas e, assim, como insistem sempre colocarem os mesmos temas, resolveram colocar histórias de outros personagens para não ficarem as mesmas histórias. Com isso, histórias da Magali foram só 4, incluindo a tirinha final, história de abertura não foi da Magali e todas dela já republicadas em outros temáticos de fábulas da Magali.

O que chama a atenção, foram as alterações. Sabe-se que em todo almanaque da Editora Panini tem alguma alteração em relação às originais para atender ao politicamente correto. Tudo que consideram incorreto nos gibis originais, eles fazem mudanças, seja alterações de texto ou até mesmo desenhos. 

A mudança maior foi, então, na história "Uma lição para a Magali", de Magali Nº 221' , da Editora Globo, 1997, escrita por Emerson Abreu. Nela, uma fada protetora da Magali a vê comendo demais e resolve dar uma lição para ela controlar a sua gula. Só nessa tiveram 7 mudanças em relação à original, o que pode concluir que se tornou uma nova história adaptada aos tempos atuais. Como foram tantas mudanças em uma mesma história, a ordem das imagens na postagem coloquei como da alteração mais branda para a mais revoltante do que eu achei e não a ordem cronológica da história.

A primeira mudança, a menos pior de todas, foi recolorir o cabelo da Denise para ficar igual a como está atualmente. Antes, a Denise aparecia com um visual diferente a cada história e só a partir de 1998 que ela ficou com traços definitivos. Eles mudando o cabelo dela, tira a magia da época de saber como foi desenhada em cada história, fora mudar o trabalho do desenhista da época original. O cabelo da Carminha FruFru amém foi mudado colocando um amarelo claro, na original era meio alaranjado.



Outra mudança foi na parte que o Cascão fala que o legal de fazer piquenique que é uma coisa feita entre amigos, lance de amizade e confraternização. Na original de 1997, Cebolinha responde que isso é coisa de "frutinha" (gay) e os 2 começam a brigar feio e só depois a Mônica tira o Cascão da briga. Na republicação desse "Temático", mudaram a cena toda. Agora o Cebolinha respondeu que é coisa sem graça o que o Cascão falou e a Mônica separa os meninos antes de começar a briga, alterando todo o desenho original, dimensionando o desenho da Mônica ao centro e redesenhando o Cebolinha atrás dela. No primeiro quadrinho, também invertem a posição da Mônica e Cebolinha pra fazer sentido da Mônica separar a briga logo. Na sequência, tiram a fala agressiva do Cascão com ele falando que ia confraternizar com o nariz do Cebolinha, o seja, ia quebrar, arrebentar com o nariz dele na briga e colocando só "Grr!" no lugar...



No caso tiraram a fala do Cebolinha chamando o Cascão de frutinha para não menosprezar os gays, não dizer que é bullying, sendo que nos gibis antigos era coisa muito comum isso, fora que mudaram o sentido, pois seria mais natural o Cascão ficar brabo a ponto de parir para briga por chamar de "frutinha" do que só porque o Cebolinha achou que era coisa sem graça ter confraternização dos amigos. A mudança dos desenhos com eles brigando foi para não mostrar a violência dos meninos brigando, pois não querem mostrar brigas e violência nos gibis atuais. Se Mônica raramente dá coelhada nos meninos, imagina mostrar uma pancadaria entre os amigos.

Na hora da alteração, eles copiaram e colaram a cara do Cebolinha dessa outra cena com ele mostrando a língua da mesma história. Muito bizarro.



Outro caso é o fato da Magali não ter mais a fome exagerada nos gibis atuais. Não aparece mais ela comendo nada  e muito menos devorando tudo que encontra pela frente e os absurdos que tinham em relação a isso. Com isso, os gibis dela estão chatos, é raro falar  de comida e quando tem algo relacionado, ela não come nada. Por causa disso, fizeram uma série de alterações nessa história para que fique mais parecido com a Magali atual.

Toda vez que falavam que ela era gulosa no gibi original, mudaram tirando isso. Na parte que a Fada Rosa avista a Magali tiraram a parte da fada falando que ela não conseguem entender o que os amiguinhos estão sentido em relação à sua gula para "ao seu apetite", pois a Magali não pode ser mais chamada de gulosa nos gibis.



Mudaram também a parte que a Mônica reclama que a gula da Magali estragou o piquenique deles, trocando "gula" por "apetite".


Quando a Magali falou ao Avestruz que foi super-egoísta e gulosa, mudaram para esfomeada, para amenizar a situação. É que gulosa dá um sentido de compulsão, comer por comer, e esfomeada é que ela estava realmente com muita fome, algo mais inocente como justificativa para comer tanto.



Curioso que nesse quadrinho aqi mantiveram a palavra "gulosa", acabaram esquecendo de mudar, porém ainda teve alteração, mudando "aí" na original para "aqui" na  republicação para tirar erro gramatical que teve na época.



Quando a Magali avista o Avestruz, em 1997 ela fala que vai fazer uma canja do avestruz  e não dividir com ninguém e agora no 'Temático' mudaram que o ovo que o avestruz vai colocar vai dar uma enorme gemada. Nesse caso, além de amenizar a fome da Magali, tiraram o sentido de matar o avestruz para comer para não ter maltrato contra os animais, e, assim, passaram a amenizar com ela ficando de olho só no ovo que avestruz ia colocar.

Com essa mudança, de quebra, também tiraram o lado egoísta da Magali que também era o enredo da história. A Magali antiga  era egoísta quando se tratava de comida, ela fazia de tudo para esconder dos seus amigos as coisas que ela comia para não poder dividir com ninguém e comer tudo sozinha (eu também adorava essa personalidade dela) e a Magali atual não faz mais isso,e, com isso, alteraram isso nesse trecho.


Até o final da história eles mudaram. Ultimamente, a MSP está com certo preconceito aos personagens gordos originais, estão desenhando bem mais magros do que eram antes. Personagens como Dona Cebola, Pipa, Thuga, Nhô Lau, Tia Nena, Quinzinho, Dona Carmem da Esquina, entre outros, estão magros agora e, com isso, descaracterizando os personagens e excluindo gordos nas histórias.

Considerando isso, nessa história da Magali, quando a fada Rosa voltou ao seu estado normal, feliz que a Magali tinha prometido controlar a sua gula e o seu egoísmo, ela fica aliviada porque isso é perigoso para as pessoas e para as fadas também, aparecendo ela bem gorda, já que toda vez que a fada comia, engordava e acabou ficando obesa. Agora, simplesmente redesenharam a cena colocando a fada magra e esbelta, tirando a fada obesa da revista original. Não deu pra entender essa mudança tão radical e mudando o sentido do final da história, .


Ficou difícil de entender esse final. Na versão de 1997 foi a fada por ver a Magali comendo demais, se transformou em avestruz e passou a comer tudo que vem pela frente para conscientizar a Magali para não ser gulosa. Só que como a fada não é como a Magali que come, come e não engorda, ela acabou ficando gorda quando voltou a sua forma normal de fada. Agora na alteração, não teve sentido nenhum. O que deu pra entender por causa das estrelinhas é que a fada ficou com dor de barriga por ter comido muito, mas nada confirmado, tudo muito confuso. Tudo só para não mostrar personagem obeso na história, como se fosse errado alguém ser gordo e obeso. Revoltante! Era bom quando tinham personagens diferenciados, uns gordos e outros magros, uns orelhudos e outros não, uns narigudos, outros não, e agora segue tudo um padrão. Pode ver que nem Chico Bento não é mais narigudo como era antes, tornando-se um certo preconceito nisso.

Acho que redesenhar uma cena antiga para não mostrar personagem gordo e obeso foi um absurdo maior ainda, a que ponto chegaram. Pode ser que a MSP ache que colocando gordos nos gibis seja uma caricatura, ridicularizando, uma espécie de bullying, mas por outro lado, os gordos e obesos na vida real ficam se sentindo excluídos com os gibis retratando só gente com corpo em forma e com padrão de beleza. De curiosidade, fada Rosa foi homenagem que o Emerson fez à roteirista Rosana Munhoz que havia falecido em 1996.

Não foi só essa história da Magali que teve alterações, outra que também teve algumas mudanças nesse 'Almanaque Temático', foi a "Noite do medo" de 'Cascão Nº 34' - Editora Globo, 1988. Nela, Cascão e Mônica resolvem desvendar um mistério de um movimento na casa de uma bruxa que havia se mudado para o Bairro do Limoeiro.

Já na primeira página, a gente já nota mudanças em efeitos e cor do título, sem seguir as cores da época. Mas o que mais revoltante é que na revista original, aparece o Cascão dormindo de cueca e agora mudaram colocando um short-pijama nele . No caso, mostra que é errado criança dormir de cueca ou acham que é algo sensual e, com isso, mudaram para o short no lugar. Nada a ver essa mudança.


Outra alteração foi quando o Cascão foi chamar a Mônica na casa dela, em que na original de 1988 ele joga uma pedra na janela do quarto da Mônica leva um soco na cabeça quando ele se aproxima da janela da Mônica e agora nessa republicação, eles mudaram só com ela apontando um dedo para ele para não estimular a violência. Ficou tosco e mal-feito o desenho do Cascão se abaixando, mesmo ela só apontando um dedo para ele. Mudaram também a cor da casa dela, era azul e agora pra cinza.


Como podem ver, mudam histórias nos almanaques por coisas bobas, sem sentido, estragando com as histórias originais. Essa da Magali virou uma nova história com tantas mudanças, inclusive no final dela. Até desanima comprar almanaques por causa disso, já que todos os almanaques têm pelo menos uma alteração. Apesar de terem histórias mais antigas (embora agora são mais anos 90 e 2000), mas vendo essas modificações todas não dá para acompanhar.  Uma pena mudarem as histórias antigas só para atender ao politicamente correto, seria melhor essas incorretas não serem republicadas do que estragar o conteúdo desse jeito. Não comprei esse 'Temático', as imagens foram enviadas por Washington Brito. Podem ter tido outras alterações não percebidas, mas só essas á foram bem revoltantes e já deu para formar uma postagem.