sábado, 18 de fevereiro de 2017

Cebolinha: HQ "As mais loucas loucuras do Louco"

Nessa postagem, mostro uma história em que o Louco saiu de dentro da televisão para perturbar o Cebolinha, para o seu desespero. Com 6 páginas no total, foi a história de abertura de 'Cebolinha Nº 27' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cebolinha Nº 27' (Ed. Globo, 1989)

Cebolinha liga a televisão e vai passando pelos canais pra ver se tem algo que gosta e aí sintoniza no "Jornal Sensacional" com a notícia que foi localizado o Louco que havia fugido do hospício e que os médicos vão realizar novos exames para ver a sua insanidade mental.


Cebolinha reconhece que era o Louco e começa a gaguejar em frente a TV, e o Louco dentro da TV e segurado pelos enfermeiros, repete o que o Cebolinha fala e sai de dentro da TV direto para a sala do Cebolinha. Os enfermeiros na TV falam pra ele voltar e o Louco desliga, dizendo que era um programa chato. Cebolinha pergunta como conseguiu isso (de sair dentro da TV) e o Louco com controle remoto na mão diz que apareceu de repente e joga o controle fora na janela, pensando que era uma bomba, e realmente o controle explode quando cai na rua.


Louco faz o Cebolinha se abaixar quando a controle-bomba explode e depois pergunta se o Cebolinha se machucou. Ele diz que não e ai o Louco dá um soco na sua cabeça para dar um jeito em se machucar de alguma forma. Louco vai na rua para ver se está tudo em ordem e ver que poste, moitas, pedras estão tudo calmos, quando o telefone da casa do Cebolinha toca. Era engano, alguém perguntando sobre a Dona Marocas, e o Louco pensa que era um espião inimigo conversando em código, liga o transmissor e falam que é para liquidar o espião. Então, ele volta para casa do Cebolinha com liquidificador na mão.


Louco tenta colocar o Cebolinha dentro do liquidificador, quando ouve um barulho e fala para não deixarem o pegar. Cebolinha pergunta quem quer buscá-lo e ai ele fala que são "eles" com várias letras "L" invadindo a casa. Mas logo aparece os "Reforços", que eram várias letras "R", e ai as letras se duelam. Louco pergunta quem vai vencer e Cebolinha diz que espera que são os "L". Louco o chama de traidor e Cebolinha trata de falar que são os "R", mas por causa da sua dislalia não dá pra corrigir. Louco diz que vai embora por causa disso e Cebolinha diz para não levar as coisas para esse lado e ele muda de direção que estava caminhando. Aí, olha para TV, a chama de mãe por ter saído através dela e resolve entrar de novo, parando em um canal de praia.


Quando vai embora, a campainha toca e eram os enfermeiros do hospício perguntando pelo Louco, que havia sido visto lá. Cebolinha diz que esteve, mas que entrou pela televisão. Os enfermeiros falam que Cebolinha está gozando deles ou está vendo TV demais. Cebolinha se pergunta se foi tudo imaginação dele e resolve desligar a TV. Quando está colocando o dedo no botão, o Louco aperta o seu nariz e desliga o Cebolinha, ficando todo preto, com ele se tornando a televisão, terminando assim.


Essa história é legal mostrando o básico das loucuras do Louco, dessa vez com ele saindo de dentro da televisão pra originar todas as suas loucuras. Engraçado os trocadilhos, sempre típicos nas suas histórias e ver o Cebolinha sofrendo com ele. Era bem mais violento com Cebolinha, sofria mais nas mãos do Louco. Dessa vez, o Cebolinha ficou até em dúvida se tudo aconteceu mesmo, como muitos podem pensar se o Louco era fruto da imaginação dele ou não, mas logo ele percebe que aconteceu mesmo.

Interessante a paródia com o "Jornal Nacional", colocando "Jornal Sensacional" no lugar e ainda colocaram o Cid Moreira dando a notícia, que era quem apresentava o jornal na época. Curioso também ver o Cebolinha com TV com controle remoto, na época só os mais ricos que tinham TV com controle. A maioria era sem.


Curiosamente, essa foi a primeira história de abertura com o Louco desde que havia sido criado em 1973. Sempre deixavam histórias dele no miolo e acredito que por conta dos traços serem mais típicos de abertura, colocaram essa na abertura, Traços, aliás, muito bem desenhados, adorava os desenhos assim. Hoje em dia, com 6 páginas, é curta para uma história de abertura, mas na época era normal isso, às vezes menos página que isso, principalmente na Editora Abril.

35 comentários:

  1. Muito legal essa história. Tenho um almanaque da editora globo daqueles Um tema só, com histórias do cebolinha com o louco e tinha uma história deles sobre que envolve televisão também. Além dessa lembro de outra que tratava de uma fita de vídeo que o cebolinha alugou. Gostava muito das histórias dos dois, muito comuns antigamente nos gibis do Cebolinha. Eram muitos absurdos divertidos e lembro também que em várias ocasiões ele ficava na dúvida se tudo tinha acontecido ou não... Acho que alguns leitores, como eu, também se perguntavam no fim se realmente aconteceu ou se o Cebolinha imaginou tudo... ótima pastagem! !!!! Parabéns

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    1. Adoro essa história, muito engraçada. Foi republicada nesse Coleção um tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco de 1995, assim essas outras que vc citou, muito boas também.

      Eu também muitas vezes ficava na dúvida se aconteceu ou não, gostava dessa dúvida se o Louco existia ou não. Com Cebolinha esquizofrênico dava pra ter essa dúvida. Obrigado por ter gostado.

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  2. kkkk o cebolinha desligado no final é hilário,nessa época só dava historias uma melhor que a outra.....BOMBA:autor lendo tmj e lembrando do louco,ele está completamente descaracterizado,ele agora não gosta de ser chamado de louco e o nome dele agora é licurgo(palhaçada pura)e outra o capitão feio na tmj virou tio do cascão,que foi atacado por insetos e se tornou o CF,isso foi na edição 92 da tmj......muita tristeza a MSP detonar os personagens assim.

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    1. Essa foi uma fase de ouro da turminha. Tudo era bem feito. Na TMJ eles descaracterizam muito os personagens mesmo, uma pena ser assim.

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    2. O nome do Louco ser Licurgo inventaram ainda na Editora Globo. No Cebolinha Nº 242 (Que eu tenho) de Agosto de 2006, encerra com a história "A vaca, o cadarço e o chá das cinco" em que o Louco cita o seu nome completo. Uma história ótima. Aliás, essa história, de 12 páginas, foi republicada no Almanaque do Louco Nº 8 da Panini.

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    3. Sim, foi bem isso. Começaram com isso de ser chamado de Licurgo em alguma revista do Parque da Mônica. O nome dele colocaram como Licurgo Orival Umbelino Cafiaspirino de Oliveira. Cada letra inicial do nome formava Louco, como espécie de abreviação. Já isso de ele não gostar de ser chamado de louco, é coisa da TMJ e isso descaracterizou.

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    4. O louco virou professor na TMJ tbm

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    5. Muito nada haver o Louco professor.

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    6. Descaracterizou muito o Louco professor.

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  3. Amei a historia,gostava muito de hqs de secundarios pertubando os personagens principais,como bidu com o bugu,horacio e os napoes (nao sei se vc ja leu esta).Fora uma em que o xaveco vai pertubar a monica.

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  4. Tambem amei a capa com a velha piada do cebolinha e seus 5 fios de cabelo

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    1. Eu também gostava dos personagens perturbando e irritando o outro. Sempre era garantia de boas risadas. Essa capa também é muito boa. Adorava piadas com cabelo dele.

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  5. Controle remoto era artigo de luxo na época!Os primeiros que apareceram eram com FIO!

    E uma década antes TV ter cores era artigo de luxo!

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    1. É mesmo. Primeiro era luxo ter tv em cores, depois com controle remoto. Hoje em dia é luxo ter TV 4K. As coisas evoluem rs.

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  6. Adoro as histórias do Louco,pois tudo era louco!Para exemplificar,tem uma em que Cebolinha está tomando suco no canudo e é sugado para dentro dele,daí sai em outro ambiente,com o louco,e está tudo de cabeça para baixo!Daí para a gente ler tem que virar o gibi!

    As histórias do Louco ultrapassam os limites da concepção dos quadrinhos,e eu adoro isso!

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    1. Sim, os absurdos eram muito bons nas histórias do Louco. Eu lembro essa do suco que vira tudo de cabeça pra baixo. Engraçada demais. Mas eu não virava o gibi pra ler não rs.

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    2. Então que visão que tu tem,hein!Não que seja impossível ler invertido,mas é difícil e desconfortável!

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    3. Só desconfortável, mas consigo ler invertido.

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  7. Eu já li uma vez quando era criança outra história semelhante envolvendo o louco, o cebolinha e uma televisão, ela se chama "Teleloucuras". Sabe em que gibi saiu?

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    1. Parece que é a de encerramento de Cebolinha Nº 133 de 1997. Sendo que nessa o Louco só aparece no final.

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  8. As histórias com o Louco são as melhores, o ruim é que parece que quase não tem desenhos animados dele. Também gosto quando fica essa impressão de se aconteceu tudo mesmo ou se é imaginação do Cebolinha. Ainda vou comprar esses Almanaques do Louco que a Panini lança de vez em quando pra colocar na coleção. Alguém sabe se vale a pena ter e um lugar bom pra comprar?

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    1. Essas que fica a dúvida se ele existe ou não eram as melhores. O último Almanaque do Louco lançado em janeiro desse ano acho que ainda dá pra comprar em bancas, os outros só em sebo ou na internet como mercado livre e Estante Virtual agora.

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  9. Gostava muito das HQs do Louco da fase de 94 pra menos. Hoje em dia são legaizonhas mas nem perto do que foram. Era bem bacana cada loucura que acontecia.
    O Seu Juca era outro que tinha histórias bem legais e hoje se resumiu a um personagem qualquer. É triste ver como as coisas vêm andando. Até tem alguma coisa legal hoje em dia, mas... tem alguma coisa fora de órbita.

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    1. Verdade, as loucuras dele eram hilárias, bem surreais. Adorava também Seu Juca nos velhos tempo. Pena que mudaram a favor do politicamente correto.

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    2. do Seu Juca nunca gostei, sempre achei as situações forçadas.
      Mas as histórias do louco por incrível que pareça conseguem ser boas mesmo hoje.

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  10. A primeira metade da fase na Globo é a que tem os melhores traços, na minha opinião. E praticamente só tinham roteiros bons. Pra quem conheceu os personagens do Maurício de Sousa naqueles finais dos anos 80, ainda sem filtro politicamente correto, é triste ver tanta descaracterização em publicações recentes.
    Acho que nem precisa dizer eu gostei dessa hq do post. rs

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    1. Concordo, nessa fase os traços foram melhores. Depois descaracterizou demais e encontra traços horrorosos hoje em dia. Essa história do Louco é muito boa, que bom que gostou.

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  11. Essas histórias do Louco que envolviam televisão sempre eram ótimas, que ele levava as coisas que só se viam na TV pra realidade. Muito bom!

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    1. Era muito legal mesmo histórias assim do louco, dava pra dar boas gargalhadas.

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  12. Ótima história!

    Curioso que no início da Globo era comum o Bidu aparecer em capas do Cebolinha.

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    1. Verdade, ele aparecia bastante nas capas, principalmente nas do Cebolinha.

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  13. O que eu gostei é a referência a turma do Chico Bento com a ligação que era pra ser pra dona Marocas.

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    1. E mesmo, acabou tendo essa referência.

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