sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Edições "Nº 1" da Editora Globo

Em janeiro de 1987 os gibis da Turma da Mônica mudaram de casa, se transferindo da Editora Abril para Editora Globo. Então, em homenagem aos 30 anos dessa mudança, nessa postagem mostro como foram os gibis "Nº 1" da Globo de 1987.

Capas das Edições "Nº 1"  (Ed. Globo, 1987)

A mudança pegou todos de surpresa na época. Não teve divulgação pela imprensa, então quando chegou janeiro de 1987 nas bancas é que os leitores viram a mudança de editora e numeração reiniciada. Além disso, os gibis chegaram atrasados já que tiveram impressão internacional, e, com isso, os gibis do Cascão e Chico Bento, que eram quinzenais, só tiveram um exemplar em janeiro, o que comprometeu a coleção toda, já que em 1987 tiveram 25 exemplares cada um em vez dos 26 tradicionais, e por isso que eles sempre terminavam anos com numeração ímpar, terminando com 467 gibis cada um no final em 2006.

Os gibis da Globo também tinham qualidade de papel diferentes em relação a Editora Abril, o que deu um estranhamento quem acompanhava na época. O papel não era do tipo oleoso como era os da Abril e colorização também foi diferente, com cores em tom aquarela, principalmente o azul, além da pele dos personagens ficarem mais rosadas. Isso ficou assim nos 5 primeiros meses, depois foi começando as primeiras mudanças de cores, e viviam mudando periodicamente, assim como o tipo de papel, em todo o período que ficaram na Globo. Foram tantas mudanças em relação a isso que dava até para fazer várias postagens sobre as cores da Globo.

Os gibis continuaram com o mesmo número de páginas e periodicidade, com Mônica e Cebolinha mensais e Cascão e Chico Bento, quinzenais. Até a edição Nº 9 de Mônica e Cebolinha não tiveram seção de cartas. E nos gibis da Mônica todas as seções que tinham na Editora Abril como "Horóscopo da Mônica", "Mundo Encantados dos Animais", "Conheça os artistas da Pracinha da Mônica", deixaram de existir de vez na Globo. No lugar, nas primeiras edições, colocavam histórias republicadas de pouco tempo para preencher o espaço que era reservado para essas seções.

Todos os gibis tiveram frontispício com fundo amarelo e texto do Mauricio de Sousa explicando a mudança de editora e reiniciar numeração. No cannto esquerdo aparecia um desenho do personagem da revista e o logotipo em cima do personagem.

Frontispício do gibi Cascão "Nº 1" (1987)

A seguir comento de cada individualmente:

Mônica

Abre com a história "Membros ativados", com 14 páginas,  em que o doutor e cientista Tomaníquel cria uma fórmula que ativa voluntariamente membros do corpo humano, como braços e pernas. Eles se movimentam sozinhos sem a pessoa precisar controlar isso, memso dormindo. Com a fórmula pronta, ele vai dormir. No dia seguinte, Mônica está correndo atrás do Cebolinha depois que ele a provocou e acaba lançando o Sansão tão forte que arrebenta a parede da casa do cientista. Mônica entra lá para pegar o Sansão e toma a fórmula do cientista, pensando que é groselha e vai embora. O cientista acorda e ver que a fórmula foi roubada e vai atrás procurar.

Trecho da HQ "Membros ativados"

No campinho, Mônica resolve dormir em frente a uma árvore e Cebolinha e Cascão aparecem para tentar pegar o Sansão, aproveitando que ela estava dormindo. Só que quando o Cebolinha tenta pegar, Mônica, dormindo, dá um soco forte nele que vai parar longe. Ela também tenta dar soco no Cascão quando ele resolve pegar o Sansão e depois corre atrás e bate nos meninos, tudo isso dormindo. Mônica acorda, volta para casa e de noite dormindo ela pula corda na cama, bate no pai pensando que é o Cebolinha quem tinha aprontado com ela e os pais ficam preocupados com o comportamento da Mônica. Eles colocam despertador para acordá-la e a levam para o médico, que era o Doutor Tomaníquel.

Então, descobrem que a Mônica tomou a fórmula toda pensando que era groselha. Ela toma um antídoto e volta ao normal. No final, Doutor Tomaníquel faz um novo preparo menos perigoso e ai pergunta ao leitor se está servido, dizendo que era groselha.

Trecho da HQ "Membros ativados"

O gibi teve 20 histórias. incluindo a tirinha final. Foram muitas de 1 página ou curtas, fora que não tiveram as seções que tinham na Editora Abril, daí o grande número de histórias. De secundários foram com: Horácio, Tina, Rolo, Bidu. Chico Bento, Penadinho, Franjinha, Titi, Zé Luis e Magali. Sim, como Magali não tinha gibi, sempre tinha histórias solo dela nos gibis da Mônica e considero como secundária até o momento. Foram 4 histórias com a Turma da Tina nessa edição, coisa bem rar tambéma. Muitas histórias republicadas, já que não tinham seções, mas foram histórias de pouco tempo que haviam sido publicadas originalmente, para não diferenciar dos traços atuais até então. 

Destaque para a história do Bidu, "Uma superprodução para o Bidu" em que o Bidu se cansa de histórias conversando com a Dona Pedra e aí o Manfredo sugere o Bidu a fazer releituras de histórias clássicas de outros personagens. Foram citadas: "Chuva na Roça" (Chico bento), "A Abóbora Encantada" (Mônica), "Sombras da vida" (Piteco), "Sete quedas" (Chico Bento), "Emoções bárbaras"(Cebolinha). Bidu não aceita e faz uma história medieval, mas não dá tempo de terminar com o editor falando que o espaço do Bidu na revista terminou.

Cebolinha

Abre com a história "Ceboladim & a Lãmpada Maravilhosa", com 19 páginas. Seu Cebola conta história para o Cebolinha dormir. Nela, conhecemos o mercador Assan Had da Antiga Arábia que vendia todo o seu estoque acima do preço de tabela e estudava maneiras de ficar rico nas horas vagas. Ele descobriu sobre a lâmpada maravilhosa que dá poderes a quem possui e vai atrás dela, encontrando em um vilarejo do deserto em uma fenda na rocha.

Trecho da HQ "Ceboladim e a Lâmpada Maravilhosa"

Assan Haddi não consegue pegar e chama Ceboladim, um menino engraxate que trabalhava para ajudar os pais e queria conhecer o rosto de Monicadade, para pegar a lâmpada maravilhosa. Ceboladim desce, consegue pegar a lâmpada, mas ao ser puxado pela corda, o Assam Haddi não queria puxá-lo de volta para superficie e ai faz Ceboladim cair e Assam Haddi resolve pegar a lâmpada depois. Ceboladim esfrega a lâmpada e libera o gênio Khas Khan (Cascão), que tira Ceboladim de lá.

Ele vai para casa com o gênio e transforma a singela casa em um palácio (antes havia transformado em um palácio de lixo). Assan Haddi descobre que Ceboladim está com a lâmpada e se fantasia de mascate que faz troca de lâmpadas novas por velhas. Ele vai no palácio e consegue roubar a lâmpada. Todos ficam tristes, até que descobrem que o gênio Khas Khan estava na chaleira velha da mãe do Ceboladim e então Assan Haddi levou só a lâmpada, que esfregava esfregava e não saia gênio nenhum. Ceboladim deseja que Khas Khan vire um menino e princesa Monicadade visita o palácio e tira o veu. Eles veem que ela é dentuça e sobra coelhadas pra todo mundo. Então, Cebolinha, contrariado, manda o pai apagar a luz, falando que depois desse final só quer dormir mesmo.

Trecho da HQ "Ceboladim e a Lâmpada Maravilhosa"

No mais, o gibi teve 15 histórias, com histórias de secundários do Rolo, Piteco, Horácio, Penadinho, Astronauta, Titi e Magali. Com destaque para a história "Sem apanhar" em que o Cebolinha provoca a Mônica por tudo quanto é jeito, mas ela não está a fim de briga e não faz nada com ele, mas no final a mãe Dona Cebola viu o Cebolinha provocando a Mônica e bate nele com chinelo na bunda. Completamente incorreta e inadmissível hoje em dia porque os pais não devem bater nos filhos com chinelo. Por não ter seção de cartas, a história do Penadinho de 1 página que foi a republicação pra preencher o espaço.

Cascão

Na história de abertura "O diferentão", de 5 páginas, Cascão está fugindo da mãe pra não tomar banho, consegue escapar e lida com os outros na rua achando ruim o seu mal cheiro, inclusive cachorro. Cascão fica triste e resolve se jogar no riacho, mas ai surge a mão do Mauricio de Sousa e puxa pela alça do macacão e o leva para os estúduios para conversar. 

Trecho da HQ "O diferentão"

Mauricio explica que quando criou o Cascão, queria um personagem diferente e se fosse limpinho seria igual aos outros e que os personagens precisam de uma característica marcante para agradar e identificar com os leitores. Mauricio e Cascão se interagem falando que Cebolinha fala "englaçado", Mônica tem dentes horríveis, Horácio olhudo, Piteco com cabelos espetados, Penadinho com pernas curtinhas. Mauricio fala que se ele tomar banho vai desapontar os fãs e não ter característica própria. Cascão diz que Mauricio tem razão, o beija e volta para os quadrinhos. No final, Alice, esposa do Mauricio chama o marido para ir ao cinema e ele diz que vai tomar banho antes. E Cascão, dentro dos quadrinhos, fala "Tadinho".

Trecho da HQ "O diferentão"

O gibi teve 8 histórias no total, sendo que dessa vez de secundários não teve Bidu, só com a Turma do Penadinho. Normalmente era Bidu e Penadinho como histórias dos personagens secundários nos gibis quinzenais do Cascão, sendo que de vez em quando um ou outro ficava de fora em determinadas edições. Destaque para a história "Banho na T.V." em que o Cascão vai a um programa de televisão para tomar seu primeiro banho em rede nacional, mas sempre fracassava as suas tentativas, como chuveiro, torneira, mangueira, nuvem, tudo sem água, inclusive um lago secou na hora. Mas quando o apresentador leva uma tina d'água, os 3 porquinhos salvam o Cascão de tomar banho. No final, é revelado que o nome do programa é "Isto é incrível"

Chico Bento

"O boto cor-de-rosa" abre o gibi com 11 páginas, em que Chico e Zé Lelé vão pescar escondido no lago da fazenda do Coronel Agripino. Eles acabam pescando um boto-cor-de-rosa e ficam sem saber que bicho era aquele. Logo aparece um indiozinho, coloca de novo no lago e explica a origem do boto cor-de-rosa, que se chama Uaivara na Amazônia, e tem lenda que se transforma em índio quando vê uma índia bonita para levá-la para o fundo do rio.

Trecho da HQ "O boto cor-de-rosa"

O indiozinho propõe que Chico e Zé Lelé levem o boto-cor-de-rosa do Coronel Agripino para um rio longe de lá. O indiozinho some quando aparece o Coronel Agripino, que dá tiros de sal no Chico e Zé Lelé. De noite, os meninos voltam lá e conseguem pegar o boto-cor-de-rosa. Sendo que de repente aparece outro boto filhote e eles levam até o rio mais próximo. Zé Lelé fica triste pelo indiozinho ter sumido, mas Chico o conforta, dizendo que a história de boto virar índio é a pura verdade, com os botos nadando com alegria no rio, e com um deles com o colar do indiozinho.

Trecho da HQ "O boto-cor-de-rosa"

Esse gibi teve 7 histórias no total, sendo que de secundário foi do Bidu em vez de ser do Papa-Capim, que era tradição nos gibis do Chico Bento. Em alguns gibis de 1986 e 1987 estavam fazendo experiência em colocar histórias do Bidu nos gibis do Chico, mas logo isso sendo descartado e voltando a ter Papa-Capim como único personagem secundário nos gibis quinzenais do Chico Bento. Destaque para história "Bem-te-vi", em que o Chico está apertado para ir ao banheiro e estava ocupado, e aonde ele quer cagar aparece um bem-ti-vi cantando e ele pensa que é alguém falando que está vendo ele tentar cagar em lugar errado. No final, ele faz cocô atrás da moita, ainda pensando que era uma pessoa que estava vendo. Impublicável completamente.

Como podem ver, as revistas mesmo em uma editora diferente e com outras cores, continuaram com o mesmo nível que era na Editora Abril. Os mesmos estilos de histórias, traços, situações incorretas, tudo igual. Pena que as seções nos gibis da Mônica não continuaram, podiam ter aproveitado que eram bem interessantes, mas pelo menos ficaram mais histórias no lugar. Muito bom relembrar esses gibis que estão completando exatos 30 anos.

41 comentários:

  1. autor eu tenho a numero 1 do cascão,ele é meu tesouro,e foi muita coincidencia voce ter falado dele(eu achei esse gibi no chão da biblioteca na quinta série kkk)..quando eu tiver trabalhando,já que vou pra guarda mirim..vou tentar ir nos sebos pra comprar as outras edições,e todos os gibis só com traços excelentes e histórias clássicas....diferente dos gibis da panini em que só tem aqueles traços péssimos digitalizados e só com histórias atendendo ao politicamente correto(como se as crianças fossem repetir o que os personagens fazem)Infelizmente,são histórias incríveis que nunca mais serão vistas na MSP beijos <3

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    1. Que sorte ter encontrado esse gibi assim kkkk. Esses ai só historias sensacionais em tudo, realmente nunca mais vão ter histórias assim. Beijos

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  2. Eu tenho essa história do boto num almanaque!Do CB,n°18,de abril de 92!
    Nos anos 80 falava-se muito de índios,e eram mostrados nus até no Jornal Nacional!Hoje é uma frescura generalizada,em que vêem pornografia e pedofilia em tudo!
    Essa história hoje na Panini poriam um top na índia,mesmo que fotos de índias de peito nu no Facebook não venham com censura!Pelo menos houve um mínimo de bom senso com essa rede social!

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    1. Tanto qie ai mesmo a índia apareceu sem top. Era normal e ninguém falava nada. Frescura desse povo do politicamente correto, principalmente colocar top na Jurema.

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    2. Marcos,na Bienal do Livro 2015 eu comprei uma edição especial,lançada em 2009."Saiba Mais"!
      É a edição n°19,que fala sobre índios!
      Nela,as índias adultas estão de seios nus e as meninas não usam top!Até mesmo Mônica e Magali aparecem vestidas de índias sem top!

      Isso sim é mostrar os índios do jeito real e não fantasioso!

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    3. Foi uma exceção, talvez até pra mostrar a verdadeira cultura dos índios em uma revista educativa como a Saiba Mais. Hoje em dia regrediram. Ah nesse gibi do Chico Bento Nº 1 aparece também uma sereia com seios à mostra.

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    4. Parece que já vi esse gibi disponível pra download na internet, só não lembro onde.

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  3. Marcos você tem todos esses gibis em seu acervo? Se for, que verdadeiro tesouro hein? Das 4 capas, as mais divertidas pra mim são as do Cascão e Cebolinha. Sem contar as histórias todas com ótimos roteiros, do tipo que não serão mais vistas na MSP. Sempre que vejo capas da fase globo sinto uma nostalgia, e com essas não é diferente. Excelente pastagem.

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    1. Sim, todas são da minha coleção. Obrigado. Todas as capas muito boas mesmo, eu adorava as capas da Globo também, muito melhores. Infelizmente histórias assim são coisas do passado. Essas sim valiam a pena. Valeu por ter gostado do post.

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  4. Marcos, fiquei com muita vontade de ler as histórias na íntegra. Publica, por favoooor??

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    1. No texto estão na íntegra, agora imagens é que não dava. Se der, quem sabe faço postagens separadas com essas histórias.

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  5. Oi Marcos tudo bem? Destes gibis eu tenho apenas o do Cascão, ele é bem legal. Eu tenho uma canal do Youtube e eu fiquei anos sem postar nada, agora estou voltando, gravei um vídeo mostrando a minha coleção de miniaturas de Leões, embora no futuro eu posso falar dos meus gibis da Turma da Mõnica. Se puder, der uma olhada no meu vídeo por favor e se inscrever no canal?

    https://www.youtube.com/watch?v=xfrUoFLJYbQ

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    1. Verdade, muito bom esse gibi do Cascão. Bem divertido. Legal o seu canal, eu me inscrevi nele agora. Parabéns pela coleção.

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    2. obrigado Marcos. Do gibi do Cascão eu gostei muito da história em que ele mostra o pai dele como herói, foi muito boa. Obrigado por se inscrever no meu canal. ^^

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    3. Muito legal essa história sim. De nada. :D

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  6. Marcos, a memória da gente é muito estranha.... meu primo tinha aquela da Mônica e eu podia jurar que a primeira HQ não era aquela e sim uma em que a família da Mônica estava no carro indo à praia.... chega a ser engraçado esses enganos da mente.

    Essa do Chico eu tenho em algum almanaque que saiu e foi da Panini mesmo.

    Tive a do Cascão. Que pena eu não ter mais. Eu me arrependo mito de ter me livrado das revistas que tive quando fui ficando adolescente. tive várias da Abril, cheguei a ter a última de número 114. Era uma excelente fase tanto para o Cascão quanto para o Chico Bento. As cores estavam ótimas e mesmo nos almanaques a seleçao de HQs era muito melhor. Acho que foi coisa e época mesmo. Por mim, eles nunca deviam ter saído da Abril. Não sei como o Mauricio não cogita pensar em voltar pra Abril. ele, que tem estúdio próprio, seria muito bem recebido pela editora que hoje amarga não ter desenhistas.

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    1. Realmente histórias bem diferentes. Deve ter se confundido com outra revista, talvez Mônica nº 177 (Ed. Abril, 1985).

      A gente se arrepende mesmo depois de se desfazer dos gibis. O ideal era deixar guardado em um canto sem mexer. Quem sabe consiga de novo algum dia.

      Sobre voltarem pra Editora Abril, até pode acontecer um dia, mas nunca será a mesma coisa, continuará com politicamente correto da mesma forma.

      Pra ter uma ideia no Grande Almanaque de Férias n º 21, eles mudaram o título da história "No meio do caminho havia uma perereca" para "sapinho". E logicamente em toda a história onde era perereca, mudaram pra sapinho. Nada a ver essa alteração. Só pra não dar duplo sentido. Ridículo.

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    2. Poutz! Então agora não existe mais um bicho chamado perereca? como a MSP educa seus pequenos? Não culpo tanto a empresa, pois as pessoas andam muito difíceis. Mas há um exagero aí que nã gosto e acho que poderiam sim contornar. Parece que a empresa tem pânico de gente. Não adianta, sempre terá alguém que vai achar alguma coisa e colocar com um outro sentido. Ainda hoje vi umas tiras de uma revista recente onde a Magali fala com o Quinzinho e diz que quer muito leite... Ele põe o leite pra ele beber, então ela fala, com um sorriso estranho: "Você não entendeu, queridinho...." Isso tá circulando nas redes. Ou seja, não adianta ficarem exaustivamente vigilantes. Muita coisa vem da cabeça de quem vê.

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    3. Cada vez mais a paranoia deles do politicamente correto aumento, é cada coisa sem noção, que é difícil de acreditar. Fora outras que a gente não nota e ficam despercebidos. Essa da perereca achei um absurdo total, não tem lógica isso.

      Sim, quadrinhos soltos dão um sentido de duplo sentido, tanto que tinha muito isso no site Porra Mauricio. Não tem jeito, sempre vai ter isso, maldade de quem vê.

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    4. Oi Fabiano. Acho difícil ele voltar para a Abril, pois eu já li uma vez que o motivo do Maurício estar na Panini é porque ele quer alcançar o mercado internacional.

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    5. Também vi isso. Por isso que foram pra Panini.

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    6. Oi, Bruno. Sempre bom te ver. Obrigado.

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  7. Eu tenho a da Mônica. Comprei no Mercado Livre de um cara que tinha ela guardado. Paguei barato e ela está novinha como se tivesse saído da banca. Foi um achado e tanto.
    As outras eu nunca tive, mas pretendo consegui-las.
    Marcos futuramente faça uma publicação sobre os almanaques da editora globo nº1. Grande abraço

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    1. Legal. Fez uma excelente compra. Valeu pela sugestão. Quando der, faço post sobre os almanaques nº 1.

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  8. Naquele blog que tenho com minha irmã, na comemoração de 80 anos, escrevi um post sobre cada uma, só que em conjunto com as revistas da Abril, um post pra duas revistas de cada personagem. Mas gostei mais do seu texto, pra comemorar os 30 anos! Essa do atraso da revista, eu juro que não sabia porque não encontrei em lugar nenhum! Aliás, li todas elas no ISSUU e adorei! Postagem boa essa sua, destacando histórias.

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    1. Que bom que vc gostou. Eu lembro quando fizeram a postagem. Ficou bacana também. O atraso eu já tinha lido em algum lugar, foi bem estranho isso. Não sabia que todas estão disponíveis no Issuu.

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    2. Foi a minha sorte na época as encontrar! A minha irmã pediu pra escrever um texto sobre cada uma e eu ia escrever e era pouco o que eu tinha, mas a sorte foi ter visto lá!

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    3. Sorte mesmo. E tomara que consiga as originais impressas um dia.

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  9. Tive a felicidade de achar num sebo as edições n° 1 da Globo de Mônica, Cebolinha, Chico Bento, Magali e Parque da Mônica. Só não tenho a do Cascão.

    Abraços!

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    1. Já é alguma coisa, todas muito boas. Tomara que consiga encontrar o do Cascão logo.

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  10. Oi marcos. Você viu o gibi do Chico Bento deste mês? tem duas histórias nele que me chamaram atenção, uma delas foi sobre a cabeça sem mula, pois eu gostei dos traços dela, a outra é a de encerramento "A casa do velho Chico" em que o chico chorando pela morte de um leitão, bate com a cabeça numa árvore e depois olha para uma casa, onde encontra seus bisavós, o leitão que morreu e até a sua irmã, a mariana. Essa história me lembra um pouco o Chico 7 anos. Será que essas histórias não eram antigas e foram publicadas agora? Eu não vi os créditos delas.

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    1. Vi por alto. Vi comentários sobre essa "A casa do velho Chico". Bom pra mudar um pouco o estilo que vem fazendo, só voltadas ao politicamente correto. Não sei se é antiga, acho que não.

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    2. Olha... às vezes ele fazem boas histórias. Mas não se anime tanto.

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    3. Uma em cada 10 histórias se salvam hoje em dia. E olhe lá

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  11. Pessoal - tudo bem?
    Eu sou um fã da turma da Mônica desde os longínquos anos 70, quando tudo começou... Sempre li e leio as historinhas dessa turminha que é a cara do povo brasileiro: alegre, divertido, pra cima.
    Hoje eu gostaria de pedir uma ajuda a vocês todos: quando eu era criança, lá nos comecinho dos anos 80, eu li uma historinha da Turma da Mônica que me deu uma lição do que é VIVER. Entrou na minha cabeça e ainda hoje é fonte de inspiração pra certas ações que tomo.
    Mas...
    Eu lembro bem da história: haviam alguns seres de outra dimensão. Na minha tenra idade ficou a idéia de que eram azuis e em forma de ovo, ao estilo dos Barbapapas... Lembro que a "criança" azul dessa outra dimensão desobedeceu os pais e veio até a nossa dimensão. Encontrou quem? Claro - a turminha da Mônica, onde aprendeu a brincar, se divertir, ser solto, feliz. E essas coisas não existiam na dimensão dessa criaturinha. Quando seus pais conseguiram achar o filho, ele mostrou que o nosso mundo é fantástico e que havia feito amigos. Dessa forma os seus pais não o castigaram e ele voltou para a sua realidade com essas lembranças que ele guardou pra sempre.
    Foi uma história linda e que, à época, ganhou prêmios. Lembro de ter lido sobre as premiações dela em outras edições da Turma da Mônica.
    Mas hoje, não consigo achar nada sobre ela. Não sei nem como procurar isso no Google, pois é uma coisa muito particular. Então apelo a todos vocês.
    Alguém sabe qual história é essa? Alguém se recorda desse linda mensagem passada pela Turma da Mônica?
    Abraços!
    Paulo Henrique

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