terça-feira, 23 de maio de 2017

Tirinha Nº 48: Turma do Penadinho

Diz a lenda que cama de vampiro é uma árvore. Então quando Zé Vampir foi dormir na sua cama de 3 metros de altura, não teve uma agradável surpresa. Uma das tiras de 1986 que fechavam os gibis sem ser com tira do personagem principal da revista,

Tirinha publicada originalmente em 'Mônica Nº 193' (Ed. Abril, 1986).


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Capa da Semana: Cebolinha Nº 138

Uma das raras capas do Cebolinha da Editora Abril sem alusão à história de abertura. Nela, Cebolinha confuso, sem saber se Floquinho é um cachorro de verdade, por estar soltando som de vários bichos e até buzina de carro. Por causa do seu formato, era comum situações assim com a dúvida se o Floquinho era cachorro mesmo.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 138' (Ed. Abril, Junho/ 1984).


quarta-feira, 10 de maio de 2017

HQ "Parabéns, Magali!"

Hoje, dia 10 de maio, é aniversário da Magali. Então, mostro uma história de quando ela ajudou a sua mãe a enrolar os docinhos da sua festa só com o interesse de comer antes da hora. Com 8 páginas no total, foi publicada em 'Magali Nº 128' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Magali nº 128' (Ed. Globo, 1994)

Nela, os pais estão enrolando os docinhos e salgadinhos na véspera da festa de aniversário da Magali, reclamando da correria de fazer tudo aquilo, quando aparece a Magali na cozinha, perguntando se pode ajudar porque não está conseguindo dormir com o cheiro divino de coisas gostosas.


Seu Carlito acha a ideia boa, já que enquanto a Magali ajuda, ele coloca os enfeites na sala. Dona Lili aceita e avisa que não é para a filha beliscar nada enquanto ajuda a enrolar os docinhos. Magali pergunta se não pode ser só um docinho e a mãe diz que no caso dela impossível comer um só e amanhã ela mata a vontade.


Magali acha uma tortura enrolar os docinhos na frente de tanta coisa gostosa e passa a criar táticas para ver se consegue comer. Ela pergunta para mãe o que vai ter na festa. Dona Lili diz que muita coisa como brigadeiro, cajuzinho, sanduíche de salsicha, coxinha, gelatina, bolo, entre outros. Magali comenta que é muita coisa mesmo e que vai ficar tudo gostoso porque ela cozinha muito bem e ai resolve preparar um sanduíche para comprovar isso. Dona Lili não deixa ela pegar e diz que só na hora da festa e misturar tudo antes da festa faz mal.


Enquanto enrola os docinhos, Magali pensa que faz mal nada senão como ia ser servido tudo aquilo na festa e logo vai dar um jeito de provar alguma coisa. Passam mais de 2 horas, a mãe não sai da cozinha e Magali desesperada que não comeu nada até agora. Já estavam quase terminando tudo, quando o Seu Carlito chama a esposa para ajudar a pendurar os balões.


Quando a mãe sai, Magali fica sozinha na cozinha, diz que lembra só que tem um monte de coisas gostosas em volta dela e passa a comer um pouco de cada coisa, como alguns docinhos, sanduíches, gelatinas, etc, que nem dar para notar a diferença que foi comido. Magali sai da cozinha, avisando que vai dormir porque já ajudou bastante. Dona Lili corre para cozinha para ver se a filha comeu alguma coisa, mas não deu para ver a diferença por ser muita coisa e espera não ter comido nada.


Chega o dia do aniversário e Magali amanhece se queixando com muita dor de barriga. Dona Lili pergunta se ela comeu alguma coisa na noite anterior e Magali diz que uns 5 de cada coisa. A mãe dá bronca, dizendo que não era para comer só na hora da festa e Magali diz que não sabia que ia fazer diferença e pergunta se não vai mais ter festa. Dona Lili diz que vai e no final a festa é no quarto em volta da cama com os amigos comendo de tudo e Magali só tomando chá de folhas de goiaba e a mãe lembrando que quando a gente exagera na comida, dá dor de barriga, mas só no dia seguinte à festa.


História muito divertida mostrando uma Magali interesseira em ajudar só para comer as coisas da sua festa de aniversário. E ainda mostra o clima de uma véspera de aniversário e a trabalheira que dá para fazer uma festa. Engraçado ver suas táticas para tentar comer. Como desobedeceu à mãe, acabou tendo o castigo de ter dor de barriga bem no dia da festa, coisa que podia ter evitado se tivesse obedecido. Ou seja, ela aprendeu a lição da pior forma possível. 


Era comum histórias assim de mostrar as lições de moral a partir dos erros e atitudes incorretas. Gostava bastante quando acontecia isso. Eles gostavam também de dar castigo para Magali com ela com dor de barriga. Várias vezes ela se deu mal assim por causa da sua gula, como já mostrei AQUI nessa história. Os traços muito bons e caprichados, como de costume na época. Capa do gibi com piadinha de aniversário, mas sem alusão à história de abertura, bem comum também.


Essa foi a primeira história da Magali de aniversário dela e, assim considerada, clássica, tanto a história como o gibi. Em 1994 os personagens começaram a ter data fixa de aniversários e desde então todo ano tem histórias de aniversário nos gibis nos seus respectivos meses. No início era legal, por ser novidade e terem mais ideias criativas, às vezes eram até gibis quase inteiros comemorativos (nessa edição foram 3 histórias com aniversário da Magali), mas depois ao passar dos anos isso se tornou cansativo, por todo ano ser a mesma coisa de ter história de abertura sobre o tema. Se fosse só de vez em quando ai sim seria interessante.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Capa da Semana: Cascão Nº 142

Uma capa com Cascão e os meninos em uma corrida de carrinhos e o Cascão nem se importando de que não ganhou corrida, só feliz com o seu carro soltando muita poeira do jeito que gosta. Hoje seria impublicável por fazer apologia à poluição de automóveis.

Capa dessa semana é de 'Cascão Nº 142' (Ed. Globo, Junho/ 1992).


domingo, 30 de abril de 2017

Magali Nº 53 - Editora Globo


Em junho de 1991 chegava nas bancas o gibi 'Magali Nº 53'. Nessa postagem faço uma resenha de como foi esse gibi.

Tem uma capa muito caprichada com a Magali escalando uma montanha na intenção de pegar o ovo que a urubu estava chocando para fazer ovo frito. O gibi teve 6 histórias no total, incluindo a tirinha final. Como histórias de secundários nessa edição foram com Dudu e Mingau, como era a particularidade nos gibis quinzenais da Magali. A do Dudu teve participação da Magali e na do Mingau, não.

Abre com a história "Magali e o saco sem fundo",de 13 páginas. Nela, Magali faz malcriação no supermercado quando pede um saco de bala para a sua mãe, Dona Lili, após ela ter enchido o carrinho com tudo no mercado. Uma senhora ouve a malcriação e fala para Magali que se continuar assim, o homem-do-saco vai levá-la, junto com todas as outras crianças malcriadas. O saco é sem fundo e as crianças não saem nunca mais de lá. Magali não acredita na história e depois que Magali vai embora com a mãe, a senhora, que na verdade é uma bruxa, sai voando pela janela para contar tudo para o seu primo Fredregunço, o homem-do-saco.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Depois, Magali comenta com a Mônica na rua que a mãe não deixou levar umas balas do mercado, fez birra lá e não adiantou. Mônica imagina que ela já tinha comprado o mercado inteiro e fala que devia ser mais obediente com a mãe, assim como ela é com seus pais. Nessa hora, aparece o Fredregunço e pergunta qual delas é a Magali. Ela se apresenta e ele taca o saco em cima dela para colocá-la dentro. Mônica exige que solte a amiga e o homem-do-saco pergunta se ela é a Mônica de Sousa. e acaba carregando também por ter desobedecido o pai por ter assistido televisão até tarde.

Dentro do saco, as duas encontram todas as crianças malcriadas do mundo que o homem-do-saco tinham levado, comandadas por  Pedrinho Faisasartes, que havia posto fogo nas cortinas de casa e ainda fica surpreso quando descobre o motivo delas estarem lá dentro, achando o homem-do-saco cada vez mais exigente. Ele diz que ninguém sai mais do saco depois que entra e ficam brincando o tempo todo, inventando jogos para passar o tempo. Eles brincam juntos, até que Cebolinha e Cascão entram no saco também. Cebolinha por não ter arrumado o quarto que a mãe pediu e Cascão por ter jogado futebol na sala sem a mãe saber.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Depois dos meninos descobrirem sobre a história do homem-do-saco e que não vão mais sair de lá, as crianças brincam para valer, mas quando lembram que vão ficar lá para sempre ficam emocionados de que nunca mais vão ver os pais e dariam tudo para voltar para casa. Nessa hora, desperta a fome incontrolável na Magali por ter ficado horas sem comer e ainda fica mais desesperada por saber que não tem nem pirulito e sorvete lá. Ela fica nervosa demais, socando tudo que encontra e o Cascão suando muito de nervoso, faz com que a Magali encontra o fundo do saco e consegue rasgar com o braço e libertar todas as crianças de lá.

No final, o Fredregunço fica inconformado que o saco mágico ficou inutilizado e ver se arruma uma nova profissão, quem sabe como ajudante de Papai Noel especializado em saco. As crianças voltam para suas casas e prometem não fazer mais artes e fazerem o que os pais mandaram antes de entrarem no saco. Mônica vai ver a Magali na casa dela e a vê comendo muito para compensar o tempo que ficou sem comida e a Mônica comenta que a Magali que é o verdadeiro saco sem fundo, se referindo ao estômago da amiga que nunca fica saciada.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Essa história é muito boa, um clássico da Magali, que faz alusão à lenda do homem-do-saco que carregam crianças desobedientes. Tudo indica que foi roteiro de Rosana Munhoz, por se tratar de fábula, magia, e sem contar que saíam muitos histórias da Magali dela na época. Os traços excelentes, com direito à curva nos olhos dos personagens com raiva ou só um um risco nos olhos quando estavam emocionados demais e interessante ver fundo preto em quase toda a história, o que é raro nos gibis da MSP, só quando retrata escuridão total como foi nessa. Até capas de fundo preto era bem raro.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Em seguida vem "Dudu Comilão", de 3 páginas. Nela, Dona Cecília, mãe do Dudu serve o almoço para o filho e diz que vai ficar uma semana sem assistir televisão se não comer tudo. Ela sai e ele come tudo bem rápido e pede mais. Dona Cecília fica feliz e serve outro prato e ele come tudo de novo e por mais uma vez. na quarta vez, a comida acaba e Dudu reclama que logo hoje que estava com fome de leão. Debaixo da mesa, Magali diz que não tem problema porque já estava satisfeita, entregando, assim, o plano infalível do Dudu. Dona Cecília o deixa de castigo e ele vai na janela e comenta com o Cebolinha que o plano dele não deu certo, ao ver o Cebolinha e Cascão surrados pela Mônica. 

História do tipo de outros personagens criarem seus planos infalíveis sem ser o Cebolinha, mas sempre se dando mal no final, a seu modo. Magali que exerceu a função do Cascão de estragar o plano do Dudu. De certa forma, a ideia central não deixa de ser semelhante à história "Aluguel de barriga", que Magali também ficou embaixo da mesa pra comer o almoço do Dudu, que sairia 3 edições depois, em 'Magali Nº 56', de 1991.

Trecho da HQ "Dudu Comilão"

"Só um pouquinho", história muda de 2 páginas, com Magali dando um pouco de pipoca para os bichos que encontra na rua. Ela dá pipoca pra passarinhos, gato, cachorros e vai ao zoológico para não ficar sem a pipoca, já que lá não pode alimentar os animais. A seguir, a história completa:

HQ "Só um poquinho"

Em "Come-come", de 3  páginas, Magali joga com seus amigos jogos que lembram comer peças adversárias. Com o Dudu ela joga damas, com a Mônica videogame Come-Come e Franjinha, xadrez. Com todos, Magali come tudo, uma especialista em comer peças e seus amigos ficam até assustados com a sua façanha. Quando chega em casa, Dona Lili diz pra filha que o almoço vai ser servido e ela diz que não vai comer porque está com sensação de estar satisfeita, já que "comeu" várias peças dos jogos. Só assim para ela ficar empanturrada sem comer nada real.

Trecho da HQ "Come-Come"

O gibi termina com "A travessia", uma história do Mingau de 7 páginas, em que ele vê um prato de peixe esfriando na janela enquanto está passeando na rua e deseja ir até lá para pegar o peixe, mas não conta que tinha um cachorro grande e brabo tomando conta da casa. O cachorro não deixa pegar o peixe e avança nele e ai Mingau passa a fazer várias tentativas para conseguir. 

Trecho da HQ "A travessia"

Primeiro tenta fazer acordo com o cachorro para pegar o peixe e repartir com os 2. O cachorro não aceita e ainda tenta bater no Mingau com um osso gigante. Depois, Mingau se equilibra no varal de roupa até tentar chegar na janela e ainda dá um "adeuzinho" para o cachorro enquanto faz a travessia pelo varal, dizendo que ele é mais esperto. O varal arrebenta, Mingau cai, o cachorro ataca e Mingau sai em disparada. 

Depois, Mingau tenta pegar o peixe fazendo um salto de vara, mas quando chega na janela, a dona da casa fecha e Mingau bate de cara na janela e ainda é atacado de novo pelo cachorro. No final, Mingau vai para casa tomar seu leite e impede de um rato pegar um queijo que estava na mesa, fazendo a mesma coisa que o cachorro fez com ele.

Trecho da HQ "A travessia"

História muito bacana, lembra muito desenhos animados como Tom & Jerry, Pica-Pau, Pernalonga, etc. Gostava de histórias assim do Mingau na rua, contracenando com seus amigos gatos ou cachorros valentões. Hoje em dia, colocariam o Rúfius no lugar desse cachorro valentão. Em vez de criarem um cachorro diferente para cada história, como era na época, passaram agora a padronizar só o Rúfius com essa função de cachorro mais brabo da rua. Traços sensacionais, adorava o Mingau desenhado assim desse jeito.

Trecho da HQ "A travessia"

Na tirinha final, Cebolinha diz que tem uma surpresa para a Magali que está na sua mão fechada. A intenção era ela adivinhar o que era antes, mas avança na mão para comer, sem nem saber o que era, se era algo pra comer mesmo. Muito engraçada.

Tirinha da edição

Como podem ver um gibi muito legal, bem característico como era os gibis da Magali na época. Sempre com foco à característica da Magali de sua fome exagerada e pensar em comida o tempo inteiro. E histórias do Dudu e Mingau como secundários fixos se tornava mais legal os gibis dela. Os traços de todas as histórias muito bons, principalmente as de abertura e do Mingau. Vale a pena ter esse gibi na coleção.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Capa da Semana: Mônica Nº 19

Uma capa sem piadinha, apenas com um desenho bonito com a Mônica tirando passarinho da gaiola para namorar com o outro do lado de fora e Bidu dormindo nas amofadas. Nos primeiros números dos gibis da Mônica da Editora Globo eram comuns capas da Mônica com desenhos bonitos apenas.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 19' (Ed. Globo, Julho/ 1988).


domingo, 16 de abril de 2017

HQ "Cascão de Páscoa"

Em homenagem à Páscoa, compartilho uma história em que o Cascão ficou dentro de um ovo de Pascoa que o Cebolinha ia dar para a Mônica, causando muita confusão. Com 11  páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 69' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cascão Nº 69' (Ed. Abril, 1985)

Cascão e Cebolinha correm da Mônica depois que o Cascão estraga mais um plano infalível. Cascão entra em um buraco de uma parede enquanto Cebolinha continua fugindo da Mônica. 


Cascão fica aliviado por ter escapado, mas não contava que Mônica aparecesse de surpresa. Ela tenta pegá-lo do esconderijo, mas ele acaba caindo e vai parar em uma máquina em movimento. É descoberto que ele estava em uma fábrica de ovos de chocolate "Chocolatol" e ele cai em uma máquina que estavam produzindo os ovos. Ele acaba ficando dentro de um ovo produzido e é levado para ser comercializado em loja.


Enquanto isso, Cebolinha ainda está fugindo da Mônica e consegue despistá-la ao se esconder atras de uma árvore. Ele vê que a Mônica está muito furiosa dessa vez e resolve comprar um ovo de Páscoa para ela esquecer do plano infalível que fez. Cebolinha vai na loja e pega justamente o ovo que está o cascão dentro por ser o maior da loja.


No caminho, Cebolinha acha o ovo pesado e Cascão, dentro dele, acorda com o movimento, sem saber aonde estava e só percebe que o Cebolinha estava do lado de fora por estar cantando mal. Cascão logo percebe que está em uma estrutura de chocolate e pelo formato era um ovo de Páscoa, mas não sabe como foi parar lá.


Cascão tenta abrir o ovo fazendo corte com a sua "tampinha premiada". Quando faz o corte, ele vê a Mônica furiosa, com ela querendo saber como tem coragem de aparecer na casa dela depois do que aprontou. Cascão trata logo de fechar o ovo antes que o vejam. Mônica nem completa a frase e Cebolinha trata logo de falar que está dando um ovo de Páscoa de presente. E Cascão nervoso dentro, pensando que a Mônica vai arrebentar com eles e que não vai acalmá-la com um ovo de Páscoa.


Mônica agradece o Cebolinha pelo ovo de Páscoa e, gentilmente, o convida pra entrar na sua casa, acabando, assim, a raiva de repente. Cebolinha comemora que deu certo a sua ideia. No sofá, Mônica pergunta se o ovo é apra ela mesmo e Cebolinha diz que é como desculpas pelas besteiras que o Cascão aprontou com ela. Mônica e Cascão estranham que foi Cascão que aprontou.


Cebolinha causa discórdia, dizendo que não é ele quem bola todos os planos infalíveis, que é só um pobre inocente sempre envolvido pelo papo do Cascão, que se aproveita da sua ingenuidade e o usa contra ela. Diz que não faria mal nem a uma mosca e muito menos a uma menina tão charmosa como ela. Cascão fica com raiva, sai do ovo, pega o Sansão e bate na Mônica e joga o coelhinho na mão do Cebolinha para ela pensar que foi ele quem bateu.


Mônica quer satisfação do Cebolinha de primeiro dar o ovo e depois bate nela. Cebolinha diz que não foi e ela pergunta quem foi, já que só tem os 2 lá. Na distração dos 2, Cascão dá um tapa na cara do Cebolinha. ele pergunta por que deu tapa se não foi ele quem bateu e que vai pegar o ovo de volta. Na nova distração deles, Cascão imita a voz da Mônica dizendo que é para pegar o Sansão que caiu no chão. nessa hora, Cascão belisca a bunda da Mônica que vai parar no teto e ainda ele empurra o Cebolinha e faz cair no chão.


Mônica e Cebolinha ficam com muita raiva, agem como inimigos como gata e cachorro e avançam um no outro e brigam muito pelo que supostamente fizeram um com o outro. Na cozinha, Dona Luísa, mãe da Mônica, ouve o barulho e vai na sala conferir e Cascão diz que na opinião dele deviam comer chocolate porque estão fraquinhos, com os 2 nocauteados no chão, terminando assim.


Essa história é muito engraçada, uma situação foi puxando outra, dando um enredo muito bom. De um plano infalível fracassado, puxou do Cascão ficar dentro de um ovo de Páscoa, depois levou a discórdia dos seus amigos como vingança  depois do Cebolinha inventar coisas a seu respeito. No final, acabaram se dando mal e não descobriram que era o Cascão que estava por trás disso tudo. Se quisessem podiam ter feito um final alternativo com eles descobrindo e o cascão se dando mal.E ainda fica a imaginação do leitor como foi o plano infalível fracassado.


Nela, o Cebolinha pensou errado, trocando o "R" pelo "L"como prevalecia na época. Ultimamente gostam de colocá-lo pensando certo, sem trocar letras. Interessante também a marca do do ovo de Páscoa "Chocolatol", eram bem criativos com os nomes. 


Os traços muito bons e caprichados. bem típicos dos anos 80. Na postagem a coloquei completa. Na capa do gibi, apesar de fazer piadinha, acabaram citando o nome da história de abertura nela. Outra curiosidade que essa história nunca foi republicada té hoje, podia ter sido em algum almanaque do Cascão a partir de 1995, o que não aconteceu. Então, se torna uma história rara e só quem tem ou teve esse gibi que a conhece. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Pipa e Zecão: HQ "Namoro duro de engolir"


Mostro uma história em que a Pipa ficou com muita raiva quando o Zecão foi almoçar na sua casa. Com 5 páginas no total, foi publicada em 'Cebolinha Nº 25' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cebolinha Nº 25' (Ed. Globo, 1989)

Pipa está esperando a chegada do Zecão, que ficou de ir para almoçar na sua casa. Ele toca a campainha e fala que não ia perder um almoço na casa dela. Na mesa, come tudo com satisfação: lasanha, carne assada, arroz à grega, frango, salada, além de pudim de coco e cafezinho como sobremesa. Adora tudo, já que a Pipa cozinha muito bem.


Depois de comer, Zecão fica barrigudo e vai sentar no sofá. Pipa até sugere de eles irem ao cinema ou teatro, mas Zecão prefere só descansar. Pipa pensa que iriam namorar no sofá e quando ela pede um beijo, ele acaba dormindo profundamente e nada o faz acordar. 


A mãe da Pipa diz que é normal porque comeu muito e é até um elogio pelos dotes culinários dela, mas Pipa não gosta. Zecão só vai acordar ás 8 da noite e como é tarde ele vai embora e acabam não namorando, mas ele diz que volta amanhã porque a comida estava ótima. Pipa, então, tem um plano de fazer comida ruim para ele não curtir sua comida e  ai sim poderem namorar em paz. 


No dia seguinte, ela prepara feijão queimado, arroz empapado, coloca muita pimenta na carne e faz um pudim de jiló com calda de groselha e azeitona. Zecão não aguenta e come bem pouco, falando que já está satisfeito. O casal vai  ao sofá com Pipa com intenção de namorar, diz para ele dizer algo bonito para ela e beijá-la, mas Zecão diz que não pode porque estava passando mal de tanta comida ruim.


Muito legal a história do interesse do Zecão de namorar a Pipa por causa da sua comida. Além de não ter que comer na sua casa, ele ainda dorme no sofá da Pipa, impedindo do casal namorar. Isso que dá cozinhar tão bem. O final muito legal também e acabaram não curtindo o namoro da mesma forma. 


Era normal histórias com esse conflito de namoro entre Pipa e Zecão, quando não era ciúmes por parte dela, eram outros conflitos como esse que impediam de namorar em paz e sempre tinha aluma briga por qualquer coisa. Dessa vez apareceram os pais da Pipa, o que não era muito comum nessa fase dos anos 80. Os traços muito bons, bem típico da época, com direito à Pipa bem gorda e Zecão be narigudo do jeito que foram consagrados. Os melhores traços da turma da Tina era assim, sem dúvida.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 168

Nessa capa, o Chico Bento resolve nadar no ribeirão à noite e pendura a sua roupa na Lua, por não ter onde deixar. é mais uma daquelas capas com absurdos tão comuns na época e que eram muito divertidas.

A capa dessa semana é de 'Chico bento Nº 168' (Ed. Globo, Junho/ 1993).


sábado, 1 de abril de 2017

Chico Bento: HQ "Catapora rápida"

Dia Primeiro de Abril, Dia da Mentira, então mostro uma história em que o Chico Bento mentiu para a mãe que estava com catapora só para não ir para a escola. Com 4 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 36' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento Nº 36' (Ed. Globo, 1988)

Chico diz para a mãe, Dona Cotinha, que tem uma boa notícia de que pegou catapora e aí não vai poder ir para a escola. Ela pergunta de quem ele pegou catapora e Chico diz que foi do Zé Lelé que está doente e foi visitá-lo. Dona Cotinha manda o Chico se deitar enquanto ela prepara um chá para ele. 


Enquanto a mãe está na cozinha, Chico pinta o rosto para dizer que está com catapora. Dona Cotinha chega e diz que a catapora o pegou de jeito. Chico gosta do chá e diz que vai ficar doente o dia inteiro. Enquanto Dona Cotinha leva a xícara para a cozinha, Chico olha a janela e comenta que os bobocas dos seus amigos estão indo para a escola e ele não.


Dona Cotinha volta com uma seringa de injeção enorme que o farmacêutico mandou aplicar. Chico se assusta e diz que é injeção para um elefante e Dona Cotinha diz que é para a bunda dele. Chico diz que não precisa porque já está sarado e então a mãe confirma a mentira dele e o manda para a escola.

No caminho, Chico vai com raiva pensando vários palavrões e encontra a Rosinha na janela da sua casa. Ele pergunta se ela não vai à escola e Rosinha diz que está com catapora. Chico, então, responde, que a vê na escola. Afinal, a mãe dela vai descobrir logo que está mentindo. 


Uma história bem legal mostrando a característica do Chico não gostar de ir para a escola e fazia de tudo para não ir, inclusive mentir para isso. Tentou enganar a mãe que estava com catapora, mas acabou dando errado seu plano infalível. isso para mostrar que mentira tem pernas curtas e será descoberta e foi uma forma divertida para mostrar isso.


Os traços muito bons, típicos do final dos anos 80, com detalhe da colcha da cama costurada com vários tecidos diferentes para emendar rasgos, e dessa vez a Dona Cotinha ficou um pouco diferente com cílios e sem lábios. Normalmente quando ela aparecia de cílios, era desenhada com lábios também. Impublicável por mostrar mentira do Chico de não ir para a escola, hoje em dia ele é até um bom aluno, além do Chico falar palavrão.