sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cascão: HQ "Porquinho, Lá Fora"

Dias das Mães chegando e então mostro uma história com a mãe do Cascão implicando com o Chovinista dormir na cama junto com ele. Com 7 páginas no total, foi história de encerramento publicada em 'Cascão Nº 16' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Cascão Nº 16' (Ed. Abril, 1983)

Nela, a mãe do Cascão, Dona Lurdinha, vai no quarto do filho dar um beijo de boa noite e vê que já estava debaixo da coberta dormindo. Quando ela está prestes a puxar a coberta para beijá-lo, Cascão aparece com escova de dente na mão, perguntando se tinha falado com ele. Então, ela descobre que quem estava dormindo na cama era o Chovinista.


Dona Lurdinha leva o Chovinista para o lado de fora, com Cascão reclamando que é comum deixar bichinho de estimação dormir no quarto, e Dona Lurdinha falando que os outros não tem  um porquinho e é ela quem vai lavar a roupa de cama depois. Chovinista tenta entrar de novo, faz barulho na porta e Dona Lurdinha faz cara feia para ele e bate a porta com raiva. Cascão chama o Chovinista do quarto dele falando para entrar escondido pela janela, mas Dona Lurdinha está atrás e tranca a janela e dá um puxão na orelha do filho.


Chovinista fica triste e acaba dormindo ao lado de uma pedra com um pedaço de madeira em cima. Nessa hora, dois bandidos estão no lado de fora do muro da casa do Cascão para assaltar e quando pulam o muro, um deles cai em cima da madeira e, como uma gangorra, faz o Chovinista ficar preso na chaminé da casa. 

Os bandidos tentam entrar na casa e faz barulho na porta e Dona Lurdinha acorda ouvindo o barulho, pensando que era o Chovinista querendo entrar e pega um lençol branco pra disfarçar que é fantasma pra dar susto no porquinho. Cascão e seu pai, Seu Antenor, acordam também e Cascão pede para mãe não fazer nada com o Chovinista. A porta se abre sozinha e Dona Lurdinha reclama com o filho se ensinou o Chovinista a abrir fechadura. Ela dá susto de fantasma, mas quando tira o lençol vê que eram os bandidos assaltando a casa.


Eles apontam arma para a família, prestes a assaltar a casa quando Chovinista faz força para sair do telhado e acaba caindo pela chaminé para dentro de casa, derrubando os bandidos que estavam em frente da chaminé. Eles vão rolando até parar no quarto do Cascão, quebrando a cama dele. No final, a polícia prende os bandidos e Seu Antenor fala que eles podem voltar para a cama. Cascão fala de que jeito, se a cama dele está quebrada e ainda faz cara de triste com o Chovinista, que teria que voltar a dormir no lado de fora. Com pena, a solução foi Dona Lurdinha deixar Cascão e Chovinista dormir na cama dela, com os 4 dormindo juntos.


Essa história muito divertida, mostrando o sufoco do Chovinista para dormir junto com o Cascão na cama dele. E ainda discute se é certo ou não bicho de estimação dormir na cama da gente. Na época, ninguém se importava bicho dormir junto com os donos, a Dona Lurdinha só se importou porque o bicho do Cascão era porco sujo e ela que teria que lavar a roupa de cama depois.


Tem até uma curiosidade interessante do Cascão com escova de dente na mão. Fica a pergunta como o Cascão escova dentes sem mexer com a água. Impublicável hoje em dia não só pelo fato dos bandidos, logicamente, mas também do Chovinista dormir na cama deles,, assim como a Dona Lurdinha puxar a orelha do filho.

Os traços muito bons, bem típicos dos anos 80, que já estavam começando a ficar parecidos com o que estamos acostumados. A diferença mesmo era na curva das bochechas dos personagens levemente diferentes do que seria definitivo a partir de 1985. O que chama atenção é os pais do Cascão com sujeirinhas no rosto que nem o filho, sendo que em alguns quadrinhos, eles esqueceram de colocar. Era assim que eles eram desenhados nos primeiros números do Cascão na Editora Abril. lembrando que eles não tinham apologia à sujeira que nem o filho, só eram desenhados assim.


A mãe do Cascão em particular, era a cara do filho, ainda mais com essas sujeirinhas. Depois, a partir de 'Cascão Nº 24' (Ed. Abril, 1983), ela teve traços repaginados, tirando de vez as sujeirinhas, com corpo curvilíneo normal como uma mulher, olhos com cílios e lábios com batom, mais apropriado para os gibis. Aliás, antes do Cascão ter gibi próprio, era raro os pais dele aparecerem, o Cascão contracenava mesmo com a turminha.


Essa história foi republicada em 'Almanaque do Cascão Nº 7' (Ed. Globo, 1989), de onde foi que tirei as imagens da postagem. Abaixo, a capa desse almanaque:

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 7' (Ed. Globo, 1989)

35 comentários:

  1. Muito boa essa história, com os traços muito bem feitos, diferente dos de computador de hoje!Ótima postagem!
    Não sei se você viu, mas a revista do Cebolinha passou a ter mais páginas, com direito a lombada e tudo!Também mudou o preço, mas os traços que é bom nada...

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    1. Esses traços eram muito bons, não tem nem comparação com hoje em dia.

      Sim, eu vi que Cebolinha agora vai ter 84 páginas, semelhante aos gibis da Mônica, inclusive preço. Mas, claro que conteúdo o mesmo e com os mesmos desenhos sem graça de PC.

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    2. Pois é, pena que o gibi do Cebolinha finalmente ficou com a mesma grossura que o da Mônica tarde demais. Se isso tivesse acontecido antes da Panini (ou pelo menos nos primeiros anos) ainda daria pra pegarmos mais hqs com traços melhores do troca-letras.

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    3. Verdade, em outra época seria mais interessante isso.

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  2. Muito boa essa HQ...olha como a Mãe e o Pai do cascão eram sujinhos também? kkk Hoje não mas...tenho esse almanaque na coleção! ;)

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    1. Pois é, a família de sujinhos kkkk. E ficava engraçado assim. Que bom que vc tem esse almanaque. É excelente. :D

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  3. Eu iria falar nisso,e a mãe dele não era tão gata como seria anos depois.Dos quatro personagens centrais da turma,a única feia é a do Cebolinha.

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    1. Eu achava a mãe dele engraçada assim, depois ficou gata. Quem acompanhou a transição na época deve ter estranhado um bocado. Eu achava diferente quando via os traços dela assim nos almanaques. É bom a mãe do Cebolinha ter continuado feia, pra diferenciar das outras.

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  4. Todas as mães ganharam uma repaginada nos anos 80.
    E vamos lembrar que a mae da Magali foi a que menos apareceu até existir a revista dela.
    Quanto aos traços, é bom se acostumarem. Todos os quadrinhos hoje em dia são digitalizados e o copia d cola está presente ate em capas. A Disney, principal concorrente da msp nem se acanha em fazer isso em suas próprias HQs e capas.
    Trsie, mas real. Não é a msp, mas as produção de HQ m geral está indo pra esse caminho.
    Abraços.

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    1. Menos que a mãe da Magali, só o pai da Magali que era raro aparecer na Editora Abril. E quando aparecia, com traços completamente diferentes de hoje.

      Sim, atualmente até capas são com desenhos de PC, uma pena. Como é uma tendência, a MSP podia ser o diferencial e não ter traços digitais. A solução é só não comprar mais gibis, seja da MSP, da Disney ou qualquer um que não tenha desenhos que agradam.

      Abraços

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  5. Confesso que acho que a mãe do Cascão ficou melhor depois da repaginada, quando ela ficou limpa, ficou muito mais bonita. Adoro esses traços dos anos 80, eram bons e nostálgicos. O bandido menor parece com o Zum e o Bum.

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    1. Ela ficou melhor quando foi repaginada. Os traços dessa época eram muito caprichados, davam gosto de ver. E concordo que o bandido pareceu com Zum e Bum.

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  6. Achei bem engraçada a mãe do Cascão parecida com ele nessa história, que por sinal é muito boa. Vendo essa lembrei de uma da Magali que estava lendo esses dias em que o ladrão entra na casa mas acaba não conseguindo assaltar por conta de tantas vezes que a Magali levanta a noite pra comer. Parece que esse tipo de tema era bem comum nessa época né? Rendia boas histórias.

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    1. A mãe do cascão parecia com ele, parecia que era o cascão disfarçado de mulher rs.

      Era muito comum histórias com bandidos, a maioria dos gibis tinham. E gostavam de aparecerem em dupla, sendo um mais esperto e outro mais lerdo. Quando não era tema central, fazia alguma participação rápida. Até que eu gostava.

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  7. Marcos você sabe qual foi a estreia dos pais da mônica, do cebolinha do cascão e os da magali e tamben dos outros personagens?

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    1. Difícil saber. Os pais da Mônica, Cebolinha e Franjinha desde as tiras de jornais dos anos 60 e nos primeiros gibis da Mônica de 1970. Já os pais do Cascão e Magali não apareciam muito, era bem raro, mas foram nos anos 70 ainda. Em todos não sei datas exatas.

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    2. Tinha esse almanaque quando criança. Baita almanaque, diga-se de passagem. Porque não faz uma postagem com a evolução dos traços dos pais da turminha? Abrasss

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    3. Muito bom esse almanaque, sem dúvida. Valeu pela sugestão, quando der faço post sobre a evolução deles. Abraços

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  8. Marcos, comprei Cebolinha, Cascão e Magali n°13, estão legais. Cebolinha abre com uma HQ espetacular. Comprei o Almanaque Temático Da Monica , Fábulas, e o Almanaque do Chico Bento 56, que abre com uma HQ onde o Chico tem um rabo. Ah, também o Almanaque do Cascão 56.
    Boa semana, Lindão!

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    1. Legal! Comprou bastante. Os almanaques estão bons sim, as mensais ainda não chegaram aqui. Boa semana.

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  9. A Maria Cascuda também era sujinha antigamente, e nos anos 80 começou a aparecer de cara limpa. Eu era criança e não entendia o porquê de ela ser suja em uns gibis e limpinha em outros.
    Nossa, essa digitalização vai acabar com os quadrinhos. Que lástima! Se colocassem aquela desenhista que fazia os personagens super fofinhos e detalhados, acho que voltaria a assinar, de tanto amor que eu tinha pelo traço.
    AMO teu blog e teu capricho com ele.

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    1. até eu, que sou mão de vaca, assinaria!!

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    2. Verdade, a Maria cascuda também era sujinha e depois mudaram. Parece que quiseram só deixar o cascão sujo e girar as histórias só com ele com medo d'água.

      Os desenhos digitais hoje acabam com os gibi sem dúvida. A MSP podia ter esse diferencial de ter desenhos e letras feitas a mão. Eu também não compro.

      Obrigado, que bom que está gostando do blog. :D

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  10. Quanto a revista do Cebolinha seria ótimo ter mais páginas se a qualidade das histórias também aumentassem, por que se for mais do mesmo não adianta vira só o famoso "encher linguiça"...

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    1. Pois é, a tendência agora é aumentar essa encheção de linguiça. Se com 68 páginas já tinha, imagine com 84. Por mim teria 36 páginas.

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    2. Cebolinha merecia ter tido 84 páginas nas eras das editoras abril e globo...

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    3. Verdade, ia render ótimas histórias.

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  11. Marcos você sabe qual foi a primeira aparição dos avós do cebolinha e quais historias ele apareceu?

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    1. A estreia foi na história de abertura de Parque da Mônica nº 43, de 1996. Outras histórias não lembro agora.

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    1. Sim, virou propaganda depois. Coloquei ela aqui:

      http://arquivosturmadamonica.blogspot.com.br/2013/07/propagandas-anunciando-gibis-parte-2.html

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  13. Antes disso,gibi do Cebolinha de 84 páginas,só em almanaques.

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    1. Só Almanaques e alguns da Ed. Abril com mais de 100 páginas, inclusive. Gibis normais dele com lombada antes só as nº 100 e nº 120 da Ed. Abril.

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  14. O Almanaque do cascão tem no issuu pra ler!

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