quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Coleção Histórica Nº 50 - Última Edição


Nessa postagem eu comento sobre a 'Coleção Histórica Nº 50', o último volume da coleção, formada pelas 5 revistas números 50: Mônica (1974), Cebolinha (1977), Chico Bento e Cascão (1984), e Magali (1991).

Na capa do Box está o Mauricio de Sousa como personagem, como forma de comemoração de seu aniversário de 80 anos completados nesse ano, além de representar a última edição com o pai de todos os personagens que tiveram suas imagens estampadas nos boxes dessa coleção. Só não gostei da imagem escolhida, muito recente e que não apareceu em nenhuma revista de boxes anteriores. Normalmente, as imagens dos personagens que aparecem nos boxes são da primeira aparição na Coleção Histórica ou de uma história qualquer que havia saído antes, e, com isso, tirou a tradição das capas dos boxes.

Podiam ter colocado uma imagem do Mauricio com barba como era até no início dos anos 80 ou a primeira vez que apareceu sem barba na Coleção Histórica. Seria mais conveniente colocar, por exemplo, imagens de histórias com ele barbudo de 'Chico Bento Nº 1' (1982), 'Chico Bento Nº 45' (1984), 'Cascão Nº 48' (1984) ou se quisessem o Mauricio sem barba, que colocassem uma imagem de 'Magali Nº 6' (1989). Enfim, qualquer uma que tivesse saído na Coleção Histórica e não essa recente.

Em relação a distribuição, mesmo no último número continuou atrasando, chegando aqui dia 8 de dezembro, e, assim, mais uma vez chegando de um mês para o outro, visto que esse box é de novembro, e sem contar que em muitos lugares não chegou ainda. Nunca tiveram preocupação em chegar em todos os cantos do Brasil e no mês certo e não é dessa vez que seria diferente. Ao menos aqui dessa vez chegaram 3 exemplares por banca que vende, já que normalmente vem só 1 exemplar.

No geral, nesse box tiveram poucas informações de créditos das histórias, imagens das propagandas cada vez menores não conseguindo ler absolutamente nada, os passatempos das revistas da Mônica e Cebolinha mantiveram sem respostas como nas originais e nas tirinhas só a da Magali que não teve o nome do alto, mas não mudaram as da Mônica e Cebolinha porque os nomes deles vem inserido nas tirinhas, senão seriam alteradas. Porém, proporções continuaram sendo ampliadas de forma desproporcional.



Histórias de abertura e comentários gerais:

Mônica - "A pedra do encontro" - Mônica não consegue levantar depois que senta em uma pedra com cola e, então, Cebolinha e Cascão querem saber por que ela não desgruda da pedra.

De 12 histórias comentadas (13 no total), 7 sem créditos nenhum. Só a de abertura fala que desenhos foram feitos pelo Mauricio. Dentre as que informaram roteiro, todas foram do Mauricio, menos a última, que foi escrita pelo seu irmão, Marcio Araujo.

O Garotão, um antigo personagem gigante que aparecia muito nas tiras de jornais dos anos 60, apareceu na história "Mônica", em que ela acha uma lupa e resolve brincar de Sherloque Holmes para saber de quem eram as pegadas no chão. O Garotão fez uma participação de 2 quadrinhos. Outra curiosidade que o Sherloque Holmes não teve nome parodiado. Naquela época ás vezes nomes famosos não eram parodiados.

Trecho da HQ "Mônica"

Outro destaque que a Ogra, amiga da Thuga, teve uma história solo, algo muito raro de acontecer. Normalmente ela fazia participação nas histórias. Nessa, ela vê um reflexo de uma mulher quando se olha no lago e pensa que o rosto bonito era dela.

Trecho da HQ "Ogra"

O gibi termina com "Outra história muito louca", com o Louco interagindo com Mônica. Nela, o Louco sai do hospício ao avistar a Mônica na rua e faz várias loucuras e trocadilhos que estamos acostumados. Nos primeiros anos, nos gibis do Cebolinha, o Louco contracenava com ele, e nos da Mônica, com ela. É uma história tipicamente semelhante como seria com o Cebolinha, só mudando a protagonista. Se fosse com o Cebolinha ou qualquer outro personagem, o roteiro seria o mesmo.

Cebolinha - "Borboleteando" - Cebolinha, fantasiado de borboleta, não quer participar do teatro da Mônica, leva uma surra e fica desacordado. Com isso, 2 borboletas transformam o Cebolinha em uma borboleta porque elas pensam que ele era uma delas, só que gigante.

Essa história teve uma alteração na colorização, em que na original, a Mônica e Magali aparecem com cores dos vestidos trocadas (Magali de vermelho e Mônica de amarelo) e agora corrigiram isso, sem falar nada da mudança nos comentários. Abaixo, a comparação das imagens. sendo a original,enviada por André Felipe.

Comparação da HQ "Borboleteando"

Também foi a única alteração da edição, dessa vez, já que até mantiveram os fundos de cor roxo em vez de mudarem para um cinza azulado como estavam fazendo nas últimas edições e a tirinha teve o nome no alto e não ficou só um pouco desproporcional.

Nos comentários da história "Cebolinha e a segurança" (em que o Cascão arruma meios par ao cebolinha andar seguro em um carrinho de rolimã), fala que "lolemã" (rolimã) falado pelo Cebolinha foi corrigido na edição, mas não foi alterado. Ainda bem que não mudaram. Ainda sobre comentários do Paulo Back dessa edição, de 13 histórias comentadas, em 4 informaram só roteiro. Nenhuma informou quem foram o desenhista e o arte-finalista, nem na de abertura.

Como o gibi do Cebolinha já está em 1977 vai ser normal encontrar algumas histórias que foram republicadas em Almanaques da Editora Globo, coisa que sempre acontece direto nas histórias dos gibis do Chico Bento e Cascão da CHTM. Até porque os traços já estavam mudando e davam para lembrar as dos anos 80.

Dessa vez tiveram 2 histórias desse gibi do Cebolinha republicadas em almanaques da Globo: a de abertura (republicada em 'Coleção Um Tema Só Nº 4 - Mônica Superestrela', de 1993) e "Fantasiados" (republicada em 'Coleção Um Tema Só Nº 13 - Mônica Carnaval', de 1996), em que Cebolinha e Cascão se fantasiam de  homem, com Cebolinha na parte de cima e Cascão, na de baixo e um apronta com o outro até chegar ao baile a fantasia de carnaval.

Trecho da HQ "Fantasiados"

Destaques para as histórias "Papa vento", em que o cata-vento do Cebolinha funciona só quando ele fala palavrão, com detalhe da mãe, Dona Cebola, dando surra na bunda do Cebolinha porque ele falou palavrão, coisa inadmissíveis hoje em dia; "Tarugo" em que o Tarugo cai em um golpe do Mico Lino de arrumar um tônico capilar para nascer cabelo (o Mico Lino é um antigo personagem que está sumido dos gibis); e "Mais um plano infalível (pra variar)" com um plano infalível do Cascão se disfarçar de chinês e oferecer um pastel da sorte para Mônica. Muito hilária essa e os traços bem parecidos com os dos anos 80, só que com contornos um pouco mais finos e  bochechas levemente pontiagudas.

Chico Bento - "O cão lambão" - Chico salva um cachorro de um riacho e o cachorro passa a não desgrudar dele, além de ser carinhoso demais com todos.

Esse gibi, infelizmente, foi marcado por muitas alterações do caipirês do Chico. Não mudaram histórias completas, mas alguns quadrinhos aleatórios, chegando a ter, inclusive quadrinho com palavra alterada e outra não. Destacando algumas alterações, na história de abertura mudaram "verdade" mudaram para "vredade" para ficarem igual ao caipirês atual, já que na época essa palavra não era acaipirada, como mostro na comparação abaixo:

Comparação da HQ "O cão lambão"

Em um quadrinho dessa mesma história mudaram a palavra "abanano" para "abanando" para seguir o caipirês atual, mas a palavra "lambeno" não mudaram. Não dá para entender porque mudar uma palavra e outra não. Aliás, dá para perceber que chegaram a alterar a palavra "lambeno" e mudaram depois, já que a fonte está meio diferente comparando com a original.

Comparação da HQ "O cão lambão"

Na história "Guilhermina, a temperamental" (em que o Chico tira leite da vaca no meio da estrada, impedindo um homem de passar com o carro) mudaram "ovino" para "ovindo" em um quadrinho, mas em outro quadrinho depois mantiveram a palavra. Como se o público não soubesse o que o Chico tava falando. Ora, tudo que termina com gerúndio "-ando" era "-ano", não tem complicação. Além disso, o homem não foi colorido de vermelho em um quadrinho como foi na original de 1984, tirando assim, a intensidade de raiva, que o homem estava sentindo na hora. Como uma simples mudança de cor pode mudar o sentido de uma cena. Abaixo, a comparação, com todas as imagens originais enviadas por André Felipe:

Comparação da HQ "Guilhermina a temperamental"

De 7 histórias, 2 sem créditos nenhum e apenas 2 com créditos completos. Na história "Prenderam Tupã" do Papa-Capim (em que o Papa-Capim pensa que um caçador prendeu Tupã dentro de uma espingarda porque confunde o barulho do tiro com trovão) teve roteiro e desenho da Rosana Munhoz. Era raro histórias escritas por ela no inicio dos anos 80 na Editora Abril. Ela era mais desenhista, de preferência as histórias do Papa-Capim. A última história "Muito castigo por um ladrão de goiabas" (em que o Chico passa mal com goiabas roubadas do Nhô Lau, que aproveita para castigar o Chico ainda mais), foi com desenhos dela também.

Cascão - "O limpo" - Cascão fica de olho em uma menina que passou na rua, abandonando a Cascuda, mas a menina o despreza por ser sujinho demais.

A Cascuda já estava começando a se tornar namorada oficial do Cascão, mas mesmo assim ainda tinha história do Cascão com outras namoradas ou dando em cima de outras garotas, inclusive nos anos 90. A Rosana desenhou essa história de abertura, com destaque para a menina com um estilo diferente e também a Cascuda foi desenhada com nariz diferente, em forma de "c" em vez da forma "acento circunflexo".

Trecho da HQ "O limpo"

Nos comentários, de 6 histórias, em 3 mostraram algum crédito, sendo roteiro só mostrou nas 2 primeiras e em nenhuma falou de quem fez a arte-final. Destaque para a história "Aquele que ronca alto", em que o Cascão vai dormir na casa do Cebolinha, que não consegue dormir com os roncos altos do Cascão. Traços maravilhosos, pena que não mostrou quem desenhou (aliás, nessa não foi falado nem quem fez o roteiro).

Esse gibi teve alteração na história "Penadinho apaixonado", em que ele se apaixona por uma menina viva que vai visita ro cemitério. No início eles não tinham consenso se a Dona Morte era homem ou mulher, principalmente porque tinha sombras rachuradas no rosto. Tinha roteirista que tratava como homem, outros como mulher. Então, como mostro na comparação a seguir, no gibi original a Dona Morte foi chamada de "ele" pelo Zé Vampir e agora nessa CHTM mudaram para "ela". Foi falado isso nos comentários do Paulo Back, mas mesmo assim acho que não tinha que mudar o texto. Imagem original enviada por André Felipe:

Comparação da HQ "Penadinho apaixonado"

Assim como o gibi do Chico Bento, esse do Cascão não teve tirinha no final, então não tiveram alterações em relação a isso.

Magali - "De mal com todo mundo" - Todos os amigos ficam de mal com a Magali por causa dos constrangimentos que ela causa em relação a sua gula exagerada e como a Magali fica deprimida, ela resolve fugir de casa.

Essa história foi escrita pela Rosana, muito bom os traços, com direito a curvas nos olhos quando os personagens estão com muita raiva. bem interessante a vista do bairro do Limoeiro em um só quadrinho, ocupando toda a página 9 do gibi.

Trecho da HQ "De mal com todo mundo"

A Denise mais uma vez desenhada diferente. Como só aparecia de vez em quando e não tinha traços definidos, cada história ela era desenhada diferente. Uma pena que nos comentários não mostrou quem desenhou e arte-finalizou. 

Trecho da HQ "De mal com todo mundo"

De 7 histórias comentadas, nenhuma com créditos completos, faltando sempre alguma informação. Procuraram colocar mais roteirista de cada uma. Destaque para a história "Pro nosso bem", com a Magali interessada e pensando como seria namorar outro menino, sem ser o Quinzinho, já que de vez em quando ela namorava outros meninos sem ser o Quinzinho, que ainda não era namorado oficial dela. O menino dessa história, o Marinho, foi uma caricatura mirim do roteirista da história, Mario Mattoso.

Teve também a estreia da propaganda "Quem é? Quem é? Quem é?" em um gibi da Magali. Estreou nos gibis de fevereiro de 1991, mas nos quinzenais foi em maio porque tinham 3 páginas internas reservadas a propagandas e essas ocupavam 2 páginas e, com isso,  tirava o espaço de outro anunciante. Nas revistas quinzenais para anunciar gibis dos personagens, procuravam mais colocar as outras de 1 página também lançadas em 1991.

Nessa edição da Magali a propaganda foi anunciando a revista do Chico Bento, só que infelizmente tão pequena que só com uma lupa para enxergar as charadas da primeira página da propaganda. Em todos os gibis, aliás, os anúncios ficaram microscópicos, colocam mesmo só para constar. E ainda esqueceram de colocar a propaganda do Disque Mônica da "Telesp" que saiu na revista original.

A tirinha foi mudada, tirando o nome da Magali no alto e com ampliação de desenhos que estão fazendo desde a CHTM # 47, mas pelo menos não mudaram a arte no 2º quadrinho , não tirando o contorno envolvendo os personagens, mudando para um quadrado padrão como o absurdo que fizeram na CHTM # 49. Porém, corrigiram a parte branca da melancia que não colocaram na original e mudaram de lugar a posição da assinatura do Mauricio e . Talvez para ficar num lugar mais visível. Vai entender. Abaixo a comparação:

Comparação das tirinhas de 1991 e da CHTM # 50

A capa do gibi com pouca alteração, teve um tom de colorização diferente. Era fundo azul na original e agora mudaram para um tom mais cinza. Teve mudanças também na proporção dos desenhos, diminuindo um pouco para poder caber o selo da CHTM e o informativo que não pode ser vendida separadamente e o canto do jogo de amarelinha ficou cortado por causa do selo da CHTM. Como se fosse um código de barras, se tivesse na original. Abaixo a comparação das capas:

Comparação das capas de 1991 e da CHTM # 50

Então, esta foi a resenha da última Coleção Histórica Turma da Mônica lançada. Em todas as contracapas das revistas desse volume há um bilhete do Mauricio contando sobre o cancelamento da coleção e a possibilidade de criarem outro formato para republicação de histórias antigas e clássicas. Não fala o motivo, apenas que o projeto já cumpriu a sua missão, ou seja, fechou um ciclo e já deu o que falar.

Bilhete do Mauricio presente nas contracapas dos gibis da CHTM # 50

Há algumas possibilidades de motivos do cancelamento da CHTM que listei. Pode ser uma delas ou até mesmo todas essas ao mesmo tempo:

  • Crise do país que afeta o mercado de quadrinhos. Vários outros títulos da MSP foram cancelados e até outros gibis fora da MSP, como Luluzinha e Bolinha e então a CHTM foi mais uma de tantos cancelamentos;
  • Poucas vendas, já que quem compra mesmo é o público adulto;
  • O pessoal compara a alta qualidade das histórias antigas e desiste de comprar os gibis novos, desiludido com a fase atual;
  • Muitas cenas incorretas que mesmo avisando nos comentários que hoje em dia não fazem mais histórias daquele jeito e sendo uma publicação mais voltada aos adultos, há crianças que compram e leem e mães reclamam de tanta coisa incorreta;
  • Querem criar outro formato de republicações mais lucrativo, como versão digital ou aplicativo de celular ou encadernados de luxo, visto que a CHTM até que é não é cara, custando R$ 19,90 por 5 gibis, fora o custo da caixa dos boxes e não sofreu reajuste desde que foi lançada em 2007.

Convenhamos também que estavam mudando muito o conteúdo para ficar conforme as edições atuais que estragam as histórias, que ficavam completamente diferente do conteúdo original. Nesse volume mesmo tiveram várias alterações, como puderam ver na postagem, além das edições anteriores. Já chegaram ao ponto de alterar, inclusive, desenhos da história inteira como foi em uma história do Cebolinha da CHTM # 48. Muitos absurdos nessas alterações e completamente desnecessárias. Por isso acho sempre melhor comprar as originais em sebos ou na internet.

Vamos aguardar os novos projetos da MSP e se terá outro formato de republicações dessas histórias clássicas.

49 comentários:

  1. Realmente uma pena...umas da melhores coleção da turma e eles fazem isso! :p

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    1. Sem dúvida o conteúdo era ótimo. Agora é correr atrás de sebo e internet para comprar gibis antigos.

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  2. É uma tristeza e um alívio ao mesmo tempo, eu realmente andava decepcionado com essas alterações, comprava mais pelas histórias e a partir da edição 50 estava na dúvida se continuaria colecionando...

    Creio que um dia essas histórias serão resgatadas de forma mais fiel ao original, pelo menos se passar essa onda de exageros do politicamente correto, hoje deve estar sendo difícil para a MSP lidar com isso.

    De qualquer forma foi um conteúdo belíssimo, me ajudou muito a entender mais da Turma da Mônica como fã e vamos ver o que nos aguarda! Parabéns pelo post, acompanhei todos da Coleção Histórica!

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    1. Essas alterações era o q estragava a coleção e irritava qualquer um. Eram coisas bobas q não davam pra entender por que faziam aquilo. Esse número mesmo tiveram várias. Era muito mais simples deixar como sair na original e até menos trabalho para eles.

      Valeu por ter gostado do post, vamos aguardar as novidades da MSP.

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  3. Puxa, aqui as coleções chegaram lá pro dia 29 de novembro. Essa distribuição é horrível.

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    1. Se a Coleção Histórica chegasse sempre dia 29 já seria ótimo. Aqui as vezes chegava só depois do dia 10. Pior são lugares q nunca chegou. Eles nuca deram importância para isso.

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  4. Puxa! Uma pena! Acho que vou tentar comprar todas elas, (apesar dessas alterações sem importância que faziam). Aliás, queria uma versão da Coleção Histórica com as primeiras edições da editora Globo, de Mônica, Cebolinha, Chico Bento, Cascão e Parque da Mônica, como um dos meus amigos comentou comigo! Quem sabe o que virá pela frente e espero que essas não tenham alteração! Agora vou tentar ir atrás das outras 50 edições!

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    1. Eu comprava mesmo só por causa da Mônica e Cebolinha porque são mais difíceis de encontrar em sebos, apesar das alterações toscas. Os outros davam pra encontrar em sebos e até mesmo acompanhar as hqs nos almanaques da Globo. Quase todos do Chico e Cascão tenho em almanaques. E Magali nem se fala. Já Cebolinha já estava começando a aparecer algumas em almanaques também.

      Ao menos hqs da Globo eles estão republicando nos almanaques da Panini, aí dá para acompanhar as hqs lá e aí não fizeram uma Coleção Histórica da Globo. Claro, q tem que aturar as alterações q fazem nos almanaques.

      Se vc for comprar números antigos, sugiro comprar as primeiras edições antes, q tem mais chances de serem recolhidas primeiro. Tem sites q vendem barato.

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    2. Sim! No mercado livro, tem um cara que vendem cada caixa vendem por 17! Ele vende muita relíquia! Se não der, eu vou tentar comprar avulso no Sebo!

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    3. Até q é uma boa esse aí do Mercado Livre. Também pode comprar avulsos nos sebos, mas aí fica sem caixinha. Aí, pelo menos os da Magali podia conseguir as originais por ser mais fácil encontrar.

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    4. Sim! Já que tô indo atrás de gibis da Globo no Sebo, posso procurar os da Magali! Já que tenho 3 originais republicados na coleção histórica, aí poderia tentar conseguir outros! No sebo que vou, tem vários da coleção história vendidos avulsos! Vou lá caçar!

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    5. Legal! Já é alguma coisa e bom q tem uma economia maior :D

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  5. OI, Marcos! ruim ter acabado a CHTM pelo fato de que agora iriam entrar revistas bem interessantes, com variedade de traços bem legais e histórias excelentes. Eu estava na esperança de que prosseguiriam pelo menos até o número 100, mas.... acontece.

    O jeito será voltar a garimpar as revistas da Abril por aí. A qualidade gráfica não é a mesma. Em compensação, há coisas que a CHTM de agora não conseguia surprir, pois envolvia todo um layout de publicidade da época que ajudava a dar uma característica toda especial a cada edição. Aquelas da Mônica que tinham Horóscopo e as cartinhas, por exemplo, certamente eles não reproduziriam essas coisas e nem as propagandas da época. Fica algo que não tem a mesma magia daquelas revistas, ainda que a impressão gráfica daquela época fosse um pouco a desejar, mas são coisas que davam vida à revista.

    Acho que no fim das contas foi melhor assim. Para ficarem republicando com tanta mudança e ausentarem certas características das revistas, que serviriam até como curiosidades da época, é melhor que joguem essas HQs em almanaques ou especiais temáticos.

    Abraços. Tudo de bom!

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    1. Ah mesmo a qualidade gráfica das originais serem inferiores, prefiro mil vezes as originais, com todos os seus erros de cores, papel fino na Ed, Abril, cores com tons pasteis da Globo e tudo mais. Era muito melhor até pela magia da época. Sem contar isso de na CHTM não reproduzirem as seções de cartas, colocarem propagandas microscópicas, alterarem tudo que encontram pela frente. Definitivamente, é mais jogo comprar as originais.

      Quem sabe eles republiquem essas hqs, pelo menos as dos anos 80, nos almanaques convencionais, mas sabe q aí teriam muitas alterações. Se já faziam na CHTM , imagine nos almanaques.

      Abraços

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    2. Sempre preferi comprar as originais, mesmo antes de existir a Coleção Histórica. Eu era criança no fim dos nos 70/início dos anos 80 e a memória afetiva fala mais alto.

      Lamento o fim da CH pelo projeto incrível que foi e pelo pessoal que vinha comprando e ficará órfão, mas pra mim não muda nada. Continuarei comprando as antigas.

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    3. Pois é, o melhor q faz é comprar as originais. Tem todas as cores normais, todos os seus erros gráficos, propagandas e tudo mais. É muito melhor. Até o cheiro de papel das originais é nostálgico rsrs. Pena q os primeiros da Mônica e Cebolinha são mais difíceis de encontrar, mas não impossível.

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    4. É, esses (principalmente os da Mônica) eu já tenho em mente comprar as edições da CH avulsas, que será mais fácil.

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    5. Mas te garanto q mesmo assim não dá para substituir as originais. Vai servir só pra conhecer as hqs. Acho que quando conseguir encontrar, será em lote e também não dá pra conseguir cada um barato, principalmente os da Mônica.

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  6. Buaaaaaa, acabou!! Será que volta algum dia?

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    1. Se voltar tem que ser a partir do 51

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    2. Dificilmente volta algum dia. Mas, se voltasse seria do ponto q parou, ou seja a partir do nº 51.

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  7. Já li uma história com ''a'' ''dona'' Morte e um amigo do cemitério comentou sobre ele(a):essE CARA é de morte!

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    1. Rsrs... até q sempre tratei Dona Morte como "ela", mesmo quando não diziam nome dela na história. E gostava mais quando tinha no título "A Morte" do que "Dona Morte", tipo "A Morte em: xxx"

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    2. Lembrei de mais uma!Numa história,A Morte foi promovida a vigia de imagens de câmera no céu,e foi substituída por uma morte visivelmente feminina,bonitona(para os padrões de morte)e bem vestida(!).Seu nome é Fátima Fatal.Mas como estava matando direto,por ouvir cantadas,perdeu o posto e a Morte original voltou a ser...morte!


      Como um ser não-humano e não-vivo,eu classificaria a Morte como assexuada!

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    3. Eu lembro dessa hq. Muito boa.

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  8. Você elencou alguns motivos para o cancelamento. Acho que foi feliz nisso. Todos contribuíram, de certa forma, em maior ou menor grau. Abraços, Marcos!

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    1. Também acho q pode ser tudo isso ao mesmo tempo, claro q alguns com maiores chances. Sendo o motivo maior ainda acho q eles querem algo mais lucrativo.

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  9. Fico feliz e triste ao mesmo tempo: Feliz por causa das alterações e triste porque eu adoraria ver as hqs da mônica e do cebolinha do final dos anos 70 e início dos 80 nessa coleção, pois foi uma fase boa, com belos traços e roteiros. Agora esses novos formatos me assustam um pouco, por causa das alterações.

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    1. Foi uma ótima fase essa do cebolinha, mas q pelo menos dá pra ver também em algumas em almanaques antigos. E com certeza fariam muitas alterações em formatos novos. Se já faziam aí na CHTM q tinha q ser o mais fiel possível, imagine em outros.

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  10. Pra mim que não conheci essas primeiras histórias é um fato triste o final da coleção. Independente das alterações (bobas e sem sentido é verdade) ainda assim as histórias com roteiros divertidos e bem elaborados não perdem o seu brilho... É verdade que nos sebos se acha materiais muito bons (até originais) mas sobretudo da Magali ou no máximo Cascão e Chico Bento. Da Mônica e do Cebolinha fica mais difícil... Acho que o aspecto financeiro é o que pesou pois a MSP não deve se conformar em vender um material tão bom à um preço acessível...

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    1. Também acho q o querem é algo mais lucrativo pra eles. Na CHTM cada gibi saia por R$ 3,98 sem contar a caixa pra acondicionar os gibis q tbm era um custo a mais. Na certa vão fazer algo mais caro.

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  11. Só consegui a caixa nº 50 hoje, tive que comprar fora da cidade, aqui não chega. É uma pena que tenham parado com a CHTM, eu gostaria de continuar comprando. Mas fico feliz de ter a coleção completa, é um material gostoso de reler. Quanto aos motivos do cancelamento, acho que foi um pouco de cada coisa que mencionou. Tomara que volte em capa dura. Abraços.

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    1. Essa distribuição sempre foi horrorosa e não seria diferente no último número. Quem sabe façam livros de luxo com capa dura, sendo q aí sabe q vão custar caros demais.

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  12. A distribuição aqui aonde moro sempre foi ruim, uns poucos exemplares distribuídos em várias livrarias espalhadas pela cidade ficando difícil percorrer até encontrar algum. Mas o que eu fiz foi procurar em sebos, como você mesmo disse, Marcos, e já que eu queria mesmo eram as Mônicas e Cebolinhas dos anos 70 e 80, encontrei vários exemplares por preços bem baixos. Postagem muito legal, Marcos, como sempre.
    Abraços

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    1. Valeu por ter gostado. Distribuição sempre foi péssima, foi sempre uma reclamação do pessoal. Comprar avulso é bom q compra os q vc quer, mas pode encontrar em mau estado e fica sem a caixinha.

      Abraços

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  13. Fiz uma postagem num grupo de Turma da Mônica sobre isso, mas infelizmente poucos se importaram... a base do grupo é de crianças que querem mostrar seus desenhos. Sinto falta de um espaço público que pegue os fãs mais velhos como nós. A própria comunidade no Orkut onde o grupo se originou tinha esse perfil, mas infelizmente aquela base se dispersou.

    Eu havia decidido parar de comprar as regulares, pois fiquei inconformado com a numeração zerada, considerando os novos fãs e descartando completamente os velhos. Continuaria com itens como a Coleção Histórica. E eis que a Coleção Histórica acaba. Rs

    Meu bolso fica ainda mais feliz. Pra mim, de novidades, restam as versões mangá, os Clássicos do Cinema e os encadernados. No mais, completar coleções paradas no tempo e torcer pra que alguém comece a fazer fac-símile quem sabe a partir das edições 51... quem sabe.

    O"

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    1. Eu tbm não gostei da numeração ter reiniciado das mensais... nunca mais a gente vai ver números altos na capa. Embora isso acho q é mais estratégia da Panini do q da MSP.

      A criançada em geral não ligava muito pra Coleção Histórica, eram mais os veteranos q curtiam. Vamos ver se vão realmente fazer alguma outra publicação especial com essas histórias antigas, dando preferência a partir dos nº 51 de cada.

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  14. Vejo alguns comentários meio que "achando bom" o fim da Coleção, ou dizendo que foi "melhor assim".

    De fato, concordo com todos os pontos negativos sobre as alterações apontados em sua postagem e nos comentários, mas o fim da coleção não é nada bom. É péssimo! Afinal, é menos uma publicação em banca, menos um material editorial em um mercado tão carente de bons materiais como o nosso.

    Se era melhor comprar os originais ou não, isso fica a critério de cada um. Quem preferia os originais, que comprasse os originais, essa Coleção não impedia nada disso. Muita gente não dispunha de sebos locais com edições antigas ou dinheiro suficiente para comprar tais edições (afinal, sabemos que os primeiros números são bem inflacionados, principalmente no Mercado Livre e afins), e algumas edições são praticamente impossíveis de achar. Ou seja, para essas pessoas essa coleção era interessante, era melhor do que nada. Além do preço que era ótimo, por 5 revistas, além da caixinha. Acho até que essa coleção ajudava a dar uma pequena abaixada nos preços das edições antigas, quem sabe?

    Espero que a MSP encontre outras formas de publicar os materiais antigos.

    Robson

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    1. Pra mim as mais difíceis de encontrar em sebos são da Mônica e Cebolinha e quando tem cobram mais caro. As outras são mais fáceis de encontrar a preços normais de sebos. A Coleção Histórica era bom pra ler histórias antigas, mas não dava pra substituir pelas edições originais, principalmente por causa das alterações. Para colecionador então, só as originais servem.

      Mas seria bom que continuassem republicando histórias antigas de outra forma. Vamos aguardar se vão ou não.

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  15. Tenho a história ''de mal com todo mundo'' republicada num almanacão de férias da panini, não lembro o número na edição mas só sei que é num desses.

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    1. Pois e, eles republicaram de novo quase ao mesmo tempo que saiu essa Coleção Histórica. Parece que foi Almanacão de dezembro de 2015 mesmo.

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  16. CH do Pelezinho também foi cancelada né? Sem mais nem menos...

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    1. Sim, e nem deram satisfação até hoje informando sobre isso.

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  17. Uma pena pois com certeza é um dos personagens mais queridos dos fãs das antigas..Será que vendeu pouco? Acredito que não e p conseguir os números que não publicaram é complicado, Pelezinho é bem raro.

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    1. Acho que foi por causa de vendas. Só os fãs do personagem que colecionavam na época e aqueles que gostam de gibis antigos raros que compravam.

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  18. A História "Um plano infalível (pra variar)" foi republicada num almanaque ainda na editora Abril, o da Mônica 23, foi a história de encerramento. Neste almanaque eu também destaco a história de abertura, "A árvore do paraíso", publicada originalmente em Mônica 111. Sabe se esta história foi republicada em algum almanaque da Editora Globo? Pois ela é muito boa.

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    1. Não tenho esse Almanaque da Mônica 23 e essa história "A árvore do paraíso" não foi republicada na Globo.

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    2. mas você já chegou a ler ela? Ela é muito boa, com um ótimo roteiro e impublicável hoje em dia, devido a temática religiosa.

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    3. Não, infelizmente nunca li

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