quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Piteco: HQ "O Herdeiro"

Mostro nessa postagem uma história divertida com o Piteco, de quando ele precisaria se casar para receber uma fortuna de herança. Ela tem 8 páginas e foi publicada originalmente em 'Mônica Nº 7' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 7' (Ed. Globo, 1987)

Nela, o Bolota aparece eufórico na caverna do Piteco, dando notícia que ele estava rico. Piteco não entende, falando que era impossível porque não haviam inventado a loto ainda. Então, aparecem 2 advogados do Pedregundes, o tio do Piteco.


Eles avisam que o tio havia falecido, mas deixou um testamento. Ele era solteiro e pobre, mas conseguiu ficar rico e antes de morrer deixou um testamento deixando toda a fortuna de 10 milhões de machadinhas para o Piteco, que acaba desmaiando com a notícia. Porém, os advogados avisam que para ele conseguir a fortuna, além de ser um homem honesto, teria que se casar imediatamente.

Como o Piteco sempre fugiu de casamento, ele fica desesperado com esse dilema de se casar só por causa da herança. Os advogados vão embora, falando que quando tiver a certidão de casamento em mãos para ele procurá-los no hotel de Lem.


Piteco fica tonto por causa da notícia, dizendo que o tio Pedregundes queria se divertir às custas dele. Nessa hora, já sabendo da novidade, todas as mulheres solteiras de Lem surgem na caverna dele para querer se casar com ele. Piteco diz que não vai casar com ninguém, e uma delas fala que ele não tem escolha porque são as únicas solteiras da cidade, além da Thuga, que não estava lá.


Com isso, Piteco gosta da ideia e vai até a casa da Thuga para pedi-la em casamento, só para não deixar escapar a fortuna. Piteco chama a Thuga, que estranha, já que ele nunca apareceu lá. Quando desce, Piteco a pede em casamento e ela desmaia. Depois, vai correndo buscar o vestido de noiva, que já estava pronto para  a ocasião e os dois vão para  a igreja. 

No caminho, ela pergunta o que fez ele querer se casar com ela, e Piteco responde que tem 10 milhões de razões pra isso, deixando ela emocionada. O juiz de paz, sem entender nada, manda o escrivão preparar os livros e o povo de Lem nem acredita que os dois iriam se casar.


Começa a cerimônia, mas logo é interrompida com a chegada dos advogados. Eles falam que houve um imprevisto, que receberam um telegrama informando que o tio Pedregundes havia se casado em segredo e deixou viúva e 3 filhos. Com isso, a fortuna dos 10 milhões de machadinhas seria toda para a sua família, e não mais para o Piteco, que fica arrasado. Eles avisam também que ele poderia ganhar 20 machadinhas, caso se casasse.


Piteco não aceita porque ele nunca ia mudar de vida por tão pouco. Thuga ouve tudo e descobriu que ele só queria casar por causa da herança, e, não porque a amava. Ela taca o buquê na cabeça dele, e vai embora magoada. Antes dos advogados irem embora também, eles entregam ao Piteco uma carta que o tio Pedregundes havia deixado.

Na carta, o tio diz para o Piteco desculpá-lo pela farsa, que só fez aquilo para que o sobrinho se casasse, porque ele se casou com a Rochália, uma pessoa carinhosa, amiga e que transformou a sua vida e que queria que o Piteco encontrasse alguém assim. No final, após ler a carta, Piteco diz ao Bolota que não sabe qual foi o melhor prêmio que ele perdeu.


Acho essa história muito legal e envolvente para saber se o Piteco iria mesmo receber a herança. Dessa vez foi mostrado um Piteco interesseiro, sendo capaz de se casar só pra receber a herança, sem se preocupar se iria ou não magoar a Thuga. De início, até dá para imaginar que era um plano da Thuga para casar com ele, mas até que dessa vez não, e, sim, plano do tio para o sobrinho se casar.


Sempre que o Piteco resolvia se casar com a Thuga, era o acontecimento do ano em Lem, mas sempre arrumava um jeito para não se casar no final e continuava solteirão. No fundo, o Piteco gosta da Thuga, só corre dela para fazer charme e ficar solteiro. Fica até provado isso, porque ele podia ter se casado com qualquer uma das solteironas de Lem, mas ele preferiu a Thuga, ainda dizendo que dos males, o menor. 


Os traços são ótimos, como sempre na época e na postagem coloquei a historia completa. Legal também retratar o cotidiano atual para a pré-história. Gosto quando acontece isso nas histórias dele. Os papéis são as rochas, dinheiro são machadinhas, Thuga vestida de noiva, além do assunto sobre herança, que não existiam na pré-história. O Piteco fala até de ganhar na loto, como coisa não inventada e como se estivesse prevendo o futuro. Tinha muito isso nas histórias dele, de citar algo que não havia sido inventado, e achava legal.

18 comentários:

  1. Nota DEZ essa HQ... *-* e os desenhos nem se fala(capa desta edição tb)! xD

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    1. Com certeza Xandro! Tudo era bom naquela época, de fato.Bem caprichado.

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  2. Por que em algumas páginas,os personagens estão amarelos?

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    1. Guilherme, para facilitar, dessa vez eu peguei as imagens assim na internet e elas tiveram um tratamento. Ai modificaram demais a ponto de ficarem amarelos.

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    2. Marcos, eu já sabia que você pegou essas imagens das páginas dessa história do Piteco pela Internet. Tá tão na cara de que foi baixado pela Internet.

      E tem mais, eu essa HQ do Piteco eu já conhecia. Não pelo gibi original, mas eu conheci quando foi republicada no Almanaque do Cascão # 21, de 1993. Aliás, foi nesse almanaque que você pegou as imagens para ilustrar a postagem, né?

      E aproveite e me diga se você esse Almanaque do Cascão # 21, de 1993. Eu mesmo baixei o almanaque da Internet há muito tempo, e sinceramente, ele tem só histórias muito boas, como a impublicável Chuva de Sujeira, de Cascão # 4, de 1987, em que o Cascão, cheio da chuva, pede que só chova sujeira, bem ao estilo dele.

      Ela é impublicável, porque a sujeira chega até a sujar o mundo inteiro. E hoje em dia, poluição nos gibis atuais, não pode!

      E é isso, espero que essa HQ do Piteco da postagem você tenha pegado do Almanaque do Cascão # 21. E me fala se você conhece a HQ Chuva de Sujeira e diga se ela é impublicável. Abraços!

      P.S. Me esqueci! A HQ do Piteco acima foi republicada de novo, no Almanaque do Chico Bento # 16, de 2009. Só não tenho certeza, porque eu não tenho o almanaque.

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    3. Peguei as imagens baixada na internet desse almanaque pra facilitar. mas, isso pouco importa. Conheço hq "Chuva de sujeira", não acho impublicável.

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  3. Sem falar que 10 milhões de machadinhas correspondem à 10 milhões de cruzados, hoje em dia 1 milhão de reais, já 20 machadinhas correspondem à 20 cruzados, ou 2 reais. Muito bem bolada essa história.

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    1. Legal Raul, nem sabia do valor. Realmente uma história muito boa.

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  4. Se o tio Glunc estivesse nesta história ele seria engraçado como sempre, mas a história ficou muito boa sem ele mesmo

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    1. Se o tio Glunc soubesse da herança, ele ia querer casar a Thuga na hora rsrs. Muito legal essa hq.

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    2. Lá isso é, Marcos! Eu também ia achar isso mesmo. Sem contar que o Tio Glunc iria fazer sua volta nessa história. Afinal, você sabe se a HQ O Pé-Rapado, de Mônica # 104, de 1978, foi a última HQ dele? Abraços!

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    3. Não foi, mas não sei qual foi.

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  5. As pessoas de hoje podiam implicar com essas "brincadeiras Absurdas" de se falar em loteria, herança e dinheiro na pré-histórica, mas esse era um barato nos desenhos que não tinham exatamente que deixar de fora alguns absurdos para contar uma boa história. Há alguns leitores que são muito chatos porque ficam implicando com esses absurdos. Eu, no meu caso enquanto leitor, eu gosto. A história ficou legal assim.

    Abraços.

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    1. Pois é, Fabiano, eu tbm adorava esses absurdos nas hqs do Piteco. Implicância boba, se até nos desenhos dos Flintstones tinha isso. Claro q a gente sabe q não existia nada disso na pré-história, mas o q importa era o humor.

      Abraços

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  6. Parece uma história bem legal, não conhecia (ao menos não me lembro).
    E gostei da capa, nunca que ela seria utilizada hoje em dia.

    Abraços

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    1. Muito boa essa hq sim. Quanto a capa é excelente tbm, e não ia mesmo ser publicada, pelo apelo sensual.

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  7. O olhar do Cebolinha está impagável. Realmente não seria utilizada hoje em dia. A HQ já conhecia, também gosto dessa ideia de misturar pré-história com o mundo moderno.

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    1. Uma capa fantástica, sem dúvida. Tbm gosto da cara dele nela. Legal q vc conhecia a hq, e com certeza era ótimo essas adaptações com o mundo atual.

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