sexta-feira, 8 de agosto de 2014

História do Horácio e a poção do amor

Nessa postagem mostro uma história desenvolvida do Horácio coma Lucinda em que ela arruma uma poção do amor para que o Horácio se apaixone por ela. Foi publicada originalmente em 'Gibizinho do Horácio Nº 9' (Ed. Globo, 1992).

Capa do 'Gibizinho do Horácio Nº 9' (Ed. Globo, 1992)

Com 19 páginas no formato gibizinho, começa a Lucinda jogando charme para o Horácio e ele, como sempre, não dá bola. Ela chora e a Simone quer saber o que aconteceu. Quando a Lucinda conta que é por causa do Horácio que não dá a mínima para ela, Simone diz que sabe como ajudá-la e as duas vão à caverna da vidente Madame Saura, especialista em problemas amorosos. 


Nessa hora, a fila estava imensa cheia de dinossauras querendo se consultar e as duas pegam a senha para esperar a vez. Chega a vez da Lucinda e ela fala que é apaixonada por um tiranossauro e ele não liga para ela e a vidente solta uma piadinha que ele não liga porque não inventaram o telefone. Ela entrega a Lucinda uma poção do amor que é infalível, bastando jogar uma gota no Horácio que ele ficará caidinho por ela. Madame Saura nem cobra nada, apenas que convide para o casório.


Lucinda encontra o Horácio comendo sua alfacinha e quando tenta jogar a gota da poção, um dinossauro aparece. Horácio foge e a gota acaba caindo no dinossauro, que se apaixona pela Lucinda e passa a persegui-la. Simone consegue esconder a Lucinda. 

Depois na nova tentativa, Lucinda vê o Horácio distraído dentro do rio e aproveita para jogar a poção nele, mas, ele mergulha e acaba despistando. Ela vê uma cabeça e joga a poção, mas quando vai ver não era o Horácio e, sim, outro dinossauro enorme, só que com a cabeça parecida com a do Horácio e só resta Lucinda correr de novo.


Simone tem a ideia de tentar tampar o olho do Horácio para ele adivinhar quem é, enquanto Lucinda joga a poção nele. Não dá certo por causa dos olhos enormes do Horácio e vê que são a Simone e a Lucinda. Horácio pergunta que frasco era aquele na mão da Lucinda, disse que era um perfume. Ele agradece, e iria usar em uma ocasião especial. A Lucinda quer que ele use agora  e ele aceita, mas, quando ele vai abrir, com as suas mãos pequenas, acaba derrubando o frasco no chão.


Lucinda chora e vai embora com a Simone. Horácio fica triste por ter derrubado e arruma flores para poder desculpar e nessas alturas ele demonstra interesse pela Lucinda. Quando se aproxima ver dois dinossauros juntos com ela e se desilude. Eram os dois que ela derrubou as gotas da poção e estavam a fim de namorá-la para o desespero dela, terminando assim.


Acho essa história legal mostrando o amor da Lucinda pelo Horácio nunca correspondido. Ela costumava fazer planos para ver se ele conseguisse gostar dela, mas como em histórias de planos, nunca dá certo. Dessa vez, ele até começou a notá-la no final, mas como ela havia jogado as poções do amor nos dinossauros, acabou mais uma vez sem o Horácio.


Até foge do básico do Horácio com histórias filosóficas e de reflexão. Dá até para rir, coisa rara nas suas histórias, e tem o seu lado incorreto de usar uma vidente e utilizar meio não muito corretos para poder o Horácio se apaixonar pela Lucinda. Os traços são ótimos, muito bem desenhada. Curiosamente, a maioria das histórias dele não costumavam ter título,  colocando apenas "Horácio", nem quando não são aproveitadas de páginas semanais antigas como essa. Na postagem não coloquei completa.


Na época, histórias do Horácio nos gibis normalmente eram de 1 ou 2 páginas aproveitadas das páginas semanais. Com o gibizinho, precisavam fazer histórias inéditas com ele e essa foi uma dessas, dentre várias. Só não sei se foi escrita pelo Mauricio de Sousa, já que ele fazia questão de criar as histórias do Horácio. Nos anos 90, o Mauricio já não estava fazendo histórias, aí se essa for, foi uma exceção, assim como as outras do gibizinho dele.


Para saber mais detalhes sobre o título "Gibizinho", pode ser conferido aqui e aqui.

10 comentários:

  1. Ahahah... Aí, Marcos! Blza? Essa piadinha do telefone caiu como uma luva. Eu gargalhei aqui. Desenhos bonitos mesmo. Uma história que valeu a pena ter adquirido.

    Valeu por ter compartilhado. Gostei de saber que os dinossauros reapareceram. Quando comecei a ler e vi que ela fugiu deles, achei que ia ficar por isso mesmo. Felizmente, o autor não se esqueceu deles depois, reaproveitando-os para o desfecho. Muito bem bolada!

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    1. Verdade, essa piadinha do telefone é engraçada. A hq toda tem umas tiradas legais e os traços muito bons mesmo. Muito criativa. Q bom q gostou. Abraços

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  2. E o post do Almanaque Temático Magali,quando sai?

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    1. Só depois de eu ler tudo. Aguarde.

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    2. e houve mudança para o original ou não

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    3. o que eles mudaram dessa vez pra variar marcos

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    4. Várias coisas, de cores a texto. Quando eu postar vc vai ver.

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  3. Caramba, Marcos! Nem sabia que o Horácio tinha HQs envolvendo humor, bem raro mesmo. Na minha opinião, HQs do Horácio são aquelas que tem temas muito sérios, como aquela do Cebolinha # 21 (Globo, 1988), que você já falou, e em Mônica # 81 (Globo, 1993). Lembrando que estes são só exemplos, tem muitas HQs sérias do Horácio, mas estas são as que consegui lembrar.

    Falando em Gibizinho, você ainda nem falou de uma HQ do Gibizinho. Só a HQ Aconteceu no Natal, do Gibizinho do Anjinho # 5, de 1991. Na minha opinião, você também devia falar dessas HQs aqui:

    - Mônica-Robô (Gibizinho da Mônica # 1, Globo, 1991)
    - O Meu Gibizinho (Gibizinho do Bidu # 1, Globo, 1991)
    - Mamãe Ursa (Gibizinho do Piteco # 1, Globo, 1991)
    - Fogo na Mata (Gibizinho do Papa-Capim # 3, Globo, 1991)
    - Aparências que Enganam (Gibizinho do Rolo # 3, Globo, 1991)
    - Simpatias Pra Arrumar Namorada (Gibizinho do Chico Bento # 4, Globo, 1991)
    - Crise Canina (Gibizinho do Franjinha # 4, Globo, 1991)
    - O Almoço (Gibizinho do Horácio # 4, Globo, 1991)
    - O Natal do Capitão Feio (Gibizinho da Mônica # 5, Globo, 1991)
    - Cascão, O Furão (Gibizinho do Cascão # 7, Globo, 1992)
    - Gato Cheiroso/Sono Agitado (Gibizinho da Magali # 7, Globo, 1992)
    - A Revolta dos Cães (Gibizinho do Bidu # 7, Globo, 1992)
    - Os Super-Heróis (Gibizinho da Mônica # 77, Globo, 1997)
    - Cascão Sujeira Preta (Gibizinho da Mônica # 53, Globo, 1995)
    - A Espiã (Gibizinho da Mônica # 59, Globo, 1995)
    - O Pensador (Gibizinho da Mônica # 61, Globo, 1995)
    - Com a Cabeça em Jogo (Gibizinho da Mônica # 65, Globo, 1996)
    - Olha o Lobisomem! (Gibizinho do Chico Bento # 17, Globo, 1992)
    - Rosquinhas (Gibizinho do Cascão # 23, Globo, 1992)
    - A Caixa de Dar Banhos (Gibizinho do Cascão # 25, Globo, 1992)
    - As Comadres (Gibizinho da Mônica # 13, Globo, 1992)
    - A Fórmula do Bom Humor (Gibizinho do Franjinha # 15, Globo, 1992)
    - Problemas Telefônicos (Gibizinho da Tina # 15, Globo, 1992)
    - Eu Sou uma Graça (Gibizinho da Mônica # 28, Globo, 1993)
    - A Desenhista (Gibizinho da Mônica # 30, Globo, 1993)
    - O Lencinho do Amor (Gibizinho da Mônica # 46, Globo, 1994)
    - Bolsa Pra Quê? (Gibizinho da Mônica # 47, Globo, 1994)
    - Leia uma História pra Mim? (Gibizinho da Mônica # 49, Globo, 1994)
    - A Disputa (Gibizinho da Mônica # 50, Globo, 1995)
    - Um Coelho Que Vai... E Volta (Gibizinho da Mônica # 68, Globo, 1996)
    - Magricela e Comprida (Gibizinho da Mônica # 82, Globo, 1997)
    - O Rei dos Brinquedos (Gibizinho da Mônica # 39, Globo, 1994)

    Enfim, eu sei que tem muitas outras HQs que foram publicadas nos Gibizinhos, mas estas são as que consegui lembrar.

    Engraçado mesmo é que a maioria eu fui conhecer quando elas foram republicadas no Almanaque do Gibizinho.

    Então, se você conhecer a maioria das HQs citadas acima, fale de algumas delas em breve aqui no blog, quando der. Abraços!

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    1. Conheço todas, se der falo algum dia. Abraços

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