sábado, 17 de agosto de 2013

Seções dos gibis da Editora Abril

Não foram só de histórias que eram feitos os gibis da Turma da Mônica. Na Editora Abril, muitas páginas eram preenchidas com seções diversas que agradavam em cheio os leitores da época. Muitas serviam para interagir com o estúdio e até mesmo com outros leitores. Nessa postagem vou mostrar como eram essas seções.

As seções de cartas dos leitores, foram criadas a partir de 1974. Na revista do Cebolinha se chamava "Coleio do Cebolinha", na revista da Mônica, "Vamos bater um papo?" e em Pelezinho, "Bate-bola com Pelé".  Em todas, os leitores mandavam suas cartas com elogios, sugestões de histórias a serem publicadas, venda e troca de gibis antigos, além de ter a partir dos anos 80 um espaço denominado "Amizade selada" em que deixavam nome e endereço para troca de correspondências e procurar novas amizades. Os designs das páginas foram sempre mudando ao longo dos anos. Abaixo, destaco uma da Mônica dos anos 70 e uma do Cebolinha dos anos 80. 

Imagem tirada de 'Mônica nº 57' (1975)

Imagem tirada de 'Cebolinha nº 121' (1983)

Dá para perceber que só colocavam endereço quando envolvia trocas de correspondências. Só não gostava é que nem sempre mostravam a idade das crianças, com exceção de "Amizade selada". Interessante que, muitas vezes tinha gente de 14, 15 anos ou mais que ainda liam gibis. Em relação a "Bate-papo com Pelé" a diferença era que o próprio Pelé respondia as cartas.

Imagem tirada de 'Pelezinho nº 23' (1979)

Os passatempos, inicialmente, eram chamados de "Joguinhos divertidos", depois "Passatempo" e nos anos 80 o logotipo e a estrutura da página foram mudados, que são os mesmos até hoje. Na revista do Pelezinho se chamava "A paradinha". Nos primeiros números eram 1 passatempo por página e e não colocavam as respostas deles; depois passaram a ter vários por página e colocavam as respostas (que é mais sensato). Abaixo, uma comparação de páginas de passatempos nos anos 70 e 80.

Imagens tiradas, respectivamente, de 'Mônica nº 45' (1974) e de 'Mônica nº 157' (1983)

Imagem tirada de 'Pelezinho nº 23' (1979)

Em 1981, começaram a colocar, além dessas duas, a seção "Conheça os artistas da Lojinha da Mônica". Consistia de desenhos das crianças que visitavam a "Lojinha da Mônica". Tinha um miniestúdio montado nas lojas e, com isso, as crianças faziam seus desenhos para serem publicados nas revistas. Em 1986, o nome mudou para "Conheça os artistas da Pracinha da Mônica". Tinha a mesma proposta, mas os desenhos eram feitos no ateliê que montavam dentro da Pracinha da Mônica (um parquinho com brinquedos da Turma da Mônica que se deslocava de cidades periodicamente, um embrião do Parque da Mônica que seria inaugurado só em 1993).

Imagens tiradas de 'Mônica nº 157' (1983) e 'Mônica nº 196' (1986)

Em setembro de 1982, a revista da Mônica nº 149 passou a ter 84 páginas com lombada e, pra suprir esse número maior de páginas, a partir dessa edição, as seções de passatempos e "Vamos bater um papo?" passaram a ocupar 2 páginas em vez de 1 e "Conheça os artistas da Lojinha da Mônica" permaneceu com 1 página mesmo.

Imagem tirada de 'Mônica nº 157' (1983)

E foram criadas várias outras seções para ocupar esses números de páginas a mais. A partir daí surgiram "Horóscopo da Mônica", artigos "O mundo encantado dos animais" e "É fácil desenhar". Todas só saía nos gibis da Mônica porque tinha mais páginas.  

O "Horóscopo da Mônica" ocupavam 2 páginas e consistia de um horóscopo completo para cada signo, sempre seguindo as datas e, com ênfase maior ao mês do signo vigente. Cada signo era ilustrado com um personagem fazendo uma piadinha com o signo. Assim, no signo de touro, a Mônica era perseguida por um touro, no signo de Câncer, Bidu era mordido por um caranguejo e no de Leão, Rei Leonino recebia do Luís Caxeiro uma revista da Mônica, entre outros. Essas imagens eram fixas em todas as edições.

Imagem tirada de 'Mônica nº 157' (1983)

O artigo "Maurício Apresenta: O Mundo Encantado dos Animais" ocupavam 2 páginas dos gibis da Mônica e se tratava de uma história em texto corrido que envolvia animais, contada por Jennifer Lagerlöf. Algumas engraçadas, outras emocionantes, muitas contavam presença de animais na cidade.

Imagem tirada de 'Mônica nº 157' (1983)

Em "É fácil desenhar", era ensinado como se desenhava os personagens. Em cada edição, um personagem diferente ilustrava a seção. Diferente das outras, essa não durou até os últimos números da Editora Abril, foi a que menos durou. Nesse que destaquei na imagem abaixo, mostra como se desenha o Jotalhão.

Imagem tirada de 'Mônica nº 157' (1983)

A partir de 1985, passaram a sair seções com aulas ensinado a trocar instrumentos musicais. Passaram a ter, então, aulas ensinando a tocar flauta doce, violão e piano nos gibis, nessa ordem, todas elaboradas pelo "Grupo Ama". E informavam no final da aula em qual edição iria sair a sequência da aula. Na verdade, elas vinham acompanhadas de uma promoção que, depois das aulas, o leitor tinha que pintar uma ilustração e enviar para ganhar prêmios como instrumentos musicais. 

Até os gibis do Chico Bento e Cascão entraram nessa. É que os gibis deles não vinham nenhuma seção, pois tinham só 36 páginas e preferiam prevalecer as histórias, só que abriram exceção para essas aulas de flauta, violão e de piano. No "Superalmanaque do Maurício" nº 1, de 1986, também tinha aulas de violão. A seguir uma dessas aulas de piano, publicada em Mônica nº 196 (1986):

Imagem tirada de 'Mônica nº 196' (1986)

Se tudo isso foi bom ou não, depende muito do ponto de vista. Tem gente que acha tudo bobagem e acha que revistas em quadrinhos, só deviam ter histórias. Afinal, muitas revistas da Mônica com todas essas seções reunidas, chegavam a ocupar 10 páginas no total, só com isso, fora as propagandas que também passaram a ocupar mais páginas em relação quando tinha 68 páginas. Tinham edições que aproximadamente 20 páginas de um gibi de 84 páginas não tinham histórias. No final, os gibis dela de 84 páginas tinham praticamente as mesmas 68 páginas de como era antes.  

Já outras pessoas gostam dessas seções, até pela interatividade dos leitores com a MSP e até mesmo com outros leitores. Eu, particularmente, fico no meio termo. Acho legal, só podiam ter menos páginas. As seções de cartas e passatempos, por exemplo, podiam ocupar uma página e já ajudaria bastante. As primeiras edições do Pelezinho, por exemplo, tinham muitas páginas de passatempos (11 páginas no total) e isso não gostava. De resto, acho essas seções legais.

Infelizmente a Coleção Histórica não mostra as cartas e ficam restritos aos passatempos. Provavelmente, muitas dessas seções não serão mostradas quando chegar a época, isso se CHTM chegar até lá.

Lembrando que na Editora Globo, deixaram de publicar todas essas seções nas revistas da Mônica e só continuaram os passatempos e as seções de cartas, e na Revista Parque da Mônica tinha a seção "Notícias do Parque". Para ver as seções das Editoras Globo e Panini, entre aqui:

36 comentários:

  1. Caramba tinha muita coisa divertidas nos gibis da turminha,nunca tinha visto antes e era legal se na coleção Histórica tivesse isso ai...afinal é clássico mas não fiel! xD

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    1. Sim, Xandro era muito legal. Uma pena mesmo a Coleção Histórica não colocar essas coisas. Desenhos das crianças, nem pensar em ver lá...

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  2. Ótima retrospectiva, Marcos!

    Sabe que acho que a CHTM terá uma vida longa? Parece que o material dá muito lucro!

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    1. Legal q gostou Kleiton. Sobre a CHTM acho q dura enquanto estiverem na Panini. Dá lucro sim. O chato é q vai durar séculos pra chegar no box 149 pra gente saber se colocarão essas seções lá. A não ser se fosse mensal, como devia ser.

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  3. Bonito, não é, Marcos? Nem colocou meus créditos! Rsrsrsrs (estou brincando , hein?). Mas gostei muito mesmo dessa sua postagem. Você escreve seguindo uma retrospectiva, o que é bom, e ainda contrasta com as imagens do seu acervo e deixa o texto bem agradável.

    Sobre os gibis, gostei muito dessa época em que ele misturava historias e seções. Afinal, se é para divertir, que divirta não só com quadrinhos. Sempre acho bom variar um pouco. Naquele tempo, tínhamos muito mais interatividade com a MSP e era legal. Além do que, a história não precisava ser longa para ser legal, e para encabeçar a abertura. O espaço que sobrava era preenchido de outras formas legais. Deviam ter mantido isso hoje em dia.

    Por que é que hoje as historias tem tanta encheção de lingüiça?

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    1. Sim, Gabriel, gosto de colocar em ordem cronológica, fica mais organizado e a gente vê a evolução. O mesmo tá sendo para as postagens das propagandas. Legal q gostou.

      Essas seções eram boas sim. E mesmo com todas elas, os gibis da Mônica costumavam ter 14, 15 hqs assim mesmo, graças as hqs curtas. Tudo objetiva e sem encher linguiça como é agora. Por isso q é melhor.

      Hj são encheção de linguiça pq os roteiristas nao tem liberdade de criar hqs diferentes por causa do politicamente correto.

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  4. Olá Marcos, encontrei seu blog recentemente e gostei muito do conteúdo, inclusive me fez voltar a comprar Turma da Mônica (a coleção histórica, que até o momento não tinha comprado nenhuma). Parabéns pelas postagens, espero que continuem.

    Muito interessante seu post sobre os "extras" das revistas. Se eram desnecessários ou não, realmente como você diz, é relativo, mas sem dúvida são muito nostálgicos, pois toda criança se divertia com eles em um momento ou outro.

    Gostei muito de rever o Horóscopo da Mônica e notar como os conselhos pra cada signo não eram levados a sério e escritos só pra divertir, de uma forma muito engraçada. Como em Aquário, que aconselha a pessoa a "beber bastante água e comer peixe pois ambos são muito bons pra aquário." Isso só mostra a originalidade e criatividade da MSP na época.

    Um abraço!

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    1. greatinsanity.com, q bom q tá gostando do blog. Como vc disse agradavam as crianças e isso q importa. Realmente eram bem divertidos.

      O Horoscopo da Monica achava bem legal. Era só humor, não era uma previsão de verdade. Isso q era bom. Com certeza, criatividade estava em alta naquela época em tudo.

      Abraços

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  5. Eu gostava bastante dessas seções, principalmente as do "Horóscopo da Mônica". Adorava ver essas piadinhas sobre os signos. Hoje em dia, enchem os gibis com histórias mudas gigantes.

    Bons tempos da MSP que não voltam mais...

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    1. Presidente, com certeza essas hqs mudas gigantes são as piores coisas da MSP. Quando não tem encheção de linguiça.

      Essas seções eram ótimas. Infelizmente a MSP tá completamente mudada pra pior. E é um caminho sem volta.

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  6. Ô Marcos, que postagem ótima!! Eu gosto de ver essas seções nos gibis antigos... gosto também dos jornaizinhos onde eles colocavam os prêmios e outras notícias relativas aos estúdios Mauricio de Sousa. Tudo isso meio que traça uma linha daquela época, em que era possível publicar seu endereço completo em uma revistinha para trocar correspondências e tudo mais, coisa que hoje não é mais possível, pois todos procuram manter o máximo que podem de sua privacidade.
    Os passatempos eram mais um modo de trazer ao leitor alguma utilidade a mais, o que sempre achei muito bom, já que o público alvo sempre foi o infantil.
    Gostei muito de rever tudo isso por aqui :)

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    1. Nanda, é verdade. Tinham muitas promoções nas revistas antigas, aí colocavam os resultados nelas. Era muito bom.

      Como vc falou, hj o sigilo tem q ser absoluto, então sem chances acontecer isso de novo. Já os passatempos só não gostava quando tinham muitos em um gibi.... 11 páginas de passatempos nas do pelezinho achava um exagero. 2 já tava bom. Hj, nos almanaques tbm têm 4 páginas de passatempos e acho desnecessario, podia ficar só nas mensais.

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  7. Eu achava essas seções o máximo. Lia linha por linha de tudo. Até o horóscopo! (coisa que não faria hoje em dia! hahaha)

    Tenho certeza que nada disso virá na Coleção Histórica. No máximo, vai ter um comentário que isso existia, junto com uma foto pequenininha.

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    1. Isso aí André, também acho que será assim. Lembrando q "Coleio do Cebolinha" nem foi informado nada lá a respeito quando estreou em Cebolinha nº 17...

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Roderix2, infelizmente nunca li a hq "pelados no clube", não tenho esse gibi aí não dá pra falar dele. Se por acaso eu encontrar algum scan na internet, quem sabe.

      Agora a hq "O Rezador" eu tenho e dá pra falar. Quando der, eu falo por aqui.

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  8. Marcos, parabéns pela pesquisa e pelo seu blog. Ótimo trabalho :)

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    1. Paulo Back, valeu pelo comentário e q bom q gostou do blog. Abraços

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  9. Olá, como você já deve ter percebido, estou lendo seu blog retroativamente.

    Desta vez é só para parabenizar mesmo. Sua pesquisa é muito consistente, e neste espaço você suplanta facilmente todas as inúmeras deficiências decorrentes da superficialidade que a MSP insiste em manter nas publicações que se destinam (em tese)a analisar a obra de Maurício de Souza.

    Já pensou em escrever um livro? Creio que existe esta lacuna no mercado - de uma obra que se destine a analisar a fundo a Turma da Mônica e toda a sua subestimada profundidade.

    Abraço!

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    1. Valeu pelo elogio Rafael, nem tenho tempo, embora as coisas aqui não deixa de ser um livro, quem sabe juntando as partes,resumindo um pouco e tal, faça algum dia.

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  10. Sei que tô comentando muito atrasado, então desculpem! Mas...

    Alguém tem alguma ideia de quem seria a Jennifer Lagerlöf? Na época da Turma da Mônica na Abril, ela escrevia artigos e contos pra algumas revistas da editora, como a da Moranguinho e, se não me engano, Luluzinha e Bolinha.

    Pelo único meio de pesquisa que arranjei (Altavista e Google) achei um perfil no feicebuque cuja dona tem o mesmo nome. Mas eu não queria importunar a moça sem ter certeza de sua identidade, então... Alguém sabe?

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    1. Não sei não, mas pode ser q seja ela por ser um nome não muito comum. Nunca a vi, só conheço por nome, por causa desses contos. Nem sabia q escrevia contos para as revistas da Luluzinha, faz sentido pq era da mesma editora da Turma da Mônica.

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    2. pesquise o wikipedia e o trabalho que ela fazia. Talvez ache algo.

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    3. Esse é o filho dela: https://plus.google.com/+LawrenceLagerlof/posts/YZzXUv29HAs

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  11. Em toda a minha coleção eu tenho apenas 1 gibi da editora Abril: O Mônica 159 de 1983. Ele é muito legal, gosto muito das histórias. Nele tem a seção "É fácil desenhar o Bidu". As histórias do Gibi são muito boas, uma coisa que eu reparei nele é que o Jeremias teve destaque em mais de 1 história. Os traços dele são muito bons, e ele é um dos meus gibis favoritos da minha coleção, uma verdadeira relíquia. Tive sorte em encontrar em um sebo.

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    1. O Jeremias tinha muito destaque nas hqs antigas. Ele protagonizava muitas hqs e participava bastante nas hqs da turma. E os traços dele eram ótimos sim, como tudo na época.

      Esse gibi eu não tenho, mas provavelmente conheço a maioria das hqs republicadas nos almanaques da Globo. Q bom q vc tem, guarde bem, pq é uma relíquia sim.

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  12. Eu gosto desta seções da Ed. Abril, assim como o papel couche ente as paginas de historias e os anuncios entre as paginas de historias.

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    1. As seções da Ed. Abril eram excelentes, sem dúvida. Já o papel couche com anúncios entre as hqs eram comuns nos gibis da editora Globo entre 1995 a 97, Eu tbm gostava, dava um mistério na sequência da história, muitas vezes coincidia com uma parte importante q aconteceria depois.

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  13. No Rio de Janeiro, a "Lojinha da Mônica" se chamava "Trenzinho da Mônica" e era um estande em formato de trem (daí o nome) que ficava no Shopping Rio Sul em Botafogo. Foi lá que, de 84 a 86, comprei um Sansão (uma versão mais nova já com o nome dado pela leitora Roberta Carpi, com os dizeres "Sou o Sansão, o coelhinho da Mônica na parte branca da barriguinha), várias borrachinhas perfumadas e papéis de carta :)

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    1. Que legal, não sabia que tinha outro nome. Deve ter sido muito legal entrar em uma loja só com produtos da Turma da Mônica. Hj em dia esse Sansão que comprou é raro.

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  14. Pois é, parece tão raro que nem achei foto na net. Será que minha mãe o guardou lá em casa? Tenho que vasculhar! O diferencial é que ele não era de pelúcia e sim de uma espécie de linho ou brim de uma azulão real bonito. Deve ter sido uma edição especial para comemorar a escolha do nome que foi feita no fim de 83.

    Uma coisa que toda criança tinha nos anos 80 era a bendita da régua de tabuada da Mônica! :) Eu mesma, em 84, já tinha estojo, mochila, borrachinha... A Turma da Mônica já estampava trocentos produtos. No Natal de 85, ganhei o Manual da Turma da Mônica (ela segurava uma plaqueta, " queremos brincar") -- na época esses manuais eram febre, havia um de escoteiro dos sobrinhos do Pato Donalda, um outro com receitas da Vó Donalda etc... Sem falar das camisetas com os personagens. Eu amava a Turma e era meio zoada pelos colegas da escola que já aos 9-10 anos (1985, 1986) a achavam bem infantil! Creio que foi por causa do surgimento dos "programas infantis" da Xuxa & co. com suas roupas sensuais e grife o Bicho Comeu que as menininhas queriam ter e copiar. Era o início da bundalização do Brasil.

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  15. PS. Ah, e quando ganhei irmãozinho em 83 TODOS os presentes que "ele" trouxe pra mim da barriga da mamãe foram da Mônica! Quebra-cabeça, gibis (um deles, me lembro, era do Chico Bento que tinha uma hq com o Zé Lelé e uma jiboia), carimbos... para vc ter ideia de o quanto eu era fanzoca! :D Pedi até pro papai de presente uma "cabeça" que os personagens usavam em peças teatrais (fui ver uma em 1980 na inauguração do shopping RIo Sul e acho que foi aí que me apaixonei) e o coitado correu várias lojas perguntando se comercializavam máscaras semelhantes :D Boas lembranças...

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    1. Muito boa as lembranças. essa régua de tabuada eu tive tbm rs. E realmente nos anos 70 e 80 a gente via muita gente de 14, 15 anos q ainda liam gibis. Noto isso quando releio as seções de cartas. Já vi até com 18 anos q ainda escrevia carta pra trocar correspondência com outros leitores. Depois a faixa etária diminuiu bastante.

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  16. A MSP bem que podia republicar o Mundo Encantado dos Animais, mas como quadrinhos, mesmo.

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  17. Essa Jennifer era uma criadora de animais. Acho que ela era do Sul, se não me engano.

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