domingo, 11 de agosto de 2013

[Coleção Histórica 36] Mudanças no gibi do Chico Bento 36


Eu já fiz uma postagem sobre a Coleção Histórica nº 36, só que quando eu estava lendo o gibi do Chico bento vi muitas mudanças em relação à revista original de 1983 e por isso resolvi comentar essa revista à parte. Vou falar de todas essas mudanças e os erros nos comentários, que não foram poucos.

Ultimamente, todos os almanaques vêm sofrendo muitas alterações nas histórias em relação às originais para atender o politicamente correto. A MSP agora está com paranoia de mudar tudo que dá mau exemplo. Como já foi falado, eles tiram armas de fogo, trocam textos dos personagens xingando "droga" e vários outros absurdos. Sendo que na Coleção Histórica não era para acontecer essas mudanças toscas, já que a intenção é reproduzir tudo do jeito que foi publicado originalmente, e quando alteravam alguma coisa, como recolorização de histórias, avisavam nos comentários.

Porém, desde a CHTM # 35 estão fazendo alterações e nessa edição # 36 do Chico também aconteceu isso. E em nenhuma delas tem comentários apropriados falando o motivo de tais alterações. Os comentários, aliás, só estão sendo praticamente para falar que nas edições atuais as histórias não são mais feitas daquele jeito.

Capa da revista original de 1983

A primeira mudança já se encontra logo na história de abertura "Ou nós acabamos com as formigas..." bem na primeira página. Na edição original, o Chico xinga a saúva de "disgramada". E nessa Coleção Histórica alteraram para "danada", sem mais nem menos e sem fazer comentário. Pelo certo, era manter o texto e comentar que nas histórias atuais o Chico não não xinga mais assim. Ridícula essa alteração.

Nessa mesma página, tem um texto explicativo no rodapé, informando o que é saúva, coisa que não tinha na revista original. Não seria melhor e mais coerente, colocar isso nos comentários? Abaixo, uma comparação dessa página entre as 2 revistas. Também não acho correto de escrever "CHICO BENTO" ao lado da numeração no rodapé das páginas, já que isso era nos primeiros números e nessa edição não tinha mais. O mesmo vale para os gibis do Cascão.



Nessa mesma história, há também várias outras alterações, aí já em relação ao caipirês do Chico. No início, ele não falava caipira e só começou a ter histórias falando assim a partir dos gibis de 1980 e, custou a ter um padrão definitivo em certas palavras, sempre mudavam até encontrar o modo mais simpatico. Só firmou mesmo do jeito que a gente conhece já nos últimos números da Ed. Abril.

A alteração feita foi com a palavra acabar. Na revista original o texto era "acabá", e agora alteraram para "cabá", sem nenhuma explicação nos comentários. É coisa boba, mas reafirmo que não tem que alterar texto nenhum.


O mesmo acontece com outras palavras, como "verdade", que alteraram para vredade; "formiga", alteraram para "frumiga"; formigueiro" mudaram para frumiguero", "barbuletinha", mudaram para "barboltinha", tudo para ficar igual às histórias atuais. 

Concordância de verbos também mudaram. Quando o seu Bento fala "tem qui muito cuidado" alteraram para "temo...". Sem contar que ficou muito mal feito esse "o" , que mesmo se eu não tivesse lido, saberia que tinha mudado alguma coisa ali. Abaixo, mostro a fala do seu Bento. Nota-se que em uma só fala já tiveram 3 alterações. 


Outras mudanças de concordância foram "nóis joga a bacia", alteraram para "nóis jogamos..."; "nóis tem qui pulá", para "nóis temo...". E mudaram também uma frase do Zé da Roça. Quando ele fala "deixar só a bundinha", trocaram para "deixar só o rabinho". Essa mudança já achei um absurdo, não faz sentido tirar a palavra assim, não vejo necessidade para isso, ainda mais em uma CHTM. Destaco na imagem a seguir:


Outras alterações foi em relação a gerúndios. Em boa parte das edições dele da Ed. Abril os gerúndios que eles falavam tinham terminação "-ano", ou seja, colocavam "cantano", "vendeno", falano", etc, e nos gibis de 1983 ainda era assim. 

Na Coleção Histórica, entretanto, eles estão alterando agora o texto colocando o gerúndio correto. Acho bobagem e deveriam manter o texto original. Nessa edição, tem vários exemplos disso: "caçano", "ficano", "nasceno", "esperano", foram alterados para "caçando", "ficando", "nascendo", "esperando", respectivamente. Abaixo, mostro a comparação uma dessas mudanças:

Comparação de mudança no gerúndio na história "Maçãs do Chico"

Sobre colorização, eles sempre trocam o brilho do cabelo do Papa-Capim nas suas histórias desde os primeiros números. Nas revistas originais, ele tinha brilho branco e nas CHTM, eles recolorem para brilho azul para ficar igual aos gibis atuais, sendo que ele só passou a ter mesmo brilho azul a partir dos gibis do final de 1984. Não gosto dessas mudanças, tinha que manter a cor original. Abaixo a comparação entre a edição original e a Coleção Histórica:

Alteração na cor de brilho branco para brilho azul dos cabelos dos índios

Agora falando de erros, na última história, "A Substituta", em que aparece uma professora gostosa substituta na escola do Chico e ele fica apaixonado. Nos comentários, o Paulo Back confunde a diretora que aparece no início com a Dona Marocas, dizendo que ela aparece mais gorda. Na verdade, é uma diretora que avisa que a professora Nadir não vai comparecer e anuncia a professora substituta. A confusão é que o nome da professora na história se chama Nadir, e não Marocas. Como eram as primeiras edições, os nomes não eram definidos e mudavam em cada história, de acordo com o roteirista. 


E, ainda há erro, nas propagandas, em que colocaram um anúncio da revista da Mônica nº 164 no lugar do "Almanaque de Natal da Mônica # 20", que era a intenção deles. Na última página, foi uma propaganda da revista do Zé Colmeia e essa propaganda da revista da Mônica não foi publicada nessa edição. E a propaganda do teatro "Záccaro", a imagem da original é bem diferente da que é mostrada na CHTM. Acho que trocaram com a propaganda que aparece em Cascão # 36. Abaixo, mostro as propagandas dessa revista que omitiram:


Então, como pode ver foram muitas mudanças ridículas que nem foram comentadas. Mudanças, aliás, que nem deviam ter em uma edição como essa. Nos almanaques convencionais, até dá para aceitar um pouco, mas na CHTM e nos livros do tipo "50 Anos" é inadmissível, porque tinham que manter tudo original. 

Quantas mudanças já não foram feitas e que ainda virão e a gente nem sabe? Claro que nas outras também devem ter tido suas mudanças, podia até ter procurado o da Magali que eu tenho, mas coloquei só dessa do Chico para mostrar que tem mudanças também na CHTM, e não só nos almanaques convencionais. Na verdade, não era para ter em nada. 

Até tinha falado que era melhor comprar "Pelezinho Coleção Histórica" do que As Melhores Histórias do Pelezinho", mas depois dessa, tanto faz, já que alterações serão feitas em qualquer almanaque, tudo para atender o politicamente correto.

Termino a postagem com as propagandas originais desse gibi e que eles não colocam na coleção. A propaganda do filme "A princesa e o Robô apareceu, só que aqui a resolução está bem melhor.



55 comentários:

  1. Em resumo: a coleção histórica apenas traz as historias de antigamente, mas ela não é 100% fiel.

    Uma coisa que reparei e tenho saudades olhando essas imgens é dessas cores que em um ambiente são mais claras e mais escuras. No rosto do Chico Bento em close dá para notar alguns pontos onde está mais carregado e outros onde a cor está mais homogênea. Hoje em dia o tratamento é digital. É até bonito, não nego. Mas eu sempre ficava curioso para saber com o que pintavam as histórias... se era a lápis de cor, ou guache, ou hidrocor... Lembro que nessa idade eu era bem criança e usava hidrocor pra pintar os desenhos que tirava com papel carbono e a pintura não saía igual. Tentava o lápis de cor e saía um pesadelo por causa dos riscos aparentes... kkkk

    Eu cresci, já mexer com editor de imagens, mas continuo sem saber como eram pintadas as HQs antigamente.



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    1. Fabiano, não sendo 1005 fiel já estraga um pouco pq quando CHTM foi lançada, a intenção deles era ser o mais parecido das revistas originais.

      Sobre as cores, antigamente parece q eu vi q eles pintavam à mão com lápis de cor. E ainda preferia quando era tudo artesanal.

      Abraços

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    2. É. Uma vez ou vi falar que era a lápis de cor, mas tenho minhas dúvidas porque há quadrinhos antigos que ficam como se fossem umas bolsas de tinta em alguns pontos, principalmente quando pintavam o fundo do quadrinho de verde claro. Parecia mais pontos onde uma tinta a base de água de concentrava ali... mas se é lápis de cor mesmo, devo dizer que gostava muito. Nunca mais veremos esse processo artesanal, pois a digitalização torna as cores bem homogêneas, não deixa falhas e ainda permite efeitos. É a tecnologia. Você vê que mesmo alguns traços nem parecem terem sido feitos à mão. Pode até ser que sejam ainda, mas não parece.

      Abraços. Fabiano Caldeira.

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    3. Hj tudo é digital e antes era tudo feito à mão. Era mais trabalhoso para eles, mas o resultado era ótimo. Claro, q ás vezes ficavam pontos faltando (dá pra notar isso no olho do Cafuné q eu destaquei), algumas cores trocadas, mas gostava assim mesmo.

      Abraços

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    4. Quadrinhos antigos eram pintados com uma tinta à base de água (aquarela). Não era lápis de cor, pois seria impossível ocultar os riscos. Por isso ficam essas "bolsas" concentradas que você menciona, Fabiano. Veja um exemplo de uma paleta que encontrei utilizada na DC Comics nos anos 70: http://kleinletters.com/Blog/wp-content/uploads/2008/02/dccolors1.jpg.

      Note que encontramos o mesmo padrão de textura da tinta. Usava-se um pincel fino pra pintar, e muitas vezes tinha de se misturar uma cor à outra. Aqui há um estojo com várias garrafinhas de tinta: http://kleinletters.com/Blog/wp-content/uploads/2008/02/colorset.jpg

      A cor preta, porém, era nanquim (com pena, não pincel). Por isso nunca vemos a cor preta desbotar.

      Só por curiosidade, outra técnica que usavam é a "Screen Tones", que era uma máscara colada sobre o desenho que formava um gradiente de tons de cinza ou padrões específicos. Nunca vi aplicarem isso na Turma da Mônica, acho que não usavam, mas usam bastante na Turma da Mônica Jovem, porque essa técnica é muito característica em mangas e usada até hoje lá no Japão.

      Esse blog mostra um passo a passo do método:
      http://www.copicmarker.com/using-screen-tones-to-advance-your-comics-and-manga

      Veja como aplicam em sombreados e padrões (nos fundos, nas roupas) na TMJ:
      http://b8.img.v4.skyrock.net/2728/85612728/pics/3122402827_1_3_Aq4H0uss.jpg

      Abraços,

      Ricardo de Brito
      greatinsanity.com

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    5. Excelente informação a sua... muito útil. Não sabia disso. Valeu por compartilhar. Abraços

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  2. Caramba...quanta coisa/Mudanças!! :p

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    1. Podes crer, Xandro. Mudanças ridículas, uma pior q a outra.

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  3. Olá, Marcos.

    Li bem a postagem e gostei dos detalhes. Há muita alteração boba, realmente. "Boba". Mas, mesmo assim, que não deveria ocorrer numa Coleção Histórica. Além disso, fico me perguntando: por que tanta neura em mudar tudo? A quem incomoda uma "bundinha"? Quem no MSP tá com trauma em razão de bunda? É muita futrica (como dizia nosso antigo Presidente FHC!).

    Quanto às cores, sou a favor de uma "reavivada", apenas. Nada que seja brusco! De resto, a qualidade do papel e o sistema de impressão mais modernos se encarragarão das melhoras.

    Quanto às propagandas, não deveriam omitir as referentes à Turma em si. Certamente, as de produtos não devem ser reproduzidas por questões jurídicas!

    Ótimo trabalho!

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    1. Kleiton, pelo q entendi a maioria foram referentes ao caipirês antigo do Chico. Nos anos 80 era de um jeito e hj é de outra e eles quiseram colocar do jeito q tá hj.

      É bobagem sim, pq eles tinham q manter, até pra gente comparar como era a caipirês naquela época e agora. Por isso q não tinham q mudar nada.

      Valeu por ter gostado da postagem.

      Alterações ridículas mesmo foram trocar "disgramada" e "bundinha". Isso achei absurdo.

      Cores eu nem ligo de ser digital atualmente, embora preferia artesanal. E propagandas da Turma tinham q colocar sim. Fora, q ainda teve erros nessa edição colocando uma q nem saiu na original.

      Abraços

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  4. Oi Marcos, essas mudanças são reais, vc mostrou bem mesmo. Eu particularmente, não me incomodo com "bundinha" ou "rabinho", o importante é ter republicado essa coleção histórica que ainda é o melhor da MSP nas bancas hoje em dia. Daqui a pouco, eles param de vez, aí fica pior... Abs...

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    1. Paulo, essa coleção serve mesmo para ler as hqs antigas, pq achar q são iguais ás revistas originais foi provado q é ilusão.

      Fiz a postagem pra alertar o pessoal q pensa q é a mesma coisa. Afinal, quando CHTM foi lançada, a intenção deles era ser o mais parecido das revistas originais. Acho q, no minimo tinham, q comentar q foram feitas tais alterações.

      Compro mesmo por causa das revistas da Mônica e cebolinha q ficaria bem mais caro se eu comprasse as originais na internet (embora seria bem melhor).

      Abraços

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    2. Oi Marcos, as revistas originais se estiverem em perfeito estado de conservação são tesouros, que nunca mais voltarão às bancas. Infelizmente, não tenho quase nenhuma dessas da era Abril, em perfeitas condições. Então vou quebrando um galho com a CHTM. Minha revista preferida é a do Cebolinha (sempre foi), e poder rever mesmo que com estas alterações, já é uma coisa que eu nem esperava que fosse um dia acontecer. Hoje mesmo li o Cebolinha histórico nº 36 e a hq com o Capitão Feio que li quando era criança. Foi muito bom, gratificante poder rever essa hq que estava em minha memória. Abraços.

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    3. Paulo, sempre é bom reler um gibi q a gente teve, sei como é. Claro, se fosse a original seria melhor ainda, mas para ler as hqs acho válido sim. Abraços

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  5. Pois é, a coleção começa a ficar meio sem sentido com todas essas alterações, correções, etc. Aproveito para parabenizar o Marcos pelo excelente blog que descobri após procurar uma resenha sobre o Cascão 50 anos pois achei o valor da edição muito alto e gostaria de ler uma análise antes. E gostei muito da resenha e das demais postagens sempre críticas e fundamentadas.

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    1. resiak74, com certeza fica muito sem sentido ficar mudando tudo assim desse jeito. Ridículo. Fica parecendo os almanaques convencionais q agora tbm estão mudando tudo.

      Valeu pelo elogio e bom saber q tá gostando do blog. Abraços

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  6. Gosto muito dessas tuas postagens comparando os gibis... bem interessantes as mudanças que tu observou e ressaltou durante a apresentação. Não entendo o por que de umas mudanças tão sem nexo, tipo, trocar a palavra "bundinha" por "rabinho", a troco de que? Chega a ser engraçado na verdade. Outra coisa, prefiro as falas do Chico da maneira como estavam, quando era escrito "ficano" ao invés de "ficando"... até soa estranho ver ele falando correto assim, tira a graça do "caipirês".

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    1. Nanda, legal q vc gostou. Pois é, chega a ser engraçado essas mudanças, se preocupando com tudo para não dar mal exemplo. Qual o problema de "bundinha" e "disgramada" né?

      Eu tbm preferia o "ficano" antigo, bem melhor. E se mantivesem o caipirês original, a gente podia comparar como era, e como é agora.

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    2. Ah é, outra palavra que não tem sentido mesmo substituir é o "disgramada"... sempre achei graça dessa palavra, pra que trocar, caramba... Nem todos os termos usados pelo Chico precisam ter um sentido literal, não custa as crianças usarem um pouquinho da imaginação, assim como a gente fazia.

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    3. Eles querem dar tudo mastigado para as crianças, não ter trabalho para pensar, isso acho ruim.

      Agora estão mudando tudo nas hqs, enfraquece muito. Na CHTM é inadmissível.E nos almanaques convencionais, se é para mudar é melhor não republicar.

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  7. Sem falá qui já vi antigamente um nóis vai, nóis fica qui hojindía deve tê mudado pra nóis vamo ou nóis ficamo... coisa bem artificial. Ou põe ele falano certo duma veiz, ou põe o jeito legítimo de se falá errado, uai!
    Cumé qui alguém vai aprendê como é qui si fala certo se num tem o errado? Qui disgramera, sô!

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    1. Fabiano, eles alteraram isso nessa edição... e nas anteriores tbm. Nessa trocaram: "nóis joga a bacia", alteraram para "nóis jogamos..."; "nóis tem qui pulá", para "nóis temo...".

      Um absurdo. Quem sabe tbm não é por isso q eles não querem q tenha scans dos gibis deles na internet. Para o pessoal não vê a comparaçãodo q era na original. Afinal, normalmente quem compra CHTM é pq não tem as originais, ou se tem alguma não vai ficar buscando pra ficar comparando.

      Abraços

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    2. Eles não querem que as pessoas vejam como a turma está um lixo.

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    3. Podes crer Fabiano, só eles não enxergam isso.

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  8. Um suspiro. Ao menos mantiveram o Droga! na republicação. Sobre as outras alterações de texto e cor, absurdo, sobretudo aquele ozinho sem vergonha. No temático de 2009 da panini (que perdi enxarcado) também republicaram a história das formigas, e lembro de ter normalmente o disgramada e bundinha. Mas a definição de saúva ja estava lá no rodapé.

    Êh, êh! Agora, falando nisso eu me lembro de quando crianca, quantas e quantas vezes não fazia o mesmo processo da bacia na época de iças, e depois comia torrado com farinha, no interior de Natal, onde passei minha infância. E tambem pescava rio abaixo dentro de uma bacia, como o Chico. Tempo hom que nãovolta mais. Hoje nenhuma crianca sonha que isso existe!

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    1. Gabriel, acabei de conferir o Almanaque Temático de 2009 do Chico (Ecologia), e achei: tudo o que mudaram na CHTM foi mudado no AT, exceto a "bundinha". Até aquele O mal-feito já tava lá...

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    2. "a definição de saúva ja estava lá no rodapé. "

      Na original não tinha essa definição, então não devia estar na CHTM. Nem tenho esse Almanaque temático, só sei q tem algumas hqs da Ed. Abril nele, o q é raro.

      Eu já não tive esse costume, morava em cidade, acho estranho comer içás.

      Marcelo, bom saber q a bundinha estava nesse Temático. Mudavam alguma coisa, mas não era assim como tá hj. Essa paranoia de mudarem tudo tá mais frequente desde o ano passado, e tá cada vez mais, chegando agora na CHTM.

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  9. Agora tem um novo site da turma em construção. Talvez por isso não respondam as minhas perguntas (perguntei respondendo outro e-mail mandado). Quando esse tal novo site entrar no ar, vou repetir a questão e ver o que respondem. Estou ancioso para ver a cara nova da página. Enquanto isso, Marcos, também estou esperando sua postagem sobre os personagens do limbo. Pode contar comigo para ajudar, tenho boa cabeça e lembro de vários esquecidos. O Zé Munheca por exemplo, avarento e mão de vaca, que não abria a mão nem para cumprimentar, foi ressuscitado recentemente em um gibi do cebolinha, protagonizando uma história própria. Ele trabalhava em um posto de reclamações e recebia queixas o dia inteiro. No final do expediente ia em outro posto para reclamar do emprego. História rasa, mas que serviu para trazer o personagem de volta á tona. E o Nico demo, que nunca havia protagonizado nada além de tirinhas e comerciais, agora está tendo vez nos gibis da Magali. A cada um que sai, há uma história de uma pagina dele. Infelizmente nao tenho mais nenhum desses materiais, que perdi no desastre da água.

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    1. O problema q não tenho muito material desses 2 personagens, mas dá para encontrar alguma coisa na internet. Vou ver o q dá pra fazer, mas dá para escrever sobre eles sim.

      Realmente, foram ressuscitados recentemente, visto q Nico Demo nem hqs dos gibis da Abril ele tinha.

      Abraços

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  10. Gabriel, tenho todos os gibis da Panini da Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão, e vi que o Zé Munheca já aparece com força total (em histórias mudas de duas páginas).

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    1. É verdade, Marcelo, volta e meia eles aparecem nos gibis. E sempre são hqs mudas, principalmente as do Nico Demo. Dele, até as tiras de jornais eram mudas.

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    2. Pois é, Marcelo? Bom saber. A pena é que nao dá pra criar muito nem explorar muitos temas com esses personagens por que o politicamente correto nao deixa. Nasceu a esperança de que daqui para frente os gibis mensais comecem uma leva de melhoras.

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    3. Olha, Marcelo, desculpa se estou chateando com tantas perguntas, mas é que me ocorreu uma lembrança. Eu e o Marcos estamos iniciando uma busca de historias 3d em gibis atuais da panini. Como você tem todos esses gibis, eu queria pedir que vasculhasse e nos desse os números que tem historias em 3d, pode ser?

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    4. " Nasceu a esperança de que daqui para frente os gibis mensais comecem uma leva de melhoras."

      Não tenho esperança q as hqs melhorem. A perspectiva é piorar mais.

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    5. Sempre dá pra ficar pior. Mas com a volta desses sumidos, e agora com a criação de novos núcleos (os japoneses e os bahianos) abriram-se as possibilidades de novas histórias e enredos. Acredito que as histórias no roteiro devem ser maravilhosas, mas cortam cenas com esse politicamente incorreto, redesenham digitalizados, e no caminho do processo a essência vai se perdendo. Bons tempos mesmos eram aqueles em que o estilo dos roteiristas eram mantidos na impressão e os gibis se tornavam um misto de traços e cores diferentes, combinando com historias bacanas, que os deixou clássicos.

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    6. É verdade, adorava quando cada hq tinha traço diferente, de acordo com o roteirista. Nem tem comparação com os traços atuais q parecem carimbo.

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    7. Bom, eu não lembro de nenhuma HQ 3D até agora. Estou planejando comprar ainda os do Chico e do Parque, mas, dentre os que eu tenho, acho que nenhum tem HQ 3D.

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    8. Valeu pelo comentário Marcelo. Pena q vc nao tem. Vou ver se encontro algo e aviso a vcs.

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  11. Nossa! Invejo a sua colecao, Marcelo! Você tem exemplares da Globo tambem? Vende, ou troca? É que perdi oitenta por cento do meu acervo com um cano de água.

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    1. Bom, da Globo tenho poucos (apenas uns 12), mas da Panini já tenho com força total. Tenho alguns repetidos... Vejo quais são e te falo, ok?

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  12. Tenho a coleção de livros azuis da L&PM (AS MELHORES HISTÓRIAS DE "FULANO") que ganhei quando criança (só o da Mônica que achei em um sebo recentemente) e notei essas mudanças que vc comentou comparando com o livro do Chico Bento. No livro a história está provavelmente mais fiel ao original (se não estiver igual). É triste ver que mudam tanto algo que não era pra ser mexido né? :(

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    1. Natália, com certeza a republicação desse livro tá bem mais fiel do q a Coleção Histórica. Eu tenho 4 dessa coleção L&PM, eles preservaram até os códigos q vinham na época informando o número da edição e tbm o ano no rodapé quando eram história de abertura (tipo, 1983 Maurício de Sousa Produções). Lamentável, a Coleção Histórica não seguir esse exemplo. Não era pra ter mexido em nada.

      Desses livros da L&PM eu tenho os da Mônica, Cebolinha, Cascão e Bidu. Todas encontrados em sebo. Muito bons. Adoraria ter os da Tina e da magali, deve ter muitas raridades da Editora Abril. Quem sabe eu encontro algum dia.

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  13. Soube que na época da Folha, em que o Maurício publicava suas tiras, houve tambem uma tentativa de rodar gibis, na mesma impressora dos jornais. Claro que nao deu muito certo. Fiquei curioso e perguntei para a MSP o que havia acontecido com aqueles gibis e as historias contidas neles. Eram os primeiros que já forma feitos do Maurício, antes dos da abril e dos do Bidu na zás traz. Me responderam que é eram mesmo peças únicas, extremas raridades, e que foram rodados seis exemplares, que devido á má qualidade se perderam no tempo. Nem o próprio Maurício os tem. Assim, todo o conteúdo se perdeu, até as histórias, que nunca foram arquivadas, portanto também nao forma refeitas nem republicadas (ainda em preto e branco). Afirmaram que nao foram lançados para venda em lugar nenhum. Mas cogitam na internet que sim, que alguns tem uma vaga lembrança dela terem visto, até de tê-los comprado. Porém, nos dias atuais nenhum indicio de que eles ainda existem. O que terá acontecido de verdade?

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    1. Gabriel, legal saber. Desconhecia completamente desse fato. Pelo q deu pra entender teve gente que conseguiu pegar esses exemplares e depois revendeu. Se for, é raridade mesmo, até pq Maurício tem todo seu acervo.

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  14. Não comprei essa 36 (na minha cidade ainda tá no 34) mas já notei varias curiosidades. O Chico aparece com,os pes arrredondados, sem dedos, na capa. E o Zé Lelé aparece tambem, mas não participa da história. As impressões da época traziam cores mais vivas e tons mais fortes, ja as da panini são tons fracos e claros, o que eu ja nao gosto. Deviam pelomenos deixar a mesma totalidade para que os leitores exploressem o contraste com os gibis atuais. Sobre a cartela milionária, gostei de terem a tirado. Algum desabusado podia mesmo cortar o gibi pensando que ia ganhar algum prêmio.

    Inclusive hoje os gibis da época dessa premiação, a maioria estão picotados. Nessa época, eu comprava dois gibis do mesmo número. Um eu retirava os pontos para a cartela, o outro eu deixava inteiro. Fazia isso escondido, para minha mãe nao brigar que eu andava gastando a toa. Os cortados, eu ia amontoando todos em uma sacola. Um dia, a banca fechou, e todos tinham que ir até a cidade para continuar comprando suas revistas (morávamos no campo). Quando eu fiquei sabendo, montei uma pequena lojinha, com umas caixas e madeiras nomeio da praça, e comecei a vender os meus repetidos. Resultado: ganhei praticamente o dobro do que eu gastei com eles na época.

    Acho que com a coleção histórica, deviam fazer o seguinte. Colocar a capa modificada mesmo, com os selos, o carimbo da panini, etc. Mas no verso, deveriam republicar a capa original, com os selos da monica e do cebolinha no dia da criança, o carimbo da abril...

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  15. Gabriel, na capa não aparece os dedos dos pés dele pq estão dentro d'água. Achei bem pensado por parte deles. Agora Zé Lelé foi erro mesmo. Até citei isso na outra postagem.

    Tbm não gosto da impressão da panini, tudo muito digital, gostava mesmo das cores dos gibis antigos e deviam manter isso na CHTM. Na Globo, eles colocavam nos almanaques as cores bem parecidas das originais e acho q na panini devia ser assim.

    Se colocassem a cartela milionária seria ótimo. Se alguém resolvesse cortar aí seria de cada um. É verdade, alguns q eu tenho dessa época compradas em sebo estão com a área cortada. mas como o interior tava bom, comprei assim mesmo. Legal q vc conseguiu ganhar dinheiro com as duplicatas.

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  16. Como sempre, excelente análise! Fico feliz em ver que há outras pessoas que, como eu, se importa com os detalhes - ou infelizmente, a falta deles nas publicações atuais da MSP.

    Advirto que vou escrever pra car@lh*, portanto, os que não estiverm com saco pra ler têm a minha licença pra parar por aqui kkk.

    Então, divagando um pouco sobre respeito próprio e valorização da obra artística:

    A impressão que tenho é que infelizmente a MSP ainda não conseguiu se acostumar com seu tamanho, relevância e principalmente, responsabilidade para com o publico. Sei lá, parece uma dessas pessoas com "gigantismo" ou acromegalia (sei lá), que não conseguem se adaptar ao seu tamanho, tornando-as desengonçadas.

    Tenho a impressão que algo semelhante aconteceu com os quadrinhos da Disney décadas atrás, quando começaram a liberar licenças para a produção de HQS em vários países visando a quantidade em detrimento da qualidade. No caso da Disney basta comparar a qualidade das obras irretocáveis de Carl Barks com a produção genérica atual. Quanto a Carl Barks, recomendo a todos que procurem volumes da coleção: (O Melhor da Disney, as obras completas de Carl Barks...) que mostram a qualidade e o respeito com que grandes clássicos devem ser tratados.

    Enfim, voltando à Turma da Mônica, fico um pouco angustiado, pois me parece que está acontecendo a mesma coisa que com a Disney, ou seja, quantidade em detrimento da qualidade. É lançamento pra todo lado, uns muito bons e outros cujos responsáveis deveriam ser fuzilados, como é o caso da TMJ.

    continua...

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  17. Quanto à coleção histórica, continuo achando a obra muito legal, pois é uma oportunidade de conhecer as obras da época da Editora Abril, que na minha opinião são de longe as melhores, mas concordo com você que, que as alterações, por menores que sejam, são abomináveis. E por que alterar o que é perfeito? Porque a MSP infelizmente não se dá o respeito, não se impõe (e parece não estar preocupada em se impor, contanto que continue ganhando rios de dinheiro) e principalmente, não consegue compreender seu tamanho, portanto anda com passos de gigante desengonçado.

    Resumindo, qual seria a solução? Sei lá, não trabalho no mercado editorial para saber, mas há exemplos felizes a serem seguidos, e me limito a citar dois, nos quais a MPS deveria se pautar pois sua obra, apesar de ter menor valor histórico e influência global, não perde em nada em termos de potencial de entretenimento. Os exemplos aos quais me refiro são:

    1 - Peanuts (Charlie Brown) de Charles M. Schulz - Tudo o que é produzido passa por um rigoroso controle de qualidade, desde os descompromissados livrinhos de coletâneas temáticas, que podemos comprar na banquinha até a impecável coleção "The complete Peanuts" que é um exemplo de como a verdadeira Coleção Histórica da Turma da Mônica deveria ser se a MPS tivesse mais auto-respeito.

    2 - Tintin - A fundação Hergé impõe uma vigilância estrita sobre a obra do grande mestre. Tudo que é publicado com os nomes Tintin ou Hergé passa pelo crivo de uma comissão que garante uma análise minuciosa, encarregada de verificar se o resultado estará à altura da marca. Um exemplo disso é a obra "Tintin the Great Companion" de Michael Farr, que se dedica a analisar de forma minuciosa todos os detalhes e meandros por trás das HQS de Tintin, ou "The art of Hergé, inventor of Tintin", que em três volumes ricamente ilustrados faz jus à obra do grande Mestre Hergé. E pra finalizar, quanto á qualidade e valorização, dá uma sacada no naipe do museu dos caras: http://www.museeherge.com/en. Acho que a MSP, madura como está deveria seguir o exemplo da Fundação Hergé, parar de se preocupar tanto com o lucro e se dedicar a investir, mesmo que com perdas financeiras, em produzir um legado condizente com a relevância da marca, mas o que vale mais, vender 1.000.000 das auto-mutilações chamadas TMJ ou vender uns 1000 exemplares de livros produzidos com o requinte merecido, para nós, os fãs hardcore, que valorizamos a obra? Me parece que infelizmente o MSP ainda não madureceu o suficiente para perceber que já passou da hora da transição.

    continua...

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  18. Minha frustração quanto à MSP pode ser bem resumida com o exemplo do "Dossiê Mônica 50 anos". Quando comecei a ver os anúncios do lançamento, confesso que ingenuamente esperava que a MSP finalmente fosse lançar uma obra de peso, como as supracitadas e, para minha surpresa, publicam uma esmolinha, que parece um trabalho de escola da 5ª série (nada contra a galera mais nova!)mas me poupe, o Dossiê, que merecia um livro de no mínimo umas 400 páginas, em capa dura, com papel da melhor qualidade passa batido, jogado no meio da revistinha.

    Enfim, desde as pequenas alterações indesejadas na coleção histórica, passando pela má vontade da MSP em publicar algo que eleve sua obra para outro nível e desembocando no surgimento de um número cada vez maior de publicações derivadas, caça níqueis, sinto que infelizmente não teremos a MPS que desejamos, infelizmente não a curso prazo.

    Abraço a todos e desculpem pela verborragia!

    Os: Tenho todas as obras a coleções supracitadas, e minha meta é, nos próximos 5 anos ter a coleção completa (mesmo) da Turma da Mônica, mas tá difícil kkk. Por enquanto, vou guardando a Coleção Histórica!

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  19. "É lançamento pra todo lado, uns muito bons e outros cujos responsáveis deveriam ser fuzilados, como é o caso da TMJ. "

    Sinto falta quando a MSP só lançava revistas dos 5 principais e almanaques deles, e vez ou outra algum especial. Só isso já tava muito bom.

    Quanto a Coleção Histórica, para mim não tinha q ter absolutamente nenhuma alteração, por mínima q seja, principalmente no roteiro. Acho falta de respeito até com o roteirista q escreveu tal hq alterada.

    Eu tbm não gostei muito da Mônica 50 Anos, em breve terá uma postagem sobre essa edição. Tudo q vc falou tá certíssimo. Realmente vc escreveu pra car@lh*, mas não tem probelma, até é bom pra enriquecer a postagem. Fique sempre à vontade para comentar.

    Abraços

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  20. Olá Marcos, então, eu nem estava falando do Mônica 50 anos, que eu nem comprei, pois estou meio desanimado, tendo em vista as deficiências dos outros volumes similares. Me referi, na verdade, ao "Dossiê Mônica 50 Anos" que eles anunciaram com tanto afinco e que na verdade se resume a duas páginas mensais inseridas dentro das revistinhas, com textinhos ultra resumidos, dedicados a contar um pouco da história da Turma.

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    1. É verdade, os textos são fraquinhos mesmo, nada de relevante. Tem toda razão.

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  21. Muito bom, ainda bem que você conseguiu por as diferenças das edições originais da época e as da Coleção Histórica Marcos, tenho essa edição É dia de Içá da CHTM, muito boa por sinal. E confesso que não sabia dessas alterações, só sabia mesmo nos Almanaques. Mas é isso aí, temos que contentar com esse politicamente correto.

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    1. Alessandro, não era para ter mudança nem nos almanaques, nem na CHTM. É lamentável isso acontecer e estragar as obras originais.

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